Sindhosp

Ana Paula

Inaldo Leitão assume a diretoria executiva da FESAÚDE e do SindHosp

A partir de 1º de outubro, Inaldo Leitão assume a diretoria Executiva da FESAÚDE e do SindHosp. Formado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), é especialista em Políticas Públicas e Governo pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec). Ingressou nas entidades há pouco mais de três anos, como gerente de Relações Governamentais. Também atua como general manager da ARCA, o think tank da saúde.

“Inaldo tem conduzido projetos, aproximando diferentes atores e participado de discussões relevantes para o desenvolvimento da saúde no país. Sua chegada à posição de CEO representa uma continuidade importante. Inaldo conhece profundamente nossas pautas, nossos associados e os desafios enfrentados diariamente pelas instituições de saúde. Tenho muita confiança no trabalho que ele passa a conduzir”, ressalta o presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin.

Inaldo Leitão é natural de João Pessoa, na Paraíba, mas mudou-se para Brasília aos seis anos de idade e viveu na capital federal até os 29. Foi lá que construiu sua trajetória no Legislativo, onde chegou a atuar como chefe de gabinete na Câmara dos Deputados. Desde 2023 vive em São Paulo com a esposa, Gabriela, e o filho, Francisco. A família também aguarda a chegada de Maria Carolina, prevista para nascer até o final deste ano.

Aos 33 anos, Inaldo Leitão chega à liderança executiva da FESAÚDE e do SindHosp com disposição de estar cada vez mais próximo dos estabelecimentos representados. Na entrevista a seguir, ele fala sobre os desafios do setor, suas prioridades de gestão e o papel das entidades na construção de uma agenda para a saúde do país.

 

Você acaba de assumir a diretoria executiva do SindHosp e da FESAÚDE. Qual o significado desse novo desafio na sua trajetória profissional?

Inaldo Leitão – Assumo com uma responsabilidade imensa, porque sei que a partir de agora, em cada instituição, evento ou espaço de interlocução, vou representar todos os estabelecimentos de saúde privados paulistas, contribuintes e associados, empresas grandes e pequenas, que estão sob a representação do SindHosp e da FESAÚDE. Meu compromisso, junto com uma equipe experiente e criativa de colaboradores, é estar próximo do setor, enxergar as demandas e trabalhar os temas mais sensíveis ao nosso segmento. Paralelamente, como venho da área de Relações Governamentais, conheço os projetos de lei que afetam a saúde e que estão em tramitação no Congresso Nacional. Alguns podem ajudar e outros podem prejudicar muito a nossa categoria. Esse acompanhamento político continuará sendo realizado, pois é nesse ambiente que as principais decisões que afetam a saúde e os negócios são tomadas.

 

Sua vivência em Relações Governamentais e sua experiência no Congresso Nacional devem ter contribuído para uma visão mais ampla sobre a importância do diálogo e da construção de consensos. Que aprendizados desse percurso pretende levar para a gestão do SindHosp e da FESAÚDE?

Inaldo Leitão – Certamente, essa experiência me ensinou que resultados consistentes são construídos a partir do diálogo, da capacidade de ouvir diferentes opiniões e da busca por convergências. Sou uma pessoa que precisa tocar nas coisas para entendê-las. Por isso, minha atuação certamente estará sempre aberta ao diálogo, próxima dos associados e focada na construção de relações institucionais sólidas com profissionais e outras entidades que fazem parte do ecossistema da saúde. Internamente, a mesma lógica precisa prevalecer. Quando falamos para o nosso time, assumimos compromissos e geramos expectativas. Por isso, podem esperar de mim coerência entre discurso, decisões e ações.

 

O setor de saúde vive um momento de profundas transformações. Quais considera hoje os principais desafios para os hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos de saúde?

Inaldo Leitão – Os desafios são muitos e estão presentes tanto na gestão dos negócios quanto no ambiente regulatório e institucional. Há questões relacionadas aos custos, à sustentabilidade econômico-financeira, às relações com operadoras e fornecedores, à escassez e qualificação de profissionais e à incorporação de novas tecnologias. São temas complexos, que muitas vezes envolvem particularidades de cada empresa e que precisam ser tratados de forma cuidadosa. Recentemente, por exemplo, o SindHosp e a FESAÚDE fizeram uma série de contribuições à Consulta Pública 170/2026, da ANS, sobre contratos entre operadoras e prestadores. A regulação da Inteligência Artificial (IA), em discussão no Congresso Nacional, é outro tema que terá impacto crescente sobre o setor. Se antecipando ao Congresso, o Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução 2454/2026, que normatiza o uso da IA na prática médica. A Confederação Nacional de Saúde, da qual a FESAÚDE faz parte, ingressou com ação pedindo a suspensão dos efeitos da Resolução por entender que ela impõe obrigações às instituições de saúde – o que extrapola a competência do CFM. São movimentos e ações representativas que estamos atentos e participando ativamente. Também há inúmeros Projetos de Lei (PL) em tramitação que estabelecem pisos salariais para várias atividades profissionais – e muitos com impacto direto sobre os prestadores de serviços de saúde. Acompanhar essas pautas e posicionamentos é uma atividade representativa essencial – e que nenhuma empresa consegue fazer sozinha.

 

O Judiciário já definiu que o negociado deve prevalecer sobre o legislado. As negociações coletivas, portanto, ganharam uma importância enorme. Na sua avaliação, os estabelecimentos de saúde têm consciência da importância dessas negociações e estão participando ativamente delas?

Inaldo Leitão – A negociação coletiva é um instrumento fundamental para construir relações de trabalho mais adequadas à realidade de cada setor. O SindHosp tem 88 anos, atua no maior Estado da Federação e negocia anualmente com mais de 40 sindicatos laborais. Temos expertise e contamos com uma equipe especializada que trabalha para construir Convenções Coletivas de Trabalho que reflitam as necessidades e as características da nossa categoria. Particularmente, acredito no fortalecimento da negociação coletiva e no aumento da participação das empresas nas assembleias. Esse envolvimento é fundamental para que as decisões negociadas tenham cada vez mais conexão com a realidade do setor e contribuam para relações de trabalho mais equilibradas e sustentáveis.

 

2027 marcará o início de um novo ciclo político no país, além da implementação efetiva de etapas importantes da reforma tributária. Como você avalia esse novo cenário e quais serão as prioridades de atuação do SindHosp e da FESAÚDE?

Inaldo Leitão – A FESAÚDE e o SindHosp foram muito atuantes durante o debate da reforma tributária e conseguiram, junto com outras entidades do setor, que a saúde recebesse tratamento diferenciado. Agora, o desafio será acompanhar a implementação da reforma e seus efeitos sobre os estabelecimentos de saúde. Na esfera política, será importante conhecer, no Congresso Nacional, os novos deputados e senadores e manter interlocução com eles. Acho que o principal objetivo de uma entidade representativa é poder permear e qualificar o debate público. Entre os temas que poderão ganhar espaço no Congresso, em 2027, está a reforma administrativa. É uma agenda que precisa ser acompanhada de perto, especialmente pelos seus possíveis impactos sobre a gestão pública e sobre o ambiente econômico. Vamos trabalhar para que o peso do Estado diminua. A saúde representa, anualmente, 10% do PIB, e tem enorme relevância econômica e social. É importante que as decisões públicas considerem a sustentabilidade do setor e a necessidade de um ambiente de negócios mais eficiente e previsível.

 

A FESAÚDE e o SindHosp vêm contribuindo, desde 2022, para a construção de uma agenda para a saúde. Nessas eleições estão apresentando aos candidatos à Presidência da República e ao Governo do Estado de São Paulo os 5 Inegociáveis da Saúde. Como essas iniciativas contribuem para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes?

Inaldo Leitão – São os estabelecimentos de saúde que vivenciam diariamente as potencialidades e as deficiências do sistema. Por isso, têm muito a contribuir. Atualmente, a FESAÚDE e o SindHosp têm grande poder de articulação com a classe política, outras entidades representativas e com instituições públicas. As contribuições que levamos em períodos eleitorais refletem a visão de lideranças, profissionais, de universidades, representantes dos pacientes, enfim, de quem vive o dia a dia da saúde. Os 5is são resultado dessa visão ampla. Há uma característica que considero especialmente importante nesses materiais: eles são uma contribuição para a sociedade. É uma entrega cidadã.

 

Olhando para os próximos anos, quais as principais marcas que gostaria de deixar à frente do SindHosp e da FESAÚDE?

Inaldo Leitão – Do ponto de vista de gestão, quero contribuir para a sustentabilidade financeira e o fortalecimento institucional das entidades.  A FESAÚDE e o SindHosp têm que ser saudáveis, mas isso também precisa vir acompanhado de valor para os nossos associados. E, claro, entregar algo para a sociedade que vá além da defesa de interesses, que se traduza em aumento de acesso, qualificação do cuidado, melhores resultados clínicos e um sistema mais eficiente e sustentável.

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Conheça os Inegociáveis da Saúde

Uma agenda voltada à ampliação do acesso, ao aumento da resolutividade, à elevação da qualidade assistencial, à redução dos desperdícios e à construção de um sistema mais equilibrado e eficiente

 

Esse é o objetivo dos 5 Inegociáveis da Saúde (5is) – Uma agenda para as lideranças políticas brasileiras 2027-2030. A iniciativa do documento é da FESAÚDE e do SindHosp, conta com o apoio da ARCA e objetiva contribuir com o debate público, apresentando cinco pilares estruturantes para a evolução do sistema de saúde brasileiro. “Os 5is colocam o paciente no centro do cuidado e formam um conjunto de princípios interdependentes que têm um propósito comum: construir um sistema de saúde mais seguro, eficiente e sustentável”, destaca o presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin.

Com as eleições majoritárias, as entidades acreditam na proximidade e no diálogo com os candidatos à Presidência da República e ao Governo do Estado de São Paulo, que já receberam o documento, para mostrar os desafios da saúde e as oportunidades para melhorias do sistema. Para a FESAÚDE e o SindHosp, o momento da saúde brasileira é propício à implementação da agenda proposta pelos 5is.

Desde a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), em 1988, o país estruturou um sistema de saúde complexo, desenvolveu instituições sólidas, organizou um arcabouço regulatório abrangente para o SUS e para a saúde suplementar, incorporou conhecimento técnico e ampliou sua capacidade de inovar. Nesse período, o SUS se transformou no maior patrimônio social dos brasileiros e o setor privado consolidou uma rede assistencial de elevada capacidade técnica e operacional. “Essa combinação de experiências, capacidades e competências coloca o país diante de uma oportunidade ímpar para promover as transformações necessárias no seu sistema de saúde, capazes de responder aos desafios demográficos, epidemiológicos e econômicos que já batem à porta”, ressalta Balestrin. As propostas reunidas nos 5is partem do princípio de que a saúde deve ser tratada como uma prioridade estratégica nacional – acima de governos, convicções e ciclos eleitorais.

Desafios

Nenhum desafio moldará tão profundamente o setor de saúde nos próximos anos quanto a rápida transição demográfica em curso. O envelhecimento acelerado da população, associado ao crescimento contínuo das doenças crônicas, altera profundamente as necessidades assistenciais do país e exige escolhas que não podem mais ser adiadas. Paralelamente, o SUS segue subfinanciado, diante das responsabilidades que lhe foram atribuídas pela Constituição e das crescentes demandas da sociedade. Dos R$ 1,19 trilhão investidos na saúde em 2025 pelas três esferas de governo, setor suplementar e gasto direto das famílias, apenas 42,2% desses recursos correspondem a investimentos públicos. Nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que adotam sistemas universais de saúde, essa participação, em geral, é superior a 70%.

Os 5is, porém, reconhecem a dificuldade de ampliar os recursos destinados à saúde, como as limitações fiscais, o elevado comprometimento do orçamento com despesas obrigatórias, o baixo desempenho da economia e a necessidade de preservar o equilíbrio das contas públicas. Por isso, propõe a redução de desperdícios, o fortalecimento da gestão baseada em evidências, a interoperabilidade, a incorporação inteligente de tecnologias e a alocação de recursos em iniciativas capazes de gerar melhores resultados assistenciais.

Segundo estimativa da OCDE, sistemas de saúde como o brasileiro mobilizam entre 20% e 30% do seu gasto total em práticas que não produzem valor proporcional para o cidadão. No Brasil, isso corresponde a R$ 240 bilhões e R$ 360 bi por ano. A questão, portanto, não é “apenas” a falta de recursos. É de arquitetura e de governança.

Engrenagem

A elaboração dos 5 Inegociáveis da Saúde partiu do pressuposto de que o principal desafio não é construir, mas fazer funcionar o sistema que já existe. Portanto, a FESAÚDE e o SindHosp acreditam que a próxima transformação da saúde brasileira não será institucional. Será sistêmica. É preciso melhorar a governança, a integração e desenvolver a capacidade de transformar os recursos existentes em resultados concretos para a população. O Brasil tem os ativos. Falta a arquitetura que os articule.

Todos os Inegociáveis são necessários e operam como uma engrenagem: a ausência de qualquer um torna os demais substancialmente menos eficazes. São eles:

  • Paciente Único
  • Dados Estruturados
  • Acesso Qualificado
  • Cuidado Padronizado
  • Desperdício Contido

Visão de futuro

Em um país com 27 unidades federativas, 5.570 municípios e profundas desigualdades regionais, não há espaço para soluções simplistas nem para respostas de curto prazo. Os desafios da saúde exigem planejamento, coordenação entre os diferentes níveis de governo e compromisso com políticas de Estado, e não apenas de governo. “As decisões tomadas entre 2027 e 2030 poderão definir a capacidade do país de oferecer desenvolvimento, bem-estar e dignidade às próximas gerações. Ignorar os temas que os Inegociáveis da Saúde trazem significa abrir mão, mais uma vez, de tratar a saúde como um dos pilares do desenvolvimento socioeconômico do país”, defende Balestrin.

Para o dirigente, o país precisa substituir a lógica do improviso pela construção de uma visão de futuro. “O Brasil tem uma janela cada vez mais estreita para enfrentar as questões estruturais do seu sistema de saúde antes que problemas previsíveis se transformem em crises onerosas e de difícil reversão”, acredita.

A publicação dos 5is completa uma trilogia de contribuições da FESAÚDE e do SindHosp durante os períodos eleitorais. Em 2022, a Proposta Saúde São Paulo apresentou diretrizes para o setor aos candidatos a governador do Estado. Em 2024, as entidades desenvolveram e apresentaram aos candidatos a prefeito das principais cidades paulistas o Guia de Ações Municípios Saudáveis – Transformando Comunidades, Cuidando de Pessoas. Este ano, os 5 Inegociáveis da Saúde – Uma agenda para as lideranças políticas brasileiras 2027-2030 – fecha o ciclo.

“Nosso objetivo com essas contribuições foi – e é – o de estabelecer diálogo permanente com os candidatos e futuros ocupantes do Executivo federal, estadual e municipais para que, juntos, possamos encontrar consensos, ajudar a desenvolver políticas públicas mais eficazes e, principalmente, instituir um compromisso coletivo com um sistema de saúde que ofereça mais acesso, qualidade, eficiência e mais dignidade às pessoas”, finaliza Francisco Balestrin.

Clique aqui e faça o download dos 5 Inegociáveis da Saúde

 

Assista ao vídeo dos 5is

 

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Firmada CCT com o Sindicato das Secretárias

O SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o Sindicato das Secretárias e Secretários do Estado de São Paulo (SINSESP), com vigência de 1º de maio de 2026 a 30 de abril de 2027.

A íntegra da CCT está à disposição dos sócios e contribuintes do SindHosp neste link.

 

Base territorial: Todo o Estado de São Paulo

 

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Comitê avança na elaboração de Manual de Boas Práticas para ILPIs

Reunião do Comitê de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) do SindHosp avançou na elaboração do Manual e discutiu integração das equipes, autonomia dos residentes e formação profissional

 

O Comitê Técnico de ILPI do SindHosp avançou, em reunião realizada em 23 de setembro, na elaboração do Manual de Boas Práticas para Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). Coordenado por José Antonio Maluf de Carvalho, diretor técnico-científico do Sindicato e da FESAÚDE, o encontro discutiu os desafios de instituições que atendem uma população cada vez mais longeva e com demandas de cuidado mais complexas.

Também participaram Carla Grossi, coordenadora assistencial, e Daniela Rebouças, enfermeira sênior, ambas do Residencial Israelita Albert Einstein, além de Frederico Berardo, presidente da Associação Brasileira de Hospitais e Clínicas de Transição (ABRAHCT). O Manual está em fase avançada de elaboração. Durante a reunião, foi informado que o documento está quase completo, com algumas contribuições ainda pendentes, entre elas conteúdos relacionados ao uso de tecnologia.

Grossi e Rebouças conduziram a apresentação sobre o cuidado de pessoas idosas, com foco na atuação conjunta entre enfermagem e cuidadores. Carla Grossi destacou a necessidade de delimitar responsabilidades sem perder a integração entre as equipes: “São funções que se complementam. Uma trabalhando em parceria com a outra produz um cuidado de qualidade e bem fortalecido, com papéis bem específicos”, afirmou.

Na apresentação, a enfermagem foi associada à avaliação, ao planejamento, aos cuidados técnicos e à supervisão. Ao cuidador cabe um acompanhamento mais próximo da rotina, com apoio às atividades de vida diária, estímulo à autonomia e observação do morador. A comunicação contínua entre esses profissionais apareceu como parte central desse modelo de atuação.

O encontro também abordou a dificuldade de formar e manter profissionais preparados para esse trabalho. A discussão mostrou que as ILPIs acabam assumindo um papel de formação, já que nem sempre recebem trabalhadores prontos para lidar com as exigências do cuidado à pessoa idosa.

Rede de cuidado 

A reunião também discutiu limites regulatórios, dimensionamento das equipes, formação continuada e uso adequado dos recursos. O debate passou pela necessidade de conciliar exigências técnicas e regulatórias com autonomia, individualidade e cuidado centrado na pessoa.

Na etapa dedicada às visitas a instituições e serviços voltados à pessoa idosa, Frederico Berardo apresentou experiências de cuidado comunitário, convivência e atendimento especializado, ampliando a discussão sobre diferentes formas de suporte à população idosa.

As experiências reunidas no Comitê ajudam a dar forma ao Manual a partir de situações vividas por gestores, profissionais e moradores das ILPIs. O grupo seguirá trabalhando na elaboração da publicação, reunindo boas práticas que possam apoiar a atuação dessas instituições.

Acompanhe os canais digitais do SindHosp para mais informações sobre o trabalho do Comitê de ILPI.

 

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Papo da Saúde aborda qualidade e segurança do paciente

Em novo episódio do Papo da Saúde, Francisco Balestrin e Rubens Covello discutem os desafios para ampliar a cultura da qualidade nas instituições brasileiras e apresentam o CLACS, iniciativa latino-americana de acreditação

 

A qualidade e a segurança do paciente precisam estar no centro da transformação do sistema de saúde. Esse foi um dos principais pontos discutidos por Francisco Balestrin, presidente do SindHosp e da FESAÚDE, e Rubens Covello, sócio fundador da Quality Global Alliance (QGA), em episódio do Papo da Saúde, o videocast do SindHosp.

Ao longo da conversa, foi abordada a trajetória da acreditação no Brasil, os desafios para ampliar sua adoção e a importância de incorporar a qualidade à gestão das instituições de saúde. Para Rubens Covello, que atua há décadas no desenvolvimento da acreditação no país, qualidade não pode ser compreendida apenas como resultado da atuação individual dos profissionais, mas como consequência de processos estruturados, gestão, indicadores e atuação integrada das equipes. “A qualidade é desenhada por uma equipe multidisciplinar para que o paciente seja atendido da melhor maneira e com a maior segurança possível”, destacou.

A acreditação, nesse contexto, representa uma avaliação realizada por uma terceira parte, que verifica estrutura, processos, riscos e resultados da instituição. Mais do que um certificado, o processo é apresentado como uma jornada permanente de melhoria.

Durante o episódio, Balestrin e Covello também discutiram uma das barreiras para a expansão da acreditação no país: a percepção de que investir em qualidade representa um custo adicional para as instituições. “A adoção de processos de gestão e de segurança pode contribuir para a sustentabilidade das organizações ao reduzir riscos, eventos adversos e desperdícios”, afirmou Rubens Covello.

CLACS busca ampliar acesso à acreditação

Foi nesse contexto que Rubens Covello apresentou o CLACS – Certificação Latino-Americana de Qualidade em Saúde, iniciativa criada com o objetivo de ampliar o acesso a processos de acreditação na América Latina. A proposta considera as características dos diferentes sistemas de saúde da região e busca oferecer uma alternativa para instituições que encontram dificuldades para acessar modelos internacionais de acreditação, especialmente em razão dos custos envolvidos.

O CLACS é direcionado também a hospitais de menor porte, santas casas, clínicas e laboratórios. Segundo Rubens Covello, a iniciativa começou a ser estruturada a partir da percepção de que havia espaço para desenvolver um modelo latino-americano capaz de apoiar a expansão da qualidade e da segurança do paciente.

No Brasil, o lançamento do CLACS reúne QGA, SindHosp, Instituto de Ensino e Pesquisa da Saúde (IEPAS) e FESAÚDE. Com o objetivo de disseminar a cultura da qualidade para um maior número de estabelecimentos de saúde, associados do SindHosp têm 25% de desconto na acreditação CLACS. Clique aqui e saiba mais.

Assista ao Papo da Saúde na íntegra:

 

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Workshop coloca qualidade e acreditação no centro do debate

Encontro do SindHosp falou sobre o lançamento do CLACS, única metodologia internacional de acreditação criada para a América Latina e aplicada exclusivamente no Brasil pela QGA – Quality Global Alliance

 

Qualidade e segurança do paciente precisam fazer parte das decisões de quem lidera uma organização de saúde. Esse foi um dos eixos do Workshop da Saúde “Qualidade em evolução: a acreditação na transformação das organizações de saúde latino-americanas”, realizado pelo SindHosp em 22 de setembro. O encontro também marcou o lançamento no Brasil do CLACS, uma metodologia de acreditação voltada a hospitais, clínicas e laboratórios.

Participaram da conversa Camilla Covello, cofundadora e chief growth Officer da QGA, e Zeus Tristão, coordenador de Relações Institucionais e Governamentais do SindHosp, responsável pela moderação. O debate passou pelo cenário brasileiro da acreditação, cultura de segurança, desperdícios, governança e incorporação da qualidade à gestão dos serviços de saúde.

Segundo Covello, menos de 10% dos hospitais brasileiros são acreditados, percentual que pouco tem avançado ao longo dos anos. A subnotificação de eventos adversos também entrou no debate. Ela apresentou a estimativa de que, para cada evento notificado, outros 15 deixariam de ser registrados. Entre as razões citadas estão medo, cultura punitiva e resistência em comunicar falhas. “Não pode haver uma cultura punitiva. A liderança não pode deixar a qualidade ser responsabilidade só de quem está na ponta”, afirmou.

Zeus Tristão e Camila Covello

Acreditação em saúde: da conformidade à estratégia

Para Camila Covello, a mudança de cultura passa por colocar a qualidade dentro da gestão e das decisões da organização. “Todo mundo aqui é da qualidade”, afirmou ao lembrar que, em muitos eventos, apenas profissionais de determinadas áreas se identificam como responsáveis pelo tema. Em organizações com maior maturidade, os indicadores de risco chegam à liderança e ajudam a orientar decisões antes que uma falha gere consequências assistenciais ou operacionais.

Tristão relacionou essa lógica à medicina preventiva. Assim como a assistência procura identificar riscos antes do agravamento de uma condição clínica, processos estruturados de qualidade ajudam a reconhecer fragilidades antes que resultem em problemas maiores.

O impacto financeiro das falhas de processo entrou na discussão a partir de outro dado apresentado por Covello. Segundo ela, são R$ 10,6 bilhões em desperdícios anuais no sistema privado, associados a problemas de gestão e de processos. Falhas de qualidade podem aumentar riscos regulatórios e jurídicos, afetar a reputação das organizações e dificultar a atração e a permanência de profissionais.

Tristão relacionou a discussão aos 5 Inegociáveis da Saúde defendidos pelo SindHosp e pela FESAÚDE: Paciente Único, Dados Estruturados, Acesso Qualificado, Cuidado Padronizado e Desperdício Contido.

Questionada sobre a relação entre o processo de acreditação e a estratégia de gestão, Covello reforçou que o envolvimento da alta liderança precisa acompanhar todas as etapas. “Tem que começar com o líder, tem que terminar com o líder e tem que estar na agenda da governança e da liderança”, afirmou.

A conversa avançou para a integração entre indicadores, dados, tecnologia e avaliação da qualidade. Na visão de Covello, essas frentes precisam ser acompanhadas em conjunto pela alta gestão. Quando cada área trabalha isoladamente, fica mais difícil transformar informação em decisão.

A acreditação envolve avaliação externa, educação e acompanhamento contínuo da evolução da instituição. Sobre o risco de burocratização, Covello resumiu: “A acreditação boa para determinada instituição é a acreditação que faz sentido. Senão ela vai se tornar burocrática e não vai virar cultura”.

CLACS chega ao Brasil

O workshop também marcou o lançamento do CLACS no Brasil. A metodologia internacional de acreditação foi desenvolvida para instituições de saúde da América Latina, considerando diferentes níveis de maturidade e características da região.

Criado em conjunto com um consórcio mexicano de hospitais, o modelo já está em operação no México. Segundo Covello, a metodologia trabalha com 30 padrões, organizados em três níveis de maturidade, permitindo acompanhar a evolução das instituições ao longo do processo.

O CLACS pode ser aplicado a diferentes serviços de saúde. Entre os exemplos citados estão hospitais, clínicas que realizam procedimentos, laboratórios de análises clínicas e anatomia patológica, serviços de diagnóstico por imagem e clínicas de endoscopia.No Brasil, o lançamento reúne QGA, SindHosp, Instituto de Ensino e Pesquisa da Saúde (IEPAS) e FESAÚDE.

Com o objetivo de disseminar a cultura da qualidade para um maior número de estabelecimentos de saúde, associados do SindHosp têm 25% de desconto na acreditação CLACS. Clique aqui e saiba mais.

Assista ao workshop na íntegra:

 

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Jornada SIGA encerra primeiro ciclo com 36 hospitais e avança no uso de indicadores

Iniciativa reuniu 96 participantes em seis encontros e chega à etapa de comparação de resultados, com continuidade prevista no Programa de Relacionamento SIGA

 

Depois de quase nove meses de trabalho, 36 hospitais paulistas chegaram à etapa de analisar e comparar os resultados da primeira Jornada SIGA – Sistema de Indicadores para Gestão de Alto Desempenho, iniciativa desenvolvida pelo SindHosp e que tem o apoio da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). O objetivo é estimular o uso de indicadores como ferramenta de gestão nas instituições de saúde.

O 5º Workshop SIGA aconteceu na sede do SindHosp, em São Paulo, em 17 de setembro. A 1ª Jornada SIGA reuniu 96 participantes em seis encontros voltados ao uso de indicadores como apoio à gestão hospitalar e à qualidade assistencial.

A abertura  do evento foi conduzida por Inaldo Leitão, gerente de Relações Institucionais e Governamentais do SindHosp. Ele relacionou o trabalho desenvolvido pelo SIGA ao Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado também em 17 de setembro: “É nesse contexto que reconhecemos a jornada de diversos hospitais que participaram da primeira Jornada SIGA, contribuindo para uma gestão mais inteligente, baseada em dados e na melhoria contínua”, frisou.

O evento lotou o auditório

Vanessa Tamara Ferreira, gerente do Núcleo de Inteligência e Conteúdo (NIC) do SindHosp, recuperou o caminho percorrido pelas instituições. O trabalho partiu da estruturação das informações e avançou para indicadores assistenciais, de gestão de pessoas e de sustentabilidade financeira. Para Vanessa Tamara, a conclusão dessa etapa permite olhar para o que foi construído e identificar onde ainda há espaço para avançar.

Indicadores e benchmarking hospitalar

A apresentação “Dos Indicadores ao Benchmarking, Transformando Dados em Oportunidades de Melhoria” reuniu Aline Yukimitsu e Evandro Felix, consultores técnicos do NIC, e Evelyn Tiburzio, diretora técnica da Anahp. “Medir é importante, mas compartilhar as boas práticas é o grande ganho desse processo”, destacou Tiburzio.

No primeiro retrato consolidado do SIGA, Aline Yukimitsu mostrou que a Jornada trabalhou com 26 indicadores. Considerando apenas os indicadores preenchidos integralmente em cada mês, o grupo chegou a 43,3% de preenchimento. Quando entram na conta todas as variáveis informadas, mesmo com meses incompletos, o percentual chega a aproximadamente 55%.

No último trimestre analisado, os hospitais do SIGA registraram taxa de ocupação de 76,4%. Outro recorte mostrou que 48,9% do volume total de internações teve o pronto-socorro como porta de entrada. Prazo médio de pagamento, prazo médio de recebimento, absenteísmo, rotatividade e prazo médio de faturamento estão entre os indicadores com menor volume de reporte.

A consultora técnica do NIC relacionou a confiabilidade das informações à qualidade da assistência: “O cuidado seguro também começa com um dado confiável, porque, a partir desses indicadores e de todo o monitoramento, conseguimos enxergar o que estamos entregando”.

Evandro Felix reforçou o uso estratégico das informações pelos hospitais: “Quanto mais vocês tiverem certeza daquilo que estão imputando, mais poderão se comparar com outras instituições, com os dados da Anahp, com todo o grupo do SIGA, e analisar como isso faz sentido do ponto de vista estratégico”.

Qualidade assistencial e próximos passos

A programação também contou com Carla Behr, director Growth Brazil da Planetree, que abordou o cuidado centrado na pessoa e a importância de considerar pacientes, familiares e profissionais na construção de uma assistência orientada à qualidade, à experiência e aos resultados em saúde.

O Passaporte SIGA, entregue aos hospitais que completaram a Jornada

O encerramento reuniu os hospitais participantes da 1ª Jornada para um reconhecimento, conduzido por Francisco Balestrin, presidente do SindHosp. Ele entregou aos participantes o Passaporte SIGA, que simboliza as etapas percorridas por cada hospital durante a Jornada. “Para você fazer parte de um projeto de acreditação hospitalar, precisa conhecer os seus dados e precisa se comparar. Daí a necessidade de ter benchmark”, afirmou Balestrin, mostrando a simbiose existente entre qualidade assistencial, acreditação, conhecimento dos próprios resultados e comparação de desempenho.

Ao tratar dos desafios estruturais da saúde brasileira, Balestrin relacionou o SIGA à agenda dos 5 Inegociáveis da Saúde – 5is, com destaque para o eixo de Dados Estruturados. Para o presidente do SindHosp, a interoperabilidade ajuda a organizar o cuidado, qualificar o acesso e permitir que diferentes pontos da assistência trabalhem a partir de dados consistentes.

Com a conclusão da primeira Jornada, o SIGA entra agora em uma nova etapa. O Programa de Relacionamento SIGA dará continuidade à análise dos indicadores e à troca de experiências entre as instituições já participantes. Novos hospitais poderão aderir à 2ª Jornada, que começará em breve. Acompanhe mais informações neste site e nos canais digitais do SindHosp.

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SindHosp e FESAÚDE lançam os 5 Inegociáveis da Saúde em diálogo com assessores dos presidenciáveis

Documento com prioridades para 2027-2030 foi apresentado a cinco assessores de saúde durante encontro na Fiesp

O Sindhosp e a FESAÚDE lançaram, na segunda-feira, 14 de setembro, os 5 Inegociáveis da Saúde – 5is, agenda estruturante para 2027-2030 composta por Paciente Único, Dados Estruturados, Acesso Qualificado, Cuidado Padronizado e Desperdício Contido. O documento propõe, entre outros tópicos,  integrar dados e sistemas, ampliar acesso e resolutividade, elevar a qualidade assistencial e reduzir desperdícios no sistema de saúde brasileiro.

O lançamento ocorreu durante o encontro “O Futuro da Saúde na Agenda Presidencial”, na sede da Fiesp, em São Paulo, reunindo assessores de saúde dos candidatos à Presidência da República. Os 5is resultam de uma série de debates promovidos pelas duas entidades nos últimos meses, com apoio da ARCA, entre eles os Diálogos da Saúde e a Arena da Saúde, que aconteceu durante a Hospitalar 2026.

Francisco Balestrin, presidente do Sindhosp e da FESAÚDE, associou o avanço do setor a planejamento estratégico, previsibilidade e remuneração sustentável. “Quanto mais previsível, mais nós podemos inovar, fazer o melhor para a população”, afirmou. Participaram do debate Adriana Ventura, assessora de Romeu Zema; Adriano Massuda, assessor de Lula; Felipe Roth Vargas, assessor de Renan Santos; Luiz Henrique Mandetta, assessor de Ronaldo Caiado; e Paula Fernandes Távora, assessora de Augusto Cury, com moderação de Natália Cuminale, do Futuro da Saúde.

Francisco Balestrin entre Ruy Baumer e Adriana Ventura durante o lançamento dos 5is

Poucos temas produziram tanta convergência quanto a circulação de dados entre sistemas e serviços. Adriana Ventura resumiu o diagnóstico com uma frase que percorreu boa parte do encontro: “o dado é digital, mas ele não circula”. Massuda usou a estrutura já construída no SUS como ponto de partida – mais de 84% das unidades básicas com prontuário eletrônico e uso crescente do CPF como identificador do paciente – para defender uma nova etapa: prontuário compartilhado, ampliação da telessaúde e inteligência artificial na organização de filas e triagem de risco. Paula Távora e  Felipe Roth, porém, insistiram num obstáculo anterior à conexão entre sistemas: a falta de padronização de conceitos e tabelas entre o SUS e a saúde suplementar. Mandetta trouxe a experiência concreta do Ministério da Saúde para ilustrar a desigualdade entre municípios com sistemas avançados e outros que ainda enviavam informações por disquete. A discussão evoluiu para governança: “o público não confia no privado, o privado desconfia do público”, disse Adriana Ventura, defendendo padrões comuns e responsabilidades objetivas, enquanto Massuda informou que a Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde dispõe de cerca de R$ 1,7 bilhão para infraestrutura de dados.

O segundo eixo de aprofundamento foi o acesso. Felipe Roth Vargas descreveu o SUS como um sistema que “abre a porta”, mas deixa o paciente diante de um labirinto de encaminhamentos sem retorno e filas desordenadas – problema que atinge diretamente 75% da população que não possui plano privado. Sua proposta prevê cinco critérios públicos e auditáveis de priorização: gravidade, risco de piora, perda de capacidade de trabalho, vulnerabilidade social e tempo de espera, com a mesma lógica aplicada de forma específica ao câncer. Massuda deslocou o problema para a escala territorial: cada região precisaria conhecer sua própria capacidade instalada e seus vazios assistenciais antes de receber investimento, sob risco de repetir a insuficiência crônica da regionalização brasileira. Paula Távora reforçou esse ponto ao defender que dados epidemiológicos, e não modelos padronizados, orientem a alocação de recursos entre regiões com necessidades muito distintas entre si.

Todos os integrantes da mesa de debates receberam um exemplar dos 5is

O terceiro eixo foi o financiamento, onde as divergências políticas ficaram mais evidentes. Massuda associou a defesa de maior investimento público à crítica das políticas de austeridade adotadas a partir de 2016, destacando que, dos cerca de 10% do PIB brasileiro dedicados à saúde, menos da metade é gasto público – o que, para ele, exige mais articulação entre emendas parlamentares e prioridades técnicas. Adriana Ventura aprofundou essa crítica ao relatar equipamentos comprados com emendas parlamentares que permaneceram sem uso por falta de profissionais ou estrutura, defendendo maior responsabilização de quem os destina. Mandetta trouxe o contraponto fiscal, condicionando qualquer ampliação de recursos ao equilíbrio das contas públicas e ao custo elevado dos juros. Já Roth apresentou o número que sintetiza o desafio da remuneração: uma correção integral da Tabela SUS custaria cerca de R$ 24 bilhões por ano, e propôs realizá-la em quatro anos, começando pelas linhas de maior gravidade e maior impacto sobre mortalidade evitável, condicionada a resultados. “Regra clara, estável, vale muito mais do que uma tabela generosa e imprevisível”, resumiu.

O encontro deixou claro que o diagnóstico sobre os problemas da saúde brasileira já é, em boa medida, compartilhado entre espectros políticos distintos. O que ainda diverge são os instrumentos para resolvê-los. É nesse espaço que o Sindhosp e a FESAÚDE posicionam os 5 Inegociáveis: uma agenda de Estado, suprapartidária, pensada para orientar o diálogo com as candidaturas além do calendário eleitoral.

 

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Assista ao evento, na íntegra

 

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Novos critérios para concessão da Justiça Gratuita

O SindHosp orienta seus contribuintes e associados sobre os impactos da recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 80, que redefiniu os critérios para concessão dos benefícios da Justiça Gratuita.

A decisão traz mudanças relevantes para o ambiente de litígios trabalhistas e para a análise dos pedidos de gratuidade de justiça, ao estabelecer parâmetros mais objetivos para a comprovação da insuficiência financeira e afastar o entendimento de que a simples declaração de hipossuficiência econômica seria suficiente para obtenção do benefício.

O que mudou

Até então, era comum que o benefício da Justiça Gratuita fosse concedido com base exclusivamente na declaração apresentada pela parte interessada. Com o julgamento da ADC nº 80, o STF estabeleceu que a condição econômica do requerente deverá ser efetivamente demonstrada, observados os parâmetros definidos pela Corte.

Como regra transitória, até que haja nova regulamentação legislativa, pessoas com remuneração mensal de até R$ 5 mil passam a contar com presunção relativa de insuficiência econômica. Entretanto, essa presunção não garante automaticamente a concessão do benefício, podendo ser afastada pelo magistrado diante das circunstâncias concretas do caso.

Para aqueles que possuem renda superior a esse valor, a comprovação da incapacidade financeira torna-se requisito indispensável para a obtenção da gratuidade.

Fim da autodeclaração como elemento suficiente

Outro aspecto de destaque da decisão foi o afastamento do entendimento consolidado que admitia a concessão do benefício mediante simples declaração de hipossuficiência.

Na prática, o STF reforçou que a análise da capacidade econômica deve considerar elementos objetivos, permitindo ao Judiciário avaliar documentos, patrimônio, renda familiar e demais circunstâncias relevantes para verificar se o interessado realmente não possui condições de arcar com os custos do processo.

Essa mudança tende a fortalecer a segurança jurídica e a uniformidade das decisões judiciais, especialmente no âmbito da Justiça do Trabalho.

Reflexos para o setor de saúde

Para os estabelecimentos de saúde, a decisão contribui para um cenário de maior previsibilidade processual.

A partir da nova orientação, os pedidos de Justiça Gratuita deverão ser examinados com base em critérios mais concretos, reduzindo a possibilidade de concessões fundamentadas exclusivamente em declarações unilaterais e sem elementos de comprovação.

Em cada caso, caberá às empresas, por meio de sua assessoria jurídica, analisar a existência de informações e provas que possam auxiliar o juízo na correta avaliação da situação econômica da parte autora, sempre observados os limites legais e o devido processo legal.

Aplicação da decisão

O STF estabeleceu que a nova sistemática terá aplicação para os processos ajuizados após a publicação da ata de julgamento, preservando as situações já constituídas em ações anteriores.

A decisão também possui alcance mais amplo do que a discussão originalmente travada na Justiça do Trabalho, sinalizando parâmetros que deverão orientar a análise da gratuidade da justiça em outros ramos do Poder Judiciário, ressalvadas as hipóteses submetidas a regimes específicos.

O SindHosp recomenda que seus representados acompanhem atentamente os desdobramentos da ADC nº 80 e a publicação do acórdão do STF, uma vez que a redação final da tese fixada pela Corte poderá trazer esclarecimentos adicionais sobre a aplicação prática dos novos critérios.

A FESAÚDE e o SindHosp seguirão monitorando a evolução do tema e mantendo os estabelecimentos de saúde informados sobre os impactos jurídicos da decisão, especialmente em relação ao contencioso trabalhista envolvendo instituições e empresas do setor de saúde.

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Firmada CCT com o Sindicato dos Fisioterapeutas

O SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o Sindicato dos Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais, Auxiliares em Fisioterapia e Auxiliares de Terapia Ocupacional no Estado de São Paulo (SINFITO-SP), com vigência de 1º de maio de 2026 a 30 de abril de 2027.

A íntegra da CCT encontra-se disponível para sócios e contribuintes do SindHosp clicando aqui.

 

Base Territorial: Todo o Estado de São Paulo

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