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Ana Paula

SindHosp lamenta o falecimento de José Henrique Germann Ferreira

O SindHosp lamenta profundamente o falecimento de José Henrique Germann Ferreira. Sua trajetória profissional foi marcada pela dedicação à medicina, à classe médica e à melhoria do sistema de saúde brasileiro.

Germann, como era carinhosamente chamado, era médico, com especialização em Administração Hospitalar e ocupou a diretoria de hospitais paulistas renomados, como o Albert Einstein e o Sírio-Libanês. Foi secretário de Estado da Saúde de São Paulo de janeiro de 2019 a julho de 2020, e desempenhou papel importante nos primeiros meses da pandemia de Covid-19.

Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e a todos os profissionais da saúde que tiveram o privilégio de conviver com José Henrique Germann Ferreira. Seu legado de ética, dedicação e compromisso com a vida permanecerá como referência e inspiração para as futuras gerações.

 

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Novo Papo da Saúde traz a inovação como tema central

“Neste programa, vamos conversar com uma empresa cujo propósito está diretamente conectado à promoção da saúde, atuando para que as pessoas vivam mais e com mais qualidade de vida”, anunciou a CEO da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi, na abertura do videocast. A convidada desta edição é Mirangela Machado, diretora executiva da Microport Brasil, que abordou durante a entrevista a atuação da empresa, inovação, robótica e outros temas relevantes.

A Microport atua em 80 países e mantém presença em cerca de 10 mil hospitais. Seus produtos contemplam aproximadamente uma centena de doenças em diferentes áreas da medicina. “No Brasil, começamos com a linha de produtos cardiovasculares há cinco anos. Hoje, temos um amplo portfólio voltado para procedimentos intervencionistas em diversas especialidades e estamos trazendo, agora, a linha de robótica”, conta Mirangela Machado.

Com a aprovação do processo regulatório pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no final de 2025, dois robôs cirúrgicos já foram implantados pela empresa em hospitais brasileiros: um em São Paulo e outro em Porto Alegre. “Em se tratando de inovação robótica, a Microport quer trazer uma solução que contemple todo o ecossistema da saúde. Recentemente, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) aprovou, após mais de 20 anos, a incorporação da prostatectomia ao SUS. Isso, obviamente, levará à realização de um maior número dessas cirurgias e, em breve, sua inclusão no Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar”, acredita Mirangela Machado.

Questionada por Larissa Eloi sobre o que é necessário para que a robótica seja incorporada por mais estabelecimentos de saúde, a diretora executiva da Microport afirmou que, para ser competitivo, qualquer serviço precisa se apoiar em três pilares: inovação, eficiência e experiência. “A robótica claramente traz esses três componentes”, afirmou.

Como empresa parceira do SindHosp, Mirangela Machado destacou que a Microport trabalha com modelos de negócio que permitem a incorporação dessa tecnologia de forma muito mais flexível. Para esclarecer o tema, o SindHosp e a Microport realizarão um evento, no dia 26 de fevereiro de 2026, na sede do Sindicato, na Capital paulista. “Os gestores dos hospitais associados serão convidados. Na ocasião, todos os benefícios dessa nova tecnologia serão apresentados e teremos a participação de palestrantes renomados”, adianta Larissa Eloi.

O videocast ainda abordou os benefícios que a robótica traz para médicos e hospitais, o projeto que a Microport está participando junto com o Inova HC que visa garantir a segurança das telecirurgias, envelhecimento saudável e muito mais. Acompanhe abaixo a íntegra da entrevista:

 

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Entre os beneficiários da saúde suplementar acima dos 80, mulheres são maioria

Levantamento realizado pelo Núcleo de Inteligência e Conteúdo (NIC) do SindHosp, com base nos dados de setembro de 2025 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mostra que entre os beneficiários acima dos 80 anos deste segmento há quase o dobro de mulheres dentro dessa faixa etária.

Hoje, no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 4,6 milhões de pessoas com 80 anos ou mais: 61% são mulheres (2.827.723) e 39%, homens (1.758.741). Nesse universo, cerca de 1,5 milhão de pessoas têm cobertura da saúde suplementar. Na população coberta, há pouco mais de 485 mil homens octogenários com planos de saúde, enquanto as mulheres da mesma faixa etária totalizam 956 mil.

“A análise do perfil de beneficiários idosos estabelece uma base sólida para reflexão. Evidencia desafios cruciais para a sociedade brasileira. Mais do que nunca, é importante pensarmos sobre o custo e a sustentabilidade do sistema diante da alta demanda de serviços por uma base ampla de idosos”, afirma o presidente da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin. Como fenômeno mundial, o envelhecimento populacional exige dos sistemas de saúde maior foco em prevenção e promoção, manutenção da autonomia, acompanhamento e cuidados. Com realidades socioeconômicas tão díspares entre as regiões, esses desafios ganham contornos ainda mais específicos no país.

Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo registram os maiores percentuais de cobertura entre os beneficiários de 80 anos ou mais: 1,4% e 1,2%, respectivamente. Roraima e Tocantins têm a menor cobertura, com 0,1% cada um. Entre as regiões do país, a Norte registrou a pior taxa de cobertura dos octogenários (0,2%), seguida pelo Nordeste (0,3%).

Para Francisco Balestrin, “o comportamento de saúde mais preventivo, adotado pelas mulheres, é um fator determinante para que elas tenham mais qualidade de vida e longevidade. E isso vem sendo encarado com muita seriedade pela saúde suplementar, com a oferta de programas específicos e acompanhamento.”

 

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Papo da Saúde apresenta ferramenta de IA que auxilia na tomada de decisão clínica

O novo episódio do videocast Papo da Saúde recebeu o neurologista e CEO da Telepatia IA, Gabriel Batistella. Conduzido pelo vice-presidente do SindHosp, João Guerra, o bate-papo mostrou, na prática, como uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA) pode auxiliar o médico na tomada de decisão clínica. “Hoje, o profissional da saúde lida com uma demanda cada vez mais crescente, como, por exemplo, a necessidade de se manter atualizado através de uma educação continuada e o preenchimento de uma série de documentos. A Telepatia IA veio para auxiliar e impactar os médicos no dia a dia”, contou Gabriel Batistella.

Surgida em Stanford, nos EUA, a empresa nasceu com um olhar voltado para a América Latina e já está consolidada na Colômbia. No Brasil, a operação da Telepatia IA teve início em 2025. Entre as facilidades que oferece, a ferramenta utiliza tecnologias de reconhecimento de voz, ou seja, que ouvem o que o médico e o paciente falam e transformam automaticamente esse diálogo em texto escrito. “Ela funciona como um copiloto do médico. Além de trazer todos os registros escritos, liberando o médico para a escuta, ela faz a checagem da conduta médica adotada com guidelines das maiores e mais renomadas sociedades científicas do mundo”, explica o CEO da Telepatia IA.

Durante o Papo da Saúde, Gabriel Batistella e João Guerra simularam uma consulta médica, mostrando o funcionamento da ferramenta na prática. “É importante salientar que não há interferência na conduta e na autonomia médica. A ferramenta está apta a responder a questões feitas pelo profissional de saúde com a certeza de que ele obterá respostas referenciadas por profissionais e entidades científicas referenciadas, dentro do que propõe a medicina baseada em evidências. O médico, porém, pode acatá-las ou não”.

Além de auxiliar na tomada de decisão clínica, a ferramenta contribui para a segurança do paciente e para a qualidade assistencial, ao colaborar para a melhoria da relação médico-paciente. “Outro aspecto importante é que toda a consulta e conduta clínica ficam documentadas, portanto, a ferramenta também atua na defesa profissional”, finaliza Batistella.

Acompanhe o Papo da Saúde com o CEO da Telepatia IA na íntegra:

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Faturamento inteligente reduz glosas e acelera repasses

As tecnologias aplicadas ao faturamento e o uso estratégico de dados e indicadores inteligentes têm potencial para transformar perdas em receita garantida, fortalecer o relacionamento com as operadoras e melhorar os resultados financeiros das instituições. Com o objetivo de aprofundar esse debate, o SindHosp realizou, no dia 4 de dezembro, o Workshop da Saúde “Maximizando Receita: Como a inteligência no faturamento reduz glosas e acelera repasses”. Para Larissa Eloi, CEO do SindHosp e mediadora do encontro, “é sempre muito bom trazer marcas confiáveis para o dia a dia das organizações. Quando olhamos para a nossa operação, é fundamental buscar eficiência – e é isso o que este workshop propõe”.

O gerente de Soluções da Moderna Sistemas, Gustavo Reis, mostrou aos participantes como um sistema robusto de Tecnologia da Informação (TI) pode ampliar a eficiência, incentivar a inovação e fortalecer a sustentabilidade na gestão de clínicas, policlínicas, hospitais, centros de diagnóstico e operadoras de saúde. A Moderna, adquirida em 2024 pela Benner – uma das líderes nacionais em desenvolvimento de TI – oferece um portfólio de soluções em nuvem desenhadas para atender às necessidades reais das instituições de saúde, com excelente relação custo-benefício. Com 25 anos de atuação, a Benner conta com 1.500 colaboradores, já implantou mais de cinco mil sistemas e atende 400 clientes em todo o território nacional.

O ModernaNet, sistema oferecido pela Moderna, é um dos mais completos do mercado e abrange desde o agendamento até faturamento, repasses e controladoria. “Um bom agendamento aumenta o faturamento da empresa com a mesma capacidade de atendimento. Em alguns clientes, o número de consultas subiu entre 15% e 20%”, afirmou Gustavo Reis.

No atendimento e no faturamento, o sistema realiza lançamentos automáticos dos itens de cobrança conforme as regras definidas com cada convênio, solicita autorizações online diretamente às operadoras e identifica inconsistências no preenchimento dos formulários. Com isso, garante um faturamento mais ágil, automático e transparente de consultas, exames e outros procedimentos, além da geração dos repasses. Segundo o gerente da Moderna, “se o gestor quiser saber diariamente quanto a empresa gerou de repasse, ou seja, quanto tem a receber, o sistema levanta toda a produção do dia”. Para o controle de glosas e repasses, o ModernaNet oferece ferramentas automáticas e rápidas, permitindo acompanhar glosas por fatura, convênio, paciente ou outras variáveis. O sistema também integra os recebimentos ao contas a receber e disponibiliza relatórios operacionais e gerenciais.

Gustavo Reis ressalta que o sistema é modular e atende a clientes de diversos portes. “Desenvolvemos um projeto personalizado para a empresa, de acordo com o objetivo e as necessidades do cliente. Além disso, cada prestador possui um acordo próprio com as operadoras, e todas essas informações são lançadas no sistema para que ele possa emitir alertas que evitam erros”, afirma o gerente da Moderna.

Associados do SindHosp têm condições especiais na aquisição dos produtos da Moderna Sistema. Clique aqui, acesse o site da empresa e saiba mais.

 

Assista ao workshop na íntegra:

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Papo da Saúde recebe a CEO da ABRALE

O Papo da Saúde, transmitido ao vivo em 25 de novembro, recebeu a CEO da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), Catherine Moura. Conduzido pela diretora Executiva da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi, o bate-papo abordou o trabalho da entidade, as novas terapias e os desafios para garantir que todos os pacientes com câncer tenham acesso equitativo aos tratamentos e às oportunidades disponíveis.

Com 23 anos de atividades, a Abrale é uma organização sem fins lucrativos (ONG) que atua em 15 capitais com a missão de oferecer ajuda e mobilizar parceiros para que todas as pessoas com câncer e doenças do sangue tenham acesso ao melhor tratamento. “Em um país tão desigual, com barreiras de acesso ao sistema e muitos vazios assistenciais, mobilizamos parcerias e trabalhamos em várias frentes para garantir diagnóstico precoce e o melhor tratamento aos pacientes com câncer e outras doenças do sangue”, afirma Catherine Moura.

O primeiro campo de atuação da ONG é no apoio direto ao paciente, através de atendimento psicológico e nutricional, orientação jurídica e teleconsultas para uma segunda opinião médica. Em outra frente, a entidade realiza pesquisas com o objetivo de entender a jornada do paciente antes, durante e após o tratamento, verificando as necessidades e dificuldades de acesso. Também disponibiliza o Observatório de Oncologia, uma plataforma online e dinâmica de monitoramento de dados abertos e de compartilhamento de informações sobre a área no país. Clique aqui e acesse o portal.

Outro pilar de atuação está voltado para a área de educação e informação, com cursos de capacitação a distância e canais de comunicação. Por fim, a Abrale possui o pilar de políticas públicas e advocacy, focado em relacionamentos e ações que tragam melhorias e transparência nas leis e nos processos do governo, para beneficiar os pacientes com câncer e doenças do sangue. “As grandes transformações sociais são sempre feitas através de boas políticas públicas”, ensina a CEO da Abrale.

Desafios

De acordo com Catherine Moura, cerca de 30 mil novos casos de câncer do sangue são diagnosticados por ano no Brasil. “A Abrale, com seus 70 colaboradores e voluntários, atende, em média, entre seis e sete mil novos pacientes todos os anos”, afirma a CEO. Além do acesso e dos vazios assistenciais, Moura destaca como grande desafio a disparidade existente no país entre as estruturas e recursos de atendimento. “O Sistema Único de Saúde (SUS) não funciona de forma igualitária em todas as regiões do país. Muitas crianças com câncer do sangue sequer conseguem ser diagnosticadas e tratadas”, enfatiza.

Larissa Eloi questionou a CEO da Abrale como uma liderança pode manter vivo o espírito de empatia e acolhimento na equipe. “Na Abrale, o recrutamento, seleção e desenvolvimento humano trabalham sempre a empatia e o senso de propósito. Por atuar no terceiro setor, na saúde e na assistência a pacientes com câncer, procuramos desenvolver sempre uma escuta e uma linguagem de esperança. Temos relatos de casos que nos deparam constantemente com a finitude da vida, e isso nos faz dar valor ao que temos”, ensina Catherine Moura.

O Papo da Saúde ainda abordou o desenvolvimento acelerado e as expectativas com as inovações terapêuticas, sobretudo as terapias-alvo e gênicas; custo-efetividade desses avanços para os sistemas de saúde; o futuro do tratamento do câncer e muito mais. Para obter informações sobre a Abrale, se tornar um voluntário, patrocinador ou doador acesse aqui o site da entidade.

A íntegra do Papo da Saúde com a CEO da Abrale estará à disposição no canal do YouTube do SindHosp (@SindHospOficial) a partir do dia 2 de desembro.

 

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Curso do SindHosp desvenda novo manual da ONA

O SindHosp realizou, nos dias 30 de outubro e 6 de novembro, o curso “Desvendando o Novo Manual da Organização Nacional de Acreditação (ONA)”. Cerca de 20 participantes, entre gestores, profissionais da qualidade e equipes multiprofissionais, tiveram acesso às mudanças e exigências da nova versão do manual. Foram explorados temas como liderança e governança, sustentabilidade, jornada do paciente e integração dos serviços hospitalares, a fim de fortalecer a gestão da qualidade, a segurança do paciente e a sustentabilidade das instituições de saúde.

A gerente Operacional da ONA e docente do curso, Gilvane Lolato, ressaltou a necessidade de a organização conhecer o perfil da população que atende, levando em conta características demográficas, sociais, epidemiológicas e culturais. “Esse conhecimento deve ser utilizado para planejar, adaptar ou direcionar os serviços e ações assistenciais, de forma equitativa, oportuna e coerente com as reais necessidades locais”, defendeu.

Um plano de gerenciamento de riscos – organizacionais e assistenciais – deve ser estruturado e implementado pelas empresas. “Esse processo de gestão de riscos gera resultados concretos e sustentáveis por meio de ciclos de melhoria contínua”, ensinou Gilvane Lolato. A implementação de protocolos clínicos, assistenciais, gerenciados e de segurança também foi abordada e é parte, entre outros tópicos, das estratégias de segurança do paciente.

A responsabilidade socioambiental da organização também ganha relevância. A sustentabilidade precisa ser incorporada à estratégia institucional e de governança. Para isso, os estabelecimentos de saúde podem avaliar e planejar a redução das emissões de gases do efeito estufa, focar na diminuição de desperdícios e priorizar compras sustentáveis, fortalecer a resiliência contra emergências climáticas e comunicar de forma transparente a estratégia ambiental da organização para a sociedade e partes interessadas.

Jornada do paciente

As organizações devem compreender e estruturar os seus processos assistenciais sob a perspectiva de quem recebe o cuidado. De acordo com o novo manual da ONA, a jornada do paciente abrange desde a percepção de sintomas até o término do acompanhamento, passando pelas fases de busca por atendimento ou agendamento, acolhimento, atendimento, diagnóstico, tratamento e continuidade do cuidado. Essa abordagem visa fortalecer a visão sistêmica, o cuidado integrado, continuado e a segurança em cada ponto de contato, contribuindo para a melhoria da experiência do paciente e a redução de riscos. A jornada deve ser conhecida, respeitada e monitorada por todas as equipes, incluindo corpo clínico e multidisciplinar, considerando a diversidade dos públicos atendidos.

O manual ainda detalha os requisitos transversais da jornada do paciente (Subseção 2.27), que se vinculam diretamente ao nível de maturidade institucional, incluindo segurança do paciente, tomada de decisão compartilhada, inclusão, melhoria contínua e cuidado centrado na pessoa. O manual ainda traz diversas outras subseções, que tratam especificamente de cada processo, como serviço ambulatorial (2.7), serviços de internação (2.13), serviços de cuidados intensivos (2.14), serviços de atendimento cirúrgico (2.15), serviços de atendimento neonatal (2.17), serviços de assistência oncológica e terapia (2,19), entre outros. Estes são apenas alguns tópicos abordados durante o curso “Desvendando o Novo Manual da ONA”, visto que o material é extenso e detalhado.

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Workshop sobre reforma tributária indica caminhos para as empresas a partir de 2026

O SindHosp realizou, no dia 21 de outubro, o workshop “Reforma Tributária: A sua empresa está preparada para 2026? Afinal, quanto vou pagar?”. Para esclarecer aos associados e contribuintes do Sindicato o que muda a partir do próximo ano, já que o período de transição para o novo sistema tributário se estenderá de 2026 a 2033, foram convidados os sócios da KR Law, escritório de advocacia com larga experiência na área de tributos, Andre Kalonki e Bruno Cescato.

“Na saúde falamos com frequência em prevenção e a reforma tributária vai exigir com que as empresas ajam preventivamente, para evitar eventuais penalizações”, afirmou a coordenadora de Relações Trabalhistas e Sindicais do SindHosp, a advogada Daniela Bernardo, que mediou o evento.

O novo sistema tributário extingue o Imposto sobre Serviços (ISS); o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS); o Programa de Integração Social (PIS); e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), substituindo tais tributos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). “As empresas devem se preparar para a fase de testes, a partir de 2026, com a inclusão da CBS e IBS nas notas fiscais para que o governo possa avaliar qual a alíquota necessária para que a arrecadação não caia e, paralelamente, não haja majoração da carga tributária”, explicou Andre Kalonki.

Graças ao trabalho incessante das entidades representativas do setor, como o SindHosp, a saúde recebeu tratamento diferenciado, com redução de 60% da alíquota base. Entre as oportunidades trazidas pela reforma, Kalonki elenca a simplificação do sistema, com diminuição das obrigações acessórias; unificação de regras e maior segurança jurídica; creditamento amplo e irrestrito, com direito a crédito em todas as operações de aquisição de bens e serviços; eliminação do efeito cascata e melhoria no fluxo de caixa das empresas.

Pontos de atenção

Os sócios da KR Law ressaltaram que durante a fase de transição (2026 a 2033) as empresas enfrentarão maior complexidade contábil e exposição a riscos. “Folha de salários e bens fornecidos a sócios, administradores e parentes não geram direito a crédito. É fundamental que a empresa mapeie e controle os créditos dos bens e serviços adquiridos, compare seus custos tributários antes e depois da reforma, avalie impactos no fluxo de caixa e faça uma revisão dos preços dos produtos e serviços comercializados”, adianta Andre Kalonki.

Andre Kalonki, Daniela Bernardo e Bruno Cescato

Bruno Cescato reiterou, ainda, que é imprescindível proteger sócios e administradores de eventuais penalizações. Entre as medidas para mitigar riscos ele cita a revisão do estatuto ou contrato social para adequação das cláusulas de responsabilidade, implementação de programas de compliance e governança corporativa para assegurar conformidade e boas práticas, planejamento sucessório, ajuste da política de distribuição de lucros e dividendos, entre outras. “Para que as novas regras sejam bem aplicadas pelas empresas, sugerimos o apoio de uma consultoria jurídica e contábil especializada. A KR Law está à disposição para auxiliar os estabelecimentos de saúde representados pelo SindHosp nesse processo”, finaliza Cescato.

Mais informações podem ser obtidas diretamente com a KR Law pelo telefone (11) 3042-7703. Clique aqui e acesse o site da empresa.

 

Assista ao workshop na íntegra:

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Portaria institui modelo de informação de Resultado de Exame Laboratorial (REL)

O Ministério da Saúde publicou, em 29 de setembro, a Portaria nº 8.276, que institui o Modelo de informação de Resultado de Exame Laboratorial (REL). O texto ainda detalha as informações mínimas que devem constar do REL, define que os resultados de exames laboratoriais realizados em todo território nacional deverão seguir os padrões definidos na referida Portaria e enviados regularmente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

 

Clique aqui e acesse a íntegra da Portaria nº 8.276.

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GT SSO discute gestão de perícias em saúde

O Grupo Técnico (GT) de Segurança e Saúde Ocupacional (SSO) debateu, em encontro realizado no dia 9 de outubro, a Gestão das Perícias em Saúde: Contestação, Agentes Biológicos, Protocolos de Isolamento e Estatísticas Ocupacionais. De início, a advogada e coordenadora do GT SSO, Lucineia Nucci, lembrou que está aberta consulta pública para a revisão dos graus de risco correspondentes à Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) – Norma Regulamentadora nº 4 (NR 4), que trata de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). “É importante que todos os estabelecimentos de saúde participem, pois as sugestões recebidas até agora são prejudiciais ao setor da saúde, elevando o grau de risco de 3 para 4, o que ensejará a alteração do dimensionamento do SESMT”, adiantou.

Os graus de risco estão previstos na NR 4 e variam de 1 a 4, dependendo do número de empregados e da atividade econômica da empresa. O objetivo da consulta pública é o de atualizar esses graus de riscos, com base em indicadores de acidentalidade. “Essa definição irá direcionar todo o trabalho de segurança e saúde ocupacional nas empresas de saúde”, lembrou Nucci. A consulta pública foi publicada em 3 de outubro e expira em 2 de dezembro.

Clique aqui, acesse a íntegra e participe da consulta pública.

Licença maternidade

A Lei nº 15.222, de 29/09/2025, prorrogou a licença maternidade em até 120 dias após a alta hospitalar do recém-nascido e da mãe, em caso de internação que supere o prazo de duas semanas. “Muitas empresas, infelizmente, adotam o pagamento do adicional de insalubridade de forma padronizada, para todas as enfermeiras, por exemplo, independentemente se a colaboradora tem ou não contato com agentes nocivos. E isso representa um custo desnecessário para o empregador, já que o afastamento de gestantes e lactantes que laboram em ambiente insalubre é determinado pelo artigo 394-A, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”, lembra a coordenadora do GT SSO. Segundo ela, é importante mostrar ao perito o caminho da transmissão das doenças dentro da empresa, se houver, e os meios de proteção ao trabalhador. “Tudo isso deve constar no Programa de Gerenciamento de Risco (PGR) e no Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) de acordo com a atividade desenvolvida, evitando a descrição padrão por função”, orienta a advogada Lucineia Nucci.

Para fins de doenças ocupacionais causadas por agentes biológicos, o Regulamento da Previdência Social (Decreto nº 3.048/1999) relaciona algumas doenças.

Afastamentos

Há juízes que estão exigindo que laudos periciais de insalubridade tragam informações sobre estatística. Durante a reunião do GT SSO foram apresentados alguns comparativos com base em dados do Ministério da Previdência Social e também da Organização Internacional do Trabalho (OIT), com a evolução dos tipos de doenças.

Segundo o Ministério da Previdência Social, mais de 3,5 milhões de brasileiros tiveram benefícios concedidos por incapacidade temporária em 2024. Doenças relacionadas a dores na coluna lideraram o ranking, com o afastamento de 205,1 mil beneficiários. A hérnia de disco ficou em segundo lugar, com 172,4 mil afastamentos, seguida por fraturas na perna, com 147,6 mil concessões. Os destaques são os transtornos de ansiedade e episódios depressivos, que subiram 67% quando comparados a 2023, afastando do trabalho no ano passado 472,3 mil pessoas. Desse total, 141,4 mil trabalhadores se ausentaram por transtornos de ansiedade e 113,6 mil por depressão.”Com isso está demonstrado que a exposição a agentes biológicos não é a razão de afastamento de empregados na área da saúde, o que possibilita a contestação dos laudos periciais”, acredita Lucineia Nucci.

Outro tema abordado no encontro do GT SSO foi a importância de o hospital diferenciar casos de pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas daqueles de isolamento de precaução padrão por contato. “O isolamento de contato exige medidas de isolamento e precaução de saúde tomadas por conta do risco de contaminação por algum vírus, infecção ou bactéria, com a finalidade de proteger os pacientes que ficam suscetíveis e vulneráveis à contaminação por outras doenças e bactérias, e não por serem portadores de doenças infectocontagiosas que necessitam de isolamento”, frisou a coordenadora do GT SSO.

Os cerca de 20 participantes do último encontro do GT SSO relataram dificuldade na gestão das perícias. “Muitos peritos desconhecem particularidades do setor, como funcionamento, áreas consideradas mais sensíveis a contato com agentes nocivos e as medidas de proteção existentes e adotadas nos estabelecimentos de saúde. Temos casos, por exemplo, que até para quem trabalha na área administrativa do hospital foi concedido adicional de insalubridade, por exigência da perícia. O GT SSO está estudando maneiras para melhorar a relação entre as empresas, o poder Judiciário, Ministério Público do Trabalho e os peritos para que sejam demonstrados os diferenciais da área da saúde”, finaliza Lucineia Nucci.

Participe dos Grupos Técnicos do SindHosp. Clique aqui e saiba mais.

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