Sindhosp

Ana Paula

A análise de dados voltada para a jornada do paciente

A análise de dados usada para incrementar a jornada do paciente. A tecnologia focada em pessoas. Esse o tema do Papo da Saúde Especial Hospitalr que tratou do tema “Desmistificando o People Analytic”. O diretor de Operações do SindHosp, Daniel Machado, conversou com Felipe Guimarães, executivo de Novos Negócios da MakeOne, uma empresa especializada em experiência de cliente. Confira abaixo a íntegra da entrevista.

Segundo o convidado do Papo da Saúde, o conceito de People Analytic traça uma linha muito tênue entre tecnologia e análise de pessoas. “Esse conceito une o que você faz com um volume de dados muito grande relacionado a pessoas, permitindo que um gestor transforme dados em informação”, explicou Felipe Guimarães.

O entrevistado do SindHosp explica que uma parte importante do seu trabalho é analisar os pontos de contato com o paciente e identificar as oportunidades de melhora em cada etapa dessa jornada. “Existem indicadores de mercado mostram uma relação direta entra as notas recebidas pelas empresas e a empatia com as pessoas. Houve casos em que mais de 70% das reclamações se restringiam a um único colaborador. Daí a necessidade de entender todo o processo, fazendo uma coleta de dados e processando esses dados com plataformas que aceleram essa análise”.

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Erros e indenizações no desligamento de colaboradores

O SindEduca, canal de educação do SindHosp, realizou mais uma edição do Workshop da Saúde, exclusivo para associados e parceiros. Com uma hora e meia de duração, o encontro on-line abordou o tema “Desligamentos e justa causa: como evitar erros e indenizações”, apresentado pela advogada Daniela de Andrade Bernardo, coordenadora de Relações Trabalhistas e Sindicais da FESAÚDE, e mediado pela diretora executiva do SindHosp, Larissa Eloi.

O objetivo foi apresentar orientações práticas e jurídicas sobre os procedimentos corretos em desligamentos por justa causa no setor da saúde, destacando os cuidados formais, a documentação necessária e os erros mais comuns que levam à reversão da penalidade na Justiça do Trabalho.

A palestrante Daniela de Andrade Bernado detalhou aspectos técnicos da legislação trabalhista que caracterizam ou não demissões com justa causa. No final, Larissa Eloi abriu o evento para perguntas dos participantes, que puderam esclarecer questões de seus próprios negócios.

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Próximos eventos

Data: 17/JUL
WORKSHOP DA SAÚDE
Gestão Trabalhista na Saúde: Jornadas de Trabalho, Ausências e Banco de Horas Sem Erros
Horário: das 15h às 16h30
Duração: 01h30
Exclusivo para contribuintes e associados

Data: 24/JUL
WORKSHOP DA SAÚDE
Saiba como a Inteligência Artificial pode ajudar na Redução de Glosas
Horário: das 15h às 16h30
Duração: 1h30
Aberto a todos os representados

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O papel da hotelaria na humanização

O novo Papo da Saúde traz uma entrevista com a gestora de Novos Negócios da Santé Mobiliários para a Saúde, Lívia Mendes. Com apresentação do diretor de Operações do SindHosp, Daniel Machado, o novo episódio tem como tema “A importância da escolha do mobiliário para a humanização da hotelaria e acolhimento do paciente”.

 

Frisando que a saúde é um setor repleto de normas e especificações, Lívia Mendes garantiu que a Santé, além de obedecer a todas elas, entrega um mobiliário extremamente resistente, que suporta alto fluxo e que possui manuseio fácil, itens básicos para quem trabalha na saúde. “A Santé agrega tudo isso, atrelando funcionalidade a um design leve, aconchegante, que gera conforto. Unindo esses elementos é possível garantir a segurança do paciente e entregar uma hotelaria mais humanizada”, garante a gestora da Santé.

 

As empresas representadas pelo SindHosp têm condições especiais em projetos de mobiliário, atendimento exclusivo e produtos diferenciados. Os interessados podem entrar em contato diretamente com a empresa através do telefone (11) 91689-4519. Para saber mais, clique aqui e acesse o site da empresa.

 

Durante a edição de 2025 da feira Hospitalar, foram gravados vários episódios do Papo da Saúde, em estúdio montado no estande do SindHosp e da FESAÚDE. Acompanhe neste site e no canal do SindHosp no Youtube (@sindhosp oficial) a todos os episódios do viodeocast.

 

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Os benefícios de uma instituição financeira cooperativa

Dando sequência às gravações do Papo da Saúde, realizadas durante a Hospitalar 2025, o SindHosp traz, neste novo episódio, o tema Instituição financeira cooperativa: parceria que você pode contar. Nele, o diretor de Operações do Sindicato, Daniel Machado, entrevista o superintendente de Desenvolvimento e Gestão de Negócios do Sicredi, Diego Alexandre Schanoski.

 

Além de abordar um pouco a trajetória, os números e a solidez da instituição, o espectador consegue distinguir nesse bate-papo o que difere uma instituição financeira cooperativa de uma sociedade de capital. “Somos uma sociedade de pessoas. Não temos clientes, temos sócios, por isso, podemos oferecer novos modelos de negócios”, afirma o superintendente do Sicredi.

 

Segundo Diego Alexandre Schanoski, tudo o que um banco comercial oferece pode ser encontrado no Sicredi, mas com um relacionamento mais humanizado, custos e taxas menores. Assista ao Papo da Saúde e conheça mais sobre instituições financeiras cooperativas e seus diferenciais.

 

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Como os painéis de LED transformam experiências

O novo episódio do Papo da Saúde traz um bate-papo com os representantes da Voltz, empresa especializada em painéis de LED profissionais. A diretora Executiva da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi, recebeu o fundador e CEO da empresa, Ismael Tocafundo, e o diretor Comercial, Ranieri Barreto Sales, para a gravação da entrevista durante a Hospitalar 2025.

 

“Pesquisas mostram que a captação de mensagens ou informações através dos painéis de LED é até 45% superior, quando comparada a outras mídias”, ressalta Ismael Tocafundo. A Voltz atua desde 2009 na área, oferecendo painéis de alta qualidade, com imagens de altíssima resolução e brilho intenso, proporcionando experiências visuais envolventes capazes de transformar ambientes.

 

“Em um hospital, por exemplo, que é um local de alto nível de estresse, os painéis de LED, com posicionamento e conteúdo corretos, podem ajudar a quebrar a carga emocional”, destaca o diretor Comercial, Ranieri Barreto Sales. O Clube Voltz para a saúde é uma iniciativa da empresa que visa oferecer aos estabelecimentos de saúde melhores condições para a aquisição dos produtos. “Temos painéis que servem tanto para clínicas pequenas e recepção de laboratórios até painéis outdoor projetados para resistir a condições climáticas adversas”, conta Sales.

 

A Voltz participou do projeto ARCA, think tank da área da saúde idealizado pela FESAÚDE e pelo SindHosp e lançado na Hospitalar 2025. Assista ao Papo da Saúde abaixo, aprenda mais sobre as possibilidades oferecidas pelos painéis de LED e conheça as condições especiais para os representados do SindHosp.

 

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A falta de segurança pública mata a saúde

Ambientes dominados pela violência e pelo medo geram efeitos profundos e duradouros sobre o corpo e a mente, comprometendo redes de cuidado

 

No filme da campanha publicitária The Lost Class, um defensor de armas de fogo foi convidado para fazer um discurso de formatura “simbólica” para 3.044 cadeiras vazias, exatamente o número de alunos vítimas da violência armada nos EUA em 2021. Ao chamar atenção para vidas tão jovens ceifadas pela violência, a campanha levantou uma questão séria que extrapola fronteiras e atinge todo o globo, com efeitos devastadores sobre as famílias e empresas, para a economia e o futuro.

A violência sempre acompanhou a humanidade e está presente na passagem bíblica que levou à morte de Abel pelo seu irmão, Caim, considerado o primeiro registro de homicídio da história. Passados quase seis mil anos, o impacto econômico mundial da violência atingiu, em 2023, US$ 19,1 trilhões, o equivalente a 13,5% do PIB global, ou US$ 2.380 por pessoa, segundo o Global Peace Index 2024.

Na América Latina e Caribe, o gasto no combate ao crime representa o dobro dos orçamentos destinados a assistência social, 12 vezes o que é dirigido a pesquisa e desenvolvimento e 80% dos orçamentos públicos que os países destinam para a educação. A região, que abriga 8% da população mundial, concentra um terço de todos os homicídios registrados no mundo, de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

No Brasil, especificamente, a violência abocanhou 11% do Produto Interno Bruto (PIB), ou mais de R$ 1 trilhão em 2023. Entre outros números, o país registrou um caso de estupro a cada seis minutos; dois roubos ou furtos de celulares por minuto; e 46.328 mortes violentas intencionais. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024. Este cenário faz da violência, hoje, a principal preocupação dos brasileiros.

Em suas múltiplas formas – urbana, doméstica, institucional – a violência é também uma epidemia. Como toda epidemia exige vigilância, resposta articulada e, sobretudo, compromisso com a dignidade humana. Ambientes dominados por ela, pela falta de segurança e pelo medo geram efeitos profundos e duradouros sobre o corpo e a mente. Comunidades são silenciadas; serviços, paralisados; redes de cuidado se fragmentam e impedem a prevenção. A insegurança pública, portanto, nos adoece.

Abordar a temática da segurança pública é defender vidas. E falar de vida é, inevitavelmente, falar de saúde. Por isso, é importante analisar o problema de forma ampla, integral e conectado com os chamados determinantes sociais que verdadeiramente levam à satisfação das pessoas, como educação, moradia, saneamento básico, emprego, renda, alimentação, cidades e locais de trabalho mais saudáveis, proteção ao meio ambiente, cultura, lazer, entre outros.

Papa Francisco, liderança que defendia a humildade, a tolerância e a inclusão, dizia que “apenas os que dialogam podem construir pontes e vínculos”. Territórios mais seguros precisam ser construídos com a presença do Estado, através do diálogo com a sociedade e de políticas integradas, abrindo caminhos para que a saúde floresça e novas oportunidades sejam criadas, principalmente para os jovens. Segurança pública não é só polícia. É política. É planejamento. É, acima de tudo, cuidado.

 

Francisco Balestrin

Médico e presidente da Federação e do Sindicato de Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Saúde do Estado de São Paulo (FESAÚDE e SindHosp)

 

Artigo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo em 19 de junho de 2025. Clique aqui e acesse a publicação

 

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‘Somos prestadora de assistência médica, não seguradora financeira’, diz presidente da Amil

A trajetória do presidente da Amil mostra a relação íntima que o empresário José Seripieri Filho tem com a luta por sobrevivência. Acometido por gagueira crônica, começou na área da saúde vendendo planos da Golden Cross porta a porta. Antes disso, para pagar o cursinho, era sacoleiro, vendendo produtos comprados no Paraguai para os demais vestibulandos. “Eu era muito gago, não conseguia vender por telefone. Decidi ir para a rua”, contou Júnior, como é mais conhecido, ao videocast Papo da Saúde, no estúdio montado no estande do SindHops/FESAÚDE durante a Hospitalar 2025. “Bati recorde de vendas dois meses seguidos. Um dia, vi lá a associação de delegados. O primeiro contrato com essa associação, que daria origem à Qualicorp, foi assinado em 1987”. Clique aqui e assista à íntegra da entrevista.

 

 

Durante a entrevista, concedida a Francisco Balestrin, presidente do SindHosp/FESAÚDE, Júnior contou que comprou a Amil do grupo UHG como um “pacote fechado”, sem uma auditoria sequer, nem vistoria. “Dede 2018, demonstrava interesse em comprar Amil. Em 2023, pedi uma reunião e perguntei: ‘Quanto a questão cronológica é imprescindível para vocês?’. ‘Totalmente’, ele respondeu, me dizendo que queria zerar a operação até 31 de dezembro. Peguei as chaves no dia 6 de fevereiro de 2024 sem saber exatamente o que encontraria. Outros interessados no negócio não teriam a agilidade para fazer a oferta que fiz”, contou Serpieri.

 

Sobrevivência e perseverança

 

No bate-papo, Júnior sempre se preocupou em demonstrar dois dos predicados que o tornaram o empresário que é hoje: humildade e perseverança. “Errei mais do que acertei, mas a perseverança foi maior. De tanto cair e levantar, uma hora dá certo. A história da Qualicorp sempre se pautou pelo medo de não sobreviver. Foi nossa motivação também na Amil , de certa forma. O plano era não morrer no primeiro ano e saímos de um caixa negativo em mais de 2,3 bilhões de reais para um caixa positivo em 700 mil reais, e estamos só comendo a escalada da montanha”.

 

 

Para o futuro, Júnior pretende que a Amil seja uma empresa prestadora de assistência médica, não uma seguradora financeira. “Não quero receber prêmio e pagar sinistro. Quero que seja uma empresa de gente para gente, fazendo o que tiver de ser feito, independentemente dos custos, sem fabricar tratamentos para faturar mais”, acrescentou o entrevistado.

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‘O foco agora é em saúde digital e gestão da inovação’, diz Luiz Messina

O videocast Papo da Saúde recebeu o engenheiro eletrônico Luiz Ary Messina, referência nacional em inovação na saúde, que falou sobre os rumos da telessaúde e da telemedicina no Brasil e no mundo. Em entrevista a Francisco Balestrin, presidente da FESAÚDE e do SindHosp, o coordenador nacional da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), iniciativa vinculada à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), deu mais detalhes sobre a infraestrutura de conectividade e colaboração para instituições de ensino e pesquisa voltada à área da saúde no país. Para assistir à íntegra do bate-papo, clique aqui.

 

Rede com 140 hospitais

 

Formado pela Universidade de Brasília, com mestrado em Engenharia da Computação na Unicamp e doutorado em Computação Gráfica na Technische Universitaet Darmstadt da Alemanha, onde permaneceu por dez anos como professor assistente, Luiz Messina começou o trabalho que culminaria na formação da RUTE em seu estado natal, o Espírito Santo. “Implantamos em clínicas e hospitais de lá um sistema de gestão hospitalar com foco no faturamento, um módulo preciso, o que nos permitiu conhecer bem as áreas hospitalares, incluindo farmácia, fracionamento de medicamentos, controle de estoque e o então incipiente prontuário eletrônico”, lembrou Messina.

 

 

O sucesso dessa experiência abriu caminho para o surgimento de uma iniciativa mais ambiciosa, criar um projeto de telemedicina no Brasil, ainda nos anos 2000, portanto, há mais de 20 anos. “Assim nasceu a RUTE, hoje uma rede que interliga 140 hospitais universitários e de ensino, onde existem espaços colaborativos voltados aos chamados Grupos de Interesse Especial (SIG, na sigla em inglês)”, revelou Messina, que coordena a RUTE. “Desde então, temos 40 a 50 grupos do tipo SIG todos os anos, com estrutura para discutir diariamente e de forma científica questões voltadas a áreas como Cardiologia, Urologia, Saúde de Criança e Adolescente, Saúde Indígena e assim por diante. Durante a pandemia, rapidamente, criamos um SIG Covid, que realizava sessões semanais com palestrantes do mundo todo”.

 

SUS Digital

 

O entrevistado do Papo da Saúde informou que seu objetivo atual é ampliar a atuação da RNP na área de saúde. “Temos o SUS Digital, com a inauguração do laboratório Inova SUS Digital, e a inteligência artificial. Essa área vai crescer com tantos avanços. Estamos trabalhando para mostrar a importância das aplicações digitais na área da saúde”, acrescentou Luiz Messina. “Depois da pandemia, houve um entendimento de que a prática da assistência remota é importante e vai acontecer cada vez mais. O momento agora é de todas as universidades, todos os institutos de pesquisa, aderirem mais à saúde digital, também na assistência, com enfoque na gestão e, em particular, na gestão da inovação que é um ponto fundamental na área da saúde”.

Luiz Messina também falou da expansão da conectividade da RUTE na América Latina, com a adesão de outros países. Também destacou o trabalho para o crescimento desse conectividade junto a demais países de língua portuguesa. “O Projeto Genoma, que faz parte da rede e-Ciência da RNP, já tem demandado capacidade de transmissão de dados de 100 a 200 gigabytes. Assim como temos um cabo de fibra ótica submarino ligando a África às Américas e anéis integrando redes metropolitanas no Brasil. Há um trabalho integrado para ampliar a conectividade entre instituições de ensino e pesquisa na área da saúde em todos os níveis”, disse Messina.

 

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Os desafios logísticos para manter a temperatura de medicamentos

Manter os medicamentos acondicionados em temperatura correta durante o seu transporte da linha de produção até o leito dos pacientes representa um desafio logístico para o setor da saúde. Em nova edição do WorkCafé, o SindHosp tratou do tema “Cadeia Fria Inteligente na Logística Hospitalar: Protegendo Vidas com Qualidade e Eficiência”.

Durante cerca de duas horas, os convidados apresentaram boas práticas e soluções para o transporte de cadeia fria, armazenamento e manuseio de insumos hospitalares e reagentes sensíveis à temperatura. O debate abordou os desafios e as inovações necessárias para o controle de temperatura de produtos médicos. Clique aqui e assista à íntegra do evento.

 

Fotos: Divulgação / Gerson Areias

 

Na pista do aeroporto

 

O diretor de Relações Institucionais da AGL Cargo, Jackson Campos, abriu o Work Café com a palestra “Cadeia Fria na Logística Hospitalar: Garantindo Competitividade sem perder a Qualidade”. “O principal risco de quebra da cadeia fria acontece no aeroporto, onde a carga fica literalmente na pista depois de ser desembarcada do avião”, explicou Campos. “Dentro do avião, o piloto controla a temperatura dos porões de carga. Antes ou depois do desembarque, para garantir que a carga permaneça acondicionada em temperatura correta, usamos embalagens especiais. Garantir a integridade dos produtos médicos durante todo o trajeto é crucial para a sustentabilidade de todo o ecossistema da saúde”.

 

 

O evento apresentou diversas soluções tecnológicas para o controle térmico. Embalagens ativas, com controle e monitoramento de temperatura, e passivas, com proteção física, incluindo aquelas refrigeradas com hidrogênio líquido, representam soluções essenciais no transporte de medicamentos, uma vez que a regulamentação exige controle de temperatura para todos os produtos farmacêuticos acabados. “Hoje em dia, além dos fabricantes, os provedores de logísticas têm corresponsabilidade pela integridade dos medicamentos”, explicou Jackson Campos, da AGL Cargo, chamando a atenção para a importância da certificação de boas práticas de distribuição (GDP, na sigla em inglês) e de sistemas de gestão de qualidade com rastreamento em tempo real.

 

Câmara fria própria

 

Na segunda etapa do WorkCafé, os convidados participaram da roda de conversa “Logística Internacional de Cadeia Fria – O Equilíbrio entre Economia e Segurança do Paciente”. Integraram a mesa, que teve moderação de Larissa Eloi, diretora-executiva do SindHosp, Gustavo Taboas, CPO-VP e diretor-executivo de Compras, Suprimentos e Logística Corporativo do Hospital Albert Einstein; Pedro Hanzava, CFO da Spectrun Bio; e Jackson Campos, diretor de Relações Institucionais da AGL Cargo.

“A cadeia fria faz parte do que chamamos de ‘coração invisível’ da saúde, que é todo o processo que está por trás do funcionamento de hospitais, laboratórios e clínicas. A cadeia de suprimentos reforça o cuidado que existe com o paciente, daí a existência de relações movidas pela confiança”, abriu o debate Larissa Eloi, do SindHosp.

 

 

Gustavo Taboas lembrou que o hospital Albert Einsten gerencia diversas unidades, próprias e públicas, em todo o Brasil. “O abastecimento desta rede é complexo, pois inclui processos logísticos com materiais que exigem controle de temperatura, como vacinas, imunobiológicos e medicamentos. A tratativa da temperatura é crítica”, destacou o executivo. “Temos um centro logístico com câmara fria onde armazenamentos tudo antes de distribuir para nossas unidades. Investimos também em rastreabilidade e monitoramento da temperatura de embalagens, podendo rastrear e segregar itens em caso de necessidade. Parece caro, mas as perdas podem custar bem mais. Além disso, com nosso centro, conseguimos regular estoques, algo imprescindível em momentos de crise de abastecimento”.

 

Prazo de validade

 

Pedro Hanzava, da Spectrun Bio, destacou que houve um aumento de 15% do custo de transporte aéreo internacional. “Para atenuar o repasse desses custos, precisamos alinhar a compra e a revenda dos produtos, aproveitando melhor os contêineres”, explicou Hanzava. “Uma questão sensível passa pelo prazo de validade dos produtos, considerando situações fora do nosso controle, como uma inspeção extraordinária da Anvisa, por exemplo. Para isso, temos uma câmara fria e mantemos ‘gorduras’ em estoque, atendendo clientes que estão rodando produtos ou apresentam demandas de última hora”.

 

 

No debate, os participantes reforçaram a relevância da parceria com especialistas em logística. Segundo eles, essa colaboração assegura a entrega eficiente e segura de suprimentos médicos sensíveis, sobretudo medicamentos oncológicos de alto custo e materiais biológicos. Pontuaram, ainda, que cadeias frias robustas são pilares estratégicos de uma saúde global, uma vez que a cadeia de suprimentos garante a integridade dos produtos. Além disso, enfatizaram o impacto da tecnologia na otimização dos processos, concordando que a inovação tecnológica é vital para superar os desafios logísticos.

 

 

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SindHosp lança app

Com o objetivo de melhorar a experiência dos representados e estreitar a comunicação, o SindHosp acaba de lançar seu próprio aplicativo (app). “O número de pessoas que acessam a internet por dispositivos móveis cresce anualmente no Brasil. Na última pesquisa divulgada pelo IBGE, cerca de 60% dos brasileiros só acessam a internet pelo celular, portanto, o SindHosp, que é uma instituição inovadora e que acompanha as tendências, está lançando seu aplicativo para facilitar o acesso dos empresários, gestores e demais profissionais da área às informações e serviços que oferecemos”, afirma a CEO da FESAÚDE e do SindHosp, Larissa Eloi.

O aplicativo está disponível nas versões Android e iOS, basta procurar na loja do seu dispositivo por sindhosp app. Para a coordenadora de Comunicação do Sindicato, Luisa Fogaça, área responsável pelo desenvolvimento da ferramenta, o fato de os profissionais que atuam nos mais de 50 mil estabelecimentos representados terem acesso ao que o SindHosp produz em apenas um clique cria um relacionamento mais próximo e facilita a comunicação entre as partes. “A qualquer hora e em qualquer lugar o internauta passa a ter acesso às últimas informações do setor, agenda de cursos e eventos, pode assistir aos Papos da Saúde, enfim, consegue acessar um conteúdo exclusivo”, ressalta.

Luisa Fogaça destaca que alguns serviços e produtos, como as Convenções Coletivas de Trabalho, a revista Saúde 360, pesquisas e outras publicações ainda serão incluídos no aplicativo. “Mas já é possível ter uma boa ideia da praticidade que o app traz”, finaliza a coordenadora de Comunicação do SindHosp.

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