Sindhosp

Ana Paula

Healthcare

Evento de Healthcare oferta mais de 200 palestras em São Paulo

O Healthcare Innovation Show (HIS) de 2022 reuniu, na última quarta e quinta-feira, grandes players da saúde para acompanharem múltiplos painéis sobre tecnologia e inovação do setor, no São Paulo Expo.

Foram mais de 200 palestras e 50h de conteúdo com convidados de todo o Brasil, e também internacionais. A disseminação de conhecimentos ocorreu em simultâneo nos 10 palcos do evento, proporcionando uma atmosfera única e imersiva para os presentes. Dinâmica que garantiu grande engajamento do público com os experts.

Nesta 8ª edição, além do vasto leque de apresentações, o HIS investiu alto na promoção do networking. Fornecedores vieram de todo Brasil para apresentar soluções e produtos ao segmento de healthcare, o que aproximou profissionais da saúde e atualizações do mercado.

O SindHosp esteve presente no segundo dia de programação e integrou três palestras, confira a cobertura a seguir.

O uso de AI na otimização de protocolos clínicos 

Cristian Rocha falou sobre Inteligencia Artificial (AI) e a otimização de protocolos clínicos, no palco CIO SUMMIT.  O expert é CEO da Laura, empresa que tem como principal produto o Robô Laura; criado para identificar riscos de deterioração clínica antecipadamente, por meio de inteligência artificial e tecnologia cognitiva.

Cristian esclareceu a definição de Inteligência Artificial para os presentes, disse se tratar de um grande conjunto de tecnologias que ajudam a imitar as ações do ser humano de agir e pensar.

Segundo ele, o conceito de AI surgiu no século XV, quando a humanidade começou a pensar em criar máquinas pensantes, mas foi em 2011 e 2012 que aconteceu a ascensão, com a descoberta de algorítimos sofisticados para solucionar problemas complexos; como identificar imagens e vozes e dirigir veículos. “Essas tecnologias surgiram há apenas 10 anos”, reforçou.

No âmbito saúde, compartilhou sua visão: “O que a gente vê é que o mundo ainda não atingiu o pico da produtividade com a AI.

Um dos principais desafios é criar modelos responsáveis, ou seja, que mantenham a ética no que compete ao gênero, raça e situação social. Para isso, importa estar a par das motivações de cada ação dos algoritmos, elas precisam ser minuciosamente explicáveis.

Se sabe que existe uma grande lacuna quando se fala de Inteligencia Artificial na saúde, é como se estivéssemos engatinhando. Isso ocorre porque o ciclo de adoção à tecnologia é muito mais dilatado na saúde que no varejo, por exemplo, mas é certo que vamos avançar com o setor nos próximos anos, dizer que não é ingenuidade”, disse.

Segurança da informação e o dilema da privacidade

O painel Segurança da Informação e o Dilema da Privacidade também fez parte da programação do palco CIO SUMMIT e cotou com a participação de Danielle Florestano, diretora da Mastercard Cyber & Inteligence Solutions Mastercard Brasil; Hélio Matsumoto, diretor-executivo (TI, Digital e CAC) do Grupo Fleury; Renata Rothbarth, advogada especialista em Saúde Digital do escritório Mattos Filho; e Leandro Ribeiro, gerente de Segurança de Informação no Hospital Sírio Libanês.

Daniele Florestano iniciou o debate alertando a frequência crescente de ciberataques efetivos e tentativas pelo mundo, para ela o cenário apresenta a essencialidade da mitigação de riscos em todos os setores, especialmente na saúde, devido à manutenção de dados altamente sensíveis. 

Um dos pontos destacados por Daniele foi a importância, sobretudo durante a pandemia e pós-pandemia, de investir em treinamento eficiente dos funcionários. “Eles são uma brecha de entrada, e um atacante sempre tenta entrar pelos caminhos mais fáceis”.

A diretora contou que a Mastercard realizou um parâmetro de segurança com o Datafolha em 5 segmentos diferentes, sendo saúde um deles, e apurou o seguinte: 

  • 81% dos entrevistados acha muito importante a cibersegurança na saúde;
  • 58% das empresas sofrem ataques com média e alta frequência;
  • 70% das empresas não fizeram simulação de ataque nos seus sistemas, nos últimos 3 meses;
  • e apenas 23% das empresas de saúde têm uma área de cibersegurança realmente estruturada.

Para ela, os dados levantados só comprovam a carência do mercado.

Hélio Matsumoto, falou em seguida sobre os desafios para prevenção dos ciberataques. “A educação em cibersegurança é um desafio, não adianta contratar as melhores ferramentas e plataformas do mercado, as melhores empresas e monitorar tudo, se alguém da sua operação, lá na ponta, anotar a senha do servidor em um post-it e colar no monitor’, enfatizou.

Indo além, Hélio destaca a importância de uma gestão estratégica e ágil. O profissional observa um comportamento comum das empresas após sofrer um ciberataque, de contratar pacotes de segurança e consultorias especializadas. Ações que causam uma falsa sensação de segurança, visto que tais ferramentas apenas emitem alerta de que algo está errado, “mas se nada for feito com esse dado e o erro não for corrigido, é provável que ele se torne o ponto de partida para um novo ataque”.

O diretor-executivo diz ainda que é preciso fazer um balanço entre a quantidade de informações de segurança versus a capacidade da empresa de responder a eles. Apontando as tecnologias como grandes ferramentas para auxiliar nesse processo de identificação e definição, se o aspecto levantado solicita uma ação ou não.

Por fim, ressalta a alta probabilidade de que um ataque aconteça, dai a necessidade de ter capacidade de resposta, o que engloba os investimentos em automação de ambientes. “Se destruírem tudo, quanto tempo você vai demorar para colocar a casa no lugar? É importante focar também na resposta caso haja o ataque e não apenas na prevenção”, conclui.

O gerente de Segurança de Informação, Leandro Ribeiro, complementa destacando que empresas podem deixar de existir após ataques, reforçando a importância da conscientização entre as pessoas, de que segurança de informação é crucial. “Ações simples como trocar as senhas e usar fator de autenticação fazem a diferença.”

Leandro também falou sobre a primazia da visibilidade, “Saiba tudo o que ocorre na empresa, tenha ideia do perímetro, quais são os dispositivos médicos, quantos são, quais as vulnerabilidades, se estão atualizados e tenha certeza que não há brechas.

A gestão de riscos, o envolvimento das pessoas e a visibilidade do negócio são fatores essenciais para estratégia de informação” disse.

Para leandro, o mais urgente é cuidar do backup, criptografar os dados e se certificar que tudo será recuperado em tempo hábil. Além disso, o fator humano também é fundamental, todos precisam estar treinados e prontos para reagir. “Como cada time atua? Como o time de marketing vai comunicar o mercado de que houve um ataque, por exemplo?”

No mais, quando se trata de inteligência cibernética, é importante ter por perto especialistas antenados e a capacidade de aprender com  a dor dos outros.

Atenção Primária na Saúde Suplementar torna mesmo o setor mais sustentável?

Por fim, o SindHosp presenciou o debate sobre atenção primária e sustentabilidade, que reuniu Luis Fernando Rolim Sampaio, superintendente de Provimentos Saúde na Unimed Seguros; Vitor Asseituno Morais, presidente da Sami; Ícaro Vilar, CEO da AmorSaúde; e Luciane Oliveira da Silva Infanti, sócia EY para América Latina, moderadora do encontro no palco Estratégia de Negócios.

A atenção primaria pode ser o principal instrumento de sustentabilidade e qualificação de cada indivíduo que demanda algum nível de assistência, introduziu Luciane e passou a palavra a Rolim Sampaio. 

Dando início ao bate-papo, o superintendente da Unimed Seguros, disse que visualiza a atenção primaria como uma questão crucial para organização e sustentabilidade do sistema, por otimizar os fluxos e a entrega de serviços e de resultados para a saúde suplementar. “As iniciativas, porém, precisam ser escaláveis para aumentar o número de prestadores, com vistas na redução dos preços”, disse.

Vitor Asseituno Morais, presidente da Sami, também reconhece o potencial da AP na construção de um sistema suplementar mais sustentável. “Se a gente focar só em cuidar da pessoa quando ela fica doente, estamos enxugando gelo na ponta do iceberg sem entender o todo”.

Segundo Vitor, é preciso focar no começo de tudo, trazer o indivíduo pro centro e entender o comportamento dele, como hábitos alimentares e estilo de vida.

“Há uma frase que diz: tudo que não está conectado tende a virar curiosidade ou desperdício. O problema é que na saúde nada está conectado, então tudo tende a virar exame repetido, diagnóstico menos assertivo, tratamento incorreto e visões parciais de um paciente que é único. E é isso que a gente tenta mudar com uma operação digital”, enfatizou.

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metodologia ágil scrum

Participe do Webinar | Metodologia Ágil Scrum e LGPD: Acelerando a Implantação da Lei

O SindHosp convida toda a categoria da saúde a participar do webinar gratuito Metodologia Ágil Scrum e LGPD: Acelerando a Implantação da Lei. O encontro acontece na primeira semana de outubro, em 06/10, das 15h às 16h30, via plataforma da Hospitalar Hub. Para integrar o diálogo, é necessário efetuar inscrição previamente.

Ágil Scrum é um método aplicado em gestão dinâmica de projetos que preza pela formação estratégica de equipes, definindo entregas para um curto espaço de tempo.

Ele permite controlar as atividades de modo eficaz e eficiente, o que potencializa times que atuam conjuntamente para alcançar um fim específico.

Neste próximo webinar, serão explanadas as experiências e resultados alcançados na implantação da LGPD nos serviços de saúde, fazendo uso dessa metodologia.

Palestrante

Fernannda Tedesco, gerente de TI e Qualidade | DPO – SMH Sociedade Médico Hospitalar, é a palestrante convidada a apresentar o tema. 

Tedesco é enfermeira e pós-graduanda em LGPD pela Faculdade Legale; cursou Extensão em LGPD, Segurança de Dados e Responsabilidade Digital na PUCRS; é certificada em LGPD Foundation pela ITCERTS; membro ANPPD®️ e consultora em Gestão Hospitalar e LGPD pela FDFT Consultoria.

O evento conta com o apoio institucional do GRUPO IBES e será mediado por Paula Camargo, gerente de Inteligência e Conteúdo do SindHosp. 

Roteiro

Segue roteiro do encontro:

15h às 15h05: breve resumo do objetivo e apresentação da palestrante;

15h05 às 16h: conteúdo;

16h: tempo destinado às perguntas;

16h30: encerramento.

Tópicos a discutir

O conteúdo está subdividido nos seguintes tópicos:

  •  Definição de Scrum e LGPD;
  •  Formação de equipe;
  • Agilidade na entrega;
  •  Conscientização sobre a importância da LGPD;
  •  Resultados alcançados com a utilização da metodologia Scrum.

Inscrições

As inscrições podem ser realizadas no site do SindHosp, aba eventos, até às 10h do dia 06 de outubro, entretanto, as vagas são limitadas. Acesse aqui e garanta a sua participação. 

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assessores de saúde

SindHosp promove evento para dialogar com os assessores de saúde dos candidatos à presidência

Quais são as propostas do futuro governo brasileiro para a saúde?

É com vistas a encontrar respostas para tal questão que o SindHosp promove, no próximo dia 27 de setembro, um encontro presencial com os assessores de saúde dos candidatos à presidência, intitulado de Diálogo com Assessores de Saúde dos Presidenciáveis.

O diálogo terá início às 9h, no prédio sede da FIESP, localizado na Avenida Paulista, Nº 1313, 5º andar | Espaço nobre.

Uma iniciativa colaborativa, que conta com as parcerias da  Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), Associação Médica Brasileira (AMB) e com Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo). 

Profissionais e gestores da saúde estão convidados a participar do diálogo e já podem se inscrever, no site da FIESP

Sabatina

Participam da sabatina Nelson Marconi, pelo candidato Ciro Gomes (PDT); João Gabbardo, pela candidata Simone Tebet (MDB) e o senador Humberto Costa, representando o candidato Lula (PT).

O SindHosp apoia e integra com prazer quaisquer diálogos que promovam o conhecimento, esclarecimentos e a democracia em saúde.

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seminário saúde são paulo

Seminário Proposta Saúde São Paulo debate o futuro da saúde no Estado

Em parceria com o jornal Folha de S. Paulo e apoio da Janssen Brasil, o SindHosp realizou, em 20 de setembro, no Museu da Imagem e do Som (MIS), na Capital paulista, o Seminário Proposta Saúde São Paulo. 

O evento reuniu os responsáveis pela plataforma de saúde dos três principais candidatos ao Governo do Estado de São Paulo para debater as propostas apresentadas nessa iniciativa do SindHosp. 

O seminário também marcou o lançamento da edição ampliada da Proposta Saúde São Paulo, que você pode ter acesso clicando aqui.

O ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou representando o candidato Fernando Haddad (PT); o secretário de Estado de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento de São Paulo, Davi Uip, representou o candidato e atual governador Rodrigo Garcia (PSDB); e o deputado federal e ex-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Eleuses Paiva, foi o representante da candidatura de Tarcísio Freitas (Republicanos). O debate foi mediado pela jornalista da Folha de S. Paulo, Cláudia Collucci.

O evento contou, ainda, com a participação do presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, e da diretora de Assuntos Estratégicos da Janssen Brasil, Gabriela Almeida. Cerca de 150 lideranças, empresários, gestores, jornalistas e agentes políticos acompanharam presencialmente o debate, que ainda reuniu centenas de profissionais em transmissão ao vivo e on-line.

Objetivos

Na abertura do evento, o presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, apresentou aos participantes os objetivos da Proposta Saúde São Paulo: construir uma agenda de curto, médio e longo prazo para saúde dos paulistas; aumentar o acesso à saúde e proporcionar uma rede assistencial mais qualificada e ampla; fortalecer a capacidade de respostas às demandas e garantir a sustentabilidade; e potencializar sinergias entre os setores público e privado.

 

“Importante ressaltar que essa não é uma proposta do SindHosp, mas o resultado de um trabalho de 15 meses e que envolveu cerca de 150 lideranças, agentes políticos, associações de pacientes, órgãos de classe, indústria e prestadores de serviços que atuam tanto no setor público quanto no privado”, frisou Balestrin.

A diretora de Assuntos Estratégicos da Janssen Brasil, Gabriela Almeida, afirmou que a empresa atua há 89 anos no país e investe pesado em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), algo em torno de US$ 12 bilhões por ano.

 

“Nosso compromisso com a saúde está na inovação. Acreditamos na Proposta Saúde São Paulo porque ela é colaborativa e aposta na inovação como caminho para acelerar processos”, adiantou Gabriela Almeida. A Janssen Brasil foi uma das apoiadoras do seminário.

Debate

Os representantes dos candidatos ao Governo de São Paulo tiveram cinco minutos iniciais para apresentar algumas iniciativas que, se eleitos, Fernando Haddad (PT), Rodrigo Garcia (PSDB) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) pretendem implementar. 

O ex-ministro da Saúde e representante do candidato petista, Alexandre Padilha, ressaltou que um maior acesso do cidadão aos serviços exige forte integração da atenção primária com outros níveis assistenciais e que o papel da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é fundamental para que isso ocorra. Padilha ainda destacou como prioridade de uma eventual gestão do PT o investimento em saúde digital e o fortalecimento do complexo industrial e econômico do setor. “A reindustrialização do Estado pode começar pela Saúde”, acredita.

Representando Tarcísio de Freitas, o deputado federal e ex-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Eleuses Paiva, disse que o programa do Republicanos para a Saúde paulista está centrado em dois objetivos: ampliação do acesso sustentável aos serviços e que isso ocorra com qualidade, resolutividade e eficiência. 

Das 13 propostas principais trazidas pela candidatura de Tarcísio de Freitas para a Saúde, Eleuses Paiva destacou na sua fala inicial o investimento em saúde digital e inovação, a Atenção Primária à Saúde (APS) como porta de entrada do sistema e a necessidade de rever a tabela do SUS, que está defasada.

“A maioria das santas casas e hospitais filantrópicos está à beira da falência. Se não reajustarmos os valores do SUS em seis ou sete meses haverá um colapso na assistência”, defendeu.

O secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde do Estado de São Paulo, David Uip, representou o atual governador e candidato Rodrigo Garcia. Segundo ele, a revolução tecnológica e de inovação já começou em São Paulo. 

“Temos 103 hospitais públicos estaduais, 62 AMES – Ambulatórios Médicos de Especialidades, 40 farmácias de alto custo e um orçamento estadual de R$ 30 bilhões por ano. Desse total, apena R$ 6 bi vêm do governo federal”, frisou Uip.

Sobre esse tema – financiamento da Saúde, a jornalista da Folha, Cláudia Collucci, lembrou que os Estados têm que investir pelo menos 12% da sua receita em Saúde e, os Municípios, 15%. 

E questionou os participantes se esse percentual será cumprido, caso o candidato que representam seja eleito. Todos, sem exceção, afirmaram que cumprirão o que determina a lei em um eventual governo.

Collucci também perguntou como o próximo governo pretende, objetivamente, integrar a atenção básica com a média e alta complexidade, reduzindo as filas. David Uip defendeu revisão da tabela SUS para que o valor repassado pela União aumente. 

Já Padilha e Paiva acreditam que a solução passa por uma gestão conjunta da atenção básica entre Estado e Municípios.

Os três debatedores concordaram em outros dois temas: que a lei 14.434, que instituiu piso salarial nacional para os profissionais de enfermagem, deve ser cumprida e que a saúde digital será uma das prioridades do governo eleito. Para fortalecer o complexo econômico industrial da saúde, Eleuses Paiva afirmou que Tarcísio de Freitas pretende transformar São Paulo no maior polo industrial da América Latina.

Alexandre Padilha defendeu que o Estado precisa ter um sistema tributário que estimule as indústrias a permanecerem aqui e David Uip lembrou que o Produto Interno Bruto paulista cresceu, nos últimos anos, cinco vezes mais que o PIB nacional, o que mostra a pujança do Estado, além de reforçar que a revolução tecnológica já está acontecendo.

No final do evento, Francisco Balestrin entregou aos participantes do debate um exemplar da versão ampliada da Proposta Saúde São Paulo, que você pode ter acesso na íntegra clicando aqui.

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setembro amarelo

Setembro Amarelo: pesquisa do Datafolha constata que metade da população brasileira já sofreu de esgotamento mental

Neste mês de setembro, dedicado à promoção da saúde mental e prevenção ao suicídio, uma pesquisa do Instituto Datafolha constatou que metade dos brasileiros afirmam que eles mesmos ou alguém da família já passou por extremo esgotamento mental, o qual não cessava mesmo após um dia de descanso.  

A pesquisa, intitulada de Saúde Mental dos Brasileiros 2022, ouviu pessoas em 130 municípios e contou com mais de 2 mil respondentes, entre 2 e 13 de agosto de 2022.

Cerca de 53% dos participantes disseram que passaram ou convivem com alguém que passou por um “período de cansaço e desequilíbrio emocional extremos, seguidos de uma sensação de desgaste físico e mental que perdurou por mais de um dia”.

Dentre os pontos destacados na apuração, está a predominância de jovens entre 16 e 24 anos (63%) e do gênero feminino (57%) em situação de estresse e cansaço recorrente e o impacto negativo do uso indiscriminado das redes sociais na saúde mental.

Essa pesquisa do Datafolha integra a Campanha “Bem Me Quer, Bem Me Quero: Cuidar da Saúde Mental é um Exercício Diário”, atinente ao Setembro Amarelo, realizada pela Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata).

Impactos da Covid-19 na saúde mental dos brasileiros

A pandemia de Covid-19 desponta como um dos principais gatilhos que justificam os altos índices, inclusive entre os profissionais da saúde. Em janeiro deste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) divulgou um estudo liderado pela Universidade do Chile e Universidade da Columbia (nos Estados Unidos) apontando que cerca de 14,7% e 22% dos trabalhadores de saúde entrevistados em 2020 apresentaram sintomas que levaram à suspeita de um episódio depressivo.

Ainda segundo a pesquisa do Datafolha, hoje, 34% dos brasileiros declaram ter passado por problemas psicológicos durante a pandemia de Covid-19. 

O número no ano passado chegou a 44%, e os motivos da queda estão certamente ligados à percepção de atenuação da pandemia e melhora na esfera econômica, entretanto, ainda estamos falando de um terço da população do país.

Sinais do sofrimento emocional

O SindHosp acredita que agir ao menor sinal de sofrimento emocional é uma postura necessária e eficaz para salvar vidas, por isso, convida a um exercício de percepção e ação contra a depressão. 

O Ministério da Saúde está promovendo a campanha “Você importa. Escolha a vida!” na qual elenca os principais sinais e frases de alerta e orienta como iniciar uma conversa com pessoas em situação de risco. 

São sinais listados pelo MS:

– Publicações das redes sociais com conteúdo negativista ou participação em grupos virtuais que incentivem o suicídio ou outros comportamentos associados;

– Isolamento e distanciamento da família, dos amigos e dos grupos sociais, particularmente importante se a pessoa apresentava uma vida social ativa;

perigosamente, beber descontroladamente, brigas constantes, agressividade, impulsividade, etc.);

– Ausência ou abandono de planos para o futuro;

– Atitudes perigosas que não necessariamente podem estar associadas ao desejo de morte e atitudes para-suicidas (dirigir perigosamente, beber descontroladamente, brigas constantes, agressividade, impulsividade, etc.);

– Forma desinteressada como a pessoa está lidando com algum evento estressor (acidente, desemprego, falência, separação dos pais, morte de alguém querido);

– Despedidas (“acho que no próximo natal não estarei aqui com vocês”, ligações com conotação de despedida, distribuir os bens pessoais);

– Colocar os assuntos em ordem, fazer um testamento, dar ou devolver os bens;

– Queixas contínuas de sintomas como desconforto, angustia, falta de prazer ou sentido de vida e, finalmente;

– Qualquer doença psiquiátrica não tratada (quadros psicóticos, transtornos alimentares e os transtornos afetivos de humor).

Frases de alerta

– “Tenho vontade de dormir e não acordar mais”;

– “Sou um peso para as outras pessoas”;

– “Estou cansado e sem razão de viver”;

– “Não há mais prazer em se viver”;

– “Tudo seria mais fácil se eu não existisse”;

– “Sou um fracasso”;

– “Essa é a última chance”;

– “Não sou amado ou querido por ninguém”;

– “Eu não estarei aqui no próximo ano”.

Clique aqui e fique a par das demais orientações da campanha.

Onde procurar ajuda

Se notar qualquer sinal de sofrimento mental entre colegas de trabalho, amigos ou familiares, não ignore! Inicie uma conversa e procure ajudar. Caso esteja passando por momentos difíceis, saiba que você não está sozinho, peça ajuda:

CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);

UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;

Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

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Evento do SindHosp esclarece como deve ser a comunicação no setor da saúde

Evento do SindHosp esclarece como deve ser a comunicação no setor da saúde

Com o intuito de elucidar as entidades de saúde e auxiliar na comunicação interna e externa, o SindHosp convidou dois experts do mercado para um encontro virtual e gratuito, direcionado aos profissionais e gestores da saúde. A saber: Flávio Schmidt, consultor em Relações-públicas, Governamentais e Gestão de Riscos, e José Carlos Mattos, jornalista e consultor especializado em Comunicação Corporativa.

O Webinar Comunicação & Saúde: Estratégias de Sucesso para os Prestadores de Serviços aconteceu em 13 de setembro e contou com mais de 100 inscritos. As discussões foram fundamentadas em situações reais e corriqueiras nos hospitais, clínicas e maioria das empresas da saúde, explanadas em dois painéis: 

  • A necessidade de uma estratégia de comunicação para os prestadores de serviço de saúde;
  • Como anda a comunicação da sua empresa após a pandemia?

 Continue a leitura e saiba quais foram os pontos-chave apresentados pelos profissionais.

A necessidade de uma estratégia de comunicação para os prestadores de serviço de saúde

Comunicação é, por definição, o ato de emitir e  receber mensagens, entretanto, a comunicação corporativa vai além, está relacionada à mensagem institucional da marca, dentro e fora da empresa, e envolve vários tipos de públicos; a exemplo de mercado, clientes, parceiros de clientes, investidores, analistas, etc.

Neste painel, José Carlos Mattos esclareceu que essa comunicação está presente em todas as empresas e tem caráter transversal, isso significa que seja qual for o segmento, a comunicação corporativa sempre será importante para o mercado que deseja avanço e relacionamento com os clientes.

Afinal, estamos vivendo uma era em que as relações são ferramentas indispensáveis para efetivação de vendas de produtos e serviços, especialmente os de assistência à saúde. 

Antes de vender, a empresa precisa conquistar o respeito e a credibilidade da sociedade, e “é a comunicação estratégica que exerce esse papel”.

Sendo assim, fica claro o seu potencial decisivo para o sucesso das finanças de um negócio, visto que é um comportamento comum que os consumidores comprem ou contratem serviços das empresas que melhor apresentam seus conceitos, mesmo que custe mais caro.

Entretanto, os benefícios de se comunicar bem ultrapassa esse campo, uma boa comunicação pode proporcionar muito mais aos negócios, como a facilidade em realizar parcerias, atrair e reter talentos. Mas para isso, o mundo solicita mais que ser bom, é preciso parecer bom

No caso das empresas de saúde, espera-se que a comunicação transmita confiabilidade, compromisso e segurança aos pacientes. Tão logo, é preciso que contem suas histórias, valores, visões e os métodos que fundamentam suas ações, nos diversos canais digitais com produção de conteúdo estratégica, estudo de público e endomarketing; cuidando para que os envolvidos com a empresa estejam alinhados aos conceitos.

O jornalista enfatiza ainda a importância de que membros da diretoria estejam mais próximos do setor de comunicação, tendo livre acesso e contato frequente com essa esfera para que a mensagem transmitida seja a mais fidedigna possível.

Isso vai assegurar a eficácia de cada ponto de contato e evitar discrepâncias ou distorção da mensagem a ser transmitida. Um cuidado valioso e que não deve ser menosprezado, afinal, “basta um descuido, equívoco ou erro para que o trabalho de reputação construído por décadas se perca em segundos, reduzindo a nada a credibilidade da instituição”.

Como anda a comunicação da sua empresa pós-pandemia?

Este foi o segundo e último painel do webinar, no qual se discutiu a importância de as empresas considerarem as mudanças de comportamento e modo de pensar da sociedade, após passar pela maior crise sanitária dos últimos 100 anos, a pandemia de Covid-19, e inovar na comunicação corporativa; além de estarem preparadas para os próximos desafios.

Fase para os gestores se dedicarem às estratégias tanto para a comunicação institucional quanto para a gestão de riscos, pois é imprescindível que ambas estejam associadas para evitar problemas. Isso engloba visão estratégica, análise dos públicos e a criação de planos de ação.

Segundo Flávio, as empresas que se limitam às estratégias de imprensa e de redes sociais, as quais não deixam de ser peças fundamentais, podem ter problemas de relacionamento. “Esse novo momento solicita um aprofundamento voltado para os públicos de modo individual e personalizado, a fim de construir uma unidade de percepção de qualidade, relevância e conceito”.

comunicação corporativa na saúde

3 passos para elaborar um plano de comunicação eficaz

O consultor elenca três ações para criar um relacionamento mais aprofundado com as pessoas e se comunicar de modo eficaz, são eles:

  1. análise do contexto e estudo de perfil de públicos;
  2. posicionamento e mensagem estratégica;
  3. planos de comunicação.

Para entender melhor como colocar em prática cada um dos passos, assista ao webinar, já disponível no YouTube do SindHosp:

Gestão de riscos: uma gestão estratégica

Quanto a gestão de crises, Flávio salienta: “a melhor estratégia de gestão de crise é a gestão de riscos”. E a primeira coisa a fazer para gerir esses riscos é conhecê-los, quando se conhece os riscos, é possível agir para reduzi-los ou mesmo eliminá-los, disse.

Schmidt destaca ainda que a gestão de riscos é parte inseparável do processo de planejamento da comunicação de instituições de saúde, devido à função social e propósitos dessas empresas, com atividades tão fundamentais para a sociedade.

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suspensão do piso da enfermagem - Maioria do STF mantém liminar que suspende os efeitos da lei 14.434

Maioria do STF mantém liminar que suspende os efeitos da lei 14.434

 Já foi obtida maioria de votos no Supremo Tribunal Federal (STF) para manter a suspensão da lei 14.434, que criou o piso salarial para os profissionais de enfermagem. Portanto, a liminar obtida no último dia 4 de setembro em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) impetrada pela Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) está mantida.

A decisão da maioria do plenário virtual do STF é válida até que sejam analisados os impactos da medida na qualidade dos serviços de saúde, no orçamento de Municípios e Estados e na qualidade dos serviços. O ministro relator da ADI, Luís Roberto Barroso, deu prazo de 60 dias para que essas explicações sejam dadas.

Entenda o processo

A liminar suspende os efeitos da lei 14.434 até que algumas explicações sejam feitas, no prazo de 60 dias. Após esse prazo, a cautelar continuará vigente até que o ministro Barroso possa apreciar os pontos apresentados. Ou seja: a lei não ficará suspensa apenas por 60 dias, mas sim até o ministro analisar todos os pontos suscitados.

O SindHosp segue acompanhando os desdobramentos do piso salarial nacional da enfermagem. Fique atento!

Acesse aqui a íntegra da decisão que concedeu a liminar.

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desoneração da folha de pagamentos

Empresários lançam manifesto em defesa da desoneração da folha de pagamentos em evento do IUB

Com foco na desoneração da folha de pagamento, com a criação de uma contribuição previdenciária, no dia 01 de setembro, o Instituto Unidos Brasil (IUB) promoveu o fórum: “Desoneração da Folha de Pagamento”. O SindHosp acompanhou as discussões no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo (SP).

O evento contou com a participação de dirigentes de associações de diversos segmentos da economia, empresários e grandes personalidades do setor financeiro, dentre elas Daniella Marques, presidente da Caixa Econômica Federal; Joaquim Passarinho, deputado federal, e Paulo Guedes, ministro da Economia.

Em discurso otimista, Guedes comemorou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,2%, no segundo trimestre de 2022, e afirmou que 2023 promete ainda mais avanço para o Brasil; além de destacar a importância do país neste novo cenário da geopolítica e cadeias de fornecimento.

Manifesto em defesa da desoneração da folha

Um dos pontos altos do encontro foi o lançamento de um manifesto em defesa da desoneração da folha. O documento objetiva reverter o quadro de aumento da informalidade, bem como, a queda da competitividade da economia brasileira.

Os endossantes solicitam compromisso dos presidenciáveis com um programa de desoneração da folha de pagamentos e que haja uma política permanente e sustentável, a fim de evitar problemas previdenciários que impactem a solvência fiscal.

O SindHosp segue atento às discussões que visam diminuir a complexidade tributária, reduzindo impostos e aumentando a competitividade.

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Firmada CCT Saúde Osasco

Firmada Convenção Coletiva de Trabalho Saúde Osasco

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com SINDICATO ÚNICO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE OSASCO E REGIÃO – SUEESSOR, com vigência de 1º de maio de 2022 a 30 de abril de 2023.

Acesse a Convenção Coletiva de Trabalho clicando aqui!

Abaixo exemplo de aplicação do reajuste escalonado: 

Salário de R$ 2.000,00 em maio de 2021 (corrigido pela CCT de 2021): 

4% em maio de 2022 – R$ 2.000,00 x 4% = R$ 80,00, que somados aos R$ 2.000,00 resulta em R$ 2.080,00, a partir de maio de 2022; 

8% em novembro de 2022 – R$ 2.000,00 x 8% = R$ 160,00, que somados aos R$ 2.000,00 resulta em R$ 2.160,00, a partir de novembro de 2022, sem incidência retroativa e sem sobreposição de percentuais; 

12,47% em janeiro de 2023 – R$ 2.000,00 x 12,47% = R$ 249,40, que somados aos R$ 2.000,00 resulta em R$ 2.249,40, a partir de janeiro de 2023, sem incidência retroativa e sem sobreposição de percentuais. 

O referido percentual será aplicado aos salários até R$ 7.087,22 e, acima desse valor, o critério será de livre negociação entre empregado e empregador.

São Paulo, 8 de setembro de 2022.

Francisco Roberto Balestrin de Andrade

Presidente

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campanhas de comunicação e influencia em políticas públicas de saúde

Evento aborda o poder de influência das campanhas de comunicação frente às políticas-públicas em saúde

A Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig) promoveu evento na última quarta-feira (31) para dialogar sobre O Processo de Influência na Formulação de Políticas Públicas em Saúde: O Papel das Campanhas de Comunicação.

O debate aconteceu no auditório do SindHosp, que apoiou o evento institucionalmente.

Dentre as articulações, uma palestra exclusiva apresentou as campanhas finalistas em Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade, na categoria Saúde e Bem-estar. Com mais de 25 mil trabalhos inscritos no festival deste ano e integrantes de 5 continentes, a premiação é referência no setor da Comunicação.

Discussões

A partir dos cases, os participantes discutiram as melhores práticas internacionais em campanhas de comunicação, como ferramentas de mobilização para formação de uma agenda pública em saúde.

As palestrantes Carolina Lobo, vice-presidente de comunicação para saúde na Weber Shandwick e jurada da categoria Saúde e Bem-estar em Cannes 2022, e Luciana Barbetta, diretora-geral da Powell Tate no Brasil articularam a temática por cerca de 2h; expondo diversos modelos premiados ao público, que acompanhava na modalidade hibrida.

Grandes campanhas de comunicação, quando expressivas e estratégicas, são ferramentas poderosas para ‘furar a bolha’ e fazer uma mensagem engajar multidões.

Segundo Carolina e Luciana, trabalhos voltados para causas em defesa de comunidades específicas, como doenças neurológicas e oncologia, despertam campanhas com grande poder de influência, e estão em destaque entre os projetos apresentados. 

Temáticas sobre desigualdade social e equidade na saúde, reforçando a importância de equalizar a assistência pública e privada, foram apontadas como tendências no mercado. 

Mas afinal, como impactar e sensibilizar as lideranças políticas quanto às causas de minorias e ampliar as discussões sobre determinado tema? Eis uma das perguntas-chave do encontro.

Palestra: Campanhas Finalistas em Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade 2022 na categoria Saúde e Bem-estar

Em apresentação da palestra Campanhas Finalistas em Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade 2022 na categoria Saúde e Bem-estar, Carolina Lobo contou que no começo os projetos permeavam nas campanhas de cunho publicitário, mas ao longo das edições o Festival de Cannes passou a inserir novas categorias; uma vez que a essência mutável da comunicação é inegável e devido à necessidade emergente de acompanhar as mudanças do mercado.

“Nota-se que as fronteiras entre publicidade e relações-publicas são difusas. Desde 2009 há uma categoria específica para relações-públicas, criada para reconhecer campanhas de comunicação integradas e não apenas as com foco publicitário _ voltadas para o produto”, disse.

A profissional destaca uma tendência nos festivais dos últimos anos, de premiar causas que abarcam propósitos. Nesse sentido, a seleção dos premiados se deu por quesitos como criatividade e resultados, mas também em função do que a campanha despertou em termos de impacto social.

Muitos dos cases exerceram função de advocacy e contribuíram para a mudança de um país, estado ou cidade por meio do impacto causado com a comunicação, sempre estratégica e com elementos específicos para alcançar os fins desejados. “Estamos falando não somente de um mundo voltado a fazer coisas disruptivas, mas principalmente de um universo que busca causar impacto social por meio de campanhas disruptivas”, enfatizaram as palestrantes.

O case Ilha do Dia Seguinte

Dentre os trabalhos em destaque, o case Ilha do Dia Seguinte conquistou classificação ouro por abordar uma problemática de Honduras, país que proibia a utilização da pílula do dia seguinte e determinava pena de até 6 anos para as mulheres que infringissem a Lei vigente.

A fim de sensibilizar as lideranças responsáveis, em mar estrangeiro, os profissionais do projeto criaram uma ilha intitulada Ilha do Dia Seguinte. Um espaço em águas internacionais para que mulheres hondurenhas pudessem tomar o contraceptivo de emergência em segurança, devolvendo a mais de 3 milhões delas o direto de escolha, sem medo de perseguição.

Para isso, semanalmente, barcos levavam-nas até o mar fora da jurisdição hondurenha. Um protesto em mar aberto solicitando a revogação da Lei à presidente.

A inciativa viralizou. Com mais de 268 milhões de impressões orgânicas, 180 milhões de alcance e 2 milhões de petições assinadas, em março deste ano, a presidente de Honduras, Xiomara Castro, ouviu a causa e se comprometeu a criar uma Lei legalizando a pílula.

O evento terminou com um bate-papo para tirar dúvidas e concluir as reflexões. 

Assista ao diálogo completo:

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