Sindhosp

Ana Paula

telemonitoramento

Estudo inédito de telemonitoramento acompanhou 110 pacientes por 24h: confira os principais resultados

Rumo a segunda fase, estudo pioneiro de telemonitoramento acompanhou 110 pacientes durante um ano.

Para entender mais sobre o levantamento, o SindHosp conversou com um dos autores do projeto, João Paulo Silveira, membro do Conselho Fiscal Efetivo da Fehoesp e diretor do SindJundiaí.

“Escolhemos realizar esse trabalho porque, em home care, a regulagem dos respiradores é feita por profissionais que estão na casa dos pacientes. Muitas vezes esses profissionais quando vão numa longa distância ou uma região de difícil acesso, afastada dos grandes centros de tecnologia e informação médica, tem dificuldade na regulagem desses equipamentos”, explica João

Dessa forma, pensando em solucionar esse impasse, o estudo uniu o telemonitoramento 24h à Internet das Coisas Médicas. Assim, o objetivo foi proporcionar que os profissionais regulassem esses equipamentos à distância.

“E não só isso, também era nossa intenção que esse profissional pudesse acompanhar os resultados dessa regulagem e adaptação remotamente”, complementa.

Como foi composta a amostra?

As 110 pessoas acompanhadas no estudo são residentes no estado de São Paulo e pacientes da Plural Care, holding de serviços de home care.

Os pacientes têm em comum a necessidade de suporte respiratório por aparelhos em decorrência de variadas enfermidades.

Dos 110 pacientes, 75% necessitavam de ventilação mecânica invasiva (pacientes traqueostomizados) e 25% utilizam algum tipo de interface (máscara) oronasal.

Em parceria com a ResMed, empresa global fabricante de equipamentos de suporte respiratório e dispositivos médicos conectados à nuvem, a Plural Care se uniu para desenvolver o levantamento.

Ao lado, exemplos de aparelhos de ventilação mecânica usados no estudo

Resultados indicam melhora clínica e economia de gastos

Com a finalização da primeira fase do estudo, foram observados os seguintes resultados:

  • Melhora dos casos clínicos;
  • Conforto do paciente;
  • Diminuição da reinternação hospitalar.

“Consequentemente, esses fatores geram melhor atendimento e desfecho clínico, o que resulta numa economia importante para as fontes pagadoras, sejam elas os planos ou seguradoras de saúde”, avalia João.

Os resultados foram aceitos e apresentados por João em setembro deste ano no European Respiratory Society (ERS) Internacional Congress 2022, o maior e mais importante congresso mundial sobre doenças respiratórias, realizado em Barcelona, na Espanha.

Próximos passos

Agora, a Plural Care e a ResMed estão desenvolvendo a segunda etapa do estudo.

De acordo com João, que também é sócio e diretor da Plural Care, o grande desafio dessa nova fase é ampliar o estudo ao nível nacional, para os 300 pacientes em ventilação mecânica da holding.

Dessa forma, os resultados serão importantes para conhecer o perfil do telemonitoramento domiciliar no Brasil.

A princípio, as novas conclusões estão previstas para serem divulgadas em Milão, novamente no ERS, que está programado para setembro de 2023.

O SindHosp está sempre atento aos estudos, pesquisas e projetos em desenvolvimento que se relacionam ao setor da saúde. Para se manter antenado nas últimas novidades, acompanhe a aba ‘Notícias‘.

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Maturidade digital

Healthcare Alliance, SindHosp e FOLKS Debatem Maturidade Digital dos Hospitais Paulistas

Em parceria com a Healthcare Alliance, o SindHosp realizou, em 29 de novembro, o evento gratuito ‘Como está a Maturidade Digital do seu Hospital?’

O diálogo foi fomentado pelo próprio presidente do Sindicato, Francisco Balestrin, e mais 5 gestores das principais instituições de saúde de São Paulo, a saber: Carlos Alberto Marsal, diretor-executivo e financeiro do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Mark Carvalho, CFO da MV; Claudio Giuliano, CEO da Folks; e Milton Alves, diretor de Tecnologia da Informação na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Fábio Sinisgalli, diretor-executivo da Healthcare Alliance, que moderou um dos painéis.

Dividido em dois momentos, o encontro pode ser acompanhado por público presencial e virtual, ao vivo no YouTube:

No painel de abertura,  Claudio Giulliano, CEO da FOLKS, apresentou os resultados de um novo levantamento que mensurou o estágio digital dos hospitais em todo Brasil e em SP, através do método chamado Índice de Maturidade Digital. Já na segunda fase, as 5 lideranças convidadas articularam sobre  a cadeia de recebíveis e os desafios financeiros para alavancar a transformação digital nas instituições. Siga com a leitura e saiba mais!

Maturidade Digital dos Hospitais 

No início de sua fala, Cláudio explica como realizou a avaliação de maturidade digital dos hospitais brasileiros e paulistas, com um método criado pela FOLKS, chamado Índice de Maturidade Digital, o qual vem sendo aplicado em hospitais do país desde 2019, especialmente os da iniciativa privada. “O objetivo é acelerar os passos e auxiliar as empresas de saúde nesse processo de transformação digital”. 

O executivo esclarece que ser maduro digitalmente “não significa comprar tecnologia, colocar um sistema para rodar ou um APP para funcionar, há vários aspectos que devem ser considerados, é a chamada preparação para a jornada digital. De um lado, adotamos e implementamos a tecnologia, do outro nós nos preparamos enquanto instituição para ser digital.”

Segundo ele, as questões que resultam no índice maturidade de um hospital avaliado englobam aspectos como equipe preparada, governança, avaliação de impacto e taxa de adesão. Como a instituição está se preparando em termos de conhecimento? Qual é o nível de adoção tecnológica? 

Após esses anos de pesquisa no mercado brasileiro, os dados revelam que, na base avaliada de 175 hospitais, a média da maturidade digital chega a 44%. Já em São Paulo, a avaliação de 69 hospitais resultou em 45%, se aproximando da realidade nacional. 

Apesar dos números revelarem que estamos evoluindo com a tecnologia na saúde, Claudio acredita que essa média tende a cair, pois muitos dos hospitais participantes estão em São Paulo, região com alta adesão ao digital, em discrepância com a maioria das demais regiões do país.

O levantamento da FOLKS aponta ainda que muitas empresas têm comprado tecnologia, mas poucas têm se preocupado com estratégia digital e governança, o que prejudica os resultados da chamada transformação digital.

Os desafios financeiros para alavancar a transformação digital nas instituições de saúde

Um dos principais desafios para aumentar a maturidade digital nas instituições está no financiamento, e esse foi o tema do segundo painel.

Marsal, diretor-executivo e financeiro do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, abriu o debate falando sobre como é importante ter processos bem definidos, durante uma transformação digital. “É preciso cuidar do gerenciamento, ter metas, sistema de pagamento organizado e acompanhar como todo o ecossistema empresarial reage. Essa preparação é que possibilita a sistematização dos processos e é essencial!”

O diretor conta que pesquisas publicadas recentemente pela Anahp apontam aumento das glosas na saúde em 30%, e dos prazos médios de recebimento em 10%. “Hoje, já não é incomum o ciclo de pagamento ultrapassar 100 dias”.

Sendo assim, para Marsal, manter a saúde financeira das empresas de saúde é uma tarefa cada dia mais desafiadora. “Temos um setor que pouco conversa e um agente pagador que, em sua maioria, não está interessado em abrir suas fragilidades para solucionar o problema”, disse em referência as operadoras de planos de saúde. Afirmando ainda que essa é a maior crise financeira vivenciada em toda sua trajetória na saúde e que o cenário exige alta eficiência e produtividade das empresas.

“Nesse sentido, a transformação digital entra como um processo fundamental para a sobrevivência da saúde nos próximos anos”. 

Assim, para Marsal, temos uma “lição de casa”, a de adotar medidas para reduzir os prazos médios de faturamento, e então otimizar os prazo médios de recebimento, fazendo isso com alinhamento efetivo de todos os que participam da cadeia. “É uma verdadeira reconstrução do sistema, desconstruir e construir tudo de novo, com desprendimento e preparação técnica”.

O diretor financeiro da MV, Mark Carvalho, seguiu com o diálogo enfatizando que a tecnologia deve ser escalável. “Se não for multiplicada, a tecnologia se torna um recurso ainda mais caro, então ela deve ser amplamente compartilhada”. Para ele, a transformação é mais que digital: cultural, e o digital é apenas uma parte do todo. “Se o sistema não se organiza e não se transforma ele não sobrevive, e essa organização é uma construção a longo prazo”. 

Claudio Giuliano, CEO da FOLKS, assim como Marsal, defendeu o pensamento estratégico e a definição de processos, recomendando a avaliação do melhor caminho a seguir e como a tecnologia se acopla em cada situação. “Não basta melhorar, temos que repensar e transformar não apenas as instituições de saúde, mas todo o sistema. Isso envolve muito mais os gestores do que o departamento de TI, o TI irá executar a estratégia digital criada”. 

Em seguida, falou sobre o papel das entidades de classe nesse trâmite de adoção ao digital, afirmando que, para que a maturidade digital dos hospitais aumente, é importante que as associações impulsionem o debate. “Esse evento proporcionado pelo SindHosp já é uma forma de fazer isso”. O diretor enfatiza, porém, que o grande impulsionador de que precisamos é o governo.

“Precisamos de bons projetos governamentais que invistam para implementar cada vez mais o digital na saúde. O governo tem que fazer muito mais do que vem fazendo, se falta financiamento precisa ter! Além de incentivo às empresas digitais e desenvolvimento de projetos estruturais, com foco não só no setor público, mas no todo, pois somos um sistema único de saúde.”

O diretor-executivo da Healthcare Alliance, Fábio Sinisgalli, completou o debate falando sobre a mudança de comportamento dos clientes da saúde, “os clientes estão cada vez mais exigentes, conhecendo todas as possibilidades de tratamentos, tecnologias e medicações e cada vez mais buscam por atendimento ágil. Acredito que eles, os usuários/clientes, é  que são protagonistas de todo esse processo, e também grandes impulsionadores”. 

Em encerramento, Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, disse vislumbrar um caminho longo pela frente, no que concerne à transformação digital. “Para termos êxito nesse trajeto, é preciso que tudo seja realizado de mãos dadas com o governo, entidades, pacientes e empresas que precisam ser transformadas, a começar pelo mindset”.

Quer saber qual é o Índice de Maturidade Digital do seu hospital? Acesse o site da FOLKS e responda ao questionário gratuitamente. São 4 fases simples e didáticas de avaliação e o resultado é emitido na hora.

Obrigado por acompanhar as iniciativas e eventos do SindHosp! Para mais atualizações, orientações do Sindicato e Convenções Coletivas de Trabalho, acesse aba ‘Notícias’ e nos acompanhe nas redes sociais.

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CCT Médicos Santos

Firmada CCT médicos Santos

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO DOS MÉDICOS DE SANTOS, com vigência de 1º de setembro de 2022 a 31 de agosto de 2023. 

Acesse a Convenção Coletiva de Trabalho clicando aqui!

Abaixo, exemplo de aplicação do reajuste escalonado: 

Salário de R$ 8.000,00 reajustado pela última Convenção Coletiva firmada (2022): 3% em setembro de 2022 – R$ 8.000,00 x 8%=R$ 240,00, que somados aos R$ 8.000,00 resulta em R$ 8.240,00, a partir de 1º de setembro de 2022; 

5% em janeiro de 2023 – R$ 8.000,00 x 5%=R$ 400,00, que somados aos R$ 8.000,00 resulta em R$ 8.400,00, a partir de 1º de janeiro de 2023, sem aplicação retroativa e sem sobreposição de percentuais; 

8,83% em maio de 2023 – R$ 8.000,00 x 8,83%=R$ 706.40, que somados aos R$ 8.000,00 resulta em R$ 8.706,40, a partir de 1º de maio de 2023, sem aplicação retroativa e sem sobreposição de percentuais. 

São Paulo, 01 de Dezembro de 2022.

Francisco Roberto Balestrin de Andrade

Presidente

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CCT Condutores de Ambulância

Firmada CCT com Condutores de Ambulância

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO DOS CONDUTORES DE AMBULÂNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO – SINDCONAMSP, com vigência de 1º de outubro de 2022 a 31 de setembro de 2023. 

Acesse a Convenção Coletiva de Trabalho clicando aqui!

Abaixo, exemplo de aplicação do reajuste escalonado: 

Salário de R$ 2.000,00 em outubro de 2021: 2% em outubro de 2022 – R$ 2.000,00 x 2%=R$ 40,00, que somados aos R$ 2.000,00 resulta em R$ 2.040,00, a partir de 1º de outubro de 2022; 

5% em fevereiro de 2023 – R$ 2.000,00 x 5%=R$ 100,00, que somados aos R$ 2.000,00 resulta em R$ 2.100,00, a partir de 1º de fevereiro de 2023, sem aplicação retroativa e sem sobreposição de percentuais; 

7,19% em maio de 2023 – R$ 2.000,00 x 7,19%=R$ 143,80, que somados aos R$2.000,00 resulta em R$ 2.143,80, a partir de 1º de maio de 2023, sem aplicação retroativa e sem sobreposição de percentuais.

São Paulo, 01 de Dezembro de 2022.

Francisco Roberto Balestrin de Andrade

Presidente

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CAT

CAT: quando emitir?

A última reunião do ano do Grupo Técnico (GT) Segurança e Saúde Ocupacional discutiu, dentre outras pautas, a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).

O encontro foi realizado na sede do SindHosp, na última sexta-feira, 25 de novembro, e reuniu engenheiros e técnicos de segurança em modalidade híbrida.

grupo discute emissão do CAT
Os participantes do Grupo Técnico atuam nos principais hospitais e laboratórios da capital e interior de São Paulo

Essa diversidade de áreas promoveu um verdadeiro intercâmbio de experiências práticas.

A coordenadora do GT, Lucinéia Nucci, está na frente do Grupo desde 2004 e abriu a discussão sobre a emissão ou não da CAT durante o trajeto residência-trabalho.

Pela interpretação da Lei 8213/1991, acidente de trabalho deve causar perda ou redução da capacidade para o trabalho. Se ocorrer em horário de trabalho, mesmo fora do local, na execução de ordem ou na realização de serviço, em viagem, é passível de emissão da CAT, observa Lucinéia.

O que a Lei diz sobre a CAT?

Art. 19. Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou a redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

§ 1º A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador.

§ 2º Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho.

Ainda no parágrafo 3º do Artigo, é dever da empresa prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular.

Embora não seja um descumprimento da empresa de normas de segurança e higiene do trabalho, o fato de ter ocorrido durante o expediente acarreta a abertura da CAT, explica Lucinéia, coordenadora do Grupo Técnico.

Quando considerar acidente de trabalho?

De acordo com o Artigo 21, equiparam-se também ao acidente de trabalho:

  • Inciso IV – O acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho;
  • a) Na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
  • b) Na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito;
  • c) Em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado;
  • d) No percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.

O Grupo Técnico de Segurança e Saúde Ocupacional já planeja as próximas discussões, sempre pautado em temas e tendências.

Mas o SindHosp quer ampliar ainda mais esses diálogos. Por isso, convida você e sua equipe para participarem do Grupo.

Para acompanhar a agenda dos próximos encontros do GT em 2023, acesse a aba ‘Notícias‘ e siga o SindHosp nas redes sociais.

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benefícios da telemedicina

10 benefícios da telemedicina para clínicas de saúde ocupacional

Conteúdo sobre os benefícios da Telemedicina de autoria da Portal Telemedicina

Um dos maiores desafios enfrentados por diretores de clínicas de saúde ocupacional é obter os laudos dos exames com rapidez e sem perda de qualidade. Exames admissionais e demissionais são solicitados para entrega rápida pelas empresas.

Empregadores e empregados têm pressa, tanto para encerrar ou iniciar o contrato trabalhista e, neste aspecto, a clínica de saúde ocupacional torna-se um parceiro fundamental, que entende esse trâmite e ajuda profissionais e empresários na otimização do tempo e no fluxo trabalhista. É fundamental, dessa forma, trabalhar com rapidez e eficácia para acompanhar o ritmo do mercado e fornecer laudos ocupacionais precisos.

Em amplo crescimento por todo o mundo, a telemedicina tem sido uma importante ferramenta tecnológica para ampliar o acesso à saúde. Com ela é possível obter laudos à distância de vários tipos de exames frequentes na área de saúde ocupacional. Ela oferece ainda diversas vantagens para clínicas e sua implementação não requer um grande investimento financeiro.

Os benefícios da telemedicina para otimizar o serviço de laudos da clínica de saúde ocupacional são muitos, mas neste artigo procuramos elencar alguns aspectos fundamentais na hora de optar ou não por um fornecedor.

A telemedicina em clínicas de saúde ocupacional

Uma clínica ou empresa de saúde ocupacional e segurança do trabalho pode atender a diversos setores do mercado: Indústria, Varejo, Construção Civil. Cada um deles possui necessidades específicas quando o assunto é realização de exames.

Bancos e empresas que não apresentam grandes riscos e periculosidade para os trabalhadores, por exemplo, pedem apenas exames clínicos. Já empresas que trabalham com distribuição de produtos químicos podem necessitar até 20 exames diferentes para um único laudo demissional ou admissional.

Com tantas demandas diferentes e a constante preocupação em entregar um trabalho ágil e eficiente, as clínicas de saúde ocupacional devem buscar maneiras de otimizar a produção. Nesse contexto, a telemedicina surge como uma ferramenta importante para agilizar os laudos de exames como eletrocardiogramas, eletroencefalogramas, espirometrias, radiografias, tomografias, mamografias, acuidade visual e ressonâncias magnéticas. Otimizando esses exames, a gestão da clínica pode direcionar esforços e recursos em outros procedimentos que demandam mais atenção.

Como funciona

O exame desejado, como um eletrocardiograma, por exemplo, é realizado normalmente na sua clínica. Em seguida, os dados coletados são enviados diretamente dos equipamentos via IoT (Internet das Coisas) para a plataforma de telemedicina. As informações são convertidas em arquivos DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine) de padrão mundial e enviados, pelo sistema PACS homologado pela ANVISA, à unidade central do serviço de telemedicina. Todo o processo em conformidade com padrões de segurança estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina.

Sistemas mais modernos de telemedicina, que tem aplicação de inteligência artificial em sua plataforma, conseguem, por exemplo, realizar uma triagem automática e adiantar os casos mais urgentes para que eles sejam os primeiros na fila de análise do médico – agilizando o processo de laudos na sua clínica. Outras aplicações de inteligência artificial são especialmente benéficas para o segmento de saúde ocupacional, pois conseguem sinalizar evolução de doenças com bastante precisão.

Após a análise, os médicos disponibilizam os laudos pelo mesmo sistema. É possível entregar laudos no mesmo dia ou, em caso de urgência, apenas uma hora após a emissão do exame. O sistema é adaptado para a agilidade, fazendo com que o procedimento de envio e devolução dos laudos funcione rapidamente.

Benefícios da adoção

É possível laudar diversos tipos de exames frequentemente realizados em clínicas de saúde ocupacional com a telemedicina: radiografia, densitometria óssea, mamografia, tomografia e ressonância magnética, entre outros. Os benefícios da adoção de sistemas modernos de telemedicina nas clínicas de saúde ocupacional são diversos. Reunimos os dez mais relevantes:

  1. Agilidade na entrega dos laudos: em casos urgentes, são entregues em menos de uma hora, para os demais casos, em até 24 horas;
  2. Diminuição de custos com a folha de pagamento da clínica, uma vez que os especialistas são contratados pelas empresas de telemedicina;
  3. Evita reconvocação dos pacientes: a conexão via IoT permite o envio automático das informações dos exames, ou seja, elimina a etapa de envio manual dos exames evitando erros de digitação. Outro benefício é a sinalização pelo sistema em tempo real quando algum exame não foi captado corretamente;
  4. Modernização da clínica: o software da Portal Telemedicina permite, por exemplo, que mesmo aqueles aparelhos médicos antigos e sem conexão tornem-se aptos a transmitir informações online para a empresa de telemedicina;
  5. Armazenamento seguro: a empresa de telemedicina faz o armazenamento seguro dos exames em nuvem seguindo as leis da ANVISA;
  6. Padronização e personalização do laudo online: a clínica pode colocar seu logotipo no laudo ou optar por utilizar o logo da empresa de telemedicina;
  7. Organização e segurança dos exames: clínicas e hospitais não precisam se preocupar com o armazenamento físico na clínica, os exames ficam armazenados eletronicamente, com organização e segurança;
  8. Laudos de alta qualidade: mesmo as clínicas geograficamente distantes dos grandes centros, podem contar com alguns dos melhores especialistas de São Paulo com apenas um clique;
  9. Escalabilidade da realização de exames: com a telemedicina, é possível aumentar as especialidades médicas atendidas e atender a sazonalidade de demandas de exames, sem prejudicar a qualidade e o tempo de entrega;
  10. Ampliação das especialidades atendidas: caso a sua clínica não tenha alguns dos aparelhos médicos instalados, empresas como a Portal Telemedicina oferecem consultoria e assessoria na compra ou locação de equipamentos médicos.

Padronizando a entrega dos laudos

Agora que você já conhece os benefícios da qualidade dos laudos de saúde ocupacional gerados com telemedicina, vamos focar em mais uma questão importante: a padronização destes documentos.

Trabalhar com saúde ocupacional envolve diversas questões legais com as quais os gestores de clínicas desta área devem sempre estar atentos, como os exames requeridos para cada área de trabalho e os prazos para a entrega dos resultados. Além de garantir laudos precisos, é fundamental estar atento a todas as informações presentes nos documentos gerados e entregues aos pacientes.

Ao utilizar laudos digitais realizados pela telemedicina, a clínica pode contar com facilidades que permitem aperfeiçoar seu fluxo interno de entrega do documento. A tecnologia possibilita padronizar os procedimentos e criar um modelo único para cada estabelecimento.

Os laudos podem ser personalizados. Ao receber o arquivo digital do serviço de telemedicina, a clínica pode inserir sua logomarca e outras informações que achar importante no documento. Após definir o modelo desejado, todos os novos laudos gerados estarão padronizados de acordo com ele.

O laudo digital ainda traz benefícios como melhor legibilidade e organização das informações. O documento é preenchido de forma digital, diretamente nos campos fornecidos pelo software de telemedicina. Lá, todas as informações do paciente estarão em um só lugar e armazenadas de forma segura. Caso a empresa que está contratando um colaborador precise novamente dos dados do exame, por exemplo, eles estarão facilmente disponíveis, organizados e a prova de contestação.

A telemedicina pode otimizar o trabalho de sua clínica e garantir muito mais qualidade ao atendimento!

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Suprimentos na saúde

Tudo sobre a primeira reunião do GT Suprimentos do SindHosp

Realizada no dia 23 de novembro, via Zoom, a primeira reunião do Grupo Técnico de Suprimentos do SindHosp tratou, em palestra, sobre a importância dos suprimentos na saúde, com o conselheiro de fornecedores de saúde e também coordenador do GT, Carlos Oyama.

Além de aprofundar e promover o diálogo entre os atuantes da área, esse novo projeto visa aperfeiçoar as relações comerciais entre os estabelecimentos de saúde e os fornecedores de produtos e serviços, desenvolvendo novas soluções e promovendo treinamentos para os setores de negociação e compras dos representados.

A importância dos suprimentos na saúde

Segundo Carlos Oyama, os custos da saúde se elevaram ao longo do tempo, o que tornou o setor de suprimentos ainda mais desafiador. Com esse cenário, e se tratando de um setor essencial, a gestão da área de Suprimentos é peça-chave para a boa manutenção das engrenagens do ecossistema da saúde.

Oyama chamou a atenção para a importância de estudar os novos modelos de remuneração, tendo controle não apenas da negociação, mas também da utilização do que for adquirido, afinal, o uso consciente dos produtos impacta diretamente nos custos. “É preciso comprar bem, mas não adianta nada se o produto for utilizado de modo inadequado”.

Para ele, o primeiro passo na otimização do setor de Suprimentos é conhecer o próprio gasto, quanto você gasta em contratos de serviços e de medicamentos, por exemplo.

“Depois disso, deve-se focar na gestão da base de fornecedores, revisitando o número e avaliando se há oportunidades de redução, quanto menor o número mais assertiva será a gestão e o relacionamento entre as partes. Um bom relacionamento é fundamental, e isso deve implicar a divisão de valores, políticas e manutenção da ética. Poucas instituições que conheço fazem essa gestão”, disse o coordenador do GT.

O consultor diz ainda que negociação todo mundo faz intuitivamente, porém, para ter resultados verdadeiramente positivos com ela, é preciso focar na adoção de uma metodologia.

E isso engloba planejamento, diagnóstico, comunicação, acompanhamento de resultados e conhecimento da própria base e do mercado. “Quando falamos em negociação, ter metodologia é essencial. O negociador terá grandes pontos à frente se souber gerir conflitos e buscar conhecer a empresa com quem negocia. É isso que dá base para construir uma argumentação exitosa”.

Compras e Cotações Colaborativas

Após a palestra, Leandro Antunes, coordenador dos Grupos Técnicos do SindHosp, articulou com os participantes sobre o projeto 3Cs – Compra e Cotações Colaborativas, que está atrelado ao GT Suprimentos.

O 3Cs objetiva trabalhar a compra conjunta de itens que são comuns aos estabelecimentos de saúde, com alta probabilidade de redução de custos para as instituições participantes. Leandro quis ouvir as principais dificuldades do segmento, para enriquecer as estratégias que vêm sendo trabalhadas pelo time.

Na próxima reunião, prevista para janeiro, mais informações serão compartilhadas.

Dialogue e se informe com o SindHosp! Toda a categoria da saúde é convidada a participar dos Grupos e Câmaras Técnicas do Sindicato, clique aqui para conhecê-los, é possível se inscrever em todos os que despertarem interesse.

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pesquisa sindhosp

Nova pesquisa SindHosp indica aumento de Covid-19, mas casos têm menor gravidade

Pesquisa inédita e completa do SindHosp, que reuniu 90 hospitais privados do estado de São Paulo, representando cerca de 25% da amostra de hospitais associados do sindicato revelou aumento dos atendimentos de pacientes com suspeita Covid-19, mas a maioria não evoluiu para internação.

Nos últimos 15 dias, 39% dos hospitais tiveram aumento de 21% a 30% nos atendimentos de pacientes com suspeita de Covid-19 e em 31% dos serviços de saúde esse aumento ficou entre 11% e 20%.

No entanto, a maior parte dos hospitais (73%) relata que as internações de pacientes Covid cresceram pouco e o aumento é de até 5% tanto em leitos de UTI como 5% também em leitos clínicos.

Segundo o médico Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, os resultados indicam que a maioria dos casos suspeitos não evolui para internação, demonstrando menor gravidade.

“Avaliamos que os casos evoluem sem gravidade, não necessitando de internação hospitalar. Mas ratificamos a necessidade de que a população use máscara em locais com aglomerações, mantenha o protocolo de segurança à saúde com a lavagem de mãos e cumpra o calendário de vacinação”, destaca o médico.

A pesquisa do SindHosp foi realizada no período de 11 a 21 de novembro.

90 hospitais privados do estado de São Paulo participaram do levantamento, sendo 77% do interior e 23% da capital.

“Existe realmente maior circulação do vírus nesse momento, o que demanda atenção para cuidados sanitários, no entanto, o volume de internações ainda é baixo”, avalia Balestrin.

Também a Covid, de acordo com a pesquisa, é o atendimento que tem prevalecido nos hospitais.

49% dos atendimentos referem-se ao coronavírus, sendo 13% da assistência relacionados a crianças com Influenza e 10% de Influenza em adultos.

A pesquisa perguntou ainda se houve aumento de internações de crianças com síndromes respiratórias nos últimos 15 dias.

3% dos hospitais relataram aumento de até 5% enquanto 29% informaram evolução de 6% a 10% nesse tipo de atendimento.

Siga acompanhando as próximas pesquisas sobre o coronavírus e outras análises referente ao setor da Saúde nesse site, na aba ‘Notícias‘.

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cct médicos sorocaba

Firmada CCT Médicos Sorocaba

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com MÉDICOS DE SOROCABA E CIDADES DA REGIÃO – SIMESUL, com vigência de 1º de setembro de 2022 a 31 de agosto de 2023.

Acesse a Convenção Coletiva de Trabalho clicando aqui!

São Paulo, 23 de novembro de 2022.

Francisco Roberto Balestrin de Andrade

Presidente

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gestão em saúde

Overview do Livro Gestão em Saúde | Guia prático para reconstruir o futuro

Como a saúde é um bem que não tem preço, mas tem custo, há uma equação de difícil desfecho e inúmeros desafios. Assim, articular sobre as demandas do segmento para apontar novos horizontes, com vistas a construir um futuro em saúde mais promissor no Brasil, é uma tarefa inadiável. 

Gestão em Saúde | Guia Prático para Reconstruir o Futuro é fruto desse contexto, e uma juntura de conhecimentos adquiridos por décadas de experiências no ecossistema saúde. Isso porque seu texto é de caráter colaborativo, tendo por alicerce as vivências dos experts Christiano Quinan e Francisco Balestrin, e as ricas contribuições dos mais de 30 convidados a participar das articulações sobre a saúde nacional.

Em suma, nesta obra, grandes atuantes do setor, formadores de opinião, estudiosos e disruptivos em suas áreas se uniram para proporcionar ao leitor uma experiência de impacto social e reflexões substanciais da saúde, em visão macro.

Por que um guia?

Seu nome é sugestivo, pois o livro é um verdadeiro guia, fonte de conhecimento para gestores, estudantes, agentes políticos e colaboradores de organizações que fazem parte deste “peculiar, amplo e complexo ecossistema da saúde, e buscam atuar na era da transformação da sociedade e da gestão na saúde”.

O cenário atual do setor saúde amplamente discutido

Francisco Balestrin, um dos médicos autores, conta em seus canais digitais que, nas 179 páginas, o Guia discute a saúde em ramificações diversificadas. “Está aí um livro que traz à tona discussões que vão desde a participação público-privada, a experiência do paciente, os novos modelos de atenção e os desafios da qualidade, além dos desafios econômicos e de liderança para que enfrentemos estes novos tempos na saúde,” ele diz ainda esperar que a obra seja objeto de consulta para os leitores.

Christiano Quintan, professor e também autor do livro, publicou sobre a obra em suas redes sociais, afirmando que “grandes líderes da saúde brasileira compartilham seus conhecimentos, promovendo ricos debates sobre os mais relevantes temas da Gestão em saúde, incluindo, entre outros, liderança, inovação, qualidade, financiamento e modelos de remuneração, modelos assistenciais, gestão populacional e atenção primária, experiência do paciente, economia e a longevidade. Um sonho sonhado sozinho é um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade,” disse.

Extensão de conteúdo on-line

Uma peculiaridade do livro é que 5 capítulos novos e exclusivos estão disponíveis apenas on-line e em formato de videoaulas. Isto é, além dos capítulos escritos, o leitor poderá acessar através do site do Grupo Editorial Nacional (GEN) e, digitando o código impresso na segunda ‘orelha’, acompanhar belíssimas entrevistas sobre os temas: ESG, Futuro dos Hospitais, Gestão Populacional, PPP e Ecossistema da Saúde, com os experts José Henrique Germann Ferreira, Daniel Greca, Sidney Klajner, Claudia Cohn e Jeane Tsutsui. São eles:

Gestão Compartilhada Pública e Privada. Sonho, Possibilidade ou Necessidade? | Prof. José Henrique Germann

O Futuro dos Hospitais | Prof. Sidney Klajner

Gestão de Saúde Populacional na Prática | Prof. Daniel Greca

Diversidade e ESG para o Desenvolvimento das Empresas de Saúde no Brasil | Profa. Jeane Tsutsui

Ecossistema da Saúde | Profa. Claudia Cohn

Para acessá-los, siga o passo a passo: faça seu cadastro ou realize login no site www.grupogen.com.br; clique em ambiente de aprendizagem; depois, no menu retrátil, digite o código GWhdPt, no campo ‘Cupom/PIN’, na sequência ‘enviar Cupom/PIN’.

Lançamento

O lançamento oficial do Livro de Gestão em Saúde aconteceu em outubro, durante o Congresso Nacional de Executivos da Saúde (CONEXs), evento promovido pelo CBEX’s. As versões, tanto virtual quanto física, já podem ser adquiridas aqui.

Sobre os autores

Saiba mais sobre a trajetória dos autores de Gestão em Saúde.

Christiano Quinan

Mestre em Administração, com ênfase em saúde, é sócio-fundador e CEO do Grupo The1, com destaque à The Health Experience, empresa com sede nos EUA que promove intercâmbio e imersão de executivos da saúde nos EUA; à The1 Concierge o primeiro e único Concierge em saúde independente no Brasil; e ao Observatório Saúde, uma plataforma de conhecimento, informação e educação em gestão na saúde. É professor do MBA da PUC-GO e da FASAM, membro independente do Conselho de Administração do Grupo CBCO, e ocupa ainda a Presidência do Chapter Goiás do CBEX’s – Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde. 

Francisco Balestrin

Atualmente, presidente do SINDHOSP – Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo e presidente do CBEXs – Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde, além de atuar como vice-presidente executivo e diretor médico corporativo do Grupo VITA. É membro do Conselho de Administração Instituto Coalizão Saúde e diretor-adjunto do ComSaúde Fiesp.

Balestrin é graduado em Medicina, com residência médica em Administração em Saúde no Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP. São mais de 40 anos dedicados à área de saúde, tendo realizado especializações em Saúde Pública (FSP-USP) e Administração Hospitalar (PROAHSA-FGV). Possui título de especialista em Administração em Saúde pela AMB, MBA em Gestão de Planos de Saúde e certificação como Conselheiro do IBGE.

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