SindHosp alerta para enfrentamento à nova cepa

Realizar criteriosa anamnese epidemiológica durante triagem é uma das orientações aos estabelecimentos de saúde. Leia o comunicado

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O SindHosp está acompanhando a progressão da Covid-19 no estado e emite aos hospitais, clínicas e laboratórios privados de São Paulo alerta sobre a importância da identificação e assistência a pacientes com a nova cepa Ômicron.

 

Na última semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a Ômicron como variante de preocupação em razão do alto número de mutações. A nova cepa apresenta 50 mutações, o dobro da variante Delta, sendo que mais de 30 dessas 50 mutações ocorrem na proteína “spike” – alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19, o que apresenta risco global muito alto e, portanto, maior probabilidade de escape das vacinas.

 

Diante da importância atribuída pela OMS à essa variante, é preciso redobrar a atenção sobre o rastreamento genético das variantes que estão circulando e causando casos de Covid-19, o que permitirá obter dados sobre o perfil da variante Ômicron quanto a capacidade de contágio e características da infecção. Uma etapa importante do rastreamento tem início ainda durante a triagem que deve ser realizada a partir de criteriosa anamnese epidemiológica, que investigue se o paciente esteve no exterior, especialmente em países da África do Sul, Europa, Ásia e Oceania, onde já houve casos comprovados através de genética da nova variante. Quanto maior o volume de informações disponíveis sobre a circulação e as características da variante Ômicron, maior será o grau de preparação dos hospitais para manejarem o contágio e assistirem de forma adequada os pacientes.

 

O quadro clínico que tem sido atribuído à nova variante até o momento é leve e, na maioria dos casos anunciados apresenta sintomas como cansaço, dores no corpo e enxaqueca. Porém por se tratar de uma situação ainda nova, é importante que a caracterização do caso seja adequadamente conduzida pelos serviços de saúde.

 

A recomendação do SindHosp é que toda as informações de natureza clínica e laboratorial coletadas pelos hospitais e serviços sejam comunicadas por meio dos canais formais de maneira rápida às autoridades sanitárias para que possam auxiliar na estratégia de manejo da nova variante do vírus.

 

O SindHosp está ao seu lado nessa luta contra a Covid-19.

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