Sindhosp

16 de novembro de 2015

ANS suspende venda de 43 planos de saúde de 16 operadoras

A partir da próxima de 19/11 (quinta-feira), 43 planos de saúde de 16 operadoras terão a comercialização suspensa em razão do não cumprimento dos prazos máximos de atendimento e outras queixas de natureza assistencial, como negativas indevidas de cobertura. A medida é uma determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Com a suspensão, as operadoras ficam impedidas de receber novos consumidores nesses planos até comprovarem melhoria da assistência. Para os beneficiários existentes, entretanto, o atendimento permanece normal.
 
 
A suspensão é resultado do 15º ciclo do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, que avalia permanentemente as operadoras quanto às reclamações relativas à cobertura assistencial. A divulgação dos dados apurados é feita pela ANS a cada três meses. Neste ciclo, mais de 610,8 mil beneficiários são diretamente protegidos.
 
O diretor-presidente da ANS, José Carlos Abrahão, explica que o monitoramento realizado pela Agência procura induzir as operadoras a uma mudança de comportamento, provocando melhorias na assistência prestada aos beneficiários. “A medida funciona em dois sentidos: por um lado, obriga as operadoras a melhorarem o atendimento para que voltem a comercializar esses planos para novos clientes; por outro, protege os beneficiários desses planos, já que evita a entrada de novos consumidores enquanto não houver comprovada adequação da assistência”, destaca o diretor.
 
Paralelamente à suspensão, 38 planos de saúde de 14 operadoras que estavam com a comercialização interrompida poderão voltar a ser comercializados, já que comprovaram melhoria no atendimento ao cidadão. Desde o início do monitoramento, 1.170 planos de 158 operadoras tiveram as vendas suspensas e outros 1.014 planos voltaram ao mercado após comprovar melhorias no atendimento. Das 16 operadoras com planos suspensos nesta etapa, 10 constavam na lista de suspensão do período anterior. Além de interromper a venda, as operadoras que negaram indevidamente cobertura podem receber multas que variam de R$ 80 mil a R$ 100 mil.
 
Reclamações – 
 
Neste ciclo de monitoramento, que compreende o período de 19/06 a 18/09 de 2015, a ANS recebeu 29.831 reclamações de beneficiários pelos seus canais de relacionamento. Todas foram tratadas pela mediação de conflitos, sendo que 10.467 eram relacionadas a temas não assistenciais (contratos e reajuste, por exemplo) e 19.364 referentes à cobertura assistencial. Destas últimas, 13.030 foram consideradas na avaliação do Programa de Monitoramento – foram excluídas as reclamações sobre planos de operadoras em portabilidade de carências ou em liquidação extrajudicial, que já não podem mais ser comercializados porque as empresas estão em processo de saída ordenada do mercado. 
 
No universo analisado, 87,6% das queixas foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP). A mediação de conflitos agiliza a solução de problemas do beneficiário de planos de saúde. Com a notificação, as operadoras são comunicadas diretamente pelo portal da ANS, em espaço próprio, onde acompanham as demandas. O prazo máximo para a adoção das medidas necessárias à solução da reclamação é de até cinco dias úteis em casos assistenciais e de até 10 dias úteis para não assistenciais.
 
Panorama do 15º ciclo:
• 16 operadoras com planos suspensos
• 43 planos com comercialização suspensa
• 610.867 consumidores diretamente protegidos
• 38 planos reativados
• 6 operadoras com reativação total de planos (16 produtos)
• 8 operadoras com reativação parcial de planos (22 produtos)
            
 

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Conahp debate sustentabilidade e o futuro da saúde

O Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp) chegou a sua terceira edição com o tema central “O hospital na construção da excelência do sistema de saúde: perspectivas e desafios”. Promovido pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) a cada dois anos, o encontro reuniu em seus três dias de evento, de 11 a 13 de novembro, no Golden Hall, em São Paulo, mais de mil congressistas, para discutir o papel dos hospitais no sistema de saúde.
 
“O evento fortalece a atuação da Anahp como entidade que reúne 72 hospitais de referência de todo o país, contribuindo na discussão das novas diretrizes para a melhoria do sistema de saúde brasileiro. Para esta edição, a associação convidou um time de profissionais de elite para participar das sessões de debates e palestras”, disse o presidente do Conselho Administrativo da entidade, Francisco Balestrin, na abertura do pré-congresso, realizado na manhã do dia 11. 
 
Na oportunidade, foram debatidos os desafios para gestão do hospital baseado em valor, considerado um pilar para a sustentabilidade do setor, e uma tendência global de transformação para os prestadores de serviços.  
 
Pesquisa realizada pela Anahp com seus hospitais associados mostrou que os custos ainda preocupam na qualidade dos serviços ofertados aos pacientes. "Pensar na vida do paciente, não somente no tratamento de sua doença, faz diferença para a métrica de custos, assim como o alinhamento do corpo clínico com as demais equipes. Esses fatores são diferenciais para o futuro da gestão do hospital", afirmou o diretor de Produtos e Negócios do Karolinska Hospital, da Suécia, Andreas Uggla.
 
Sandro Chaves, diretor médico do Mater Dei (MG), Eliezer Silva, diretor-geral do Hospital Vila Santa Catarina, conveniado do Albert Einstein, e Sheila Martins, do Moinhos de Vento (RS), contaram o que têm de novo na gestão e os resultados positivos obtidos.
 
Para se gerar valor, alguns aspectos foram apontados, inclusive ferramentas nesse sentido. Entre elas o modelo Ichom (International Consortium for Health Outcomes Measurement), que propõe medir outras variáveis das comumente aferidas pelos hospitais. A ideia da plataforma é medir os resultados (outcomes) dos pacientes de maneira padronizada. Para Jennifer Clawson, membro do Global Health Care Practice de Boston (EUA), a equação do valor é “outcomes/custo”.
 
À tarde, a sessão solene de abertura do 3º Conahp contou com a presença de várias lideranças do setor, entre autoridades e executivos dos hospitais de excelência de todo o Brasil. “No país, há mais de 6.300 hospitais para atender os 200 milhões de brasileiros. Essas instituições desempenham papel extremamente importante para o sistema de saúde – setor que movimento mais de 9% do Produto Interno Bruto do país (PIB). São três dias de intenso trabalho em torno dos novos desafios no desenvolvimento de lideranças, inovações e tecnologias na saúde para atender as demandas atuais e as exigências futuras”, afirmou Balestrin, na ocasião. 
 
Representando o governador Geraldo Alckmin, o secretário de Estado da Saúde, David Uip, falou que a expectativa do governo estadual em relação ao evento era grande, tendo em vista que “poderiam sair soluções viáveis, não só para os hospitais privados, mas que possa interessar também ao setor público”.
 
“O objetivo é refletir e debater sobre a construção de um sistema de saúde de excelência, tendo o hospital como ator importante e integrador do sistema. Entendemos que o sistema de saúde de excelência é aquele que entrega mais saúde para a população, com qualidade no cuidado e o custo adequado”, explicou Fernando Torelly, presidente da Comissão Científica do Conahp.
 
Também participaram  da sessão Florentino de Araújo Cardoso Filho, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB); Tércio Egon Paulo Kasten, vice-presidente da Confederação Nacional da Saúde (CNS); José Carlos de Souza Abrahão, presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); Ivo Buckaresky, diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Edson Rogatti, presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB); Eduardo de Oliveira, secretário-geral da Federação Brasileira de Hospitais (FBH) e presidente da Associação dos Hospitais do Estado de SP (Ahesp); e Carlos Figueiredo, diretor executivo da Anahp.
 
O presidente da FEHOESP e do SINDHOSP, Yussif Ali Mere Jr; o diretor das duas entidades, Luiz Fernando Ferrari Neto; e presidente e o gestor do IEPAS, respectivamente, José Carlos Barbério e Marcelo Gratão, participaram do evento. 
 
Entre os temas que foram abordados no evento, estiveram o desafio dos modelos de liderança nos hospitais, o papel do líder médico e assistencial no gerenciamento de equipes de alta performance, além de experiências inovadoras em modelos de remuneração e modelos assistenciais. “Hospitais são organizações com uso intensivo de capital humano, onde modelos eficientes de liderança impactam na qualidade do atendimento, produtividade e na sustentabilidade da organização”, afirmou Torelly.
 
Prêmio de jornalismo
Durante o 3º Conahp foi lançado o Prêmio de Jornalismo Observatório Anahp. A iniciativa tem como objetivo incentivar os profissionais de veículos de comunicação a criar reportagens de assuntos relacionados à saúde. Além disso, reconhecer os jornalistas que contribuem com o setor seja por meio de um trabalho informativo ou que leve ao questionamento. Ao todo serão premiadas as melhores reportagens em cinco categorias: mídias impressa, digital, especializada, rádio e TV.
 
Em breve, será lançado o edital para a prêmio, com data oficial da premiação e os critérios para participação.
 
A cobertura completa sobre o 3º Conahp você na edição de novembro do Jornal do SINDHOSP.
 

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