Sindhosp

Josiane Mota

Santa Casa de Santos tem novo provedor

A Santa Casa de Misericórdia de Santos, no litoral de São Paulo, tem um novo provedor. Felix Alberto Ballerini entra no lugar de Manoel Lourenço das Neves, que foi provedor da instituição durante 20 anos. Segundo Neves, que promete continuar no conselho do hospital acompanhando de perto os desafios do novo gestor, a instituição fortificou bastante a parte de construções. 
 
A dívida, na visão do novo provedor, é o maior desafio para os próximos dois anos. “Nós contamos com a colaboração dos governos federal, estadual e municipal e principalmente da nossa coletividade, porque a Santa Casa não é daqueles que uns administram por um determinado tempo. Ela pertence à coletividade”, afirmou Ballerini durante sua posse no dia 17 de fevereiro.
 
Apesar do problema financeiro, existem projetos como a construção de uma unidade para tratamento de pacientes com câncer.
 

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Vacina contra HIV deve ser testada em humanos em três anos

A vacina desenvolvida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) contra o HIV, o vírus causador da Aids, deverá começar a ser testada em humanos em três anos. A informação é do pesquisador que coordena o projeto da vacina, Edecio Cunha Neto.
 
"[Um novo] estudo com os macacos deve acontecer dentro de uns cinco meses. É o tempo para a gente desembaraçar uma área de maior segurança. Esse estudo vai demorar de 20 meses a 24 meses. A partir desse momento, nós já poderemos fazer estudos em humanos. Isso significa que o estudo em humanos vai ser em uns três anos", disse, em entrevista a Agência Brasil.
 
De acordo com o coordenador, o estudo em humanos servirá para avaliar se a vacina é capaz de apresentar uma resposta imune eficaz e se é segura.
 
A vacina, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, já foi testada, com sucesso, em camundongos e em quatro macacos rhesus. O resultado obtido com os primatas surpreendeu os pesquisadores. "Fizemos esse teste piloto com um pequeno número de animais, com metodologia de vacinação que a gente imaginava que iria dar [certo] ou uma intensidade de resposta semelhante ou até menor do que a gente viu em camundongos. E a nossa surpresa foi que a resposta foi muito maior", destacou Edecio.
 
Dos quatro macacos testados, o que obteve pior resultado apresentou resposta quatro a cinco vezes maior do que a dos camundongos. O que respondeu melhor teve uma intensidade de resposta dez vezes maior. "Isso foi algo inesperado para nós, e foi alvissareiro [promissor]. Foi alguma coisa que nos estimulou a continuar trabalhando com o material."
 
Segundo Edecio Cunha Neto, o diferencial da vacina, em relação a outras em análise, é que ela tem como alvo partes do vírus que não se alteram na transmissão entre indivíduos. Segundo o pesquisador, um dos grandes problemas de se fazer uma vacina contra o HIV é que o vírus tem uma variação muito grande: seu genoma pode variar até 20% entre dois pacientes.
 
"A maior parte das vacinas experimentais hoje, em teste contra HIV, tanto em nível experimental, quanto em nível de teste em humanos, usa as proteínas inteiras do HIV como alvo. Nós não. Nós fizemos uma espécie de desvio para forçar que a resposta imune seja feita com determinadas regiões [que têm característica de não variar]. Temos um pacote que são 18 fragmentos do HIV, que têm essas capacidades [de não variar]", explicou.
 
Na próxima fase de teste, com macacos, deverão ser usados 28 animais. Para injetar os genes dos fragmentos do HIV, nos primatas serão usados vírus atenuados, como os das campanhas de vacinação. Dessa forma, espera-se que os macacos desenvolvam uma reação imunológica contra os fragmentos – que não variam – do HIV.

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UFSCar cria centro modelo para tratar autismo

A UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) vai inaugurar um centro de referência para tratar o transtorno do espectro autista.
 
Além do atendimento personalizado, o projeto permitirá intervenções na comunidade que ajudarão pacientes a enfrentar a dificuldade de sociabilização, um sintoma evidente do autismo.
 
A inauguração do instituto, que também capacitará profissionais de todo o Brasil, está prevista para o ano que vem e atenderá inicialmente seis alunos. O prédio da sede está pronto. "Há muitas sintomas específicos para os quais ainda não existem propostas adequadas", diz Celso Goyos, idealizador do projeto na UFSCar.
 
O centro terá por base o ABA (AppliedBehaviorAnalysis), técnica de observação personalizada que ajuda no desenvolvimento de competências individuais.
 
"Muitas manifestações motoras e de linguagem são meras reações e podem ser revertidas", explica Giovana Escobal, vice-coordenadora do projeto.
 
Outra meta é capacitar profissionais da instituição e de todo o país. "A experiência americana com esse método foi muito positiva", diz Thomas S. Higbee, professor do Departamento de Educação Especial da Universidade de Utah, e parceiro da UFSCar.

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País terá campanha contra DSTs durante a Copa do Mundo

O Ministério da Saúde prepara uma grande campanha para a Copa do Mundo com o foco na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Chamada de Proteja o Gol, a campanha prevê a distribuição de 1,8 milhão de preservativos em unidades móveis nas 12 cidades-sede que receberão os jogos do torneio em junho e julho. "Queremos que as pessoas fiquem no 0 a 0", afirmou o ministro Arthur Chioro, fazendo uma brincadeira com o jargão futebolístico. "É 0 a 0 na transmissão de doenças."
 
Além da oferta de preservativos, o ministro informou que haverá 10 mil testes rápidos para detecção de doenças e equipes de aconselhamento. "Estamos fazendo uma preparação conjunta com as cidades-sede e teremos uma campanha de comunicação aos visitantes em quatro idiomas: português, inglês, espanhol e francês", diz. 
 
Para divulgar os projetos, o ministério colocou no ar um site que dá informações aos viajantes e pretende lançar em maio um aplicativo para celular chamado Saúde na Copa de 2014. "Nós vamos passar informações sobre as principais doenças do Brasil e seus sintomas, pois aí a pessoa poderá tirar suas dúvidas. O aplicativo também permitirá que os turistas encontrem informações sobre os hospitais mais próximos de onde estiverem. Isso também ficará de legado após a Copa do Mundo", afirma Chioro.
 
Copa das Confederações
 
Segundo dados levantados pelo Ministério da Saúde, de um total de 796.050 pessoas que foram aos estádios na Copa das Confederações no ano passado, apenas 1.361 delas precisaram de um atendimento específico nas arenas e somente 35 tiveram de ser removidas para hospitais da região. Ele lembra que 10 mil profissionais foram capacitados para trabalhar na Copa – que será disputada em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Cuiabá, Manaus, Natal, Fortaleza e Recife.

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Projeto quer ampliar cuidados com a saúde em escolas públicas

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) vota, em decisão terminativa substitutivo da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o projeto de autoria do então deputado Lobbe Neto, que institui a Política Nacional de Saúde na Escola (Pense). A finalidade é contribuir para a formação integral dos estudantes e ampliar os cuidados à rede pública de educação básica, por meio de ações de prevenção de agravos à saúde e de promoção e atenção à saúde.
 
O projeto original obrigava o poder público a oferecer anualmente aos alunos do ensino fundamental das redes públicas de ensino a realização de exames de acuidade visual e auditiva. Para justificar o projeto — oriundo de sugestão apresentada pela estudante Martha Ramires de Souza na primeira edição do Parlamento Jovem Brasileiro, realizado pela Câmara dos Deputados em 2004 — o autor sustenta que a identificação tempestiva dos problemas de visão e audição tem efeito positivo na vida escolar dos alunos beneficiados.
 
Entre os objetivos da nova Política Nacional de Saúde na Escola estão o reforço à prevenção de agravos à saúde; a articulação de ações integradas com o Sistema Único de Saúde (SUS); e a comunicação entre escolas e serviços de saúde.
 
Com relação às ações, o substitutivo, aprovado pela CAS no final de 2012, ampliou o rol de medidas que devem ser realizadas pelo poder público em parceria com as comunidades e com a escola. Prevê que os alunos terão de passar por avaliações clínica, nutricional; oftalmológica; da saúde e higiene bucal; auditiva; psicossocial. Entre as medidas também estão atualização e controle do calendário vacinal e prevenção do uso de drogas.
 
Segundo o relator, Cícero Lucena (PSDB-SE), a detecção e a correção de problemas de visão no período apontado pela proposta original são adequadas e oportunas. No entanto, o rastreamento de problemas auditivos deve privilegiar as crianças de grupos de risco, preferencialmente no período neonatal ou, o mais tardar, até os 4 anos de idade. Uma medida em tais moldes deveria alcançar, majoritariamente, as crianças que frequentam creches, fugindo, assim, ao limitado escopo do projeto. Para ele, o substitutivo traz uma política que permeia toda a educação básica.

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MS e ANS anunciam suspensão de 111 planos de 47 operadoras

A partir de 21 de fevereiro, 47 operadoras de planos de saúde estarão proibidas de comercializar 111 planos de saúde, em função do descumprimento de prazos e das negativas indevidas de cobertura assistencial contratada pelos consumidores.
 
Dos 111 planos, 83 estão sendo suspensos a partir deste 8º ciclo de Monitoramento da Garantia de Atendimento e 28 permaneceram com a comercialização proibida, desde o ciclo anterior, por não terem alcançado a melhoria necessária para serem reativados. Entre as operadoras, 31 permaneceram na lista de suspensões. 
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), André Longo, anunciam nesta terça-feira (18/02), em Brasília, as suspensões e reativações de planos de saúde. Devido aos problemas assistenciais apontados pelos consumidores e averiguados pela ANS, estão sendo aplicadas suspensões preventivas, por um período de, no mínimo, três meses. A atual suspensão beneficia 1,8 milhão de consumidores que já contrataram esses planos e agora deverão ter seus problemas assistenciais solucionados.
 
Ao todo, 77 planos de 10 operadoras que conseguiram melhorar o acesso e a qualidade dos seus serviços neste ciclo estão sendo reativados. Outras 22 operadoras tiveram reativação parcial de seus planos autorizada pela ANS – 45 dos planos dessas operadoras agora estão sendo liberados. A reativação desses 122 planos, ao todo, representa uma melhora assistencial que atinge diretamente mais de 3,5 milhões de consumidores.
 
Entre 19 de agosto e 18 de dezembro de 2013, período de coleta de dados deste 8º ciclo, a ANS recebeu 17.599 reclamações sobre 523 planos de saúde – alta de 16% no número de reclamações em comparação ao período anterior. Este é o maior número de reclamações desde que o programa de monitoramento foi implantado, em dezembro de 2011.
 
Para avaliar os planos quanto à garantia de atendimento, a ANS monitora continuamente todas as operadoras, independentemente de seu porte, e utiliza todas as reclamações dos consumidores analisadas e definidas como procedentes. A partir das reclamações, a operadora tem 5 dias úteis para responder às notificações recebidas da Agência. Na sequência, o consumidor pode se manifestar em 10 dias úteis, sobre a solução ou não de seu problema.
 
Ao atuar nessas reclamações, a ANS atingiu um índice de 85,5% de resolubilidade dos conflitos entre consumidores e operadoras de planos de saúde, sem a necessidade de processos administrativos. Ou seja, tornou a resolução dos problemas mais ágil.
 
CONSUMIDOR MAIS PROTEGIDO – O programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento já atingiu diretamente 12,1 milhões de consumidores desde 2012, oferecendo resposta rápida às reclamações da sociedade. Ao impedir que novos consumidores ingressem nos planos de saúde mal avaliados, a ANS induz que as operadoras prestem uma assistência adequada e oportuna, garantindo os direitos contratados por seus beneficiários. O objetivo é que, depois de terem a comercialização de seus planos suspensa, esses consumidores obtenham efetiva melhora na assistência prestada. Dessa forma, atuando de maneira preventiva, a ANS tem evitado que planos com grande número de queixas relativas à cobertura assistencial continuem crescendo sem a adequada prestação de atendimento aos seus beneficiários.
 
Atualmente, o setor conta com 50,2 milhões de beneficiários em planos de assistência médica e 20,7 milhões em planos exclusivamente odontológicos. Para o diretor de Fiscalização da ANS, Bruno Sobral, o programa traz ganhos para o setor como um todo, não somente para os beneficiários de planos com comercialização suspensa. “A indução à mudança de comportamento por parte das operadoras e a consequente melhoria no relacionamento com os consumidores geram resultados positivos para todos os usuários de planos de saúde e para os futuros beneficiários”, analisa.
 
Desde o início do programa de Monitoramento, a ANS já suspendeu a comercialização de 783 planos de 105 operadoras. Desse total, 623 planos foram reativados. O programa está em aprimoramento, o que já reflete nos resultados deste novo ciclo, e agora conta com a implantação de Grupo Técnico permanente. A Portaria do Grupo Técnico foi publicada no Diário Oficial da União em 11 de novembro do ano passado.
 
Panorama atual
  47 operadoras com planos suspensos
  111 planos com comercialização suspensa
  1,8 milhão de consumidores protegidos
 
Resultados do 8º ciclo
16 operadoras entraram na lista de suspensões
31 operadoras permaneceram na lista de suspensões
83 planos entraram na lista de suspensões
28 planos permaneceram na lista de suspensões
10 operadoras com reativação total de planos
77 planos reativados
3,5 milhões de consumidores em planos que melhoraram neste ciclo a assistência prestada
22 operadoras com reativação parcial
45 planos com reativação parcial
427 mil beneficiários em planos com reativação parcial
 

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Vacina anti-HIV da USP passa em teste inicial com macacos

O projeto piloto do teste em macacos de uma vacina contra o HIV desenvolvida pela USP obteve resultados preliminares surpreendentemente positivos, afirmam os cientistas que o conduziram.
 
“Testamos a resposta imune dos animais e os resultados foram excelentes”, conta Edecio Cunha Neto, pesquisador que liderou os trabalhos de desenvolvimento da vacina. “Os sinais foram bem mais intensos do que os que encontramos em camundongos” diz Susan Ribeiro, cientista associada ao projeto.
 
A supresa dos pesquisadores, que ministratam três doses separadas por 15 dias em quatro macacos-resos do Instituto Butantan, se deu pelo fato de que normalmente a reação a essa modalidade de vacinação é menor em primatas do que em roedores.
 
Trata-se de uma vacina DNA. Os cientistas “escrevem” nessa molécula trechos de genes que codificam pedaços de proteínas do vírus causador da aids.
 
Com a colocação do DNA no organismo, o objetivo é que ele seja usado dentro das células para criar só essas miniproteínas (chamadas peptídeos), sem o vírus original.
 
O projeto ainda não dá resultados definitivos, mas se os novos testes forem bem-sucedidos pode estar aberto o caminho para ensaios em seres humanos.
 
Até agora a pesquisa custou R$ 1 milhão, porém para chegar à etapa final a estimativa é que necessite de R$ 250 milhões. A USP procura parceiros na iniciativa privada para levantar o investimento.
 

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Mulheres entre 50 e 69 anos já podem marcar mamografia sem pedido em SP

Mulheres paulistas com idades entre 50 e 69 anos, que nasceram em ano par e fazem aniversário nos meses de janeiro e fevereiro já podem marcar seus exames de mamografia sem necessidade de pedido médico, gratuitamente, pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
 
A iniciativa, da Secretaria de Estado da Saúde, foi anunciada no início do mês pelo governador Geraldo Alckmin. O objetivo do programa estadual "Mulheres de Peito" é rastrear ativamente o câncer de mama e incentivar a realização de exames preventivos para detecção precoce da doença.
 
Para fazer o agendamento da mamografia basta ligar para o call center da Secretaria, pelo número 08007790000. O serviço telefônico estará disponível de segunda a sexta-feira, das 08h às17h.
 
No próximo mês será a vez das aniversariantes de março agendarem a mamografia sem necessidade de pedido médico. Esta primeira fase do programa é destinada a quem nasceu em ano par, mas caso a mulher tenha nascido em ano ímpar e esteja há mais de dois anos sem fazer o exame, também poderá fazer o agendamento no mês de seu aniversário, ainda este ano.
 
As mulheres nascidas em ano ímpar e que realizaram o exame recentemente terão a oportunidade agendar a mamografia no próximo ano, também no mês do aniversário, nos mais de 300 serviços de saúde com mamógrafo da rede pública, como AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), hospitais e clínicas. Doze mil mamografias a mais serão ofertadas na rede com o programa.
 
A previsão é de que a mamografia seja realizada ainda no mês de aniversário da paciente ou, no máximo, em 45 dias após a solicitação do exame. Caso sejam detectadas alterações no exame ou suspeitas de câncer, a paciente será encaminhada a um serviço de referência do SUS para fazer exames complementares, acompanhamento ou tratamento, de acordo com cada caso.
 
"O Programa 'Mulheres de Peito' tem entre seus principais objetivos não só suprir a demanda reprimida, mas também diminuir o tempo de espera para a realização de mamografia. Com essa ação, o governo do Estado de São Paulo quer aumentar a cobertura do exame entremulheres na faixa dos 50 a 69 anos, estimular o rastreamento e ampliar o acesso ao diagnóstico precoce do câncer de mama. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de sucesso no tratamento", afirma o secretário de Estado da Saúde, David Uip.

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Ministro diz que setor da saúde está pronto para a Copa

A estrutura de saúde montada para a Copa do Mundo de 2014 não necessitou de verba específica do governo federal, mas de uma reorganização dos investimentos, que estavam previstos. A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante uma conferência sobre saúde médica para a Copa do Mundo, organizada pela Fifa (Federação Internacional de Futebol), em um hotel da zona sul paulistana.
 
De acordo com o ministério, 10 mil profissionais da área de saúde foram capacitados para a Copa. As 12 cidades-sede contarão com 531 unidades móveis do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, 66 unidades de  Pronto-Atendimento e 67 hospitais que funcionarão de forma integrada. Além da estrutura para atender os torcedores, o ministério informou ter criado planos de contingência para atender acidentes com múltiplas vítimas.
 
Chioro disse que o número de atendimentos médicos durante a Copa do Mundo não deve alterar a rotina dos hospitais e unidades de saúde porque a expectativa é que de 1% a 2% de torcedores necessitem de algum cuidado médico, sendo que 99% da demanda costumam ser atendidos no próprio estádio.
 
Nas arenas e intermediações (até 2 quilômetros de distância), a Fifa será a responsável pelos atendimentos de emergência de jogadores e torcedores. Segundo a federação, o número de postos de atendimento vai variar de acordo com a capacidade de cada estádio, cumprindo a legislação brasileira e as normas internacionais de segurança.
 
O diretor médico da Fifa, Jiri Dvorak, anunciou que os jogos da Copa disputados em dias e horários de muito calor sofrerão paradas técnicas, para que os jogadores descansem e sejam hidratados. Segundo ele, a quantidade de paradas técnicas será decidida uma hora antes de cada jogo. A grande preocupação é com sete jogos, principalmente os marcados para as 13h.

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Risco para a qualidade dos serviços laboratoriais

Os reajustes propostos pelas operadoras de planos de saúde não são suficientes para os laboratórios assegurarem a manutenção dos serviços oferecidos. Esta é a opinião de 85% dos laboratórios que responderam até uma pesquisa da SBPC/ML (ainda em andamento) sobre a situação dos contratos com as operadoras. Os outros 15% dizem que os reajustes asseguram parcialmente.
 
Para 67% dos que responderam, um percentual muito pequeno dos contratos (de 1% a 10%) está de acordo com as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde suplementar (ANS). As normas incluem cláusulas de reajustes a serem usadas se não houver acordo em negociações anuais.
 
Outra constatação da pesquisa é que 86% dos que responderam afirmam que a ANS deve mediar e regular os contratos. Entre as justificativas está a necessidade de manter equilíbrio nas negociações porque os laboratórios estão em desvantagem e sofrem ameaças de descredenciamento. Além disso, segundo a pesquisa, a participação da ANS seria importante para forçar as operadoras a respeitarem as regras estabelecidas pela Agência.
 
Lançada no site da SBPC/ML em janeiro, a pesquisa online e anônima tem o objetivo de evidenciar a situação dos contratos enviados pelas operadoras aos laboratórios clínicos.
 
"A SBPC/ML defende uma maior intervenção da ANS na regulação do setor através da contratualização, valorização por parte das operadoras da qualificação dos laboratórios, criação de regras claras e justas relacionadas às glosas praticadas pelas operadoras e o tão sonhado reajuste das tabelas de valores que permanecem sem aumento há aproximadamente 20 anos", diz o diretor de Defesa Profissional da SBPC/ML, Vitor Pariz.
 
Segundo ele, a falta de reajustes ocasiona queda na qualidade dos serviços e redução da rede assistencial, o que pode onerar ainda mais a cadeia de saúde em um curto prazo de tempo. "Os laboratórios estão muito pressionados operando, inclusive, com margens negativas", alerta o diretor da SBPC/ML.
 

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