Sindhosp

Ana Paula

Jornada SIGA discute comunicação de indicadores na gestão

No quarto encontro do programa, a comunicação foi apresentada como ferramenta para transformar indicadores e relatórios em apresentações capazes de apoiar decisões estratégicas na saúde

 

A comunicação de indicadores de desempenho e resultados foi o tema do quarto encontro da Jornada SIGA (Sistema de Indicadores para Gestão de Alto Desempenho), iniciativa desenvolvida pelo SindHosp e pela FESAÚDE – com apoio da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) – para estimular o uso de indicadores como ferramenta de gestão nas instituições de saúde.

O encontro reuniu gestores e lideranças para discutir um desafio comum nas organizações: transformar dados, indicadores e relatórios em apresentações capazes de orientar decisões e marcou a fase “Sustentar”, etapa final da Jornada SIGA. O foco foi discutir como utilizar os indicadores produzidos ao longo do programa para apoiar decisões estratégicas e acompanhar resultados de forma contínua.

Convidado para conduzir a atividade, Eduardo Adas, fundador da SOAP Apresentações Profissionais, abordou o papel da comunicação na apresentação de resultados, na defesa de projetos e na condução de mudanças dentro das instituições.

Indicadores de desempenho são métricas utilizadas para acompanhar resultados, identificar oportunidades de melhoria e apoiar a gestão. A partir desse contexto, o especialista conduziu uma discussão sobre a forma como dados e informações costumam ser apresentados dentro das organizações.

Na avaliação do palestrante, muitas apresentações acabam reproduzindo relatórios extensos, carregados de números, gráficos e textos, sem necessariamente facilitar a compreensão do público. O resultado é que informações relevantes perdem força justamente quando deveriam contribuir para a tomada de decisões.

Habilidade de comunicação pode ser desenvolvida

 

Logo no início da apresentação, Adas compartilhou parte de sua trajetória profissional. Ele contou que enfrentou dificuldades para falar em público durante a adolescência e que desenvolveu suas habilidades de comunicação por meio de estudo e treinamento. Ao recordar esse processo de aprendizado, afirmou: “Comunicação não é um dom. É uma competência que você desenvolve.”

Para o especialista, a comunicação acontece no espaço entre a intenção de quem transmite uma mensagem e a percepção de quem a recebe. Por isso, uma apresentação eficiente exige mais do que conhecimento técnico. Também depende da compreensão do perfil, das necessidades e das expectativas do público.

Ele destacou que a credibilidade influencia a forma como propostas, projetos e recomendações são recebidos. Em sua avaliação, a confiança favorece a compreensão da mensagem e contribui para uma comunicação mais efetiva.

Um dos conceitos centrais do encontro foi a diferença entre relatório e apresentação. Na visão de Adas, relatórios têm a função de organizar e disponibilizar informações. Já uma apresentação deve partir de uma conclusão clara e utilizar dados, evidências e indicadores para sustentá-la. Ele também criticou o uso excessivo de textos nos slides. Quando a tela reproduz integralmente o conteúdo que está sendo falado, passa a disputar a atenção do público e reduz a efetividade da comunicação.

O foco, acrescentou, deve estar na construção de uma linha de raciocínio capaz de conduzir o público até a conclusão pretendida.

Narrativas ajudam a comunicar resultados

 

Boa parte da atividade foi dedicada ao storytelling, técnica que utiliza narrativas para organizar e comunicar informações. Segundo Adas, histórias têm a capacidade de gerar identificação, estimular reflexão e facilitar a compreensão de temas complexos. Por isso, podem ser utilizadas para apresentar projetos, defender investimentos, justificar mudanças de processo e apoiar decisões de gestão.

Uma narrativa bem construída, explicou, permite que o público compreenda não apenas os números apresentados, mas também o contexto e as consequências associadas a eles. Nesse modelo, os dados continuam sendo fundamentais. A diferença é que passam a funcionar como sustentação dos argumentos, em vez de ocupar o papel principal da apresentação.

A eficácia de uma apresentação, defendeu o palestrante, depende da capacidade de compreender quem está do outro lado da mesa. Gestores diferentes possuem expectativas, preocupações e prioridades distintas, o que exige abordagens específicas para cada contexto.

Por isso, a construção de uma narrativa deve considerar fatores como perfil profissional, objetivos da audiência e tipo de decisão que se pretende influenciar. Uma mesma apresentação pode produzir resultados diferentes dependendo de quem a recebe.

Inteligência artificial como ferramenta de apoio

 

O avanço da inteligência artificial na preparação de apresentações e análises também foi tema da discussão. Essas ferramentas, segundo o especialista, podem acelerar pesquisas, organizar informações, auxiliar na criação de conteúdos visuais e reduzir o tempo gasto em etapas operacionais do trabalho. No entanto, não substituem a capacidade humana de interpretar dados, compreender contextos e definir estratégias de comunicação.

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CCT com o Sindicato da Saúde de Osasco e Região é firmada

O SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalhom (CCT) com o Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Osasco e Região (SUEESSOR), com vigência de 1º de maio de 2026 a 30 de abril de 2027.

A íntegra da CCT está disponível neste link para sócios e contribuintes do SindHosp.

 

Base Territorial: Embu das Artes, Embu-Guaçu, Ibiúna, Itapecerica Da Serra, Santana de Parnaíba, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

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Firmada CCT com o SINDSAÚDE de Guarulhos e Região

O SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho m(CCT) com o Sindicato Único dos Auxiliares de Enfermagem, Técnicos de Enfermagem e Demais Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Guarulhos, Itaquaquecetuba e Mairiporã (SINDSAÚDE Guarulhos e Região), com vigência de 1º de maio de 2026 a 30 de abril de 2027.

A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e contribuintes do SindHosp, basta clicar aqui.

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Firmada CCT com o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e Trabalhadores da Saúde de Sorocaba e Região

O SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Sorocaba e Região (SINSAÚDE), com vigência de 1º de maio de 2026 a 30 de abril de 2027.

Associados e contribuintes do SindHosp têm acesso à integra da CCT. Clique aqui e acesse. 

 

Base Territorial: Alambari, Alumínio, Angatuba, Assis, Avaré, Bernardino De Campos, Buri, Cândido Mota, Capela Do Alto, Cerqueira César, Eldorado, Guareí, Ibirarema, Ibiúna, Ipaussu, Itaí, Itapetininga, Itatinga, Jacupiranga, Juquiá, Juquitiba, Mairinque, Manduri, Óleo, Palmital, Paraguaçu Paulista, Paranapanema, Piedade, Pilar Do Sul, Piraju, Quatá, Registro, Salto De Pirapora, Santa Cruz Do Rio Pardo, São Miguel Arcanjo, São Roque, Sarapuí, Sarutaiá, Sete Barras, Sorocaba, Tapiraí, Tatuí, Tejupá e Votorantim.

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Larissa Eloi encerra sua trajetória como diretora-executiva do SindHosp

O SindHosp comunica que, em comum acordo, Larissa Eloi encerra seu ciclo como diretora-executiva da instituição, após uma trajetória marcada por importantes contribuições para o fortalecimento da entidade e do setor de saúde.

Ao longo de sua atuação, Larissa Eloi se destacou pela visão estratégica, pela capacidade de construir consensos e de mobilizar pessoas em torno de objetivos comuns, fortalecendo um ambiente de colaboração, confiança e compromisso com resultados.

O SindHosp agradece sua dedicação, profissionalismo e o legado construído ao longo desse período. Sua contribuição permanecerá como parte relevante da nossa história.

Desejamos pleno sucesso em seus novos desafios. Que essa nova etapa seja tão significativa quanto a que compartilhou conosco e que traga novas oportunidades para que continue exercendo uma liderança que transforma organizações e pessoas.

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Como combater o desperdício na saúde?

O desperdício é um dos maiores desafios do setor da saúde e compromete recursos que poderiam ser direcionados à ampliação do acesso, à melhoria da qualidade assistencial e à incorporação de inovações. Exames desnecessários, retrabalho, falhas de comunicação, internações evitáveis, fraudes, corrupção, desperdício de medicamentos e ineficiências operacionais e administrativas geram custos expressivos sem agregar valor ao cuidado do paciente.

É por isso que a FESAÚDE e o SindHosp estão tratando o tema como um dos inegociáveis da saúde. “No ano passado, o Brasil transacionou cerca de R$ 1 trilhão em saúde, incluindo recursos públicos, o setor de saúde suplementar e o gasto direto das famílias. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de 25% dos recursos em saúde são desperdiçados. Estamos falando de algo em torno de R$ 250 bilhões por ano”, provocou a founder da Eloss Consultoria, Luciane Infante, durante mais uma entrevista realizada na Arena da Saúde, durante a Hopitalar 2026.

O desperdício é um dos cinco inegociáveis da saúde, agenda estratégica que está sendo desenvolvida pela FESAÚDE e pelo SindHosp com a ajuda da Eloss. O documento servirá de base para proposições que as entidades pretendem apresentar aos candidatos à Presidência da República e ao Governo do Estado de São Paulo nas próximas eleições. Os Inegociáveis da Saúde defendem uma transformação estrutural da saúde brasileira, com foco na ampliação do acesso, no aumento da resolutividade, na melhoria da qualidade assistencial, na redução de desperdícios e na promoção de maior equilíbrio e sustentabilidade para o sistema.

Na Hospitalar, a FESAÚDE e o SindHosp lançaram o Manifesto dos 5 Is, antecipando parte desse debate. Conheça quais são os inegociáveis e leia o Manifesto clicando aqui.

O debate

O bate-papo foi mediado por Luciane Infanti e contou com as participações da diretora-executiva do Instituto Coalizão Saúde (ICOS), Denise Eloi, e do superintendente-executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), José Cechin. “O desperdício trata de coisas que não são visíveis. Há alguns anos, o IESS realizou um estudo que mostrou que fraudes e desperdícios consomem cerca de 12% das receitas das operadoras”, afirmou Cechin.

Denise Eloi, Luciane Infanti e José Cechin

Para Denise Eloi, motivos estruturantes e a fragmentação do sistema dificultam o combate ao desperdício. “O assunto precisa sensibilizar a governança das instituições. Trata-se de uma mudança de cultura e isso exige esforço coletivo”, ponderou.

O episódio do videocast Arena da Saúde sobre desperdício ainda falou sobre confiança entre prestadores e operadoras de planos de saúde e caminhos que podem contribuir para amenizar o problema.

Assista ao episódio na íntegra:

 

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Nova diretoria do SindHosp toma posse

Em almoço realizado em 10 de junho, na Capital paulista, os novos integrantes da diretoria do SindHosp, eleitos para o triênio 2026-2029 em abril passado, tomaram posse. “Mais do que uma cerimônia, foi um momento de reafirmar compromissos, realinhar prioridades e projetar os desafios que estarão no centro da nossa atuação nos próximos três anos. Vivemos um período de profundas transformações na saúde e isso exige diálogo permanente, inovação, sustentabilidade e capacidade de construir soluções coletivas para todo o ecossistema”, acredita Francisco Balestrin, reeleito à presidência do Conselho de Administração da entidade.

Conheça os integrantes eleitos para o Conselho de Administração e para o Conselho Fiscal do SindHosp:

 

Conselho de Administração

Francisco Balestrin – Presidente – Vital Assessoria Empresarial

João Carlos Guerra – Vice-presidente – Centro de Hematologia São Paulo

Henri Tannus Boteon  –  Tesoureiro  – Fundação Centro Médico Campinas

Fernando Torelly – Conselheiro  – Hospital Anália Franco / Rede D´Or São Luiz

Anderson Nascimento  – Conselheiro – Hospital Ana Costa / Rede Total Care

Cláudia Cohn – Conselheira  – Salomão e Zoppi / DASA

Fábio Baptista – Conselheiro – Hospital Santos Dumont / Unimed São José dos Campos

 

Conselho Fiscal

Ricardo Teixeira Mendes – Presidente – Hospital Vera Cruz

Carolina Dantas de Oliveira  – Conselheira  – Hospital Infantil Sabará / Fundação JC Setúbal

Lídia Abdalla Nery  – Conselheira  – Laboratório Roberto Franco do Amaral / Sabin

Ana Beatriz Tiago Alves  – Conselheira suplente – Corporeos Serviços Terapêuticos / Espaço Laser

 

Reconhecimento

O momento marcou também uma homenagem a Luiz Fernando Ferrari Neto, que está deixando a diretoria da FESAÚDE e do SindHosp após anos de dedicação. “Registramos nosso profundo agradecimento pela dedicação, comprometimento e espírito de liderança que marcaram sua trajetória à frente da nossa entidade. Sua contribuição foi fundamental para o fortalecimento institucional e para a defesa dos interesses da categoria. Em nome de todos que tiveram o privilégio de compartilhar essa jornada, expressamos nossa sincera gratidão e desejamos que esta nova etapa seja repleta de saúde e felicidade”, desejou Balestrin.

 

FESAÚDE

A nova diretoria eleita da FESAÚDE também tomou posse. Clique aqui e conheça os integrantes.

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Acesso no centro dos debates

O acesso à saúde foi o tema central de mais um episódio do videocast Arena da Saúde, gravado no estande da FESAÚDE e do SindHosp durante a Hospitalar 2026. O debate integra a construção dos chamados “Inegociáveis da Saúde”, iniciativa desenvolvida pela ELOSS Consultoria para as duas entidades com o objetivo de contribuir para uma transformação estrutural do sistema de saúde brasileiro.

Segundo Luciane Infanti, founder da ELOSS e mediadora do debate, o documento será apresentado aos candidatos à Presidência da República e ao Governo do Estado de São Paulo nas próximas eleições. “O acesso é um dos cinco inegociáveis da saúde. Essa proposta busca promover uma transformação estrutural da saúde brasileira”, afirmou.

Além do acesso, os demais pilares da iniciativa são paciente único, dados estruturados, padronização do cuidado e combate ao desperdício. Durante a Hospitalar 2026, foi lançado o Manifesto dos 5 Is, que antecipa os principais pontos da publicação. O conteúdo completo do Manifesto está disponível para consulta clicando aqui.

 

Na prática

Para Emmanuel Lacerda, superintendente nacional de Saúde e Segurança do Serviço Social da Indústria (SESI), um dos desafios para ampliar o acesso está na ausência de programas estruturados de proteção à saúde do trabalhador no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, embora os trabalhadores sejam submetidos a exames periódicos obrigatórios, as informações geradas raramente são utilizadas para a gestão da saúde. “Todos os colaboradores têm que passar por exames periódicos, mas, infelizmente, esse trabalho serve apenas para cumprir uma obrigação legal”, afirmou.

Emmanuel Lacerda, Luciane Infanti e Bruno Pipponzi

Outro ponto destacado durante o debate foi o potencial das farmácias para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, especialmente diante do envelhecimento populacional e do crescimento das doenças crônicas. Bruno Pipponzi, vice-presidente de negócios de saúde da RD Saúde – grupo formado pela fusão entre Raia e Drogasil e que reúne cerca de 3.500 farmácias em todo o país – defendeu uma maior integração desses estabelecimentos ao sistema de saúde. “Há menos de um século, o farmacêutico era um profissional importante para a comunidade. Essa relação foi se perdendo com o avanço do varejo. Temos cerca de 90 mil farmácias no Brasil e elas podem ajudar, sim, a melhorar o acesso”, disse.

Os participantes também discutiram desafios estruturais para a ampliação do acesso à saúde. Entre os temas abordados estiveram a necessidade de o setor de saúde suplementar atuar de forma mais integrada, os riscos da fragmentação do cuidado, a importância da interoperabilidade entre os diferentes atores do sistema, a qualificação dos profissionais e a superação de barreiras culturais e regulatórias que dificultam a construção de uma assistência mais coordenada e eficiente.

Assista ao episódio na íntegra:

 

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Arena da Saúde debate Paciente Único

Dando continuidade às discussões promovidas na Arena da Saúde durante a Hospitalar 2026, o novo episódio do videocast aborda o conceito de paciente único e os desafios para colocar essa visão em prática no sistema de saúde. Mediado por Francisco Balestrin, presidente da FESAÚDE e do SindHosp, o encontro reuniu Anderson Nascimento, CEO da Rede Total Care, e Fábio Baptista, presidente da Unimed São José dos Campos.

Paciente Único integra os cinco Inegociáveis da Saúde, agenda estratégica apresentada pela FESAÚDE e pelo SindHosp durante a Hospitalar 2026. Reunidos em um manifesto, os inegociáveis defendem uma transformação estrutural da saúde brasileira, com foco na ampliação do acesso, no aumento da resolutividade, na melhoria da qualidade assistencial, na redução de desperdícios e na promoção de maior equilíbrio e sustentabilidade para o sistema. Ao abrir o debate, Francisco Balestrin destacou que o documento servirá de base para as proposições que as entidades pretendem apresentar aos candidatos à Presidência da República e ao Governo do Estado de São Paulo nas próximas eleições.

Conheça quais são os inegociáveis e leia o Manifesto dos 5 Is, lançado na Hospitalar, clicando aqui.

 

O debate

A relevância do tema também se reflete na percepção da população. Pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Datafolha e divulgada em março apontou saúde e segurança como os principais problemas do país. Para Francisco Balestrin, esse cenário exige uma mudança de paradigma na forma como o sistema de saúde é organizado e como os profissionais são formados. “As escolas médicas ensinam a resolver casos, tratar episódios, e não a acompanhar a jornada do paciente ou a conhecê-lo como pessoa. Vivemos uma fragmentação sistêmica, cultural e formativa”, afirmou.

Para Anderson Nascimento, CEO da Rede Total Care, principal prestadora de serviços da Amil, a experiência da operadora demonstra a importância de uma abordagem centrada na pessoa e alinhada aos princípios defendidos pelos Inegociáveis da Saúde. Segundo ele, o conceito de paciente único exige que o cuidado vá além do tratamento da doença e considere diferentes dimensões da vida do indivíduo. “A pessoa também precisa estar feliz com o que faz, equilibrada espiritualmente. O desafio da medicina hoje é a desfragmentação”, afirmou.

Para Fábio Baptista, presidente da Unimed São José dos Campos, o compartilhamento de dados – outro Inegociável da Saúde – é um requisito fundamental para a consolidação do conceito de paciente único. Segundo ele, a falta de interoperabilidade entre sistemas compromete a continuidade do cuidado e impede uma visão integral da trajetória do paciente. “Um beneficiário que fica, por exemplo, três anos em uma operadora e depois muda para outra ou deixa o setor suplementar simplesmente perde todo o seu histórico. A Rede Nacional de Dados em Saúde pode ser uma solução para o compartilhamento de dados”, afirmou.

Assista a entrevista na íntegra:

 

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Dados estruturados são tema de debate na Arena da Saúde

O estande da FESAÚDE e do SindHosp durante a Hospitalar 2026 sediou um espaço – a Arena da Saúde – que recebeu autoridades, lideranças e profissionais para debater temas que impactam atualmente o setor. Os encontros foram gravados e serão publicados no canal do Youtube do SindHosp (@SindHospOficial) nas próximas semanas.

O primeiro episódio da série tem como tema Dados Estruturados e foi mediado pelo presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin, que recebeu a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, e o presidente do Instituto Coalizão Saúde (ICOS), Giovani Guido Cerri. Temas como interoperabilidade, inteligência em saúde e os desafios da transformação digital no país foram abordados. “É uma honra dividir esse espaço com duas personalidades que têm ajudado a disseminar a importância de dados estruturados e da interoperabilidade”, destacou Balestrin.

Na abertura do encontro, o presidente da FESAÚDE e do SindHosp apresentou o Manifesto dos 5 Is, que foi lançado em 19 de maio após a abertura da feira. O Manifesto é síntese de um documento maior, que será entregue pelas entidades aos candidatos à Presidência da República e ao Governo do Estado de São Paulo nos próximos meses. “Como já fizemos nas últimas duas eleições, os Inegociáveis da Saúde são nossa contribuição cidadã e propõem uma agenda inadiável, voltada à transformação estrutural da saúde brasileira, defendendo a ampliação do acesso, o aumento da resolutividade, a melhoria da qualidade assistencial, a redução de desperdícios e a promoção de maior equilíbrio e sustentabilidade para o sistema de saúde”, explicou.

Dados estruturados aparecem como um dos cinco inegociáveis. Conheça quais são os inegociáveis e leia o Manifesto dos 5 Is na íntegra clicando aqui.

 

Cenário desafiador

O debate abordou os obstáculos para integrar e transformar em inteligência estratégica o grande volume de dados produzidos diariamente pela saúde brasileira. Embora o DataSUS seja uma das maiores bases de dados em saúde do mundo e a Troca de Informações na Saúde Suplementar (TISS) exista há cerca de 15 anos, os sistemas ainda enfrentam dificuldades de interoperabilidade. “O que falta para que os dados em saúde sejam tratados como inteligência estratégica ou como escolha soberana de governança nacional?”, questionou Balestrin.

Os visitantes acompanharam aos debates ao vivo

Ana Estela Haddad ressaltou a pertinência da pergunta, os avanços conquistados nos últimos anos e lembrou que ainda há desafios importantes. “Ao longo da trajetória do SUS foram criados cerca de 400 sistemas com diferentes arquiteturas e não podemos abrir mão dessa série histórica. Hoje não usamos nem 10% do mar de dados que produzimos diariamente”, afirmou. A secretária também citou iniciativas que ajudam a transformar dados em inteligência para a gestão. “Há medidas que podem melhorar esse cenário. Um bom exemplo é o que o SindHosp vem fazendo”, disse, em referência ao Boletim Infográficos Saúde (BIS). Clique aqui e obtenha mais informações.

Para Giovani Guido Cerri, a interoperabilidade deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser uma necessidade para garantir sustentabilidade ao sistema de saúde. “Ela impacta diretamente em 15% dos recursos da saúde. Como vamos financiar a saúde da população que está envelhecendo? Combatendo o desperdício, que é um dos inegociáveis que estão sendo propostos pelo SindHosp”, defendeu o presidente do ICOS.

O episódio também abordou o crescimento da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), os avanços da medicina preditiva, a personalização dos tratamentos, o uso da inteligência artificial na prática médica e experiências de parceria entre o governo federal e o setor privado.

Assista ao debate na íntegra:

 

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