Sindhosp

25 de outubro de 2016

Médicos listam procedimentos que poderiam ser opcionais

Para limpeza de cortes e arranhões, basta usar água da torneira, tão boa quanto soluções salinas. Crianças com bronquiolite, ou problemas respiratórios em geral, normalmente melhoram sem tratamento. Mulheres acima dos 45 anos não precisam de exame de sangue para diagnosticar menopausa. Tampouco os de raio-X ajudam, de fato, pacientes que sentem dor na região lombar (lombalgia). É o que dizem médicos da Academy of Medical Royal Colleges, no Reino Unido, que elaboraram uma lista de 40 tratamentos, exames e procedimentos considerados desnecessários ou pouco eficazes para pacientes. A iniciativa faz parte de uma campanha para reduzi-los e deverá ser atualizada a cada ano.
 
Médicos de 11 especialidades foram convidados a identificar cinco prescrições comumente feitas em sua área de atuação que nem sempre são necessárias ou valorosas. Esse relatório tem sido usado como parte da campanha “escolha sabiamente” para destacar a necessidade de pacientes e médicos falarem francamente sobre como as questões de saúde devem ser tratadas. Há pouco tempo, clínicos gerais foram aconselhados a reduzir a prescrição de antibióticos aos pacientes.
 
“Eu acho que o que temos é uma cultura de ‘podemos fazer algo, portanto, devemos fazer algo’ e precisamos parar e refletir para decidir qual é a melhor opção para o paciente em suas circunstâncias individuais”, disse à BBC a professora Dame Sue Bailey, presidente da instituição.
 
Os pacientes, no caso, também são encorajados a questionar mais os procedimentos. A academia diz que eles devem sempre fazer cinco perguntas-chaves quando procuram um tratamento. São elas: Eu realmente preciso deste teste, tratamento ou procedimento? Quais são os riscos ou desvantagens? Quais são as possibilidades de efeitos colaterais? Há opções mais simples e seguras? O que vai acontecer se eu não fizer nada?
 
Entre os conselhos da lista, um diz que a quimioterapia pode ser usada para aliviar os sintomas de câncer terminal, mas, que além de não curar a doença, pode trazer mais sofrimento nos meses finais de vida. E que a triagem de rotina para checar as condições da próstata, por meio de toque real e dosagem de PSA (antígeno prostático específico) no sangue, “não conduz a uma vida mais longa e pode trazer ansiedade desnecessária”. 
 
Esta última dividiu sociedades médicas brasileiras no ano passado. A Sociedade Brasileira de Urologia, por exemplo, defende o diagnóstico precoce e recomenda que homens com mais de 45 anos façam seus exames anualmente. Já a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, passou a contraindicar o teste por acreditar que tal avaliação não diminui a mortalidade dos homens. Ambos apresentaram laudos comprobatórios, na época, para embasar suas teses.
 
“Alguns destes tratamentos pode ser bastante invasivos e demorados. Existem opções mais simples e tão seguras quanto, então, por que não usá-las?”, indaga Dame Sue, da Academy of Medical Royal Colleges.
 
De acordo com as orientações que Hong Jin Pai (médico formado pela Faculdade de Medicina da USP, com especialização e pós-graduação em Acupuntura na China) publica em seu site, em cerca de 90% dos casos, a lombalgia — um dos maiores motivos de visita ao médico, depois do resfriado — é diagnosticada por uma conversa entre o especialista e o paciente, além de um exame físico detalhado.
 
“O médico clínico, fisiatra ou reumatologista pode fazer o diagnóstico. Por exemplo, uma das causas mais comuns de dores músculo-esqueléticas é a síndrome dolorosa miofascial, aonde ocorrem nódulos e bandas tensas dolorosas (os pontos gatilhos), que ao serem palpados pelo médico especialista, reproduzem a dor”, esclarece o portal.
 
Quando há suspeitas de causas de lombalgias mais graves, como infecções, tumores, ou compressões nervosas, o profissional pode solicitar exames complementares, como a radiografia, a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a eletroneumiografia.

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Insegurança e falta de transparência são entraves para investimentos estrangeiros

O setor da saúde, em geral, é atrativo sim para os investidores. É o que afirmam os especialistas que participaram dos debates do Conecta Saúde, primeira edição de evento anual do IEPAS, realizado no dia 25 de outubro, no centro da capital paulista.
 
Segundo André Staffa Filho, diretor da Logika Consultores Associados, há dois tipos de investidores: os estratégicos, que atuam na evolução estratégica do negócio, e os private equity, são os investidores “que compram por dez e querem vender por vinte, trinta, quarenta num prazo entre cinco a sete anos”. 
 
Na saúde, os interesses prioritários têm sido os planos de saúde, os hospitais gerais e os serviços de medicina diagnóstica. Staffa aposta ainda em interesses que crescerão, como em hospitais de longa permanência e os serviços de home care. 
 
Staffa ainda garantiu que dinheiro hoje não é problema para qualquer grupo de investimento. A questão é o negócio ser atrativo.
 
Para Luiz Delgado, da empresa de gestão de investimentos KKR do Brasil, há um nível de informalidade ainda muito persistente na área da saúde, “muito porque o setor não tem tradição de receber o investidor”. Na área contábil, a transparência é fundamental, assim como outros fatores, como uma boa diversidade de fontes pagadoras, vantagem competitiva e perspectiva de crescimento, mesmo que orgânico.
 
Quando um investidor se interesse por uma companhia, uma diligência é iniciada, que pode levar muitos meses. “E quanto mais insegurança o investidor tiver sobre as informações, menos a empresa vai valer”, afirmou Delgado. 

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Transações na saúde crescem nos últimos anos

Segundo a advogada Maria Fernanda de Almeida Prado e Silva, sócio do escritório Mattos Filho, as transações na área da saúde aumentaram nos últimos três anos. Ela se refere a fusões e aquisições, que se referem a venda total ou parcial de ativos. 
 
Em 2014 foram 37 transações; em 2015, 76 e em 2016, somente no primeiro semestre, já foram contabilizadas 41 operações. Esta tendência fez com que o seu escritório criasse um grupo disciplinar chamado Life Science, a fim de entender as peculiaridades do mercado de saúde.
 
Na opinião de Maria Fernanda, não é preciso ter receio coma chegada dos fundos de investimento, porque embora a chegada do investidor proponha muitas mudanças na áera de governança corporativa, eles costumam respeitar a expertise médica. 
 
Embora o interesse dos fundos tenha aumentado, o Brasil apresenta riscos que diminuem o valor das transações, como o fiscal e o trabalhista. A corrupção também é algo que preocupa os investidores. “A saúde é um setor que tem bastante interação com o poder público, e os fundos olham com muito cuidado para isso”, alertou. 
 
A advogada participou do 1º Conecta Saúde, promovido pela IEPAS, no Novotel Jaraguá, centro da capital paulista.

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