Sindhosp

Workshop debate saúde mental nas organizações

Compartilhar artigo

Criada em 2014 com o objetivo de colocar a saúde mental em foco, desmistificar transtornos psiquiátricos e estimular o cuidado emocional, a campanha Janeiro Branco vem ganhando relevância ano após ano. Para aprofundar esse debate e discutir como um ambiente corporativo psicologicamente seguro pode contribuir para o bem-estar dos colaboradores, o SindHosp realizou, em 27 de janeiro, o Workshop da Saúde: Cuidado com as Pessoas para Além do Janeiro Branco.

“É preciso trazer esse tema para a cultura organizacional. No Sindicato, temos uma mandala de qualidade de vida e, mensalmente, promovemos ações voltadas à prevenção e ao cuidado com a saúde mental dos colaboradores”, afirmou a diretora executiva da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi, mediadora do evento.

O workshop contou com a participação de Juarez Fernandes, sócio-diretor da Bentec Consultoria em Benefícios, e Fabíola Furlan, psicóloga clínica especializada em Saúde Ocupacional. “A Bentec é uma empresa parceira do SindHosp há alguns anos e atua na gestão de saúde e no desenvolvimento de campanhas de prevenção, com soluções sob medida para cada cliente”, afirmou Juarez Fernandes.

Larissa Eloi lembrou que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um a cada quatro indivíduos irá desenvolver algum tipo de transtorno mental ao longo da vida. Para ela, uma das principais atribuições de um CEO é zelar pela saúde das pessoas em um ambiente seguro. Nesse contexto, questionou a psicóloga Fabíola Furlan sobre por onde começar essa prática de cuidado dentro das organizações. “Os líderes precisam estar atentos aos sinais e criar ambientes onde esses assuntos encontrem espaço. Ouvir é fundamental”, destacou Furlan.

Alguns sinais de que algo não vai bem começam de forma discreta, segundo a psicóloga. “Os primeiros alertas são o cansaço e a irritabilidade; depois, surge a queda na produtividade. Também é possível observar desatenção, insônia e falta de apetite”, explica Fabíola Furlan.

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, o Brasil registrou um número recorde de afastamentos do trabalho por doenças mentais em 2025, ultrapassando 546 mil licenças. Depressão, ansiedade e burnout estão entre as principais causas. “Quando um colaborador é afastado por uma doença ortopédica, por exemplo, a empresa consegue prever o tempo médio do seu retorno às atividades, o que não ocorre com os transtornos mentais. Por isso, a prevenção e a criação de ambientes corporativos seguros são fundamentais, e a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) vem justamente para consolidar esse cuidado”, afirma Fabíola Furlan.

Acompanhe, abaixo, o Workshop da Saúde na íntegra:

 

Artigos Relacionados...

Últimas Notícias

Como combater o desperdício na saúde?

O desperdício é um dos maiores desafios do setor da saúde e compromete recursos que poderiam ser direcionados à ampliação do acesso, à melhoria da qualidade assistencial e à incorporação

Últimas Notícias

Nova diretoria do SindHosp toma posse

Em almoço realizado em 10 de junho, na Capital paulista, os novos integrantes da diretoria do SindHosp, eleitos para o triênio 2026-2029 em abril passado, tomaram posse. “Mais do que

Curta nossa página

Siga nas mídias sociais

Mais recentes

Receba conteúdo exclusivo

Assine nossa newsletter

Prometemos nunca enviar spam.

Scroll to Top