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Jornada SIGA chega à terceira fase

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Um workshop realizado em 28 de abril marcou a terceira fase da Jornada SIGA (Sistema de Indicadores para Gestão de Alto Desempenho). O evento ocorreu em formato híbrido – na sede da ARCA, em São Paulo, e com transmissão online – e reuniu mais de 50 estrategistas. Esses profissionais são responsáveis por inserir os dados dos hospitais participantes na plataforma SINHA (Sistema de Indicadores Hospitalares Anahp).

O SIGA é fruto de uma parceria entre o SindHosp, a FESAÚDE e a Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) e tem como objetivo fomentar uma cultura de dados e indicadores nas instituições, em prol da qualidade, da segurança do paciente e de melhores resultados.

“Na primeira fase trabalhamos os indicadores operacionais, depois passamos para os indicadores assistenciais e, nessa terceira fase, estamos dando foco aos indicadores financeiros e de gestão de pessoas”, explicou na abertura do encontro a consultora Técnica do NIC (Núcleo de Inteligência e Conteúdo), área do SindHosp responsável pela coordenação da Jornada SIGA, Aline Yukimitsu.

 

O papel dos indicadores na tomada de decisão

 

O diretor-executivo do Hospital da Baleia, em Belo Horizonte, Fábio Patrus, abordou o tema “Da informação à decisão: o papel dos indicadores na eficiência da gestão de pessoas e na sustentabilidade financeira”. Instituição filantrópica, o hospital optou por encerrar o atendimento a beneficiários da saúde suplementar e hoje atua integralmente no Sistema Único de Saúde (SUS). “Indicadores financeiros, a análise do volume de escala e o alinhamento com a vocação institucional foram determinantes para essa decisão”, afirma Patrus.

O diretor do Hospital da Baleia elencou três armadilhas que hospitais em fase inicial no uso de indicadores devem evitar: 1. Querer medir tudo e não intervir em nada; 2. Gastar tempo justificando indicadores que estão dentro do padrão; 3. Criar indicadores em excesso, diluindo a verdadeira prioridade. “A riqueza desse trabalho está no benchmarking e em identificar a interação de um indicador com outro. Por exemplo, o giro de leito pode se apresentar melhor ou pior de acordo com o absenteísmo. Por isso, o olhar precisa ser integrado”, ensina Patrus.

Keila Amaral, gerente do Núcleo de Estudos e Análises (NEA) da Anahp, esclareceu questões sobre as fichas técnicas de alguns indicadores. “Essas fichas são detalhadas e buscam abranger a maior parte das situações. Ainda assim, a Anahp permanece à disposição para eventuais esclarecimentos”, ressaltou.

A gerente do NIC, Vanessa Tamara, destacou a importância do envio do Termo de Compromisso assinado por todos os hospitais participantes. Segundo ela, a formalização é necessária para que os responsáveis pelo SIGA possam realizar o treinamento e inserir os dados no SINHA. Por fim, os estrategistas participaram de dinâmicas que ajudaram a identificar quais os resultados esperados por alguns indicadores e como eles podem colaborar na tomada de decisão a partrir da identificação de problemas.

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