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‘Conheça as emoções para lidar com elas’, diz psicóloga no Setembro Amarelo

O SindHosp realizou em sua sede a palestra “Sentir faz parte da vida: emoções no Setembro Amarelo”. Os colaboradores tiveram oportunidade de ouvir a psicóloga Lucielma Silva Leão, da Bentec Consultoria, que explicou a importância de conhecer as emoções para poder lidar com elas, delineando a sua relação com a saúde mental.

Lucielma Leão contou que a campanha “Setembro Amarelo” surgiu nos Estados Unidos a partir da história de Mike Emme, um jovem de 17 anos que cometeu suicídio em 1994. Apaixonado por carros, Mike comprou e reformou um Mustang 1968 amarelo, tornando-se seu símbolo. Após sua morte, amigos e familiares deram início a uma mobilização para conscientizar sobre a importância de falar sobre sentimentos e buscar ajuda, distribuindo fitas e cartões amarelos.

Campanha virou lei

No Brasil, a campanha foi oficialmente criada em 2015 por entidades como o Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), com o objetivo de quebrar tabus e incentivar o diálogo sobre saúde mental. Em 2023, tornou-se lei.

As emoções são reações naturais e essenciais que nos ajudam a lidar com o mundo, como mostra a animação “Divertidamente”. “As principais emoções universais são a alegria, a tristeza, o medo, a raiva, o nojo e a surpresa”, explica a psicóloga. “Elas têm funções adaptativas importantes, como é o caso do medo, que nos coloca em alerta diante de perigos e garante nossa sobrevivência”.

A psicóloga Lucielma Leão cita a “Roda das Emoções” como uma ferramenta capaz de ajudar as pessoas a identificar e nomear emoções complexas e suas ramificações, facilitando o autoconhecimento e a regulação emocional. Com base em sua palestra no SindHosp, reunimos dicas para quem quer cuidar melhor da saúde mental.

15 DICAS PARA LIDAR
MELHOR COM AS EMOÇÕES 

  1. Nomeie suas emoções – Identifique e dê nome ao que você está sentindo para entender melhor suas causas.
  2. Aceite seus sentimentos – Permita-se sentir sem julgamento, reconhecendo que emoções são naturais.
  3. Pratique técnicas de respiração – Use a respiração profunda para desacelerar e acalmar o sistema nervoso.
  4. Escreva sobre o que sente – Colocar sentimentos no papel ajuda a organizar pensamentos e aliviar a mente.
  5. Converse com alguém de confiança – Compartilhar emoções pode aliviar o peso e fortalecer o apoio emocional.
  6. Pratique exercícios físicos – A atividade física ajuda a liberar tensões e melhora o bem-estar.
  7. Cuide da alimentação – Uma dieta saudável influencia diretamente o equilíbrio emocional.
  8. Aproveite o contato com a natureza – Estar ao ar livre reduz o estresse e conecta você consigo mesmo.
  9. Desenvolva hobbies e atividades criativas – Essas práticas são fontes de prazer e expressão emocional.
  10. Reserve momentos para si – Dedique tempo para cuidar de você e recarregar as energias.
  11. Procure suporte profissional – Terapia ajuda a identificar padrões e desenvolver estratégias para lidar com emoções difíceis.
  12. Evite repressão emocional – Não negue ou esconda o que sente, pois isso pode gerar problemas físicos e psicológicos.
  13. Aprenda a lidar com a culpa e a autocobrança – Reconheça que errar é humano e faça a autocompaixão parte do seu dia.
  14. Estabeleça uma rotina de autocuidado – Inclua práticas que promovam saúde mental de forma contínua.
  15. Valorize sua saúde emocional tanto quanto a física – Sentir é inevitável, mas cuidar do que sente é escolha fundamental para viver melhor.

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Setembro amarelo reforça cuidados com a saúde mental

Setembro é um mês dedicado ao cuidado com a saúde mental e à prevenção do suicídio. A campanha Setembro Amarelo joga luz sobre o tema e tem, entre seus objetivos, ajudar a reduzir mortes evitáveis; quebrar tabus e estigmas; disseminar informações, contribuindo com a prevenção, a promoção e estimulando o autocuidado; e ajudar a mobilizar escolas, empresas e a sociedade em geral.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que aproximadamente um bilhão de pessoas vivem no mundo com algum tipo de distúrbio mental. Cerca de 284 milhões são afetadas por transtornos de ansiedade, 264 milhões por depressão e 46 milhões por bipolaridade. Infelizmente, estima-se que apenas 1 em cada 5 pacientes recebam tratamento adequado, em virtude de problemas relacionados ao estigma, custo e falta de acesso, especialmente em países de baixa e média renda.

Com relação ao suicídio, ainda segundo a OMS, mais de 700 mil pessoas são vítimas da morte autoprovocada todos os anos, sendo a maioria associada a casos de depressão. O suicídio é a quarta causa de óbito entre pessoas de 15 a 29 anos no mundo.

Brasil

Levantamento realizado pelo Núcleo de Inteligência e Conteúdo (NIC) do SindHosp mostra que, em 2023, 17 mil brasileiros morreram por causas autoprovocadas, segundo dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM). No período de 2014 a 2023, 134.810 pessoas perderam a vida para o suicídio, sendo 78,5% (105.760) do sexo masculino e 21,5% (29.025), do feminino. Cerca de 67% das mortes ocorreram em pessoas com menos de 50 anos. Na última década, esses óbitos cresceram 59,6% no país, em todas as faixas etárias.

O presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin, destaca a importância da criação de uma rede de apoio e cuidados. “O suicídio emite alguns sinais de alerta. A OMS calcula que para cada óbito ocorram, em média, 20 tentativas. Familiares, amigos e pessoas próximas podem ficar atentos a alguns sintomas, como demonstrações de desesperança, ideias suicidas, isolamento, perda de emprego, divórcios, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, entre outras”, ressalta Balestrin. O dirigente lembra que para auxiliar nessas situações é possível buscar ajuda junto ao Centro de Valorização da Vida (CVV), disponível 24 horas no telefone 188, com ligação gratuita; e no SUS, junto às Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e unidades de pronto atendimento dos hospitais, tanto públicos quanto privados.

A prevenção de doenças mentais é uma prioridade de saúde pública global e consta, inclusive, como agenda prioritária no Guia de Ações Municípios Saudáveis – Transformando comunidades, cuidando de pessoas, publicação que a FESAÚDE entregou aos candidatos a prefeito das principais cidades do interior paulista durante a última eleição municipal, e que está disponível para download clicando aqui. 

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirma que cerca de 50% das pessoas experimentarão algum tipo de transtorno mental leve ou moderado ao longo da vida, e 5% apresentarão transtornos graves. Além de campanhas, a prevenção de doenças mentais deve incluir ambientes familiares e comunitários saudáveis, a criação de políticas públicas que suportem a saúde mental nos locais de trabalho, nas escolas e programas de intervenção precoce, especialmente para crianças e adolescentes. “Diálogo e respeito às emoções são os pilares que ajudam na prevenção e estimulam o cuidado contínuo. Que todas as empresas de saúde saibam aproveitar este mês para cuidar daqueles que cuidam das pessoas. Quando o peso da dor é compartilhado, ela passa a ser suportável. Para a saúde mental, o silêncio nunca deve ser opção”, finaliza Francisco Balestrin.

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Setembro Amarelo: investimento em saúde mental para prevenir suicídios

Núcleo de educação do SindHosp, o SindEduca promoveu em parceria com a consultoria Bentec a palestra “Setembro Amarelo: Se precisar, peça ajuda”, ministrada pela psicóloga e professora Vivian Araújo. Com 20 anos de experiência em psicologia clínica e atuação na saúde básica, ela falou sobre saúde mental e prevenção ao suicídio, destacando a importância de repensar o tema.

Vivian Araújo defendeu três abordagens ao falar de suicídio: a promoção de saúde, a prevenção do suicídio e o que chamou de “pósvenção” – ou seja, os cuidados com as pessoas impactadas pelo suicídio de alguém próximo. “Saúde mental significa estarmos bem conosco, bem com o outro e prontos para lidarmos bem com as adversidades da vida”, definiu a psicóloga. Para ela, as pessoas não precisam achar, nem ficar dizendo, que “está tudo bem”, porque as adversidades existem. “O importante é ter saúde mental para saber lidar com as adversidades e o primeiro passo é assumir que não está tudo bem”, explicou Vivian Araújo.

Causas multifatoriais

A palestrante enfatizou a necessidade de desconstruir mitos culturais sobre saúde mental. “Muita gente acha que ter problema é não ter saúde mental, e não é isso”, explicou. Ela alertou que pedir ajuda não deve ser visto como sinal de fraqueza ou falta de positividade. “Está errada a ideia de que pedir ajuda significa vulnerabilidade”, afirmou Araújo.

O movimento Setembro Amarelo visa à prevenção ao suicídio, uma preocupação global de saúde pública. No Brasil, ocorre um suicídio a cada 38 minutos, totalizando mais de 16 mil mortes por ano. “O Brasil é o país com maior número de ansiosos e o segundo com maior número de deprimidos”, disse Vivian Araújo.

A psicóloga explicou que o suicídio é resultado de uma complexa rede de fatores econômicos, sociais, culturais, biológicos e emocionais. “Não basta olhar só para a pessoa, mas entender os impactos de tudo que a cerca”, destacou. Ela mencionou que fatores externos, como aglomerações e calor, ou mesmo o uso de redes sociais podem influenciar a saúde mental. “O suicídio é a solução encontrada por algumas pessoas para lidar com sofrimentos intoleráveis e intermináveis. Ou seja, nunca é culpa da pessoa”.

Luto próprio

Para cada suicídio, em média, 135 pessoas são impactadas. O luto por suicídio tem características próprio, porque a pessoa não para de se perguntar por que aquilo aconteceu. “É um luto que envolve julgamento, estigma, risco de suicídio, temáticas variadas e busca incessante pelos porquês, podendo variar de intensidade e tempo para cada pessoa”, definiu Vivian Araújo. “O mais difícil é não se culpar, pensando se não poderia ter feito algo”.

Segundo a palestrante, a melhor forma de ajuda é oferecer ajuda sem ser invasivo, contar histórias que viveu com a pessoa que faleceu, colocar-se à disposição para qualquer coisa e respeitar o tempo e a forma das pessoas demonstrarem o luto. “E nunca perguntar coisas como ‘vocês não perceberam nada?’ ou ‘sabe para onde vão os suicidas?’”, enfatizou Vivian Araújo. “Os grupos de apoio são a forma mais comum da pósvenção, pois criam a sensação de pertencimento e mostram que a pessoa não está sozinha, e que há um caminho depois dessa perda”.

  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Falta de foco;
  • Redes sociais;
  • Frustrações;
  • Estresse;
  • Esquizofrenia.

  • Alterações de padrão comportamental;
  • Afastamento social;
  • Desespero/desesperança;
  • Mudanças nos padrões emocionais e de sono;
  • Verbalização de pensamentos de morte.

Clique aqui e tenha acesso ao conteúdo do SindEduca.

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Setembro Amarelo: pesquisa do Datafolha constata que metade da população brasileira já sofreu de esgotamento mental

Neste mês de setembro, dedicado à promoção da saúde mental e prevenção ao suicídio, uma pesquisa do Instituto Datafolha constatou que metade dos brasileiros afirmam que eles mesmos ou alguém da família já passou por extremo esgotamento mental, o qual não cessava mesmo após um dia de descanso.  

A pesquisa, intitulada de Saúde Mental dos Brasileiros 2022, ouviu pessoas em 130 municípios e contou com mais de 2 mil respondentes, entre 2 e 13 de agosto de 2022.

Cerca de 53% dos participantes disseram que passaram ou convivem com alguém que passou por um “período de cansaço e desequilíbrio emocional extremos, seguidos de uma sensação de desgaste físico e mental que perdurou por mais de um dia”.

Dentre os pontos destacados na apuração, está a predominância de jovens entre 16 e 24 anos (63%) e do gênero feminino (57%) em situação de estresse e cansaço recorrente e o impacto negativo do uso indiscriminado das redes sociais na saúde mental.

Essa pesquisa do Datafolha integra a Campanha “Bem Me Quer, Bem Me Quero: Cuidar da Saúde Mental é um Exercício Diário”, atinente ao Setembro Amarelo, realizada pela Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata).

Impactos da Covid-19 na saúde mental dos brasileiros

A pandemia de Covid-19 desponta como um dos principais gatilhos que justificam os altos índices, inclusive entre os profissionais da saúde. Em janeiro deste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) divulgou um estudo liderado pela Universidade do Chile e Universidade da Columbia (nos Estados Unidos) apontando que cerca de 14,7% e 22% dos trabalhadores de saúde entrevistados em 2020 apresentaram sintomas que levaram à suspeita de um episódio depressivo.

Ainda segundo a pesquisa do Datafolha, hoje, 34% dos brasileiros declaram ter passado por problemas psicológicos durante a pandemia de Covid-19. 

O número no ano passado chegou a 44%, e os motivos da queda estão certamente ligados à percepção de atenuação da pandemia e melhora na esfera econômica, entretanto, ainda estamos falando de um terço da população do país.

Sinais do sofrimento emocional

O SindHosp acredita que agir ao menor sinal de sofrimento emocional é uma postura necessária e eficaz para salvar vidas, por isso, convida a um exercício de percepção e ação contra a depressão. 

O Ministério da Saúde está promovendo a campanha “Você importa. Escolha a vida!” na qual elenca os principais sinais e frases de alerta e orienta como iniciar uma conversa com pessoas em situação de risco. 

São sinais listados pelo MS:

– Publicações das redes sociais com conteúdo negativista ou participação em grupos virtuais que incentivem o suicídio ou outros comportamentos associados;

– Isolamento e distanciamento da família, dos amigos e dos grupos sociais, particularmente importante se a pessoa apresentava uma vida social ativa;

perigosamente, beber descontroladamente, brigas constantes, agressividade, impulsividade, etc.);

– Ausência ou abandono de planos para o futuro;

– Atitudes perigosas que não necessariamente podem estar associadas ao desejo de morte e atitudes para-suicidas (dirigir perigosamente, beber descontroladamente, brigas constantes, agressividade, impulsividade, etc.);

– Forma desinteressada como a pessoa está lidando com algum evento estressor (acidente, desemprego, falência, separação dos pais, morte de alguém querido);

– Despedidas (“acho que no próximo natal não estarei aqui com vocês”, ligações com conotação de despedida, distribuir os bens pessoais);

– Colocar os assuntos em ordem, fazer um testamento, dar ou devolver os bens;

– Queixas contínuas de sintomas como desconforto, angustia, falta de prazer ou sentido de vida e, finalmente;

– Qualquer doença psiquiátrica não tratada (quadros psicóticos, transtornos alimentares e os transtornos afetivos de humor).

Frases de alerta

– “Tenho vontade de dormir e não acordar mais”;

– “Sou um peso para as outras pessoas”;

– “Estou cansado e sem razão de viver”;

– “Não há mais prazer em se viver”;

– “Tudo seria mais fácil se eu não existisse”;

– “Sou um fracasso”;

– “Essa é a última chance”;

– “Não sou amado ou querido por ninguém”;

– “Eu não estarei aqui no próximo ano”.

Clique aqui e fique a par das demais orientações da campanha.

Onde procurar ajuda

Se notar qualquer sinal de sofrimento mental entre colegas de trabalho, amigos ou familiares, não ignore! Inicie uma conversa e procure ajudar. Caso esteja passando por momentos difíceis, saiba que você não está sozinho, peça ajuda:

CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);

UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;

Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

Para continuar a par das atualizações do setor, eventos apoiados ou promovidos pelo SindHosp e convenções coletivas firmadas, acesse a aba ‘Notícias e siga as nossas redes sociais.

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