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Ana Paula

Candidatos a governador de SP apresentam suas propostas para a saúde

O SINDHOSP entrevistou os candidatos a governador de São Paulo para saber como pretendem resolver os problemas da saúde no Estado e melhorar a qualidades dos serviços ofertados à população.
 
Conheça  as principais propostas e projetos dos candidatos:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Raimundo Sena – sem coligação (PCO)

Gargalos da saúde  
O grande problema da saúde no Estado, da mesma maneira que acontece no Brasil como um todo, é que está orientada aos lucros dos grandes capitalistas, principalmente dos bancos.
 
Planejamento
A saúde, assim como todos os serviços públicos, devem ser estatizados. O repasse de recursos públicos tem como objetivo alimentar os lucros de um punhado de grandes capitalistas e está na base do sucateamento do serviço. Nenhum planejamento pode levar em conta o bem-estar da população se o objetivo não for exatamente esse.
 
OSS e PPPs 
O programa do PCO levanta que a saúde deve ser controlada por conselhos dos trabalhadores da saúde e representantes da população. Somos totalmente contrários às PPPs por considerar que estão direcionadas a alimentar os lucros de grandes capitalistas. Os planos de saúde, por exemplo, estão controlados por grandes bancos e direcionados à especulação financeira. O que um banco busca ao investir na saúde?  
 
Falta de leitos 
A saúde no Estado de SP está totalmente sucateada, principalmente para as camadas mais pobres da população. A situação é aberrante e se acentuou a partir dos anos de 1990, com a implantação das chamadas políticas neoliberais. 
A única saída para melhorar a saúde é orienta-la ao bem-estar da população e não aos lucros dos vampiros capitalistas. A saúde deve ser estatizada.
As grandes reformas das quais o Brasil precisa para sair da crise, devem colocar em prática as grandes bandeiras da classe operária, tais como a estatização dos bancos, com o não pagamento da ultra-parasitária e corrupta dívida pública, cujos serviços hoje consomem mais de 47% do orçamento público federal. Por um salário mínimo vital de R$3.500. Pela reforma agrária contra o latifúndio. Pela dissolução da Polícia Militar, que se distingue pela truculência e o assassinato da população pobre. Essas e outras políticas somente devem ser colocadas em prática por meio de uma assembleia constituinte controlada pelos trabalhadores.
 
Dependentes químicos 
A política de tratamento dos dependentes químicos deve ser sensivelmente ampliada e, principalmente, devem ser combatidas as causas sociais, com políticas que favoreçam o emprego, a educação e uma saúde pública e de qualidade.
 
Prevenção e da qualidade de vida
O governo atual tem reduzido os gastos com investimentos sociais. A perspectiva para o próximo período é que sejam reduzidos ainda mais por causa do aprofundamento da crise. Os capitalistas não abrem mão dos lucros. Um estado a serviço dos trabalhadores é a saída para direcionar os recursos públicos para investimentos sociais. Hoje a sociedade se encontra sufocada pelos grandes monopólios capitalistas que absorvem o grosso da riqueza social.
 
Idosos 
O regime atual ataca os idosos, aumenta a idade de aposentadoria, reduz os rendimentos da aposentadoria, piora a prestação dos serviços públicos etc.  O que onera o setor da saúde não são os idosos, mas o sucateamento da saúde e o direcionamento dos recursos públicos para um punhado de grandes capitalistas, principalmente os monopólios estrangeiros. Os idosos devem ser priorizados pelo estado, o que somente pode acontecer se o estado for controlado pela maioria da população, ou seja, um estado operário e camponês.
 
Modelo assistencial
O problema epidemiológico é essencialmente social. O aumento das doenças se relaciona com a política das grandes empresas de aumentar os lucros a qualquer custo. No setor de alimentos, por exemplo, o Brasil é o campeão mundial no uso de agrotóxicos e vice-campeão mundial no uso de transgênicos. Isso tem provocado o aparecimento de uma ampla gama de tipos de câncer, principalmente no aparelho gastrointestinal. A maior parte dos alimentos estão literalmente envenenados, para que um punhado de parasitas envolvem polpudos lucros. Da mesma maneira, acontece com o setor de cosméticos, higiene e em todos os setores. O objetivo fundamental da sociedade atual, o capitalismo decrépito e ultraparasitário, é a busca por lucros a qualquer custo.
 
 

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Wagner Farias – sem coligação (PCB)

Gargalos da saúde
Para nós, os principais gargalos da área da Saúde se devem ao modelo implementado não somente no Estado de São Paulo, mas também no Brasil, que privilegia ações e processos de privatização deste serviço essencial, seja pelos convênios firmados com as chamadas organizações sociais, ou mesmo pela "parcerias público-privadas" nas áreas fundamentais para a produção e distribuição de insumos, materiais, medicação e equipamentos. Outro aspecto importante que está diretamente relacionado a isto, é a precarização das condições de trabalho dos trabalhadores da saúde, principalmente pelos processos de terceirização e/ou contratação sem as garantias dos servidores concursados, o que resulta diretamente na prestação de serviços precários em decorrência da falta de estrutura e de investimentos diretos num modelo de Saúde efetivamente público, gratuito e de qualidade.
 
Planejamento 
Neste sentido é fundamental reestatizar os serviços de saúde pública, pondo fim a convênios e contratos com grupos ou empresas privadas, o que inclui acabar com os convênios com as tais organizações sociais de saúde (OSS), retomando o controle completo de todas às áreas que envolvem o sistema de saúde, criando empresas 100% estatais para produção de medicamentos, materiais e equipamentos de saúde, aumentando os investimentos na atenção primária, mas também nas esferas secundárias e terciárias, além disso, reestabelecer o controle sobre hospitais construídos e mantidos por verbas públicas, garantindo o atendimento somente à pacientes provenientes do SUS, acabando com o sistema chamado de "duas portas", o que implica em cancelar o convênio com todas as empresas operadoras ou seguradoras privadas de saúde no sistema público.
 
OSS e PPPs 
Nosso objetivo é acabar com todas os contratos e convênios com as chamadas Organizações Sociais, restabelecendo o controle do estado sobre 100% dos serviços públicos de Saúde. Quanto às parcerias público-privadas (PPPs), somos completamente contra, uma vez que defendemos que Saúde, ou qualquer outro serviço essencial à vida não pode ser tratado como mercadoria, como meio pelo qual se obtêm lucro ou qualquer vantagem financeira. Saúde não é mercadoria, porque a vida não pode ser negociada!
 
Falta de leitos 
Temos certeza que existe um grande déficit de leitos no Estado de São Paulo e parte do motivo é que uma parte significativa dos leitos hospitalares públicos é reservada para atendimento de pacientes provenientes de convênio. Acabando este sistema de dupla porta, acabaríamos com a segregação social que relega a quem vem do SUS as piores estruturas e, em consequência, os serviços mais precários. Contudo, somente isto não seria suficiente, é necessário reestruturar o sistema de saúde, ampliando e investido ainda mais no atendimento primário, que tem um caráter preventivo, investindo e reestruturando as unidades de Saúde e policlínicas, além de construir e equipar novos hospitais nas regiões mais carentes.
 
Dependentes químicos 
Pretendemos ampliar e remodelar os serviços de atendimento aos dependentes químicos, mais uma vez retomando todo o sistema nas mãos do Estado a fim de propiciar um efetivo tratamento a esta população, pondo fim as parcerias com organizações não governamentais (ONGs) e OSS em geral, acabando com os processos de Internação Compulsória, além de findar qualquer parceria com as forças policiais que tornem a perspectiva de tratamento e recuperação de dependentes enquanto "caso de polícia", estabelecendo inclusive a necessária construção e manutenção de clínicas de recuperação 100% Públicas para o tratamento dos casos mais graves. Além disto, ampliar o atendimento nos CAPs e CAPSad, tornando mais rápido e eficaz o tratamento da população atingida por estes problemas.
 
Prevenção e qualidade de vida 
Em se tratando do aspecto preventivo, o Estado deve investir em políticas que garantam o acesso à Educação em Saúde em todos os estabelecimento da Rede de Saúde Pública, ampliando e melhorando a ação do Programa de Saúde da Família, ampliando os tipos de vacinas fornecidas pelo Estado, mas principalmente, devemos investir mais em melhoria das condições de vida da população, onde de fato está o eixo fundamental de uma política efetiva de prevenção em saúde, ou seja, é garantindo melhores condições de moradia, alimentação, esporte e lazer, o que passa por melhores condições de emprego e salário, que efetivamente atacaremos a raiz dos problemas, a relação de determinação social sobre os processos de saúde e doença.
 
Idosos 
Primeiramente, temos que acabar com a linha de pensamento que o aumento da população "idosa" é um peso pra sociedade. Os idosos de hoje foram as pessoas que produziram e contribuíram diretamente na construção de tudo o que existe hoje e é essencial à nossa vida e, por tanto, o mínimo que a sociedade e o Estado devem garantir, a qualquer custo, é o direito a um envelhecimento com as garantias constitucionais do princípio da dignidade humana, ou seja, fornecendo serviços públicos, gratuitos, de qualidade e 100% Estatais nos serviços de saúde, garantindo acesso privilegiado aos programas públicos de moradia, ampliando o número e a qualidade das instituições voltadas para à educação, esporte, lazer e das casas de apoio e assistência aos idosos abandonados. 
Possibilitar condições de melhoria da qualidade de vida aos idosos, é um direito fundamental e é uma das principais obrigações do Estado.
 
Modelo assistencial 
Deixo claro que o problema da saúde pública não é apenas um problema técnico. O Problema fundamental deste modelo é o fato de que existe de forma crescente uma mercantilização deste de direito fundamental, o que tem contribuído diretamente na intensificação da precarização dos serviços de saúde e, por outro lado, na formação de grandes monopólios privados na Saúde Complementar. O at

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Walter Ciglioni – sem coligação (PRTB)

Gargalos da saúde
A saúde é um dos mais relevante interesse públicos de guarida constitucional. Ainda que assim seja, nosso país esta em constante crise com a saúde. Seja pelas condições precárias de nossos hospitais e postos de saúde, seja pela dificuldade do cidadão obter os necessários medicamentos do Estado, exigindo muitas vezes a propositura de mandado de segurança. Hoje a cidade de São Paulo atravessa uma crise na Santa Casa, entidade sem fins lucrativos que tem a atribuição de prestar os serviços de saúde complementar, nos moldes preconizados pelo SUS. Não tenho dúvidas que tudo isso se deve a uma má gestão dos escassos recursos públicos destinados à saúde. Em outra oportunidade já levantei a bandeira que deve marcar a nossa gestão – uma Administração Gerencial cuja grande característica será o planejamento. Afora isso, vejo na iniciativa privada como o grande parceiro da Administração Pública, nos termos da lei. Se o Poder Público não consegue realizar o serviço público com a necessária qualidade e eficiência, vamos delega-lo a quem tem efetivas condições. Nesse sentido nada impede que o Estado, passar a execução dos serviços às Organizações Sociais, que são entidades criadas pela iniciativa privada, sem fins lucrativos, objetivando a execução de serviços não exclusivos do Estado, como é o caso da saúde. Claro que tal delegação deve ser feita criteriosamente, de forma diferenciada da União que, a meu ver, utilizou e utiliza essa nova forma de governança de maneira casuísta e com critérios no mínimo duvidosos.
 
Planejamento 
Não é preciso maiores considerações para se concluir que os equipamentos públicos na área da saúde, além de escassos estão em total situação de penúria. É preciso recuperá-los, transformá-los e também investir em novos equipamentos. Entretanto, a escassez de recursos públicos é o grande problema. Para planejar tudo isso é preciso estudar o orçamento público de forma crítica e tendo como parâmetro as maiores necessidades, exigindo uma realocação de recursos, conforme permite a lei 4320/64 que regra o direito financeiro na administração pública. Aquilo que for impossível ao Estado realizar sozinho. Nesse sentido, surge a Parceria Pública Privada como alternativa para a melhora dos equipamentos públicos, como, aliás, já foi utilizada no Estado da Bahia (Hospital do Subúrbio) que exigiu um investimento do parceiro privado da ordem de aproximadamente 36 milhões. De outra parte gostaria de deixar claro que a parceria público privada não é a panaceia universal para a resolução de todos os males da Administração Pública. Proponho sim uma utilização planejada e não casuísta.
 
OSS e PPPs
Acho que a minha posição com relação às organizações sociais e PPPs já estão delineadas nas respostas anteriores. De qualquer maneira, tenho para mim que com a edição das legislações das OSs e do PPP houve uma mudança na forma do direito administrativo encarar a iniciativa privada. O particular não pode ser visto como um mero contratado da administração pública. Ao contrário, o particular tem que ser visto como um parceiro, um realizador dos interesses da Administração em benefício do povo. Faço questão de registrar que quando digo que a iniciativa privada deve ser vista como parceiro não estou dizendo, sob hipótese alguma, e isso quero deixar claro, curialmente claro, que não estou dizendo que o particular será o parceiro da corrupção como cotidianamente vemos na mídia impressa e televisiva. A OS, as OSCIPs, as concessões de serviços públicos, incluindo o PPP são formas de governança que devem ser exploras, muito bem exploradas, em benefício do cidadão, com a devida fiscalização do Estado.
 
Falta de leitos 
Não só leito, remédios, recursos humanos, vagas nas UTIs. Primeiramente, uma das alternativas para tudo isso é postularmos pela atualização da tabela do SUS que, há muito, encontra-se desatualizada. A questão dos recursos humanos também deve ser vista, exigindo não só concursos públicos que, muitas vezes não podem ser instaurados, mas uma das grandes alternativas é uma melhor distribuição dos funcionários, médicos, dentistas, enfermeiros e exigir o cumprimento do horário. O serviço público não pode ser visto como “um bico”. E que se deve tudo isso. Não tenho dúvidas isso decorre de uma má gestão administrativa. O Estado deve milhões aos seus fornecedores e prestadores de serviços. Por que não iniciarmos um programa de renegociação da dívida, com vistas a sanear o Estado? 
 
Dependentes químicos 
O dependente químico é um problema que aflige a sociedade como um todo, e também ao cidadão de forma individual. Devemos lembrar ainda que, tratar a dependência química não é apenas curar os efeitos que as drogas causam no indivíduo, é reorganizar o indivíduo por completo, reintegrando-o na sociedade de forma eficaz para que se torne um cidadão produtivo.  Entretanto, a responsabilidade com relação aos dependentes químicos não pode ser atribuída exclusivamente ao Estado, mas também passa pela necessidade de apoio familiar. É necessário um programa completo, a se iniciar nas escolas, onde os nossos alunos são adotados pelo traficante. É preciso um treinamento adequado de nossos professores, de modo a cotidianamente mostras às nossas crianças o perigo das drogas, bem como uma fiscalização nas escolas de modo a afastar o traficante. Além disso precisamos desenvolver uma política mais agressiva e não apenas passiva no tratamento do dependente químico. O Estado deve prestar o primeiro atendimento aos dependentes que buscam tratamento e aqueles que não o procuram  devem ser abordados por equipes itinerantes devidamente preparadas e instituídas para esse fim. Mas claro, tudo isso somente será possível com a devida gestão dos recursos públicos.
 
Prevenção e  qualidade de vida 
1- Campanhas educativas para prevenção do sedentarismo e práticas desportiva prevenindo a obesidade infantil e do adulto.
2-Campanhas antitabagismo .
3-Ampliação dos programas de vacina&

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Sírio-Libanês é um dos primeiros hospitais digitais do Brasil

Desde que desembarcou há cerca de um ano no Brasil com a missão de conhecer o nível de informatização das instituições e disseminar o uso do prontuário eletrônico do paciente (PEP), a HIMSS (Healthcare Information and Management Systems Society) tem feito um trabalho minucioso. O resultado da primeira rodada de avaliações coloca algumas instituições nacionais em um nível já próximo do máximo, ou seja, a informatização de alguns dos hospitais do País é próxima da encontrada em países desenvolvidos.
 
O Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e o Hospital Unimed Recife III, da rede credenciada da cooperativa de mesmo nome, foram os primeiros encaixados no estágio 6 do modelo de adoção de prontuário eletrônico (Eletronic Medical Record Adoption Model, ou EMRAM) da HIMSS – organização dedicada a melhorar a qualidade, segurança, custo-efetividade e acesso à Saúde por meio do uso de tecnologia e gestão de sistemas de informação. 
 
Os dois hospitais trabalham com fabricantes de software distintos: enquanto o Sírio-Libanês utiliza uma versão customizada do Tasy, da Philips, o Unimed Recife III se baseia no sistema de gestão da também pernambucana MV Sistemas – que trabalhou em conjunto com o hospital durante quatro meses para alcançar o reconhecimento. 
 
Também responsável pela realização de um dos maiores eventos de tecnologia da informação e telecomunicações (TICs) para a Saúde, a HIMSS teve sua primeira edição no Brasil (e na América Latina), nos dias 18 e 19 de setembro, fruto de uma parceria com a Associação Brasileira CIO Saúde (Abcis). A cerimônia de premiação dos primeiros hospitais digitais brasileiros ocorreu durante o evento.
 
Sedimentação
 
Em seu primeiro ano em terras brasileiras, a HIMSS avaliou nove instituições, número considerado “um começo e nada mais que isso”, pondera Isabel Simão, responsável pelo HIMSS Analytics no Brasil e em vários países da Europa. Ela é uma das representantes da organização responsáveis pelo controle da qualidade dos dados coletados durante o processo de auditoria.
 
Trata-se, claro, de uma amostra irrelevante no universo de mais de 7 mil hospitais brasileiros. Apesar de não haver uma meta precisa, a perspectiva da HIMSS é aumentar o número de instituições avaliadas despertando um interesse das organizações e dos CIOs brasileiros. “Apesar de não ser completamente desconhecido, muitos ainda não veem o valor por trás do modelo, por que responder o questionário e quais são os benefícios da participação”, explica Isabel. “Estamos a desenvolver esforços de divulgação do modelo.”
 
Apesar disso, já é possível estabelecer ao menos uma conclusão: os hospitais avaliados não estão exclusivamente em São Paulo, o que é considerado um ponto positivo. Em seis meses a organização deve iniciar um novo ciclo de validação de estágio 6. 
 
“Para a HIMSS, o motor é ajudar na melhoria da implementação de TI e segurança do paciente. É a dinamização do próprio mercado. É essa nossa função”, diz Isabel.
 
O interesse, no entanto, como pondera Claudio Giuliano da Costa, da Folks e-Saúde, consultoria que trabalhou diretamente com Sírio-Libanês e Unimed Recife III na preparação para o processo de auditoria da HIMSS, depende do quanto a instituição considera o ‘selo’ importante. No momento, a Folks trabalha na prospecção de hospitais potencialmente interessados em fazer um trabalho similar e obter uma classificação superior a 6 no EMRAM. 
 
“Acho que isso vai ganhar cada vez mais relevância a medida que mais hospitais são validados no estágio 6”, pondera Costa. “Daqui um tempo os primeiros [em estágio] 7 servirão no mínimo de inspiração para que eles busquem isso.”
 
O especialista em TI na Saúde faz um paralelo com as acreditações: se até poucos anos atrás era incomum conhecer hospitais com selos da Joint Commission International (JCI), por exemplo, hoje não só já é possível encontrá-los com facilidade como também dizer que o interesse é quase generalizado.

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Planisa ministra palestra em evento da Anahp

Visando contribuir com o desafio que as instituições de saúde têm apara aprimorar sua gestão, a Planisa ministrará palestra sobre Planejamento Estratégico e Gestão Orçamentária aos associados da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), no dia 30 de setembro, na sede da entidade, em São Paulo.
 
A palestra abordará a garantia da sustentabilidade das organizações de saúde em longo prazo que somente será alcançada com a adoção de instrumentos de planejamento fundamentados na gestão estratégica e nos correspondentes recursos gerenciais, que assegurem o comprometimento de todos os níveis de gestão na busca das metas e resultados de toda a cadeia produtiva da organização. Neste sentido, a Planisa disponibilizará aos associados da Anahp orientações fundamentadas em critérios de excelência, possibilitando a integração do planejamento com as diferentes faces da gestão, em especial relacionadas aos processos, mercado e recursos humanos.
 
Para este evento, a temática será abordada por Marcelo Tadeu Carnielo, diretor-técnico da Planisa e administrador de empresas com mestrado em Administração de Empresas pela Uninove, e por Emilio Herrero, consultor associado da Planisa, professor e palestrante sobre estratégia (formulação e execução), balanced scorecard, planos de negócios e governança estratégica.
 
 
 
 

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Receita de planos cresce 17,2% no 1º semestre

As empresas de planos de saúde registraram uma receita de R$ 23,9 bilhões no primeiro semestre deste ano, um avanço de 17,2% em relação ao mesmo período de 2013. 
 
Os dados são da FenaSaúde (associação do setor) e incluem a movimentação das companhias que são associadas à entidade. 
 
A evolução do número de beneficiários dos planos de saúde é a principal responsável pela alta das receitas. 
 
No mesmo período, no entanto, as despesas assistenciais dos grupos cresceram em um ritmo maior: 20,5%. 
 
"O aumento das despesas tem ocorrido de forma desproporcional à entrada de beneficiários", diz Marcio Coriolano, presidente da federação. "Isso tem estreitado as margens das empresas." 
 
A taxa de sinistralidade referente aos planos médicos das operadoras associadas também cresceu. Ela passou de 81% no primeiro semestre de 2013 para 83,2% de janeiro a junho deste ano. 
 
As 26 empresas ligadas à FenaSaúde haviam constituído R$ 12,3 bilhões em reservas técnicas até junho de 2014, segundo a entidade. 
 
Os recursos são mantidos para garantir a solvência – a capacidade de pagamento dos compromissos assumidos com os beneficiários. 
 
 
 

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Santa Virgínia realiza palestra gratuita sobre cirurgia bariátrica

No próximo dia 1º de outubro, às 19h, o Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Santa Virgínia (HSV) promoverá, no auditório do hospital, sua primeira palestra gratuita, aberta ao público externo. O tema será Cirurgia Bariátrica – Tudo o que você precisa saber. 
 
Na oportunidade, a médica Fabiana Tornincasa Franca, especialista em cirurgia do aparelho digestivo e bariátrica, vai tirar dúvidas sobre o tema, desvendar mitos e falar sobre recomendações e precauções para realizar o procedimento. Ela também estará à disposição para responder a algumas perguntas da plateia.
 
Para participar do evento, profissionais de saúde, comunidade ou qualquer pessoa interessada no assunto pode inscrever-se pelo número (11) 2799-3424, das 9h às 15h. As vagas são limitadas.
 
O Centro de Ensino e Pesquisa, recém-inaugurado, funciona nas próprias dependências do HSV e tem o objetivo de promover o desenvolvimento de futuros profissionais de saúde, bem como ações de aprimoramento. O Centro servirá também para interagir com a comunidade ao redor da instituição e levar conhecimento aos pacientes e demais públicos de relacionamento do hospital.
 
O Hospital Santa Virgínia fica na Av. Celso Garcia, 2.294, no bairro do Belenzinho, na zona leste da capital paulista, próximo à Estação Belém do metrô.
 

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Laboratórios deixam de exigir jejum para exame de sangue

Laboratórios do país começam, aos poucos, a não exigir mais jejum dos pacientes para a realização da maioria dos exames laboratoriais.
 
O assunto foi tema de debate no Congresso Brasileiro de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, na semana passada, no Rio.
 
Em São Paulo, a rede Delboni Auriemo começou a fazer uma campanha para informar funcionários, médicos e pacientes sobre a coleta sem restringir a alimentação.
 
De acordo com o patologista clínico Luiz Gastão Rosenfeld, diretor de relações institucionais do Delboni, o avanço dos equipamentos, dos reagentes químicos e das análises afastou a interferência da alimentação.
 
“Ficou, porém, uma cultura do jejum. Médicos e pacientes já pensam em restringir a alimentação para fazer qualquer exame. Estamos treinando funcionários para instituir essa mudança.”
 
Ele afirma que 5% dos exames no Delboni ainda requerem jejum, como os de glicose e triglicérides (tipo de gordura), cujos valores mudam após a refeição.
 
Já os exames de colesterol total, HDL (colesterol “bom”), de LDL (colesterol “ruim”) dosado diretamente (e não calculado através de uma fórmula que usa os triglicérides), o hemograma e grande parte dos hormônios não exigem mais a restrição.
 
“A necessidade do jejum deve ser avaliada para cada exame. O que não pode é deixar as pessoas de jejum por 12 horas para coisas inúteis”, diz. Segundo Rosenfeld, a ideia é expandir a mudança para toda a rede Dasa, da qual o Delboni faz parte.
 
Em Brasília, o laboratório Exame segue esse mesmo padrão desde 2009, quando a instituição começou a discutir a necessidade do jejum com os médicos da cidade.
 
“O laboratório ficava sobrecarregado de manhã e vazio depois. Exames de urgência são colhidos sem jejum e sem prejuízo”, diz Adilia Segura, diretora médica de análises clínicas. “Reunimos os maiores laboratórios para padronizar o atendimento. Dá trabalho explicar a mudança, mas é uma tendência.”
 
Estudos têm questionado a necessidade do jejum para medir o colesterol. Isso porque a maior parte dele é produzida pelo corpo e pouco muda com a alimentação, com exceção dos triglicérides.
 
Gianfranco Zampieri, coordenador da patologia clínica do Salomão Zoppi Diagnósticos, afirma que para a maioria dos exames, incluindo o colesterol, o jejum é de fato desnecessário por causa das novas metodologias.
 
“É uma tradição, e acabamos exigindo para garantir que não haverá interferências.” Segundo ele, seria preciso estabelecer valores de normalidade para diferentes períodos após as refeições para criar uma nova padronização e não errar o diagnóstico.
 
Ainda que nem todos os laboratórios tenham eliminado o jejum, muitos estão diminuindo o período para 3h ou 4h dependendo do exame. É o caso do CDB, do Fleury e do Laboratório Sabin.
 
Mas Rafael Munerato, diretor médico do Delboni, lembra que, apesar das mudanças nos laboratórios, continua prevalecendo a exigência do médico.

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Estresse na infância pode agravar depressão na vida adulta

Crianças e adolescentes que sofrem traumas físicos e emocionais correm mais risco de desenvolver quadros graves de depressão quando se tornam adultos. Foi o que constatou uma pesquisa realizada na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). É o efeito do que os especialistas chamam de estresse precoce, termo que engloba traumas de abusos físicos, sexuais e emocionais ou até mesmo negligência emocional durante a infância e a adolescência.
 
O estudo, coordenado pelo psiquiatra e professor da faculdade Mario Juruena, identificou registros permanentes no cérebro dos indivíduos que passaram por estresse precoce, uma forma de identificar no cérebro a causa e efeito deste tipo de depressão.
 
De acordo com Juruena, de cada quatro adultos analisados com depressão, três apresentavam histórico de estresse precoce. "Isso é importante, pois a psiquiatria clínica não costuma analisar estes tipos de situações", explicou.
 
Juruena afirma que pessoas com predisposição genética ou biológica à depressão podem ter o quadro agravado por causa do estresse precoce. O resultado seria a combinação genética com as situações que o indivíduo viveu. Isso significa que se um indivíduo tem o gene da depressão e vive durante a infância em um ambiente pouco afetivo ou com vivência de traumas, o gene pode ser ativado e o indivíduo vir a desenvolver a depressão na vida adulta.
 
De uma maneira simplificada, a relação poderia ser explicada a partir de dois exemplo: se a vulnerabilidade biológica de uma pessoa é 10, mas a criança vive num ambiente bom e afetivo, ela terá predisposição de 10. Já se a vulnerabilidade biológica é 5, mas o estresse precoce também é 5, a predisposição chega a 25. Claro que o quadro não se reduz ou se explica simplesmente por uma conta de multiplicação, mas é um bom exemplo para mostrar como prognóstico pode ser agravado e a possibilidade de depressão aumentada.
 
Estresse precoce
 
O estresse precoce é ocasionado por situações de abuso sexual, agressão física e emocional, palavras ditas que ferem a autoestima das crianças. Além destes casos mais extremos há ainda o estresse precoce causado pela negligência emocional ou física, quando a criança não recebe atenção afetiva dos pais.
 
"Precisamos lembrar que o Brasil é um dos campeões mundiais em adolescentes que sofreram abuso sexual. As consequências deste problema são amplas e incluem um agravamento dos quadros de depressão na vida adulta. A depressão é a doença mais incapacitante, de acordo com a Organização Mundial de Saúde", afirma Juruema.
 
No estudo, os pesquisadores buscaram avaliar casos de depressão atípica ou melancólica em adultos com dificuldade de resposta ao tratamento. "No tratamento da depressão, só 50% dos casos se recuperam. É um índice muito baixo. Neste estudo, conseguimos mostrar que a depressão tem também uma raiz no histórico do desenvolvimento das crianças", concluiu.

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