Sindhosp

Josiane Mota

Demissão de menor só é válido com assistência de representante legal

Pedido de demissão de trabalhador menor de 18 anos demanda a assistência de seu representante – pais ou responsável – para ser considerado legal. Com este argumento, a Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) negou recurso de uma empresa contra sentença de primeiro grau que declarou nulo documento de pedido de demissão feito por uma menor, reconhecendo a dispensa imotivada da trabalhadora.

Na ação trabalhista, distribuída à 4ª Vara do Trabalho de Taguatinga, a jovem revela que foi admitida em julho de 2013 como balconista, e dispensada em novembro do mesmo ano, por ter faltado dois dias consecutivos. Disse, ainda, que na data da dispensa estaria grávida. Com esses argumentos, pleiteou sua reintegração à função, em razão da estabilidade garantida à gestante, ou o pagamento de indenização substitutiva, com as consequentes verbas trabalhistas e rescisórias.

A empresa se defendeu, alegando que a dispensa se deu a pedido da própria trabalhadora e que foram pagas todas as verbas rescisórias. Disse, ainda, que não tinha conhecimento do estado de gravidez da trabalhadora quando do pedido de demissão. Por fim, frisou que apesar de ter 16 anos à época, a balconista estava na mais perfeita ordem mental e intelectual, tendo praticado ato legalmente válido.

A juíza de primeiro grau acolheu em parte os pedidos da menor, por reconhecer a nulidade do pedido de demissão feito sem a assistência de representantes legais. De acordo com a magistrada, não há nos autos comprovação de emancipação da reclamante. Não é o mero e precário emprego de balconista que vai possibilitar ao menor adquirir independência econômica prevista no artigo 5º (inciso V) do Código Civil, frisou. Assim, para validade do pedido de demissão, seria necessária a assistência dos representantes legais (pais ou responsáveis).

Com esse argumento, a juíza deferiu os pedidos de saldo de salário, aviso prévio indenizado, férias proporcionais com acréscimo de um terço, 13º salário proporcional, liberação do FGTS com a multa de 40%. Desse valor deve ser descontado o que foi comprovadamente pago pela empresa e confirmado pela balconista. Deferiu, também, indenização referente a todo período estabilitário – da data da rescisão até cinco meses após o parto, que aconteceu em abril de 2014.

A empresa recorreu ao TRT-10, alegando que não ficou comprovado, nos autos, que balconista foi induzida em erro ao assinar o pedido de demissão.

O relator do caso na 2ª Turma, desembargador Brasilino Santos Ramos, decidiu em seu voto manter a sentença de primeiro grau. Segundo ele, o fato de não ter sido provado que a reclamante foi induzida em erro ao assinar o documento pedindo demissão, conforme por ela afirmado em audiência, em nada modifica a conclusão da sentença. Isso porque a declaração de nulidade da rescisão contratual está fundamentada na ausência de assistência dos responsáveis legais da menor, como previsto no artigo 439 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A parte da sentença que deferiu indenização em face do direito à estabilidade da gestante também foi mantida pela Segunda Turma. A empresa alegava que o pedido de demissão seria válido e a lei só protege a gestante contra dispensa arbitrária. O relator asseverou, contudo, que uma vez declarado nulo o pedido de demissão, a balconista faz juz à estabilidade gestante.

Processo nº 0000499-71.2014.5.10.0104 (PJe)

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Divulgado protocolo para tratamento da doença de Crohn

   Divulgamos a Portaria 996/2014, do Secretário de Estado de Saúde Pública, que aprova as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas Da Doença de Crohn

 

 

A íntegra para ciência.

 

 

PORTARIA Nº 996, DE 2 DE OUTUBRO DE 2014

Aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Crohn.

O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições,Considerando a necessidade de se atualizar parâmetros sobre a doença de Crohn no Brasil e de diretrizes nacionais para diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos indivíduos com esta doença;

Considerando que os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) são resultado de consenso técnico-científico e são

formulados dentro de rigorosos parâmetros de qualidade, precisão de indicação e posologia; e

Considerando a avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS – CONITEC; do Departamento de

Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos da Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos – DAF/SCTIE/MS e da Assessoria Técnica da Secretaria de Atenção à Saúde – SAS/MS,

resolve:

Art. 1º Ficam aprovados, na forma do Anexo desta Portaria, disponível no sitio: www.saude.gov.br/sas, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Doença de Crohn.

Parágrafo único O Protocolo objeto deste Artigo, que contêm o conceito geral da Doença de Crohn, critérios de diagnóstico, critérios de inclusão e de exclusão, tratamento e mecanismos de regulação, controle e avaliação, é de caráter nacional e deve ser utilizado pelas Secretarias de Saúde dos Estados, Distrito Federal e Municípios na regulação do acesso assistencial, autorização, registro e ressarcimento dos procedimentos correspondentes.

Art. 2º É obrigatória a cientificação do paciente, ou do seu responsável legal, dos potenciais riscos e efeitos colaterais relacionados

ao uso de medicamento preconizado para o tratamento da Doença de Crohn.

Art. 3º Os gestores estaduais e municipais do SUS, conforme a sua competência e pactuações, deverão estruturar a rede assistencial,

definir os serviços referenciais e estabelecer os fluxos para o atendimento dos indivíduos com a doença em todas as etapas descritas no Anexo desta Portaria.

Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5º Fica revogada a Portaria nº 711/SAS/MS, de 17 de dezembro de 2010, publicada no Diário Oficial da União nº 244, de

22 de dezembro de 2010, seção 1, pg. 104-107.

FAUSTO PEREIRA DOS SANTOS

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Carlos Vital assume presidência do CFM

O médico pernambucano Carlos Vital Corrêa Lima, 64 anos, tomou posse no cargo de presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), em cerimônia realizada em Brasília. Em seu primeiro discurso à frente da Autarquia, Vital relembrou sua trajetória nos últimos cinco anos enquanto 1º vice-presidente da entidade. Segundo ele, sua gestão será feita com portas abertas aos médicos e à sociedade, sem qualquer ceticismo ou desânimo.
 
Vital assume o cargo ocupado, nos últimos cinco anos, por Roberto Luiz d’Ávila, que deixa o CFM após 15 anos de atividade conselhal. "Só tenho a agradecer aos conselheiros, funcionários e amigos que fiz nesta casa. Deixo na presidência o amigo mais próximo e querido, aquele que tenho certeza que levará o CFM mais a frente”, declarou o ex-presidente durante seu discurso. 
 
Formação
 
Clínico geral e pós-graduado em Medicina Ocupacional pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Carlos Vital presidiu o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) de 2005 a 2008 e foi 1º vice-presidente do CFM entre 2009 e 2014, onde coordenou o Departamento de Comissões e Câmaras Técnicas. Neste último período, teve atuação destacada em áreas ligadas ao Direito Médico, Urgências e Emergência e Ensino Médico, entre outras.
 
Prioridades 
 
Segundo Vital, no âmbito interno do CFM as decisões serão tomadas com absoluta atenção ao Plenário e à diretoria. Ele ressalta que terão privilégio a doutrina e a fiscalização, “com a intenção de que a disciplina prevista nas normas deontológicas e as reflexões bioéticas sejam cada vez mais consolidadas no ato médico em seu stricto senso, de modo propício ao seu maior enriquecimento com a perícia, a diligência, a humildade e a justiça”.
 
Ao fim de seu discurso, Vital recorreu à citação do escriitor Fernando Pessoa para resumir suas propostas de gestão: há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. “Faremos a travessia das noites espessas de ciência médica e política conselhal em busca do amanhecer da saúde, da democracia e da meritocracia em nossa pátria”, concluiu.
 
Compuseram a tribuna de honra durante a cerimônia de transição os médicos Pietro Novellino, presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM); Sigisfredo Luis Brenelli, representando Jadete Barbosa Lampert, da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem); Florentino Cardoso, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB); Marcelo Barbisan de Souza, Presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes; Geraldo Ferreira Filho, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam); Antônio Carneiro Arnaud, Federação Nacional das Academias de Medicina; João Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos de Portugal; e Juan José Rodriguez Sendín, presidente do Conselho Geral de Colégios Oficiais de Médicos da Espanha.
 
Nova diretoria do CFM– 2014 a 2019
 
Carlos Vital Corrêa Lima (Pernambuco) – presidente
Mauro Luiz de Britto Ribeiro (Mato Grosso do Sul) – 1º vice-presidente
Jecé Freitas Brandão (Bahia) – 2º vice-presidente 
Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti (Alagoas) – 3º vice-presidente 
Henrique Batista e Silva (Sergipe) – secretário-geral
Hermann Alexandre Vivacqua von Tiesenhausen (Minas Gerais) – 1º secretário 
Sidnei Ferreira (Rio de Janeiro) – 2º secretário
José Hiran da Silva Gallo (Rondônia) – tesoureiro 
Dalvélio de Paiva Madruga (Paraíba) – 2º tesoureiro 
José Fernando Maia Vinagre (Mato Grosso) – corregedor 
Celso Murad (Espírito Santo) – vice-corregedor 

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OPAS aprova ações para acesso universal à saúde

Representantes dos ministérios da Saúde dos países das Américas definiram uma série de ações para avançar na garantia do acesso e da cobertura universal à saúde. A estratégia foi aprovada no 53º Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). As medidas abrangem temas como: prioridade para grupos em situação vulnerável, melhoria da atenção primária e da organização, gestão e eficiência dos serviços de saúde.
 
A OPAS ficou com a incumbência de formular um documento único para ser seguido pelos países. Após intenso debate, o Brasil garantiu como elementos fundamentais da proposta regional o acesso universal e a ideia de saúde como direito, premissas e valores do Sistema Único de Saúde (SUS). “Enfatizamos a importância do fortalecimento dos sistemas de saúde e da governança do setor com base nos princípios da integralidade e equidade, a fim de que possamos fazer frente aos desafios nacionais e globais”, explica o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, que chefiou a delegação brasileira.
 
Para o secretário, a aprovação dessas ações foi um grande desafio, considerando que os países do continente americano apresentam diferenças significativas na estruturação dos seus sistemas de saúde. “O Brasil defendeu que este debate fosse diretamente orientado e vinculado às garantias de acesso universal aos serviços de prevenção, promoção, tratamento, reabilitação, e de acesso a medicamentos seguros, acessíveis, eficazes e de qualidade”, finalizou.
 
TRANSFUSÕES E OBESIDADE – Os gestores de saúde dos países das Américas aprovaram também o Plano de Ação para o Acesso Universal ao Sangue Seguro 2014-2019, com o objetivo de garantir o acesso universal às transfusões de sangue e hemocomponentes seguros, um serviço de saúde com foco em salvar milhões de vidas e melhorar a saúde das pessoas. O objetivo é que os países utilizem o documento como referência na elaboração de seus planos e estratégias nacionais, adaptando-o às suas necessidades.
 
Nesta área, o Brasil aparece como um país com excelentes práticas em serviços hemoterápicos, gestão da qualidade, vigilância sanitária e hemovigilância. Além disso, a Fundação Pró-Sangue de São Paulo é um centro colaborador da OMS/OPAS, referência para o controle de qualidade das provas sorológicas no banco de sangue.
 
Também foi aprovado no encontro, o Plano de Ação para Prevenção da Obesidade em Crianças e Adolescentes. O documento atesta que a obesidade em crianças e adolescentes alcançou proporções epidêmicas nas Américas e fornece aos Estados-membros as principais áreas de ação estratégica para intervenções integrais de saúde pública com o objetivo conter a progressão desta epidemia.

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Campanha de combate ao diabetes

No dia 09 de novembro, das 8h às 17h, a Associação Nacional de Assistência de Diabético (ANAD) realizará a 17ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes de Detecção, Orientação, Educação e Prevenção das Complicações, no Colégio Madre Cabrini, localizado na Rua Madre Cabrini nº 36, próximo à Estação de Metrô Vila Mariana, na Capital paulista.

A campanha é realizada em 180 países em todo mundo, em celebração ao Dia Mundial e Nacional do Diabetes, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a International Diabetes Federation (IDF).

O evento é direcionado a portadores de diabetes ou grupos de risco e tem a finalidade de detectar diabetes precoces, complicações, conscientizar o público sobre a doença, e caso seja necessário, encaminhamentos de pacientes para tratamento ou prevenção de complicações.

Também serão disponibilizados ao público exames de glicemia, colesterol, hemoglobina glicada, avaliação de olhos, pés, bocas, entre outros.

Os profissionais de fisioterapia que desejarem se voluntariar para participar das atividades do evento receberão certificados de participação. Serão convocados 15 profissionais para os processos de avaliação e coleta de dados complementares dos pacientes portadores de diabetes, e 40 estagiários para coleta de dados iniciais.

Os voluntários serão previamente treinados, em data a ser marcada posteriormente. Todo o desenvolvimento das etapas que incluem a organização da área de Fisioterapia está sob a coordenação da ANAD, junto ao seu Departamento de Fisioterapia.

Para mais informações acesse www.anad.org.br

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Anvisa lança manual contra incêndio em hospitais

O manual “Segurança contra Incêndio em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde” já está disponível para consulta. A publicação é direcionada a gestores e profissionais envolvidos com projetos e obras em estabelecimentos de saúde.
 
A obra tem por objetivo fornecer orientações sobre prevenção e combate a incêndios nos Serviços de Saúde, em complementação às regulamentações contidas na Resolução nº 50/2002, norma que trata de projetos de arquitetura para prédios destinados a esses serviços.
 
“Além de estarem em constante transformação espacial, os equipamentos existentes nos serviços de saúde exigem instalações bastante complexas. O risco de incêndio num estabelecimento desses é tão presente ou maior que em outros, evidenciando, assim, a necessidade de medidas de controle rígidas e atualizadas”, afirma a Gerente de Tecnologia em Serviços de Saúde da Anvisa, Diana Carmem Almeida, em nota. 
 
O lançamento da obra se insere nos esforços da Anvisa para colaborar com a diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) que preconiza segurança máxima no atendimento aos pacientes. “Num estabelecimento de saúde em chamas, problemas de mobilidade podem dificultar grandemente o resgate ou abandono do local por pacientes já muitas vezes prejudicados em sua locomoção. Por isso a importância do treinamento de funcionários e da presença de equipamentos e planos de contingência específicos para situações críticas como um incêndio”, explica Diana.
 
Segundo ela, todas essas providências, baseadas no tripé Segurança da Vida, Proteção do Patrimônio e Continuidade das Operações, estão listadas passo a passo na publicação produzida pela Agência.
 
O guia foi escrito pelo engenheiro elétrico e especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho, Marcos Linkowski Kahn, sob supervisão de técnicos da Gerência Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde por meio de cooperação com a Organização Panamericana da Saúde (OPAS). A obra tem tiragem inicial de três mil exemplares e será distribuído às vigilâncias sanitárias, hospitais e profissionais de saúde.

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Unicamp abre ambulatório de aconselhamento genômico

O Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (Brainn, na sigla em inglês), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP, está oferecendo aconselhamento genômico a um grupo de pacientes da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O novo serviço inclui exames que permitem identificar predisposições genéticas a doenças e antecipar medidas de prevenção e tratamento.
 
Por enquanto, o aconselhamento genômico é oferecido gratuitamente a 100 pacientes que participam de pesquisas da instituição, mas a ideia é abri-lo para a população.
 
A identificação das possíveis doenças futuras ocorre por meio do sequenciamento do exoma, as sequências de DNA que direcionam a produção de proteínas essenciais ao funcionamento correto do organismo. Como grande parte das falhas que levam a doenças genéticas, hereditárias ou não, ocorre no exoma, seu sequenciamento permite analisar o DNA de um paciente para descobrir predisposições a doenças.
 
Diferente dos testes genéticos, focados nas doenças relacionadas a mutação em um único gene, o aconselhamento genômico considera mutações em diferentes partes do genoma.
 
“Por meio desse sequenciamento podemos fazer não só o diagnóstico molecular das doenças monogênicas, mas também de doenças mais complexas, que são causadas por mutações em mais de um gene, o efeito poligênico”, explicou a coordenadora do serviço, a médica geneticista Iscia Lopes Cendes, professora do Departamento de Genética Médica da FCM.
 
De acordo com Fernando Cendes, coordenador do Brainn, o sequenciamento e o rastreio de mutações genéticas podem levar a descobertas precoces de doenças neurológicas, como epilepsia, Parkinson e Alzheimer, um dos objetivos das pesquisas desenvolvidas no CEPID.
E também é possível revelar a predisposição a diversos tipos de câncer e condições que implicam, por exemplo, em risco cardiovascular, como a arritmia, que pode causar morte súbita, e hipertermia maligna, a suscetibilidade à reação a anestésico e relaxante muscular. 
 
Além das informações do sequenciamento, o paciente conta no ambulatório com suporte profissional para a avaliação das medidas possíveis de serem adotadas após os resultados. Antes do teste, o paciente recebe esclarecimentos que o auxiliam na decisão sobre receber também os resultados dos achados incidentais.
 
O aconselhamento é feito por profissionais treinados pelo CEPID Brainn para orientar os pacientes sobre as descobertas em seu material genético, com informações a respeito dos riscos envolvidos e suporte psicológico adequado.
 
De acordo com Iscia, o trabalho abre novas possibilidades de formação. "Pretendemos criar a figura do aconselhador genômico, treinar médicos residentes, oferecer mestrado profissionalizante e abrir o leque de atuação dentro da medicina genômica. É ainda inédito no país."
 
Após ser encaminhado ao ambulatório por apresentar alguma condição de origem genética ou de difícil diagnóstico pelos métodos tradicionais e passível de ser detectada pelo sequenciamento do exoma, o paciente passa por um aconselhamento pré-teste, que esclarece sobre as chances de achados incidentais e o envolve no processo de tomada de decisões sobre as informações genéticas que serão investigadas.
 
O sequenciamento do exoma é feito no Laboratório de Genética Molecular e os dados são transferidos para o Laboratório de Biologia Computacional e Genética Estatística, ambos ligados ao Departamento de Genética Médica da FCM.
 
“A partir daí, eles são interpretados pelos profissionais e o processo de aconselhamento tem continuidade com as decisões sobre o que fazer com as informações encontradas”, disse Cendes.
 
Saúde pública
 
A maioria dos pacientes do ambulatório procura inicialmente diagnóstico de doenças neurológicas, principalmente epilepsia, foco dos estudos do CEPID Brainn. Os novos achados, no entanto, também serão contemplados pelo serviço, que tem o objetivo de ser incorporado na rede pública de saúde.
 
Em geral, o oferecimento dos testes envolvendo o sequenciamento do exoma no Brasil é limitado, concentrando-se na rede privada e, ainda assim, com grandes restrições, já que a maior parte dos exames é feita no exterior.
 
 “Temos problemas de saúde inerentes à nossa população do ponto de vista genético e ambiental. Se esses problemas não forem relevantes para os grandes centros de pesquisa internacionais, nunca teremos soluções adequadas. Por isso, é preciso criar alternativas ajustadas à nossa realidade”, disse.
 
A incorporação do serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo os pesquisadores do Brainn, também levaria a uma economia nos gastos com a saúde pública em longo prazo.

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Lottenberg assume cadeira na Academia de Medicina de SP

O presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Claudio Lottenberg, foi nomeado para a cadeira de número 60 da Academia de Medicina de São Paulo. 
 
A Academia, entre outros objetivos, realiza eventos científicos e promove e dissemina a atualização dos médicos.
 
Claudio assume a cadeira cujo patrono é Líbero Badaró, que foi médico e jornalista, defensor da liberdade de imprensa e de expressão.
 
A posse aconteceu em 2 de outubro, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM).
 

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SINDHOSP visita associados de São José do Rio Preto

O coordenador da regional São José do Rio Preto do SINDHOSP, Jeová Alves Santos, e o gerente de operações regionais da FEHOESP, Erik von Eye, visitaram, em 30 de setembro, o Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC) e o Laborclin, empresas que são referência na saúde da cidade do interior de São Paulo.

A administradora-geral do IMC e do Hospital do Coração Devany Lopes e o médico José Dalmo de Araújo, diretor-superintendente da entidade, explicaram que, apesar da crise, foram feitos investimentos de mais de R$ 1 milhão em equipamentos.

Devany também citou a recente contratação de mais funcionários para integrar o quadro da unidade de saúde. “Hoje temos 320 funcionários em todas as áreas”, comemora.

“Também criamos o Núcleo de Segurança do Paciente e a Equipe de Qualidade Multidisciplinar”, completou o diretor-superintendente, mostrando-se preocupado com investimentos que trarão ainda mais segurança e melhorias para os pacientes.

Na visita ao Laborclin – Laboratório de Análises Clínicas e Anatomia Patológica, von Eye foi recebido pelo diretor administrativo Daher Nassib, pela diretora de Recursos Humanos, Flávia Daher, e pela diretora de faturamento, Célia Furquim.

“Adquirimos recentemente um novo equipamento, o Cobas E601, da Roche, que vai trazer ainda mais rapidez e segurança aos pacientes”, explica Nassib. Este equipamento realiza diversos tipos de análise de sangue com precisão, e permite que os médicos acompanharem on-line dos resultados dos exames.

O diretor administrativo chamou atenção para um conhecido problema dos laboratórios clínicos e entidades filantrópicas: a Tabela SUS, que não é reajustada há mais de 20 anos. “Atualmente a tabela SUS responde por 20% do faturamento, mas o custo dela é de 80%”, afirmou.

A defasagem da Tabela impõe déficit em mais de dois mil procedimentos de exames laboratoriais, dos quais apenas três ou quatro foram reajustados nos últimos anos, segundo dados do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC).

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Sírio-Libanês promove ações de prevenção ao câncer de mama

No mês em que o mundo inteiro se volta para a conscientização e combate ao câncer de mama, o Hospital Sírio-Libanês promove ações com o objetivo de engajar funcionários e pacientes ao Outubro Rosa. As unidades do hospital na Bela Vista e Itaim, em São Paulo, e Brasília serão iluminadas com a cor rosa, marca da campanha. 
 
O objetivo do projeto é reforçar o papel de cada indivíduo como disseminador de informações sobre prevenção e cuidados para um diagnóstico precoce da doença.
 
Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada tardiamente. Todos os anos cerca de 13.200 mil mulheres morrem em decorrência da doença no país. O Inca também estima que em 2014 sejam registrados 57 mil novos casos de câncer de mama no Brasil.
 
Durante todo o mês, o hospital visa impactar e motivar o maior número possível de pessoas direta e indiretamente. Os canais institucionais online serão utilizados para a veiculação de informações sobre a doença, a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Também serão distribuídos marcadores de páginas com laços cor-de-rosa, que é o símbolo da campanha, para os 5.600 colaboradores. Camisetas e pins serão vendidos na loja dos voluntários do Hospital, com a arrecadação revertida para o projeto Florescer, atividade de responsabilidade social desenvolvida pelo Hospital para recuperação da qualidade de vida das pacientes tratadas.
 
De acordo com o mastologista Alfredo Barros, coordenador do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio-Libanês, a divulgação promovida pelo Outubro Rosa é importante porque 97% dos casos diagnosticados precocemente, por meio da mamografia, têm cura. “Toda mulher, a partir dos 40 anos, deve realizar mamografia anualmente. É fundamental, que as mulheres solicitem aos seus médicos a prescrição do exame”, diz o especialista. O médico ressalta que o comprometimento estético das mamas é menor se a doença for diagnosticada e tratada precocemente.
 
Previna e Cuida de Você
Pensando no bem-estar de aproximadamente 3.600 colaboradoras, o Hospital Sírio-Libanês criou dois projetos específicos. O Projeto Previna tem por objetivo estimular a realização de mamografias no Centro de Diagnósticos do próprio Hospital e Unidades, contribuindo para a prevenção do câncer de mama entre as mulheres que trabalham na instituição. Com o pedido médico, elas procuram o setor de Qualidade de Vida dos colaboradores onde será agendado o exame nas unidades Bela Vista e Itaim. Nos primeiros seis meses de funcionamento, 20 colaboradoras aderiram à iniciativa.
 
Já o projeto HSL Cuida de Você foi desenvolvido para dar seguimento ao projeto Previna, com o acolhimento daquelas colaboradoras que tenham detectado alterações malignas na mamografia. Neste caso, é oferecido tratamento clínico, cirúrgico, quimioterápico e/ou radioterápico, conforme indicação de médico do próprio corpo clínico do hospital, sem ônus para a colaboradora. Nos primeiros seis meses de funcionamento, dois casos já foram acolhidos e tratados integralmente pelo programa.
 
Na área de responsabilidade social, o Núcleo de Mastologia do Ambulatório de Filantropia do HSL usa toda a sua expertise na prevenção e tratamento de câncer de mama a mulheres que já têm a doença ou possuem potencial para desenvolvê-la, encaminhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Núcleo realiza cirurgias de reconstrução de mama no mesmo procedimento cirúrgico da mastectomia, em 95% dos casos atendidos. Até hoje, o programa já realizou cirurgias gratuitamente para mais de 1.700 pacientes referenciadas pela rede pública de saúde. Só no ano de 2013 foram 6.578 consultas e 276 cirurgias.
 

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