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‘A mamografia detecta o câncer pequeno e garante 95% de chance de cura’, diz Luciana Holtz

O SindHosp realizou um “Papo da Saúde Especial Outubro Rosa” com a psico-oncologista Luciana Holtz, presidente do Oncoguia, a Associação Brasileira de Defesa do Paciente com Câncer, que falou sobre a conscientização, prevenção e tratamento do câncer de mama, enfatizando a importância do acesso à informação e ao cuidado de qualidade. Durante a entrevista, conduzida por Larissa Eloi, CEO do SindHosp e da FESAÚDE, a convidada destacou pontos centrais para fortalecer a campanha Outubro Rosa e o enfrentamento da doença no Brasil.

Segundo Luciana Holtz, o câncer de mama é uma questão urgente no país: “Uma em cada oito mulheres vão ter câncer de mama, um dos maiores motivos que matam mulheres no Brasil e é o segundo câncer que mais tem incidência no nosso país”. Ela ressaltou que, diante desse cenário, é essencial que todas as mulheres estejam engajadas no próprio cuidado com a saúde. “Nós, mulheres, assumimos esse monte de papel que a gente gosta, e está tudo bem, mas não vai dar para fazer tudo o que a gente quer fazer se não colocarmos nossa saúde em primeiro lugar, como aconteceu com a máscara do avião, a gente tem de colocar na gente primeiro para depois colocar nos outros”.

A presidente do Oncoguia explicou a trajetória da entidade, enfatizando que a luta central é garantir informação de qualidade, apoio e defesa dos direitos dos pacientes. Para ela, o acolhimento é fundamental: “Não deixar com que nenhuma pessoa que receba um diagnóstico de câncer de mama passe por essa fase sozinha”. Apoio multidimensional, que inclui familiares, amigos, grupos de apoio e organizações, é vital para o enfrentamento da doença.

Mamografia e cura 

Luciana Holtz também destacou a importância da detecção precoce para aumentar as chances de cura: “Na faixa de mulheres de 50 a 69 anos, apenas 30% das brasileiras fazem mamografia. É um exame chato, mas é também o único exame capaz de detectar o câncer enquanto ele está pequenininho. Se não fosse assim, eu não teria 95% de chance de cura”.

Segundo ela, o principal problema do Brasil é o diagnóstico em uma fase tardia do câncer de mama, quando não é possível mais curar a doença, sendo que o país tem 70 mil novos casos por ano. Holtz diz que é preciso ampliar o acesso ao exame, especialmente para mulheres entre 40 e 49 anos, conforme as novas diretrizes do Ministério da Saúde.

Outro tema abordado foi o impacto do histórico familiar e dos testes genéticos, como o BRCA, no cuidado personalizado: “Se eu sei que tenho uma mutação, eu tenho que tomar decisões para me cuidar de um jeito diferente. Hoje, isso está sendo amplamente discutido no Brasil.”

 

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Brasil ultrapassa 110 mil internações por câncer de mama

O Brasil registrou mais de 110 mil internações por câncer de mama em 2023. É o que mostra um levantamento do Núcleo de Inteligência e Conteúdo do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios no Estado de São Paulo (SindHosp) com base em seu Boletim Infográficos da Saúde. A plataforma BIS utiliza como fontes de pesquisa 14 bases de dados públicas de diferentes órgãos (clique aqui para baixar o arquivo). Esse número representa um aumento significativo em relação aos anos anteriores, com 90.440 internações em 2021 e 105.050 em 2022. O crescimento contínuo das internações destaca a importância de medidas preventivas e diagnósticos precoces para combater a doença.

O câncer de mama é uma das doenças que mais afetam mulheres em todo o mundo. De acordo com a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o câncer de mama é classificado como CID-50, sigla para neoplasia maligna da mama. O Instituto Nacional do Câncer estima um total de 73.610 novos casos de câncer de mama no Brasil em 2023. Desse total, foram 2.410 casos no Norte, 15.690 no Nordeste, 4.950 no Centro-Oeste, 39.330 no Sudeste e 11.230 no Sul.

Outubro Rosa

Como mostra a campanha “Outubro Rosa”, a prevenção e o diagnóstico precoce são cruciais para aumentar as chances de cura, que têm crescido significativamente com o avanço da medicina e a conscientização. Em 2023, o Brasil realizou 8,5 milhões de exames de mamografia, sendo 51% via Sistema Único de Saúde (SUS) e 49% pela Saúde Suplementar.

O Ministério da Saúde recomenda medidas preventivas diversas para reduzir o risco de câncer de mama. Entre elas estão o autoexame regular, a amamentação prolongada, a realização periódica de mamografias, sobretudo mulheres com mais de 40 anos de idade, a manutenção de hábitos saudáveis como alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas, além de informar ao médico sobre histórico familiar de câncer de mama. De acordo com o Inca, essas ações podem contribuir para a detecção precoce e o tratamento eficaz da doença.

Mortalidade

O tratamento do câncer de mama varia conforme a fase da doença, o tipo de tumor e as condições do paciente, incluindo abordagens locais, como mastectomia e radioterapia, e sistêmicas, como quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica. O Ministério da Saúde destaca a importância de um tratamento personalizado para cada paciente, visando melhores resultados e qualidade de vida.

A mortalidade por câncer de mama também é uma preocupação crescente. Em 2023, cerca de 20 mil pessoas perderam a vida devido à doença no Brasil. Este dado reforça a necessidade de políticas públicas eficazes e campanhas de conscientização, como o “Outubro Rosa”, para promover a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento adequado para todas as mulheres.

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Outubro Rosa: você conhece os fatores de risco para o câncer de mama?

O câncer de mama afeta 66 mil brasileiras por ano e é o tumor que mais mata entre as mulheres, com a alarmante taxa de mortalidade de 14,23 para cada 100 mil. Controlar os fatores de risco e diagnosticar precocemente são ações determinantes no combate à doença, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

No âmbito da prevenção, os hábitos saudáveis são apontados pelo Instituto como redutores da incidência, podendo chegar a até 13%. Isso significa que, aproximadamente, 8 mil casos podem ser evitados com a redução dos fatores de risco, relacionados ao estilo de vida.

Os principais vilões apontados são a alimentação inadequada, o excesso de peso, a inatividade física e o tabagismo. Sendo que, dentre eles, o sedentarismo se destaca, por compreender “a maior fração (5%) dos casos de câncer de mama evitáveis pela adoção da prática”. 

Com esse cenário, o abandono dos hábitos mencionados é veementemente recomendado pelos profissionais da oncologia. Em alusão à campanha nacional do Outubro Rosa, a médica mastologista, Andrea Cubero, enviou a seguinte mensagem ao SindHosp:  

Desafios da prevenção ao câncer de mama

Segundo pesquisa realizada em 2020, pela União Internacional para o Controle do Câncer, um dos grandes desafios para que haja mudanças positivas é a alta taxa de mulheres em 20 países (28%) que não consideram a ausência de atividade física como um fator de risco para o câncer; e acabam vítimas do sedentarismo e de todas as doenças que ele desencadeia.

As desigualdades regionais e de renda, filtrando o acesso das mulheres ao rastreamento na faixa etária indicada, foi outro ponto de atenção alertado pelo INCA. Conteúdos divulgados pela instituição afirmam que “nos últimos dois anos ou menos, 58,3% das mulheres realizaram o exame de mamografia, mas com uma variação regional importante, com resultados piores no Norte do Brasil [43,2%] e melhores resultados no Sudeste [65,2%]”.

O câncer de mama é uma emergência da saúde pública e os exames preventivos, bem como a mudança de hábitos, salvam vidas! Neste mês de conscientização, o SindHosp convida a todos a incentivarem o cuidado diário e as consultas periódicas, em prol da redução dos números citados que tanto assustam e,  no fim, significam mães, filhas e esposas se despedindo da vida muito antes do que deveriam. 

Para ficar a par das atualizações da saúde, convenções coletivas de trabalho e  orientações do SindHosp, acesse a aba ‘Notícias’ e siga o sindicato nas redes sociais.

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