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Ana Paula

Lottenberg assume cadeira na Academia de Medicina de SP

O presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Claudio Lottenberg, foi nomeado para a cadeira de número 60 da Academia de Medicina de São Paulo. 
 
A Academia, entre outros objetivos, realiza eventos científicos e promove e dissemina a atualização dos médicos.
 
Claudio assume a cadeira cujo patrono é Líbero Badaró, que foi médico e jornalista, defensor da liberdade de imprensa e de expressão.
 
A posse aconteceu em 2 de outubro, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM).
 

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SINDHOSP visita associados de São José do Rio Preto

O coordenador da regional São José do Rio Preto do SINDHOSP, Jeová Alves Santos, e o gerente de operações regionais da FEHOESP, Erik von Eye, visitaram, em 30 de setembro, o Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC) e o Laborclin, empresas que são referência na saúde da cidade do interior de São Paulo.

A administradora-geral do IMC e do Hospital do Coração Devany Lopes e o médico José Dalmo de Araújo, diretor-superintendente da entidade, explicaram que, apesar da crise, foram feitos investimentos de mais de R$ 1 milhão em equipamentos.

Devany também citou a recente contratação de mais funcionários para integrar o quadro da unidade de saúde. “Hoje temos 320 funcionários em todas as áreas”, comemora.

“Também criamos o Núcleo de Segurança do Paciente e a Equipe de Qualidade Multidisciplinar”, completou o diretor-superintendente, mostrando-se preocupado com investimentos que trarão ainda mais segurança e melhorias para os pacientes.

Na visita ao Laborclin – Laboratório de Análises Clínicas e Anatomia Patológica, von Eye foi recebido pelo diretor administrativo Daher Nassib, pela diretora de Recursos Humanos, Flávia Daher, e pela diretora de faturamento, Célia Furquim.

“Adquirimos recentemente um novo equipamento, o Cobas E601, da Roche, que vai trazer ainda mais rapidez e segurança aos pacientes”, explica Nassib. Este equipamento realiza diversos tipos de análise de sangue com precisão, e permite que os médicos acompanharem on-line dos resultados dos exames.

O diretor administrativo chamou atenção para um conhecido problema dos laboratórios clínicos e entidades filantrópicas: a Tabela SUS, que não é reajustada há mais de 20 anos. “Atualmente a tabela SUS responde por 20% do faturamento, mas o custo dela é de 80%”, afirmou.

A defasagem da Tabela impõe déficit em mais de dois mil procedimentos de exames laboratoriais, dos quais apenas três ou quatro foram reajustados nos últimos anos, segundo dados do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC).

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Comissão de Qualidade se reúne no ABC

Em 25 de setembro, o grupo formado por gestores de Clínicas do ABC se reuniu na regional de Santo André do SINDHOSP, para debater aspectos relacionados à qualidade dos estabelecimentos. 
 
Criado há 3 anos, o grupo se reúne mensalmente para trocar experiências e pensar em ações que viabilizem melhorias. Uma das ideias é promover, até o final do ano, um grupo volante que visite as clínicas, mediante agendamento prévio, a fim de atuar como uma comissão de aconselhamento. 
 
Adepto da primeira turma do Projeto Bússola, o Centro de Oncologia do ABC é um dos membros da Comissão de Qualidade, e tem levado seu aprendizado para os demais. “Estou apaixonada pelo projeto, porque temos aprendido muito. Uma das maiores dificuldades, é claro, foi a mudança de cultura dos colaboradores. Mas no final do ano faremos um seminário interno, para resumir os conhecimentos adquiridos com o Bússola até aqui, e todos vocês estão convidados”, afirmou Dayane Rabello, responsável pelo setor de Qualidade do Centro de Oncologia. 
 
Na opinião de Thelma Coary de Iracema Gomes Cubero (na foto ao lado), administradora do Centro e que contratou Dayane, a aceitação de uma nova liderança, por parte dos colaboradores, é a primeira dificuldade. “Às vezes não é nem a rotina, mas a figura da pessoa que entrou. E se as pessoas, responsáveis pelas rotinas, não aceitam esta liderança, não sai nada”, considerou.
 
O projeto Bússola foi lançado no final do ano passado, pelo SINDHOSP e pela FEHOESP, com o objetivo de facilitar às clínicas de serviços de saúde a obtenção da acreditação, certificação de qualidade concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Atualmente nove clínicas participam do programa, entre elas o Centro de Oncologia do ABC.
 
Segundo o gerente de Operações Regionais da FEHOESP, Erik Von Eye, o lançamento da segunda etapa do Projeto deverá ampliar o escopo. “Devemos abraçar mais especialidades, incluindo diagnósticos por imagem”, disse, durante a reunião. 

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Sírio-Libanês promove ações de prevenção ao câncer de mama

No mês em que o mundo inteiro se volta para a conscientização e combate ao câncer de mama, o Hospital Sírio-Libanês promove ações com o objetivo de engajar funcionários e pacientes ao Outubro Rosa. As unidades do hospital na Bela Vista e Itaim, em São Paulo, e Brasília serão iluminadas com a cor rosa, marca da campanha. 
 
O objetivo do projeto é reforçar o papel de cada indivíduo como disseminador de informações sobre prevenção e cuidados para um diagnóstico precoce da doença.
 
Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada tardiamente. Todos os anos cerca de 13.200 mil mulheres morrem em decorrência da doença no país. O Inca também estima que em 2014 sejam registrados 57 mil novos casos de câncer de mama no Brasil.
 
Durante todo o mês, o hospital visa impactar e motivar o maior número possível de pessoas direta e indiretamente. Os canais institucionais online serão utilizados para a veiculação de informações sobre a doença, a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Também serão distribuídos marcadores de páginas com laços cor-de-rosa, que é o símbolo da campanha, para os 5.600 colaboradores. Camisetas e pins serão vendidos na loja dos voluntários do Hospital, com a arrecadação revertida para o projeto Florescer, atividade de responsabilidade social desenvolvida pelo Hospital para recuperação da qualidade de vida das pacientes tratadas.
 
De acordo com o mastologista Alfredo Barros, coordenador do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio-Libanês, a divulgação promovida pelo Outubro Rosa é importante porque 97% dos casos diagnosticados precocemente, por meio da mamografia, têm cura. “Toda mulher, a partir dos 40 anos, deve realizar mamografia anualmente. É fundamental, que as mulheres solicitem aos seus médicos a prescrição do exame”, diz o especialista. O médico ressalta que o comprometimento estético das mamas é menor se a doença for diagnosticada e tratada precocemente.
 
Previna e Cuida de Você
Pensando no bem-estar de aproximadamente 3.600 colaboradoras, o Hospital Sírio-Libanês criou dois projetos específicos. O Projeto Previna tem por objetivo estimular a realização de mamografias no Centro de Diagnósticos do próprio Hospital e Unidades, contribuindo para a prevenção do câncer de mama entre as mulheres que trabalham na instituição. Com o pedido médico, elas procuram o setor de Qualidade de Vida dos colaboradores onde será agendado o exame nas unidades Bela Vista e Itaim. Nos primeiros seis meses de funcionamento, 20 colaboradoras aderiram à iniciativa.
 
Já o projeto HSL Cuida de Você foi desenvolvido para dar seguimento ao projeto Previna, com o acolhimento daquelas colaboradoras que tenham detectado alterações malignas na mamografia. Neste caso, é oferecido tratamento clínico, cirúrgico, quimioterápico e/ou radioterápico, conforme indicação de médico do próprio corpo clínico do hospital, sem ônus para a colaboradora. Nos primeiros seis meses de funcionamento, dois casos já foram acolhidos e tratados integralmente pelo programa.
 
Na área de responsabilidade social, o Núcleo de Mastologia do Ambulatório de Filantropia do HSL usa toda a sua expertise na prevenção e tratamento de câncer de mama a mulheres que já têm a doença ou possuem potencial para desenvolvê-la, encaminhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Núcleo realiza cirurgias de reconstrução de mama no mesmo procedimento cirúrgico da mastectomia, em 95% dos casos atendidos. Até hoje, o programa já realizou cirurgias gratuitamente para mais de 1.700 pacientes referenciadas pela rede pública de saúde. Só no ano de 2013 foram 6.578 consultas e 276 cirurgias.
 

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Abimed recebe Dirceu Barbano em São Paulo

Às vésperas de deixar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o diretor presidente do órgão, Dirceu Barbano, reuniu-se com representantes do setor de produtos para a saúde, em 24 de setembro, em São Paulo, em evento promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed).
 
Barbano, que deixa o cargo em outubro depois de permanecer por seis anos na agência (desde abril de 2011 como presidente), fez um balanço da atuação da Anvisa e apresentou sua visão de futuro para a área regulatória no Brasil. Ainda recebeu uma placa da Abimed, em homenagem aos seus serviços prestados à frente da agência.
 
Segundo ele, o fortalecimento institucional da agência só foi possível graças à implantação do Planejamento Estratégico, que possibilitou nova estrutura organizacional e novo regimento interno. “Ganhamos transparência, diálogo e estabilidade. E só se fortalece uma organização se se possui estabilidade do ponto de vista de direção e no processo de decisão”.
 
Alguns resultados práticos foram o sistema eletrônico de consultas públicas, a prestação de contas no Congresso Nacional, a fila pública de processos, a implantação da TV Anvisa, entre outros.   
 
Segundo o presidente do Conselho de Administração da Abimed, Fabrício Campolina, por ser fortemente regulado, o setor de produtos para a saúde precisa manter um estreito diálogo com a agência – o que foi uma marca da atual gestão. “O objetivo da Abimed é construir uma agenda positiva com a Anvisa, que garanta um ambiente regulatório saudável e a busca conjunta de soluções para problemas que, se não forem bem equacionados, podem engessar o setor”, afirmou.
 
Na foto, da esquerda para a direita: o diretor da FEHOESP e do SINDHOSP, Luiz Fernando Ferrari Neto, Dirceu Barbano e José Carlos Barbério, diretor da FEHOESP, do SINDHOSP e presidente do IEPAS. 

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Com ilustrações e curiosidades, livro ensina microbiologia para crianças

Apresentar aspectos da Microbiologia de uma forma simples e didática para crianças. Esta é a proposta do livro “Pai, o que é micróbio”, de autoria de Flavio Alterthum, com a colaboração de Telma Alves Monezi.
 
Voltado para o público a partir dos sete anos de idade, o volume faz parte da série “Você sabia?” da editora Atheneu, e apresenta aos pequenos o mundo dos micróbios, bactérias, fungos e vírus, além de suas relações com os demais seres e com a própria natureza.
 
Totalmente ilustrado, a obra destaca, por exemplo, o início da vida na Terra há 3,6 bilhões de anos, com os primeiros micróbios ou micro-organismos, e como eles estão presentes em todos os lugares que conhecemos. Demonstra também que uma parte deles pode nos causar doenças, mas que a sua maioria nos é benéfica e necessária – muitos deles, por exemplo, convivem no interior do nosso corpo e em animais, trazendo diversos benefícios.
 
A ideia do livro surgiu quando o professor Alterthum ainda tinha suas filhas pequenas, e elas costumavam ouvir uma música em que o cantor, com uma voz estridente, fazia a pergunta: “o que é bacilo?”. “Escolhi algumas características dos micróbios para que pudessem servir de base para a divulgação da microbiologia não só para crianças, mas também para que adolescentes e adultos possam perceber que a ‘vida oculta’ de seres não visíveis a olho nu existe, é pulsante, importante e indispensável para nós”, explicou na apresentação do livro.
 
Enfim, “Pai, o que é micróbio” tem a proposta de introduzir a Ciência aos mais novos, mas acaba por também cativar e ensinar a família inteira. Mais do que isso, é uma obra indicada para todos, já que falar sobre saúde é sempre importante em qualquer lugar.
 
Os autores
Doutor, livre-docente e professor titular aposentado da Universidade de São Paulo (USP), Flavio Alterthum é também coautor de um dos mais conhecidos livros da área utilizados nas universidades brasileiras, chamado Microbiologia.
 
Telma Alves Monezi, coautora e responsável pelo conteúdo lúdico do livro, é bióloga, mestre em Microbiologia pela USP e virologista do Departamento de Microbiologia da instituição.
 
 
Saiba mais:
 
Título: Pai, o que é micróbio?
Autores: Flavio Alterthum e Telma Alves Monezi
Páginas: 64 pgs
Edição: 2ª Edição
Ano de lançamento: 2012

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Microbiologia para crianças

Apresentar aspectos da Microbiologia de uma forma simples e didática para crianças. Esta é a proposta do livro “Pai, o que é micróbio”, de autoria de Flavio Alterthum, com a colaboração de Telma Alves Monezi.

Voltado para o público a partir dos sete anos de idade, o volume faz parte da série “Você sabia?” da editora Atheneu, e apresenta aos pequenos o mundo dos micróbios, bactérias, fungos e vírus, além de suas relações com os demais seres e com a própria natureza.

Totalmente ilustrado, a obra destaca, por exemplo, o início da vida na Terra há 3,6 bilhões de anos, com os primeiros micróbios ou micro-organismos, e como eles estão presentes em todos os lugares que conhecemos. Demonstra também que uma parte deles pode nos causar doenças, mas que a sua maioria nos é benéfica e necessária – muitos deles, por exemplo, convivem no interior do nosso corpo e em animais, trazendo diversos benefícios.

A ideia do livro surgiu quando o professor Alterthum ainda tinha suas filhas pequenas, e elas costumavam ouvir uma música em que o cantor, com uma voz estridente, fazia a pergunta: “o que é bacilo?”. “Escolhi algumas características dos micróbios para que pudessem servir de base para a divulgação da microbiologia não só para crianças, mas também para que adolescentes e adultos possam perceber que a ‘vida oculta’ de seres não visíveis a olho nu existe, é pulsante, importante e indispensável para nós”, explicou na apresentação do livro.

Enfim, “Pai, o que é micróbio” tem a proposta de introduzir a Ciência aos mais novos, mas acaba por também cativar e ensinar a família inteira. Mais do que isso, é uma obra indicada para todos, já que falar sobre saúde é sempre importante em qualquer lugar.

Os autores
Doutor, livre-docente e professor titular aposentado da Universidade de São Paulo (USP), Flavio Alterthum é também coautor de um dos mais conhecidos livros da área utilizados nas universidades brasileiras, chamado Microbiologia.

Telma Alves Monezi, coautora e responsável pelo conteúdo lúdico do livro, é bióloga, mestre em Microbiologia pela USP e virologista do Departamento de Microbiologia da instituição.

Saiba mais:

Título: Pai, o que é micróbio?
Autores: Flavio Alterthum e Telma Alves Monezi
Páginas: 64 pgs
Edição: 2ª Edição
Ano de lançamento: 2012
 

 

Fonte: Comunicação FEHOESP

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SINDHOSP recebe visita de Paulo Frange

O vereador licenciado e candidato a deputado federal pelo PTB, Paulo Frange, visitou, na manhã de 26 de setembro, as dependências do SINDHOSP para um encontro com os colaboradores do sindicato, da FEHOESP e do IEPAS.

O evento também contou com a presença de Yussif Ali Mere Jr, presidente do SINDHOSP e da federação; Luiz Fernando Ferrari Neto, diretor das entidades; e Marcelo Gratão, gestor do IEPAS. Durante a conversa, foram abordados os principais problemas da saúde no Estado de São Paulo, além de desafios e oportunidades para o setor nos próximos anos. 

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Anvisa faz parceira para reduzir prazo de registro de produtos médicos

Um acordo de auditoria única para atestar o sistema de qualidade das fábricas de produtos para a saúde firmado por agências reguladoras do Brasil, Estados Unidos, Canadá e Austrália é a aposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para reduzir os prazos de registro de produtos médicos e acelerar o acesso da população a novas tecnologias – o principal gargalo do setor segundo a Abimed Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed). 
 
De acordo com o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, o acordo vai possibilitar que, em vez de ser vistoriado por agências reguladoras de vários países, o sistema de qualidade de um fabricante de dispositivos médicos seja submetido a uma auditoria única, efetuada por organismos credenciados, que satisfaça os requisitos das autoridades regulatórias dos quatro países participantes. 
 
Barbano, que participou no dia 24 de setembro de encontro com empresários do setor de produtos para a saúde promovido pela Abimed, disse que a parceria, – denominada Programa de Auditoria Única em Dispositivos Médicos (Medical Device Single Audit Program – MDSAP) – começou a ser testada em janeiro deste ano por meio de um projeto-piloto que está em curso.  
 
Para o presidente-executivo da Abimed, Carlos Goulart, o programa ajudará a resolver o principal problema enfrentado hoje pelo setor de produtos para a saúde, que é a demora para certificação de boas práticas de fabricação e, consequentemente, para registro e comercialização de dispositivos médicos no país. 
 
“Atualmente, a espera pela auditoria e registro de novos produtos está ao redor de um ano. Já houve momentos em que a demora chegou a três anos. Embora o projeto-piloto deva ser concluído em dezembro do próximo ano e o acordo entre em regime de pleno funcionamento no país somente em 2016, não há dúvidas de que se trata de um grande avanço”, avalia Goulart.
 

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ANS discute lei que exige contratos entre OPS e prestadores

As discussões sobre a regulamentação da lei 13.003/14, que torna obrigatória a existência de contratos escritos entre operadoras (OPS) e seus prestadores, foram iniciadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), nessa quinta-feira (25/9). Em reunião com um Grupo de Trabalho (GT), que reuniu os interessados no assunto, a ANS apresentou os pontos da lei que precisam ser esclarecidos e ouviu sugestões dos participantes. 
 
A lei 13.003/14, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, diz que “a inclusão de qualquer prestador de serviço como contratado (…) implica compromisso com os consumidores” e, por isso, permite a substituição de prestadores no plano desde que seja por prestador equivalente e que o usuário seja comunicado da mudança com 30 dias de antecedência. 
 
O texto também prevê a regulação das condições de prestação de serviço por meio de contrato escrito entre operadoras e prestadores. O instrumento jurídico deve trazer a definição dos serviços contratados, bem como seus valores, critérios, forma e periodicidade de reajuste, que deve ser anual, realizada no prazo improrrogável de 90 dias, a contar do início de cada ano-calendário. 
 
A novidade da lei é estabelecer que, em caso de não haver acordo entre as partes nas negociações de reajuste, a ANS ficará responsável por definir o índice de aumento.
 
O objeto de discussão do GT do órgão regulador é como essas questões serão tratadas e operacionalizadas. Coordenado pela diretora de Desenvolvimento Setorial, Martha Oliveira, o grupo definiu alguns pontos para discussão: se os contratos que já existem entre operadoras e prestadores precisam ser adaptados à nova regra; qual a equivalência para a substituição de prestadores; como será feita a comunicação com os usuários quando houver substituição de prestador; como cada item que deve ser abordado pelo contrato será estabelecido; a definição do ano/calendário; quando o índice proposto pela ANS será utilizado; e como definir esse índice.
 
Questiona-se, ainda, quem vai fiscalizar a existência dos contratos e os descumprimentos das cláusulas. “Precisamos verificar o que a Lei define como responsabilidade da ANS e o que não. Porque se, por exemplo, uma operadora descumpre sua parte, a agência pode notificá-la, mas se um prestador descumpre o contrato, a lei não dá a ANS poderes para fiscalizá-los. E é isso que precisamos definir como será feito”, explicou Martha Oliveira.
 
A resolução normativa (RN) também vai prever as penalidades que couber, como a ausência do contrato mesmo após o término do prazo. O contrato em si também deve definir as penalidades para o descumprimento das obrigações de cada uma das partes.
 
A contratualização não é assunto novo para a ANS. Há normas da agência que já estabeleciam regras para a questão, como as RNs 42, 54, 71, 241 e a instrução normativa (IN) 49. De acordo com a diretora, todas essas normas que já tratam do assunto serão consolidadas na nova RN, complementando o que faltar. “A lei reforça o que já vínhamos trabalhando e favorece para que os contratos aconteçam, porque muitos prestadores ainda não possuem um instrumento jurídico junto às operadoras”.
 
Um dos pontos mais polêmicos, a definição de um índice de reajuste pela ANS, será tema específico de uma das próximas reuniões do GT. Martha Oliveira explicou que é preciso discutir os critérios para formação desse índice, quando ele será aplicado e se haverá um prazo para a negociação entre as partes, antes que a ANS se pronuncie. 
 
O GT terá mais três encontros para discutir essas questões e finalizar os trabalhos com uma minuta para a RN. A lei 13.003/14 entra em vigor no dia 24 de dezembro, mas o ideal é que a regulamentação esteja pronta antes disso. Por isso, a ANS vai reunir o GT nos dias: 
 
17 de outubro, quando serão detalhados os pontos apresentados no primeiro encontro;
 
4 de novembro, que vai discutir o índice de reajuste; e
 
11 de novembro, quando será apresentada e discutida a minuta de regulamentação.
 
Quem quiser participar das discussões da próxima reunião, pode enviar sugestões para lei13003@ans.gov.br, até o dia 10 de outubro.
 

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