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2 de fevereiro de 2016

Justiça suspende decisão da ANS de retirar Unimed Paulistana do mercado

A Unimed Paulistana conseguiu na Justiça na segunda-feira (1º) uma decisão que suspende os efeitos do decreto da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que determinou a liquidação extrajudicial da operadora Unimed Paulistana.
 
A medida tinha sido publicada no Diário Oficial da União também na segunda-feira e retirava definitivamente a empresa do mercado de planos de saúde, impedindo a comercialização de novos planos e destituindo administradores de seus cargos.
 
A Unimed Paulistana alegou que a medida é prejudicial ao mercado e que afeta ainda os  2.500 médicos cooperados. A empresa vive uma crise financeira e foi obrigada pela ANS a transferir seus 744 mil clientes para outras operadoras. A maior parte dos beneficiários morava na cidade de São Paulo.
 
A decisão da Justiça Federal acatou argumento da Unimed de que não a suspensão da nova decisão da ANS não prejudica o processo de transferência dos clientes. Além disso, o juiz entendeu ser correto esperar o fim de ação que tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo em que a Unimed Paulistana tenta repartir o passivo da crise que vive pelas demais empresas do sistema Unimed.
 
Mais prazo
 
A ANS também publicou, na segunda-feira, uma resolução que prorroga por mais 30 dias o prazo para que os beneficiários remanescentes da Unimed Paulista façam a portabilidade para outros planos, sem necessidade de cumprir novos períodos de carência, independentemente do tipo de contratação e da data de assinatura dos contratos.
 
Em janeiro deste ano, a Agência Nacional de Saúde Complementar já havia ampliado, em 15 dias, o prazo para que a Unimed Paulistana transfira seus beneficiários para as operadoras Unimed Fesp, Unimed Seguros e Central Nacional Unimed. Em novembro de 2015, a ANS havia dado dois prazos para que a transferência fosse feita, um de 15 e outro de 60 dias.
 
Migração
 
Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar, os consumidores podem escolher um dos planos disponíveis no Sistema Unimed ou buscar produtos em qualquer operadora de plano de saúde.
Ainda de acordo com a ANS, o beneficiário que estiver cumprindo carência ou cobertura parcial temporária na Unimed Paulistana pode exercer a portabilidade extraordinária de carências sujeitando-se aos respectivos períodos remanescentes na outra operadora escolhida.
 
Caso o plano de destino possua a segmentação assistencial mais abrangente do que o plano em que o beneficiário está vinculado, poderá ser exigido o cumprimento de carência no plano de destino somente para as coberturas não previstas no plano de origem.
 
A ANS alerta que, nesta etapa, a migração deve ocorrer o mais rápido possível, para assegurar o atendimento em outros planos de saúde, uma vez que a decretação da liquidação extrajudicial retira definitivamente a Unimed Paulistana do mercado.
 
Os interessados devem se dirigir diretamente à operadora escolhida, sem necessidade de contato com intermediários, com o documento de comprovação de pagamento de 4 boletos da Unimed Paulistana referentes aos últimos 6 meses, cartão da Unimed Paulistana, carteira de identidade (RG), CPF e comprovante de residência.
 
Em caso de dúvidas ou denúncias, os beneficiários podem entrar em contato pelo Disque ANS (0800 701 9656), pela Central de Atendimento no portal da Agência (www.ans.gov.br) ou pessoalmente, nos Núcleos da ANS presentes em 12 cidades.
 
No estado de São Paulo, são dois endereços:
 
– Núcleo da ANS em São Paulo: Avenida Bela Cintra, nº 986 – 9º andar – Edifício Rachid Saliba – Bairro Jardim Paulista – São Paulo (SP)
 
– Núcleo da ANS em Ribeirão Preto: Avenida Presidente Vargas, nº 2121 – 2º Andar – Sala 203 – Edifício Times Square – Ribeirão Preto (SP)
 
Crise financeira
 
Fundada em 1971, a Unimed Paulistana enfrenta há anos uma crise financeira e fechou 2014 com patrimônio líquido negativo em R$ 169 milhões e um passivo tributário de R$ 263 milhões, segundo o último relatório de gestão.
 
A Unimed Paulistana é a 4ª maior empresa do sistema Unimed, que reúne hoje 351 cooperativas médicas, que embora utilizem a mesma marca e modelo de gestão, operam e comercializam planos de saúde de forma autônoma e independente, sem oferecer necessariamente uma cobertura nacional.
 
A Unimed Paulistana informou em seu último relatório ter fechado o ano de 2014 com
mais de 2.300 médicos cooperados, 231 clínicas e 87 hospitais credenciados, e um total de mais de 4,2 milhões de consultas realizadas no ano. A maior parte dos beneficiários mora na cidade de São Paulo. Segundo dados da ANS, 78% estão em planos coletivos (empresariais e por adesão).

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Número de casos de câncer de tireoide esperado para 2016 é maior em mulheres

Dos mais de 500 mil novos casos de câncer estimados para 2016 pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), 6.960 serão de câncer de tireoide. Esse 1% pode representar pouco diante da incidência de outros tipos, porém é o necessário para dar atenção a um problema que muitas vezes passa despercebido pela maioria das pessoas, principalmente das mulheres.
 
De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), nódulos na tireoide irão afetar cerca de 60% da população brasileira durante algum momento na vida. "Mesmo que 90% desses nódulos tireoidianos sejam benignos, qualquer alteração deve ser investigada. Havendo algum tipo de anormalidade, o paciente poderá iniciar o tratamento necessário mais rapidamente", afirma Dra. Ana Hoff, Chefe da unidade de endocrinologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e endocrinologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.
 
É importante ressaltar que as mulheres são mais afetadas pela doença. Do total de casos estimado pelo INCA para 2016, 84% dos casos acometerá o sexo feminino. Aponta-se para 5.870 casos em mulheres, número cinco vezes maior do que o estimado para os homens no período – 1.090.
 
A tireoide é uma glândula situada na base da garganta e que produz e libera hormônios responsáveis por regular a função de diversos órgãos, como rins, cérebro, coração e fígado. Mesmo sem um estudo específico para isso, médicos afirmam que este tipo de câncer é mais comum em mulheres do que em homens devido aos fatores hormonais característicos do organismo feminino. Seu principal grupo de risco são mulheres acima dos 35 anos, mas ele também pode ser observado em jovens e em idosos – dos 25 aos 65 anos – e em pessoas expostas à radiação no pescoço e na cabeça.
 
Diagnóstico precoce aumenta chances de cura
Cerca de 60% dos pacientes com câncer recebe o diagnóstico já em estágio avançado. Isso porque, as vezes os sintomas acabam passando despercebidos ou confundidos com outros problemas de saúde.  "A investigação precoce de um nódulo maligno pode ser decisiva na vida do paciente, levando em consideração que, quando tratado no início, o câncer de tireoide tem ótimas chances de cura e evita que as células cancerígenas se espalhem para outras partes do organismo. É importante ficar atento a situações, como: dificuldade de engolir, problemas respiratórios, tosse persistente, nódulo ou inchaço na região do pescoço, rouquidão ou alterações na voz que não se dissipam", reforça a especialista. 
 
De acordo com a SBEM, aproximadamente 85% dos pacientes com a doença diagnosticada em fase inicial e com acesso ao tratamento correto, conseguem retornar a rotina normalmente sem impacto no seu bem-estar. Os autoexames são a principal forma de detectar um nódulo. Caso exista algum caso de câncer de tireoide na família, relatos de exposição à radiação ou algum outro fator de risco, a atenção deve ser redobrada. Se identificado o nódulo, um endocrinologista precisa ser procurado para que seja indicado quais os exames deverão ser feitos para confirmar ou descartar a presença de câncer.
 
Tratamento
Ao longo dos anos, a mortalidade desse tipo de câncer, apesar da contínua incidência, vem caindo devido ao progresso do tratamento. A cirurgia para a remoção dos nódulos anormais é a principal forma de se buscar a cura. Após a cirurgia, o paciente passa a tomar hormônios para substituir os que não podem mais ser produzidos pela tireoide. Dependendo da avaliação médica, o tratamento é estendido com terapias contendo iodo radioativo.
 
Nos tipos mais agressivos e estágios mais avançados da doença, com metástase, as lesões podem ser resistentes a esses tratamentos e quimioterapia. Para os pacientes que apresentam resistência à iodoterapia, há opções de tratamento com o sorafenibe, que inibe o crescimento do câncer e reduz a formação dos vasos sanguíneos que o nutrem. 
 

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Sanofi lança pesquisa para vacina contra zika

A Sanofi Pasteur respondeu ao apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e anunciou que está se lançando na busca de uma vacina contra o zika vírus. Em um comunicado, a empresa francesa indicou que sua vacina contra a dengue está prestes a ser lançada e não descarta usar o produto também como forma de inibir o zika.
 
Com 1 bilhão de doses de vacinas produzidas por ano e atendendo a 500 milhões de pessoas, a Sanofi Pasteur não esconde que a nova produção para o zika vírus pode levar anos. Mas, ainda assim, insiste que poderá apoiar sua pesquisa no desenvolvimento de outros produtos.
 
Para os franceses, "o sucesso obtido no desenvolvimento de vacinas contra vírus similares" pode acelerar o processo. Um deles seria a vacina contra a dengue que, em 20 anos, já custou 1 bilhão de euros para a empresa. Conhecida como Dengvaxia, a nova vacina recebeu seu primeiro sinal verde em dezembro dos reguladores mexicanos. 
 
Na avaliação dos cientistas da empresa, as similaridades entre dengue e zika – ambos espalhados pelo mosquito Aedes aegypti – poderia tornar possível o uso da Dengvaxia contra ambas doenças, ainda que no caso do zika vírus a eficiência poderia ser menor. 
 
Se não for confirmada sua eficiência, a Sanofi acha que pelo menos o novo produto poderia "mostrar o caminho" para uma vacina que possa funcionar. A empresa admitiu que está avaliando se os testes clínico de Dengvaxia na América Latina podem ser adaptados para a pesquisa sobre o zika. 
 
"A Sanofi Pasteur responde ao apelo mundial para desenvolver uma vacina contra o zika vírus, justificado pela rápida propagação da doença e dos riscos de complicações médicas", indicou Nicholas Jackson, diretor de Pesquisa da multinacional e encarregado do novo projeto.

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