Sindhosp

Giuliano Agmont

Assessores dos candidatos a prefeito apresentam propostas para a saúde da cidade de São Paulo

O SindHosp e a Fehoesp promoveram o encontro com assessores de saúde dos candidatos à Prefeitura de São Paulo na sede da Fiesp. Participaram do evento, que teve como anfitriões Francisco Balestrin, presidente do SindHosp/Fehoesp, e Ruy Baumer, diretor titular do ComSaude da Fiesp, contou com a presença de Gonçalo Vecina, assessor de Guilherme Boulos (PSOL); Francisco Cardoso, assessor de Pablo Marçal (PRTB); Luiz Carlos Zamarco, assessor de Ricardo Nunes e atual secretário municipal da Saúde de São Paulo; e Paulo Saldiva, assessor de Tabata Amaral (PSB). Durante o encontro, todos os assessores receberam o “Guia de Ações São Paulo Saudável – Transformando Comunidades, Cuidando de Pessoas”, que tem realização do SindHosp e da Fehoesp, correalização do CBEXS e apoio institucional da Fiesp. A íntegra está disponível no canal oficial do SindHosp no YouTube, clique aqui para assistir.

Saúde sem partido

Ruy Baumer abriu o evento chamando a atenção para as dimensões de São Paulo e classificou a capital paulista como uma “cidade-estado”. Também lembrou a importância da saúde: “Saúde não tem partido, não é só pública, nem só privada, é única e para todos. Prova disso é que temos propostas convergentes, apesar das divergências políticas. O importante é que os gestores públicos tenham consciência de que a demanda por saúde sempre aumenta e que precisam investir em qualidade da gestão, para conseguir oferecer mais e melhor com menos”.

São Paulo saudável

Francisco Balestrin foi o segundo a falar. Lembrou que o “Guia de Ações São Paulo Saudável” é um documento feito a muitas mãos e destacou as quatro agendas prioritárias apresentadas na publicação. “Os futuros secretários da Saúde vão precisar olhar para estes quatro assuntos com atenção especial, e atuar: saúde mental, doenças crônicas, envelhecimento saudável e epidemias”, elencou o presidente do SindHosp / Fehoesp.

Ronda policial para saúde

O assessor de saúde do candidato Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo, o médico Francisco Cardoso, abriu as apresentações. Segundo ele, para melhorar o acesso, uma das medidas mais importantes é investir em educação da saúde. “A população tem de saber o que é o SUS e aprender a participar. Temos um projeto transversal entre saúde e educação, com foco na prevenção. Queremos elevar a cobertura do médico de família de 50% para 80% a 90% da população de São Paulo”, apontou Cardoso. “Temos outras questões importantes também, como o medo da violência: queremos colocar uma ronda similar à que hoje existe nas escolas nos postos e unidades de atendimento de saúde. E tem as calçadas deterioradas, que provocam quedas da população idosa, temos de agir nessa questão”.

Ações coordenadas

O ex-secretário municipal de Saúde, Gonçalo Vecina, assessor do candidato Guilherme Boulos, apontou como principal problema da cidade a desigualdade em termos de expectativa de vida entre os bairros, citando uma diferença de 20 anos considerando uma distância de apenas 70 quilômetros. “Isso é um crime, que precisa ser combatido pelas três esferas de poder”, enfatizou Vecina. “Nosso plano tem 119 itens, mas é matricial, ou seja, pressupõe ações coordenadas, que vão desde o Poupatempo da Saúde, passando por CAPS móveis para atender às populações em situação de rua, incluindo Cracolândias, até o uso de cozinhas comunitárias para combater a fome na cidade”.

Gestão técnica

O médico Luiz Carlos Zamarco, atual secretário municipal da Saúde e assessor do prefeito e candidato Ricardo Nunes, chamou São Paulo de “cidade-país”, e mencionou as diferenças que existem entre a Avenida Paulista, coração financeiro da metrópole, e o bairro de Parelheiros, onda há até tribo indígena. “Temos uma gestão feita por técnicos, que levou a área da saúde a ser uma das mais bem avaliadas da cidade, e vamos dar continuidade a esse trabalho”, destacou Zamarco, que enalteceu a ampliação da infraestrutura de atendimento da capital paulista. “Ampliamos o número de unidades de saúde, eram três UPAs quando Bruno Covas assumiu e queremos chegar a 45 em 2026, cobrindo 13,5 milhões de pessoas. Temos as AMAs 24 horas. Também construímos dezenas de UBS. Eram 451, hoje são 479 e ainda vamos entregar mais 25”.

Senhora obesa de 470 anos

O professor Paulo Saldiva, assessor de saúde da candidata Tabata Amaral, abriu seu discurso chamando São Paulo de “cidade corrosiva”. Ele comparou a capital paulista com uma senhora obesa de 470 anos de idade, com artérias entupidas pelo trânsito, mau odor e febre, que desidrata por causa do calor e apresenta edemas depois das inundações das chuvas e tem “um certo” Alzheimer. “A saúde não cabe mais na saúde. Tudo impacta na saúde, o congestionamento, a arborização, as epidemias, mudança demográficas, violência… A saúde é o ponto integrador de várias questões. Temos de criar uma sociedade protetora de seres humanos e urbanos”, desafiou Saldiva. “E precisamos de criatividade, fazer testes de diabetes no metrô, no ônibus. Temos de transforar a saúde em um instrumento de políticas transversais, como um pente, que tem hastes separadas entre si, mas presas a um mesmo cabo”.

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Menos custos com mais qualidade dos serviços de hospitais e clínicas

Em mais uma edição do WorkCafe, o SindHosp realizou a palestra “Reduzindo custos de mão de obra e elevando a qualidade dos serviços” em parceria com o WFO, empresa que oferece soluções de Workfoce para gerenciamento e otimização das equipes e das operações. A moderadora Larissa Eloi, diretora executiva do SindHosp, abriu o evento. “Por trás dessa nossa iniciativa esta a preocupação com o desenvolvimento humano dentro do sistema de saúde do Brasil”, destacou Eloi, antes de passar a palavra para Fernando Zucki, diretor de Mercado do WFO. Segundo ele, existe uma equação entre mão de obra, demanda de trabalho e qualidade de serviços que requer uma solução: “Buscamos trazer algo novo para uma prática um tanto básica, que é colocar as pessoas certas, na hora certa, no lugar certo, para fazer as atividades que precisam ser feitas”.

O WorkCafe teve como objetivo demonstrar como a otimização da força de trabalho na área da saúde pode melhorar a eficiência operacional, reduzir custos, aumentar a segurança do paciente e promover o bem-estar dos funcionários por meio do uso de tecnologia e análise de dados. Antonio Barbosa, CEO do WFO, defendeu a humanização nas relações de trabalho e enfatizou a necessidade de se trabalhar permanentemente com processos e pessoas. “Estamos falando de soluções de negócios para gerir a força de trabalho, que representa 60% do custo de um hospital”, resumiu Barbosa.

Pessoas certas

De acordo com o CEO do WFO, redução de custos e elevação da qualidade de serviços não são objetivos opostos. “Ao contrário, podem caminhar juntos, sobretudo em hospitais”, disse o executivo, que lembrou que a queda da qualidade dos serviços de saúde pode representar inclusive perda de vidas. “Mas é preciso identificar as pessoas certas para conduzir esse processo, a gestão de mudança não é fácil. Vale se perguntar quem se adapta melhor a novos processos e novas tecnologias em sua equipe”, acrescentou Antonio Barbosa, que destacou três pilares de ação para obter a redução de custos: automação de processos, otimização de escalas de trabalho e gestão eficiente de turnos.

Para o CEO do WFO, o aumento da qualidade passa por processos de formação contínua e capacitação, uso de tecnologias avançadas, feedback contínuo e avaliação de performance e cultura de excelência. “As empresas são pessoas, precisamos trabalhar com todos os aspectos do trabalho, o que inclui mobilidade, desempenho, tarefas, otimização, escalas, inteligência artificial, e-learning, gamificação, checklists, organograma, planejamento, gestão de ponto, frequência e feedback”.

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Guilherme Boulos aposta em orçamento bilionário para ampliar saúde da família e reduzir filas

Dando sequência às sabatinas com os candidatos a prefeito de São Paulo, o “Diálogos da Saúde” recebeu na sede do SindHosp o deputado federal Guilherme Boulos, que vai concorrer ao cargo pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), tendo como vice a ex-prefeita Marta Suplicy, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ele veio acompanhado de seu pai, o infectologista Marcos Boulos, além dos também médicos Gonzalo Vecina e Marianne Pinotti, esta filha do falecido deputado José Aristodemo Pinotti, ambos ex-secretários municipais em gestões petistas – ele da própria Marta Suplicy e ela de Fernando Haddad. Clique aqui para assistir à íntegra do evento.  

Na abertura da sabatina, Francisco Balestrin, presidente do SindHosp e da Fehoesp, entregou a Guilherme Boulos o “Guia de Ações São Paulo Saudável – Transformando comunidades, cuidando de pessoas”, com agendas prioritárias para a capital paulista na área da saúde. A publicação tem correalização do CEBEXs e apoio institucional do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde da Fiesp (Comsaúde). Filho e irmão de médicos, Boulos abriu a conversa falando que o tema saúde pública fez parte da sua vida por convivência familiar: “Aprendi desde pequeno a importância do SUS e também que a saúde é, antes de tudo, uma ciência humana, e deve ser tratada como tal”.  

R$ 119 bilhões

Guilherme Boulos é filosofo e professor com mestrado em psiquiatria. Disse que chegou a atuar em consultório na área de saúde mental, mas que não deu sequência diante da militância política, sobretudo à frente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que pavimentou sua trajetória no “campo progressista”, como gosta de dizer. Para ele, a cidade tem uma janela de oportunidade, com capacidade de investimento alta. “Para o exercício 2025, o orçamento municipal será de 119 bilhões de reais, um pouco menos do que o orçamento do estado de Minas Gerais, graças a renegociações de dívida com a União e a venda do aeroporto Campo de Marte”.

Segundo Boulos, oportunidade parecida tiveram os prefeitos Prestes Maia e Faria Lima, que “souberam aproveitar, investiram em metrô, regularização de loteamentos clandestinos e grandes avenidas e deixaram um legado”. “Esse orçamento nos permite enfrentar o maior drama da cidade, nossa desumana desigualdade social, inclusive na saúde”, apontou o candidato do PSOL. “Temos médicos sobrando no centro expandido da capital e profissionais de saúde faltando na periferia. Também há uma distorção em relação a oportunidades e geração de emprego”.

Uma das diretrizes apontada por Boulos na sabatina para a saúde é adotar uma visão urbana consagrada em grandes cidades do mundo. “Temos de reduzir as distâncias e os tempos médios de deslocamento das pessoas para seus trabalhos, e para os locais onde vão buscar por serviços. Assim, sobra tempo para o descanso, a família, o lazer, enfim, para o bem-estar, que faz bem à saúde, já que poupa energia vital que as pessoas gastam se movimentado”.

Plano com cinco pontos

Em seu plano de governo, Guilherme Boulos destacou cinco pontos, muitos dos quais “dialogam” com o guia de ações do SindHosp/Fehoesp. O primeiro é o foco na prevenção e investimento na estratégia de saúde da família, estimulando o estilo de vida saudável. “Queremos chegar a 80% de cobertura do Programa Saúde da Família em quatro anos de governo, hoje temos menos de 50%”, enfatizou o candidato.

O segundo ponto diz respeito às filas para consultas, exames e procedimentos. “Queremos diminuir as filas com ações como o ‘Poupatempo da Saúde’, oferta de mais médicos na periferia e investimento em saúde digital, principalmente com prontuário eletrônico e telemedicina”, disse Boulos. O terceiro e o quarto pontos seriam investimentos em programas de saúde mental, com psicólogos nas escolas e centros de atenção psicossocial (CAPS) móveis, e em idosos, com atendimento na casa das pessoas e espaços de convivência 60+.

Como quinto ponto, Boulos defendeu uma gestão mais eficiente do SUS na cidade. “Queremos ter em São Paulo um SUS modelo para o Brasil, com gestão mais eficiente, unificando padrões e procedimentos”, anunciou o político. O convidado do “Diálogos da Saúde” ainda falou sobre o cuidado com os motociclistas, que representam um custo alto para a saúde quando se acidentam, a relação com a câmara dos vereadores e demais esferas de governo, incluindo União e Estado, uma política para a região metropolitana e seus diversos municípios, e a importância de uma gestão das redes de média e alta complexidade da saúde, integrando hospitais municipais e estaduais.

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Firmada CCT com sindicato das secretárias e secretários do Estado de São Paulo

Informe SindHosp Jurídico nº 74-A/2024

FIRMADA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO COM O SINDICATO DAS
SECRETÁRIAS E SECRETÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO – SINSESP,
VIGÊNCIA DE 1º DE MAIO DE 2024 A 30 DE ABRIL DE 2025.

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO
DAS SECRETÁRIAS E SECRETÁRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO – SINSESP, com
vigência de 1º de maio de 2024 a 30 de abril de 2025.

A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e
contribuintes no site do SINDHOSP, www.sindhosp.org.br ícone Jurídico/Convenções
Coletivas.

São Paulo, 12 de agosto de 2024.

FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN DE ANDRADE
PRESIDENTE

Base Territorial: Todo o Estado de São Paulo

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Automação da cadeia de suprimentos aumenta eficiência operacional e reduz custos hospitalares

O SindHosp realizou mais uma edição do seu painel WorkCafé, que teve como tema “Eficiência Operacional e Redução de Custos com Internet das Coisas (IoT) na Cadeia de Suprimentos” e foi realizado em parceria com a Nexxto. A íntegra do evento híbrido, com audiência presencial e virtual, pode ser assistida via YouTube, no canal oficial do SindHosp. Clique aqui para conferir.

A anfitriã do painel, a diretora executiva do SindHosp, Larissa Eloi, abriu o debate, destacando os desafios em torno de mudanças do ponto de vista das resistências naturais que cada um enfrenta para desconstruir suas próprias verdades. “O movimento em prol do que almejamos só acontece se nos permitirmos, dentro dos conflitos e dos objetivos que traçamos”, enfatizou Larissa Eloi. “A mudança começa no indivíduo, a mudança começa nas pessoas. Só assim teremos condições de tornar as empresas na área de saúde mais digitais, mais eficientes e mais inclusivas”.

Lucas de Almeida, cofundador e CRO da Nexxto, foi o segundo a falar. De acordo com ele, ninguém se preocupa com a cadeia de suprimentos de saúde até faltar algo na beira do leito ou na mesa de cirurgia. Para o executivo, os desafios são significativos. “Em saúde, muito se discute sobre assistência e pouco se fala sobre cadeia de suprimentos, a não ser quando há problemas de fornecimento. Precisamos falar sobre a cadeia como um todo, que não está melhorando na velocidade que o sistema precisa para garantir sua sustentabilidade financeira no longo prazo e há muita pressão sobre os prestadores de serviço”.

Custos invisíveis

Na primeira parte do painel, o engenheiro eletrônico Carlos Oyama, que é consultor e mentor de cadeia de suprimentos em saúde e coordenador do Grupo Técnico (GT) de Supply Chain do SindHosp, fez uma palestra sobre o tema. Ele disse que o mercado de saúde é um dos que menos tem utilizado novas tecnologia, o que significa que há muito a ser feito, sobretudo na área de suprimentos. “As lideranças têm de saber qual é o papel de suprimentos e entender a importância de saber gerir mantimentos médicos, não só pela utilização na assistência, mas pela receita, pela sustentabilidade financeira da operação”, destacou Oyama.

 O palestrante lembrou o que aconteceu durante a pandemia de covid-19, quando só se falava em suprimentos, porque a cadeia sofreu com desabastecimento. “Os líderes têm de aproveitar os momentos em que não há uma crise e olhar para a cadeia de suprimentos de maneira a aumentar a eficiência da operação e reduzir desperdícios”, chamou a atenção Oyama, que destacou quatro aplicações de IoT na cadeia de suprimentos da saúde para aumentar eficiência e reduzir custos: automação, eficiência no controle de inventário, eficiência no abastecimento e gestão de “custos invisíveis”.  

Carlos Oyama explicou que as cadeias logísticas na área da saúde não são padronizadas nem integradas, oferecendo “ilhas de automação”, o que significa reetiquetar e reidentificar produtos com códigos de cadastramento indevidos: “Falta integração, rastreabilidade, não se usa blockchain”.  Segundo ele, o segredo está em quanto um hospital economiza ao investir em tecnologias como armários inteligentes, automação de inventário das diferentes farmácias ou identificação por radiofrequência (REFID). “A eficiência pressupõe que o hospital provisione o medicamento certo, na dose certa, com o registro certo, no horário certo, para o paciente certo e assim por diante… Além disso, com uma cadeia integrada e automatizada, é possível monitorar o que foi e o que não foi utilizado, evitando desperdícios”, apontou o palestrante. “Existe uma prática muito comum nas farmácias de se criar um ‘mocó’ onde se deixa um monte de coisas que não são inventariadas. Nesses ‘mocós’ estão muitos dos ‘gastos invisíveis’ dos hospitais, porque não há controle”.  

Visão macro

Na segunda parte do painel, ao lado de Carlos Oyama, juntaram à mesa de debates Paula Lauar, gerente operacional do Hospital Vila Nova Star da Rede D’Or, e Mayuli Fonseca, CEO da UHT Log. Lucas de Almeida, da Nexxto, moderou a discussão, fazendo as perguntas e mediando questões que vinham do público presente no SindHosp e de espectadores que acompanhavam o evento pela internet.

Mayuli Fonseca disse que acredita que a automação garante mais qualidade na cadeia de abastecimento de hospitais. “Sim, é caro, mas os custos invisíveis pagam os investimentos em automação. Além disso, os preços dessa tecnologia caíram em relação ao que se cobrava há 20 anos. Um dispensário, por exemplo, já não está tão caro”, sustentou a executiva. “Trata-se de uma questão cultural em uma área ainda muito conservadora, que é a saúde. Os gestores precisam lembrar que o almoxarifado e a farmácia armazenam itens que representam o segundo maior custo de um hospital, ou seja, medicamentos e materiais. Ao melhorar a cadeia de abastecimento, há benefícios e ganhos nas áreas tanto assistencial como operacional, que acabam pagando pelas despesas com automação. Automação não é custo, é investimento”.

Paula Lauar revelou que o hospital Vila Star vem investindo na automação de processos, incluindo farmácia, nutrição e almoxarifado, mas chamou a atenção para um detalhe. “Não é só implementar soluções. É preciso ter ferramentas para acompanhar a implementação dessas soluções. Tem de ter um responsável, com conhecimento, olhando o processo macro”, salientou Lauar.  “É importante levar as metodologias para as lideranças médias, fazer entrevistas dentro da operação, envolver as pessoas e organizar o processo. Esses gestores precisam buscar as causas raízes dos problemas, criando condições para que auxiliares tragam a realidade, tirando dos supervisores”.

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Tabata Amaral defende que Prefeitura faça o básico bem-feito e cuide melhor da atenção primária

Oficializada em convenção como candidata à Prefeitura de São Paulo do Partido Socialista Brasileiro (PSB), a deputava federal Tabata Amaral esteve novamente na sede do SindHosp para falar sobre eleições municipais. Desta vez, ela participou de sabatina promovida durante o evento “Diálogos da Saúde” e recebeu das mãos de Francisco Balestrin, presidente da Fehoesp e do SindHosp, o “Guia de Ações São Paulo Saudável – Transformando comunidades, cuidando de pessoas”. Clique aqui e assista à íntegra do bate-papo.

Tabata Amaral fez questão de mencionar seu grupo de trabalho na saúde, que inclui Ludhmilla Hajjar e Paulo Saldiva como coordenadores e Fernando Paiva como coordenador adjunto, além de Jari de Jesus Mari como coordenador para saúde mental e política sobre drogas. “Vivemos um paradoxo na saúde de São Paulo. Temos a cidade mais rica do hemisfério sul, que concentra os principais hospitais, oferece alguns dos melhores médicos do mundo e é referência em pesquisa médica, mas, ao mesmo tempo, é profundamente desigual, porque falta o básico para muita gente, principalmente remédio, exames e atendimento”, criticou Tabata.

Informações integradas

Segundo ela, o que o município precisa não é “ciência de foguete” e, sim, “fazer o básico bem-feito”, gerindo a rede de uma forma mais eficiente. “A Prefeitura cuida do básico, da atenção primária… Se trabalharmos direito a base, reduzimos custo, desafogamos filas e ampliamos a qualidade de vida das pessoas”, pontuou a candidata do PSB. “Para tanto, precisamos integrar as informações, ter dados mais confiáveis e trabalhar junto com a rede privada, sem transferir responsabilidades. Hoje, a cidade é administrada em ilhas que não se comunicam e o que falta em um lugar sobra no outro. Precisamos controlar melhor o estoque de medicamentos, por exemplo, e queremos ampliar a cobertura da saúde da família, que hoje é a pior do Sudeste, para 75% da população, com a ajuda da telemedicina, que não deve ser tratada como panaceia”.

Sobre o tema saúde mental, a convidada do “Diálogos da Saúde” do SindHosp defendeu o fim dos tabus que relativizam a seriedade de transtornos mentais. “Temos de encarar como encaramos o câncer e outras doenças. Precisamos olhar com mais cuidado para depressão pós-parto, ansiedade e burnout, dependência química de álcool e drogas, traumas por enchentes e assim por diante. As pessoas enfrentam suas questões de forma silenciosa e há subnotificação”, destacou Tabata Amaral. “A cidade tem 1.300 psicólogos e 1.500 leitos psiquiátricos para 12 milhões de habitantes, não é suficiente nem para a Cracolândia, que, aliás, não é um lugar, é um sistema e precisa ser encarado como tal, levando em conta que existem doentes e bandidos”.  

Agricultura urbana

Durante a sabatina, a deputada federal falou da importância de investir no envelhecimento ativo e saudável da população e no combate a doenças crônicas evitáveis. “De cada 10 pessoas que se aproximam da aposentadoria, seis querem envelhecer fora da São Paulo. Queremos começar a mudar isso investindo em cultura, lazer, esporte, criando as chamadas ‘escolas prateadas’ para integrar jovens com idosos”, defendeu Tabata Amaral. “Pensando na segurança alimentar da população, queremos investir em agricultura urbana e periurbana e abastecer escolas, sacolões, feiras, armazéns e demais estabelecimentos… São Paulo tem capacidade para alimentar 20 milhões de pessoas. Já o esporte tem um papel fundamental na promoção de saúde e prevenção de doenças. A cada real investido no esporte você economiza três reais da saúde. O mesmo vale para o saneamento, que reverte seis reais para a saúde a cada real que é investido nele – São Paulo tem 600 mil pessoas sem saneamento”.

A candidata Tabata Amaral também defendeu a unificação do atendimento da Prefeitura com a utilização de apenas um canal. “Queremos que a relação do cidadão conosco seja feita por meio de uma única central de comunicação, um aplicativo, um telefone, enfim, um contato. Da reclamação de buraco, passando pelo pedido de poda de árvore, até a inscrição para vaga em creche, emprego ou curso profissionalizante. E, claro, agilizar agendamentos para exames e atendimentos e garantir que as pessoas voltem depois da primeira consulta”, pontuou a candidata.   

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Curso sobre Saúde e Segurança do Trabalho fala de Gestão do Fator Acidentário de Prevenção

O SindHosp realizou em sua sede o curso presencial “Saúde e Segurança do Trabalho – Como a Gestão do FAP (Fator Acidentário de Prevenção) impacta nos custos da sua empresa”. Com auditório cheio e duração de oito horas, o evento contou com a participação de 33 participantes, entre coordenadores e engenheiros técnicos de segurança do trabalho, advogados, médicos, gerentes analistas e psicólogos ocupacionais. A Gestão do FAP é um dos melhores argumentos para obter os recursos necessários para implantar as medidas de Saúde e Segurança do Trabalho (SST).

O curso foi ministrado pelo engenheiro ambiental e de segurança do trabalho Henrique Fernandes Preuss. Consultor em Segurança do Trabalho desde 2013, ele se tornou perito em insalubridade e periculosidade e especialista em tributos de SST. Preuss atua como engenheiro de segurança do trabalho na área hospitalar desde 2018 e, atualmente, é integrante do Grupo Técnico de SSO (Segurança e Saúde Ocupacional) do SindHosp.

Custos operacionais e conformidades

Em sua explanação, o docente elencou os principais tributos relacionados à Saúde e Segurança do Trabalho (SST), apresentou soluções para reduzir custos operacionais, ensinou formas de garantir conformidade com a legislação e mapeou o impacto financeiro da segurança do trabalho nas organizações. Os tópicos do curso foram: introdução aos tributos relacionados à SST; acidentes do trabalho – conceito legal; enquadramento das alíquotas (GIILDRAT) e atividade preponderante; metodologia de cálculo do FAP; FAP – consulta, cálculo, impacto financeiro, entendimento dos dados; caracterização da aposentadoria especial; oportunidades de melhoria e contestação de benefícios; e Nexo Técnico Previdenciário (NTP) e gestão de afastamentos.

Na avaliação dos organizadores, foi um momento muito rico para que todos pudessem sanar suas dúvidas e se capacitar neste universo da Saúde e Segurança do Trabalho. Para saber mais sobre educação continuada em saúde, conheça o SindEduca, a área e plataforma de educação do SindHosp. Clique aqui e acesse o site.

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Pablo Marçal incorpora ações sugeridas pelo SindHosp ao seu plano de governo para a saúde

A série especial “Diálogos da Saúde” com os pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo realizada na sede do SindHosp teve a presença do empresário e influenciador Pablo Marçal, filiado ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). A exemplo do atual prefeito Ricardo Nunes, ele recebeu das mãos de Francisco Balestrin, presidente da Fehoesp e do SindHosp, e Jean Gorinchteyn, diretor Técnico-Científico da Fehoesp, o livro “Guia de Ações São Paulo Saudável – Transformando comunidades, cuidando de pessoas”, com quatro agendas prioritárias para a área da saúde da cidade: saúde mental, envelhecimento saudável, doenças crônicas e epidemias. O evento teve ampla repercussão na imprensa, com reportagens em veículos como Veja, Jovem Pan News, Folha de São Paulo e Poder 360. A íntegra da entrevista está disponível no canal oficial do SindHosp no YouTube, que havia atingido quase 60 mil visualizações até o fechamento desta matéria. Clique aqui para assistir à sabatina.

Aos 37 anos de idade, casado e pai de quatro filhos, o goiano Pablo Marçal tem uma personalidade com múltiplas facetas. Bacharel em direito, o jovem que havia começado a carreira como atendente em um “call center” ganhou notoriedade e fez fortuna como influenciador digital, empresário e escritor, justamente vendendo cursos, palestras, mentorias e livros com fórmulas de prosperidade baseadas em inteligência emocional e mudança de mentalidade. Já rico e famoso, ostentando milhões de seguidores em suas redes sociais, surpreendeu o país ao tentar – sem sucesso – candidatar-se à Presidência da República, nas eleições de 2022.

Comunidades reconstruídas

“Minha guinada para a política começou em 2019, em Angola, na África – digo, em África –, onde minhas empresas investiram na reconstrução de uma comunidade, incluindo 300 casas, toda a infraestrutura de fornecimento de água e postos de saúde. Hoje, minhas empresas investem em reconstruções de comunidades em diferentes países africanos, como Moçambique, Nigéria e Cabo Verde”, contou Marçal, que contabiliza cerca de 40 empresas sob sua gestão, sendo 20 startups, espalhadas por todo o mundo.

Antes de se filiar ao PRTB, fundado por Levy Fidelix, Pablo Marçal já integrou outros três partidos. O principal deles foi o Partido Republicano da Ordem Social (PROS), pelo qual tentou se candidatar a presidente do país e, no mesmo pleito, acabou eleito deputado federal com 243 mil votos antes de ter a sua candidatura anulada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), perdendo seu mandato. Os outros dois foram o Solidariedade e o Democracia Cristã (DC), ambos com a intenção de concorrer ao posto de chefe do poder executivo da principal metrópole da América Latina neste ano de 2024.

A água, o ar e a saúde

Na sabatina do SindHosp, acompanhado de seu coordenador de plano de governo, o empresário Filipe Sabará (Republicanos), Marçal se apresentou como uma pessoa capaz de superar desafios complexos. Citou suas experiências tanto em provas de triatlo, destacando as pesadas competições Ironman e Ultraman, como na vida de executivo e empreendedor como credenciais para enfrentar as dificuldades de um cargo majoritário de gestor público. “Temos de enfrentar as causas dos problemas, não só os efeitos. Temos inúmeros mananciais contaminados em São Paulo. Temos nosso ar poluído. Como falar em saúde sem água limpa, sem ar limpo? Tem gente morando sobre o próprio esgoto…”, destacou o pré-candidato, que também criticou a ineficiência na limpeza do rio Tietê e na conclusão da obra do Rodoanel Norte, ambos de responsabilidade do governo estadual paulista.

“Além disso, precisamos ensinar as pessoas desde criança a importância de dormir bem, fazer atividade física, beber água e comer direito”, reforçou Pablo Marçal. “Na minha gestão, quero oferecer centros de trabalho remoto para que as pessoas não precisem perder horas no transporte: gente estressada adoece mais rápido, gente ocupada não come direito e quem fica o dia inteiro num deslocamento não tem tempo para treinar”.

Prontuário eletrônico e telemedicina

Como plano de governo, além das quatro agendas prioritárias mencionadas no “Guia de Ações São Paulo Saudável”, o pré-candidato do PRTB se comprometeu a investir na digitalização da saúde, citando especificamente o prontuário eletrônico e a telemedicina. Elogiou a “Sala de Situação” do SindHosp e mencionou o conceito de inteligência de dados (Business Intelligence, ou BI) aplicado no Sindicato como um exemplo a ser seguido na Prefeitura. Também se comprometeu a criar comitês permanentes de discussão com especialistas da área, incluindo representantes de trabalhadores e empresários. “Quero me cercar de gente que conhece a saúde”, disse.

No campo da saúde mental, Pablo Marçal disse acreditar que, a exemplo do que prega na vida privada, a inteligência emocional pode ser uma ferramenta eficiente para a população em geral ao ser ensinada no âmbito público. “Precisamos de mais educação e menos escolarização. A escola nos coloca teto, limitando o nosso crescimento, enquanto a educação nos dá um piso, uma base para crescer”, sustentou Marçal. “E um dos grandes desafios na área de saúde mental é convencer os milhares de moradores de rua a mudar sua mentalidade e sua vida, sabendo que eles precisam de 12 a 18 meses para se recompor do trauma de viver na rua. Mas, para isso, precisamos de gente que goste de gente, não adianta tratar o morador de rua como bicho”.   

A próxima convidada do “Diálogos da Saúde” será a pré-candidata à Prefeitura de São Paulo pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), a deputada federal Tábata Amaral. A sabatina será nesta sexta-feira, dia 2 de agosto, às 17h, na sede do SindHosp, com transmissão pelo YouTube.

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Firmada Convenção Coletiva de Trabalho com Saúde SP

Informe SindHosp Jurídico nº 69-A/2024

FIRMADA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO COM O SINDICATO DOS
AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM E TRABALHADORES EM
ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE SÃO PAULO – SINSAUDESP,
VIGÊNCIA DE 1º DE MAIO DE 2024 A 30 DE ABRIL DE 2025.

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO
DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM E TRABALHADORES EM
ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE SÃO PAULO – SINSAUDESP, com
vigência de 1º de maio de 2024 a 30 de abril de 2025.

A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e
contribuintes no site do SINDHOSP, www.sindhosp.org.br ícone Jurídico/Convenções
Coletivas.

São Paulo, 25 de julho de 2024.

FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN DE ANDRADE
PRESIDENTE

Base Territorial: Alvinlândia, Anhumas, Apiaí, Bom Jesus Dos Perdões, Borá, Caieiras,
Campos Novos Paulista, Capão Bonito, Chavantes, Cruzália, Ferraz De Vasconcelos,
Florínia, Franco Da Rocha, Guapiara, Iepê, Iporanga, Itaberá, João Ramalho, Lupércio,
Lutécia, Maracaí, Mogi Das Cruzes, Nazaré Paulista, Ocauçu, Oscar Bressane, Pedra Bela,
Pirapora Do Bom Jesus, Platina, Poá, Ribeira, São Paulo, São Pedro Do Turvo, Suzano,
Taubaté, Timburi, Ubirajara

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Firmada CCT com sindicato dos empregados da saúde de Rio Claro e Região

Informe SindHosp Jurídico nº 67-A/2024

FIRMADA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO COM O SINDICATO DOS
EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE RIO CLARO
E REGIÃO – SEESSRC, VIGÊNCIA DE DOIS ANOS, DE 1º DE MAIO DE 2023 A 30
DE ABRIL DE 2025.

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO
DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE RIO
CLARO E REGIÃO – SEESSRC, com vigência de dois anos, de 1º de maio de 2023 a 30
de abril de 2025.

A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e
contribuintes no site do SINDHOSP, www.sindhosp.org.br ícone Jurídico/Convenções
Coletivas.

São Paulo, 19 de julho de 2024.

FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN DE ANDRADE
PRESIDENTE

Base Territorial: Analândia, Ajapi, Batovi, Camaquã, Charqueada, Cordeirópolis,
Corumbataí, Conde De Pinhal, Descalvado, Engenho Velho, Ferraz, Itapé, Ipeúna,
Iracemápolis, Itirapina, Rio Claro, Santa Cruz Da Conceição, Santa Gertrudes, São Carlos,
Tanquinho, Ubá, Visconde Do Rio Claro

Firmada CCT com sindicato dos empregados da saúde de Rio Claro e Região Read More »

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