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Ana Paula

SindHosp lamenta o falecimento de Cyro Alves de Britto Filho

Morre aquele que não deixa lembranças.”

Immanuel Kant

 

O Sindicato de Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Saúde no Estado de São Paulo (SindHosp) lamenta o falecimento de uma das maiores referências da medicina e da saúde privada do Vale do Paraíba, o médico Cyro Alves de Britto Filho.

Cyro Britto

Visionário e determinado, Cyro Britto foi o articulador e fundador do primeiro hospital privado de São José dos Campos, o Hospital Policlin, que é associado ao SindHosp desde 1980. Hoje, a instituição é referência regional e símbolo de qualidade, tecnologia e atendimento humanizado. A partir de 2017, Cyro Britto passou a integrar a diretoria do Sindicato, como primeiro secretário, e atualmente exercia o cargo de conselheiro fiscal. Ele sempre acreditou ser possível oferecer mais acesso e assistência resolutiva à população. Nós, do SindHosp, inspirados pela sua ética e perseverança, continuaremos trabalhando para tornar este sonho realidade.

Aos familiares e amigos, nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade neste momento de dor e despedida.

 

SindHosp

 

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SindHosp lança Sistema de Indicadores para Gestão de Alto Desempenho (SIGA)

Uma iniciativa conjunta da FESAÚDE e do SindHosp está oferecendo aos hospitais associados de todos os sindicatos que compõem a Federação a possibilidade de participarem de uma jornada que tem como objetivo impulsionar uma cultura institucional baseada no uso estratégico de indicadores, benchmarking e aprendizado colaborativo. Trata-se do Sistema de Indicadores para Gestão de Alto Desempenho (SIGA), que foi oficialmente lançado em 30 de setembro durante workshop. “É uma jornada que certamente trará muito valor agregado aos participantes, ajudando a estruturar indicadores, ampliar receitas e transformar esse trabalho em reconhecimento público e prestígio institucional”, afirmou a CEO da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi, durante a abertura do evento.

Com a experiência de mais de três décadas no setor da saúde e passagens por instituições renomadas, como Rede D´Or, Rede Américas, Dasa e Beneficência Portuguesa (BP), Luiz Sergio Santana, atualmente CEO da Opty Hospitais Oftalmológicos, falou sobre a importância dos indicadores e da comparação (benchmarking) para uma gestão de alto desempenho. “Quem não mede não gere, não melhora. Implantar essa cultura nas organizações é trabalhar em prol da qualidade, da segurança do paciente e de melhores resultados”, frisou Santana.

O workshop que apresentou o SIGA

“Hoje, temos muitos dados disponíveis, mas isso não garante uma boa tomada de decisão. A participação no SIGA vai ajudar a criar na instituição uma governança de dados, e isso deve começar pela alta direção”, lembrou o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e consultor Técnico do Núcleo de Inteligência e Conteúdo (NIC) do SindHosp, Evandro Felix. Para a especialista em indicadores de desempenho e também consultora Técnica do NIC, Aline Yukimitsu, a acuracidade e o rigor metodológico dos indicadores do SIGA permitem ao gestor aproveitar plenamente os benefícios de uma cultura de dados para alcançar uma gestão de alto desempenho.

SIGA: etapas e inscrições

Larissa Eloi mostrou aos participantes do workshop a estrutura e as quatro etapas que irão compor o SIGA. “Para que essa Jornada de Alto Desempenho Hospitalar dê resultados a participação e o comprometimento das equipes são importantíssimos. Por isso, instituímos duas personas fundamentais para esse projeto nos hospitais: os embaixadores, que são os líderes; e os especialistas, que são os profissionais técnicos. São eles que serão treinados e estarão diretamente em contato conosco nessa jornada integral que propõe mudanças na cultura organizacional”, destacou a CEO da FESAÚDE e do SindHosp.

Como a transformação da gestão hospitalar é um caminho construído passo a passo, cada etapa percorrida do SIGA leva a empresa a um novo nível de maturidade em dados e resultados. A primeira é MEDIR, ou seja, construir o alicerce do sistema de informação, mapeando e estruturando indicadores que servem como base para decisões estratégicas. A fase 2 leva o nome de EVOLUIR, etapa onde a instituição aprende a transformar dados em insights, simulando o impacto real que a melhoria dos indicadores gera na vida de pacientes e na performance hospitalar.

Na fase 3, TRANSFORMAR, os fundamentos estão sólidos, por isso, é momento de colocar a governança em prática, criando painéis de dados que conectem análises, decisões e ações em tempo real. Por fim, na fase 4, SUSTENTAR, o desafio é consolidar a excelência, trazendo análises executivas que orientem decisões estratégicas e práticas consistentes para manter o alto desempenho de forma contínua. “O hospital participante do SIGA terá um passaporte, símbolo dessa jornada rumo a excelência. Cada etapa percorrida receberá um carimbo, que é um reconhecimento ao trabalho realizado”, explicou Eloi.

As inscrições para a I Jornada de Alto Desempenho Hospitalar do SIGA são gratuitas e estão abertas até 30 de outubro. Mais informações e a ficha de inscrição ou adesão podem ser obtidas clicando aqui.

Acompanhe neste site e nas redes sociais da FESAÚDE e do SindHosp mais informações sobre o SIGA. Assista, abaixo, na íntegra, ao workshop Gestão de Alto Desempenho em Saúde: O Poder dos Indicadores e do Benchmarking.

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Workshop debate o poder dos indicadores e do benchmarking

Como mostrar sua excelência para médicos, pacientes e fornecedores? Como transformar qualidade assistencial em prestígio e reconhecimento? Para orientar e sensibilizar líderes e profissionais sobre a importância de decisões baseadas em dados e indicadores, a FESAÚDE e o SindHosp promovem, no próximo dia 30 de setembro, das 15h às 16h30, no canal do Youtube do Sindhosp (@ Sindhosp Oficial), o Workshop Gestão de Alto Desempenho em Saúde: O Poder dos Indicadores e do Benchmarking.

“Mais do que um evento, queremos apoiar os gestores na construção de uma cultura de alto desempenho, fortalecendo processos e equipes para alcançar melhores resultados assistenciais e a sustentabilidade das organizações. Todo esse processo será apresentado e detalhado durante o workshop”, adianta a diretora Executiva da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi.

Com mais de 30 anos de experiência no setor da saúde, em empresas como Rede D´Or, Beneficência Portuguesa (BP), Diagnósticos da América (Dasa) e Rede Américas, o engenheiro e administrador, Luiz Sérgio Santana, abordará o tema Saúde Baseada em Dados: Benchmarking que Transforma. Na sequência, uma roda de conversa vai reunir, além de Larissa Eloi e Santana, os consultores técnicos do Núcleo de Inteligência e Conteúdo (NIC) do SindHosp, Aline Yukimitsu e Evandro Penteado Villar Felix, para debater estratégias práticas para a melhoria da gestão hospitalar.

Lançamento do SIGA

O workshop marca o lançamento do Sistema de Indicadores para Gestão de Alto Desempenho (SIGA), produto que a partir do início do outubro será oferecido gratuitamente para todos os hospitais associados e contribuintes dos sindicatos que compõem a FESAÚDE. “Os participantes terão a oportunidade de estruturar indicadores para que, além de ajudar na melhor tomada de decisão, eles possam se transformar em reconhecimento público, prestígio institucional ou diferenciação estratégica. Para isso, a FESAÚDE e o SindHosp já desenharam as etapas dessa jornada com as metas que devem ser alcançadas em cada uma delas. Tenho certeza de que essa iniciativa será um divisor de águas na trajetória de cada instituição,” acredita a gerente do NIC, Vanessa Tamara.

Participe do workshop e conheça a solução que vai fazer com que o seu hospital seja reconhecido não apenas pelos serviços que presta, mas pela excelência que consegue provar. Clique aqui e se inscreva

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Edson Rogatti, da Fehosp, é o entrevistado do novo Papo da Saúde

O presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), Edson Rogatti é o entrevistado do novo episódio do Papo da Saúde. “Como profundo conhecedor do Sistema Único de Saúde (SUS) e há anos militando no setor, você conseguiu desenvolver virtudes importantes para um líder, como a empatia e a tolerância. Seus posicionamentos sempre buscam consenso e as santas casas, obviamente, ganham muito com isso”, elogiou o presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin, no início da entrevista.

Edson Rogatti

No videocast, Rogatti conta um pouco da sua trajetória no setor da saúde, que teve início em 1997 quando assumiu a provedoria da Santa Casa de Misericórdia de Palmital. Atualmente, é presidente da Fehosp e também já presidiu a Confederação das Misericórdias do Brasil (CMB) por seis anos. “Sou apaixonado pela saúde e sempre me cerquei de pessoas boas e com amplo conhecimento, que foram como uma verdadeira escola para mim. O SindHosp é um local que inspira e agrega. Tenho certeza de que essa união de esforços só vai gerar coisas boas para o setor”, afirmou Rogatti.

O presidente da Fehosp ressaltou o bom momento que as 409 santas casas e hospitais filantrópicos paulistas atravessam, com as iniciativas implementadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES). “A Tabela SUS Paulista, a regionalização, a saúde digital e o incentivo à atenção básica são programas que devem ser enaltecidos porque estão mudando a cara da saúde no Estado. Tenho certeza de que tudo isso é fruto dos debates promovidos pelo SindHosp em 2022, que reuniu todos os candidatos ao Governo do Estado. Naquele momento ficou clara a necessidade de maior aporte de recursos na saúde, e é isso o que o atual governo tem feito. Os resultados já são visíveis. Além de aumentar o acesso, as santas casas estão conseguindo adquirir equipamentos mais modernos e reformar suas instalações”, frisou Rogatti.

Assista, abaixo, a entrevista na íntegra.

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Setembro amarelo reforça cuidados com a saúde mental

Setembro é um mês dedicado ao cuidado com a saúde mental e à prevenção do suicídio. A campanha Setembro Amarelo joga luz sobre o tema e tem, entre seus objetivos, ajudar a reduzir mortes evitáveis; quebrar tabus e estigmas; disseminar informações, contribuindo com a prevenção, a promoção e estimulando o autocuidado; e ajudar a mobilizar escolas, empresas e a sociedade em geral.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que aproximadamente um bilhão de pessoas vivem no mundo com algum tipo de distúrbio mental. Cerca de 284 milhões são afetadas por transtornos de ansiedade, 264 milhões por depressão e 46 milhões por bipolaridade. Infelizmente, estima-se que apenas 1 em cada 5 pacientes recebam tratamento adequado, em virtude de problemas relacionados ao estigma, custo e falta de acesso, especialmente em países de baixa e média renda.

Com relação ao suicídio, ainda segundo a OMS, mais de 700 mil pessoas são vítimas da morte autoprovocada todos os anos, sendo a maioria associada a casos de depressão. O suicídio é a quarta causa de óbito entre pessoas de 15 a 29 anos no mundo.

Brasil

Levantamento realizado pelo Núcleo de Inteligência e Conteúdo (NIC) do SindHosp mostra que, em 2023, 17 mil brasileiros morreram por causas autoprovocadas, segundo dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM). No período de 2014 a 2023, 134.810 pessoas perderam a vida para o suicídio, sendo 78,5% (105.760) do sexo masculino e 21,5% (29.025), do feminino. Cerca de 67% das mortes ocorreram em pessoas com menos de 50 anos. Na última década, esses óbitos cresceram 59,6% no país, em todas as faixas etárias.

O presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin, destaca a importância da criação de uma rede de apoio e cuidados. “O suicídio emite alguns sinais de alerta. A OMS calcula que para cada óbito ocorram, em média, 20 tentativas. Familiares, amigos e pessoas próximas podem ficar atentos a alguns sintomas, como demonstrações de desesperança, ideias suicidas, isolamento, perda de emprego, divórcios, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, entre outras”, ressalta Balestrin. O dirigente lembra que para auxiliar nessas situações é possível buscar ajuda junto ao Centro de Valorização da Vida (CVV), disponível 24 horas no telefone 188, com ligação gratuita; e no SUS, junto às Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e unidades de pronto atendimento dos hospitais, tanto públicos quanto privados.

A prevenção de doenças mentais é uma prioridade de saúde pública global e consta, inclusive, como agenda prioritária no Guia de Ações Municípios Saudáveis – Transformando comunidades, cuidando de pessoas, publicação que a FESAÚDE entregou aos candidatos a prefeito das principais cidades do interior paulista durante a última eleição municipal, e que está disponível para download clicando aqui. 

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirma que cerca de 50% das pessoas experimentarão algum tipo de transtorno mental leve ou moderado ao longo da vida, e 5% apresentarão transtornos graves. Além de campanhas, a prevenção de doenças mentais deve incluir ambientes familiares e comunitários saudáveis, a criação de políticas públicas que suportem a saúde mental nos locais de trabalho, nas escolas e programas de intervenção precoce, especialmente para crianças e adolescentes. “Diálogo e respeito às emoções são os pilares que ajudam na prevenção e estimulam o cuidado contínuo. Que todas as empresas de saúde saibam aproveitar este mês para cuidar daqueles que cuidam das pessoas. Quando o peso da dor é compartilhado, ela passa a ser suportável. Para a saúde mental, o silêncio nunca deve ser opção”, finaliza Francisco Balestrin.

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SindHosp lamenta o falecimento de Manoel Peres

    “Aqueles que amamos nunca morrem,

apenas partem antes de nós.” — Amado Nervo

           

O Sindicato de Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Saúde no Estado de São Paulo (SindHosp) vem a público externar seu pesar com o falecimento de uma das maiores referências no setor de saúde suplementar do país, o executivo Manoel Peres.

Enquanto diretor-presidente da Bradesco Saúde no período de 2018 a 2024 e presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) de fevereiro de 2022 a fevereiro de 2025, Manoel Peres sempre exerceu uma liderança ativa, equilibrada e incansável na busca por soluções em prol da qualidade e da sustentabilidade do segmento. Por inúmeras vezes tivemos a oportunidade de debater temas estratégicos e de compartilhar do mesmo desejo: de oferecer à população uma assistência resolutiva e humanizada.

Aos familiares e amigos, nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade neste momento de dor e despedida.

Manoel Peres

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Publicado edital para chamamento de serviços privados de telessaúde

O Ministério da Saúde publicou, no Diário Oficial da União de 21 de agosto, o edital nº 2/2025, para credenciamento de serviços privados de telessaúde no âmbito do programa SUS Digital e do programa Agora Tem Especialistas, de forma complementar aos serviços ofertados pelas instituições públicas.

As especialidades priorizadas no edital são: otorrinolaringologia, ortopedia, cardiologia, oncologia, oftalmologia e ginecologia. A publicação detalha quais procedimentos, dentro de cada área, serão credenciados.

O estabelecimento de saúde candidato ao credenciamento deverá apresentar um Plano de Serviços de Telessaúde (PST), a ser submetido e aprovado pelas instâncias de gestão municipal, estadual ou distrital do SUS, visando garantir a integralidade da assistência e a equidade no acesso às ações e serviços de saúde. Além disso, o planejamento e oferta dos serviços de telessaúde devem prever a interoperabilidade com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e com as plataformas SUS Digital (Meu SUS Digital, SUS Digital Profissional e SUS Digital Gestor).

O edital terá vigência de um ano podendo ser prorrogado por igual período. Para saber quais empresas estão aptas a participar, documentos exigidos e outras informações, clique aqui.

Kits de telessaúde

Visando o fortalecimento e a modernização do SUS Digital, o programa Agora Tem Especialistas irá distribuir, a partir de setembro, três mil kits de telessaúde para Unidades Básicas de Saúde (UBS). O investimento, na ordem de R$ 20 milhões pelo Novo PAC Saúde, visa ampliar o atendimento especializado a distância dos pacientes do SUS, especialmente aqueles que vivem em regiões de maior vulnerabilidade social e de difícil acesso.

Segundo o Ministério da Saúde, a saúde digital tem potencial para reduzir em até 30% as filas de espera por consulta ou diagnóstico da rede especializada do SUS. A meta do Ministério é realizar 10 milhões de atendimentos a distância até 2027, consolidando o Brasil como referência em saúde digital integrada ao SUS.  Atualmente, o Brasil conta com 26 Núcleos de Telessaúde em 17 estados.

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Deputado Pedro Westphalen é o entrevistado do Papo da Saúde

O novo episódio do Papo da Saúde recebe o deputado federal Pedro Westphalen (PP/RS), considerado o “deputado da saúde”. Conduzida pelo presidente do SindHosp e da FESAÚDE, Francisco Balestrin, a entrevista traz um pouco da trajetória profissional de Westphalen e aborda temas importantes, como a estreita relação entre as atividades institucionais e políticas.

“É importante que cada Estado da Federação tenha a sua representação legal, assim como São Paulo tem com o SindHosp e a FESAÚDE, para que as pautas de interesse do segmento possam avançar na Câmara dos Deputados”, frisou o deputado, considerado por Balestrin o “bastião da saúde no Congresso Nacional”.

Assista abaixo a íntegra da entrevista.

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Bets: a bomba-relógio da economia e da saúde brasileira

Na passagem bíblica sobre a partilha das vestes de Jesus, os soldados romanos “lançaram sortes” para decidir quem ficaria com a túnica dele. Segundo a mitologia grega, a divisão dos céus, dos mares e do submundo foi definida através de sorteio entre os deuses Zeus, Poseidon e Hades. Apostar em gladiadores era prática comum na Roma antiga, assim como em atletas, nas primeiras Olimpíadas, na Grécia. Os jogos de azar, portanto, são milenares e sempre acompanharam a Humanidade. Uma prática que até então era esporádica, hoje alcançou a palma da mão, com efeitos nocivos sobre a economia e a saúde das pessoas.

As apostas online têm movimentado valores exorbitantes no Brasil. De acordo com o Banco Central (BC), no primeiro trimestre deste ano o volume mensal de gastos variou entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bi. Estes valores são mais do que o dobro do gasto de 2024, que registrou média mensal de R$ 10 bi, totalizando R$ 120 bi no ano, ainda segundo o BC. Caso o atual ritmo se mantenha, as chamadas bets poderão movimentar este ano aproximadamente R$ 250 bi. Para efeito de comparação, o valor é superior ao orçamento destinado para o Ministério da Saúde em 2025, de R$ 245 bi.

Pesquisa DataSenado indica que 22,1 milhões de brasileiros são usuários dos sites de apostas, sendo a maioria formada por homens entre 16 e 39 anos. Infelizmente, muitos têm retirado recursos da família e direcionado para as apostas online, como mostra levantamento DataFolha/FGV realizado em 2.600 domicílios. Nele, 29% dos entrevistados assumiram que gastam parte do dinheiro destinado a lazer e alimentação com as bets. Estimativa do BC lança ainda mais luz sobre o problema, ao prever que 20% da massa salarial nacional passa por casas de aposta ao menos uma vez por ano. São recursos que estão sendo retirados dos setores econômicos produtivos e direcionados para os jogos.

A necessidade incontrolável de jogar é uma patologia reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como ludopatia e classificada como um transtorno do controle dos impulsos ou transtorno relacionado ao uso de substâncias e comportamentos dependentes e compulsivos. A ludopatia utiliza os mesmos mecanismos neuropsicológicos da dependência química, pois ativa a liberação de dopamina, o neurotransmissor do prazer. O resultado é a sensação de euforia, de autoconfiança. Esse estado incentiva a repetição e faz com que o cidadão que sofre de dependência recorra com cada vez mais frequência às apostas, para obter o mesmo prazer que tinha inicialmente. Com as drogas ilícitas esse comportamento leva à overdose; nos jogos, leva ao endividamento, a problemas sociais e familiares, estresse, insônia, ansiedade, depressão, a pensamentos suicidas e ao aumento de doenças como arritmias, infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O tratamento com maior evidência científica para o transtorno de jogos é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), mas pode incluir também psicoterapia, participação em grupos de apoio e, em alguns casos, o uso de medicamentos é indicado. Atualmente, com a saúde digital em franca ascensão e maior acesso das pessoas à internet, é possível oferecer Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) em ambiente 100% digital. Estudos mostram que, quando bem estruturada, os níveis de eficácia são semelhantes à TCC presencial.

O fato é que a Lei 14.790/23, conhecida como a Lei das Bets, definiu regras, tributou empresas e apostadores, mas não previu os impactos dos jogos online na sociedade. Agora, o Brasil precisa agir – e rápido. Segundo o Ministério da Previdência Social, ainda que o número pareça baixo (84 casos de janeiro a abril deste ano), os pedidos de auxílio-doença concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por ludopatia cresceram 2.300% entre 2023 e 2025. Paralelamente, inexistem protocolos clínicos específicos sobre o transtorno no Sistema Único de Saúde (SUS), nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

O problema torna-se ainda mais delicado porque as bets estão por toda parte, com investimento altíssimo em marketing e publicidade. De junho de 2024 a junho deste ano, rastreamento do Ibope Repucom aponta que os sites de apostas destinaram R$ 1,1 bilhão em patrocínios, verbas para influencers e financiamento de programas esportivos. Portanto, fica cada vez mais difícil o cidadão escapar da sedução dos jogos online.

Diante do avanço das apostas e seus impactos crescentes na sociedade, há uma série de medidas regulatórias que podem ser consideradas: restrições a propagandas e patrocínios em eventos de grande visibilidade, limites de tempo e valor por usuário nas plataformas, mecanismos de autoexclusão, monitoramento de comportamentos de risco e verificação de idade obrigatória.

No entanto, embora a regulamentação seja crucial para mitigar a exposição e o incentivo ao jogo, milhões de brasileiros já foram afetados pela compulsão. Por isso, é fundamental que a sociedade se mobilize e exija, com urgência, uma resposta concreta do Executivo e do Legislativo para o sistema de saúde. O Brasil tem a oportunidade de adotar medidas, como algumas citadas acima, não apenas para aliviar o sofrimento de quem já foi impactado, mas também para prevenir o surgimento de novos casos de dependência. Essa é uma política pública possível – e urgente.

 

Francisco Balestrin

Presidente do SindHosp e da FESAÚDE

 

Artigo publicado na edição de 17/08/2025 do jornal Correio Braziliense. Clique aqui e acesse a pulicação.

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Rodada de negócios reúne hospitais, especialistas e empresas

A infraestrutura hospitalar e seus impactos sobre o cuidado. Em torno desse tema crítico, o SindHosp e a Synah, empresa especializada em gestão e qualidade de infraestrutura em ambientes de saúde, realizaram uma rodada de negócios. O encontro aconteceu no último dia 7 de agosto, no auditório da ARCA, em São Paulo, e reuniu cerca de 20 representantes.

Além da Synah, o evento contou com a participação de outras quatro empresas: a Acquasoft, a CH3 Construtora, a SisnacMed e a Newset. “Reunimos em um mesmo espaço excelentes fornecedores, de áreas distintas, para que o gestor pudesse ter à disposição soluções que realmente podem fazer a diferença na infraestrutura do estabelecimento de saúde e, consequentemente, impactar positivamente o cuidado”, afirma a CEO do SindHosp e general manager da ARCA, Larissa Eloi.

A Synah oferece soluções integradas para o setor da saúde, com foco em processos de qualidade especializados, atendimento a requisitos ESG (Environmental, Social and Governance), visão sistêmica e a garantia de instalações hospitalares seguras e inteligentes. Clique aqui e saiba mais.

Larissa Eloi
Larissa Eloi

Com a água em seu DNA, a Aquasoft oferece assessoria técnica especializada na prestação de serviços, inspeções e diagnósticos, consultoria e desenvolvimento de projetos, equipamentos e soluções inteligentes para os segmentos de ciências da vida, farmacêutico e afins. Para mais informações clique aqui.

Já a CH3 Construtora atua nas áreas de engenharia e construção, arquitetura e design, Plug&Play (contratação de um espaço de escritório mobiliado com infraestrutura e instalações prontas para ocupação), entre outros. Acesse o site da empresa aqui.

Com mais de 30 anos de atuação no mercado hospitalar, a SisnacMed oferece soluções e tecnologias inovadoras e foi a pioneira em trazer a unitarização de medicamentos para os hospitais brasileiros. Conheça mais sobre a empesa aqui.

Por fim, a Newset desenvolve soluções de AVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar-Condicionado) e facilites para estabelecimentos de saúde em todo o território nacional. Clique aqui e saiba mais.

Participaram da rodada de negócios, além da CEO do SindHosp e dos representantes das empresas participantes, o diretor Técnico-Científico da FESAÚDE, José Antônio Maluf de Carvalho; o diretor de Operações do SindHosp, Daniel Machado; o head de Políticas Públicas da ARCA, Inaldo Leitão; e a consulora técnica da ARCA, Nathália Nunes.

ARCA

A ARCA nasce como um think tank na área da saúde. “Trata-se de um novo espaço para transformar a saúde, com foco bem definido”, afirma Larissa Eloi, diretora-geral da ARCA. “Conectamos ideias, instituições e experiências para gerar mudanças concretas. O sistema da saúde precisa de uma articulação multissetorial para enfrentar desafios complexos, como deterioração da saúde mental da população, a escalada das doenças crônicas e o risco de novas epidemias. E a solução não está em agir sozinho”, acredita a CEO do SindHosp.

As ações e projetos estão divididos em três pilares estratégicos: Políticas Públicas, Inovação e Acesso. A ARCA é um núcleo de projetos do Instituto de Ensino e Pesquisa na Saúde (IESPAS), criado por SindHosp e FESAÚDE. Para participar e saber mais, clique aqui.

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