Sindhosp

Ana Paula

Hospitalar 2025 tem início

Uma cerimônia que aconteceu na manhã da terça-feira, 20 de maio, e que reuniu autoridades, lideranças, empresários e profissionais do setor da saúde, abriu oficialmente os trabalhos da Hospitalar 2025. “A feira chega ao seu 32º ano consolidada como uma das maiores exposições da área no mundo. Além do contato com as novidades da indústria e do setor de serviços para a saúde, a Hospitalar também é aguardada por todos como importante fórum de debates. É o grande encontro anual da saúde brasileira e projeta o nosso setor para todos os cantos do mundo”, afirmou o presidente do Conselho de Administração da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin, durante o seu discurso.

A presidente e fundadora da Hospitalar, Waleska Santos, lembrou que, este ano, serão realizados, durante a feira, oito congressos, além das arenas temáticas e de conteúdo dos parceiros. “Somos um palco de debates e tendências, com geração de oportunidades de negócio”, acredita. O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Daniel Almeida, afirmou que, até 2033, o Brasil quer produzir a maioria dos produtos que o Sistema Único de Saúde (SUS) consome. “Atualmente, só produzimos cerca de 40% da nossa necessidade em saúde”.

Danitza Buvinich, diretora da Terceira Diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), frisou que o órgão tem o compromisso de estimular novas tecnologias. “Regulação sanitária e inovação precisam andar juntas. A regulação não é um fim, mas um meio para alcançarmos o bem-estar e o desenvolvimento do setor da saúde”. O momento, no entanto, com a atual guerra tarifária, é de preocupação, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO), Jamir Dagir Jr. “A indústria nacional precisa reagir com estratégias de longo prazo. Não podemos ser destino de excedentes. Temos que lutar pelo fortalecimento do complexo econômico-industrial da saúde”, defendeu.

Além de Francisco Balestrin, a solenidade contou com a participação das seguintes autoridades e lideranças:

– Waleska Santos, presidente e fundadora da Hospitalar

– Juliana Vicente, head do Portfólio de Saúde da Informa Markets Latam

– Eleuses Paiva, secretário de Estado da Saúde de São Paulo

– Pedro Westphalen, deputado federal e presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados

– Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde

– Daniel Almeida, secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

– Luiz Carlos Zamarco, secretário municipal da Saúde de São Paulo

– Carla Soares, diretora-presidente interina da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

– Daniel Meirelles, diretor da Segunda Diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

– Danitza Buvinich, diretora da Terceira Diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

– Breno Monteiro, presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) e da Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (FENAESS)

– Antônio Britto Filho, diretor Executivo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp)

– Mirocles Véras, presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB)

– Reginaldo Teófanes F. de Araújo, presidente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH)

– Fábio Gastal, presidente do Conselho e diretor geral da Organização Nacional de Acreditação (ONA)

– Patricia Frossard, presidente do Conselho da Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (ABIMED)

– Jamir Dagir Jr, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO)

– Sérgio Rocha, presidente do Conselho da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Implantes (ABRAIDI)

– Mário Jorge da Cruz Vital, presidente da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (UNIDAS)

– Vanessa Silva, presidente da Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia e Ciências da Vida (ANBIOTEC)

– Vitor Ferreira, Presidente da Associação Brasileira CIO Saúde (ABCIS)

– Marcos Novais, Diretor-Executivo da Associação Brasileira de Planos de Saúde (ABRAMGE)

Cerca de 1.200 empresas expositoras de 30 países estão participando desta edição da feira, que espera receber aproximadamente 90 mil visitantes. A Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), a FESAÚDE e o SindHosp dividem um estande, localizado no corredor I, nº 76. No local, nos quatro dias de feira, serão realizadas gravações do Papo da Saúde, com personalidades, lideranças e empreendedores. Os videocasts poderão ser acompanhados ao vivo pelos visitantes. Clique aqui, conheça a programação e visite o estande!

 

Serviço Hospitalar 2025

Data: 20 a 23 de maio, das 11h às 20h

Local: São Paulo Expo (1,5 Km, Rodovia dos Imigrantes – Água Funda, São Paulo, Brasil)

Como chegar: Conheça e escolha o melhor meio de transporte para chegar à feira. Clique aqui

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Conheça a programação do estande do SindHosp na Hospitalar

O SindHosp está com um estande na Hospitalar 2025, localizado no corredor I, nº 76. O espaço, dividido com a FESAÚDE e a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), é um espaço para relacionamento com os demais sindicatos paulistas, instituições, empresas parceiras e representados. O visitante poderá conhecer e tirar dúvidas sobre os novos produtos e ações desenvolvidos pelo SindHosp e pela FESAÚDE. Entre eles, o Boletim Infográficos Saúde (BIS) Hospitais, o BIS SADT – Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico, a nova edição da Revista Saúde 360, entre outros.  Além disso, o estande será palco, nos quatro dias de exposição, de gravações do Papo da Saúde, com personalidades, lideranças e empreendedores. Os videocasts poderão ser acompanhados pelos visitantes, ao vivo. Conheça, a seguir, a programação dos Papos da Saúde e agende-se:

 

Dia 20

16hComo os Painéis de LED Transformam Experiência. Apresentadora: Larissa Eloi, CEO da FESAÚDE e do SindHosp. Convidados: Ismael Tocafundo e Ranieri Barreto Sales, fundador/CEO e diretor Comercial da Voltz Profissional Led, respectivamente.

16h50A Importância da Governança Clínica na Gestão Hospitalar. Apresentador: Francisco Balestrin, presidente dos Conselhos de Administração da FESAÚDE e do SindHosp. Convidado: José Antônio Maluf de Carvalho, diretor Técnico-Científico da FESAÚDE.

17h40Instituição Financeira Cooperativa: Parceria que Você Pode Contar. Apresentador: Daniel Machado, diretor de Operações da FESAÚDE e do SindHosp. Convidado: Diego Alexandre Schanoski, superintendente de Desenvolvimento do Sicredi.

18h30Os Desafios de Facilities na Gestão Hospitalar. Apresentadora: Bia Gadia, coordenadora Grupo Técnico de Facilities da FESAÚDE. Convidado: Marcelo Boeger, sócio consultor da Hospitalidade Consultoria.

 

Dia 21

14h – Saúde Digital e as Dimensões da Qualidade. Apresentadora: Priscila Rosseto, coordenadora do Grupo Técnico de Qualidade Assistencial da FESAÚDE. Convidado: Sergio Ricardo Santos, VP de Estratégia da Galileu Saúde.

14h50 – Cuidado Centrado na Pessoa: Valor que se Reflete em Resultados. Apresentadora: Carla Behr, diretora de Expansão do Planetree Internacional e head de acesso da ARCA. Convidada: Luciana Berlofi, gerente de Experiência do Paciente da Rede Américas.

15h40 – Impacto da Reforma Tributária na Cadeia de Suprimentos na Saúde. Apresentador: Carlos Oyama, coordenador do Grupo Técnico de Suprimentos da FESAÚDE. Convidado: Renato Nunes, advogado sócio da Machado Nunes.

16h30 – Prestadores x Operadoras: Como Alinhar Expectativas e Garantir Resultados. Apresentador: Anderson Mendes, coordenador do Grupo Técnico de Saúde Suplementar da FESAÚDE. Convidado: Mario Jorge Vital, presidente da Unidas.

17h20Qualidade e Humanização no Cuidado à Gestante no Setor da Saúde. Apresentadora: Lucinéia Nucci, coordenadora do Grupo Técnico de Segurança e Saúde Ocupacional da FESAÚDE. Convidada: Natália Serpejante, supervisora de Enfermagem do Grupo Fleury.

 

Dia 22

14hAvanços na Experiência do Paciente no Brasil. Apresentadora: Carla Behr, diretora de Expansão do Planetree Internacional e head de acesso da ARCA. Convidada: Ana Merzel Kernkraut, coordenadora Planetree no Hospital Israelita Albert Einstein.

14h50Desmistificando People Analytics. Apresentador: Daniel Machado, diretor de Operações da FESAÚDE e do SindHosp. Convidado: Felipe Guimarães, executivo de Novos Negócios da MakeOne.

15h40Não é Sobre o Futuro. É Agora: IA que Gera Receita, Reduz Glosas e Cuida de Gente. Apresentador: Daniel Machado, diretor de Operações da FESAÚDE e do SindHosp. Convidado: Marcelo Otoni, CEO da Invisual.

16h30Hospitalar 2025: O que está Moldando o Futuro da Saúde? Apresentadora: Larissa Eloi, CEO da FESAÚDE e do SindHosp. Convidada: Juliana Salvático Vicente, head Portfólio de Saúde da Hospitalar.

18h10As Tecnologias que Estão Promovendo a Transformação Digital dos Hospitais Brasileiros. Apresentadora: Larissa Eloi, CEO da FESAÚDE e do SindHosp. Convidado: Wellington Cabra, CEO da Wtime.

 

Dia 23

14h – A Importância da Escolha do Mobiliário para a Humanização da Hotelaria e Acolhimento do Paciente. Apresentador: Daniel Machado, diretor de Operações da FESAÚDE e do SindHosp. Convidada: Livia Mendes, gestora de Novos Negócios da Cremmer.

14h50 A Gestão Especializada de Escalas gera Accountability? Apresentador: Daniel Machado, diretor de Operações da FESAÚDE e do SindHosp. Convidado: Hamilton Rocha Júnior, superintendente Médico do Grupo DOC.

15h40Ambientes que Falam: A Psicologia das Cores. Apresentadora: Carla Behr, diretora de Expansão do Planetree Internacional e head de acesso da ARCA. Convidada: Andrea Rosenberg, arquiteta especificadora da Forbo América Latina.

16h30Menos Impostos, Mais Saúde Financeira para sua Clínica. Apresentador: Inaldo Leitão, gerente de Relações Institucionais e Governamentais da FESAÚDE. Convidado: André Pinguer Kalonki, sócio da KR Law.

 

Após o término da Hospitalar, as gravações do Papo da Saúde serão disponibilizadas na programação do canal do SindHosp no Youtube – @sindhosp oficial.

Serviço Hospitalar 2025

Data: 20 a 23 de maio, das 11h às 20h

Local: São Paulo Expo (1,5 Km, Rodovia dos Imigrantes – Água Funda, São Paulo, Brasil)

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Prorrogado prazo para aplicação dos riscos psicossociais

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou, em 16 de maio, a Portaria nº 765, prorrogando, até 25 de maio de 2026, o prazo de início da vigência da nova redação do capítulo “1.5 Gerenciamento de riscos ocupacionais”, da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1).

 

A Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) e outras entidades representativas pleitearam, junto ao MTE, a prorrogação do prazo da aplicação dos riscos psicossociais na NR 01, em razão da forma errônea como o mercado entendeu a aplicação das referidas normas.

 

O objetivo da Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP/MTE), ao publicar a Portaria nº 1419 e dando nova redação do capítulo 1.5 Gerenciamento de riscos ocupacionais, sempre foi a vinculação dos riscos psicossociais à organização do trabalho e à ergonomia. Infelizmente, inúmeros consultores e alguns órgãos de classe passaram a divulgar informações erradas ao mercado, dando uma interpretação exageradamente ampliada em relação ao que deveria ser, de fato, as reais obrigações das empresas frente ao tratamento dos riscos psicossociais.

 

A CNSaúde acredita que, com essa importante prorrogação e com a criação da Comissão Nacional da NR 01, será possível  debater institucionalmente, de forma tripartite (governo, trabalhadores e empregadores), a criação de uma regulamentação mais precisa, que traga respostas às inúmeras indagações que surgiram, proporcionando menor insegurança jurídica para as empresas e que trate a questão dos riscos psicossociais dentro do escopo da organização do trabalho e da ergonomia.

 

Clique aqui e acesse a íntegra da Portaria nº 765.

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Dia Internacional da Enfermagem, 12 de maio

12 de maio é o Dia Internacional da Enfermagem e o Dia do Enfermeiro.  A data é uma homenagem à britânica Florence Nightingale, considerada a precursora da enfermagem moderna e que nasceu em 12 de maio de 1820. “Os profissionais de enfermagem tem papel importantíssimo nos cuidados da saúde em todas as suas complexidades, da promoção e prevenção aos cuidados paliativos. Pela experiência e por estarem mais próximos dos pacientes, também são peças-chave na formulação e implementação de políticas públicas voltadas ao setor”, afirma o presidente do Conselho de Administração do SindHosp, Francisco Balestrin.

Este ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) está propondo aos estados membros uma discussão sobre o uso de evidências e informações em ações estratégicas para fortalecer a enfermagem e assegurar uma força de trabalho sustentável para as Américas. Uma grande preocupação do órgão é a redução drástica de formandos de enfermagem, registrada entre 2018 e 2023 na região: o número caiu de 81 para 24 por 10 mil habitantes.

De acordo com dados da entidade, a região conta com aproximadamente 7,4 milhões de profissionais de enfermagem, que representam 63% da força de trabalho em saúde. As mulheres são 87% desse contingente profissional e continuam a enfrentar a desigualdade de gênero e a falta de reconhecimento profissional, segundo a OPAS.

Brasil

Este ano, o número de profissionais de enfermagem atingiu 3,2 milhões no Brasil, segundo o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). São mais de 784 mil enfermeiros, 474,5 mil auxiliares de enfermagem e 1,9 milhão de técnicos. No Estado de São Paulo estão concentrados mais de 826 mil profissionais.

Clique aqui e verifique o número de profissionais de enfermagem por Estado da Federação

“Esses profissionais são imprescindíveis para a melhoria do Sistema Único de Saúde e para a qualidade assistencial e a resolubilidade. Em nome do SindHosp e dos milhares de estabelecimentos que representa, queremos registrar nossas felicitações e nosso agradecimento”, finaliza Balestrin.

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Diretora da Dasa, Cláudia Cohn é a nova conselheira do SindHosp

Com sólida trajetória na área da saúde, Cláudia Cohn, diretora-executiva da Dasa, é a nova conselheira do SindHosp. O presidente do Conselho de Administração do Sindicato, Francisco Balestrin, destaca a forte atuação de Cláudia Cohn no segmento de medicina diagnóstica. “Ela traz uma visão estratégica e inovadora que enriquecerá os debates da nossa entidade”, acrescentou Balestrin. “A Claudia chega para somar com energia e ideias novas”.

Com ampla experiência em relações institucionais na área da saude, Cláudia Cohn é conselheira também do Colégio Brasileiro de Executivos em Saúde (CBEXS) e vice-presidente do Instituto Coalizão Saúde (ICOS).

Eleita uma das mais admiradas líderes da saúde no Brasil por três vezes, a nova conselheira do SindHosp pela Dasa acumula a gestão de operações diagnósticas de laboratórios em mais de 150 hospitais no território nacional.

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Nem CLT, nem PJ: na gestão compartilhada, os médicos são sócios

O SindHosp sediou mais uma edição do seu já tradicional WorkCafé. Realizado em parceria com o Grupo DOC, o evento tratou do tema “Gestão Médica Compartilhada”.  O conselheiro do SindHosp Antonio Carlos Endrigo abriu a apresentação. “Absorver a grande quantidade de médicos que se formam todos os anos é um grande desafio”, pontuou. Ainda na abertura, José Henrique Floriano, sócio-fundador do Grupo DOC, falou dos desafios pós-pandemia na área da saúde e da importância de se investir em acreditação: “Temos de equilibrar bom atendimento com eficiência. Temos um modelo de gestão médica compartilhada que trabalha com dados e tecnologia, mudando processos internos. Estamos em vias de obter uma acreditação internacional”. Para assistir à integra do WorkCafé, clique aqui.

 

 

Engajamento médico

 

Em uma segunda etapa do WorkCafé, o geriatra Virgílio da Rocha Olsen, superintendente médico do Grupo DOC, ministrou a palestra “Políticas de Valorização Médica: Como Engajar o Corpo Clínico e Fortalecer seu Papel Estratégico”. Ele destacou o que chamou de “revolução da longevidade”, que vem mudando os ciclos de vida das pessoas, sem pontos de intersecção claros. “Hoje muitas pessoas decidem refazer a vida aos 50 anos de idade. Além disso, o turnover das empresas beira os 50%, é preciso estratégia para reter talentos”, destacou. “O desafio do engajamento está posto. Boa parte das pessoas não quer estar onde está, muitas vezes procurando emprego”.

 

 

Durante a palestra, Virgílio Olsen lembrou que a questão do engajamento também envolve os médicos. “Sim, eles sofrem burnout, e muitos pensam em largar a medicina”, enfatizou o executivo. “O que as lideranças de hospitais nem sempre consideram é que existe uma relação entre engajamento médico e mortalidade. Quanto mais engajamento, menos turnover e menos mortalidade”. Segundo ele, um médico se engaja por motivos que passam por propósito, interesse próprio, reputação e tradição.

“Os médicos estudam demais para se contentarem em ser preenchedores de escala”, acrescentou Virgílio Olsen. “Os hospitais precisam de equipes fortes e coesas para ter melhores resultados, se possível, buscando uma medicina baseada em valor, com melhores desfechos e experiência do paciente, sem desperdícios”.

 

Sócio, não empregado disfarçado

 

Após a palestra, o WorkCafé contou com a roda de conversa “Gestão Médica compartilhada – O diferencial estratégico para impulsionar a performance hospitalar”. Moderada por Larissa Eloi, CEO do SindHosp/FESAÚDE-SP, o bate-papo contou com a presença de Ana Carolina Martins Costa Juliano, diretora médica do Hospital Leforte Liberdade, e Carlos Arilton Silva de Oliveira, diretor jurídico do Grupo DOC, além de Virgílio Olsen. “A saúde requer um novo pensar, um olhar ampliado, precisamos de mais especialistas em pessoas”, provocou Larissa Eloi.

 

 

Ana Carolina, do Lefort Liberdade, que destacou a nova Rede Américas, uma joint venture entre Amil e Dasa, revelou que seu grande desafio está no pronto socorro. “Estamos aprimorando a gestão do pronto socorro. Hoje, o grupo considera levar a nossa avaliação de desempenho de corpo clínico para outras áreas”, contou a diretora médica.

O diretor jurídico Carlos Arilton do Grupo DOC explicou o modelo de gestão médica compartilhada. “Os médicos são sócios. Ou seja, a relação não é trabalhista, como acontece no PJ individualizado ou na CLT. O desafio é dar garantias e cuidados para que o médico se sinta realmente sócio, não um empregado disfarçado”, explicou Arilton. “Para isso, dependemos de uma governança sólida e compliance, com boas práticas, para evitar riscos trabalhistas. No grupo, temos dois mil sócios”.

 

Fotos: Divulgação / Gerson Areias

 

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ANS abre inscrição para Programa de Monitoramento da Qualidade Hospitalar na Saúde Suplementar

Ofício-Circular nº: 3/2025/CEIQP/GEIQP/DIRAD-DIDES/DIDES

 

Aos Senhores Representantes de Entidades Representativas do Setor da Saúde Suplementar

 

Assunto: Divulgação do Edital de Inscrições para participação no Programa de Monitoramento da Qualidade Hospitalar na Saúde Suplementar – Ciclo 2025.

 

Prezado(a) Senhor(a) Representante,

 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS desenvolve o Programa de Monitoramento da Qualidade Hospitalar (PM-QUALISS Hospitalar), que tem como objetivo monitorar, avaliar e divulgar o desempenho dos prestadores de serviços hospitalares que atuam na saúde suplementar por meio de indicadores de qualidade.

O Programa busca reduzir a assimetria de informação, permitindo aos beneficiários acesso a parâmetros de qualidade dos prestadores hospitalares; aumentando a transparência sobre o desempenho assistencial dos hospitais participantes; e promovendo uma uma cultura de avaliação e divulgação do desempenho dos prestadores de serviços de saúde no setor suplementar.

Os hospitais reportam, de forma voluntária, os dados dos indicadores do painel geral do SIHOSP, de acordo com o preconizado em suas fichas técnicas, disponibilizadas no portal eletrônico da ANS em Indicadores – Painel Geral .

Os dados dos indicadores são reportados pelos hospitais por meio do Sistema de Indicadores Hospitalares – SIHOSP. Este sistema permite que os hospitais monitorem e avaliem dos seus resultados mensalmente, possibilitando uma melhor gestão interna por meio da comparabilidade com a média dos participantes, com a média dos hospitais de excelência e com a meta proposta pela literatura.

Nesse sentido, a ANS solicita, com muita satisfação, o apoio de sua Entidade para divulgar o convite aos Hospitais Gerais da saúde suplementar que apresentam certificado de acreditação ou certificação de qualidade em saúde, emitido por entidades acreditadoras em saúde, participantes do QUALISS, reconhecidas pela The International Society For Quality (ISQUA).

As inscrições para novos hospitais estão abertas até o dia 30/05/2025, por meio do Edital disponível no Portal da ANS em Edital_PMQUALISS_2025_r04.pdf (www.gov.br).  A ANS publicou uma noticia sobre a abertura do Edital em seu Portal Institucional. Caso desejem, podem utilizá-la para auxiliar na divulgação interna: Notícias Edital 2025 PM Qualiss Hospitalar

A lista dos Hospitais que já ingressaram no Programa pode ser consultada no Portal da ANS em Participantes.

Para mais informações sobre o Programa de Monitoramento da Qualidade Hospitalar da ANS, acesse: Monitoramento da Qualidade Hospitalar — Agência Nacional de Saúde Suplementar (www.gov.br)

Agradecemos antecipadamente pela colaboração e esperamos contar com o apoio de sua Entidade na divulgação deste Edital, contribuindo para a melhoria da qualidade da assistência hospitalar no Brasil. Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais, por meio do e-mail: monitoramento.qualidade@ans.gov.br.

 

Cordialmente,

 

Maurício Nunes da Silva
Diretor de Desenvolvimento Setorial

 

Raquel Medeiros Lisboa
Gerente de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade dos Prestadores de Serviço

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‘Paciente bem cuidado é menos oneroso’, diz presidente da Unidas  

O videocast Papo da Saúde recebeu Mário Jorge Vital, que assumiu no início deste ano de 2025 a presidência da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), associação das operadoras de autogestão responsáveis pela saúde de mais de 4 milhões de brasileiros. Com 27 anos de atuação na Caixa de Assistência (Cassis) e formação na área contábil, o paraibano Mário Jorge conversou com Francisco Balestrin, presidente do SindHosp/FESAÚDE-SP e vice-presidente da CNSaúde, e falou sobre os desafios da Saúde Suplementar do ponto de vista das instituições de autogestão. Clique aqui, para assistir à íntegra da entrevista.

 

Qualidade assistencial e gestão financeira

 

Segundo Mário Jorge, as instituições de autogestão são entidades sem fins lucrativos, que cumprem uma função social, mas dependem de superávit para manter sua sustentabilidade econômico-financeira. “As instituições de autogestão começaram a surgir nas décadas de 1950 e 1960 e foram se estruturando a partir das necessidades e das demandas dos usuários, tendo a solidariedade como princípio básico. Só vamos trazer sustentabilidade quando todo o sistema for centrado no paciente, no beneficiário”, defendeu o presidente da Unidas, que reúne mais de 100 instituições filiadas. “Precisa de um cuidado organizado e integral”.

 

 

Mário Jorge reconhece que a autogestão depende de provimento de recursos, mesmo com foco no assistencial. “Temos uma boa gestão do econômico-financeiro justamente para reverter os recursos em qualidade de atendimento. Com uma assistência de qualidade, a gestão financeira fica menos desafiadora. Assistência e gestão financeira não são concorrentes ou paradoxais. Na verdade, um incentiva o outro, são complementares. O paciente bem cuidado é menos oneroso para a operadora de saúde”, defendeu Mário Jorge.

 

Autogestão e envelhecimento

 

O entrevistado do Papo da Saúde também defendeu menos assimetria de informações e mais compartilhamento de dados no setor, com foco em desfechos clínicos. “Este é o desafio da cadeia, sair da atual remuneração por produção e migrar para uma remuneração por resultados assistenciais”, sustentou Mário Jorge. “Temos de remunerar melhor quem cuida bem dos pacientes”.

O presidente da Unidas informou que as instituições de autogestão respondem por 9% dos usuários de hospitais, mas representam 30% das receitas desses mesmas organizações. Segundo ele, isso se dá porque as instituições de autogestão garantem a permanência dos idosos no sistema. “No Brasil, o índice de envelhecimento, que mede a relação entre maiores de 60 anos e menores de 14 anos, é de 55%. Na saúde suplementar, esse índice é superior ao da sociedade brasileira, chegando a quase 80%. Na autogestão, o índice dispara para 175%”, disse Mario Jorge. “Temos um amadurecimento da população e a autogestão já está cuidando do idoso”.

 

 

Do ponto de vista das políticas públicas, Mario Jorge acredita que o Ministério da Saúde deve capitanear uma transformação, já que a saúde suplementar faz parte do SUS. “Precisamos de mais eficiência, de interoperabilidade, de prontuários únicos, com todos os cuidados necessários para esse processo. A fragmentação do cuidado traz desperdício”, acredita Jorge.

 

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WorkCafé discute como reduzir desperdícios com glosas de OPMEs

Um debate necessário para o ecossistema da Saúde Suplementar. Com o tema “Gestão Estratégica de OPMEs – Maximizar Receita e Reduzir Perdas”, o SindHosp, em parceria com a Bionexo, realizou em sua sede mais uma edição do WorkCafé, que contou com uma palestra e uma roda de conversa. No centro do debate, as glosas decorrentes da utilização de Órteses, Próteses e Materiais Especiais para procedimentos médicos, odontológicos e de reabilitação. Para assistir à íntegra do evento, que está disponível no canal oficial do SindHosp no YouTube, clique aqui.

 

Eficiência e gestão

 

A CEO do SindHosp, Larissa Eloi, abriu o WorkCafé. Segundo ela, o Brasil tem mais de 6.500 hospitais públicos e privados, que precisam seguir na mesma direção. “Os prestadores de serviço de saúde têm de investir em eficiência casada com gestão”, pontuou Larissa Eloi. “A liderança consciente, que integra eficiência, propósito e valor compartilhado para a gestão, é a grande chave para qualquer setor. Mas, para além dos processos, precisamos construir relações estratégicas e fortalecer elos, com foco na colaboração”.

 

 

Rodrigo Romero, vice-presidente de Growth na Bionexo, também falou da importância de levar para os hospitais eficiência, transparência e inteligência, fazendo o melhor ciclo de compra. “Estamos completando 25 anos de existência, trabalhando com 75% dos hospitais brasileiros. Essa experiência nos mostrou que, para diminuir a glosa com OPME, os hospitais precisam fechar o faturamento com mais eficiência, utilizando um sistema robusto e integrado e mecanismo com inteligência artificial embutida”, destacou Romero. “Não é só comprar materiais OPME, tem toda a gestão, desde a pré-compra. É preciso unir o ciclo de suprimento com o clico de receita, reduzindo drasticamente a chance de glosa”.

 

Glosas e OPME

 

Na segunda etapa do WorkCafé, subiram ao palco do auditório do SindHosp Roberta Navarro e Caroline de Paula, ambas diretoras da DPN, uma consultoria de nicho OPME. Elas ministraram a palestra “Glosas – entenda como garantir a conformidade e eficiência na Gestão de OPMEs”. Segundo Roberta Navarro, existem diversos tipos de operadoras. “Temos administradora de benefícios (como a Qualicorp), autogestão (como Cabesp e Fundação CESP), cooperativa médica (as Unimeds), filantropia (os planos associados a Santas Casas), medicina de grupo (caso da Hapvida) e seguradora (Sulamérica e Bradesco), que possuem modelos de gestão de capital diferentes”, elencou Navarro. “Os hospitais dispõem de ferramentas de análise de mercado para lidar com as operadoras, incluindo o IDSS, que é um índice de desenvolvimento, e o painel econômico-financeiro, um BI (Business Intelligence), com o resultado líquido das operadoras, que chegou a 11 bilhões de reais em 2024, além da sala de situação da ANS”.

 

 

Caroline de Paula, que é diretora técnica e especialista em OPME na DPN Consultoria, citou uma pesquisa com 85 hospitais, que mostrou que a soma dos pagamentos retidos pelas operadoras por glosa em 2024 somou R$ 5,8 bilhões, ou seja, mais de 15% da receita dos hospital foi glosada. “O impressionante é que menos de 2% das contas glosadas tinham justificativa e foram mantidas”, revelou de Paula. “Os três principais motivos de glosa em 2024 foram OPME inválido, valor apresentado a maior e material inválido. Os hospitais não podem confundir TISS e TUSS. Existem protocolos, guias e tabelas para garantir a conformidade das informações”.

 

Custos invisíveis

 

Na terceira etapa do WorkCafé, houve a Roda de Conversa “Gestão de OPMEs – Como Organizar Dados e Padronizar Informações para Evitar Erros e Glosas”, moderado por Carlos Oyama, coordenador Grupo Técnico de Suprimentos SindHosp. Segundo ele, os materiais OPME representam o principal ponto de discórdia entre prestador de serviço e operadoras. “Glosas são motivadas pela falta de entendimento na utilização de OPMEs, que não são tão representativos em termos de valores, mas são muito representativos em termos de receita. Os hospitais têm de estar atentos aos custos invisíveis, não podem se acostumar com o desperdício”.

 

 

Alexandre Almeida, especialista de Produtos na Bionexo, lembrou que a glosa ocorre no final do processo, mas o problema, muitas vezes, está no começo. “Ela acontece porque o processo se inicia de forma errada. Os custos invisíveis envolvem todos, tanto da área assistencial como administrativa. É preciso um processo integrado, com protocolos, desde a solicitação até o faturamento, com material previamente autorizado, tudo precificado e codificado corretamente, evitando turbulências futuras”, sustentou Almeida.

 

Parametrização e IA

 

A gerente-executiva de Supply Chain, Ana Paula Melo, contou que realizou na BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo a união da cadeia de suprimentos com mais sinergia entre todas as interfaces e teve nos materiais OPME um dos principais alvos. “Montamos um núcleo de OPME, com um gerente dedicado a esse processo, olhando tanto para o mercado, os fornecedores e as operadoras como, depois, para o processo logístico e a dispensação para paciente, com interface com ciclo de receita. “Estamos colhendo frutos nos últimos dois anos, com apoio tanto da tecnologia como da revisão de processos, o que significa codificação, padronização, saneamento de cadastro e assim por diante”, informou Melo. “A solução para a questão das glosas está mais dentro de casa do que fora. Não devemos ficar esperando as operadoras mudarem o modelo de remuneração”.

 

 

Caroline de Paula, da DPN Consultoria, complementou a conversa chamando a atenção para o cadastro. “Trata-se de uma ferramenta importante na gestão de glosas, mas com pouca visibilidade no processo da maioria dos hospitais”, sustentou de Paula. “No fim, é importante costurar todas as pontas, da compra à venda. No nosso trabalho, usamos um ID para cada item e costuramos tudo conciliando as tabelas do hospital, da operadora e dos fornecedores, fazendo um ‘de/para’, parametrizando tudo”.

Para Ana Paula, da BP, a inteligência humana não é suficiente para obter a equivalência de linhas de produtos. “Precisamos de IA embarcada em um sistema robusto que substitua as planilhas de Excel”.

 

 

 

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O silêncio dos partidos sobre a saúde

Propostas contidas nos programas de governo, em sua maioria, são genéricas e, com frequência, inexequíveis

As mazelas do sistema de saúde costumam figurar entre as três maiores preocupações dos brasileiros nas pesquisas de opinião. A exemplo do que ocorre em tantas áreas de responsabilidade do poder público, a angústia da população não parece ser tratada com a urgência que o tamanho do problema sugere. No caso da saúde, pouco ou nada se sabe a respeito do que as principais Excelências e suas agremiações pensam sobre o assunto.

Os desafios se tornam cada vez mais complexos ano a ano. Como revelou O GLOBO, a fila de espera por uma cirurgia no Sistema Único de Saúde (SUS) dura em média um ano e sete meses; por uma consulta, dois meses. O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, em julho passado, relatório apontando que o déficit no SUS estava em R$ 31 bilhões em 2017, com projeções de aumento para R$ 57,5 bilhões em 2030. É preciso preparo político e conhecimento técnico para solucionar demandas superlativas como essas.

A Lei 9.096/95, que regulamenta os partidos políticos, prevê a criação de fundações vinculadas às siglas destinadas ao estudo, à pesquisa, à doutrinação e educação política. É de esperar que as legendas, mais precisamente essas instituições ligadas a elas, capitaneiem permanente elaboração de políticas públicas dirigidas à área que tem por fim garantir o direito à vida, o mais basilar dos previstos na Constituição.

Não faltam ou não deveriam faltar recursos. Dados do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) mostram que há 28 fundações ou institutos criados pelas legendas do país. Em 2024, o fundo partidário destinou R$ 1,1 bilhão aos partidos. Pela lei, cerca de R$ 220 milhões foram reservados a essas entidades.

A vasta quantidade de siglas, porém, não se traduz em fartura de propostas para a saúde. Quando muito, algumas legendas se dispõem a externar diretrizes a respeito do assunto, muitas vezes exclusivamente sob o viés econômico — fortalecimento do SUS 100% gratuito, ampliação de parcerias público-privadas ou, em outros casos, redução do papel do Estado na gestão da saúde pública. A apresentação de ideias e os debates mais concretos ficam restritos às curtas temporadas eleitorais, de dois em dois anos. E, mesmo assim, as propostas contidas nos programas de governo, em sua maioria, são genéricas e, com frequência, inexequíveis.

A qualificação do debate nasce na formação de gestores capazes de propor ações estruturalmente transformadoras. Não se pretende que as fundações partidárias formem especialistas prontos para atuar em questões essencialmente técnicas da saúde. Bom senso. Mas não apenas é esperado, como necessário, que essas instituições sejam capazes de desenvolver soluções, com o mínimo de embasamento, para problemas como filas para cirurgias e transplantes, judicialização da saúde, consequências do envelhecimento populacional, estimativa de explosão dos casos de câncer até 2050, entre outros. Por ora, sabe-se que sobram recursos, e faltam repertório e disposição para atacar o que a sociedade grita que considera mais urgente.

Francisco Balestrin

Presidente da FESAÚDE-SP e do SindHosp

Inaldo Leitão Filho

Gerente de Relações Institucionais e Governamentais da FESAÚDE-SP

 

Artigo publicado pelo jornal O Globo, de 08/04/2025. Clique aqui e acesse o pdf da publicação

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