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Ana Paula

Senado aprova projeto que obriga contratação de farmacêuticos

O plenário do Senado aprovou uma proposta que cria uma regulamentação das atividades farmacêuticas. Após tramitar por 20 anos no Congresso, o projeto, que seguirá para sanção presidencial, obriga as farmácias a ter a presença de ao menos um farmacêutico como responsável pelo estabelecimento. 
 
Atualmente, a lei prevê apenas a exigência de um "responsável técnico", o que abre margem para que sejam contratados profissionais de nível médio. Para trabalhar, o farmacêutico precisa ter curso superior e registro profissional em conselho de classe. O texto deixa claro que o responsável técnico tem de ser um farmacêutico.
 
Em seu parecer apresentado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), afirmou que a proposta faz com que uma farmácia funcione como um estabelecimento auxiliar da saúde e não apenas como um "comércio lucrativo". "Não podemos continuar tratando a farmácia como se fosse sapataria ou butique. Não é", afirmou a senadora, durante as discussões da matéria na manhã desta quarta-feira na comissão.
 
Pelo texto, a farmácia terá responsabilidades na assistência à saúde da população, virando uma unidade de assistência de saúde. "A nova legislação é, sim, um ganho para os farmacêuticos que serão mais valorizados e reconhecidos, mas o grande ganho será para a população brasileira que, em pouco tempo, perceberá a melhoria na qualidade dos serviços prestados nos estabelecimentos farmacêuticos", comentou o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter Jorge João, em nota publicada no site da entidade.

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Novos modelos podem aumentar eficiência do SUS, diz especialista

Mais do que elevar o gasto público com saúde, é preciso aumentar a eficiência do sistema, defenderam especialistas durante o primeiro painel de mais uma edição dos Fóruns Estadão Brasil 2018, realizado no Insper, em São Paulo.
 
Para os debatedores, embora a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), há 26 anos, tenha representado um avanço, faltam modelos de gestão mais eficientes que permitam a diminuição das longas filas de espera por atendimento. 
 
Segundo André Medici, do blog Monitor de Saúde, pesquisa feita em 48 países colocou o Brasil como o menos eficiente na aplicação dos recursos de saúde. Ele defende a utilização de mais mecanismos de tecnologia da informação para a melhoria da gestão. 
 
"É preciso utilizar essas ferramentas para aprimorar as centrais de regulação de vagas, por exemplo. A tecnologia também pode ajudar por meio da telemedicina, com a qual se pode fazer capacitação de profissionais e interpretação de exames a distância", diz.
 
Para Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e superintendente corporativo do Hospital Sírio-Libanês, os modelos de assistência não devem ser focados apenas em episódios de doença agudos, mas, sim, no atendimento do paciente ao longo da vida.
 
"Hoje 70% da carga das doenças são crônicas ou degenerativas. Nosso desafio é construir modelos assistenciais horizontais, com foco na prevenção e acompanhamento", disse Vecina Neto.
 
Os debatedores defenderam ainda maior integração entre o sistema público e a saúde suplementar e o aumento de parcerias com a iniciativa privada por meio de contratos de gestão, por exemplo. 

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AC Camargo vai investir R$ 450 milhões

Referência na área de oncologia, o Hospital A.C. Camargo planeja investir R$ 450 milhões nos próximos quatro anos para ampliar em 60% o número de leitos. "Serão construídos três novos prédios para atender a demanda de pacientes que cresce 20% ao ano. Hoje, temos 520 leitos e estamos no limite de nossa capacidade de atendimento", disse Irlau Machado, CEO do A.C. Camargo, localizado no bairro da Liberdade em São Paulo.
 
O projeto de expansão dos próximos quatro anos já está traçado, mas não será liderado por Machado, que chegou ao A.C. Camargo em 2005 e promoveu uma profunda reestruturação, tirando o hospital do prejuízo e do endividamento. O executivo, que tem passagens pela Medial e Santander, será a partir do dia 31 deste mês o novo CEO da Intermédica, operadora de planos de saúde vendida para o fundo americano Bain Capital por cerca de R$ 2 bilhões em março. Ainda não há um nome definido para substituí-lo no hospital.
 
"Deixo o A.C. Camargo com a casa organizada, uma ampliação de 170 para 520 leitos e um sentimento de dever cumprido. Agora, tenho outro grande desafio na Intermédica", disse Machado, explicando que ainda não pode dar detalhes sobre a nova empreitada. Segundo fontes do setor, o fundo americano Texas Pacific Group (TPG), que por muito pouco não levou a Intermédica, também havia escolhido Machado para comandar esta operadora.
 
Os recursos para a ampliação virão de capital próprio do hospital filantrópico. No ano passado, 61,4% dos atendimentos no A.C. Camargo foram destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A legislação exige que esse percentual seja de pelo menos 60% para que o hospital tenha isenção tributária.
 
Apesar do grande volume de pacientes SUS, o montante pago pelo governo é insuficiente para cobrir os custos. Para fechar as contas, o A.C. Camargo trabalha também com convênios médicos. Para efeito de comparação: o governo pagou R$ 41,7 milhões pelos 61,4% dos atendimentos oncológicos. Já os outros 38,6% dos atendimentos vêm de pacientes com planos de saúde e particulares que juntos geraram uma receita de R$ 770 milhões, no ano passado. A receita total do hospital foi de R$ 832,1 milhões em 2013, alta de 30,7% em relação ao ano anterior.
 
Mesmo com a defasagem na tabela SUS, o superávit do A.C. Camargo cresceu 48,3% para R$ 201,4 milhões em 2013. O bom desempenho foi impulsionado por um controle rigoroso nas despesas gerais e administrativas que aumentaram 5,7% – proporção bem inferior à receita. Além disso, o resultado financeiro avançou 35% para R$ 24,4 milhões, impactando positivamente a última linha do balanço. "Mesmo atendendo SUS fechamos no azul, mas é preciso ter uma austeridade nas contas e cobranças. 
 
Também é uma falácia a tese de que instituições filantrópicas não podem ter lucro. É preciso, sim, ter superávit e planejamento", diz o executivo, que assumirá um convênio médico que trabalha com margens bem apertadas.
 
O desempenho do A.C. Camargo foi na contramão do setor. Os 55 hospitais ligados à Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) viram suas despesas crescerem em proporção superior ao faturamento em 2013, pelo segundo ano consecutivo.
 

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Butantã usará tecnologia russa contra a hepatite C

Brasil e Rússia assinaram acordo de cooperação tecnológica para desenvolvimento de vacinas e soros. O documento, firmado durante o encontro entre o presidente russo Vladimir Putin e Dilma Rousseff, abre espaço para que o Instituto Butantã, de São Paulo, venda a vacina tríplice bacteriana (contra difteria, tétano e coqueluche) e soros para neutralizar efeitos de picadas de cobras, escorpiões e aranhas para o Instituto São Petersburgo. Em troca, o instituto russo repassará tecnologia para produção de vacina contra hepatite C e pneumococos.
 
"Não falamos em valores ou em prazos. Esse foi o primeiro passo", afirmou o diretor substituto do Instituto Butantã, Marcelo de Franco, que foi a Brasília para assinar o protocolo. Ele conta que o principal interesse do instituto é incorporar tecnologia usada para o preparo da vacina contra hepatite C.
 
"O imunizante é feito a partir de partículas sintéticas do vírus da hepatite, uma vacina que ainda não é produzida no País e que tem baixa toxicidade", afirma. As técnicas usadas na produção da vacina de pneumococo também despertam a atenção dos integrantes do Butantã.
 
Além do instituto brasileiro e do russo, faz parte também do acordo a empresa pública russa Microgem. "Na primeira fase, vamos fazer visitas técnicas para identificar outras tecnologias que interessam aos institutos. Feito o diagnóstico, partimos para o intercâmbio de informações", disse Franco. A lista com produtos candidatos, afirmou, tem cerca de 15 itens.
 
Segundo Franco, acordos internacionais firmados têm como principal objetivo parcerias para produção e desenvolvimento de produtos. Entre eles, estão o feito com o National Health Institute (NIH) dos Estados Unidos, para produção da vacina da dengue e de rotavírus. Para que o fornecimento da vacina para a Rússia seja possível, o instituto terá de obter uma précertificação na Organização Mundial da Saúde.

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Sírio realiza curso internacional de colonoscopia

O Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP-HSL) realiza entre os dias 31/7 e 2/8, o XVIII Curso Internacional de Colonoscopia. Voltado a endoscopistas, coloproctologistas, gastroenterologistas e cirurgiões gerais e do aparelho digestivo, a 18ª edição do evento contará com a participação de renomados especialistas internacionais, além de discussões práticas de novas técnicas e descobertas.  
 
No primeiro dia os participantes poderão optar pela participação prática no curso hands on ou nas discussões de casos clínicos de Colonoscopia em Vídeo. “No Hands on teremos a prática de retirada de pólipos, dilatações, uso de bisturí e outras atividades. Nas apresentações de vídeos, os participantes verão como procedimentos reais editados. São formas de aprimorar ainda mais a qualidade destes profissionais, além de permitir uma troca de conhecimentos. Afinal, diante das dúvidas, nós também acabamos aprendendo”, explica do coordenador do curso Prof. Dr. Lúcio Rossini.
 
Nos dois dias seguintes, as aulas teóricas contarão também com a presença de dois renomados profissionais. Especialista do Georgetown University Hospital, de Washington, nos Estados Unidos, a Dra Aline Charabaty  falará sobre a ultrassonografia endoscópica e também abordará o tema  endomicroscopia confocal, que permite a obtenção de imagens microscópicas ïn vivo" da mucosa do trato gastrointestinal e, assim, a definição mais rápida dos resultados patológicos.
 
O diretor e professor associado do Departamento de Endoscopia do Kobe Universiy Hospital, no Japão, Dr Takashi Toyonaga, abordará a ressecção cirúrgica de tumores do cólon e do reto através da técnica de dissecção endoscópica submucosa. Toyonaga está entre os principais professores do mundo a respeito do tema.
 
Os dois dias de aulas teóricas também incluem temas como rastreamento do câncer colorretal, qualidade em colonoscopia, ecoendoscopia, mucosectomias e polipectomias, doenças inflamatórias e colites infecciosas e outros procedimentos terapêuticos em colonoscopia.
 
“Fizemos um programa com o objetivo de oferecer o que há de mais atual e inovador da área a todos os profissionais do país que buscam aprimoramento constante”, conclui Rossini.
 
A colonoscopia é um exame endoscópico que permite a visualização do interior do intestino grosso e a parte final do intestino fino. Durante o exame, podem ser realizadas biópsias e podem ser removidos pólipos ou outras lesões que eventualmente sejam encontrados.
 
Serviço:
Evento: XVIII Curso Internacional de Colonoscopia
Data: 31/07 a 02/08
Local: Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa
Endereço: Rua Coronel Nicolau dos Santos, 69 – São Paulo-SP
Informações: http://ensino1.hospitalsiriolibanes.com.br/Store/Product.aspx?ProdutoID=597&ProdutoTipoID=&CategoriaID= 

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GRHosp debate alteração nas leis dos planos de saúde

Na manhã de quarta-feira, 16 de julho, foi realizada a reunião mensal do Grupo de Recursos Humanos do Sindicato (GRHosp). Coordenado pelo consultor de Gestão Empresarial, Nelson Alvarez, o encontro debate os principais temas que afetam a atividades cotidianas dos profissionais de RH das empresas de saúde.
 
Um dos principais pontos do debate foi sobre a lei a 13.003/14, que altera a Lei dos Planos de Saúde (nº 9.656/98), e trata da contratualização entre operadoras e prestadores. De acordo com as novas regras, os médicos contratados, referenciados ou credenciados aos planos de saúde terão reajuste anual. O percentual deverá ser estabelecido nos primeiros 90 dias de cada ano. Vencido este prazo, que é improrrogável, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definirá o índice de reajuste. Além disso, a lei 13.003/14 determina o estabelecimento de contratos escritos entre as operadoras e os prestados de serviço, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, contendo cláusulas claras sobre todos os serviços contratados, definição de valores, critérios, forma e periodicidade de reajuste, e prazos para faturamento e pagamentos dos serviços prestados.
 
A portaria 768/14, que trata da obrigatoriedade de informar o Ministério do Trabalho e Emprego sobre a adminssão de novo empregado, também foi ponto de debate. A partir de 02 de agosto será necessário informar também, por meio do Caged, quando o trabalhador estiver requerendo ou em percepção do benefício Seguro-Desemprego, além disso, o empregador precisa informar no Caged a data do registro do empregado, quando o mesmo decorrer de ação fiscal conduzida por Auditor-Fiscal do Trabalho. O grupo trabalha na busca de alternativas a nova portaria, uma vez que o sistema Caged não permite consultas por parte do empregador. Aguarda-se um posicionamento oficial do MTE a respeito.
 
Outros temas abordados foram a portaria 589/14 – notificação de doenças e acid. trabalho; lei complementar 146 – 25/6/14 – estabilidade provisória – falecimento gestante; súmula 443 – dispensa empregado portador de doença grave; PL 6.070/13 – parcelamento de férias coletivas; autorização para funcionamento/trabalho em dias de folga e súmula 277/TST.
 

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Segurança do Paciente é tema de nova campanha do CBA

O que pode trazer mais segurança ao paciente na hora de uma consulta ou tratamento? Responder esta pergunta é o objetivo da nova campanha de Segurança do Paciente desenvolvida pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI).

Segundo estudo apresentado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no ano passado, de cada dez pacientes, pelo menos um acaba passando por incidentes que resultam de dano não intencional, decorrente da assistência. Cerca de 67% dos casos poderiam ser evitados com a adoção ou reforço de medidas de segurança do paciente estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Joint Commission International (JCI).

Para o coordenador de educação do CBA, Heleno Costa Júnior "a segurança do paciente é uma responsabilidade individual de cada profissional que presta cuidados de saúde". Por isso, para orientar estes profissionais a assistirem melhor seus pacientes, a campanha do CBA destaca, entre outras atitudes, a atenção ao paciente, o cuidado com a higiene das mãos, o esclarecimento e a concordância ao iniciar procedimentos e tratamentos.

Além disso, também dá dicas do que o paciente pode fazer para ter uma assistência mais segura. Entre elas: perguntar tudo sobre seu tratamento, compartilhar todos os seus sintomas com o profissional e alertar sobre possíveis alergias.

Diversificando às campanhas anteriores, feitas em formato banner e cartaz, a campanha Segurança do Paciente foi criada em tamanho flyer, objetivando que os hospitais acreditados ou em preparação para acreditação da JCI possam imprimir a peça e distribuí-la entre colaboradores, pacientes e familiares. Para baixar a arte, basta acessar o site www.cbacred.org.br

A campanha Segurança do Paciente é a quinta ação desenvolvida pelo CBA para seus parceiros. As outras quatro foram: Prontuário do Paciente, Gerenciamento de Risco, Metas Internacionais de Segurança do Paciente e Direitos do Paciente e Familiares

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IV COMINCO aborda cirurgias de coluna

Congressos são mais do que atualização médica. São oportunidade de produção e compartilhamento de novas técnicas, tecnologias e terapêuticas. Por meio deles os médicos podem modificar, aprimorar ou transformar a forma de lidar com cada tipo de doença. Neste ano, São Paulo recebe um evento que promete trazer justamente o aprimoramento necessário para quem precisar passar por uma cirurgia de coluna: o Congresso Brasileiro de Cirurgia e Técnicas Minimamente Invasivas da Coluna Vertebral (IV COMINCO), que ocorre entre os dias 31 de julho e 02 de agosto, no WTC Brasil. 
 
Os problemas de coluna estão no topo da lista de doenças mais importantes em adultos com menos de 45 anos, isso por que é potencialmente a mais debilitante, pois coincide com a fase de produtividade do indivíduo. O tratamento, na maioria dos casos, é medicamentoso; mas pelo menos em 5% deles é necessário recorrer à cirurgia. Atualmente, o principal procedimento cirúrgico ainda assusta muita gente. A agressividade das técnicas convencionais, bem como a demora na recuperação e os riscos envolvidos, levam muitas pessoas a hesitarem ou desistirem de passar por esse tipo de operação. Porém o conjunto de técnicas conhecido como Cirurgias Minimamente Invasivas podem ser de grande auxílio nesses casos, na medida em que promete causar menores agressões ao organismo.
 
O ortopedista e presidente do IV COMINCO, Wilson Dratcu, explica que esses procedimentos podem trazer mais segurança e eficiência ao paciente. “A redução no tamanho da incisão, a possibilidade de poupar estruturas não comprometidas, entre outras vantagens, diminuem o porte da cirurgia produzindo menos sangramentos, dor e exposição a microrganismos que podem causar infecção. Além disso, o tempo de internação diminui consideravelmente, bem como a recuperação”, explica. Muitas Cirurgias Minimamente Invasivas podem ser realizadas sob anestesia local e reduzem em até 50% o tempo de cirurgia e 30% o de internação. 
 
No entanto, a comunidade médica ainda enfrenta resistência das operadoras de saúde. A principal alegação é que esses procedimentos são caros . “Isso se deve ao fato de que a maioria das administradoras de planos de saúde calcula o custo por procedimento e não por gestão”, analisa o presidente da Comissão Executiva do IV COMINCO e presidente do grupo de Cirurgias Minimamente Invasivas do Hospital Beneficência Portuguesa, Pil Sun Choi. No entanto, os médicos que defendem a cirurgia alegam que no custo-benefício ela é mais vantajosa para os pacientes, para os médicos, para os planos de saúde e hospitais e para a economia do país. 
 
O Brasil tem avançado muito, nos últimos anos, na implantação dessas técnicas em hospitais do País. A World Federation of Minimally Invasive Spine Societies, que congrega as lideranças mundiais na área de Cirurgia Minimamente Invasiva da Coluna, conta com a liderança de brasileiros a frente da Diretoria Executiva da Federação. Eles foram responsáveis pela criação e consolidação desta entidade. Neste ano o IV COMINCO receberá cirurgiões de todo país e 27 convidados internacionais. O Congresso será precedido de um Simpósio no Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo, onde será possível assistir ao vivo a realização desse tipo de cirurgia. O evento contará ainda com apresentação da técnica inédita de Tratamento Endoscópico de Estenose de Canal Lombar.
 
Para mais informações acesse http://www.cominco2014.com.br/index.php. 

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Governo gasta em média R$ 3,05 por dia na saúde de cada habitante

Um gasto de R$ 3,05 ao dia em saúde. Este é o valor que os governos federal, estaduais e municipais aplicaram em 2013 para cobrir as despesas dos mais de 200 milhões de brasileiros usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, o gasto per capita em saúde naquele ano foi de R$ 1.098,75. O valor, segundo análise do Conselho Federal de Medicina (CFM), está abaixo dos parâmetros internacionais e representa apenas metade do que gastaram os beneficiários de planos de saúde do Brasil no mesmo período.
 
As informações levantadas pelo CFM consideraram as despesas apresentadas pelos gestores à Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, por meio de relatórios resumidos de execução orçamentária. Em 2013, as despesas nos três níveis de gestão atingiram a cifra de R$ 220,9 bilhões. O montante agrega todas as despesas na chamada “função saúde”, destinada à cobertura das ações de aperfeiçoamento do sistema público de saúde. Boa parte desse dinheiro é usada também para o pagamento de funcionários, dentre outras despesas de custeio da máquina pública.
 
Para o presidente em exercício do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, os indicadores de saúde e as condições de trabalho para os médicos nos municípios revelam como os valores gastos estão abaixo do ideal. “Como podemos ter uma saúde de qualidade para nossos pacientes e melhor infraestrutura de trabalho para os profissionais do setor com tão poucos recursos? O pior de tudo isso é que, enquanto Estados e Municípios se esforçam para aplicar o mínimo previsto em lei, a União deixa de gastar, por dia, R$ 22 milhões que deveriam ser destinados à saúde pública”, criticou o presidente ao relembrar um estudo do CFM, no qual aponta que, entre 2001 e 2012, o Ministério da Saúde deixou de aplicar quase R$ 94 bilhões de seu orçamento previsto.
 
Além da má qualidade da gestão dos recursos, que tem impacto direto na assistência da população e na atuação dos profissionais, os representantes dos médicos acreditam que a saúde pública no Brasil não é uma prioridade de governo. “Recentemente, um grupo ligado aos planos de saúde mostrou que cada um dos 50,2 milhões de beneficiários de planos privados pagou, em média, R$ 179,10 por mês para contar com a cobertura de seu plano em 2013. Isso representa cerca de R$ 2.150,00 por ano – quase o dobro do que os governos pagam pelo direito à saúde pública”, ponderou o diretor de Comunicação do CFM, Desiré Callegari.
 
Comparação internacional – As informações do CFM dialogam com dados da Organização Mundial da Saúde – OMS (Estatísticas Sanitárias 2014), que, apesar de diferenças metodológicas, revelou que o Governo brasileiro tem uma participação aquém das suas necessidades e possibilidades no financiamento. Do grupo de países com modelos públicos de atendimento de acesso universal, o Brasil era, em 2011, o que tinha a menor participação do Estado (União, Estados e Municípios) no financiamento da saúde.
 
Segundo os cálculos da OMS, enquanto no Brasil o gasto público em saúde alcançava US$ 512 por pessoa, na Inglaterra, por exemplo, o investimento público em saúde já era cinco vezes maior: US$ 3.031. Em outros países de sistema universal de saúde, a regra é a mesma. França (US$ 3.813), Alemanha (US$ 3.819), Canadá (US$ 3.982), Espanha (US$ 2.175), Austrália (US$ 4.052) e até a Argentina (US$ 576) aplicam mais que o Brasil.
 
Ranking dos estados e capitais – O levantamento do CFM, que acaba de ser lançado, considerou ainda os dados declarados pelos maiores municípios de cada um dos dez estados mais populosos do país. A comparação mostra que, embora alguns estados e municípios tenham aplicações maiores que outros, em geral os valores são insuficientes para melhorar indicadores de saúde em nível local. Neste estudo, as despesas em saúde foram cruzadas com Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), oferta de leitos para cada grupo de 800 habitantes, taxas de incidência de tuberculose e dengue, além da cobertura populacional de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Equipes de Saúde da Família (ESF).
 
É o caso, por exemplo, do Distrito Federal, líder do ranking estadual do gasto em saúde, com R$ 1.042,40 por pessoa ao ano. Apesar disso, o DF apresenta o pior desempenho de cobertura populacional de ACS (19%) e de ESF (20%). Por dia, são gastos R$ 2,90 na saúde da população do Distrito Federal, valor que também não foi suficiente para livrá-lo da pior taxa de leitos por habitantes do país: apenas 0,7 leito para cada 800 habitantes.
 
Em último lugar no ranking, aparece Alagoas, onde foram gastos apenas R$ 204,89, em 2013, na saúde de cada habitante, o equivalente a R$ 0,57 ao dia. Apesar das taxas de incidência de doenças e demais indicadores de saúde local não estarem entre os piores, Alagoas tem o pior IDH do país, segundo pesquisa divulgada pelo Programa das Nações Unidas (PNUD) no ano passado e que mede o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida pela população. 
 
Entre as capitais, a média do gasto em saúde por pessoa é de R$ 542, 8. Onze cidades figuram abaixo desse valor. Belo Horizonte/MG tem o melhor desempenho relativo, com R$ 933,86 ao ano, seguido pelas cidades de Campo Grande/MS (R$ 919,30) e Teresina/PI (R$ 874,82). Na outra ponta, Rio Branco-AC (R$ 240,53), Boa Vista/RR (R$ 271,19) e Belém/PA (R$ 284,77) aparecem com os piores desempenhos. Em Macapá, capital do Amapá, os gastos em saúde não foram encontrados, nem nos relatórios resumidos de execução orçamentária, nem no portal da transparência da prefeitura, motivo que pelo qual a cidade não foi incluída no levantamento. 
 

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SBP promove 20º Encontro do Núcleo de Especialidades

O 20º Encontro do Núcleo de Especialidades da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) será realizado no dia 26 de julho, na Escola Paulista de Medicina – Unifesp, em São Paulo. O evento é promovido pelo Departamento Cientifico da SBP com 80 vagas disponíveis.
 
Os inscritos poderão levar casos para serem discutidos com os colegas de outras especialidades. Os casos serão projetados no auditório e analisados pelos presentes.
 
Para o presidente da entidade, Carlos Renato Melo, eventos como esse são importantes para reunir patologistas e atualizar o conhecimento de todos. “Mesmo para casos que já conhecemos, é uma oportunidade diferente de ver a situação. Nesse sentido, cada apresentador procura trazer algum enfoque novo, ou seja, sempre é acrescentada informação”, afirma. 
 
Os participantes do encontro receberão pontos para a Comissão Nacional de Acreditação (CNA). 
 
Confira a programação abaixo:
 
08h30 – 09h30 Estudo dos Casos (lâminas disponibilizadas pelos grupos das 4 especialidades): Patologia Mamária, Dermatopatologia, Imuno-histoquímica e Patologia Gastrointestinal
 
09h30 – 10h30 DISCUSSÃO DE CASOS
 
10h30 – 10h45 Intervalo 
 
10h45 – 12h15 Discussão dos casos de Dermatopatologia com Dr. Cristiano Luiz Horta de Lima Junior e Dr. Rafael Bispo Paschoalini
 
12h15 – 13h30 Almoço
 
13h30 – 15h00 Discussão dos casos de Patologia Mamária 
 
15h00 – 16h30 Discussão dos casos de Patologia Cirúrgica e Imuno-histoquímica
 
16h30 – 18h00 Discussão dos casos de Patologia Gastrointestinal com Dr. Ricardo Artigiani
 
Inscrições pelo site da SBP.
 

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