Sindhosp

Licença maternidade reduz o risco de depressão pós-parto

Segundo pesquisa, menos de 6 meses não é o suficientes para garantir o bem-estar materno

Compartilhar artigo

Quanto mais longa a licença-maternidade, menor as chances de a mãe desenvolver depressão pós-parto. É o que aponta um estudo da Universidade de Maryland.
 
— Aqui nos Estados Unidos, a maioria das mulheres volta ao trabalho no máximo três meses após dar a luz. Mas nossa pesquisa demonstra que mulheres que ficam em casa durante menos de seis meses após o nascimento do filho têm um risco maior de sofrer com a depressão pós-parto — afirma a professora de Saúde Pública Rada Dagher, que liderou a pesquisa.
 
De acordo com os cientistas, o primeiro ano após o parto apresenta um risco maior de depressão entre as mulheres. Neste período, uma de cada dez mães experiencia a depressão pós-parto, que apresenta sintomas similares àqueles da depressão clínica.
 
O estudo é o primeiro a investigar a relação entre a licença maternidade e a depressão pós-parto durante o primeiro ano de vida do bebê, e foi realizado através da Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo, uma ferramenta vastamente utilizada e validada pela comunidade científica para se analisar quadros depressivos deste tipo.
 
Para chegar ao resultado apresentado, os pesquisadores acompanharam um grupo de cerca de 800 mulheres no estado norte-americano do Minnesota ao longo do primeiro ano da maternidade, reunindo dados sobre sintomas de depressão e saúde física e mental ao longo deste período. Dentro dos primeiros seis meses após o parto, mulheres que estavam em licença-maternidade apresentaram significativamente menos sinais de depressão pós-parto que aquelas que voltaram a trabalhar antes do primeiro semestre depois da gestação.
 
— Isso demonstra que o atual tempo estipulado para a licença-maternidade nos Estados Unidos, de 12 semanas, pode não ser o suficiente para mães que experienciam situações de risco e depressão pós-parto — conclui Dagher.
 
A legislação brasileira, por sua vez, prevê licença-maternidade remunerada de 120 dias — quase um mês a mais que a estabelecida no país norte-americano.
 
 
 

Artigos Relacionados...

Últimas Notícias

Workshop debate saúde mental nas organizações

Criada em 2014 com o objetivo de colocar a saúde mental em foco, desmistificar transtornos psiquiátricos e estimular o cuidado emocional, a campanha Janeiro Branco vem ganhando relevância ano após

Últimas Notícias

Romeu Zema participa do Diálogos da Saúde

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), esteve na sede da FESAÚDE e do SindHosp no dia 22 janeiro participando do Diálogos da Saúde. “A exemplo do que fizemos

Curta nossa página

Siga nas mídias sociais

Mais recentes

Receba conteúdo exclusivo

Assine nossa newsletter

Prometemos nunca enviar spam.

error: Conteúdo protegido
Scroll to Top