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1 de outubro de 2015

Santa Casa inclui 184 médicos na lista de demissões

A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo definiu as demissões de 1.500 profissionais, entre eles 184 médicos. No início do mês, a instituição – que convive com uma dívida de R$ 800 milhões, que ainda tenta renegociar – já havia divulgado um plano de reestruturação. As demissões, no entanto, ficaram acima dos 10% inicialmente previstos – chegaram a 12% do quadro geral – e devem ser efetivadas em menos de um mês.

As verbas rescisórias serão parceladas, e a rodada de negociações deve ser levada até o Ministério Público do Trabalho para que funcionários e entidade consigam fechar um acordo. O superintendente da Santa Casa, José Carlos Villela, diz que a entidade tem trabalhado para que o processo ocorra com transparência. “São 13 sindicatos que representam os trabalhadores da Santa Casa. O que fizemos foi conversar com eles para explicar a necessidade das demissões. Isso para que eles tivessem certeza de que o processo seria claro. Já estamos em uma segunda rodada de negociações com os sindicatos.”

Ele detalha que será iniciada uma conversa com o Ministério Público do Trabalho e com o Ministério do Trabalho e Emprego e que o objetivo é tentar fazer um acordo para que as verbas rescisórias sejam parceladas. A negociação pode incluir até a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre as partes.

O superintendente também afirma que não há como precisar prazos para o pagamento do parcelamento. “O tempo desse parcelamento ainda vai ser analisado com os sindicatos e os trabalhadores. A ideia é atingir uma parcela que impacte o mínimo possível, considerando o salário que o funcionário tinha.”

José Carlos Villela diz que o “processo demissional” deve ocorrer a curto prazo. “Embora as negociações incluam conversas com diversas entidades, acredito que possamos fazer o processo completo e bem comunicado em menos de um mês.”

Segundo o superintendente, um terço dos demitidos é dos setores administrativos. As dispensas representam 12% dos colaboradores, de acordo com a assessoria da instituição. A entidade possui 11 mil funcionários.

A meta inicial era de fazer o desligamento de 2 mil profissionais, mas, nos últimos três meses, cerca de 400 servidores saíram do cargo, alguns por pedirem demissão. Além disso, vagas foram congeladas e o número total foi reduzido. Segundo o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), os atingidos por essas demissões serão médicos, enfermeiros e funcionários que desempenham funções administrativas.

O presidente do Simesp, Eder Gatti, afirma que se reuniu com integrantes da instituição médica na terça-feira, quando as condições para o desligamento dos médicos foram apresentadas. Ele diz que, inicialmente, a proposta não beneficia os profissionais que serão demitidos.

“Eles delegaram para diretores escolherem os nomes e apresentaram uma proposta de demitir e parcelar as multas rescisórias com parcelas de até R$ 10 mil por mês. É uma situação prejudicial para a categoria, mas a negociação está aberta.”

Eder Gatti diz que, durante a reunião, foi informado de que a prioridade definida para a demissão foi para profissionais que não têm mais interesse em trabalhar na instituição, funcionários que estão ociosos e servidores com salários incompatíveis com as funções que realizam. Mesmo assim, ele afirma que a entidade pretende acompanhar o processo de demissões para evitar casos de abuso.

Segundo o presidente, a verba deveria ser paga em parcela única e, com o parcelamento, o prazo para o término do pagamento sempre vai depender do valor que o profissional tem para receber de rescisão. “A instituição está em crise, é importante para a sociedade, mas os médicos e funcionários vão arcar mais uma vez. Já estamos com o salário de novembro do ano passado e o 13.º atrasados. Os médicos serão demitidos e terão a rescisão parcelada. É muito desfavorável.”

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Mário Sérgio Pereira é o novo presidente do SalomãoZoppi

Há mais de um ano que essa transição está sendo cuidadosamente preparada. Mário Sérgio Pereira assumiu como presidente da rede de medicina diagnóstica SalomãoZoppi Diagnósticos no fim de setembro. Pereira chegou para profissionalizar, reestruturar equipes e reforçar ainda mais os valores da instituição – construídos pelos médicos e sócios fundadores Luis Vitor Salomão e Paulo Sérgio Zoppi, agora integrantes do Conselho.
 
Em abril deste ano, Pereira adiantou ao Saúde Business que o planejado era alcançar um faturamento de 400 milhões de reais até 2017, praticamente o dobro do que fatura atualmente. Com essa onda de investimentos próprios, a rede planeja alocar R$ 40 milhões na abertura de quatro novas unidades de grande porte até o fim de 2016, antecipando seu planejamento estratégico.
 
O cronograma prevê a abertura de uma nova unidade no bairro da Lapa ainda este ano e outras três unidades até o ano que vem: Santo André, Mooca e Osasco. Com isso, a rede passará a ter 13 unidades (hoje são 9) em operação na capital paulista e região metropolitana até o final do próximo ano. Junto com a expansão geográfica, os serviços de alta complexidade são aprimorados, sem perder o foco da atenção à saúde feminina.
 
Para tudo isso se concretizar, Pereira montou um time de oito superintendentes, que agora passam a responder à presidência da empresa. Dos oito executivos, cinco foram contratados nos últimos 12 meses e outros 3 já faziam parte do grupo de executivos.
 
De acordo com comunicado ao mercado, as quatro novas unidades e as nove já existentes terão capacidade para atendimento de 1,2 milhão de pacientes ao ano em 2016. A previsão é que, ao atingirem maturidade operacional, as unidades irão agregar cerca de 4 milhões de exames/ano e atender tanto a demanda de exames de análises clínicas como de imagem.
 
Este ano a previsão é de R$ 270 milhões em faturamento, sendo que o ano passado o grupo atingiu R$ 200 milhões. Para 2016, o plano de negócios da companhia prevê manter o ritmo atual de crescimento. No primeiro semestre, o grupo registrou faturamento de R$ 124,7 milhões com crescimento de 31% frente a igual período do ano anterior. O volume de exames saltou de 3.6 milhões nos primeiros seis meses do ano passado, para 4.5 milhões entre janeiro e junho de 2015, apresentando evolução de 23%.
 
Segundo informou, o investimento nas novas unidades deve abrir 360 novos postos de trabalho, sendo que hoje a companhia emprega 1400 funcionários e conta com um corpo clínico formado por 400 especialistas.
 
 
 

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