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Os desafios da governança sustentável na reestruturação empresarial

O SindHosp realizou mais uma edição de seu WorkCafé tratando de um assunto capital para os prestadores de serviço de saúde. Realizado em parceria com a PK Advogados, o evento se propôs a abordar o tema “Saúde em Transição: Desafios da Governança Sustentável na Reestruturação Empresarial”. Durante quase duas horas, os convidados debateram os desafios de gestão de forma proativa, mostrando a importância de as empresas não apenas se alinharem às expectativas sociais, mas também se posicionarem como líderes em um mercado cada vez mais consciente e responsável. Clique aqui e assiste ao evento na íntegra.

A diretor executiva do SindHosp, Larissa Eloi, abriu o evento, chamando a atenção para o impacto da governança sustentável na redução de riscos e no aumento da eficiência. “Diante de um momento de incertezas, temos de olhar para a gestão entendendo todo o contexto. Existem diferentes atores e cenários que mudam. Os líderes têm de se redesenhar conforme a identidade que devem desempenhar”, reforçou a executiva. Segundo ela, a governança sustentável oferece benefícios claros: melhora a imagem e reputação da empresa, reduz riscos, atrai investimentos, aumenta a eficiência operacional, estimula a inovação e competitividade e engaja stakeholders.

Nelson Koiffman, sócio-fundador da PK Advogados, foi o segundo a falar. Ele destacou o fato de que o trabalho de prestação de serviço de saúde só tem sentido se houver condições para que possa acontecer de forma estruturada. “Estou falando de segurança jurídica, desenvolvimento de negócios, apoio à família empresarial e utilização das ferramentas de inovação jurídica”, pontuaou Koiffman.

Papeis, competências e Sustentabilidade

Na primeira metade do evento, a equipe da PK fez a apresentação “Governança Corporativa: Estruturação de Papéis, Competências e Sustentabilidade Financeira”, mostrando que a governança corporativa é fundamental para garantir a transparência, a eficiência e a responsabilidade nas decisões empresariais. Os sócios Rafael Lins e Silva Nascimento (M&A), Ricardo Hiroshi Akamine (Tributário) e Felipe Assis trataram de divisão de papéis e funções, definição de competências, instâncias de decisão e os parâmetros financeiros que garantem a saúde e a sustentabilidade da organização.

Ricardo Hiroshi comparou o trabalho de governança com o de assepsia. “Governança é assepsia, garante que as coisas não vão dar errado. Todo mundo faz governança corporativa, a começar pela triagem da enfermagem. Ela se resume a definir em que momento quem decide o quê”, comparou o advogado.   

Rafael Lins explicou que a governança corporativa tem relação direta com estruturação de papeis, competências e sustentabilidade financeira. Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, a governança corporativa é um “sistema formado por princípios, regras, estruturas e processos pelo qual as organizações são dirigidas e monitoradas, com vista à geração de valor sustentável para organização, para seus sócios e a sociedade em geral”.

Ele diz que existem alguns pilares, incluindo integridade, transparência, equidade, responsabilização e sustentabilidade. “São regras para tomada de decisões e gestão ordinária. Ou seja, de que forma as decisões são tomadas e implementadas pelos gestores, uma previsibilidade que gera valor. Tudo isso para que as metas de curto prazo não prejudiquem a sustentabilidade do negócio, ou seja, buscar o melhor resultado sem comprometer o resultado futuro”.  

Existem diferentes tipos societários. A mesma governança corporativa não cabe em qualquer empresa, mas toda empresa precisa ter um mínimo de governança corporativa de acordo com seu tamanho. Daí a importância de um “acordo de sócios”. “Assim como demais contratos, ele existe para regrar a relação entre sócios, como entrada e saída de sócios e resolução de conflitos. Seu diferencial é que é um documento privado, não registrado”, explicou Felipe Assis.

O olhar do investidor

Na segunda metade do WorkCafé, o público acompanhou o case “O olhar do investidor nas aquisições do mercado de Saúde”. Fernando Zot, da Huntington Brasil, falou sobre o trabalho que desenvolvem adquirindo clínicas de reprodução humana. “Adquirimos clínicas que nasceram da reputação de um médico e tirarmos os profissionais de saúde da gestão e assumimos esse papel. Separarmos administração da clínica”, contou Zot.

Em seguida aconteceu o debate “Desafios da Governança Corporativa no Contexto Atual – Rumo à Sustentabilidade e Transparência”. Participaram dele Rafael Lins e Silva Nascimento e Ricardo Hiroshi Akamine, sócios da PK, e Rafael Gonzales, diretor comercial e administrativo da Huntington Brasil, e Fernando Dal Zot, CFO da Huntington Brasil. A moderação foi de Larissa Eloi, diretora Executiva SindHosp, que propôs uma discussão: “Como é trabalhar a construção de cultura na busca pela governança, como combinar o jogo para ter boas relações?”.

Fernando Zot diz que o administrador não tem competência jurídica. “Para isso é preciso suporte. Trabalhar com um escritório parceiro que tenha competência para elaborar um contrato de sócios, de acionistas, contrato social, porque não é bom usar um padrão, de internet. Afinal, cada caso é um caso”, afirmou Zot. Rafael Gonzale reforçou a mensagem. “Como não entendo de medicina, não entro no centro cirúrgico. Claro que o risco administrativo é menor do que o da saúde de um paciente, mas nós lidamos também com pessoas, pessoas jurídicas. E é preciso se responsabilizar por ela, com profissionais qualificados para estruturar essa parte”, salientou Gonzale.

Ricardo Hiroshi Akamine, sócios da PK, destacou a importância de uma matriz de responsabilidade, com diferentes níveis de auditoria. “O processo de construção de governança é um processo de transmissão de conhecimentos para que os envolvidos façam as escolhas necessárias”, pontuou Hiroshi. “É preciso educação para construção de um modelo de governança”. Rafael Lins, da PK, alertou para a importância do nível de cultura em torno da governança. “Quando uma empresa quer adquirir uma empresa, ela vai comprar o controle e já estabelece determinadas características que se adequam a essa necessidade, fazendo um controle sobre sinergias que vai capturar. Nesse caso, o nível de cultura pode dificultar ou inviabilizar o negócio”.

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pl que regulamenta o lobby

Folha de S. Paulo publica artigo sobre PL que regulamenta o lobby

A Folha de S. Paulo publicou, em 22 de outubro, o artigo “O projeto de lei que regulamenta o lobby é adequado? SIM”, escrito pela diretora de Relações Institucionais do SindHosp, Tacyra Valois.

O texto aborda os usos errôneos do termo lobby, os papéis do profissional de RIG, amadurecimento da democracia e a tão necessária regulamentação, aguardada pelo setor já há 30 anos. “Durante três décadas de espera, o país assistiu a inúmeros casos de tráfico de influência e corrupção sendo interpretados, nominados e noticiados erroneamente como lobby. Mas lobby é outra coisa”.

No decorrer do texto, Tacyra, também diretora da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), afirmou que a defesa de interesses é uma atividade democrática; e que o trabalho dos profissionais de relações institucionais e governamentais (RIG) é focado em ampliar o espaço de diálogo para garantir que diferentes necessidades e interesses sejam ouvidos e considerados no processo de tomada de decisão.

“Nós, profissionais de RIG, atuamos no desenvolvimento e apresentação de argumentos e evidências que contribuam para que o agente público tenha todas as informações necessárias para o julgamento e a deliberação. Mas, para que esse processo genuíno, legal e de compliance de defesa de interesses e da interação entre os entes públicos e privados de fato fortaleça a democracia, as relações precisam ser transparentes para assegurar a credibilidade das instituições, dos profissionais e a integridade do país.”

Janela de oportunidades

Valois afirma ainda que o país está em uma “janela de oportunidades” para regulamentar o lobby, em referência ao convite recebido no começo do ano para iniciar a adesão à OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), “grupo de países que objetiva construir políticas melhores para vidas melhores”. O convite veio em resposta a uma solicitação realizada pelo Brasil, no ano de 2017.

Segundo ela, uma das exigências para adesão é que as atividades que envolvem as relações entre as organizações da sociedade e as várias esferas de governo se deem da forma regulamentada e transparente e sejam submetidas a regras possíveis de acompanhamento. “É por isso que a pauta de regulamentação do lobby se tornou de interesse do governo federal e urgente na Câmara dos Deputados”. Clique aqui para ler na íntegra.

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