Sindhosp

9 de agosto de 2016

Abimed e Fapesp irão estudar doenças crônicas não transmissíveis

A Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed) iniciou um projeto de pesquisa científica em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para criar um novo sistema tecnológico para coleta e processamento de dados das chamadas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). O estudo incluirá diabetes, hipertensão, câncer e obesidade – doenças cuja prevalência está aumentando no Brasil e no mundo.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde, as DCNTs são responsáveis por mais de 75% das mortes ocorridas no mundo, a metade na faixa entre os 30 e 70 anos. Nos países em desenvolvimento, as mortes prematuras chegam a 80% do total. Grande parte delas pode ser evitada, de acordo com a OMS, se os sistemas de saúde responderem com maior eficácia aos cuidados que esses pacientes requerem.
 
Para ajudar a mudar esse cenário, a pesquisa quer obter informações que permitam avaliar os resultados das ações de saúde e os custos da assistência médica fornecida a essas doenças ao longo do tempo. O sistema deverá ser capaz de fazer uma análise qualitativa e quantitativa dos recursos utilizados, como exames, internações, materiais, medicamentos e consultas; das relações entre as intervenções realizadas e os resultados obtidos, além de uma comparação de desempenho entre diferentes intervenções para uma mesma doença. A base de dados para coleta e análise serão o DataSUS e o Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
 
“Esses bancos de dados são enormes e valiosos, mas só extraímos deles informações pontuais. Sabemos, por exemplo, que um paciente se internou para realizar uma determinada cirurgia, quanto tempo ficou internado, se teve alta e se sobreviveu ou não. Mas não conhecemos o que aconteceu com ele antes e depois da cirurgia, que procedimentos foram adotados, se foram eficazes e quanto custaram”, explica Carlos Goulart, presidente executivo da Abimed.
 
“Essas informações são muito importantes para que possamos traçar um perfil epidemiológico mais acurado dessas doenças e também para orientar os gestores de saúde em suas decisões de políticas públicas”, completa.
 
Na primeira etapa da pesquisa, já iniciada, foi aberto um concurso público dirigido a pesquisadores que tenham vínculo com instituições de ensino e pesquisa do Estado de São Paulo. Eles terão prazo até 15 de setembro de 2016 para apresentar seus projetos de criação de um novo sistema de informação para estudo das DCNT. A publicação dos resultados da seleção ocorrerá em 15 de março de 2017.
 
O estudo terá dois anos de duração e contará com recursos destinados em partes iguais pela ABIMED e pela FAPESP. Para a ABIMED, que representa mais de 190 empresas de equipamentos e produtos médico-hospitalares, o projeto sobre DCNT é uma iniciativa de Responsabilidade Social Corporativa.
 
Além do desenvolvimento da pesquisa, os ganhadores terão que implementar o sistema em escala piloto e apresentar uma instituição para multiplicar os resultados alcançados e fazer a manutenção e gestão do sistema após a conclusão da pesquisa.

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Einstein inaugura espaço exclusivo para pronto atendimento infantil

O Hospital Israelita Albert Einstein inaugurou, na Unidade Ibirapuera, um espaço de pronto atendimento dedicado para receber recém-nascidos, crianças e adolescentes de até 15 anos. 
 
A ampliação busca oferecer serviços personalizados para este público e possibilita a realização de protocolos que evitem a internação de casos de baixa complexidade garantindo a desospitalização.
 
O local foi desenhado e caracterizado de forma lúdica com brinquedoteca e decoração especial para receber os pacientes, além de permitir que ao entrar no pronto-socorro as crianças e adolescentes sintam-se em um ambiente descontraído e familiar. A nova área dispõe de alta tecnologia, está apta a realizar procedimentos de urgência e emergência, e conta com profissionais capacitados especialmente para atender este público.
 
O pronto atendimento apresenta um amplo espaço coberto por consultórios exclusivos, salas de atendimento de emergência, medicação, inalação e observação. O atendimento é realizado 24 horas por dia, sete dias por semana e tem capacidade para atender 5 mil pacientes por mês. 
 
Além do pronto atendimento, também será disponibilizada a clínica de imunização que oferecerá aos pacientes todas as principais vacinas. O espaço atenderá de segunda a sábado das 7h às 19h e domingo das 7h às 13h.
 
Recentemente o Einstein lançou um aplicativo para celulares com alertas sobre o calendário vacinal e geolocalização das clínicas de imunização Einstein e também as da rede pública.

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Governo começa a elaborar plano popular

O Ministério da Saúde criou um grupo de trabalho para discutir e elaborar o projeto de plano de saúde acessível. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União e entrou em vigor no dia 5 de agosto. 
 
A criação de um tipo de plano de saúde mais popular, com custos menores, é defendida pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, em uma tentativa de aliviar os gastos do governo com o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
A proposta de Barros consiste em oferecer planos de saúde com menos serviços do que o que foi definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como cobertura mínima obrigatória. A adesão a esse tipo de plano seria voluntária. Atualmente, a ANS, órgão responsável por regular o setor de planos de saúde, tem um rol de procedimentos obrigatórios que todas as empresas devem oferecer aos clientes.
 
Em nota divulgada em seu portal, a ANS informou que "não tinha conhecimento prévio a respeito do Grupo de Trabalho, tendo tomado conhecimento  por meio da publicação no Diário Oficial da União" e destacou "sua autonomia técnica para regular o mercado de Saúde Suplementar, nos termos delimitados pelas leis 9.656/98 e 9.961/2000".
 
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) já se manifestou contra a proposta do ministro. Para os conselheiros, a criação de um plano de saúde "popular" não resolveria os problemas do sistema de saúde do país e enfraqueceria a rede pública. O conselho defende mais recursos públicos para o SUS e saúde pública de qualidade para todos com os impostos já pagos pelos cidadãos.
 
A proposta também gera polêmica no setor. Enquanto as operadoras de planos de saúde apoiam uma revisão das regras setoriais, os profissionais ligados à saúde coletiva dizem que as medidas trariam perdas para o SUS.
 
Grupo de Trabalho
 
O grupo de trabalho terá 60 dias para apresentar seu relatório final. O prazo pode ser prorrogado uma única vez pelo mesmo período.
 
Ele será composto por representantes do Ministério da Saúde, da ANS e da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização. A coordenação do grupo, a cargo do ministério, poderá, entretanto, convidar representantes de outros órgãos e entidades, públicas e privadas, além de pesquisadores e especialistas.
 
Para a apresentação da proposta do novo plano, o grupo deverá elaborar documentos técnicos para qualificação do projeto e realizar estudos de impacto financeiro.

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