O SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o Sindicato dos Nutricionistas no Estado de São Paulo, com vigência de 1º de julho de 2026 a 30 de junho de 2027.
A íntegra da CCT está disponível para sócios e contribuintes do SindHosp neste link.
No texto, Francisco Balestrin destaca que a campanha eleitoral começou, mas ainda são poucas as propostas capazes de enfrentar de forma estruturante os principais desafios da saúde brasileira
A edição de 2 de setembero do Correio Braziliense publicou artigo assinado pelo presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin, intitulado “A doença que nenhum candidato quer tratar”. O texto dá ênfase a uma questão que não pode mais ser adiada: é preciso fazer com que cada real investido produza mais saúde para a população e apresenta os 5 Inegociáveias da Saúde.
HIS 2026, que acontece nos dias 16 e 17 de setembro, reúne lideranças da saúde para debater aplicação de novas tecnologias no setor
O Healthcare Innovation Show 2026 (HIS), maior e principal encontro de tecnologia e inovação em saúde da América Latina, chega à 12ª edição nos dias 16 e 17 de setembro, no São Paulo Expo, na capital paulista. Organizado pela Informa Markets, responsável também pela Hospitalar, o evento reunirá executivos, médicos e líderes do setor com foco em soluções concretas para os desafios operacionais do segmento.
A principal novidade desta edição é a estreia de um espaço exclusivo dedicado a rodadas de negócios e matchmaking. A estrutura aproxima compradores, fornecedores de tecnologia e startups, com a proposta de transformar os debates nos palcos em parcerias comerciais imediatas. “A tecnologia só faz sentido quando gera eficiência e sustentabilidade financeira. Acompanhamos a evolução do setor e, por isso, ampliamos as oportunidades de negócios no HIS 2026 com essa nova área, projetada para conectar tomadores de decisão e acelerar acordos estratégicos”, destaca Juliana Vicente, diretora do portfólio de Saúde da Informa Markets.
A iniciativa aproveita o perfil qualificado do público. De acordo com dados apurados pela organizadora, 77% do público participante ocupa cargos de alta liderança, como presidentes, CEOs, diretores e gestores. Além das reuniões pré-agendadas, a estrutura contará com experiências imersivas, a exemplo do “ShowCase Experience: Hospital Digital, uma Jornada HIMSS”, atração que simulará os passos tecnológicos do fictício Hospital Horizonte, do planejamento estratégico à certificação internacional.
Lideranças globais e eixos temáticos
Paralelamente às agendas comerciais, a programação do HIS 2026 se distribuirá em quatro palcos com conteúdos organizados em blocos temáticos, que funcionarão como um guia de navegação para o participante. São eles: Resultado e Impacto, Cuidado Digital e Humanizado, Acesso e Escala, e Governança e Inteligência Digital by ABCIS. Além desses espaços, o evento contará com uma arena aberta a todos os visitantes, com conteúdos de parceiros estratégicos.
A programação reunirá palestrantes internacionais como Brian Han, da Universidade de Stanford, que ministrará a palestra de abertura sobre o papel do clínico inovador no ecossistema digital. No cenário nacional, Paulo Moll, CEO da Rede D’Or, participará de uma Entrevista Master sobre eficiência operacional e integração de operações em larga escala.
Pautas urgentes e saúde pública
A grade de debates incluirá discussões de alto impacto regulatório e social. Em formato Oxford Style, especialistas defenderão teses opostas sobre a avaliação econômica dos medicamentos GLP-1 (canetas emagrecedoras), com votação do público em tempo real.
O painel “A Ressaca da Inovação” analisará falhas comuns e correções de rota em projetos digitais que não atingiram o retorno esperado. A convenção abordará ainda a atualização da NR-1, as diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM) para uso de Inteligência Artificial, estratégias para a longevidade e o impacto das apostas virtuais na saúde pública.
O evento abrirá espaço também para empresas de outros mercados no inédito HISx. A proposta é conectar lideranças de indústrias de alta complexidade em torno de desafios operacionais comuns para acelerar respostas eficientes no setor da saúde. Nesse palco, o público acompanhará os casos da GOL Linhas Aéreas no uso de IA na segurança operacional, a estratégia da Gerdau no tratamento da saúde mental como risco preditivo e as metodologias da Mosaic Fertilizantes que convertem a cadeia de suprimentos em alavanca de rentabilidade.
A transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS) ganhará espaço com a análise de cases de gestão pública digital, como o Hospital Regional de Dourados (MS), unidade projetada 100% digital, e os avanços do Hospital Estadual Sumaré.
Portugal é o país convidado
A dimensão internacional do evento terá como destaque a escolha de Portugal como país convidado, com o objetivo de incentivar a troca de conhecimentos sobre o modelo europeu de saúde digital e conectar gestores brasileiros às principais práticas globais. “É muito importante promover conexões que agreguem valor ao setor da saúde no Brasil. Convidar a delegação portuguesa para fazer parte do HIS é um marco importante para promovermos a integração entre diferentes sistemas”, diz Juliana.
Desconto exclusivo para associados e contribuintes SindHosp
Associados e contribuintes do SindHosp têm desconto de 15% nos ingressos Congressista e Executive Pass, além de gratuidade no ingresso Visitante. Os interessados devem enviar e-mail para eventos@sindhosp.org.br, informando o CNPJ da empresa e solicitando o cupom de desconto.
Serviço HIS 2026 – Healthcare Innovation Show
Data: 16 e 17 de setembro de 2026, das 8h às 18h
Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, Vila Água Funda, São Paulo, Brasil)
O HIS – Healthcare Innovation Show é o maior e principal evento de tecnologia e inovação na saúde da América Latina. Desde 2014, o encontro proporciona todos os anos uma verdadeira imersão focada em inovação, tecnologia, empreendedorismo e negócios para o setor de saúde. O evento conta com palcos para a apresentação de painéis de debate, cases de sucesso e a demonstração de soluções. Paralelamente, uma feira de negócios apresenta o que há de mais moderno neste segmento, sendo um espaço ideal para a geração de negócios e ampliação do networking.
Workshop da Saúde do SindHosp discutiu como inteligência artificial, integração de sistemas e gestão em tempo real podem reduzir o intervalo entre a identificação de problemas e a tomada de decisão
Hospitais produzem diariamente um grande volume de informações clínicas, assistenciais e operacionais. O valor desses dados, porém, depende da capacidade de reuni-los, analisá-los e fazê-los chegar ao profissional responsável pela decisão no momento adequado. Essa foi uma das principais discussões do Workshop da Saúde, realizado pelo SindHosp na terça-feira, 25 de agosto. Evento contou com a participação de Sidney Muniz, diretor Comercial e de Marketing da Invisual Tecnologia, e a coordenação de Daniel Machado, diretor de Operações da FESAÚDE e do SindHosp.
Muniz apresentou aplicações de gestão em tempo real e Inteligência Artificial (IA) na saúde e destacou que muitas instituições ainda convivem com sistemas desconectados, o que dificulta a leitura integrada das informações e torna mais lenta a tomada de decisão. Ao abordar o volume de dados produzidos pelos estabelecimentos de saúde, afirmou: “É impossível para o ser humano cruzar todo esse volume de informações em tempo real. Quando eu tenho uma ferramenta de tecnologia que consegue captar essas informações de diferentes bases, consolidá-las, analisá-las e transformar esses dados em informação, eu tenho inteligência e uma empresa inteligente toma decisão de maneira mais rápida”.
Um dos exemplos apresentados foi a possibilidade de calcular, ainda no pronto atendimento, a probabilidade de um paciente evoluir para internação. A análise conjunta de sinais vitais, exames, protocolos e histórico pode, segundo Muniz, indicar uma evolução negativa do quadro e antecipar a necessidade de ações por parte da instituição.
Interoperabilidade
A interoperabilidade, ou seja, a capacidade de diferentes sistemas e bases de dados trocarem informações, foi apontada como um dos principais pontos para que os prestadores de serviços de saúde consigam transformar dados em decisões. Ao explicar o papel dessa integração, Muniz afirmou: “A IA consegue processar um grande volume de dados muito rápido. Isso permite com que a gente consiga cruzar diversas informações e entender o que está acontecendo na instituição”.
De acordo com o palestrante, processos que anteriormente poderiam levar dois ou três dias para gerar uma visão consolidada por meio de ferramentas de análise de dados podem, em determinadas aplicações, ser acompanhados em tempo real. Entre os exemplos apresentados estão taxa de ocupação, cumprimento de níveis de serviço e resultados críticos de exames.
Outro ponto destacado foi a necessidade de avaliar projetos de IA a partir dos resultados concretos gerados para a instituição. Ao tratar dos critérios que devem orientar esses investimentos, Muniz afirmou: “A pergunta certa quando a gente vai implementar um projeto de inteligência artificial é começar a perguntar quais indicadores econômicos e assistenciais esta ferramenta vai trazer e resolver. Eu costumo falar que tecnologia que não traz resultado é custo”.
Entre os indicadores que podem ser impactados, ele citou tempo médio de permanência, giro de leitos, taxa de ocupação, utilização do centro cirúrgico, glosas, produtividade e ciclo de receita. Na visão do executivo, a transformação digital também precisa fazer parte da estratégia da instituição e envolver a alta liderança. Sobre a abrangência desses projetos, explicou: “A transformação digital tem que estar na mão do CEO da empresa, do conselho, porque ela envolve estratégia, governança, tecnologia, toda a área de finanças, assistência e operação”.
Casos
Um dos casos apresentados durante o workshop envolveu um paciente cujo quadro clínico começou a se deteriorar e apresentava evolução para sepse. Muniz relatou que a ferramenta identificou alterações a partir dos dados disponíveis e enviou um alerta antes da ação humana. Sobre o desfecho, contou: “Houve intervenção médica. A tomada de decisão é sempre da assistência, do médico e da equipe humana, mas antecipou-se um quadro que poderia ter gerado um possível óbito”.
Daniel Machado e Sidney Muniz
Ao ser questionado sobre a viabilidade da transformação digital em instituições com equipes menores de tecnologia ou orçamento limitado, Muniz afirmou que a implantação pode ocorrer de forma gradual. A recomendação é identificar inicialmente dois ou três indicadores estratégicos para a instituição e começar o monitoramento a partir deles. Conforme a organização ganha maturidade e consegue mensurar resultados, novas aplicações podem ser incorporadas.
O modelo de software como serviço (SaaS) foi citado como alternativa para reduzir investimentos iniciais em infraestrutura, servidores e equipes dedicadas de tecnologia. Nesse formato, as ferramentas são disponibilizadas em nuvem e podem ser integradas às bases já existentes na instituição.
Muniz também fez um alerta sobre o uso de ferramentas públicas de IA quando houver informações institucionais ou dados sensíveis de pacientes. Segundo ele, instituições de saúde precisam observar as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e avaliar com cuidado como as informações inseridas nessas plataformas são armazenadas e utilizadas. A recomendação é buscar soluções que operem em ambientes controlados e ofereçam mecanismos de segurança e proteção compatíveis com as exigências de tratamento de dados sensíveis na área da saúde.
Resolução estabelece regras para uso, governança e monitoramento da inteligência artificial na medicina
A partir da quarta-feira, 26 de agosto, entra em vigor a Resolução CFM nº 2.454/2026, que estabelece regras para pesquisa, desenvolvimento, contratação, governança, auditoria, educação, monitoramento e uso de soluções de Inteligência Artificial (IA) na medicina. Publicada em 27 de fevereiro deste ano pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a norma representa um dos primeiros marcos específicos para disciplinar o uso da tecnologia na prática médica brasileira.
Para hospitais, clínicas, laboratórios e demais serviços de saúde, a resolução traz avanços importantes, mas também novos desafios de adequação. “Instituições de menor porte podem enfrentar mais dificuldades para cumprir todas as exigências da resolução. O SindHosp está atuando junto às demais instituições do setor para garantir segurança jurídica aos seus representados e a divisão adequada de responsabilidades entre médico, estabelecimento de saúde, desenvolvedor, fornecedor e demais agentes envolvidos na tecnologia”, afirma o presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin.
O principal mérito da norma é estabelecer parâmetros para que a incorporação da IA ocorra de maneira responsável, preservando a segurança do paciente, a autonomia médica e a proteção dos dados. Entre os pontos positivos está a definição de que a IA deve ser utilizada como ferramenta de apoio, e não como substituta da decisão médica. A resolução determina que o médico mantenha a responsabilidade final pelas decisões diagnósticas, terapêuticas e prognósticas e exerça julgamento crítico sobre as informações produzidas pelos sistemas.
Outro avanço é a exigência de transparência. O paciente deve ser informado, de forma clara e acessível, quando a IA for utilizada como apoio em seu cuidado, diagnóstico ou tratamento. A norma também reforça a necessidade de proteção da privacidade e da confidencialidade dos dados pessoais.
Avaliação de risco
A resolução também cria uma lógica de classificação de risco das soluções de IA, considerando fatores como impacto potencial sobre a saúde e os direitos fundamentais, grau de autonomia do sistema, finalidade de utilização e sensibilidade dos dados envolvidos. As instituições que desenvolverem ou utilizarem essas tecnologias deverão realizar uma avaliação preliminar de risco.
Outro aspecto relevante é a criação de mecanismos de governança. Instituições que desenvolvem ou contratam soluções de IA devem estabelecer processos internos destinados a garantir segurança, qualidade e ética, além de mecanismos de auditoria e monitoramento contínuos. Nos estabelecimentos que adotarem sistemas próprios de IA, a resolução determina a criação de uma Comissão de IA e Telemedicina, sob coordenação médica e subordinada à diretoria técnica.
Custos
A regulamentação traz novas obrigações e custos de conformidade para as instituições de saúde. Hospitais, clínicas e laboratórios que utilizam ou pretendem utilizar IA precisarão conhecer as ferramentas adotadas, avaliar seus riscos, estabelecer processos de governança, monitorar resultados e assegurar que o uso esteja de acordo com as normas éticas, técnicas e legais. A exigência merece atenção especialmente porque a IA já está presente em diferentes etapas da assistência à saúde, desde apoio à análise de exames e imagens até ferramentas de documentação, gestão e suporte à decisão clínica.
Outro ponto de atenção é a responsabilidade. Embora a resolução estabeleça que o médico não deve ser responsabilizado por falhas atribuíveis exclusivamente ao sistema quando demonstrado o uso diligente, crítico e ético da ferramenta, ela também determina que o médico permanece integralmente responsável pelos atos médicos praticados com utilização de IA. Na prática, isso reforça a necessidade de definir claramente, dentro das instituições, quem seleciona as ferramentas, quem as valida, quem acompanha seu desempenho e como eventuais falhas ou incidentes serão registrados e tratados.
Solução FESAÚDE e SindHosp
Para ajudar hospitais, clínicas e laboratórios a implementar a Resolução nº 2.454 do CFM, a FESAÚDE e o SindHosp fecharam parceria com a Med Glogs, que oferece auditoria para cumprimento das exigências da nova regulamentação, com análise do prontuário, comunicação com o paciente, consentimentos e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A auditoria integra o Procedimento 10X, solução que organiza a captação, o atendimento e o agendamento de procedimentos em um único funil.
Para associados e contribuintes do SindHosp e dos sindicatos que compõem a FESAÚDE, o Diagnóstico 10X é gratuito. Além disso, está assegurado desconto de 50% na implantação do Procedimento 10X. Esse é mais um produto do SindClub, clube de benefícios que oferece produtos e serviços de qualidade à categoria representada pela FESAÚDE e pelo SindHosp. Clique aqui e saiba mais
“A regulamentação do CFM chega em um momento em que a velocidade de desenvolvimento das tecnologias de inteligência artificial é muito superior à capacidade de adaptação das organizações. Por isso, mais do que estabelecer limites, será importante criar condições para que a inovação continue avançando com segurança. Para o setor de saúde, o desafio será encontrar o equilíbrio entre inovação, segurança assistencial, autonomia médica, proteção de dados e sustentabilidade econômica”, finaliza o presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin.
Em mais uma edição do Diálogos da Saúde, governador destacou resultados da Tabela SUS Paulista e defendeu avanços em eficiência, regionalização, saúde digital, integração de dados e remuneração por desfechos clínicos
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, participou na segunda-feira, 17 de agosto, na sede da ARCA, na Capital paulista, de mais uma edição do Diálogos da Saúde. Na oportunidade, o atual governador e candidato à reeleição fez um balanço das ações de sua gestão na saúde e apresentou os principais desafios do setor para os próximos anos. A conversa foi conduzida por Francisco Balestrin, presidente do Conselho de Administração do SindHosp e da FESAÚDE.
O encontro reuniu lideranças, gestores e representantes de diferentes segmentos da saúde. O Diálogos da Saúde é um espaço permanente de interlocução, criado pela FESAÚDE e pelo SindHosp, que reúne representantes do ecossistema do setor e candidatos a cargos no Poder Executivo nas esferas federal, estadual e municipal. A iniciativa tem como propósito promover um diálogo qualificado sobre os principais desafios da saúde, contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficazes e estimular a construção de soluções capazes de ampliar o acesso, elevar a qualidade da assistência e gerar benefícios concretos para toda a sociedade.
Anfitrião do encontro, Balestrin lembrou que Tarcísio já havia estado na FESAÚDE e no SindHosp em 2022, ainda como candidato ao Governo de São Paulo. Na ocasião, recebeu propostas do setor e discutiu temas como financiamento, acesso, promoção da saúde, prevenção, recuperação e reabilitação. Ao abrir a conversa, o presidente do Conselho de Administração do SindHosp propôs justamente um balanço desse período e uma discussão sobre os próximos anos. “Uma felicidade muito grande recebê-lo aqui de novo”, afirmou Balestrin ao receber o governador. Segundo ele, muitos dos presentes também acompanharam o encontro realizado quatro anos antes e a trajetória das propostas discutidas naquela ocasião.
Antes da conversa com Tarcísio, as entidades anfitriãs apresentaram os 5 Inegociáveis da Saúde, agenda que propõe como prioridades a identificação única do paciente ao longo do cuidado, dados estruturados e interoperáveis, acesso qualificado, padronização assistencial e combate ao desperdício. Ao comentar a proposta, Tarcísio afirmou que esses pontos devem orientar o governo. Lembrou que, em 2022, a FESAÚDE e o SindHosp já haviam apresentado recomendações que foram incorporadas ao plano de governo e às ações da gestão da Secretaria de Estado da Saúde e disse que pretende seguir o mesmo caminho com os novos compromissos. “Acho que isso tem que ser um mantra”, afirmou o atual governador ao citar acesso qualificado, integração de dados, cuidado padronizado e combate ao desperdício.
Francisco Balestrin entrega a Tarcísio de Freitas o Manifesto dos 5Is
Nesse contexto, Balestrin comemorou o posicionamento do governador. “Outra boa coisa que o senhor nos trouxe, além da vossa presença, é que a nossa proposta dos 5 Inegociáveis da Saúde foi aceita”, disse o presidente do Conselho de Administração da FESAÚDE e do SindHosp, antes de abrir a rodada de perguntas.
Ao longo da exposição, Tarcísio concentrou-se, principalmente, no financiamento do SUS, na ampliação da capacidade assistencial, na redução das filas e na busca por mais eficiência, tecnologia, integração da rede e melhores resultados clínicos.
Tabela SUS Paulista e ampliação da assistência
O subfinanciamento foi apontado pelo governador como um dos principais problemas encontrados no início da gestão. Nesse contexto, a Tabela SUS Paulista ocupou boa parte de sua apresentação. Criada para complementar os valores pagos pelo Ministério da Saúde, o mecanismo permitiu, segundo ele, ampliar a remuneração de procedimentos e recuperar a capacidade de atendimento de hospitais filantrópicos e municipais. Em algumas situações a remuneração estadual chega a três, quatro ou cinco vezes o valor da tabela nacional, segundo Tarcísio. A medida buscou enfrentar um problema recorrente, sobretudo entre santas casas e instituições filantrópicas. Muitas aumentavam a produção, mas acumulavam prejuízos porque os valores recebidos não cobriam os custos dos procedimentos.
Os números apresentados pelo governador indicam a abertura de 8,6 mil leitos nos últimos quatro anos. No período, o Estado entregou 14 hospitais e 18 unidades de saúde no total, considerando também dois centros de reabilitação e dois ambulatórios médicos de especialidades. Mais de 20 unidades estavam em obras no momento do encontro.
A produção também aumentou. De acordo com Tarcísio, São Paulo passou de uma média histórica próxima de 750 mil cirurgias eletivas por ano para 1,3 milhão em 2025. Ele citou ainda 10 milhões de procedimentos ambulatoriais adicionais, crescimento de aproximadamente 50% nas tomografias computadorizadas, quase 40% nas sessões de quimioterapia e mais de 30% nas de radioterapia.
O modelo foi levado também aos hospitais municipais. Muitas dessas unidades, explicou o governador, têm estrutura disponível, mas operam abaixo da capacidade por falta de previsibilidade para o custeio. Com a complementação estadual vinculada à produção, a proposta foi dar condições para ampliar o atendimento.
Eficiência entra no centro da discussão
Depois de um período marcado por mais financiamento e aumento da capacidade assistencial, a eficiência deve ganhar peso maior na estratégia do Estado. Durante o encontro, Tarcísio afirmou que entre 16% e quase 20% das internações seriam evitáveis ou sensíveis a uma atenção básica mais resolutiva. Na avaliação dele, reduzir esse volume ajudaria a aliviar a pressão sobre a rede e a controlar gastos.
O fortalecimento da atenção primária foi relacionado ao acompanhamento adequado de condições como hipertensão e diabetes, às ações de prevenção, ao treinamento de profissionais e a mecanismos de incentivo aos municípios. Entre eles, o governador citou o Incentivo à Gestão Municipal, modelo em que uma parcela dos recursos está vinculada ao cumprimento de metas. Cobertura vacinal, pré-natal, acompanhamento de hipertensão e diabetes e realização de exames preventivos estão entre os indicadores mencionados.
Com mais dados disponíveis, disse Tarcísio, o Estado passou a enxergar melhor a produção dos municípios, a capacidade ociosa das unidades e os principais indicadores assistenciais.
Tabela SUS Paulista pode avançar para remuneração por desfecho
A evolução do modelo de pagamento da Tabela SUS Paulista também ganhou espaço na conversa. Ao ser questionado sobre qualidade e resultados assistenciais, Tarcísio defendeu a criação de incentivos ligados ao desfecho clínico, reduzindo o peso de uma lógica baseada apenas no volume de procedimentos. “Qual é o incentivo financeiro que eu vou dar para o bom desfecho clínico?”, questionou.
Para o governador, associar pagamento e resultado pode ser o próximo passo da tabela. Ele reconheceu que o próprio modelo paulista corre o risco de perder efetividade ao longo do tempo caso fique restrito à atualização dos valores pagos pelos procedimentos. A discussão passa pelo uso dos dados disponíveis no sistema para medir resultados e criar incentivos relacionados à qualidade da assistência. Especialistas presentes ao encontro também defenderam modelos de remuneração que levem em conta o desempenho clínico, além da quantidade de procedimentos realizados.
Regionalização e saúde digital para ampliar o acesso
O acesso foi outro tema recorrente. Para Tarcísio, regionalização e saúde digital estão entre os principais caminhos para ampliar a capacidade de resposta da rede. Na regionalização, a proposta é organizar melhor as responsabilidades e os fluxos entre serviços municipais, hospitais estaduais, instituições filantrópicas e ambulatórios de especialidades. A ideia é definir com mais clareza quem faz o quê em cada região, melhorar os encaminhamentos e evitar investimentos em estruturas que podem ficar subutilizadas.
O governador usou como exemplo municípios que pretendem abrir serviços próprios, como maternidades, mesmo quando a demanda local pode não justificar o custo da estrutura. Nesses casos, defendeu uma análise regional da oferta já existente antes da criação de novos equipamentos.
Na saúde digital, Tarcísio citou experiências de telemedicina na atenção básica, no sistema prisional, no acompanhamento de pacientes com AVC e na gestão remota de UTIs. Nas unidades de terapia intensiva, equipes especializadas conseguem discutir a distância casos atendidos em diferentes regiões do Estado e orientar condutas. Para o governador, reduzir o tempo de internação dessa forma aumenta a capacidade da estrutura já existente e pode produzir efeito semelhante à abertura de novos leitos.
O uso de inteligência artificial também deve crescer. “Gostaria de deixar um Estado muito mais digital do que ele é hoje, com muito mais inteligência artificial”, afirmou Tarcísio ao falar sobre um possível próximo mandato.
O governador e o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, ao lado de representantes do setor durante visita ao SindHosp
Integração de dados para reduzir desperdícios
A integração das informações apareceu como parte da busca por eficiência. Tarcísio citou situações em que dados se perdem quando um paciente passa por diferentes serviços da rede. Isso pode levar à repetição de exames e a custos desnecessários. Segundo ele, o Estado ampliou sua capacidade de acompanhamento com painéis e ferramentas de análise de dados, hoje utilizados para visualizar produção, indicadores e desempenho das redes municipais.
Com essa estrutura disponível, o próximo desafio está na integração das informações e na qualificação dos profissionais responsáveis pelo registro e pela gestão desses dados. Também foi discutida a diferença de maturidade digital entre os municípios, que têm níveis distintos de estrutura e capacidade para incorporar novas tecnologias.
Experiências de saúde digital na atenção básica começaram, em caráter inicial, em cerca de 30 dos 645 municípios paulistas, segundo Tarcísio, e devem ser ampliadas gradualmente. Municípios menores poderão ter acesso aos serviços digitais por meio de núcleos regionais.
Saúde mental e envelhecimento entram nas prioridades
Saúde mental e envelhecimento populacional também apareceram entre os temas que devem receber maior atenção nos próximos anos. Tarcísio afirmou que a saúde mental deverá ser um dos pilares de um possível próximo plano de governo. Entre os problemas citados estão o uso excessivo de telas, as apostas on-line e a sobrecarga de determinados grupos. Ele também mencionou experiências de teleatendimento realizadas com professores e profissionais da segurança pública.
O envelhecimento da população foi tratado como outro desafio para a rede. O governador falou sobre a necessidade de preparar os serviços para uma população com mais doenças crônicas e avaliou que a oferta de atendimento em geriatria poderá precisar de expansão.
Ao final do encontro, Balestrin agradeceu a participação do governador e dos representantes do setor. Tarcísio encerrou reconhecendo que ainda há muito a fazer. Eficiência, integração de dados, regionalização, saúde digital, qualidade assistencial e mensuração de desfechos clínicos concentraram boa parte da discussão sobre os próximos passos da saúde paulista.
O SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Ribeirão Preto e Região (SINDESS), com vigência de 1º de julho de 2026 a 30 de junho de 2027.
A íntegra da CCT está disponível para associados e contribuintes do SindHosp neste link.
Candidato ao Governo do Estado de São Paulo afirma que integração de dados, inteligência artificial, regulação e atuação conjunta entre União, Estado, municípios e setor privado podem acelerar atendimento e reduzir desperdícios
O candidato ao Governo do Estado de São Paulo, Fernando Haddad, participou do Diálogos da Saúde, espaço permanente de interlocução, criado pela FESAÚDE e pelo SindHosp, que reúne representantes do ecossistema do setor e candidatos a cargos no Poder Executivo nas esferas federal e estadual. A iniciativa tem como propósito promover um diálogo qualificado sobre os principais desafios da saúde, contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficazes e estimular a construção de soluções capazes de ampliar o acesso, elevar a qualidade da assistência e gerar benefícios concretos para toda a sociedade.
O evento aconteceu na sede da ARCA, em São Paulo, no dia 7 de agosto. Na ocasião, Haddad defendeu um “choque de gestão” na saúde paulista, com forte investimento em tecnologia, integração de dados, modernização da regulação e uso de inteligência artificial para reduzir filas e ampliar a eficiência dos serviços. Para o candidato, São Paulo dispõe de recursos tecnológicos que ainda não são utilizados em toda a sua capacidade. Ele citou experiências de outros estados, especialmente do Piauí, como exemplos que poderiam ser adaptados à realidade paulista.
Um dos principais pontos apresentados foi a necessidade de transformar a gestão das filas de atendimento. Haddad afirmou que São Paulo ainda utiliza mecanismos considerados ultrapassados para organizar a oferta de serviços e citou situações em que a disponibilidade de leitos é verificada por telefone. Na sua avaliação, a integração deve envolver toda a jornada do paciente, desde o atendimento pré-hospitalar e o SAMU até os serviços de urgência, UPAs, hospitais e procedimentos especializados.
Haddad também defendeu uma mudança no modelo de organização das filas, levando em consideração a gravidade e o risco clínico, e não apenas a ordem cronológica de entrada. A ideia, segundo ele, é utilizar dados e ferramentas tecnológicas para identificar pacientes que precisam de atendimento mais rápido. Como exemplo, citou o uso de inteligência artificial na análise preliminar de exames. A tecnologia, explicou, não substituiria o médico, mas poderia auxiliar na identificação rápida de situações de risco, permitindo antecipar o atendimento de pacientes que apresentam maior probabilidade de agravamento.
Francisco Balestrin e Fernando Haddad
O candidato respondeu a perguntas dos participantes sobre financiamento do SUS, prevenção, participação do setor privado e integração entre os diferentes níveis de atendimento. A integração de informações de saúde também apareceu como uma das principais propostas. Ao responder sobre como oferecer ao cidadão uma jornada de saúde mais integrada e personalizada, Haddad citou o trabalho do aplicativo Meu SUS Digital e defendeu a ampliação da integração dos dados clínicos. A proposta, segundo ele, é que exames, consultas e demais informações possam estar disponíveis de maneira integrada, mediante autorização do paciente, independentemente do local onde o atendimento tenha sido realizado.
O candidato também citou a possibilidade de ampliar o uso de telemedicina e teleconsultas em determinadas especialidades, como parte de uma estratégia de modernização da rede.
O encontro foi mediado pelo presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin, que se comprometeu a entregar a Fernando Haddad a publicação Os 5 Is – Os Inegociáveis da Saúde, documento que a FESAÚDE e o SindHosp vão apresentar aos candidatos a presidente da República e governador do Estado de São Paulo, propondo uma agenda estruturante voltada à ampliação do acesso, ao aumento da resolutividade, à elevação da qualidade assistencial, à redução dos desperdícios e à construção de um sistema mais equilibrado e eficiente.
O SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campinas e Região, com vigência de 1º de junho de 2026 a 31 de maio de 2027. Para Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPIs) e casas de repouso foi firmada uma CCT específica, com cláusulas diferenciadas.
Ambas as CCTs estão à disposição dos sócios e contribuintes do SindHosp neste link.
Base Territorial: Adolfo, Adamantina, Aguaí, Águas de Lindóia, Águas da Prata, Águas de São Pedro, Agudos, Alto Alegre, Álvaro de Carvalho, Analândia, Andradina, Anhembi, Aparecida D’oeste, Araçatuba, Arco Íris, Arealva, Areiópolis, Auriflama, Avaí, Americana, Amparo, Araraquara, Araras, Artur Nogueira, Atibaia, Atlântida, Baby Bassit, Balbinos, Barbosa, Bariri, Barra Bonita, Boa Esperança do Sul, Bocaina, Bofete, Boituva, Borborema, Borebi, Botucatu, Bastos, Braúna, Brejo Alegre, Buritama, Caieiras, Cajamar, Cafelândia, Campinas, Capivari, Castilho, Cerqueira César, Cerquilho, Cesário Lange, Charqueada, Conchal, Conchas, Coroados, Corumbataí, Cosmópolis, Cravinhos, Dourado, Dracena, Elias Fausto, Elisiário, Engenheiro Coelho, Estiva Gerbi, Espírito Santo do Pinhal, Fernão, Floreal, Flórida Paulista, Francisco Morato, Gastão Vidigal, Gavião Peixoto, General Salgado, Gália, Garça, Getulina, Guaimbê, Guaracaí, Guarantã, Guzolândia, Herculândia, Holambra, Hortolândia, Iacre, Iabaté, Ibirá, Ibitinga, Indaiatuba, Ipeúna, Iracemápolis, Itajobi, Itápolis, Itapura, Inúbia Paulista, Irapuã, Irapuru, Itapevi, Itapira, Itatiba, Itú, Jafá, Jaguariuna, Jamaica, Joanópolis, José Bonifácio, Júlio Mesquita, Jumirim, Junqueiropólis, Lácio, Leme, Limeira, Lourdes, Luiziânia, Lúcelia, Marília, Macaubal, Magda, Marapoama, Mariápolis, Mendonça, Mirandópolis, Mombuca, Mogi-Guaçu, Mogi Mirim, Monte Castelo, Monte Mor, Morungaba, Murutinga do Sul, Nhandeara, Nipoã, Nova Aliança, Nova Canaã Paulista, Novo Castilho, Nova Europa, Nova Guataporanga, Nova Independência, Nova Luzitânia, Novo Horizonte, Nova Odessa, Oswaldo Cruz, Pacaembú, Padre Nóbrega, Panorama, Pantana, Parapuã, Parnaso, Paulicéia, Paulínea, Paulópolis, Pedreira, Piracaia, Piraju, Planalto, Poloni, Pongaí, Presidente Alves, Promissão, Pirassununga, Pompéia, Porto Feliz, Pardinho, Rafard, Reginópolis, Ribeirão Bonito, Rinópolis, Rio das Pedras, Rubiácea, Sabino, Salmorão, Saltinho, Salto, Santa Cruz da Conceição, Santa Maria da Serra, Santa Mercedes, Santana da Ponte Pensa, Santo Antônio do Aracanguá, Santo Antonio do Jardim, São Francisco, São Manuel, São Pedro, Sebastianópolis do Sul, Santo Antonio da Posse, São João da Boa Vista, São João do Pau D’alho, São Roque da Fartura, São Sebastião da Grama, Serra Negra, Sud Mennucci, Suzanápolis, Sumaré, Tabatinga, Trabiju, Três Fronteiras Tapiratinga, Torre de Pedra, Tuiuti, Tupã, Tupi Paulista, Universo, Ubarana, União Paulista, Uru, Urupês, Vargem, Vera Cruz, Virgínia, Zacarias.
O SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de São José do Rio Preto (SINSAÚDE Rio Preto), com vigência de 1º de maio de 2026 a 30 de abril de 2027.
Associados e contribuintes do SindHosp têm acesso direto à CCT, basta clicar aqui.
Base Territorial: Adolfo, Altair, Aparecida d’Oeste, Ariranha, Bady Bassitt, Bálsamo, Buritama, Cajobi, Cardoso, Catiguá, Cedral, Cosmorama, Dobrada, Dolcinópolis, Estrela d’Oeste, Fernandópolis, Guarani d’Oeste, Ibirá, Icém, Indiaporã, Itajobi, Jaci, Jales, José Bonifácio, Macaubal, Macedônia, Mendonça, Mira Estrela, Mirassol, Mirassolândia, Monte Aprazível, Neves Paulista, Nhandeara, Nova Aliança, Nova Granada, Onda Verde, Orindiúva, Palestina, Paraíso, Paranapuã, Paulo de Faria, Pedranópolis, Pindorama, Pirangi, Poloni, Pontes Gestal, Populina, Potirendaba, Riolândia, Rubinéia, Sales, Santa Adélia, Santa Albertina, Santa Clara d’Oeste, Santa Fé do Sul, Santa Rita d’Oeste, São João das Duas Pontes, São José do Rio Preto, Tabapuã, Tanabi, Turmalina, Uchoa, Urânia, Urupês e Votuporanga.