Iniciativa reuniu 96 participantes em seis encontros e chega à etapa de comparação de resultados, com continuidade prevista no Programa de Relacionamento SIGA
Depois de quase nove meses de trabalho, 36 hospitais paulistas chegaram à etapa de analisar e comparar os resultados da primeira Jornada SIGA – Sistema de Indicadores para Gestão de Alto Desempenho, iniciativa desenvolvida pelo SindHosp e que tem o apoio da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). O objetivo é estimular o uso de indicadores como ferramenta de gestão nas instituições de saúde.
O 5º Workshop SIGA aconteceu na sede do SindHosp, em São Paulo, em 17 de setembro. A 1ª Jornada SIGA reuniu 96 participantes em seis encontros voltados ao uso de indicadores como apoio à gestão hospitalar e à qualidade assistencial.
A abertura do evento foi conduzida por Inaldo Leitão, gerente de Relações Institucionais e Governamentais do SindHosp. Ele relacionou o trabalho desenvolvido pelo SIGA ao Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado também em 17 de setembro: “É nesse contexto que reconhecemos a jornada de diversos hospitais que participaram da primeira Jornada SIGA, contribuindo para uma gestão mais inteligente, baseada em dados e na melhoria contínua”, frisou.

Vanessa Tamara Ferreira, gerente do Núcleo de Inteligência e Conteúdo (NIC) do SindHosp, recuperou o caminho percorrido pelas instituições. O trabalho partiu da estruturação das informações e avançou para indicadores assistenciais, de gestão de pessoas e de sustentabilidade financeira. Para Vanessa Tamara, a conclusão dessa etapa permite olhar para o que foi construído e identificar onde ainda há espaço para avançar.
Indicadores e benchmarking hospitalar
A apresentação “Dos Indicadores ao Benchmarking, Transformando Dados em Oportunidades de Melhoria” reuniu Aline Yukimitsu e Evandro Felix, consultores técnicos do NIC, e Evelyn Tiburzio, diretora técnica da Anahp. “Medir é importante, mas compartilhar as boas práticas é o grande ganho desse processo”, destacou Tiburzio.
No primeiro retrato consolidado do SIGA, Aline Yukimitsu mostrou que a Jornada trabalhou com 26 indicadores. Considerando apenas os indicadores preenchidos integralmente em cada mês, o grupo chegou a 43,3% de preenchimento. Quando entram na conta todas as variáveis informadas, mesmo com meses incompletos, o percentual chega a aproximadamente 55%.
No último trimestre analisado, os hospitais do SIGA registraram taxa de ocupação de 76,4%. Outro recorte mostrou que 48,9% do volume total de internações teve o pronto-socorro como porta de entrada. Prazo médio de pagamento, prazo médio de recebimento, absenteísmo, rotatividade e prazo médio de faturamento estão entre os indicadores com menor volume de reporte.
A consultora técnica do NIC relacionou a confiabilidade das informações à qualidade da assistência: “O cuidado seguro também começa com um dado confiável, porque, a partir desses indicadores e de todo o monitoramento, conseguimos enxergar o que estamos entregando”.
Evandro Felix reforçou o uso estratégico das informações pelos hospitais: “Quanto mais vocês tiverem certeza daquilo que estão imputando, mais poderão se comparar com outras instituições, com os dados da Anahp, com todo o grupo do SIGA, e analisar como isso faz sentido do ponto de vista estratégico”.
Qualidade assistencial e próximos passos
A programação também contou com Carla Behr, director Growth Brazil da Planetree, que abordou o cuidado centrado na pessoa e a importância de considerar pacientes, familiares e profissionais na construção de uma assistência orientada à qualidade, à experiência e aos resultados em saúde.

O encerramento reuniu os hospitais participantes da 1ª Jornada para um reconhecimento, conduzido por Francisco Balestrin, presidente do SindHosp. Ele entregou aos participantes o Passaporte SIGA, que simboliza as etapas percorridas por cada hospital durante a Jornada. “Para você fazer parte de um projeto de acreditação hospitalar, precisa conhecer os seus dados e precisa se comparar. Daí a necessidade de ter benchmark”, afirmou Balestrin, mostrando a simbiose existente entre qualidade assistencial, acreditação, conhecimento dos próprios resultados e comparação de desempenho.
Ao tratar dos desafios estruturais da saúde brasileira, Balestrin relacionou o SIGA à agenda dos 5 Inegociáveis da Saúde – 5is, com destaque para o eixo de Dados Estruturados. Para o presidente do SindHosp, a interoperabilidade ajuda a organizar o cuidado, qualificar o acesso e permitir que diferentes pontos da assistência trabalhem a partir de dados consistentes.
Com a conclusão da primeira Jornada, o SIGA entra agora em uma nova etapa. O Programa de Relacionamento SIGA dará continuidade à análise dos indicadores e à troca de experiências entre as instituições já participantes. Novos hospitais poderão aderir à 2ª Jornada, que começará em breve. Acompanhe mais informações neste site e nos canais digitais do SindHosp.





