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Levantamento do SINDHOSP é destaque no Jornal Nacional

Reportagem relata fechamento de maternidades particulares

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O número de maternidades particulares está diminuindo, no Brasil. E a reportagem da Jornal Nacional mostra que os clientes de planos de saúde estão insatisfeitos com as alternativas oferecidas.
 
Rose pagou mais por um plano de saúde que dava direito ao parto em uma maternidade tradicional de São Paulo. Mas aos cinco meses de gravidez veio o susto.
    
“Fechamento da maternidade. Eles não terão mais o atendimento a partir do dia primeiro de novembro”, conta a dona de casa Roselaine Teixeira.
 
Ao procurar ajuda, Rose descobriu que o plano só tem obrigação de avisar do fechamento com alguma antecedência e oferecer opções. Rose ainda não sabe onde terá o bebê, porque não gostou da lista de hospitais que recebeu.
 
“São maternidades que não são de primeira linha”, explica Roselaine.
 
Fazer partos já não é um bom negócio
 
Sonhando com um atendimento melhor, quase 17 milhões de brasileiros se tornaram usuários dos planos de saúde nos últimos dez anos, mais da metade são mulheres e a maioria na fase reprodutiva. Mas o atendimento ao parto, que para elas é uma necessidade, está se tornando cada dia mais difícil, porque maternidades particulares estão sendo fechadas.
 
Segundo levantamento do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP), foram pelo menos 17 no estado de São Paulo e duas no Rio de Janeiro nos últimos cinco anos. Para o presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados, fazer partos já não é um bom negócio.
 
“Como são procedimentos que teoricamente são menos complexos, eles custam menos. Existe ainda um conjunto grande de hospitais, na própria rede dos hospitais privados, que mantém suas maternidades”, afirma o presidente Associação Nacional de Hospitais Privados Francisco Balestrin.
 
Maternidades superlotadas aumentam os riscos
 
Para os médicos, a mudança traz consequências.
 
“As maternidades estão superlotadas e é fácil de se perceber isso. Esse número excede, a qualidade cai e o risco aumenta”, diz o diretor da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo César Eduardo Fernandes.
Preferência é investir no tratamento de idosos e doenças crônicas
 
Para o pesquisador da USP Mario Scheffer, o fechamento de maternidades preocupa. Porque, segundo ele, a preferência agora é investir no tratamento de idosos e doenças crônicas.
 
“Os hospitais eles não querem mais atender parto porque o lucro é menor do que internação, por exemplo, pra um tratamento de câncer, em cardiologia ou ortopedia”, explica o pesquisador da Faculdade de Medicina da USP Mario Scheffer.
 
Consumidor não pode ser prejudicado
 
A Agência Nacional de Saúde Suplementar, que fiscaliza o setor, diz que o consumidor não pode ser prejudicado. E que a troca de maternidade deve seguir o mesmo padrão da que fechou.
 
“A ANS, quando é comunicada, faz a análise da equivalência e, se não for equivalente, convoca a operadora, que ela não vai poder fazer aquela substituição”, diz a especialista em regulação da ANS Denise Domingos.
 

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