O novo episódio do Papo da Saúde traz um bate-papo com os representantes da Voltz, empresa especializada em painéis de LED profissionais. A diretora Executiva da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi, recebeu o fundador e CEO da empresa, Ismael Tocafundo, e o diretor Comercial, Ranieri Barreto Sales, para a gravação da entrevista durante a Hospitalar 2025.
“Pesquisas mostram que a captação de mensagens ou informações através dos painéis de LED é até 45% superior, quando comparada a outras mídias”, ressalta Ismael Tocafundo. A Voltz atua desde 2009 na área, oferecendo painéis de alta qualidade, com imagens de altíssima resolução e brilho intenso, proporcionando experiências visuais envolventes capazes de transformar ambientes.
“Em um hospital, por exemplo, que é um local de alto nível de estresse, os painéis de LED, com posicionamento e conteúdo corretos, podem ajudar a quebrar a carga emocional”, destaca o diretor Comercial, Ranieri Barreto Sales. O Clube Voltz para a saúde é uma iniciativa da empresa que visa oferecer aos estabelecimentos de saúde melhores condições para a aquisição dos produtos. “Temos painéis que servem tanto para clínicas pequenas e recepção de laboratórios até painéis outdoor projetados para resistir a condições climáticas adversas”, conta Sales.
A Voltz participou do projeto ARCA, think tank da área da saúde idealizado pela FESAÚDE e pelo SindHosp e lançado na Hospitalar 2025. Assista ao Papo da Saúde abaixo, aprenda mais sobre as possibilidades oferecidas pelos painéis de LED e conheça as condições especiais para os representados do SindHosp.
Ambientes dominados pela violência e pelo medo geram efeitos profundos e duradouros sobre o corpo e a mente, comprometendo redes de cuidado
No filme da campanha publicitária The Lost Class, um defensor de armas de fogo foi convidado para fazer um discurso de formatura “simbólica” para 3.044 cadeiras vazias, exatamente o número de alunos vítimas da violência armada nos EUA em 2021. Ao chamar atenção para vidas tão jovens ceifadas pela violência, a campanha levantou uma questão séria que extrapola fronteiras e atinge todo o globo, com efeitos devastadores sobre as famílias e empresas, para a economia e o futuro.
A violência sempre acompanhou a humanidade e está presente na passagem bíblica que levou à morte de Abel pelo seu irmão, Caim, considerado o primeiro registro de homicídio da história. Passados quase seis mil anos, o impacto econômico mundial da violência atingiu, em 2023, US$ 19,1 trilhões, o equivalente a 13,5% do PIB global, ou US$ 2.380 por pessoa, segundo o Global Peace Index 2024.
Na América Latina e Caribe, o gasto no combate ao crime representa o dobro dos orçamentos destinados a assistência social, 12 vezes o que é dirigido a pesquisa e desenvolvimento e 80% dos orçamentos públicos que os países destinam para a educação. A região, que abriga 8% da população mundial, concentra um terço de todos os homicídios registrados no mundo, de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
No Brasil, especificamente, a violência abocanhou 11% do Produto Interno Bruto (PIB), ou mais de R$ 1 trilhão em 2023. Entre outros números, o país registrou um caso de estupro a cada seis minutos; dois roubos ou furtos de celulares por minuto; e 46.328 mortes violentas intencionais. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024. Este cenário faz da violência, hoje, a principal preocupação dos brasileiros.
Em suas múltiplas formas – urbana, doméstica, institucional – a violência é também uma epidemia. Como toda epidemia exige vigilância, resposta articulada e, sobretudo, compromisso com a dignidade humana. Ambientes dominados por ela, pela falta de segurança e pelo medo geram efeitos profundos e duradouros sobre o corpo e a mente. Comunidades são silenciadas; serviços, paralisados; redes de cuidado se fragmentam e impedem a prevenção. A insegurança pública, portanto, nos adoece.
Abordar a temática da segurança pública é defender vidas. E falar de vida é, inevitavelmente, falar de saúde. Por isso, é importante analisar o problema de forma ampla, integral e conectado com os chamados determinantes sociais que verdadeiramente levam à satisfação das pessoas, como educação, moradia, saneamento básico, emprego, renda, alimentação, cidades e locais de trabalho mais saudáveis, proteção ao meio ambiente, cultura, lazer, entre outros.
Papa Francisco, liderança que defendia a humildade, a tolerância e a inclusão, dizia que “apenas os que dialogam podem construir pontes e vínculos”. Territórios mais seguros precisam ser construídos com a presença do Estado, através do diálogo com a sociedade e de políticas integradas, abrindo caminhos para que a saúde floresça e novas oportunidades sejam criadas, principalmente para os jovens. Segurança pública não é só polícia. É política. É planejamento. É, acima de tudo, cuidado.
Francisco Balestrin
Médico e presidente da Federação e do Sindicato de Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Saúde do Estado de São Paulo (FESAÚDE e SindHosp)
A trajetória do presidente da Amil mostra a relação íntima que o empresário José Seripieri Filho tem com a luta por sobrevivência. Acometido por gagueira crônica, começou na área da saúde vendendo planos da Golden Cross porta a porta. Antes disso, para pagar o cursinho, era sacoleiro, vendendo produtos comprados no Paraguai para os demais vestibulandos. “Eu era muito gago, não conseguia vender por telefone. Decidi ir para a rua”, contou Júnior, como é mais conhecido, ao videocast Papo da Saúde, no estúdio montado no estande do SindHops/FESAÚDE durante a Hospitalar 2025. “Bati recorde de vendas dois meses seguidos. Um dia, vi lá a associação de delegados. O primeiro contrato com essa associação, que daria origem à Qualicorp, foi assinado em 1987”. Clique aqui e assista à íntegra da entrevista.
Durante a entrevista, concedida a Francisco Balestrin, presidente do SindHosp/FESAÚDE, Júnior contou que comprou a Amil do grupo UHG como um “pacote fechado”, sem uma auditoria sequer, nem vistoria. “Dede 2018, demonstrava interesse em comprar Amil. Em 2023, pedi uma reunião e perguntei: ‘Quanto a questão cronológica é imprescindível para vocês?’. ‘Totalmente’, ele respondeu, me dizendo que queria zerar a operação até 31 de dezembro. Peguei as chaves no dia 6 de fevereiro de 2024 sem saber exatamente o que encontraria. Outros interessados no negócio não teriam a agilidade para fazer a oferta que fiz”, contou Serpieri.
Sobrevivência e perseverança
No bate-papo, Júnior sempre se preocupou em demonstrar dois dos predicados que o tornaram o empresário que é hoje: humildade e perseverança. “Errei mais do que acertei, mas a perseverança foi maior. De tanto cair e levantar, uma hora dá certo. A história da Qualicorp sempre se pautou pelo medo de não sobreviver. Foi nossa motivação também na Amil , de certa forma. O plano era não morrer no primeiro ano e saímos de um caixa negativo em mais de 2,3 bilhões de reais para um caixa positivo em 700 mil reais, e estamos só comendo a escalada da montanha”.
Para o futuro, Júnior pretende que a Amil seja uma empresa prestadora de assistência médica, não uma seguradora financeira. “Não quero receber prêmio e pagar sinistro. Quero que seja uma empresa de gente para gente, fazendo o que tiver de ser feito, independentemente dos custos, sem fabricar tratamentos para faturar mais”, acrescentou o entrevistado.
O videocast Papo da Saúde recebeu o engenheiro eletrônico Luiz Ary Messina, referência nacional em inovação na saúde, que falou sobre os rumos da telessaúde e da telemedicina no Brasil e no mundo. Em entrevista a Francisco Balestrin, presidente da FESAÚDE e do SindHosp, o coordenador nacional da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), iniciativa vinculada à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), deu mais detalhes sobre a infraestrutura de conectividade e colaboração para instituições de ensino e pesquisa voltada à área da saúde no país. Para assistir à íntegra do bate-papo, clique aqui.
Rede com 140 hospitais
Formado pela Universidade de Brasília, com mestrado em Engenharia da Computação na Unicamp e doutorado em Computação Gráfica na Technische Universitaet Darmstadt da Alemanha, onde permaneceu por dez anos como professor assistente, Luiz Messina começou o trabalho que culminaria na formação da RUTE em seu estado natal, o Espírito Santo. “Implantamos em clínicas e hospitais de lá um sistema de gestão hospitalar com foco no faturamento, um módulo preciso, o que nos permitiu conhecer bem as áreas hospitalares, incluindo farmácia, fracionamento de medicamentos, controle de estoque e o então incipiente prontuário eletrônico”, lembrou Messina.
O sucesso dessa experiência abriu caminho para o surgimento de uma iniciativa mais ambiciosa, criar um projeto de telemedicina no Brasil, ainda nos anos 2000, portanto, há mais de 20 anos. “Assim nasceu a RUTE, hoje uma rede que interliga 140 hospitais universitários e de ensino, onde existem espaços colaborativos voltados aos chamados Grupos de Interesse Especial (SIG, na sigla em inglês)”, revelou Messina, que coordena a RUTE. “Desde então, temos 40 a 50 grupos do tipo SIG todos os anos, com estrutura para discutir diariamente e de forma científica questões voltadas a áreas como Cardiologia, Urologia, Saúde de Criança e Adolescente, Saúde Indígena e assim por diante. Durante a pandemia, rapidamente, criamos um SIG Covid, que realizava sessões semanais com palestrantes do mundo todo”.
SUS Digital
O entrevistado do Papo da Saúde informou que seu objetivo atual é ampliar a atuação da RNP na área de saúde. “Temos o SUS Digital, com a inauguração do laboratório Inova SUS Digital, e a inteligência artificial. Essa área vai crescer com tantos avanços. Estamos trabalhando para mostrar a importância das aplicações digitais na área da saúde”, acrescentou Luiz Messina. “Depois da pandemia, houve um entendimento de que a prática da assistência remota é importante e vai acontecer cada vez mais. O momento agora é de todas as universidades, todos os institutos de pesquisa, aderirem mais à saúde digital, também na assistência, com enfoque na gestão e, em particular, na gestão da inovação que é um ponto fundamental na área da saúde”.
Luiz Messina também falou da expansão da conectividade da RUTE na América Latina, com a adesão de outros países. Também destacou o trabalho para o crescimento desse conectividade junto a demais países de língua portuguesa. “O Projeto Genoma, que faz parte da rede e-Ciência da RNP, já tem demandado capacidade de transmissão de dados de 100 a 200 gigabytes. Assim como temos um cabo de fibra ótica submarino ligando a África às Américas e anéis integrando redes metropolitanas no Brasil. Há um trabalho integrado para ampliar a conectividade entre instituições de ensino e pesquisa na área da saúde em todos os níveis”, disse Messina.
Manter os medicamentos acondicionados em temperatura correta durante o seu transporte da linha de produção até o leito dos pacientes representa um desafio logístico para o setor da saúde. Em nova edição do WorkCafé, o SindHosp tratou do tema “Cadeia Fria Inteligente na Logística Hospitalar: Protegendo Vidas com Qualidade e Eficiência”.
Durante cerca de duas horas, os convidados apresentaram boas práticas e soluções para o transporte de cadeia fria, armazenamento e manuseio de insumos hospitalares e reagentes sensíveis à temperatura. O debate abordou os desafios e as inovações necessárias para o controle de temperatura de produtos médicos. Clique aqui e assista à íntegra do evento.
Fotos: Divulgação / Gerson Areias
Na pista do aeroporto
O diretor de Relações Institucionais da AGL Cargo, Jackson Campos, abriu o Work Café com a palestra “Cadeia Fria na Logística Hospitalar: Garantindo Competitividade sem perder a Qualidade”. “O principal risco de quebra da cadeia fria acontece no aeroporto, onde a carga fica literalmente na pista depois de ser desembarcada do avião”, explicou Campos. “Dentro do avião, o piloto controla a temperatura dos porões de carga. Antes ou depois do desembarque, para garantir que a carga permaneça acondicionada em temperatura correta, usamos embalagens especiais. Garantir a integridade dos produtos médicos durante todo o trajeto é crucial para a sustentabilidade de todo o ecossistema da saúde”.
O evento apresentou diversas soluções tecnológicas para o controle térmico. Embalagens ativas, com controle e monitoramento de temperatura, e passivas, com proteção física, incluindo aquelas refrigeradas com hidrogênio líquido, representam soluções essenciais no transporte de medicamentos, uma vez que a regulamentação exige controle de temperatura para todos os produtos farmacêuticos acabados. “Hoje em dia, além dos fabricantes, os provedores de logísticas têm corresponsabilidade pela integridade dos medicamentos”, explicou Jackson Campos, da AGL Cargo, chamando a atenção para a importância da certificação de boas práticas de distribuição (GDP, na sigla em inglês) e de sistemas de gestão de qualidade com rastreamento em tempo real.
Câmara fria própria
Na segunda etapa do WorkCafé, os convidados participaram da roda de conversa “Logística Internacional de Cadeia Fria – O Equilíbrio entre Economia e Segurança do Paciente”. Integraram a mesa, que teve moderação de Larissa Eloi, diretora-executiva do SindHosp, Gustavo Taboas, CPO-VP e diretor-executivo de Compras, Suprimentos e Logística Corporativo do Hospital Albert Einstein; Pedro Hanzava, CFO da Spectrun Bio; e Jackson Campos, diretor de Relações Institucionais da AGL Cargo.
“A cadeia fria faz parte do que chamamos de ‘coração invisível’ da saúde, que é todo o processo que está por trás do funcionamento de hospitais, laboratórios e clínicas. A cadeia de suprimentos reforça o cuidado que existe com o paciente, daí a existência de relações movidas pela confiança”, abriu o debate Larissa Eloi, do SindHosp.
Gustavo Taboas lembrou que o hospital Albert Einsten gerencia diversas unidades, próprias e públicas, em todo o Brasil. “O abastecimento desta rede é complexo, pois inclui processos logísticos com materiais que exigem controle de temperatura, como vacinas, imunobiológicos e medicamentos. A tratativa da temperatura é crítica”, destacou o executivo. “Temos um centro logístico com câmara fria onde armazenamentos tudo antes de distribuir para nossas unidades. Investimos também em rastreabilidade e monitoramento da temperatura de embalagens, podendo rastrear e segregar itens em caso de necessidade. Parece caro, mas as perdas podem custar bem mais. Além disso, com nosso centro, conseguimos regular estoques, algo imprescindível em momentos de crise de abastecimento”.
Prazo de validade
Pedro Hanzava, da Spectrun Bio, destacou que houve um aumento de 15% do custo de transporte aéreo internacional. “Para atenuar o repasse desses custos, precisamos alinhar a compra e a revenda dos produtos, aproveitando melhor os contêineres”, explicou Hanzava. “Uma questão sensível passa pelo prazo de validade dos produtos, considerando situações fora do nosso controle, como uma inspeção extraordinária da Anvisa, por exemplo. Para isso, temos uma câmara fria e mantemos ‘gorduras’ em estoque, atendendo clientes que estão rodando produtos ou apresentam demandas de última hora”.
No debate, os participantes reforçaram a relevância da parceria com especialistas em logística. Segundo eles, essa colaboração assegura a entrega eficiente e segura de suprimentos médicos sensíveis, sobretudo medicamentos oncológicos de alto custo e materiais biológicos. Pontuaram, ainda, que cadeias frias robustas são pilares estratégicos de uma saúde global, uma vez que a cadeia de suprimentos garante a integridade dos produtos. Além disso, enfatizaram o impacto da tecnologia na otimização dos processos, concordando que a inovação tecnológica é vital para superar os desafios logísticos.
Com o objetivo de melhorar a experiência dos representados e estreitar a comunicação, o SindHosp acaba de lançar seu próprio aplicativo (app). “O número de pessoas que acessam a internet por dispositivos móveis cresce anualmente no Brasil. Na última pesquisa divulgada pelo IBGE, cerca de 60% dos brasileiros só acessam a internet pelo celular, portanto, o SindHosp, que é uma instituição inovadora e que acompanha as tendências, está lançando seu aplicativo para facilitar o acesso dos empresários, gestores e demais profissionais da área às informações e serviços que oferecemos”, afirma a CEO da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi.
O aplicativo está disponível nas versões Android e iOS, basta procurar na loja do seu dispositivo por sindhosp app. Para a coordenadora de Comunicação do Sindicato, Luisa Fogaça, área responsável pelo desenvolvimento da ferramenta, o fato de os profissionais que atuam nos mais de 50 mil estabelecimentos representados terem acesso ao que o SindHosp produz em apenas um clique cria um relacionamento mais próximo e facilita a comunicação entre as partes. “A qualquer hora e em qualquer lugar o internauta passa a ter acesso às últimas informações do setor, agenda de cursos e eventos, pode assistir aos Papos da Saúde, enfim, consegue acessar um conteúdo exclusivo”, ressalta.
Luisa Fogaça destaca que alguns serviços e produtos, como as Convenções Coletivas de Trabalho, a revista Saúde 360, pesquisas e outras publicações ainda serão incluídos no aplicativo. “Mas já é possível ter uma boa ideia da praticidade que o app traz”, finaliza a coordenadora de Comunicação do SindHosp.
Acesse a loja de aplicativos do seu celular e baixe agora o sindhosp app!
A lei que institui a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental entra em vigor neste próximo mês de agosto com impacto nas redes pública e privada de saúde. O objetivo da nova legislação é garantir tratamento humano a mulheres e famílias que enfrentam a perda de um filho durante a gestação, no parto ou logo após o nascimento. Leia aqui a íntegra da nova lei.
Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a legislação também altera a Lei dos Registros Públicos para dispor sobre o registro de crianças nascidas mortas. A política prevê que os serviços de saúde e assistência social ofereçam suporte digno e equitativo. Isso inclui o acesso integral a serviços públicos e a descentralização das ações em todo o país.
A responsabilidade pela implementação é da União, estados e municípios, além do Distrito Federal. Eles devem capacitar profissionais, reorientar atendimentos, priorizar ações em planos de saúde e fomentar pesquisas.
Para hospitais e profissionais de saúde, a lei significa a necessidade de adaptar protocolos e investir na capacitação das equipes. O foco é um atendimento mais sensível e adequado às necessidades emocionais de quem vive o luto. A expectativa é que a medida proporcione um apoio mais estruturado e humano em momentos de fragilidade extrema para as famílias.
Principais objetivos e diretrizes
Garantia de tratamento humano: Foco na sensibilidade e respeito às necessidades das famílias em um momento de extrema fragilidade.
Acesso integral e equitativo: Assegurar que os serviços de saúde e políticas públicas sejam acessíveis a todos, sem distinção.
Oferta de serviços públicos: Disponibilização de suporte e recursos para auxiliar no processo de luto.
Descentralização das ações: Promover a distribuição dos serviços em diferentes níveis da federação para maior abrangência e eficácia.
O estande que o SindHosp divide com a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) e a FESAÚDE na Hospitalar 2025 recebeu da Informa Markets, empresa organizadora da exposição, o selo de bronze Better Stands pelo segundo ano consecutivo. “Se saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental, emocional e espiritual, segundo definição da Organização Mundial de Saúde, é nosso dever, enquanto entidade representativa deste segmento, dar bons exemplos. Ficamos felizes por este reconhecimento, pois sustentabilidade é uma preocupação e um cuidado diários que temos nas nossas instituições”, afirma a CEO da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi.
Better Stands é um programa da Informa Markets que visa alcançar o desperdício zero dos estandes até 2030. A iniciativa tem como objetivo incentivar que as empresas expositoras abandonem o uso de estandes descartáveis (de uso único) e priorizem a utilização de estruturas reutilizáveis. Ao tornarem seus projetos de estandes sustentáveis, montadoras e expositores são reconhecidos com os selos em seus estandes durante a realização da Hospitalar e, após o evento, recebem um certificado digital.
A Hospitalar 2025 termina na sexta-feira, 23 de maio, com uma agenda intensa no estande que o SindHosp divide com a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) e a FESAÚDE. Este espaço foi pensado para aprimorar o relacionamento com os demais sindicatos paulistas, instituições, empresas parceiras e representados. “Nos três dias de feira recebemos centenas de visitantes e conseguimos estreitar laços com companhias, entidades do setor e, principalmente, com os nossos representados. Temos certeza de que ótimos projetos vão nascer a partir desta Hospitalar”, acredita a CEO da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi.
O estande está localizado no corredor I, nº 76. Acompanhe, abaixo, a programação das gravações dos Papos da Saúde que o visitante poderá acompanhar ao vivo no dia 23 de maio. Visite o estande!
Dia 23
14h – A Importância da Escolha do Mobiliário para a Humanização da Hotelaria e Acolhimento do Paciente. Apresentador: Daniel Machado, diretor de Operações da FESAÚDE e do SindHosp. Convidada: Livia Mendes, gestora de Novos Negócios da Cremmer.
14h50 – A Gestão Especializada de Escalas gera Accountability? Apresentador: Daniel Machado, diretor de Operações da FESAÚDE e do SindHosp. Convidado: Hamilton Rocha Júnior, superintendente Médico do Grupo DOC.
15h40 – Ambientes que Falam: A Psicologia das Cores. Apresentadora: Carla Behr, diretora de Expansão do Planetree Internacional e head de acesso da ARCA. Convidada: Andrea Rosenberg, arquiteta especificadora da Forbo América Latina.
16h30 – Menos Impostos, Mais Saúde Financeira para sua Clínica. Apresentador: Inaldo Leitão, gerente de Relações Institucionais e Governamentais da FESAÚDE. Convidado: André Pinguer Kalonki, sócio da KR Law.
Serviço Hospitalar2025
Data: 20 a 23 de maio, das 11h às 20h
Local: São Paulo Expo (1,5 Km, Rodovia dos Imigrantes – Água Funda, São Paulo, Brasil)
Como chegar: Conheça e escolha o melhor meio de transporte para chegar à feira. Clique aqui
O VII Fórum Brasil Saúde, que aconteceu no dia 21 de maio, durante a Hospitalar, lotou a Arena Hub. Oficial da FESAÚDE, SindHosp e da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), o evento teve como tema central Saúde em Transformação: Cuidando do Agora e do Amanhã, e reuniu autoridades e profissionais renomados. Acompanhe, abaixo, um pouco do conteúdo e da exposição de cada participante. Cobertura completa na próxima edição da revista Saúde 360.
Painel Saúde em Transformação: Cuidando do Agora e do Amanhã
“Temos uma prioridade orçamentaria. Cerca de 10% do PIB do Brasil vai para a saúde, mas apenas 40% desse recurso é público. Este é um grande desafio do sistema: o subfinanciamento crônico do SUS, com desfinanciamento desde 2016.”
Nilton Pereira Jr, secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde
“Estamos investindo na radicalização da parceria público-privada, com hospitais tanto filantrópicos como com fins lucrativos. Queremos aumentar o número de cirurgias, exames, procedimentos e consultas, garantindo maior oferta de cuidados integrais”.
Nilton Pereira Jr, secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde
Nilton Pereira Jr
“O setor privado da saúde também tem espírito público.”
Francisco Balestrin, presidente dos Conselhos de Administração da FESAÚDE e do SindHosp
“A saúde global sincronizada com a saúde digital vem para ampliar o acesso, melhorar a qualidade e reduzir o desperdício.”
Francisco Balestrin, presidente dos Conselhos de Administração da FESAÚDE e do SindHosp
Francisco Balestrin
Painel Saúde Mental | Do burnout à prevenção – construindo ambientes saudáveis
“No Brasil, cerca 24% da população tem burnout. A demanda de trabalho é o que mais puxa para a doença, enquanto a autonomia e o apoio social são os fatores que mais promovem a saúde mental”.
Wagner Gattaz, professor titular de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP
“A NR-1 obriga as empresas tão somente a reconhecer os riscos psicossociais, mas não prevê alteração no conjunto de profissionais especializados em Saúde e Segurança do Trabalho, nem define métodos para reconhecimento e avaliação desses riscos ou profissionais que podem auxiliar na gestão desses riscos psicossociais nos ambientes de trabalho.”
Viviane de Jesus Forte, coordenadora Geral de Fiscalização em Segurança e Saúde do Ministério do Trabalho e Emprego
“Temos de cuidar de quem cuida. Um ambiente de trabalho saudável vai determinar trabalhadores capazes de garantir a segurança do paciente.”
Daniela Bernardo, coordenadora de Relações Trabalhistas e Sindicais da FESAÚDE
“Há muita desinformação em relação à NR-01, com consultores querendo vender serviços. Na prática, se trata de organização do trabalho e ergonomia, ponto.”
Clovis Queiroz, diretor de Relações do Trabalho e Sindical da CNSaúde
Painel O Desafio das Doenças Crônicas | Cuidado Integrado e Sustentável
“O nosso sistema de saúde falha na atenção às pessoas, estamos mais preocupados com doenças, ou seja, com médicos, medicamentos e procedimentos. O cuidado especializado é muito mais caro do que a promoção e a prevenção.”
Denise Lopes Pacheco, coordenadora Estadual da Área Técnica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
“Temos um sistema incapaz de fazer frente à miríade de doenças crônicas que vai se abater sobre a sociedade. Precisamos investir em educação, no autocuidado, sobretudo em relação ao diabetes, hipertensão e obesidade, além de sermos capazes de gerir nossas próprias doenças.”
Leandro Reis Tavares, vice-presidente Executivo da Rede D’Or
“Cerca de 50% dos gastos públicos são direcionados para as doenças crônicas”.
Antonio Carlos Endrigo, conselheiro do SindHosp
Painel Envelhecimento Saudável | Longevidade ativa – repensando o cuidado com a população idosa
“O Brasil está envelhecendo rápido. Precisamos mudar nossa visão de futuro e parar de pensar numa longevidade envelhecida. Em 2030, teremos mais idosos do que adolescentes e crianças.”
Larissa Eloi, CEO da FESAÚDE e do SindHosp
“Mudamos o prisma do envelhecimento. Antes envelhecer era acamar. Agora, estamos migrando para um envelhecer mais ativo, com as pessoas pensando na longevidade.”
Natalia Cuminale, CEO da Futuro da Saúde
“É mais difícil e trabalhoso para os idosos aprender a mexer com devices, mas, depois que entendem, é espetacular. Por isso, é importante o engajamento de cuidadores, familiares, professores e da comunidade para vencer esse preconceito de que device não é para os mais velhos.”
Claudia Cohn, diretora de Negócios Nacionais e Relações Institucionais da Dasa
Painel Controle de Epidemiologia | Da descoberta ao controle – o papel da ciência na prevenção e resposta a epidemia
“O contato próximo de animais silvestres com animais domésticos e seres humanos aumenta o risco de novas epidemias e pandemias. Temos de nos estruturar para, em menos de 100 dias, ter o diagnóstico, a vacina e o tratamento de novas doenças”.
Ester Cerdeira Sabino, professora titular do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP
“O setor da saúde reúne cerca de 3,2 milhões de trabalhadores de 150 profissões. Defendemos a criação de um Sistema S para a saúde, que irá oferecer múltiplos benefícios, tanto para os trabalhadores como para o mercado. O objetivo principal é a promoção da educação profissional, do bem-estar social e do desenvolvimento econômico”.