Sindhosp

Ana Paula

Dados estruturados são tema de debate na Arena da Saúde

O estande da FESAÚDE e do SindHosp durante a Hospitalar 2026 sediou um espaço – a Arena da Saúde – que recebeu autoridades, lideranças e profissionais para debater temas que impactam atualmente o setor. Os encontros foram gravados e serão publicados no canal do Youtube do SindHosp (@SindHospOficial) nas próximas semanas.

O primeiro episódio da série tem como tema Dados Estruturados e foi mediado pelo presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin, que recebeu a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, e o presidente do Instituto Coalizão Saúde (ICOS), Giovani Guido Cerri. Temas como interoperabilidade, inteligência em saúde e os desafios da transformação digital no país foram abordados. “É uma honra dividir esse espaço com duas personalidades que têm ajudado a disseminar a importância de dados estruturados e da interoperabilidade”, destacou Balestrin.

Na abertura do encontro, o presidente da FESAÚDE e do SindHosp apresentou o Manifesto dos 5 Is, que foi lançado em 19 de maio após a abertura da feira. O Manifesto é síntese de um documento maior, que será entregue pelas entidades aos candidatos à Presidência da República e ao Governo do Estado de São Paulo nos próximos meses. “Como já fizemos nas últimas duas eleições, os Inegociáveis da Saúde são nossa contribuição cidadã e propõem uma agenda inadiável, voltada à transformação estrutural da saúde brasileira, defendendo a ampliação do acesso, o aumento da resolutividade, a melhoria da qualidade assistencial, a redução de desperdícios e a promoção de maior equilíbrio e sustentabilidade para o sistema de saúde”, explicou.

Dados estruturados aparecem como um dos cinco inegociáveis. Conheça quais são os inegociáveis e leia o Manifesto dos 5 Is na íntegra clicando aqui.

 

Cenário desafiador

O debate abordou os obstáculos para integrar e transformar em inteligência estratégica o grande volume de dados produzidos diariamente pela saúde brasileira. Embora o DataSUS seja uma das maiores bases de dados em saúde do mundo e a Troca de Informações na Saúde Suplementar (TISS) exista há cerca de 15 anos, os sistemas ainda enfrentam dificuldades de interoperabilidade. “O que falta para que os dados em saúde sejam tratados como inteligência estratégica ou como escolha soberana de governança nacional?”, questionou Balestrin.

Os visitantes acompanharam aos debates ao vivo

Ana Estela Haddad ressaltou a pertinência da pergunta, os avanços conquistados nos últimos anos e lembrou que ainda há desafios importantes. “Ao longo da trajetória do SUS foram criados cerca de 400 sistemas com diferentes arquiteturas e não podemos abrir mão dessa série histórica. Hoje não usamos nem 10% do mar de dados que produzimos diariamente”, afirmou. A secretária também citou iniciativas que ajudam a transformar dados em inteligência para a gestão. “Há medidas que podem melhorar esse cenário. Um bom exemplo é o que o SindHosp vem fazendo”, disse, em referência ao Boletim Infográficos Saúde (BIS). Clique aqui e obtenha mais informações.

Para Giovani Guido Cerri, a interoperabilidade deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser uma necessidade para garantir sustentabilidade ao sistema de saúde. “Ela impacta diretamente em 15% dos recursos da saúde. Como vamos financiar a saúde da população que está envelhecendo? Combatendo o desperdício, que é um dos inegociáveis que estão sendo propostos pelo SindHosp”, defendeu o presidente do ICOS.

O episódio também abordou o crescimento da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), os avanços da medicina preditiva, a personalização dos tratamentos, o uso da inteligência artificial na prática médica e experiências de parceria entre o governo federal e o setor privado.

Assista ao debate na íntegra:

 

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Congresso de Gestão em Clínicas debate sustentabilidade e novos modelos de gestão

O Congresso de Gestão em Clínicas, que aconteceu no dia 21 de maio, durante a Hospitalar 2026, marcou a retomada de um espaço tradicional de discussão sobre os principais desafios da gestão clínica no país. Promovido pela FESAÚDE, SindHosp e Hospitalar, o encontro reuniu executivos, gestores e especialistas para debater temas que hoje impactam diretamente a operação das clínicas, como sustentabilidade financeira, uso de dados, eficiência operacional, experiência do paciente e reorganização dos modelos assistenciais.

A abertura institucional do evento foi conduzida por Larissa Eloi, diretora-executiva do SindHosp e da FESAÚDE, e por Juliana Vicente, head do portfólio de saúde da Informa Markets, empresa promotora da feira. As duas destacaram o retorno do congresso à programação da Hospitalar e o peso crescente das clínicas dentro do sistema de saúde. “O fortalecimento dessas empresas passa pela construção de modelos mais sustentáveis e preparados para os desafios atuais da saúde”, afirmou Eloi.

Francisco Balestrin, presidente do Conselho de Administração do SindHosp e da FESAÚDE, falou sobre o papel das clínicas no sistema de saúde e reforçou a importância do uso estratégico de dados na gestão. “Quem não tiver inteligência sobre os próprios dados vai ter dificuldade de sobreviver em um ambiente cada vez mais pressionado por eficiência”, acredita o dirigente.

Franciso Balestrin na abertura do evento

Debates

A palestra de abertura do Congresso abordou “Clínicas em Alta Performance – Pessoas, Processos e Resultados Sustentáveis” e foi proferida pelo superintendente executivo do Espro, Alessandro Saade. O executivo defendeu modelos de liderança menos centralizadores e ambientes corporativos mais preparados para lidar com conflitos e conversas difíceis.

No painel “Gestão que Gera Valor: Estratégia e Governança na Clínica”, a diretora-executiva da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi, reforçou a importância do uso de dados estruturados na rotina das clínicas e destacou a dificuldade que muitas instituições enfrentam para consolidar informações espalhadas em diferentes sistemas. Eric Strose, do Dr. Consulta, lembrou que cerca de 95% das necessidades assistenciais da população podem ser atendidas em estruturas ambulatoriais: “A clínica passa a ter um papel central dentro da reorganização do cuidado”, afirmou.

O aumento da demanda por estruturas ambulatoriais ocasionado principalmente pelo envelhecimento populacional foi destacado pelo diretor técnico-científico da FESAÚDE, José Antônio Maluf de Carvalho, no painel “Gestão Financeira e Sustentabilidade das Clínicas”. “O paciente vai precisar de acompanhamento por muito mais tempo e isso muda completamente a lógica assistencial”, frisou Maluf, reiterando a necessidade de prevenção, acompanhamento longitudinal e redução de internações evitáveis.

A gestora Hospitalar do Centro Oftalmológico F. Thomaz, Helen Almeida, destacou indicadores considerados essenciais para a saúde financeira das clínicas, como taxa de glosa, prazo médio de recebimento e conciliação financeira. Segundo ela, clínicas que acompanham esses indicadores de forma sistemática conseguem melhorar o relacionamento com as operadoras, reduzir perdas e ampliar a previsibilidade financeira: “Muitas vezes o dinheiro está sendo perdido e a clínica simplesmente não está olhando para isso”, advertiu.

Após apresentar a experiência do Grupo Vitus, o diretor da empresa, André Gall, ressaltou a necessidade de implementação de modelos de pagamento por diária global e gestão baseada em desfecho clínico. “O fee for service estimula volume e não necessariamente resultado”, acredita. Para finalizar o painel, o CEO e diretor-geral da Clínica Santa Isabella, Lúcio Cury, compartilhou a experiência da empresa, que saiu de uma estrutura familiar para um modelo baseado em processos padronizados e acreditação.

O painel sobre gestão financeira

O Congresso ainda contou com painéis sobre “NR-1, Relações de Trabalho e Sustentabilidade: Sua Clínica está Preparada?”, outro sobre “Sua Clínica está Preparada para a Inteligência Artificial?” e com a palestra “Qualidade que Gera Valor: o Futuro das Clínicas de Alta Performance”, que encerrou o evento.

Os debates que aconteceram durante o Congresso de Gestão em Clínicas convergiram para um diagnóstico comum: a profissionalização da gestão clínica deixou de ser diferencial e passou a fazer parte da sobrevivência operacional das instituições. Temas como inteligência artificial, análise de dados, eficiência financeira e reorganização dos modelos assistenciais apareceram ao longo de praticamente todos os painéis, mostrando como a rotina das clínicas já vem sendo impactada pelas mudanças no setor.

A próxima edição da revista Saúde 360 trará matéria completa sobre o Congresso de Gestão em Clínicas. Acesse a última edição da revista clicando aqui.

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Fórum Brasil-Saúde debate novo papel da saúde privada

A oitava edição do Fórum Brasil-Saúde, realizada na quarta-feira, 20 de maio, durante a Hospitalar 2026, teve como eixo central a necessidade de ampliar a cooperação entre SUS e saúde privada diante da pressão crescente sobre o sistema de saúde brasileiro. Promovido pela FESAÚDE, SindHosp e pela CNSaúde, o encontro teve como tema “Saúde no Brasil em Transformação: Inteligência para Decidir o Futuro” e reuniu representantes do governo federal, lideranças do setor e executivos da saúde para discutir sustentabilidade, assistência especializada, transformação digital e os desafios de reorganização da assistência em um cenário marcado pelo envelhecimento populacional, avanço das doenças crônicas e restrições fiscais.

Na abertura do evento, o presidente do Conselho de Administração do SindHosp e da FESAÚDE, Francisco Balestrin, afirmou que a saúde passa por mudanças estruturais impulsionadas por fatores demográficos, tecnológicos e econômicos que já alteram a forma como o cuidado é organizado e prestado no país. Ao abordar o conceito de “inteligência para decidir o futuro”, Balestrin afirmou: “Precisamos transformar informação em conhecimento, conhecimento em estratégia e estratégia em impacto real para pacientes, profissionais, instituições e para a sustentabilidade do sistema de saúde”.

O dirigente também chamou atenção para o peso político da saúde no debate público. Segundo ele, embora a área permaneça entre as principais preocupações da população brasileira, o tema frequentemente perde espaço na agenda política depois dos períodos eleitorais. O presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, destacou, durante a abertura, a importância do Fórum como espaço de articulação institucional e de construção de soluções para os desafios enfrentados pelo setor.

 

Debates

A primeira palestra do evento foi proferida pela diretora do Departamento de Cooperação Técnica, Inovação e Desenvolvimento em Saúde do Ministério da Saúde, Aline de Oliveira Costa. Ela apresentou iniciativas ligadas à ampliação da atenção especializada, interoperabilidade de dados, telessaúde, modernização hospitalar e melhor aproveitamento da estrutura já existente.

Na sequência, foi debatido o papel político-institucional da saúde privada. O debate girou em torno da necessidade de ampliar a cooperação entre SUS e setor privado para enfrentar gargalos assistenciais históricos, reduzir filas e ampliar a oferta de atendimento. Aline de Oliveira Costa afirmou que a estratégia atual do governo federal passa pelo aproveitamento da capacidade já instalada do setor privado para ampliar atendimentos especializados e acelerar respostas assistenciais. Entre os mecanismos apresentados estão modelos de contratualização regionalizados, uso da capacidade ociosa hospitalar e conversão de passivos tributários em prestação de serviços ao SUS.

Outro tema que ganhou espaço durante o Fórum foi o foco crescente nos hospitais dentro das estratégias atuais de reorganização do sistema. Francisco Balestrin chamou atenção para o peso que a assistência hospitalar ocupou nas propostas que vêm sendo apresentadas pelo Ministério da Saúde: “Muito se fala sobre hospital inteligente, hospital estruturado e recursos concentrados em assistência especializada”, afirmou.

A observação do presidente da FESAÚDE e do SindHosp retomou uma discussão tradicional da saúde pública brasileira, construída ao longo de décadas, em torno da ideia de que a atenção básica deveria funcionar como principal eixo organizador do sistema, deixando a assistência hospitalar como etapa final da linha de cuidado. O envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas e a demanda reprimida deixada pela pandemia da Covid-19, porém, ampliaram a pressão sobre hospitais e serviços especializados. Esses fatores vêm exigindo uma reorganização da rede assistencial e a ampliação da capacidade de atendimento.

O Fórum reuniu lideranças, autoridades e profissionais

Dados e transformação digital

O debate também abordou transformação digital, interoperabilidade de dados, Inteligência Artificial (IA) e modernização hospitalar como ferramentas importantes para melhorar a gestão dos serviços, a eficiência operacional e reduzir erros assistenciais.

Representantes do governo federal e lideranças da saúde privada que participaram do Fórum convergiram na avaliação de que o sistema de saúde brasileiro exigirá, nos próximos anos, modelos mais integrados e sustentáveis para responder ao crescimento da demanda assistencial e às limitações fiscais enfrentadas pelo setor.

Ao longo das discussões, a integração entre SUS e setor privado deixou de aparecer como solução emergencial e passou a ocupar espaço estratégico nas discussões sobre acesso, financiamento e reorganização da assistência.

 

Sustentabilidade econômica

Durante o painel “Sustentabilidade Econômica do Setor, a conta fecha?”, representantes da saúde suplementar, hospitais e entidades filantrópicas expuseram uma preocupação comum: o modelo atual já dá sinais claros de esgotamento financeiro. Paralelamente, a ampliação do número de beneficiários da saúde suplementar, que pode reduzir a pressão sobre o SUS, está diretamente atrelada ao desempenho econômico do país e à renda da população brasileira.

Os participantes do painel defenderam que o debate sobre equilíbrio econômico da saúde precisa ir além da discussão sobre preços e reajustes e passar a abordar temas como produtividade, desperdício, integração de dados e formas de remuneração. A interoperabilidade de dados foi apontada como uma das ferramentas mais importantes para melhorar a eficiência e ampliar a coordenação do cuidado.

O painel sobre sustentabilidade econômica terminou com uma percepção comum entre os debatedores: os conflitos históricos entre operadoras e prestadores já não conseguem responder sozinhos aos problemas de financiamento, eficiência e acesso. Para os participantes, a sustentabilidade do sistema dependerá cada vez mais de integração de dados, revisão dos modelos de remuneração e maior coordenação entre os diferentes atores do setor.

 

Fragmentação de dados

O talk show “Inteligência Setorial de Dados e Informação de Saúde como Diferencial” discutiu interoperabilidade, IA e os desafios para transformar dados em decisões mais eficientes no setor de saúde. Dados existem aos milhões na saúde brasileira, mas boa parte ainda segue fragmentada, desconectada e é pouco aproveitada nas decisões clínicas durante a jornada do paciente.

Algumas iniciativas do Ministério da Saúde sobre governança, maturidade digital e compartilhamento de dados no SUS foram destacadas, assim como movimentações do setor privado para criação de projetos-piloto de integração entre instituições. No debate ficou claro que interoperabilidade deixou de ser uma pauta tecnológica e passou a envolver gestão, segurança da informação, padronização de indicadores e capacidade de transformar registros em decisões práticas.

Para os debatedores, a saúde vive uma mudança importante impulsionada pela evolução da IA e pelo aumento da capacidade computacional. Ferramentas capazes de analisar simultaneamente imagens, exames e informações clínicas começam a abrir espaço para uma assistência mais personalizada e preditiva.

 

Encerramento

A palestra de encerramento do Fórum Brasil-Saúde discutiu a crise de confiança na saúde suplementar, desafios regulatórios, integração entre os diferentes atores e a necessidade de fortalecer modelos de cuidado mais coordenados e sustentáveis. A diretora interina de Gestão da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), Carla de Figueiredo Soares, acredita que as operadoras precisam avançar no papel de organização da jornada assistencial dos pacientes e não atuar apenas como intermediadoras financeiras. Ela também chamou atenção para dificuldades enfrentadas pelos próprios beneficiários na navegação entre consultas, exames, encaminhamentos e tratamentos dentro do sistema de saúde suplementar.

O VIII Fórum Brasil-Saúde 2026 reforçou um ponto que atravessou os diferentes painéis ao longo do evento: sustentabilidade na saúde depende de coordenação, confiança e capacidade de integração entre os diversos atores do sistema. Em meio ao aumento dos custos, à pressão assistencial e às mudanças regulatórias, lideranças do setor defenderam maior aproximação entre operadoras, hospitais, prestadores e órgãos públicos para enfrentar desafios que deixaram de ser isolados e passaram a afetar toda a cadeia da saúde.

A próxima edição da revista Saúde 360 terá matéria completa sobre o VII Fórum Brasil-Saúde. Acesse aqui a última edição da revista.

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IEPAS traz acreditação internacional ao país

O Instituto de Ensino e Pesquisa da Área da Saúde (IEPAS), ligado à FESAÚDE e ao SindHosp, acaba de lançar, na Hospitalar, uma acreditação internacional: o CLACS. Trata-se da única metodologia internacional de acreditação criada na América Latina e desenvolvida especialmente para a realidade latino-americana, o que permite maior aderência ao mercado nacional. “É importante disseminar padrões de qualidade, segurança, eficiência e governança a hospitais, clínicas, laboratórios e outros estabelecimentos de saúde. Por isso, acreditamos nesse produto e esperamos que haja um grande movimento em prol da qualidade e da segurança do paciente no país”, afirma o presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin.

Para a diretora-executiva da Federação e do Sindicato, Larissa Eloi, o CLACS vai além de um selo de qualidade. “Os gestores passarão a contar com um sistema de gestão contínua que avalia governança, atenção clínica e diagnóstico. Isso foi viabilizado graças a uma parceria do IEPAS com a Quality Global Alliance, a QGA”, frisa Eloi.

A QGA é cocriadora da maior e mais inovadora aliança global para o desenvolvimento e a implementação de padrões mundiais de excelência em saúde com foco na pessoa. Mais informações sobre o CLACS pelo e-mail: contato@iepas.org.br.

 

Estande

Os visitantes da Hospitalar poderão conhecer melhor essa nova acreditação no estande da FESAÚDE e do SindHosp na Hospitalar 2026, que está localizado na rua I-38. Além dessa novidade, os profissionais terão acesso à nova versão do Boletim Infográficos Saúde (BIS) Clínicas e Outros Serviços Ambulatoriais, lançado recentemente, que se soma às outras duas versões: Hospitais e Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT).

Outro lançamento feito pelo SindHosp na feira e que pode ser visto no estande foi o Conexão 360º, um programa de benefícios, soluções e conexões para impulsionar os resultados dos estabelecimentos de saúde associados. Conheça detalhes do programa aqui.

A Arena da Saúde, localizada no estande da FESAÚDE e do SindHosp, também tem uma agenda de entrevistas com autoridades, lideranças e profissionais de renome que podem ser acompanhadas ao vivo.  Clique e acesse a programação da Arena da Saúde.

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SindHosp lança, na Hospitalar, programa de benefícios

O SindHosp lançou em 19 de maio, durante a Hospitalar 2026, o Conexão 360º, um programa de benefícios, soluções e conexões para impulsionar os resultados dos estabelecimentos de saúde associados. “O Conexão 360° é um portfólio completo de soluções que atua em múltiplas frentes para fortalecer a instituição, os colaboradores e a competitividade das empresas”, explica a diretora executiva da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi.

O programa de benefícios oferecido pelo Sindicato vai além de um programa de descontos. “Firmamos parcerias com os principais players do mercado, tudo para realmente gerar valor para os nossos representados. O Conexão 360º oferece soluções em saúde e bem-estar, tecnologia e inovação, educação e desenvolvimento, infraestrutura e suprimentos, finanças e sustentabilidade econômica e muito mais”, antecipa Larissa Eloi. Segundo a diretora executiva, em muitos casos, o valor economizado com os benefícios oferecidos pelo programa já supera o custo da mensalidade associativa. Ou seja: o Conexão 360º se paga sozinho, além de gerar dezenas de outras vantagens.

No estande do SindHosp e da FESAÚDE durante a Hospitalar, os visitantes têm a oportunidade de conhecer minuciosamente o programa. Mais informações podem ser obtidas clicando aqui.

Programação estande

Além de conhecer com detalhes o programa de benefícios que o SindHosp está lançando, os visitantes do estande também podem navegar pelo Boletim Infográficos Saúde (BIS) em suas três versões: Hospitais, Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT) e Clínicas e Outros Serviços Ambulatoriais, este último lançado recentemente. O estande está localizado na rua I – 38.

A Arena da Saúde, espaço de debates no estande da FESAÚDE e do SindHosp, também tem uma agenda de entrevistas com autoridades, lideranças e profissionais de renome que podem ser acompanhadas ao vivo.  Clique e acesse a programação da Arena da Saúde.

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Congresso de Gestão em Clínicas acontece dia 21 de maio, na Hospitalar

A FESAÚDE, o SindHosp e a Hospitalar realizam, na quinta-feira, 21 de maio, das 9h30 às 17h, o Congresso de Gestão em Clínicas. O tema central do evento, que acontece nas salas 204 B e C, no Mezanino do São Paulo Expo, em paralelo à feira, é: Clínicas em Alta Performance – Pessoas, Processos e Resultados Sustentáveis.

Segundo os organizadores, o tema central sintetiza os pilares essenciais para uma gestão moderna e eficiente, pois integram estratégia e governança, sustentabilidade financeira, relações de trabalho sólidas, uso inteligente da Inteligência Artificial (IA) e foco permanente na qualidade assistencial.

“Para a FESAÚDE e o SindHosp, é uma honra promover este Congresso em parceria com a Hospitalar. Primeiro, porque sabemos que as cerca de 87 mil clínicas privadas existentes no Estado de São Paulo possuem realidades, demandas e modelos de gestão diversos. E, também, porque reconhecemos o papel estratégico dessas instituições para o sistema de saúde. As clínicas funcionam como uma ponte entre a atenção básica, os hospitais e os serviços de alta complexidade, ampliando o acesso da população ao cuidado, aos exames, aos diagnósticos e ao acompanhamento da jornada do paciente”, destaca o presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin.

Profissionais renomados participam dos painéis de debates, que têm como temas:

▪ Gestão que Gera Valor: Estratégia e Governança na Clínica

▪ Gestão Financeira e Sustentabilidade das Clínicas

▪ NR-1, Relações de Trabalho e Sustentabilidade: Sua Clínica Está Preparada?

▪ Sua Clínica Está Preparada Para a Inteligência Artificial (IA)?

▪ Qualidade que Gera Valor: O Futuro das Clínicas de Alta Performance

 

Aos congressistas e visitantes da feira, a Hospitalar tem algumas opções de transfer. Clique aqui e saiba mais.

Serviço

Congresso de Gestão em Clínicas

21 de maio, das 9h30 às 17h

Salas 204 B e C – Mezanino do São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda – São Paulo

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O que falta para a interoperabilidade deixar de ser exceção no Brasil

O Brasil produz um volume gigantesco de dados em saúde todos os dias. O problema é que essas informações, em grande parte, seguem isoladas. Entre hospitais, laboratórios, operadoras e sistemas público e privado, transformar dados em cuidado coordenado ainda é um desafio enorme.

Esse tema esteve no centro das discussões da Arena da Saúde no primeiro dia da Hospitalar 2026, em 19 de maio. O espaço, promovido pela FESAÚDE e pelo SindHosp, reuniu Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, e Giovanni Guido Cerri, presidente do Conselho de Administração do Instituto Coalizão Saúde (ICOS), para discutir interoperabilidade na saúde e integração de dados no Brasil. A conversa foi conduzida por Francisco Balestrin, presidente do SindHosp e da FESAÚDE, e passou pelos entraves técnicos, pelas barreiras culturais e pela preocupação sobre como garantir que os avanços atuais sobrevivam às mudanças de governo.

 

O desafio da interoperabilidade

Logo na abertura, Balestrin chamou atenção para um paradoxo do sistema de saúde brasileiro. O país possui algumas das maiores bases públicas de dados em saúde do mundo, incluindo o DataSUS, o TISS (Troca de Informações em Saúde Suplementar) e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), em rápida expansão. Mesmo assim, os sistemas continuam fragmentados e pouco integrados.

Para o presidente do SindHosp e da FESAÚDE, a discussão vai além da tecnologia. A questão central é entender quando os dados em saúde passarão a ser tratados como infraestrutura estratégica de Estado, com governança contínua e visão de longo prazo.

O histórico da digitalização da saúde ajuda a explicar esse cenário. Desde os anos 1990, o SUS acumulou mais de 400 sistemas diferentes, criados em períodos distintos e com arquiteturas variadas. O resultado é uma rede complexa, formada por bases que muitas vezes não conseguem se comunicar de forma eficiente.

Durante o debate, Ana Estela afirmou que a criação da Secretaria de Informação e Saúde Digital mudou a forma como o governo federal passou a tratar o tema. Segundo ela, o foco agora está em acompanhar todo o ciclo das informações em saúde, desde o registro até a transformação desses dados em inteligência para a gestão e assistência. A secretária lembrou que o país ainda utiliza menos de 10% das informações que produz diariamente.

 

RNDS e inteligência artificial

Nesse contexto, a RNDS surgiu no debate como uma tentativa de criar interoperabilidade em escala nacional. A proposta é estabelecer padrões mínimos para o compartilhamento seguro de informações clínicas entre diferentes instituições e sistemas.

Os números ajudam a dimensionar esse avanço. Em 2023, a rede reunia 700 milhões de registros. Hoje, já soma 4,6 bilhões, crescimento superior a 400% em três anos. A plataforma também verifica a consistência dos registros, cruza dados com o CADSUS e estabelece mecanismos de integridade das informações. Quando há inconsistência, o dado é rejeitado.

Ana Estela também destacou avanços na articulação entre os setores. A RNDS já recebe informações da ANS via TISS e mantém parceria com o InovaHC, núcleo de inovação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. Segundo a secretária, se essa integração avançar, será possível reconstruir a trajetória completa do paciente, independentemente de o atendimento ter acontecido no SUS ou na saúde suplementar.

A conversa ganhou um olhar mais assistencial na fala de Giovanni Guido Cerri. Para o médico e professor, a interoperabilidade deixou de ser apenas um tema técnico e passou a ocupar um espaço estratégico na sustentabilidade do sistema de saúde. Repetição de exames, desperdícios assistenciais e falhas na coordenação do cuidado estão diretamente ligados à fragmentação das informações.

Cerri também afirmou que a chegada da inteligência artificial mudou a capacidade de análise das informações em saúde. Como exemplo, citou o trabalho em andamento no HC para construção de um data lake, estrutura centralizada que reúne informações de diferentes origens em uma única base de dados. A proposta é integrar registros hoje dispersos entre radiologia, laboratório e outras áreas para apoiar o planejamento terapêutico dos pacientes.

 

Radiômica e medicina preditiva

Um dos exemplos apresentados durante a conversa foi o avanço da radiômica, área que utiliza inteligência artificial para identificar padrões invisíveis ao olhar humano em exames de imagem. Estudos recentes já apontam a possibilidade de detectar alterações relacionadas ao câncer de pâncreas antes mesmo de manifestações clínicas evidentes.

Segundo Cerri, esse avanço abre espaço para uma medicina mais preditiva e personalizada, capaz de integrar exames de imagem, genética, testes laboratoriais e histórico clínico para antecipar doenças e individualizar tratamentos. Foi nesse contexto que ele mencionou o conceito de teranóstico, abordagem que combina diagnóstico por imagem e tratamento dentro do mesmo protocolo terapêutico, especialmente na oncologia.

Apesar dos avanços tecnológicos, os participantes reconheceram que as maiores barreiras talvez não sejam técnicas. Parte da resistência ainda está ligada à cultura institucional de retenção de informações. Hospitais, operadoras, laboratórios e até profissionais de saúde historicamente trataram esses registros como patrimônio próprio, dificultando o compartilhamento entre sistemas.

Para Cerri, essa lógica começou a mudar nos últimos anos. O especialista comparou o cenário ao sistema financeiro brasileiro, que conseguiu estruturar mecanismos seguros de compartilhamento de informações sem comprometer a competitividade das instituições. Segundo ele, cada organização pode manter seus próprios dados e compartilhar apenas o necessário.

 

Governança e soberania de dados na saúde

Os debatedores também destacaram que o futuro da interoperabilidade no Brasil depende de governança. Ana Estela distinguiu três dimensões que precisam avançar simultaneamente: soberania de dados, soberania operacional e soberania tecnológica. Segundo a secretária, essa última ainda representa o maior desafio, principalmente por envolver infraestrutura de data centers e capacidade nacional para aplicação de inteligência artificial.

No campo regulatório, o avanço mais recente foi o Decreto 12.560/2025, que estabeleceu princípios como soberania digital e compartilhamento de informações orientado exclusivamente pelo interesse do paciente. Ana Estela afirmou que o próximo passo já está em andamento: um projeto de lei mais amplo, com audiência pública já agendada na Comissão de Saúde da Câmara, conduzida pela deputada Adriana Ventura, com participação da deputada Jandira Feghali, autora da proposta apresentada na Comissão de Ciência e Tecnologia.

Na parte final do debate, Balestrin lançou uma pergunta direta: o que precisa acontecer nos próximos dois anos para que a interoperabilidade da saúde no Brasil se torne irreversível, independentemente de quem esteja no governo a partir de 2027?

Ana Estela respondeu que ainda não existe uma resposta pronta para essa questão. Segundo ela, o receio está no risco de uma lógica privatista para os dados de saúde desmontar o consenso construído até aqui. Para a secretária, o modelo ideal precisaria equilibrar presença do setor público, evitar concentração excessiva de poder e limitar interesses privados que possam se sobrepor ao interesse coletivo. Cerri concordou que o debate ainda permanece aberto.

Ao final do encontro, ficou claro que a interoperabilidade deixou de ser um tema restrito aos especialistas em tecnologia. A discussão passou a ocupar um espaço central nas conversas sobre assistência, gestão hospitalar e sustentabilidade econômica da saúde brasileira.

A discussão integra a programação da Arena da Saúde, que segue ao longo da Hospitalar 2026 debatendo temas ligados ao setor. Clique aqui e conheça a programação.

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Arena da Saúde debate os principais desafios do setor na Hospitalar 2026

Em meio às discussões que movimentam a Hospitalar 2026, a FESAÚDE e o SindHosp promovem, ao longo da feira, uma programação especial de debates e encontros na Arena da Saúde, espaço criado para discutir temas estratégicos ligados à gestão hospitalar, sustentabilidade financeira, inovação, tecnologia e continuidade assistencial.

Realizada no estande que as entidades dividem na feira, a iniciativa reúne lideranças empresariais, especialistas, representantes institucionais e executivos da saúde em conversas sobre os desafios enfrentados pelo setor em um cenário de aumento dos custos assistenciais, transformação digital e necessidade de maior integração entre sistemas público e privado.

 

“Paciente Único” debate integração de dados e redução de desperdícios

Um dos encontros da Arena da Saúde teve como tema “Paciente Único”, discussão conduzida por Francisco Balestrin, presidente da FESAÚDE e do SindHosp, com participação de Anderson Nascimento, CEO da Rede Total Care – Grupo Amil, e Fábio Baptista, presidente da Unimed São José dos Campos.

Durante o debate, Balestrin afirmou que o Brasil ainda convive com um sistema fragmentado, no qual o mesmo cidadão transita entre SUS e saúde suplementar sem continuidade adequada das informações clínicas. Segundo ele, levantamento realizado pela entidade aponta que 52% dos cidadãos utilizam indistintamente os dois sistemas. “Quando esse cidadão muda de plano, aproximadamente 30% da carteira, todo ano, parte da história clínica dele simplesmente some”, afirmou. “Não existe uma pessoa única no sistema. Existem múltiplos cadastros parciais que não se falam.”

A discussão sobre Paciente Único

Balestrin também defendeu a interoperabilidade de dados como elemento central para melhorar a continuidade do cuidado. Segundo dados citados durante o painel, apenas 32% dos pacientes hipertensos cadastrados na atenção primária mantêm a doença controlada, enquanto, nos casos de diabetes, esse índice é de 28%.

Ao discutir os impactos da fragmentação na assistência, Anderson Nascimento afirmou que a superespecialização contribuiu para uma divisão excessiva do cuidado e destacou que o compartilhamento estruturado de informações ainda enfrenta barreiras culturais e operacionais. Segundo ele, o uso adequado dos dados pode reduzir desperdícios, evitar repetição de exames e melhorar a experiência do paciente.

Na mesma linha, Fábio Baptista afirmou que a fragmentação começa ainda na formação médica e ressaltou que a falta de integração entre sistemas dificulta o acompanhamento contínuo dos pacientes. “O desperdício dentro da saúde brasileira vem muito da falta de compartilhamento de dados”, declarou.

 

Sustentabilidade financeira

Outro encontro da Arena da Saúde abordou o tema “Sustentabilidade Financeira na Saúde”, em uma conversa conduzida por Larissa Eloi, CEO da FESAÚDE e do SindHosp, com participação de Diego Schanoski, superintendente regional e diretor de Negócios do Sicredi.

Larissa Eloi e Diego Schanoski

Tecnologia e inovação

O primeiro dia de programação da Arena da Saúde foi encerrado com a palestra “Inteligência, Jornada e Valor: o novo papel da tecnologia na saúde”, conduzida por Larissa Eloi e com participação de Márcio Alves, CEO da Galileu Saúde. O encontro debateu o impacto da tecnologia, da inovação e da transformação digital sobre a jornada assistencial e os modelos de gestão em saúde.

 

Confira a agenda da Arena da Saúde

A programação da Arena da Saúde segue nos próximos dias da Hospitalar 2026 com novos debates e encontros voltados aos principais desafios e tendências do setor, reunindo lideranças, especialistas e representantes de diferentes áreas da saúde. Clique aqui e conheça a programação

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FESAÚDE e SindHosp lançam Manifesto dos 5 Is

Logo após a abertura oficial da Hospitalar 2026, na manhã de 19 de maio, a FESAÚDE e o SindHosp lançaram, em almoço realizado na Sala da Presidência, o Manifesto dos 5 Is.  “É a nossa contribuição ao debate político, em um ano de eleições majoritárias. Esse Manifesto nasce como um chamado à responsabilidade coletiva e é uma síntese de um documento maior, que será entregue aos candidatos à Presidência da República e ao Governo do Estado de São Paulo nos próximos meses”, explica o presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin.

O lançamento do Manifesto dos 5 Is contou com a presença de autoridades, líderes setoriais e empreendedores, entre eles, o presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), Breno Monteiro; o deputado federal, Pedro Westphalen; o ex-presidente da CNSaúde, ex-presidente da International Hospital Federation e ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), José Carlos de Souza Abrahão; o ex-presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Associação Médica Mundial, José Luiz Gomes do Amaral; a diretora executiva e CEO do Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXs), Natália Leite; e a vice-presidente do Instituto Colisão Saúde (ICOS), Cláudia Cohn.

O manifesto Os Inegociáveis da Saúde propõe uma agenda inadiável, voltada à transformação estrutural da saúde brasileira, defendendo a ampliação do acesso, o aumento da resolutividade, a melhoria da qualidade assistencial, a redução de desperdícios e a promoção de maior equilíbrio e sustentabilidade para o sistema de saúde.

São cinco os Inegociáveis da Saúde: Paciente Único, Dados, Acesso, Padrão de Cuidado e Desperdício. A FESAÚDE e o SindHosp defendem uma agenda suprapartidária, permanente e comprometida com o futuro. Acreditam não ser mais aceitável que o Brasil conviva com improvisos, descontinuidade administrativa e soluções de curto prazo em um setor que impacta diretamente a vida da população, a competitividade econômica e a segurança social.

Acesse a íntegra do Manifesto dos 5 Is e conheça com mais detalhes cada inegociável da saúde. Clique aqui.

 

Evento de lançamento

Durante o lançamento do Manifesto dos 5 Is, o presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin, afirmou que a saúde brasileira ainda funciona de forma excessivamente dividida, como se saúde pública e suplementar fossem universos separados. Na visão dele, hospitais, clínicas, laboratórios, operadoras e serviços públicos fazem parte da mesma rede de atendimento e deveriam atuar de maneira mais coordenada.

O deputado federal Pedro Westphalen, por sua vez, reforçou a necessidade de aproximação entre as entidades da saúde e o poder público, defendendo que discussões estruturais do segmento precisam avançar no ambiente político e institucional. “O sistema sindical e associativo da saúde precisa estar ao lado da política, porque é ali que acontecem os avanços da sociedade”, finalizou o deputado.

Francisco Balestrin e Pedro Westphalen no lançamento do Manifesto

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Fórum Brasil-Saúde acontece em 20 de maio, na Hospitalar

A oitava edição do Fórum Brasil-Saúde acontece na quarta-feira, 20 de maio, das 14h às 17h30, na Arena 3, em paralelo à Hospitalar 2026. Com promoção da FESAÚDE, SindHosp e da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), o evento tem como tema central “Saúde no Brasil em Transformação: Inteligência para Decidir o Futuro”.

Para apresentar uma análise estratégica do cenário macroeconômico e político brasileiro e seus impactos na saúde, destacando desafios como sustentabilidade, regulação, eficiência do gasto e investimentos, o primeiro painel tem como tema “O Futuro da Saúde no Brasil: Desafios e Oportunidades em um Novo Ciclo Político e Econômico”. Na sequência, o Fórum debate “O papel político-institucional da saúde privada em 2026”, que deve contar com um representante do Ministério da Saúde para abordar a relação do setor privado com o poder público, os impactos regulatórios e os caminhos para fortalecer sua atuação institucional.

A programação prossegue com uma palestra sobre como a Inteligência Artificial (IA) impacta a jornada do paciente. Com o objetivo de discutir os desafios financeiros da saúde diante da transformação do setor, abordando pressão de custos, modelos de remuneração, eficiência do gasto e o equilíbrio entre qualidade e viabilidade econômica, ocorre o debate “Sustentabilidade Econômica do Setor – a Conta Fecha?”

O uso estratégico de dados e informações será abordado no penúltimo painel: “Inteligência Setorial de Dados e Informação de Saúde Como Diferencial”. Por fim, o Fórum apresenta a palestra “Saúde em Transformação: Cuidando do Agora e do Amanhã”, visando refletir sobre o papel da regulação na construção de um sistema de saúde mais sustentável, equilibrado e centrado no paciente.

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