Reunião do Comitê de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) do SindHosp avançou na elaboração do Manual e discutiu integração das equipes, autonomia dos residentes e formação profissional
O Comitê Técnico de ILPI do SindHosp avançou, em reunião realizada em 23 de setembro, na elaboração do Manual de Boas Práticas para Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). Coordenado por José Antonio Maluf de Carvalho, diretor técnico-científico do Sindicato e da FESAÚDE, o encontro discutiu os desafios de instituições que atendem uma população cada vez mais longeva e com demandas de cuidado mais complexas.
Também participaram Carla Grossi, coordenadora assistencial, e Daniela Rebouças, enfermeira sênior, ambas do Residencial Israelita Albert Einstein, além de Frederico Berardo, presidente da Associação Brasileira de Hospitais e Clínicas de Transição (ABRAHCT). O Manual está em fase avançada de elaboração. Durante a reunião, foi informado que o documento está quase completo, com algumas contribuições ainda pendentes, entre elas conteúdos relacionados ao uso de tecnologia.
Grossi e Rebouças conduziram a apresentação sobre o cuidado de pessoas idosas, com foco na atuação conjunta entre enfermagem e cuidadores. Carla Grossi destacou a necessidade de delimitar responsabilidades sem perder a integração entre as equipes: “São funções que se complementam. Uma trabalhando em parceria com a outra produz um cuidado de qualidade e bem fortalecido, com papéis bem específicos”, afirmou.
Na apresentação, a enfermagem foi associada à avaliação, ao planejamento, aos cuidados técnicos e à supervisão. Ao cuidador cabe um acompanhamento mais próximo da rotina, com apoio às atividades de vida diária, estímulo à autonomia e observação do morador. A comunicação contínua entre esses profissionais apareceu como parte central desse modelo de atuação.
O encontro também abordou a dificuldade de formar e manter profissionais preparados para esse trabalho. A discussão mostrou que as ILPIs acabam assumindo um papel de formação, já que nem sempre recebem trabalhadores prontos para lidar com as exigências do cuidado à pessoa idosa.
Rede de cuidado
A reunião também discutiu limites regulatórios, dimensionamento das equipes, formação continuada e uso adequado dos recursos. O debate passou pela necessidade de conciliar exigências técnicas e regulatórias com autonomia, individualidade e cuidado centrado na pessoa.
Na etapa dedicada às visitas a instituições e serviços voltados à pessoa idosa, Frederico Berardo apresentou experiências de cuidado comunitário, convivência e atendimento especializado, ampliando a discussão sobre diferentes formas de suporte à população idosa.
As experiências reunidas no Comitê ajudam a dar forma ao Manual a partir de situações vividas por gestores, profissionais e moradores das ILPIs. O grupo seguirá trabalhando na elaboração da publicação, reunindo boas práticas que possam apoiar a atuação dessas instituições.
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