Sindhosp

Josiane Mota

Sírio-Libanês promove ações de prevenção ao câncer de mama

No mês em que o mundo inteiro se volta para a conscientização e combate ao câncer de mama, o Hospital Sírio-Libanês promove ações com o objetivo de engajar funcionários e pacientes ao Outubro Rosa. As unidades do hospital na Bela Vista e Itaim, em São Paulo, e Brasília serão iluminadas com a cor rosa, marca da campanha. 
 
O objetivo do projeto é reforçar o papel de cada indivíduo como disseminador de informações sobre prevenção e cuidados para um diagnóstico precoce da doença.
 
Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada tardiamente. Todos os anos cerca de 13.200 mil mulheres morrem em decorrência da doença no país. O Inca também estima que em 2014 sejam registrados 57 mil novos casos de câncer de mama no Brasil.
 
Durante todo o mês, o hospital visa impactar e motivar o maior número possível de pessoas direta e indiretamente. Os canais institucionais online serão utilizados para a veiculação de informações sobre a doença, a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Também serão distribuídos marcadores de páginas com laços cor-de-rosa, que é o símbolo da campanha, para os 5.600 colaboradores. Camisetas e pins serão vendidos na loja dos voluntários do Hospital, com a arrecadação revertida para o projeto Florescer, atividade de responsabilidade social desenvolvida pelo Hospital para recuperação da qualidade de vida das pacientes tratadas.
 
De acordo com o mastologista Alfredo Barros, coordenador do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio-Libanês, a divulgação promovida pelo Outubro Rosa é importante porque 97% dos casos diagnosticados precocemente, por meio da mamografia, têm cura. “Toda mulher, a partir dos 40 anos, deve realizar mamografia anualmente. É fundamental, que as mulheres solicitem aos seus médicos a prescrição do exame”, diz o especialista. O médico ressalta que o comprometimento estético das mamas é menor se a doença for diagnosticada e tratada precocemente.
 
Previna e Cuida de Você
Pensando no bem-estar de aproximadamente 3.600 colaboradoras, o Hospital Sírio-Libanês criou dois projetos específicos. O Projeto Previna tem por objetivo estimular a realização de mamografias no Centro de Diagnósticos do próprio Hospital e Unidades, contribuindo para a prevenção do câncer de mama entre as mulheres que trabalham na instituição. Com o pedido médico, elas procuram o setor de Qualidade de Vida dos colaboradores onde será agendado o exame nas unidades Bela Vista e Itaim. Nos primeiros seis meses de funcionamento, 20 colaboradoras aderiram à iniciativa.
 
Já o projeto HSL Cuida de Você foi desenvolvido para dar seguimento ao projeto Previna, com o acolhimento daquelas colaboradoras que tenham detectado alterações malignas na mamografia. Neste caso, é oferecido tratamento clínico, cirúrgico, quimioterápico e/ou radioterápico, conforme indicação de médico do próprio corpo clínico do hospital, sem ônus para a colaboradora. Nos primeiros seis meses de funcionamento, dois casos já foram acolhidos e tratados integralmente pelo programa.
 
Na área de responsabilidade social, o Núcleo de Mastologia do Ambulatório de Filantropia do HSL usa toda a sua expertise na prevenção e tratamento de câncer de mama a mulheres que já têm a doença ou possuem potencial para desenvolvê-la, encaminhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Núcleo realiza cirurgias de reconstrução de mama no mesmo procedimento cirúrgico da mastectomia, em 95% dos casos atendidos. Até hoje, o programa já realizou cirurgias gratuitamente para mais de 1.700 pacientes referenciadas pela rede pública de saúde. Só no ano de 2013 foram 6.578 consultas e 276 cirurgias.
 

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Abimed recebe Dirceu Barbano em São Paulo

Às vésperas de deixar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o diretor presidente do órgão, Dirceu Barbano, reuniu-se com representantes do setor de produtos para a saúde, em 24 de setembro, em São Paulo, em evento promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed).
 
Barbano, que deixa o cargo em outubro depois de permanecer por seis anos na agência (desde abril de 2011 como presidente), fez um balanço da atuação da Anvisa e apresentou sua visão de futuro para a área regulatória no Brasil. Ainda recebeu uma placa da Abimed, em homenagem aos seus serviços prestados à frente da agência.
 
Segundo ele, o fortalecimento institucional da agência só foi possível graças à implantação do Planejamento Estratégico, que possibilitou nova estrutura organizacional e novo regimento interno. “Ganhamos transparência, diálogo e estabilidade. E só se fortalece uma organização se se possui estabilidade do ponto de vista de direção e no processo de decisão”.
 
Alguns resultados práticos foram o sistema eletrônico de consultas públicas, a prestação de contas no Congresso Nacional, a fila pública de processos, a implantação da TV Anvisa, entre outros.   
 
Segundo o presidente do Conselho de Administração da Abimed, Fabrício Campolina, por ser fortemente regulado, o setor de produtos para a saúde precisa manter um estreito diálogo com a agência – o que foi uma marca da atual gestão. “O objetivo da Abimed é construir uma agenda positiva com a Anvisa, que garanta um ambiente regulatório saudável e a busca conjunta de soluções para problemas que, se não forem bem equacionados, podem engessar o setor”, afirmou.
 
Na foto, da esquerda para a direita: o diretor da FEHOESP e do SINDHOSP, Luiz Fernando Ferrari Neto, Dirceu Barbano e José Carlos Barbério, diretor da FEHOESP, do SINDHOSP e presidente do IEPAS. 

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Com ilustrações e curiosidades, livro ensina microbiologia para crianças

Apresentar aspectos da Microbiologia de uma forma simples e didática para crianças. Esta é a proposta do livro “Pai, o que é micróbio”, de autoria de Flavio Alterthum, com a colaboração de Telma Alves Monezi.
 
Voltado para o público a partir dos sete anos de idade, o volume faz parte da série “Você sabia?” da editora Atheneu, e apresenta aos pequenos o mundo dos micróbios, bactérias, fungos e vírus, além de suas relações com os demais seres e com a própria natureza.
 
Totalmente ilustrado, a obra destaca, por exemplo, o início da vida na Terra há 3,6 bilhões de anos, com os primeiros micróbios ou micro-organismos, e como eles estão presentes em todos os lugares que conhecemos. Demonstra também que uma parte deles pode nos causar doenças, mas que a sua maioria nos é benéfica e necessária – muitos deles, por exemplo, convivem no interior do nosso corpo e em animais, trazendo diversos benefícios.
 
A ideia do livro surgiu quando o professor Alterthum ainda tinha suas filhas pequenas, e elas costumavam ouvir uma música em que o cantor, com uma voz estridente, fazia a pergunta: “o que é bacilo?”. “Escolhi algumas características dos micróbios para que pudessem servir de base para a divulgação da microbiologia não só para crianças, mas também para que adolescentes e adultos possam perceber que a ‘vida oculta’ de seres não visíveis a olho nu existe, é pulsante, importante e indispensável para nós”, explicou na apresentação do livro.
 
Enfim, “Pai, o que é micróbio” tem a proposta de introduzir a Ciência aos mais novos, mas acaba por também cativar e ensinar a família inteira. Mais do que isso, é uma obra indicada para todos, já que falar sobre saúde é sempre importante em qualquer lugar.
 
Os autores
Doutor, livre-docente e professor titular aposentado da Universidade de São Paulo (USP), Flavio Alterthum é também coautor de um dos mais conhecidos livros da área utilizados nas universidades brasileiras, chamado Microbiologia.
 
Telma Alves Monezi, coautora e responsável pelo conteúdo lúdico do livro, é bióloga, mestre em Microbiologia pela USP e virologista do Departamento de Microbiologia da instituição.
 
 
Saiba mais:
 
Título: Pai, o que é micróbio?
Autores: Flavio Alterthum e Telma Alves Monezi
Páginas: 64 pgs
Edição: 2ª Edição
Ano de lançamento: 2012

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Microbiologia para crianças

Apresentar aspectos da Microbiologia de uma forma simples e didática para crianças. Esta é a proposta do livro “Pai, o que é micróbio”, de autoria de Flavio Alterthum, com a colaboração de Telma Alves Monezi.

Voltado para o público a partir dos sete anos de idade, o volume faz parte da série “Você sabia?” da editora Atheneu, e apresenta aos pequenos o mundo dos micróbios, bactérias, fungos e vírus, além de suas relações com os demais seres e com a própria natureza.

Totalmente ilustrado, a obra destaca, por exemplo, o início da vida na Terra há 3,6 bilhões de anos, com os primeiros micróbios ou micro-organismos, e como eles estão presentes em todos os lugares que conhecemos. Demonstra também que uma parte deles pode nos causar doenças, mas que a sua maioria nos é benéfica e necessária – muitos deles, por exemplo, convivem no interior do nosso corpo e em animais, trazendo diversos benefícios.

A ideia do livro surgiu quando o professor Alterthum ainda tinha suas filhas pequenas, e elas costumavam ouvir uma música em que o cantor, com uma voz estridente, fazia a pergunta: “o que é bacilo?”. “Escolhi algumas características dos micróbios para que pudessem servir de base para a divulgação da microbiologia não só para crianças, mas também para que adolescentes e adultos possam perceber que a ‘vida oculta’ de seres não visíveis a olho nu existe, é pulsante, importante e indispensável para nós”, explicou na apresentação do livro.

Enfim, “Pai, o que é micróbio” tem a proposta de introduzir a Ciência aos mais novos, mas acaba por também cativar e ensinar a família inteira. Mais do que isso, é uma obra indicada para todos, já que falar sobre saúde é sempre importante em qualquer lugar.

Os autores
Doutor, livre-docente e professor titular aposentado da Universidade de São Paulo (USP), Flavio Alterthum é também coautor de um dos mais conhecidos livros da área utilizados nas universidades brasileiras, chamado Microbiologia.

Telma Alves Monezi, coautora e responsável pelo conteúdo lúdico do livro, é bióloga, mestre em Microbiologia pela USP e virologista do Departamento de Microbiologia da instituição.

Saiba mais:

Título: Pai, o que é micróbio?
Autores: Flavio Alterthum e Telma Alves Monezi
Páginas: 64 pgs
Edição: 2ª Edição
Ano de lançamento: 2012
 

 

Fonte: Comunicação FEHOESP

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SINDHOSP recebe visita de Paulo Frange

O vereador licenciado e candidato a deputado federal pelo PTB, Paulo Frange, visitou, na manhã de 26 de setembro, as dependências do SINDHOSP para um encontro com os colaboradores do sindicato, da FEHOESP e do IEPAS.

O evento também contou com a presença de Yussif Ali Mere Jr, presidente do SINDHOSP e da federação; Luiz Fernando Ferrari Neto, diretor das entidades; e Marcelo Gratão, gestor do IEPAS. Durante a conversa, foram abordados os principais problemas da saúde no Estado de São Paulo, além de desafios e oportunidades para o setor nos próximos anos. 

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Anvisa faz parceira para reduzir prazo de registro de produtos médicos

Um acordo de auditoria única para atestar o sistema de qualidade das fábricas de produtos para a saúde firmado por agências reguladoras do Brasil, Estados Unidos, Canadá e Austrália é a aposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para reduzir os prazos de registro de produtos médicos e acelerar o acesso da população a novas tecnologias – o principal gargalo do setor segundo a Abimed Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed). 
 
De acordo com o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, o acordo vai possibilitar que, em vez de ser vistoriado por agências reguladoras de vários países, o sistema de qualidade de um fabricante de dispositivos médicos seja submetido a uma auditoria única, efetuada por organismos credenciados, que satisfaça os requisitos das autoridades regulatórias dos quatro países participantes. 
 
Barbano, que participou no dia 24 de setembro de encontro com empresários do setor de produtos para a saúde promovido pela Abimed, disse que a parceria, – denominada Programa de Auditoria Única em Dispositivos Médicos (Medical Device Single Audit Program – MDSAP) – começou a ser testada em janeiro deste ano por meio de um projeto-piloto que está em curso.  
 
Para o presidente-executivo da Abimed, Carlos Goulart, o programa ajudará a resolver o principal problema enfrentado hoje pelo setor de produtos para a saúde, que é a demora para certificação de boas práticas de fabricação e, consequentemente, para registro e comercialização de dispositivos médicos no país. 
 
“Atualmente, a espera pela auditoria e registro de novos produtos está ao redor de um ano. Já houve momentos em que a demora chegou a três anos. Embora o projeto-piloto deva ser concluído em dezembro do próximo ano e o acordo entre em regime de pleno funcionamento no país somente em 2016, não há dúvidas de que se trata de um grande avanço”, avalia Goulart.
 

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ANS discute lei que exige contratos entre OPS e prestadores

As discussões sobre a regulamentação da lei 13.003/14, que torna obrigatória a existência de contratos escritos entre operadoras (OPS) e seus prestadores, foram iniciadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), nessa quinta-feira (25/9). Em reunião com um Grupo de Trabalho (GT), que reuniu os interessados no assunto, a ANS apresentou os pontos da lei que precisam ser esclarecidos e ouviu sugestões dos participantes. 
 
A lei 13.003/14, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, diz que “a inclusão de qualquer prestador de serviço como contratado (…) implica compromisso com os consumidores” e, por isso, permite a substituição de prestadores no plano desde que seja por prestador equivalente e que o usuário seja comunicado da mudança com 30 dias de antecedência. 
 
O texto também prevê a regulação das condições de prestação de serviço por meio de contrato escrito entre operadoras e prestadores. O instrumento jurídico deve trazer a definição dos serviços contratados, bem como seus valores, critérios, forma e periodicidade de reajuste, que deve ser anual, realizada no prazo improrrogável de 90 dias, a contar do início de cada ano-calendário. 
 
A novidade da lei é estabelecer que, em caso de não haver acordo entre as partes nas negociações de reajuste, a ANS ficará responsável por definir o índice de aumento.
 
O objeto de discussão do GT do órgão regulador é como essas questões serão tratadas e operacionalizadas. Coordenado pela diretora de Desenvolvimento Setorial, Martha Oliveira, o grupo definiu alguns pontos para discussão: se os contratos que já existem entre operadoras e prestadores precisam ser adaptados à nova regra; qual a equivalência para a substituição de prestadores; como será feita a comunicação com os usuários quando houver substituição de prestador; como cada item que deve ser abordado pelo contrato será estabelecido; a definição do ano/calendário; quando o índice proposto pela ANS será utilizado; e como definir esse índice.
 
Questiona-se, ainda, quem vai fiscalizar a existência dos contratos e os descumprimentos das cláusulas. “Precisamos verificar o que a Lei define como responsabilidade da ANS e o que não. Porque se, por exemplo, uma operadora descumpre sua parte, a agência pode notificá-la, mas se um prestador descumpre o contrato, a lei não dá a ANS poderes para fiscalizá-los. E é isso que precisamos definir como será feito”, explicou Martha Oliveira.
 
A resolução normativa (RN) também vai prever as penalidades que couber, como a ausência do contrato mesmo após o término do prazo. O contrato em si também deve definir as penalidades para o descumprimento das obrigações de cada uma das partes.
 
A contratualização não é assunto novo para a ANS. Há normas da agência que já estabeleciam regras para a questão, como as RNs 42, 54, 71, 241 e a instrução normativa (IN) 49. De acordo com a diretora, todas essas normas que já tratam do assunto serão consolidadas na nova RN, complementando o que faltar. “A lei reforça o que já vínhamos trabalhando e favorece para que os contratos aconteçam, porque muitos prestadores ainda não possuem um instrumento jurídico junto às operadoras”.
 
Um dos pontos mais polêmicos, a definição de um índice de reajuste pela ANS, será tema específico de uma das próximas reuniões do GT. Martha Oliveira explicou que é preciso discutir os critérios para formação desse índice, quando ele será aplicado e se haverá um prazo para a negociação entre as partes, antes que a ANS se pronuncie. 
 
O GT terá mais três encontros para discutir essas questões e finalizar os trabalhos com uma minuta para a RN. A lei 13.003/14 entra em vigor no dia 24 de dezembro, mas o ideal é que a regulamentação esteja pronta antes disso. Por isso, a ANS vai reunir o GT nos dias: 
 
17 de outubro, quando serão detalhados os pontos apresentados no primeiro encontro;
 
4 de novembro, que vai discutir o índice de reajuste; e
 
11 de novembro, quando será apresentada e discutida a minuta de regulamentação.
 
Quem quiser participar das discussões da próxima reunião, pode enviar sugestões para lei13003@ans.gov.br, até o dia 10 de outubro.
 

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Entidades e Anvisa discutem normas para transporte de material biológico

O transporte de material biológico realizado pelos laboratórios clínicos, tratado em norma recente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi tema de uma oficina de trabalho promovida pela FEHOESP, dia 16 de setembro, no Hotel Golden Tulip, na capital paulista.
 
A Resolução da Diretoria Colegiada da agência (RDC 20), de abril de 2014, define o regulamento sanitário para o transporte de material biológico humano e foi discutida no encontro.
 
O evento contou com a importante presença de João Batista da Silva Júnior, especialista em Regulação de Vigilância Sanitária da Anvisa, que debateu com representantes da Confederação Nacional de Saúde (CNS), Federação e de sociedades científicas da área os pontos e sugestões de mudanças no texto da norma. 
 
“Tínhamos a necessidade de fazer uma norma de vigilância sanitária para esse assunto. Começamos a perceber uma dificuldade muito grande, tanto do regulador quanto do regulado, do entendimento de como se trabalhava isso, porque é uma lacuna”, explicou Batista.
 
O diretor da FEHOESP e coordenador do Comitê de Laboratórios da entidade, Luiz Fernando Ferrari Neto, iniciou a oficina agradecendo a presença de todos e destacando a importância da iniciativa, que é um marco para o setor. “O objetivo dessa oficina é alinharmos e desenvolvermos o conhecimento em cima da RDC 20, desejando com isso sucesso nesse alinhamento, para que estejamos cada vez mais trabalhando através da conscientização de todos os pares, os nossos representados”, afirmou.
 
Após as discussões, ficou definido que as entidades presentes e a Anvisa vão trabalhar de forma conjunta na confecção de um manual de conduta para o transporte de material biológico. O objetivo é auxiliar tanto os laboratórios como as fiscalizações regionais de vigilância sanitária na padronização de boas práticas para a questão.
 
Também participaram da oficina José Carlos Barbério, diretor da FEHOESP e presidente do IEPAS; Jairo Rocha, diretor do departamento de Laboratórios da CNS; Eriete Teixeira e Luisa Pelegrino, assessora jurídica e consultora técnica da FEHOESP, respectivamente; Claudia Cohn, presidente, e Luiz Gastão Rosenfeld, técnico, ambos da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed); Wilson Shcolnik e Vitor Mercadante Pariz, diretores de Acreditação e Qualidade e Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML); Jerolino Lopes Aquino e Paulo Brandão Pinto, vice-presidente e delegado da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC); e Regina Botega, diretora do Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo (CVS-SP).
 
Câmara Técnica
A discussão realizada durante a oficina de trabalho com a Anvisa foi gerada a partir de apontamentos feitos pela Câmara Técnica criada pela FEHOESP para tratar da RDC 20.
 
Seus integrantes têm trabalhado para tirar dúvidas sobre a legislação e tentar auxiliar nos esclarecimentos aos prestadores de serviços laboratoriais em relação à norma. Os primeiros resultados do trabalho realizado pelo grupo foram apresentados durante a oficina, e em breve suas contribuições estarão em material a ser produzido em colaboração com a agência reguladora.
 
Fazem parte da Câmara Técnica o coordenador do Comitê de Laboratórios da FEHOESP, Luiz Fernando Ferrari Neto; o diretor da entidade, José Carlos Barbério; a assessora jurídica da Federação, Eriete Teixeira; o presidente do SindLab-MG, Humberto Marques Tibúrcio; e a consultora técnica Luisa Pelegrino.
 
Saiba mais:
 
 
 
 
 
 

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Revista Melhores Práticas destaca Projeto Bússola

A revista Melhores Práticas em Saúde, Qualidade e Acreditação do mês de setembro entrevistou o presidente do SINDHOSP e da FEHOESP, Yussif Ali Mere Jr, a respeito da importância da qualificação nos ambientes ambulatoriais, na reportagem "Qualificação independe do porte", publicada na página 12.

Segundo o presidente, "Independentemente do porte, será preciso que as empresas de saúde se qualifiquem. Caso contrário, perderão espaço no mercado. Hoje, é uma demanda do próprio setor de saúde complementar".

Sobre o Projeto Bússula, o presidente complementa: "Qualidade, hoje, não é uma tendência, é necessidade. Sabemos que muitas clínicas desejam certificação de qualidade, mas encontram dificuldades para obtê-las, muitas vezes por questões financeiras. A iniciativa visa disponibilizar um programa de acreditação mais acessível, disseminar a gestão da qualidade e estimular o processo de qualificação".

Leia a reportagem completa aqui.

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Wagner Farias – sem coligação (PCB)

Gargalos da saúde
Para nós, os principais gargalos da área da Saúde se devem ao modelo implementado não somente no Estado de São Paulo, mas também no Brasil, que privilegia ações e processos de privatização deste serviço essencial, seja pelos convênios firmados com as chamadas organizações sociais, ou mesmo pela "parcerias público-privadas" nas áreas fundamentais para a produção e distribuição de insumos, materiais, medicação e equipamentos. Outro aspecto importante que está diretamente relacionado a isto, é a precarização das condições de trabalho dos trabalhadores da saúde, principalmente pelos processos de terceirização e/ou contratação sem as garantias dos servidores concursados, o que resulta diretamente na prestação de serviços precários em decorrência da falta de estrutura e de investimentos diretos num modelo de Saúde efetivamente público, gratuito e de qualidade.
 
Planejamento 
Neste sentido é fundamental reestatizar os serviços de saúde pública, pondo fim a convênios e contratos com grupos ou empresas privadas, o que inclui acabar com os convênios com as tais organizações sociais de saúde (OSS), retomando o controle completo de todas às áreas que envolvem o sistema de saúde, criando empresas 100% estatais para produção de medicamentos, materiais e equipamentos de saúde, aumentando os investimentos na atenção primária, mas também nas esferas secundárias e terciárias, além disso, reestabelecer o controle sobre hospitais construídos e mantidos por verbas públicas, garantindo o atendimento somente à pacientes provenientes do SUS, acabando com o sistema chamado de "duas portas", o que implica em cancelar o convênio com todas as empresas operadoras ou seguradoras privadas de saúde no sistema público.
 
OSS e PPPs 
Nosso objetivo é acabar com todas os contratos e convênios com as chamadas Organizações Sociais, restabelecendo o controle do estado sobre 100% dos serviços públicos de Saúde. Quanto às parcerias público-privadas (PPPs), somos completamente contra, uma vez que defendemos que Saúde, ou qualquer outro serviço essencial à vida não pode ser tratado como mercadoria, como meio pelo qual se obtêm lucro ou qualquer vantagem financeira. Saúde não é mercadoria, porque a vida não pode ser negociada!
 
Falta de leitos 
Temos certeza que existe um grande déficit de leitos no Estado de São Paulo e parte do motivo é que uma parte significativa dos leitos hospitalares públicos é reservada para atendimento de pacientes provenientes de convênio. Acabando este sistema de dupla porta, acabaríamos com a segregação social que relega a quem vem do SUS as piores estruturas e, em consequência, os serviços mais precários. Contudo, somente isto não seria suficiente, é necessário reestruturar o sistema de saúde, ampliando e investido ainda mais no atendimento primário, que tem um caráter preventivo, investindo e reestruturando as unidades de Saúde e policlínicas, além de construir e equipar novos hospitais nas regiões mais carentes.
 
Dependentes químicos 
Pretendemos ampliar e remodelar os serviços de atendimento aos dependentes químicos, mais uma vez retomando todo o sistema nas mãos do Estado a fim de propiciar um efetivo tratamento a esta população, pondo fim as parcerias com organizações não governamentais (ONGs) e OSS em geral, acabando com os processos de Internação Compulsória, além de findar qualquer parceria com as forças policiais que tornem a perspectiva de tratamento e recuperação de dependentes enquanto "caso de polícia", estabelecendo inclusive a necessária construção e manutenção de clínicas de recuperação 100% Públicas para o tratamento dos casos mais graves. Além disto, ampliar o atendimento nos CAPs e CAPSad, tornando mais rápido e eficaz o tratamento da população atingida por estes problemas.
 
Prevenção e qualidade de vida 
Em se tratando do aspecto preventivo, o Estado deve investir em políticas que garantam o acesso à Educação em Saúde em todos os estabelecimento da Rede de Saúde Pública, ampliando e melhorando a ação do Programa de Saúde da Família, ampliando os tipos de vacinas fornecidas pelo Estado, mas principalmente, devemos investir mais em melhoria das condições de vida da população, onde de fato está o eixo fundamental de uma política efetiva de prevenção em saúde, ou seja, é garantindo melhores condições de moradia, alimentação, esporte e lazer, o que passa por melhores condições de emprego e salário, que efetivamente atacaremos a raiz dos problemas, a relação de determinação social sobre os processos de saúde e doença.
 
Idosos 
Primeiramente, temos que acabar com a linha de pensamento que o aumento da população "idosa" é um peso pra sociedade. Os idosos de hoje foram as pessoas que produziram e contribuíram diretamente na construção de tudo o que existe hoje e é essencial à nossa vida e, por tanto, o mínimo que a sociedade e o Estado devem garantir, a qualquer custo, é o direito a um envelhecimento com as garantias constitucionais do princípio da dignidade humana, ou seja, fornecendo serviços públicos, gratuitos, de qualidade e 100% Estatais nos serviços de saúde, garantindo acesso privilegiado aos programas públicos de moradia, ampliando o número e a qualidade das instituições voltadas para à educação, esporte, lazer e das casas de apoio e assistência aos idosos abandonados. 
Possibilitar condições de melhoria da qualidade de vida aos idosos, é um direito fundamental e é uma das principais obrigações do Estado.
 
Modelo assistencial 
Deixo claro que o problema da saúde pública não é apenas um problema técnico. O Problema fundamental deste modelo é o fato de que existe de forma crescente uma mercantilização deste de direito fundamental, o que tem contribuído diretamente na intensificação da precarização dos serviços de saúde e, por outro lado, na formação de grandes monopólios privados na Saúde Complementar. O at

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