Sindhosp

Ana Paula

Como combater o desperdício na saúde?

O desperdício é um dos maiores desafios do setor da saúde e compromete recursos que poderiam ser direcionados à ampliação do acesso, à melhoria da qualidade assistencial e à incorporação de inovações. Exames desnecessários, retrabalho, falhas de comunicação, internações evitáveis, fraudes, corrupção, desperdício de medicamentos e ineficiências operacionais e administrativas geram custos expressivos sem agregar valor ao cuidado do paciente.

É por isso que a FESAÚDE e o SindHosp estão tratando o tema como um dos inegociáveis da saúde. “No ano passado, o Brasil transacionou cerca de R$ 1 trilhão em saúde, incluindo recursos públicos, o setor de saúde suplementar e o gasto direto das famílias. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de 25% dos recursos em saúde são desperdiçados. Estamos falando de algo em torno de R$ 250 bilhões por ano”, provocou a founder da Eloss Consultoria, Luciane Infante, durante mais uma entrevista realizada na Arena da Saúde, durante a Hopitalar 2026.

O desperdício é um dos cinco inegociáveis da saúde, agenda estratégica que está sendo desenvolvida pela FESAÚDE e pelo SindHosp com a ajuda da Eloss. O documento servirá de base para proposições que as entidades pretendem apresentar aos candidatos à Presidência da República e ao Governo do Estado de São Paulo nas próximas eleições. Os Inegociáveis da Saúde defendem uma transformação estrutural da saúde brasileira, com foco na ampliação do acesso, no aumento da resolutividade, na melhoria da qualidade assistencial, na redução de desperdícios e na promoção de maior equilíbrio e sustentabilidade para o sistema.

Na Hospitalar, a FESAÚDE e o SindHosp lançaram o Manifesto dos 5 Is, antecipando parte desse debate. Conheça quais são os inegociáveis e leia o Manifesto clicando aqui.

O debate

O bate-papo foi mediado por Luciane Infanti e contou com as participações da diretora-executiva do Instituto Coalizão Saúde (ICOS), Denise Eloi, e do superintendente-executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), José Cechin. “O desperdício trata de coisas que não são visíveis. Há alguns anos, o IESS realizou um estudo que mostrou que fraudes e desperdícios consomem cerca de 12% das receitas das operadoras”, afirmou Cechin.

Denise Eloi, Luciane Infanti e José Cechin

Para Denise Eloi, motivos estruturantes e a fragmentação do sistema dificultam o combate ao desperdício. “O assunto precisa sensibilizar a governança das instituições. Trata-se de uma mudança de cultura e isso exige esforço coletivo”, ponderou.

O episódio do videocast Arena da Saúde sobre desperdício ainda falou sobre confiança entre prestadores e operadoras de planos de saúde e caminhos que podem contribuir para amenizar o problema.

Assista ao episódio na íntegra:

 

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Nova diretoria do SindHosp toma posse

Em almoço realizado em 10 de junho, na Capital paulista, os novos integrantes da diretoria do SindHosp, eleitos para o triênio 2026-2029 em abril passado, tomaram posse. “Mais do que uma cerimônia, foi um momento de reafirmar compromissos, realinhar prioridades e projetar os desafios que estarão no centro da nossa atuação nos próximos três anos. Vivemos um período de profundas transformações na saúde e isso exige diálogo permanente, inovação, sustentabilidade e capacidade de construir soluções coletivas para todo o ecossistema”, acredita Francisco Balestrin, reeleito à presidência do Conselho de Administração da entidade.

Conheça os integrantes eleitos para o Conselho de Administração e para o Conselho Fiscal do SindHosp:

 

Conselho de Administração

Francisco Balestrin – Presidente – Vital Assessoria Empresarial

João Carlos Guerra – Vice-presidente – Centro de Hematologia São Paulo

Henri Tannus Boteon  –  Tesoureiro  – Fundação Centro Médico Campinas

Fernando Torelly – Conselheiro  – Hospital Anália Franco / Rede D´Or São Luiz

Anderson Nascimento  – Conselheiro – Hospital Ana Costa / Rede Total Care

Cláudia Cohn – Conselheira  – Salomão e Zoppi / DASA

Fábio Baptista – Conselheiro – Hospital Santos Dumont / Unimed São José dos Campos

 

Conselho Fiscal

Ricardo Teixeira Mendes – Presidente – Hospital Vera Cruz

Carolina Dantas de Oliveira  – Conselheira  – Hospital Infantil Sabará / Fundação JC Setúbal

Lídia Abdalla Nery  – Conselheira  – Laboratório Roberto Franco do Amaral / Sabin

Ana Beatriz Tiago Alves  – Conselheira suplente – Corporeos Serviços Terapêuticos / Espaço Laser

 

Reconhecimento

O momento marcou também uma homenagem a Luiz Fernando Ferrari Neto, que está deixando a diretoria da FESAÚDE e do SindHosp após anos de dedicação. “Registramos nosso profundo agradecimento pela dedicação, comprometimento e espírito de liderança que marcaram sua trajetória à frente da nossa entidade. Sua contribuição foi fundamental para o fortalecimento institucional e para a defesa dos interesses da categoria. Em nome de todos que tiveram o privilégio de compartilhar essa jornada, expressamos nossa sincera gratidão e desejamos que esta nova etapa seja repleta de saúde e felicidade”, desejou Balestrin.

 

FESAÚDE

A nova diretoria eleita da FESAÚDE também tomou posse. Clique aqui e conheça os integrantes.

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Acesso no centro dos debates

O acesso à saúde foi o tema central de mais um episódio do videocast Arena da Saúde, gravado no estande da FESAÚDE e do SindHosp durante a Hospitalar 2026. O debate integra a construção dos chamados “Inegociáveis da Saúde”, iniciativa desenvolvida pela ELOSS Consultoria para as duas entidades com o objetivo de contribuir para uma transformação estrutural do sistema de saúde brasileiro.

Segundo Luciane Infanti, founder da ELOSS e mediadora do debate, o documento será apresentado aos candidatos à Presidência da República e ao Governo do Estado de São Paulo nas próximas eleições. “O acesso é um dos cinco inegociáveis da saúde. Essa proposta busca promover uma transformação estrutural da saúde brasileira”, afirmou.

Além do acesso, os demais pilares da iniciativa são paciente único, dados estruturados, padronização do cuidado e combate ao desperdício. Durante a Hospitalar 2026, foi lançado o Manifesto dos 5 Is, que antecipa os principais pontos da publicação. O conteúdo completo do Manifesto está disponível para consulta clicando aqui.

 

Na prática

Para Emmanuel Lacerda, superintendente nacional de Saúde e Segurança do Serviço Social da Indústria (SESI), um dos desafios para ampliar o acesso está na ausência de programas estruturados de proteção à saúde do trabalhador no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, embora os trabalhadores sejam submetidos a exames periódicos obrigatórios, as informações geradas raramente são utilizadas para a gestão da saúde. “Todos os colaboradores têm que passar por exames periódicos, mas, infelizmente, esse trabalho serve apenas para cumprir uma obrigação legal”, afirmou.

Emmanuel Lacerda, Luciane Infanti e Bruno Pipponzi

Outro ponto destacado durante o debate foi o potencial das farmácias para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, especialmente diante do envelhecimento populacional e do crescimento das doenças crônicas. Bruno Pipponzi, vice-presidente de negócios de saúde da RD Saúde – grupo formado pela fusão entre Raia e Drogasil e que reúne cerca de 3.500 farmácias em todo o país – defendeu uma maior integração desses estabelecimentos ao sistema de saúde. “Há menos de um século, o farmacêutico era um profissional importante para a comunidade. Essa relação foi se perdendo com o avanço do varejo. Temos cerca de 90 mil farmácias no Brasil e elas podem ajudar, sim, a melhorar o acesso”, disse.

Os participantes também discutiram desafios estruturais para a ampliação do acesso à saúde. Entre os temas abordados estiveram a necessidade de o setor de saúde suplementar atuar de forma mais integrada, os riscos da fragmentação do cuidado, a importância da interoperabilidade entre os diferentes atores do sistema, a qualificação dos profissionais e a superação de barreiras culturais e regulatórias que dificultam a construção de uma assistência mais coordenada e eficiente.

Assista ao episódio na íntegra:

 

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Arena da Saúde debate Paciente Único

Dando continuidade às discussões promovidas na Arena da Saúde durante a Hospitalar 2026, o novo episódio do videocast aborda o conceito de paciente único e os desafios para colocar essa visão em prática no sistema de saúde. Mediado por Francisco Balestrin, presidente da FESAÚDE e do SindHosp, o encontro reuniu Anderson Nascimento, CEO da Rede Total Care, e Fábio Baptista, presidente da Unimed São José dos Campos.

Paciente Único integra os cinco Inegociáveis da Saúde, agenda estratégica apresentada pela FESAÚDE e pelo SindHosp durante a Hospitalar 2026. Reunidos em um manifesto, os inegociáveis defendem uma transformação estrutural da saúde brasileira, com foco na ampliação do acesso, no aumento da resolutividade, na melhoria da qualidade assistencial, na redução de desperdícios e na promoção de maior equilíbrio e sustentabilidade para o sistema. Ao abrir o debate, Francisco Balestrin destacou que o documento servirá de base para as proposições que as entidades pretendem apresentar aos candidatos à Presidência da República e ao Governo do Estado de São Paulo nas próximas eleições.

Conheça quais são os inegociáveis e leia o Manifesto dos 5 Is, lançado na Hospitalar, clicando aqui.

 

O debate

A relevância do tema também se reflete na percepção da população. Pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Datafolha e divulgada em março apontou saúde e segurança como os principais problemas do país. Para Francisco Balestrin, esse cenário exige uma mudança de paradigma na forma como o sistema de saúde é organizado e como os profissionais são formados. “As escolas médicas ensinam a resolver casos, tratar episódios, e não a acompanhar a jornada do paciente ou a conhecê-lo como pessoa. Vivemos uma fragmentação sistêmica, cultural e formativa”, afirmou.

Para Anderson Nascimento, CEO da Rede Total Care, principal prestadora de serviços da Amil, a experiência da operadora demonstra a importância de uma abordagem centrada na pessoa e alinhada aos princípios defendidos pelos Inegociáveis da Saúde. Segundo ele, o conceito de paciente único exige que o cuidado vá além do tratamento da doença e considere diferentes dimensões da vida do indivíduo. “A pessoa também precisa estar feliz com o que faz, equilibrada espiritualmente. O desafio da medicina hoje é a desfragmentação”, afirmou.

Para Fábio Baptista, presidente da Unimed São José dos Campos, o compartilhamento de dados – outro Inegociável da Saúde – é um requisito fundamental para a consolidação do conceito de paciente único. Segundo ele, a falta de interoperabilidade entre sistemas compromete a continuidade do cuidado e impede uma visão integral da trajetória do paciente. “Um beneficiário que fica, por exemplo, três anos em uma operadora e depois muda para outra ou deixa o setor suplementar simplesmente perde todo o seu histórico. A Rede Nacional de Dados em Saúde pode ser uma solução para o compartilhamento de dados”, afirmou.

Assista a entrevista na íntegra:

 

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Dados estruturados são tema de debate na Arena da Saúde

O estande da FESAÚDE e do SindHosp durante a Hospitalar 2026 sediou um espaço – a Arena da Saúde – que recebeu autoridades, lideranças e profissionais para debater temas que impactam atualmente o setor. Os encontros foram gravados e serão publicados no canal do Youtube do SindHosp (@SindHospOficial) nas próximas semanas.

O primeiro episódio da série tem como tema Dados Estruturados e foi mediado pelo presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin, que recebeu a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, e o presidente do Instituto Coalizão Saúde (ICOS), Giovani Guido Cerri. Temas como interoperabilidade, inteligência em saúde e os desafios da transformação digital no país foram abordados. “É uma honra dividir esse espaço com duas personalidades que têm ajudado a disseminar a importância de dados estruturados e da interoperabilidade”, destacou Balestrin.

Na abertura do encontro, o presidente da FESAÚDE e do SindHosp apresentou o Manifesto dos 5 Is, que foi lançado em 19 de maio após a abertura da feira. O Manifesto é síntese de um documento maior, que será entregue pelas entidades aos candidatos à Presidência da República e ao Governo do Estado de São Paulo nos próximos meses. “Como já fizemos nas últimas duas eleições, os Inegociáveis da Saúde são nossa contribuição cidadã e propõem uma agenda inadiável, voltada à transformação estrutural da saúde brasileira, defendendo a ampliação do acesso, o aumento da resolutividade, a melhoria da qualidade assistencial, a redução de desperdícios e a promoção de maior equilíbrio e sustentabilidade para o sistema de saúde”, explicou.

Dados estruturados aparecem como um dos cinco inegociáveis. Conheça quais são os inegociáveis e leia o Manifesto dos 5 Is na íntegra clicando aqui.

 

Cenário desafiador

O debate abordou os obstáculos para integrar e transformar em inteligência estratégica o grande volume de dados produzidos diariamente pela saúde brasileira. Embora o DataSUS seja uma das maiores bases de dados em saúde do mundo e a Troca de Informações na Saúde Suplementar (TISS) exista há cerca de 15 anos, os sistemas ainda enfrentam dificuldades de interoperabilidade. “O que falta para que os dados em saúde sejam tratados como inteligência estratégica ou como escolha soberana de governança nacional?”, questionou Balestrin.

Os visitantes acompanharam aos debates ao vivo

Ana Estela Haddad ressaltou a pertinência da pergunta, os avanços conquistados nos últimos anos e lembrou que ainda há desafios importantes. “Ao longo da trajetória do SUS foram criados cerca de 400 sistemas com diferentes arquiteturas e não podemos abrir mão dessa série histórica. Hoje não usamos nem 10% do mar de dados que produzimos diariamente”, afirmou. A secretária também citou iniciativas que ajudam a transformar dados em inteligência para a gestão. “Há medidas que podem melhorar esse cenário. Um bom exemplo é o que o SindHosp vem fazendo”, disse, em referência ao Boletim Infográficos Saúde (BIS). Clique aqui e obtenha mais informações.

Para Giovani Guido Cerri, a interoperabilidade deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser uma necessidade para garantir sustentabilidade ao sistema de saúde. “Ela impacta diretamente em 15% dos recursos da saúde. Como vamos financiar a saúde da população que está envelhecendo? Combatendo o desperdício, que é um dos inegociáveis que estão sendo propostos pelo SindHosp”, defendeu o presidente do ICOS.

O episódio também abordou o crescimento da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), os avanços da medicina preditiva, a personalização dos tratamentos, o uso da inteligência artificial na prática médica e experiências de parceria entre o governo federal e o setor privado.

Assista ao debate na íntegra:

 

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Congresso de Gestão em Clínicas debate sustentabilidade e novos modelos de gestão

O Congresso de Gestão em Clínicas, que aconteceu no dia 21 de maio, durante a Hospitalar 2026, marcou a retomada de um espaço tradicional de discussão sobre os principais desafios da gestão clínica no país. Promovido pela FESAÚDE, SindHosp e Hospitalar, o encontro reuniu executivos, gestores e especialistas para debater temas que hoje impactam diretamente a operação das clínicas, como sustentabilidade financeira, uso de dados, eficiência operacional, experiência do paciente e reorganização dos modelos assistenciais.

A abertura institucional do evento foi conduzida por Larissa Eloi, diretora-executiva do SindHosp e da FESAÚDE, e por Juliana Vicente, head do portfólio de saúde da Informa Markets, empresa promotora da feira. As duas destacaram o retorno do congresso à programação da Hospitalar e o peso crescente das clínicas dentro do sistema de saúde. “O fortalecimento dessas empresas passa pela construção de modelos mais sustentáveis e preparados para os desafios atuais da saúde”, afirmou Eloi.

Francisco Balestrin, presidente do Conselho de Administração do SindHosp e da FESAÚDE, falou sobre o papel das clínicas no sistema de saúde e reforçou a importância do uso estratégico de dados na gestão. “Quem não tiver inteligência sobre os próprios dados vai ter dificuldade de sobreviver em um ambiente cada vez mais pressionado por eficiência”, acredita o dirigente.

Franciso Balestrin na abertura do evento

Debates

A palestra de abertura do Congresso abordou “Clínicas em Alta Performance – Pessoas, Processos e Resultados Sustentáveis” e foi proferida pelo superintendente executivo do Espro, Alessandro Saade. O executivo defendeu modelos de liderança menos centralizadores e ambientes corporativos mais preparados para lidar com conflitos e conversas difíceis.

No painel “Gestão que Gera Valor: Estratégia e Governança na Clínica”, a diretora-executiva da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi, reforçou a importância do uso de dados estruturados na rotina das clínicas e destacou a dificuldade que muitas instituições enfrentam para consolidar informações espalhadas em diferentes sistemas. Eric Strose, do Dr. Consulta, lembrou que cerca de 95% das necessidades assistenciais da população podem ser atendidas em estruturas ambulatoriais: “A clínica passa a ter um papel central dentro da reorganização do cuidado”, afirmou.

O aumento da demanda por estruturas ambulatoriais ocasionado principalmente pelo envelhecimento populacional foi destacado pelo diretor técnico-científico da FESAÚDE, José Antônio Maluf de Carvalho, no painel “Gestão Financeira e Sustentabilidade das Clínicas”. “O paciente vai precisar de acompanhamento por muito mais tempo e isso muda completamente a lógica assistencial”, frisou Maluf, reiterando a necessidade de prevenção, acompanhamento longitudinal e redução de internações evitáveis.

A gestora Hospitalar do Centro Oftalmológico F. Thomaz, Helen Almeida, destacou indicadores considerados essenciais para a saúde financeira das clínicas, como taxa de glosa, prazo médio de recebimento e conciliação financeira. Segundo ela, clínicas que acompanham esses indicadores de forma sistemática conseguem melhorar o relacionamento com as operadoras, reduzir perdas e ampliar a previsibilidade financeira: “Muitas vezes o dinheiro está sendo perdido e a clínica simplesmente não está olhando para isso”, advertiu.

Após apresentar a experiência do Grupo Vitus, o diretor da empresa, André Gall, ressaltou a necessidade de implementação de modelos de pagamento por diária global e gestão baseada em desfecho clínico. “O fee for service estimula volume e não necessariamente resultado”, acredita. Para finalizar o painel, o CEO e diretor-geral da Clínica Santa Isabella, Lúcio Cury, compartilhou a experiência da empresa, que saiu de uma estrutura familiar para um modelo baseado em processos padronizados e acreditação.

O painel sobre gestão financeira

O Congresso ainda contou com painéis sobre “NR-1, Relações de Trabalho e Sustentabilidade: Sua Clínica está Preparada?”, outro sobre “Sua Clínica está Preparada para a Inteligência Artificial?” e com a palestra “Qualidade que Gera Valor: o Futuro das Clínicas de Alta Performance”, que encerrou o evento.

Os debates que aconteceram durante o Congresso de Gestão em Clínicas convergiram para um diagnóstico comum: a profissionalização da gestão clínica deixou de ser diferencial e passou a fazer parte da sobrevivência operacional das instituições. Temas como inteligência artificial, análise de dados, eficiência financeira e reorganização dos modelos assistenciais apareceram ao longo de praticamente todos os painéis, mostrando como a rotina das clínicas já vem sendo impactada pelas mudanças no setor.

A próxima edição da revista Saúde 360 trará matéria completa sobre o Congresso de Gestão em Clínicas. Acesse a última edição da revista clicando aqui.

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Fórum Brasil-Saúde debate novo papel da saúde privada

A oitava edição do Fórum Brasil-Saúde, realizada na quarta-feira, 20 de maio, durante a Hospitalar 2026, teve como eixo central a necessidade de ampliar a cooperação entre SUS e saúde privada diante da pressão crescente sobre o sistema de saúde brasileiro. Promovido pela FESAÚDE, SindHosp e pela CNSaúde, o encontro teve como tema “Saúde no Brasil em Transformação: Inteligência para Decidir o Futuro” e reuniu representantes do governo federal, lideranças do setor e executivos da saúde para discutir sustentabilidade, assistência especializada, transformação digital e os desafios de reorganização da assistência em um cenário marcado pelo envelhecimento populacional, avanço das doenças crônicas e restrições fiscais.

Na abertura do evento, o presidente do Conselho de Administração do SindHosp e da FESAÚDE, Francisco Balestrin, afirmou que a saúde passa por mudanças estruturais impulsionadas por fatores demográficos, tecnológicos e econômicos que já alteram a forma como o cuidado é organizado e prestado no país. Ao abordar o conceito de “inteligência para decidir o futuro”, Balestrin afirmou: “Precisamos transformar informação em conhecimento, conhecimento em estratégia e estratégia em impacto real para pacientes, profissionais, instituições e para a sustentabilidade do sistema de saúde”.

O dirigente também chamou atenção para o peso político da saúde no debate público. Segundo ele, embora a área permaneça entre as principais preocupações da população brasileira, o tema frequentemente perde espaço na agenda política depois dos períodos eleitorais. O presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, destacou, durante a abertura, a importância do Fórum como espaço de articulação institucional e de construção de soluções para os desafios enfrentados pelo setor.

 

Debates

A primeira palestra do evento foi proferida pela diretora do Departamento de Cooperação Técnica, Inovação e Desenvolvimento em Saúde do Ministério da Saúde, Aline de Oliveira Costa. Ela apresentou iniciativas ligadas à ampliação da atenção especializada, interoperabilidade de dados, telessaúde, modernização hospitalar e melhor aproveitamento da estrutura já existente.

Na sequência, foi debatido o papel político-institucional da saúde privada. O debate girou em torno da necessidade de ampliar a cooperação entre SUS e setor privado para enfrentar gargalos assistenciais históricos, reduzir filas e ampliar a oferta de atendimento. Aline de Oliveira Costa afirmou que a estratégia atual do governo federal passa pelo aproveitamento da capacidade já instalada do setor privado para ampliar atendimentos especializados e acelerar respostas assistenciais. Entre os mecanismos apresentados estão modelos de contratualização regionalizados, uso da capacidade ociosa hospitalar e conversão de passivos tributários em prestação de serviços ao SUS.

Outro tema que ganhou espaço durante o Fórum foi o foco crescente nos hospitais dentro das estratégias atuais de reorganização do sistema. Francisco Balestrin chamou atenção para o peso que a assistência hospitalar ocupou nas propostas que vêm sendo apresentadas pelo Ministério da Saúde: “Muito se fala sobre hospital inteligente, hospital estruturado e recursos concentrados em assistência especializada”, afirmou.

A observação do presidente da FESAÚDE e do SindHosp retomou uma discussão tradicional da saúde pública brasileira, construída ao longo de décadas, em torno da ideia de que a atenção básica deveria funcionar como principal eixo organizador do sistema, deixando a assistência hospitalar como etapa final da linha de cuidado. O envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas e a demanda reprimida deixada pela pandemia da Covid-19, porém, ampliaram a pressão sobre hospitais e serviços especializados. Esses fatores vêm exigindo uma reorganização da rede assistencial e a ampliação da capacidade de atendimento.

O Fórum reuniu lideranças, autoridades e profissionais

Dados e transformação digital

O debate também abordou transformação digital, interoperabilidade de dados, Inteligência Artificial (IA) e modernização hospitalar como ferramentas importantes para melhorar a gestão dos serviços, a eficiência operacional e reduzir erros assistenciais.

Representantes do governo federal e lideranças da saúde privada que participaram do Fórum convergiram na avaliação de que o sistema de saúde brasileiro exigirá, nos próximos anos, modelos mais integrados e sustentáveis para responder ao crescimento da demanda assistencial e às limitações fiscais enfrentadas pelo setor.

Ao longo das discussões, a integração entre SUS e setor privado deixou de aparecer como solução emergencial e passou a ocupar espaço estratégico nas discussões sobre acesso, financiamento e reorganização da assistência.

 

Sustentabilidade econômica

Durante o painel “Sustentabilidade Econômica do Setor, a conta fecha?”, representantes da saúde suplementar, hospitais e entidades filantrópicas expuseram uma preocupação comum: o modelo atual já dá sinais claros de esgotamento financeiro. Paralelamente, a ampliação do número de beneficiários da saúde suplementar, que pode reduzir a pressão sobre o SUS, está diretamente atrelada ao desempenho econômico do país e à renda da população brasileira.

Os participantes do painel defenderam que o debate sobre equilíbrio econômico da saúde precisa ir além da discussão sobre preços e reajustes e passar a abordar temas como produtividade, desperdício, integração de dados e formas de remuneração. A interoperabilidade de dados foi apontada como uma das ferramentas mais importantes para melhorar a eficiência e ampliar a coordenação do cuidado.

O painel sobre sustentabilidade econômica terminou com uma percepção comum entre os debatedores: os conflitos históricos entre operadoras e prestadores já não conseguem responder sozinhos aos problemas de financiamento, eficiência e acesso. Para os participantes, a sustentabilidade do sistema dependerá cada vez mais de integração de dados, revisão dos modelos de remuneração e maior coordenação entre os diferentes atores do setor.

 

Fragmentação de dados

O talk show “Inteligência Setorial de Dados e Informação de Saúde como Diferencial” discutiu interoperabilidade, IA e os desafios para transformar dados em decisões mais eficientes no setor de saúde. Dados existem aos milhões na saúde brasileira, mas boa parte ainda segue fragmentada, desconectada e é pouco aproveitada nas decisões clínicas durante a jornada do paciente.

Algumas iniciativas do Ministério da Saúde sobre governança, maturidade digital e compartilhamento de dados no SUS foram destacadas, assim como movimentações do setor privado para criação de projetos-piloto de integração entre instituições. No debate ficou claro que interoperabilidade deixou de ser uma pauta tecnológica e passou a envolver gestão, segurança da informação, padronização de indicadores e capacidade de transformar registros em decisões práticas.

Para os debatedores, a saúde vive uma mudança importante impulsionada pela evolução da IA e pelo aumento da capacidade computacional. Ferramentas capazes de analisar simultaneamente imagens, exames e informações clínicas começam a abrir espaço para uma assistência mais personalizada e preditiva.

 

Encerramento

A palestra de encerramento do Fórum Brasil-Saúde discutiu a crise de confiança na saúde suplementar, desafios regulatórios, integração entre os diferentes atores e a necessidade de fortalecer modelos de cuidado mais coordenados e sustentáveis. A diretora interina de Gestão da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), Carla de Figueiredo Soares, acredita que as operadoras precisam avançar no papel de organização da jornada assistencial dos pacientes e não atuar apenas como intermediadoras financeiras. Ela também chamou atenção para dificuldades enfrentadas pelos próprios beneficiários na navegação entre consultas, exames, encaminhamentos e tratamentos dentro do sistema de saúde suplementar.

O VIII Fórum Brasil-Saúde 2026 reforçou um ponto que atravessou os diferentes painéis ao longo do evento: sustentabilidade na saúde depende de coordenação, confiança e capacidade de integração entre os diversos atores do sistema. Em meio ao aumento dos custos, à pressão assistencial e às mudanças regulatórias, lideranças do setor defenderam maior aproximação entre operadoras, hospitais, prestadores e órgãos públicos para enfrentar desafios que deixaram de ser isolados e passaram a afetar toda a cadeia da saúde.

A próxima edição da revista Saúde 360 terá matéria completa sobre o VII Fórum Brasil-Saúde. Acesse aqui a última edição da revista.

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IEPAS traz acreditação internacional ao país

O Instituto de Ensino e Pesquisa da Área da Saúde (IEPAS), ligado à FESAÚDE e ao SindHosp, acaba de lançar, na Hospitalar, uma acreditação internacional: o CLACS. Trata-se da única metodologia internacional de acreditação criada na América Latina e desenvolvida especialmente para a realidade latino-americana, o que permite maior aderência ao mercado nacional. “É importante disseminar padrões de qualidade, segurança, eficiência e governança a hospitais, clínicas, laboratórios e outros estabelecimentos de saúde. Por isso, acreditamos nesse produto e esperamos que haja um grande movimento em prol da qualidade e da segurança do paciente no país”, afirma o presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin.

Para a diretora-executiva da Federação e do Sindicato, Larissa Eloi, o CLACS vai além de um selo de qualidade. “Os gestores passarão a contar com um sistema de gestão contínua que avalia governança, atenção clínica e diagnóstico. Isso foi viabilizado graças a uma parceria do IEPAS com a Quality Global Alliance, a QGA”, frisa Eloi.

A QGA é cocriadora da maior e mais inovadora aliança global para o desenvolvimento e a implementação de padrões mundiais de excelência em saúde com foco na pessoa. Mais informações sobre o CLACS pelo e-mail: contato@iepas.org.br.

 

Estande

Os visitantes da Hospitalar poderão conhecer melhor essa nova acreditação no estande da FESAÚDE e do SindHosp na Hospitalar 2026, que está localizado na rua I-38. Além dessa novidade, os profissionais terão acesso à nova versão do Boletim Infográficos Saúde (BIS) Clínicas e Outros Serviços Ambulatoriais, lançado recentemente, que se soma às outras duas versões: Hospitais e Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT).

Outro lançamento feito pelo SindHosp na feira e que pode ser visto no estande foi o Conexão 360º, um programa de benefícios, soluções e conexões para impulsionar os resultados dos estabelecimentos de saúde associados. Conheça detalhes do programa aqui.

A Arena da Saúde, localizada no estande da FESAÚDE e do SindHosp, também tem uma agenda de entrevistas com autoridades, lideranças e profissionais de renome que podem ser acompanhadas ao vivo.  Clique e acesse a programação da Arena da Saúde.

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SindHosp lança, na Hospitalar, programa de benefícios

O SindHosp lançou em 19 de maio, durante a Hospitalar 2026, o Conexão 360º, um programa de benefícios, soluções e conexões para impulsionar os resultados dos estabelecimentos de saúde associados. “O Conexão 360° é um portfólio completo de soluções que atua em múltiplas frentes para fortalecer a instituição, os colaboradores e a competitividade das empresas”, explica a diretora executiva da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi.

O programa de benefícios oferecido pelo Sindicato vai além de um programa de descontos. “Firmamos parcerias com os principais players do mercado, tudo para realmente gerar valor para os nossos representados. O Conexão 360º oferece soluções em saúde e bem-estar, tecnologia e inovação, educação e desenvolvimento, infraestrutura e suprimentos, finanças e sustentabilidade econômica e muito mais”, antecipa Larissa Eloi. Segundo a diretora executiva, em muitos casos, o valor economizado com os benefícios oferecidos pelo programa já supera o custo da mensalidade associativa. Ou seja: o Conexão 360º se paga sozinho, além de gerar dezenas de outras vantagens.

No estande do SindHosp e da FESAÚDE durante a Hospitalar, os visitantes têm a oportunidade de conhecer minuciosamente o programa. Mais informações podem ser obtidas clicando aqui.

Programação estande

Além de conhecer com detalhes o programa de benefícios que o SindHosp está lançando, os visitantes do estande também podem navegar pelo Boletim Infográficos Saúde (BIS) em suas três versões: Hospitais, Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT) e Clínicas e Outros Serviços Ambulatoriais, este último lançado recentemente. O estande está localizado na rua I – 38.

A Arena da Saúde, espaço de debates no estande da FESAÚDE e do SindHosp, também tem uma agenda de entrevistas com autoridades, lideranças e profissionais de renome que podem ser acompanhadas ao vivo.  Clique e acesse a programação da Arena da Saúde.

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Congresso de Gestão em Clínicas acontece dia 21 de maio, na Hospitalar

A FESAÚDE, o SindHosp e a Hospitalar realizam, na quinta-feira, 21 de maio, das 9h30 às 17h, o Congresso de Gestão em Clínicas. O tema central do evento, que acontece nas salas 204 B e C, no Mezanino do São Paulo Expo, em paralelo à feira, é: Clínicas em Alta Performance – Pessoas, Processos e Resultados Sustentáveis.

Segundo os organizadores, o tema central sintetiza os pilares essenciais para uma gestão moderna e eficiente, pois integram estratégia e governança, sustentabilidade financeira, relações de trabalho sólidas, uso inteligente da Inteligência Artificial (IA) e foco permanente na qualidade assistencial.

“Para a FESAÚDE e o SindHosp, é uma honra promover este Congresso em parceria com a Hospitalar. Primeiro, porque sabemos que as cerca de 87 mil clínicas privadas existentes no Estado de São Paulo possuem realidades, demandas e modelos de gestão diversos. E, também, porque reconhecemos o papel estratégico dessas instituições para o sistema de saúde. As clínicas funcionam como uma ponte entre a atenção básica, os hospitais e os serviços de alta complexidade, ampliando o acesso da população ao cuidado, aos exames, aos diagnósticos e ao acompanhamento da jornada do paciente”, destaca o presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin.

Profissionais renomados participam dos painéis de debates, que têm como temas:

▪ Gestão que Gera Valor: Estratégia e Governança na Clínica

▪ Gestão Financeira e Sustentabilidade das Clínicas

▪ NR-1, Relações de Trabalho e Sustentabilidade: Sua Clínica Está Preparada?

▪ Sua Clínica Está Preparada Para a Inteligência Artificial (IA)?

▪ Qualidade que Gera Valor: O Futuro das Clínicas de Alta Performance

 

Aos congressistas e visitantes da feira, a Hospitalar tem algumas opções de transfer. Clique aqui e saiba mais.

Serviço

Congresso de Gestão em Clínicas

21 de maio, das 9h30 às 17h

Salas 204 B e C – Mezanino do São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda – São Paulo

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