FIRMADA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO COM O SINDICATO ÚNICO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE SOROCABA E REGIÃO, VIGÊNCIA DE 1º DE MAIO DE 2024 A 30 DE ABRIL DE 2025.
Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO ÚNICO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE SOROCABA E REGIÃO, com vigência de 1º de maio de 2024 a 30 de abril de 2025. A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e contribuintes no site do SINDHOSP, www.sindhosp.org.br ícone Jurídico/Convenções Coletivas.
São Paulo, 25 de junho de 2024.
FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN DE ANDRADE PRESIDENTE
Base Territorial: Alambari, Alumínio, Angatuba, Assis, Avaré, Bernardino De Campos, Buri, Cândido Mota, Capela Do Alto, Cerqueira César, Eldorado, Guareí, Ibirarema, Ibiúna, Ipaussu, Itaí, Itapetininga, Itatinga, Jacupiranga, Juquiá, Juquitiba, Mairinque, Manduri, Óleo, Palmital, Paraguaçu Paulista, Paranapanema, Piedade, Pilar Do Sul, Piraju, Quatá, Registro, Salto De Pirapora, Santa Cruz Do Rio Pardo, São Miguel Arcanjo, São Roque, Sarapuí, Sarutaiá, Sete Barras, Sorocaba, Tapiraí, Tatuí, Tejupá E Votorantim
O SindHosp montou um estúdio em seu estande da Hospitalar e realizou a série “Papo da Saúde Especial Hospitalar 2024”. No primeiro episódio, a diretora-executiva do Sindicato, Larissa Eloi, entrevistou os sócios da Capitale Holding, Guilherme Beltrami e Sérgio Reiter. Os convidados discutiram diversos temas relevantes, incluindo parcerias estratégicas no setor da saúde, empreendedorismo médico e questões financeiras do setor. Clique aqui para assistir à íntegra da entrevista.
Para Sérgio Reiter, existem muitos gaps no mercado da saúde. “Pequenas mudanças podem ter um impacto significativo. Enxergamos a saúde como um ecossistema”, disse o empreendedor. “Os médicos e profissionais de saúde entendem de finança, mas são ocupados. Temos soluções financeiras para simplificar a vida do profissional de saúde, como o pagamento imediato, que antecipa recebíveis”, acrescentou Guilherme Beltrami.
A Capitale e o SindHosp vão trabalhar em parceria para estender soluções a hospitais, clínicas e laboratórios. “O SindHosp tem um mapeamento realmente completo das necessidades do setor. A gente vê diversas oportunidades em todo esse ecossistema”, revelou Sérgio Reiter. “Vamos plugar nossa plataforma nesse ecossistema e assumir fluxos de procedimentos de alta rentabilidade, como cirurgias, fazendo o pagamento imediato, ficando com todo o risco”.
FIRMADA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO COM O SINDSAÚDE GUARULHOS E REGIÃO – SINDICATO ÚNICO DOS AUXILIARES DE ENFERMAGEM, TÉCNICOS DE ENFERMAGEM E DEMAIS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE GUARULHOS, ITAQUAQUECETUBA E MAIRIPORÃ – SP, VIGÊNCIA DE 1º DE MAIO DE 2024 A 30 DE ABRIL DE 2025.
Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDSAÚDE GUARULHOS E REGIÃO – SINDICATO ÚNICO DOS AUXILIARES DE ENFERMAGEM, TÉCNICOS DE ENFERMAGEM E DEMAIS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE GUARULHOS, ITAQUAQUECETUBA E MAIRIPORÃ – SP, com vigência de 1º de maio de 2024 a 30 de abril de 2025.
A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e contribuintes no site do SINDHOSP, www.sindhosp.org.br ícone Jurídico/Convenções Coletivas. Clique aqui para acessar.
São Paulo, 24 de junho de 2024.
FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN DE ANDRADE PRESIDENTE
Base Territorial: Guarulhos, Itaquaquecetuba e Mairiporã
INFORMA-SE A CELEBRAÇÃO DE TERMO DE ADITAMENTO À CONVENÇÃO FIRMADA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO COM O SINDICATO DOS AUXILIARES DE ENFERMAGEM, TÉCNICOS DE ENFERMAGEM E DEMAIS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS PRIVADOS E FILANTRÓPICOS DE SAÚDE E EMPRESAS QUE PRESTAM SERVIÇOS DE SAÚDE, OSCIPS (ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO) DA ÁREA DA SAÚDE, OSS (ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DA ÁREA DA SAÚDE), FUNDAÇÕES PRIVADAS DA ÁREA DA SAÚDE E ATIVIDADES AFINS DE SÃO BERNARDO DO CAMPO, SANTO ANDRÉ, SÃO CAETANO DO SUL, DIADEMA, MAUÁ, RIBEIRÃO PIRES E RIO GRANDE DA SERRA, VIGÊNCIA DE 1º DE MAIO DE 2024 A 30 DE ABRIL DE 2025.
Informamos que o SindHosp firmou Termo de Aditamento à Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO DOS AUXILIARES DE ENFERMAGEM, TÉCNICOS DE ENFERMAGEM E DEMAIS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS PRIVADOS E FILANTRÓPICOS DE SAÚDE E EMPRESAS QUE PRESTAM SERVIÇOS DE SAÚDE, OSCIPS (ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO) DA ÁREA DA SAÚDE, OSS (ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DA ÁREA DA SAÚDE), FUNDAÇÕES PRIVADAS DA ÁREA DA SAÚDE E ATIVIDADES AFINS DE SÃO BERNARDO DO CAMPO, SANTO ANDRÉ, SÃO CAETANO DO SUL, DIADEMA, MAUÁ, RIBEIRÃO PIRES E RIO GRANDE DA SERRA, com vigência de 1º de maio de 2024 a 30 de abril de 2025.
Tratou-se de correção do prazo para compensação do feriado trabalhado em 12 de maio de 2024, conforme abaixo:
CLÁUSULA 61 – FERIADO PARA A CATEGORIA:
Será considerado feriado para a categoria o dia 12 de maio, data em que se comemorará o “Dia do Empregado em Estabelecimento de Serviços de Saúde”, na base territorial abrangida pelo Suscitante, resguardada a prestação de serviços, conforme escala prévia elaborada pela Administração da empresa, salvaguardando ao empregado que prestar serviço nesse dia o direito de compensação, ou de receber as horas trabalhadas como extras. As empresas que não concederem o feriado no dia 12 de maio deverão fazê-lo até 30.11.2024.
A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho e respectivo aditamento se encontram à disposição dos sócios e contribuintes no site do SINDHOSP, www.sindhosp.org.br ícone Jurídico/Convenções Coletivas.
São Paulo, 18 de junho de 2024
FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN DE ANDRADE PRESIDENTE
Base Territorial: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande Da Serra, Santo André, São Bernardo Do Campo E São Caetano Do Sul
O assunto inteligência artificial voltou a ser pauta em um evento do SindHosp. Desta vez, em um debate realizado em parceria com os grupos UpFlux e Vivhas. Moderado pela diretora executiva do Sindicato, Larissa Eloi, o workcafé UpFlux Health Care Day reuniu grandes personalidades da área da saúde para discutir o tema “Maximizando Resultados com a Inteligência Artificial” e apontar as aplicações de IA na gestão da saúde. Clique aqui para assistir à íntegra do evento, realizado na sede do SindHosp, com audiência híbrida.
Larissa Eloi, do SindHosp, abriu o debate: “Há uma evolução do uso da IA, estudos mostram que mais de 70% das empresas consideram usar a tecnologia em seus processos”. Jean Gorinchteyn, diretor técnico-científico da Fehoesp, foi o segundo a falar. Para ele, o uso da inteligência artificial atingiu um ponto sem volta. “A tecnologia já faz parte da nossa realidade, esse é um fato”, destacou Gorinchteyn. “Na área da saúde, o desafio dos gestores é usar a IA para incrementar a qualidade assistencial levando em conta dois clientes, o paciente e o profissional da saúde. É preciso considerar que existem muitos profissionais de saúde que não saem da faculdade idealmente qualificados para exercer sua função”.
Mendel Sanger, diretor de Tecnologia do Grupo Vivhas, acrescentou que a mineração de processos no âmbito da saúde ganhou consistência com o uso de algoritmos de inteligência artificial. “O desafio é combinar tecnologia e gestão”, destacou o executivo.
IA como sistema de apoio
O engenheiro Luiz De Luca, da De Luca Consultoria e Gerenciamento, apresentou o painel “Inovação e Transformação”. Segundo ele, a IA vai suprir muito trabalho manual desnecessário. “Mas os gestores têm de saber qual será sua aplicação. Em minha opinião, a inteligência artificial pode ser um sistema de apoio de decisão clínica fantástico, mas como sistema de apoio”, disse De Luca.
O engenheiro acredita que as áreas de humanas, exatas e biológicas vão se fundir cada vez mais. “O profissional de saúde vai precisar ter conhecimento técnico e comportamental para enfrentar os desafios de um ambiente digital. Nesse contexto de mudança tecnológica, os principais agentes transformadores serão as pessoas”, enfatizou Luiz De Luca.
O urologista Carlos Sacomani, coordenador médico de Inovação e Tecnologia do A.C. Camargo Cancer Center, que apresentou o painel “Transformando dados em resultados com IA e Process Mining”, é um exemplo dessa mudança de escopo do profissional de saúde. “Pertenço a uma nova categoria de médicos, que unem saúde e biologia com exatas e humanas, um médico dentro da tecnologia. Assim como temos engenheiros na saúde. Essa é uma tendência, de profissionais híbridos, com papel de conectores”, opinou Sacomani.
Mineração de processos
Para ele, apesar da democratização da inteligência artificial com o ChatGPT, os rituais da ciência, que exigem muita pesquisa, validação e comprovação, devem retardar o uso da IA no ambiente médico propriamente dito, a não ser como ferramenta de apoio. “Em compensação, terá um uso estratégico em tarefas administrativas, definição de modelos de gestão e mapeamento de processos, tendo impacto significativo tanto na linha de cuidado como no fluxo de caixa. Vemos um grande potencial da IA no que chamamos ‘mineração de processos’, em que analisamos as conformidades e não conformidades de todo o processo. Nesse caso, não adianta ter a ferramenta se não tiver um bom gestor para entender o que está havendo e tomar as decisões para mudar”, acrescentou Sacomani.
O diretor executivo da UpFlux, Alex Meincheim, que apresentou o “UpFlux Showcase”, acredita que a IA é fruto de uma “tempestade perfeita”. Em seu painel, ele disse que o aumento da capacidade computacional, a evolução das técnicas de IA e a digitalização de processos da saúde criaram um ambiente propício para a disseminação da nova tecnologia de algoritmos. “A complexidade das organizações esconde ineficiências que drenam performance de negócio, e a IA pode ser útil justamente fazendo a mineração de processos e identificando desperdícios associados à jornada do paciente”, afirmou Meincheim.
De acordo com o executivo da Upflux, as empresas de saúde podem entender seus processos perguntando aos dados, não mais às pessoas. “Para tanto, é preciso ter indicadores de desempenho, conhecimento de processos e ações para melhorar e controlar esses processos”, defendeu Meincheim. “O mais importante é conseguir agir antes de os problemas aparecerem, utilizando a tecnologia de fato, e de forma automatizada”.
Durante o debate final, Luiz De Luca chamou a atenção para o papel da área técnica: “Somos todos gestores do negócio, e não adianta tecnologia se o gestor não sabe tomar decisões”. Já Carlos Sacomani destacou que muitos profissionais saem da residência médica sem treinamento em IA: “É preciso inseri-los nessa realidade. A IA tem potencial para dar mais tempo para que o médico volte a ser médico, sendo o protagonista que sempre foi”. Por fim, Alex Meicheim sustentou que a tecnologia não pode ser usada apenas para “apagar incêndios”. “As organizações têm de agir de forma proativa, sempre escoradas no tripé tecnologia, processos e pessoas”.
Os brasileiros ainda acompanham, atônitos, à tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul (RS). Em meio ao caos, movimentos de solidariedade se espalham pelo país, angariando água potável, roupas, alimentos, remédios, produtos de limpeza e recursos financeiros. Alguns se tornam voluntários, prestando ajuda humanitária in loco. Lamentavelmente, enquanto alguns arregaçam as mangas, muitos, sentados nos sofás confortáveis de seus lares, espalham notícias falsas pelas redes sociais, dificultando esse trabalho. Em uma missão, chamada “Querência Amada”, o SindHosp, a Viveo e os hospitais do Coração (HCor) e Osvaldo Cruz angariaram mais de 80 toneladas de produtos em prol do povo gaúcho. Como sempre, temos o livre arbítrio de decidir de que lado desejamos estar.
O fato é que nossas decisões pessoais, profissionais e políticas têm impacto direto sobre o sistema e a saúde das pessoas. As tristes enchentes no RS são consequência direta de uma das maiores ameaças à saúde global do século XXI, que são as mudanças climáticas. Desde 1950, o número de enchentes ao redor do mundo aumentou 15 vezes, eventos de temperaturas extremas aumentaram 20 vezes e os incêndios se tornaram sete vezes mais frequentes. Alguns podem estar se questionando: o que isso tem a ver com a saúde?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 2030 e 2050, as mudanças climáticas devem causar aproximadamente 250 mil mortes adicionais por ano, provocadas principalmente por desnutrição, malária, diarreia, hepatite A, leptospirose e outras doenças infecciosas. Isso sem contar a insegurança alimentar, que tem impacto direto sobre a qualidade de vida, e as consequências para a saúde mental, com o aumento de distúrbios como ansiedade e depressão.
Como profissionais e lideranças do setor temos o compromisso ético de falar sobre o assunto e conclamar que os governos assumam suas responsabilidades e adotem medidas, por exemplo, que melhorem o uso do solo, reduzam a pobreza, estabeleçam códigos de construção mais consistentes e sustentáveis e protejam os ecossistemas. Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) fez outro alerta, lembrando que o desmatamento tem reflexo direto também no surgimento de novas pandemias.
Precisamos entender, definitivamente, que é dever de cada um de nós cuidar de nosso planeta e exigir que esse cuidado encontre eco nas leis e fiscalizações, poupando vidas e recursos financeiros. Somente assim conseguiremos minimizar os efeitos das mudanças climáticas e planejar a construção de um futuro mais sustentável.
Francisco Balestrin
Presidente do SindHop
Artigo publicado na edição de maio/2024 da revista Labor News. Clique aqui e leia a publicação na ínregra
O engenheiro eletrônico José Cechin teve uma participação decisiva nos rumos macroeconômicos do Brasil ao participar da formulação do Plano Real e da Reforma da Previdência, ainda nos anos 1990. Hoje, o ex-ministro da Previdência Social é superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Complementar (IESS), entidade que ajudou a criar em 2006 e se tornou referência para as operadoras de planos de saúde. Ele participou do videocast “Papo da Saúde” e falou sobre os desafios do setor em entrevista a Francisco Balestrin, presidente da Fehoesp e do SindHosp, e Luiz Fernando Ferrari Neto, presidente do Conselho Fiscal do SindHosp. Clique aqui para assistir à íntegra da conversa.
Estudos de Saúde Suplementar
Formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e com mestrado na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, Cechin explica que o IESS tem por objetivo promover e realizar estudos de aspectos conceituais e técnicos que sirvam de embasamento para implementação de políticas e introdução de melhores práticas voltadas para a saúde suplementar. “Nosso papel é ajudar a aperfeiçoar o sistema de saúde suplementar. O sistema tem de ser equilibrado, voltado não só para as pessoas, mas, também, permitindo os negócios. É preciso que haja sustentabilidade financeira”, opinou José Cechin.
O entrevistado do Papo da Saúde explicou que o IESS não é a linha de frente das operadoras de planos de saúde, como ocorre com outras entidades. “Na verdade, ficamos na retaguarda, fornecendo insumos, análises e avaliações. A ideia é que as operadoras tenham um diálogo mais fluido e aperfeiçoem sua atuação”, revelou Cechin. “Além disso, é difícil de se entender o funcionamento de um plano de saúde. Por isso também temos uma atuação na área da comunicação social, procurando explicar a lógica do mutualismo e as questões que envolvem as relações com os beneficiários”.
Espectro autista e desperdício
Durante o bate-papo, José Cechin abordou a polêmica em torno de pessoas com espectro autista envolvendo os planos de saúde. Segundo ele, houve um mal-entendido ao se tratar do tema. “Muitos consideraram que o setor de saúde suplementar estaria buscando formas de não dar a atenção necessária para as pessoas com espectro autista. Mas não era essa a intenção, nem a discussão”, ponderou Cechin. “O que aconteceu é que houve uma explosão de casos de transtornos mentais, sobretudo durante a pandemia, incluindo os de pessoas com espectro autista, e identificamos um aumento expressivo de atendimentos de profissionais de nível superior não médicos. Para se ter uma ideia, o número de diagnósticos cresceu exponencialmente nos últimos anos e registramos casos em que uma criança permanecia em terapia 60 horas por semana, o que representa um custo alto para o sistema. A discussão sempre foi sobre a real necessidade terapêutica dos pacientes, procurando evitar abusos, fraudes e desperdícios”.
Para o executivo do IESS, o debate em torno de desperdícios é complexo, uma vez que as opiniões médicas podem variar diante de um mesmo caso e é bastante difícil predizer um desfecho com plena segurança. “É diferente das fraudes, que são condenáveis, mesmo que existam inúmeras modalidades. Como julgar se um exame não é necessário? É muito difícil tipificar desperdício. Sabe-se que existe, sabe-se que é volumoso, mas como resolver isso? Talvez a inteligência artificial ajude, não dando respostas, mas sendo um poderoso instrumento para os profissionais, formulando hipóteses, estabelecendo conexões ou sugerindo alternativas”, sustentou José Cechin.
FIRMADA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO COM O SINDICATO DOS AUXILIARES DE ENFERMAGEM, TÉCNICOS DE ENFERMAGEM E DEMAIS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS PRIVADOS E FILANTRÓPICOS DE SAÚDE E EMPRESAS QUE PRESTAM SERVIÇOS DE SAÚDE, OSCIPS (ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO) DA ÁREA DA SAÚDE, OSS (ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DA ÁREA DA SAÚDE), FUNDAÇÕES PRIVADAS DA ÁREA DA SAÚDE E ATIVIDADES AFINS DE SÃO BERNARDO DO CAMPO, SANTO ANDRÉ, SÃO CAETANO DO SUL, DIADEMA, MAUÁ, RIBEIRÃO PIRES E RIO GRANDE DA SERRA, VIGÊNCIA DE 1º DE MAIO DE 2024 A 30 DE ABRIL DE 2025.
Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO DOS AUXILIARES DE ENFERMAGEM, TÉCNICOS DE ENFERMAGEM E DEMAIS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS PRIVADOS E FILANTRÓPICOS DE SAÚDE E EMPRESAS QUE PRESTAM SERVIÇOS DE SAÚDE, OSCIPS (ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO) DA ÁREA DA SAÚDE, OSS (ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DA ÁREA DA SAÚDE), FUNDAÇÕES PRIVADAS DA ÁREA DA SAÚDE E ATIVIDADES AFINS DE SÃO BERNARDO DO CAMPO, SANTO ANDRÉ, SÃO CAETANO DO SUL, DIADEMA, MAUÁ, RIBEIRÃO PIRES E RIO GRANDE DA SERRA, com vigência de 1º de maio de 2024 a 30 de abril de 2025.
A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e contribuintes no site do SINDHOSP, o www.sindhosp.org.br, ícone Jurídico/Convenções Coletivas.
São Paulo, 3 de junho de 2024.
FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN DE ANDRADE PRESIDENTE
Base Territorial: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande Da Serra, Santo André, São Bernardo Do Campo E São Caetano Do Sul
No quarto episódio da série “Especial – Legados na Saúde”, o videocast Papo da Saúde recebeu o médico sanitarista Arthur Chioro na sede do SindHosp, em São Paulo. Ministro da Saúde entre 2014 e 2015, durante o governo Dilma Rousseff, o convidado do programa foi entrevistado por Francisco Balestrin, presidente da Fehoesp e do SindHosp, e Ruy Baumer, vice-presidente da ComSaude FIESP. Arthur Chioro falou sobre sua trajetória profissional até se tornar Ministério da Saúde e destacou os desafios políticos ao lidar com a saúde pública no Brasil. A íntegra da entrevista pode ser vista no canal oficial do SindHosp no YouTub, clique aqui para assistir.
Natural de Santos, no Litoral Sul de São Paulo, Arthur Chioro se graduou em Medicina pela Fundação Educacional Serra dos Órgãos, em 1986, com Residência em Medicina Preventiva e Social pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em 1988, antes de se tornar Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Doutor em Ciências pelo Programa de Saúde Coletiva da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), ambos em 2011. Como político, ele foi secretário municipal de saúde de São Vicente (1993-1996) e São Bernardo do Campo (2009-2014), além de presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP) por três mandatos e diretor do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde (2003-2005).
Saúde pública
“Sempre quis trabalhar com a saúde pública. Eu queria ser um sanitarista. Era uma decisão que foi amadurecendo ao longo da minha trajetória. Sempre gostei de clínica. Cheguei a dar plantão em terapia intensiva. Dei plantão minha vida inteira. Sou médico plantonista até hoje na área de controle de intoxicações e mantive sempre um pezinho para não perder a dimensão da clínica”, revelou o entrevistado. “Mas a minha paixão sempre foi a saúde pública e eu fiz uma opção de me especializar na área da saúde, da medicina preventiva, na área da saúde coletiva, na área de política, planejamento e gestão. Então, já no meu R2, queria trabalhar com administração em planejamento de saúde”.
Arthur Chioro teve experiências em secretarias de Saúde de Botucatu, Santos e São Vicente e explicou o que novos secretários terão de fazer para garantir uma boa gestão. “A primeira coisa é entender que ser gestor no município significa assumir uma função que tem uma dupla dimensão. A dimensão política. O secretário representa o prefeito, e representa um projeto político específico”, enfatizou o ex-ministro. “Mas tem uma dimensão indissociável, que é técnica. Ele representa aquele município nas instâncias do SUS, junto a outros secretários, ao Ministério da Saúde e à Câmara de Vereadores. E precisa colocar em prática os princípios constitucionais que o SUS defende. Ou seja, não basta ser um excelente vereador, um ótimo cirurgião, um enfermeiro muito querido na cidade… é preciso compreender toda complexa dinâmica de gestão do Sistema Único de Saúde”.
Regionalização
“Mais de 70% dos municípios têm menos de 20 mil habitantes, ou seja, não conseguem oferecer um cuidado integral a seus moradores”
Arthur Chioro
O médico Arthur Chioro chama a atenção para o fato de que mais de 70% dos municípios têm menos de 20 mil habitantes, ou seja, não conseguem oferecer um cuidado integral a seus moradores. “Então, ser secretário municipal é o tempo inteiro costurar, fazer política com as diferentes instâncias do poder, administrar o conjunto de trabalhadores e trabalhadoras, tanto aqueles que fazem parte da rede básica como os que pertencem à rede hospitalar, ao setor especializado e à vigilância, incluindo a gestão financeira e investimento em capacitação técnica”, ressalta Chioro.
Para o entrevistado do “Papo da Saúde”, o conceito de regionalização ganha força no Brasil, prevendo que o conjunto dos serviços de saúde possa ser expandido para uma área composta por vários municípios e, não, tudo em uma mesma cidade. “É um conceito da Constituição. Não há no mundo um sistema de saúde que garanta tudo num único local. Itália, Reino Unido, França, Portugal, Canadá, países escandinavos… todos estes países trabalham com a dimensão de regionalização, que nem é uma ideia nova”, sustenta Arthur Chioro.
O livro “Vírus Mortal: Os Hospitais Privados Paulistas, o SindHosp e a Pandemia da Covid-19”, que teve seu pré-lançamento durante evento em homenagem ao SindHosp na Câmara Municipal de São Paulo em março passado, foi lançado oficialmente durante a feira Hospotalar 2024. “Durante a pandemia, o Sindicato foi protagonista de um projeto inédito de comunicação e utilidade pública ao trazer dados e pesquisas sobre a situação da Covid-19 nos hospitais privados paulistas, com informações fidedignas para a opinião pública, gestores da saúde e autoridades. As pesquisas indicaram o caminho da pandemia, apontando problemas e soluções”, afirma o presidente do SindHosp, Francisco Balestrin.
O lançamento aconteceu no dia 21 de maio, após a abertura oficial da feira, durante almoço. Além do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e da presidente da Hospitralar, Waleska Santos, participaram da cerimônia representantes de diversas entidades da saúde e autoridades. “Mesmo sendo o maior sindicato patronal da saúde na América Latina e com mais de oito décadas de experiência, o SindHosp, com o advento da pandemia, também se deparou com uma crise de proporções inimagináveis e desafios até então inéditos”, lembrou Balestrin.
Os 30 levantamentos realizados pelo SindHosp entre 2020-2022 sobre a situação da Covid-19 nos hospitais privados paulistas dão sustentação à obra e permitem acompanhar, por exemplo, as curvas ascendentes e descendentes das taxas de ocupação dos leitos clínicos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), do tempo médio de internação, faixa etária dos internados, problemas paralelos vivenciados pelas instituições hospitalares, entre outros indicadores.
O livro relata a trajetória e as iniciativas de uma entidade sindical durante a pior crise sanitária em 120 anos. Além dos resultados e gráficos comparativos das pesquisas realizadas pelo SindHosp ao longo da pandemia, ele traz um raio X da crise, como sua evolução e involução, a situação da assistência hospitalar no início do surto, o papel dos hospitais de campanha, o represamento assistencial, o desenvolvimento das vacinas, os impactos sociais e econômicos, detalha a Proposta Saúde São Paulo e mostra a importância dos movimentos solidários que fizeram a diferença em prol da população mais vulnerável.
A obra traz depoimentos de algumas personalidades, como do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; do ex-ministro da Saúde, Arthur Chioro; do presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), César Eduardo Fernandes; da pesquisadora e membro da Academia Nacional de Medicina, Margareth Pretti Dalcolmo; da diretora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Eloisa Bonfá; e do CEO da Rede D’Or, Paulo Moll.
Entre os objetivos do SindHosp com a publicação destacam-se: contribuir para que os problemas do SUS e do complexo produtivo e econômico da saúde durante a crise sanitária não sejam esquecidos; fomentar discussões para a busca de soluções definitivas para questões estruturais do sistema de saúde brasileiro (incluindo o setor suplementar); estimular as pesquisas nacionais; e promover o desenvolvimento do parque industrial e tecnológico do país, através de políticas públicas que insiram o setor saúde em uma agenda de desenvolvimento econômico e social.
Clique aqui e adquira o livro “Vírus Mortal: Os Hospitais Privados Paulistas, o SindHosp e a Pandemia da Covid-19”.