16 de abril de 2014

Samaritano de SP é reacreditado pela JCI

O Hospital Samaritano de São Paulo acaba de conquistar sua terceira reacreditação pela Joint Commission International (JCI) – mais importante órgão certificador de padrões de qualidade para instituições de saúde do mundo. Areacreditação chega no momento em que o Hospital está celebrando seus 120 anos de atividades e atesta o empenho e o comprometimento da Instituição com segurança do paciente e a qualidade assistencial. 
 
“Ter uma certificação pela JCI transmite segurança para os pacientes de que receberão um atendimento de qualidade e com padrão internacional. A terceira Reacreditação consecutiva reforça a consolidação do Hospital como um centro hospitalar de excelência com foco no paciente”, afirma o superintendente corporativo, Luiz De Luca.
 
A primeira acreditação do Hospital Samaritano foi obtida em 2004, sendo o segundo hospital geral privado em São Paulo e o terceiro do Brasil a ser reconhecido pela JCI.  O processo para conseguir o selo da JCI seguiu um planejamento estratégico iniciado em 2000, com o foco em segurança assistencial, uniformidade no cuidar, direitos e deveres dos pacientes e indicadores de performance. Em 2007 e 2011, a Instituição teve a certificação renovada.  
 
O Hospital Samaritano de São Paulo também é reconhecido pelo Ministério da Saúde como um dos seis hospitais de Excelência do País, desde 2008, por sua qualidade na assistência e pelos serviços prestados na área de responsabilidade social, destacando-se os programas voltados para o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS).  
 
A qualidade dos serviços e indicadores assistenciais, voltados para a segurança do paciente, renderam ainda ao Samaritano destaque em pesquisa publicada pela Revista AméricaEconomía. Por dois anos consecutivos, a instituição foi classificada como 2º melhor hospital do Brasil e 5º na América Latina. 
 
Posicionamento 
Desde 2012, o Hospital vem investindo e implantando Núcleos com foco nas especialidades de maior competência: Ortopedia, Cardiologia, Neurologia, Gastroenterologia, Oncologia, Urologia e Ginecologia, Obstetrícia e Perinatologia. Estas unidades têm como  objetivo prestar atendimento  completo e integrado aos pacientes, com acompanhamento em todas as etapas do tratamento.  
 
Em 2013, o Hospital iniciou a implantação de serviço de Emergência Especializada. São quatro áreas de atuação: Cardiologia, Ortopedia, Neurologia e Trauma, com médicos especializados à disposição 24h, além de toda infraestrutura e recursos tecnológicos para diagnóstico e tratamento clínico e cirúrgico.
 
O Complexo Hospitalar do Samaritano conta com 19 andares, 313 leitos de internação e Unidade de Terapia Intensiva, além de um Centro Cirúrgico com 16 salas para a realização de procedimentos de alta complexidade. Em 2013, foram realizados mais de 140 mil atendimentos de emergência nos prontos-socorros, 12 mil cirurgias e quase dois milhões de procedimentos diagnósticos. 
 

Macas do Samu viram leitos em corredores de hospitais em SP

Socorristas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) afirmam que a falta de macas e leitos nos hospitais públicos prejudica o trabalho de mais de 100 equipes de resgate que atuam nas ruas de São Paulo.
 
A lotação nos centros médicos faz com que os pacientes aguardem um leito nas macas do Samu, nos corredores dos hospitais (assista ao vídeo acima) e, assim, as ambulâncias ficam desfalcadas do equipamento necessário ao atendimento à população de São Paulo. A Prefeitura de São Paulo admitiu o problema, mas diz que ele ocorre em casos pontuais e afirma que investe na ampliação do número de leitos na cidade, além da compra de novas macas.
 
(O tema desta reportagem foi sugerido por um leitor pela ferramenta de jornalismo colaborativo VC no G1).
 
Com o equipamento retido, as equipes relatam que chegam a passar uma jornada inteira de 12 horas sem poder fazer novos resgates nas ruas. Assim, filas de ambulâncias chegam a se formar nas portas dos prontos-socorros dos hospitais à espera de liberação de macas. Atualmente, o Samu recebe 7 mil chamados por dia em São Paulo, gerando 1,2 mil atendimentos feitos por 117 ambulâncias. Em média, o tempo de resposta é de 10 minutos, de acordo com o órgão.
 
Problemas na Zona Norte
 
Para comprovar as denúncias, socorristas enviaram fotos e vídeos que mostram os efeitos desse problema no Pronto Socorro do Hospital Municipal José Storopollis, na Vila Maria, na Zona Norte de São Paulo. Em 8 de abril, uma equipe do Samu foi ao local para buscar a maca que havia ficado no hospital na véspera, após um resgate.
 
Ao chegar ao hospital, os profissionais afirmaram ter encontrado outras oito equipes de socorristas com o mesmo problema. Segundo eles, a direção do hospital, por sua vez, lhes informou que não podia liberar as macas, pois não havia leitos suficientes para atender a todos.
 
Ao retornar à base do Samu, no Jaçanã, também na Zona Norte de São Paulo, essa mesma equipe diz ter encontrado um homem esfaqueado em frente ao local. Foram prestados os primeiros socorros à vítima e solicitado o apoio de uma outra equipe do Samu, com uma maca disponível, para que fosse feita a transferência do paciente.
 
Segundo o relato deles, a central de apoio do Samu informou para que fosse feito o transporte sem a maca, pois ao menos 14 ambulâncias do serviço não dispunham do equipamento naquele momento. Socorristas relataram ao G1 que em muitas situações são obrigados a fazer improvisações, como amarrar os pacientes nas pranchas utilizadas para carregar os pacientes ou em cadeiras.
 
Problema muda 'conforme a demanda'
 
O coordenador do Sistema Municipal de Atenção às Urgências e Emergências, Marcelo Takano, departamento responsável pelo relacionamento entre Prefeitura e Samu, admitiu o problema com as macas. Entretanto, diz que ele muda no "dia a dia, de hospital para hospital, conforme a demanda".
"Se está muito cheio, o hopital nos notifica que a maca está em contenção. Ninguém prende maca deliberadamente", afirmou.
 
Segundo Takano, a orientação às equipes do Samu e hospitais é para que agilizem a troca da maca por leitos adequados para os pacientes.
 
"A maca não é o equipamento ideal para se manter um paciente. Essa é a nossa preocupação. O gradil é baixo e há um sistema para levantar e baixar a maca, que, se destravado, o paciente pode cair. Por isso, a orientação é a de realizar esforços para substituir nos hospitais as macas. O que estão faltando são macas nas emergências dos hospitais", disse.
 
Investimentos em mais leitos
 
Desde o início da gestão de Fernando Haddad, a Prefeitura afirma que tem adotado medidas para aumentar o número de leitos na rede pública, segundo o coordenador. "A secretaria já reativou 290 leitos que estavam bloqueados desde o início da gestão. A municipalização de dois hospitais, o Sorocabano e o Santa Marina, vai aumentar o número de leitos", disse.
 
"Além disso, o Vasco da Gama também está em processo de municipalização. E o processo de compras de maca tem sido contínuo, mas tem de ser com critério, porque é um equipamente que requer manutenção periódica", destacou.
 
Segundo os socorristas, as macas já ficavam retidas nos hospitais na gestão do então prefeito Gilberto Kassab, mas havia reservas na base do Samu, segundo as denúncias.
 
Outro problema recorrente, de acordo com socorristas do Samu, é que os hospitais se recusam a receber pacientes. E, para evitar que estes sejam encaminhados pelas ambulâncias aos seus respectivos prontos-socorros, as administrações destes hospitais enviam documentos (veja abaixo) alertando para a falta de médico de uma determinada especialidade, como ortopedia ou neurologia, por exemplo.
 
"A gente sabe que tem médico, sim, porque eles fazem um revezamento e a gente acaba levando o paciente. Mas, muitas vezes, somos hostilizados porque encaminhamos um paciente para determinado hospital. Todos os hospitais da região estão com este problema", afirmou uma socorrista.
 
Já houve casos em que foi necessário chamar a Polícia Militar para que um hospital aceitasse a internação de um resgatado, segundo ela. Em outros casos, a equipe acaba optando por levar o paciente para um hospital mais longe, como a Santa Casa de Misericórdia ou o Hospital das Clínicas.
 
"Em caso de trauma, por exemplo, na maioria das vezes, tem de passar por um cirurgião. Então, tem de ir onde tem as duas especialidades, o cirurgião e o ortopedista. Então, acaba indo para um lugar muito longe", disse.
 
De acordo com os socorristas do Samu, as equipes de resgate dos bombeiros passam pela mesma situação, que, a cada dia, se torna mais insustentável. "Todo mundo está saturado com esta situação. Somos hostilizados por médicos e funcionários dos hospitais. Fico revoltada", desabafa a socorrista, que já ficou afastada de do trabalho licença médica por depressão.
 
Marcelo Takano afirmou que não há qualquer veto ao serviço do Samu nos hospitais e que nunca recebeu qualquer notificação em relação ao acionamento da Polícia Militar por equipes de

Qualihosp debate gestão na saúde pública e privada

Como melhorar a gestão na saúde pública e privada a ponto de criar mode-los ideais de trabalho e melhorias no atendimento ao paciente? Este foi o objetivo do Qualihosp – Seminário Internacional de Qualidade em Serviços e Sistemas de Saúde – 2014, que aconteceu em 14 de abril no auditório Itaú da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Realizado pela FGV EAESP GV Saúde, o evento teve duas mesas de debate, uma conferência e um talk show deba-tendo o tema. A opinião era a mesma entre todos os participantes: a saúde vive hoje um caos em sua gestão e está cada vez mais difícil encontrar pro-fissionais qualificados para gerir o setor. 
 
O ponto chave discutido pelos palestrantes foi a falta de avanços da área, que segue ainda regras e padrões do século XX e vem condensando regras e procedimentos.  
 
Os convidados internacionais do evento, Felix Hector Rígoli, gerente da Área de Sistemas de Saúde e Coordenador da Unidade Técnica de Recursos Hu-manos da OPAS/OMS, e José Luís Castanheira dos Santos, professor de saúde pública pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lis-boa, elogiaram o Sistema Único de Saúde (SUS), afirmando que o modelo criado é um do melhores do mundo, no entanto, com as gestões falhas, poucos são os pontos positivos a serem comentados. 
 
 “O mais importante da criação do SUS no Brasil é essa universalização, vista em pouquíssimos países do mundo, com o objetivo de sanar a necessidade coletiva do povo quanto as serviços prestados. Porém, não vemos as coisas funcionando corretamente. Reclamam de investimentos, de falta de profissionais, mas o que está sendo feito para colocar o modelo do papel em prática?”, questionou Rígoli. Castanheira complementou: “O Brasil precisa se organizar e aceitar a ideia de que a resposta à sociedade também deve ser universal e chegar a todos, independente de quem sejam e de aonde estejam. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) prega que o mundo deve ter cobertura de saúde, então temos de ser cada vez mais universais”.
 
Fechando o dia, o talk show “Hospital do Século XXI” debateu as tecnologias recentes, avanços e problemas na gestão hospitalar que se estendem ao longo dos anos. Um coquetel para networking foi realizado após o fim do evento.
 
A cobertura completa do evento você confere na próxima edição do Jornal do SINDHOSP.

Presidente do SINDHOSP/ FEHOESP recebe Livro Branco da Anahp

Com o objetivo de apresentar as principais propostas para melhorias na área da saúde, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) produziu, no início deste ano, um livro intitulado "Livro Branco – Saúde Brasil 2015 – A sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro" que foi entregue aos pré-candidatos à presidência do País. Na manhã de 16 de abril, o presidente do Conselho de Administração da Associação, Francisco Balestrin, esteve pessoalmente no SINDHOSP/ FEHOESP para realizar a entrega do estudo ao presidente das instituições, Yussif Ali Mere Jr. A reunião contou também com a presença dos diretores Marcelo Gratão, Luiz Fernando Ferrari Neto e José Carlos Barbério.
 
Composto por dois volumes, o Livro Branco é divido entre um primeiro caderno de propostas, e um segundo mais conceitual. Enquanto este é basicamente uma introdução e apresentação descritiva das doze propostas, aquele as discute detalhadamente em dez eixos teóricos, que levam em consideração as necessidades do sistema brasileiro de saúde para prestar um atendimento de qualidade ao cidadão, que está no centro do estudo. Foram considerados estudos sobre sistemas de saúde de todo o mundo, análises do atual mercado brasileiro, e reunião e entrevistas com mais de 50 empresários, especialistas, usuários e gestores do setor. Os temas tratados incluem acesso, qualidade e segurança do paciente.
 
As doze propostas principais do livro estão divididas em três grandes eixos de gestão:
 
A. Macro-gestão
01. Fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), estimulando a coordenação e a integração entre os setores público e privado;
02. Aumentar o volume e a eficiência na aplicação de recursos públicos para a saúde;
03. Ampliar a participação do setor privado na formulação e implantação das Políticas Nacionais de Saúde;
04. Fomentar a inovação científica e tecnológica em Saúde.
 
B. Meso-gestão
05. Incentivar o investimento privado na área de saúde;
06. Estimular políticas justas de remuneração de serviços de saúde vinculadas à qualidade e ao desempenho assistencial;
07. Desenvolver um modelo assistencial integrado com foco no paciente e na continuidade dos cuidados;
08. Criar um sistema nacional de avaliação da qualidade em saúde.
 
C. Micro-gestão
09. Desenvolver redes assistenciais integradas entre os setores público e privado;
10. Melhorar a formação, distribuição e a produtividade dos recursos humanos;
11. Investir em infraestrutura e tecnologia adequada à evolução da medicina e aos novos perfis de pacientes;
12. Desenvolver um plano de ação público-privado para a informatização, integração e interoperabilidade dos sistemas da informação.

Na foto, da esquerda para a direita: Marcelo, Yussif, Balestrin, Luiz Fernando e Barbério.

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