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Jornada SIGA avança e realiza 2º workshop

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A Jornada SIGA (Sistema de Indicadores para Gestão de Alto Desempenho) deu mais um passo rumo à sua consolidação, com a realização do 2º Workshop SIGA, em 26 de março. O encontro, realizado no auditório da ARCA, na Capital paulista, reuniu estrategistas dos hospitais participantes para debater o cuidado orientado em dados. “Há uma habilidade que não aparece em planilhas nem pode ser traduzida por dados, que é a coragem – coragem de continuar buscando os dados das nossas instituições com transparência para que possamos crescer”, afirmou a CEO da FESAÚDE e do SindHosp na abertura do encontro, Larissa Eloi.

Coordenada pelo NIC (Núcleo de Inteligência e Conteúdo), a Jornada SIGA objetiva fomentar uma cultura de dados e indicadores nas instituições, em prol da qualidade, da segurança do paciente e de melhores resultados. O 2º workshop apresentou aos estrategistas cases e experiências práticas de hospitais que já utilizam essas ferramentas, evidenciando seu papel na melhoria do cuidado.

 

A experiência de hospitais

 

A coordenadora de Qualidade e Segurança do Paciente do Hospital do Coração (HCor), Tânia Chapina Migana, foi a primeira palestrante. “Para gerir corretamente os indicadores dentro das instituições é fundamental ter perguntas e respostas claras. Por exemplo: o indicador é qualitativo ou quantitativo? É estratégico ou voltado ao monitoramento de área? Sua validação é interna ou externa? E assim sucessivamente”, frisou. Segundo Tânia Migana, os indicadores são ferramentas essenciais para decisões mais assertivas, promovem transparência na gestão, contribuem para a mitigação de riscos e permitem intervenções mais ágeis e eficazes nos processos.

A experiência do Hospital Alemão Oswaldo Cruz foi relatada por Amanda Maciel, enfermeira do Controle de Infecção Hospitalar. “No hospital temos a cultura de sempre olhar para os dados e indicadores”, garantiu Maciel. Ela trouxe para o workshop a discussão do indicador que mede a infecção da corrente sanguínea associada ao uso de cateter venoso central. O que fazer quando a instituição detecta aumento dessas infecções em pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI)? Quais medidas de prevenção devem ser adotadas? “Mesmo que haja guidelines sobre o assunto, implantá-los à beira do leito é algo complexo. O desafio é enorme. É preciso entender o problema com base nos dados disponíveis”, lembrou a enfermeira.

 

Próximos passos

 

A segunda parte do workshop contou com a participação da gerente do Núcleo de Estudos e Análises (NEA) da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Keila Amaral. Ela apresentou a plataforma do Sistema de Indicadores Hospitalares Anahp (SINHA) e mostrou como os hospitais que participam do SIGA poderão utilizar os indicadores para benchmarking. “Melhoria contínua impõe análise crítica e coloca perguntas. É preciso verificar o que está ocorrendo na ponta”, lembrou a gerente do NEA. Keila Amaral ressaltou a necessidade de que todos os hospitais enviem, o mais breve possível, o Termo de Adesão ao SIGA devidamente assinado. “Somente após esse processo poderemos iniciar os treinamentos e liberar o acesso do hospital à plataforma”, afirmou.

Os consultores Técnicos do NIC, Aline Yukimitsu e Evandro Felix, abordaram, respectivamente, a construção das fichas dos indicadores e sua aplicação nas organizações. “Cabe a cada hospital entender o propósito de cada indicador, pois alguns podem ter mais de uma perspectiva”, finalizou Felix.

O 3º Workshop do SIGA acontece no próximo dia 28 de abril, no auditório da ARCA, em São Paulo, a partir das 8h30. Mais informações pelo site www.sindhosp.org.br ou nas redes sociais do SindHosp.

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