FIRMADA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO COM O SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E REGIÃO, VIGÊNCIA DE 1º DE MAIO DE 2023 A 30 DE ABRIL DE 2024.
Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E REGIÃO, com vigência de 1º de maio de 2023 a 30 de abril de 2024.
A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e contribuintes no site do SINDHOSP, www.sindhosp.org.br ícone Jurídico/Convenções Coletivas.
São Paulo, 4 de março de 2024.
FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN DE ANDRADE PRESIDENTE
Base Territorial: Aparecida do Norte, Areias, Arujá, Bananal, Buritiba-Mirim, Caçapava, Cachoeira Paulista, Campos do Jordão, Caraguatatuba, Cruzeiro, Cunha, Guararema, Guaratinguetá, Igaratá, Jacareí, Jambeiro, Lagoinha, Lavrinhas, Lorena, Monteiro Lobato, Natividade da Serra, Paraíbuna, Pindamonhangaba, Piquete, Queluz, Redenção da Serra, Roseira, Salesópolis, Santa Branca, Santa Isabel, Santo Antonio do Pinhal, São Bento do Sapucaí, São José do Barreiro, São José dos Campos, São Luis do Paraitinga, Silveiras, Tremembé, Ubatuba
O SindHosp sediou a primeira reunião estratégica entre parceiros da Hospitalar 2024, a principal feira do setor da saúde da América Latina. Durante o encontro, participantes de diferentes empresas e entidades puderam esclarecer dúvidas operacionais e de conteúdo sobre o evento, que vai acontecer de 21 a 24 de maio, no centro de exposições São Paulo Expo, na capital paulista.
A CEO da Informa Markets, Julian Vicente, conduziu a reunião, esclarecendo questões técnicas e organizando ideias e temáticas que serão abordadas na Hospitalar. No encontro, os parceiros puderam alinhar detalhes importantes, incluindo desde horários, credenciamento, cerimônia de abertura, cobrança de ticket, recepção de palestrante, espaço e salas disponíveis até temas de palestras e debates.
Com mais de 30 anos de história, a Hospitalar se tornou um espaço de convergência e interconexão de múltiplas comunidades de saúde, proporcionando oportunidades únicas de negócios, relacionamento e intercâmbio de conhecimento ao longo de quatro dias.
O SindHosp vai estar na Hospitalar 2024 com uma programação especial com muitas novidades. Acompanhe os detalhes em nossas redes sociais.
FIRMADA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO COM O SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE DE OURINHOS E REGIÃO, VIGÊNCIA DE 1º DE MAIO DE 2023 A 30 DE ABRIL DE 2024.
Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE DE OURINHOS E REGIÃO, com vigência de 1º de maio de 2023 a 30 de abril de 2024.
A primeira reunião do ano do Grupo Técnico de Gestão de Pessoas do SindHosp debateu uma questão que ganha cada vez mais relevância no dia a dia de hospitais, laboratórios, clínicas e demais estabelecimentos de saúde. Como tema “Cuidando da saúde mental de quem cuida”, o encontro teve a participação especial de dois convidados, além do coordenador do GT de Gestão de Pessoas, o médico Thiago Constancio, que conduziu os trabalhos. Fizeram parte da mesa o médico geriatra Venceslau Coelho e a enfermeira, consultora e executiva em saúde Ivana Siqueira, que compartilharam experiências e apresentaram dados um tanto surpreendentes.
Segundo a coordenadora-geral de GTs do SindHosp, Beatriz Tavares, o encontro partiu da premissa de que a força de uma instituição de saúde reside no bem-estar de seus colaboradores: “A ideia do encontro foi compartilhar ferramentas e conhecimentos para que líderes e gestores possam não apenas prosperar, mas também inspirar suas equipes a alcançar seu máximo potencial”. A reunião contou com público híbrido, incluindo participação presencial na sede do SindHosp e integrantes virtuais.
Tempestade perfeita
O coordenador Thiago Constancio abriu a reunião do GT com dados impactantes sobre a relação entre funcionários e empresas. Entre as constatações mais reveladoras tiradas de trabalhos acadêmicos estão estas:
Quase 50% dos funcionários veem seus desempenhos como insustentáveis;
Apenas cerca de 50% dos funcionários confiam em suas organizações;
26% dos CEO classificam a escassez de talentos como principal fator prejudicial às perspectivas de negócios;
75% dos líderes de Recursos Humanos reportam que os gestores estão sobrecarregados com crescimento de responsabilidades;
60% dos líderes de Recurso Humanos se mostram incertos sobre o impacto das tendências tecnológicas na gestão de pessoas; e
82% dos líderes de RH dizem que gerentes estão despreparados para liderar essa mudança.
“É a tempestade perfeita”, disse Thiago Constancio. “Há muita pressão e uma profunda crise de confiança no ambiente de trabalho. As empresas precisam se perguntar o que fazer para intervir nesse ambiente”. Para ele, o cuidado com a saúde mental de quem cuida é relevante e urgente porque não agir significa ter de lidar com a multiplicação de casos de Burnout, crise de ansiedade, depressão e estresse agudo, que impactam na vida e no trabalho das pessoas e nos resultados das empresas.
Para o coordenador do GT, os estabelecimentos de saúde têm de trabalhar na prevenção do esgotamento profissional (Burnout), caracterizado por exaustão emocional, despersonalização e diminuição da realização pessoal no trabalho; na promoção de “ambientes de trabalho psicologicamente seguros”, onde as pessoas têm segurança para se expressar sem retaliações; e no desenvolvimento de resiliência e bem-estar, necessários para se lidar com pressões e desafios de forma “antifrágil”.
A chave para enfrentar questões associadas à saúde mental é a empatia, uma habilidade crítica para líderes, caracterizada pela capacidade de se colocar no lugar do outro, sem julgamento, para melhorar a conexão. “Mas existem diferentes níveis de empatia, a cognitiva, a emocional e a compassiva”, explicou Thiago Constancio. “O líder precisa ouvir ativamente seu colaborador, e não só o que quer, refletindo sobre os pontos de vista dele. Na prática, é preciso entender a maneira como o outro pensa, intelectualmente, o que caracteriza a empatia cognitiva. A empatia emocional é aquela que envolve um sentimento compartilhado pelo outro, dando ao líder a oportunidade de estabelecer uma conexão. Por fim, a empatia compassiva pressupõe que o líder tenha compaixão pelo outro, que está sofrendo, e ajude. Ou seja, saia do entendimento do ponto de vista e da conexão emocional para a ação”.
Mundo frágil e ansioso
O médico Venceslau Coelho tratou das transformações do mundo desde o fim da Guerra Fria até o pós-pandemia. “Existe uma faceta da pandemia que a vacina não resolve, que é justamente a questão da saúde mental, que acentuou doenças como TOC, depressão e ansiedade”. Ele diz que migramos de um “mundo VUCA”, que era “volátil, incerto, complexo e ambíguo”, para um “mundo BANI”, que se tornou “frágil, ansioso, não linear e incompreensível”.
Para enfrentar essa nova realidade, Venceslau Coelho sugere algumas abordagens por parte dos líderes. Segundo ele, para enfrentar a fragilidade, marcada pela falta de consistência das coisas, é preciso investir em capacidade e resiliência. Já a ansiedade, caracterizada pela falta de controle, se enfrenta com empatia e atenção plena. A não linearidade, que tem a ver com resultados desproporcionais e imprevisíveis, as ferramentas passam por contexto e flexibilidade. Por fim, a incompreensibilidade, alimentada pela abundância de informação, pede transparência e intuição. “Essas podem ser muito mais reações do que soluções, mas sugerem a possibilidade de que respostas possam ser encontradas”, diz o antropólogo e futurólogo Jamais Cascio, autor da teoria sobre o “mundo BARNI”.
A pandemia afetou a qualidade de vida das pessoas, com impactos físico, social, financeiro e emocional. Pesquisas revelam que há casos em que mais de 40% dos colaboradores de uma empresa sofrem ansiedade ou depressão, que são sofrimentos psíquicos muito importantes. “São pessoas com questões emocionais que precisam trabalhar, ser produtivos e eficientes”.
Os problemas associados a saúde mental costumam se manifestar em quatro quadros cada vez mais comuns: o Burnout, o estresse agudo, a ansiedade e a depressão. Cada um tem suas características, mas o reequilíbrio pode ser obtido por ações similares. “O tratamento de questões psíquicas passa por medidas mais rotineiras, como praticar atividade física, ter um hobby e fazer meditação e yoga, até buscar ajuda profissional, com psicoterapia em um psicólogo ou psiquiatra e uso de medicamentos antidepressivos e ansiolíticos, entre outros tratamentos”, ensina Venceslau Coelho.
Espaço de acolhimento
A consultora e enfermeira Ivana Siqueira reforçou a importância de se investir em um “ambiente psicologicamente seguro”. Segundo ela, o desafio de gerir “batalhões” de colaboradores é quase intransponível ao se levar em consideração não apenas as mudanças de um mundo pós-pandemia, mas, também, as diferenças em todos os níveis, entre as pessoas, os lugares, as culturas, as funções, os momentos de vida e assim por diante. “Ignorar a complexidade desse desafio não ajuda”, resume Siqueira.
“Diante dos desafios, sentimos sobrecarga emocional e física, responsabilidade e pressão, sentimentos misturados de culpa, raiva e frustração, problemas com sono e negligência com saúde e certo isolamento social”, elenca Ivana Siqueira. “Para lidar com isso, as empresas precisam investir em liderança humanizada, cultura de time, justiça, feedbacks construtivos e monitoramento do estresse”.
Segundo ela, existem caminhos virtuosos a se seguir, sempre buscando ações construtivas e baseadas em fundamentos técnicos. Apesar das diferentes, diz Ivana Siqueira, o líder precisa esclarecer que há lugar para todos, mas cabe a ele saber colocar as pessoas certas nos lugares certos. “Para isso, o gestor precisa conhecer as pessoas, conversar com elas e criar na empresa um espaço de acolhimento e escuta, pautado por comunicação empática, apoio espiritual e grupos terapêuticos”. Na prática, parece simples, mas é complexo, sobretudo considerando que a empresa precisa ser assertiva e ter bons resultados financeiros.
Artigo do presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, foi publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo em 2 de março de 2024
Um dos maiores estadistas do século XX, Winston Churcill, dizia que “construir pode ser uma tarefa lenta e difícil de anos, já destruir pode ser um ato impulsivo de um único dia”. Dependendo do resultado da Consulta Pública 1.222/2023, sobre os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), que expirou em 9 de fevereiro e contou com mais de sete mil manifestações, a sociedade e o sistema de saúde brasileiro correm o risco de perder décadas de trabalho e conquistas importantes na luta contra o tabagismo.
Os cigarros eletrônicos, ou “vapes” como são popularmente conhecidos, são proibidos no Brasil desde 2009. Mesmo assim, são encontrados facilmente no país, na internet, e têm conseguido seduzir o público mais jovem, graças aos sabores e aromas incluídos em suas composições. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 17% dos adolescentes a partir dos 13 anos já experimentaram os vapes – 70% deles têm entre 15 e 24 anos. 60% dos que se declaram consumidores do produto nunca experimentaram um cigarro convencional. No país são cerca de 2,2 milhões de usuários, segundo o IPEC (Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica).
O Projeto de Lei 5008/2023, que tramita no Senado Federal, pretende regulamentar a produção, importação, exportação, comercialização, controle, fiscalização e propaganda dos cigarros eletrônicos. O tema é polêmico. A indústria alega que os DEFs são menos nocivos à saúde. Estudo recente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), porém, mostra que alguns componentes químicos encontrados nas fórmulas desses produtos aumentam as chances de infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e aterosclerose. Os que defendem a regulamentação, argumentam que a proibição fortalece o mercado ilegal, já que o produto é vendido livremente sem controle de qualidade e procedência. Já os que são contrários, entre eles a maioria das entidades médicas, acreditam se tratar de um retrocesso e que a liberação irá estimular o seu consumo.
Dos 35 países que compõem as Américas, 14 não possuem nenhuma regulamentação para os DEFs, 13 adotam medidas regulatórias para consumo total ou parcial e oito, entre eles Brasil e Argentina, proíbem a venda. Os dados são da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Nas últimas três décadas, o Brasil implementou quase todas as estratégias preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) contra o tabagismo. Mensagens impactantes nas embalagens dos maços de cigarro e a obrigatoriedade de estamparem o Disque 136, serviço telefônico do Sistema Único de Saúde (SUS) de ajuda aos fumantes, proibição do fumo em locais fechados, da propaganda de cigarros em veículos de comunicação e do patrocínio de eventos esportivos e culturais, além de ofertar tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar, são apenas algumas dessas medidas.
As ações reduziram o consumo do tabaco em mais de 50% entre todas as faixas etárias. Atualmente, 9,8% dos brasileiros se declaram fumantes, segundo o Ministério da Saúde. Apesar do êxito nacional, os tabagistas ainda representam cerca de 20% da população mundial e consomem algo em torno de seis trilhões de cigarros por ano. Seis milhões de pessoas morrem anualmente no mundo em decorrência do tabagismo e mais 1,3 milhão por consequências da convivência com quem fuma, os chamados fumantes passivos. O Banco Mundial estima que as doenças ligadas ao tabaco consumam aproximadamente US$ 200 bilhões todos os anos.
Que as evidências científicas e a saúde da coletividade saiam vencedoras desse debate. Pela facilidade para obter tais produtos, as autoridades sanitárias precisam agir com rigidez, antes que os hospitais, clínicas e laboratórios registrem aumento no volume de serviços por problemas relacionados ao tabaco. Isso terá impacto econômico-financeiro direto no SUS e na saúde suplementar. Cabe ao Estado, independentemente do resultado da Consulta Pública, a missão de educar, desenvolvendo campanhas de conscientização inteligentes, focadas principalmente no público mais jovem, e que elucidem os efeitos nefastos que esses dispositivos produzem para a saúde humana.
Francisco Balestrin
Presidente do Sindicato de Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Saúde no Estado de São Paulo (SindHosp) e da Federação dos Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Saúde do Estado de São Paulo (Fehoesp)
O presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, tomou posse, no dia 1º de março, como presidente da Federação dos Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Saúde do Estado de São Paulo (Fehoesp). “Assumo essa missão com responsabilidade e determinação. Junto com os demais sindicatos, vamos buscar novos espaços representativos no cenário nacional para a saúde privada paulista”, afirmou Balestrin.
A Fehoesp é uma entidade de segundo grau de representação, portanto, tem assento na Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), o que lhe garante participação direta nas negociações políticas em âmbito federal. Seis sindicatos patronais compõem a Federação. Além do SindHosp, fazem parte os Sindicatos de Hospitais, Clínicas e Laboratórios de Presidente Prudente (SINDHOSPRU), Ribeirão Preto (SINDRIBEIRÃO), Jundiaí (SINDJUNDIAÍ), Mogi das Cruzes (SINDMOGI) e Suzano (SINDSUZANO).
Criada em 2003 para assegurar ao Estado de São Paulo participação nas discussões e decisões nacionais, a Fehoesp tem como missão representar e defender o setor empresarial privado da saúde junto aos órgãos sindicais, governamentais e a sociedade.
O deputado federal Pedro Westphalen participou da primeira reunião de 2024 da Câmara de Assuntos Políticos e Estratégicos (CAPE) do SindHosp. Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Serviços de Saúde no Congresso Nacional, o também médico obstetra falou durante cerca de uma hora e meia sobre os principais desafios do setor para membros titulares da CAPE. Em sua apresentação, Westphalen ressaltou que política pública se faz com apoio de todos: “As forças das nossas frentes estão nas nossas instituições”.
A reunião da CAPE teve duas partes. Na primeira, os integrantes da mesa discutiram proposições legislativas, falaram sobre o cenário político da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para 2024 e abordaram a regulamentação da Reforma Tributária. Além disso, também trataram da Lei de Zoneamento sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes em janeiro deste ano e seus efeitos para o setor.
Na segunda parte, o deputado Pedro Westphalen, que pertence ao Partido Progressista do Rio Grande do Sul (PP/RS), começou falando sobre suas experiências na construção da organização associativas dos prestadores de serviços de saúde – ele é um dos fundadores da Confederação Nacional da Saúde (CNS), da qual é vice-presidente licenciado. Em seguida, compartilhou perspectivas legislativas para 2024 e tratou da movimentação de cadeiras da Câmara dos Deputados e Comissão de Saúde antes de fazer uma leitura do cenário político e seus impactos para a saúde.
Frente parlamentar de Saúde
O médico Pedro Westphalen também destacou os trabalhos da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Serviços de Saúde. “Os resultados da frente se dão pela maneira como tudo funciona. A frente depende da mobilização de todos os envolvidos. São vocês, não é o deputado… são os sindicatos que participam das reuniões e fazem o dever de casa”, enfatizou o parlamentar.
Segundo ele, a frente teve algumas importantes vitórias em 2023. As principais foram a alíquota diferenciada para o setor de saúde na Reforma Tributária; aprovação e sanção do projeto de lei que define o reajuste anual da tabela de procedimentos do SUS (PL 1435); e aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei das pesquisas clínicas (PL 7082/2017), do qual ele foi o relator e Antonio Brito (PSD/BA), o autor.
Por fim, Westphalen mencionou a atuação do SindHosp frente ao projeto de lei que regulamentou a Telemedicina e fez questão de lembrar que parte importante do trabalho de um parlamentar como ele é lutar para que propostas que impactam negativamente o setor não sejam aprovadas.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) brasileiro, que completou 50 anos em 2023, é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como referência internacional. Graças a ele, que oferece cerca de 45 diferentes imunobiológicos para toda a população, dos recém-nascidos à terceira idade, o país conseguiu erradicar a poliomielite e controlar doenças imunopreveníveis como difteria, coqueluche, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, tétano, hepatite, meningites, febre amarela, formas graves de tuberculose, entre outras. Desde 2016, porém, o Ministério da Saúde vem registrando sucessivas quedas na cobertura vacinal, principalmente de crianças.
Em 2015, o PNI atingiu 97% de cobertura. Já em 2020, primeiro ano da pandemia da Covid-19, esse percentual caiu para 75% e, em 2021, foi para 52,1%, ou seja, a menor cobertura vacinal das duas décadas anteriores. Se analisados os dados por Estados ou regiões, o problema ganha proporção ainda maior. Na Região Norte, por exemplo, dos sete Estados, quatro registraram cobertura vacinal na faixa dos 30% em 2021. Os dados são do Observatório da Atenção Primária à Saúde. Os motivos para essa queda, apontados por especialistas, vão do desconhecimento da população sobre a gravidade de algumas doenças, da necessidade de longos deslocamentos e da insegurança causada por notícias falsas (fake news), propagadas principalmente pelas redes sociais.
Dados preliminares do Ministério da Saúde, porém, trazem um alento: entre 2022 e 2023, oito vacinas do calendário infantil apresentaram aumento nas coberturas. Para crianças com um ano de idade, a cobertura vacinal de hepatite A passou de 73% para 79,5% no período; o primeiro reforço da pneumocócica foi de 71,5% para 78%; e a poliomielite alcançou 74,6% de cobertura, ante os 67,1% de 2022. Apesar da melhora, os percentuais ainda estão distantes da meta estipulada pelo Ministério da Saúde, de 95%.
Quando profissionais da saúde, autoridades e sociedade deveriam se unir para melhorar esse quadro, o Conselho Federal de Medicina (CFM) resolve lançar uma pesquisa para conhecer a opinião dos cerca de 560 mil médicos sobre a obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 em crianças de 6 meses a 4 anos e 11 meses, que foi incluída no calendário oficial de vacinação. Sem um propósito “claro” sobre os objetivos da sondagem, um órgão de classe que deveria primar pela ciência e tem como missão “promover o bem-estar da sociedade”, adota um posicionamento político-ideológico e acaba prestando um enorme desserviço ao país, ao ir na contramão desse esforço nacional para impulsionar as campanhas de vacinação. Lamentavelmente, o CFM parece ignorar que os imunizantes passam por rígidos estudos clínicos, critérios técnicos e são embasados em dados científicos que comprovam sua segurança e eficácia.
Várias sociedades médicas, instituições de saúde e profissionais vieram a público se posicionar contra ações que levem a população a ter dúvidas sobre os benefícios da vacinação. Além disso, se vacinar é um direito garantido pela Constituição a toda criança e adolescente, portanto, não deveria ser objeto de questionamento por nenhum órgão de classe. Ciência não é questão de opinião, mas de fatos e evidências.
Francisco Balestrin
Presidente do SindHosp
Artigo publicado na edição de Janeiro de 2024 da revista LaborNews. Clique aqui e acesse a íntegra da publicação
12 de fevereiro de 2024 marca os 86 anos do maior Sindicato patronal da saúde na América Latina, o SindHosp
Fundado em 1938 por sete hospitais paulistas, a história do Sindicato de Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Saúde no Estado de São Paulo (SindHosp) se enreda pela evolução da medicina e pela concepção do Sistema Único de Saúde (SUS). Nascido, na ocasião, com o propósito de auxiliar os empresários e gestores dos hospitais privados no relacionamento com os trabalhadores, que se organizavam em movimentos isolados de paralisação (as greves na época eram proibidas), e a participar mais ativamente das decisões governamentais, o SindHosp acompanhou todas as transformações políticas, econômicas, sociais e científicas ocorridas ao longo das décadas.
Hoje, o SindHosp é o maior sindicato patronal da saúde na América Latina e representa cerca de 51 mil prestadores de serviços de saúde no Estado de São Paulo. Há cerca de dois anos, iniciou um processo de governança corporativa que culminou com a modernização do seu estatuto social e a adoção de um novo modelo de gestão, já adotado pela diretoria eleita em 2023. Um conjunto de boas práticas de administração foi implantado para assegurar a eficiência e o cumprimento das metas traçadas em planejamento estratégico, além de levar para os representados o conceito do sindicalismo associativo, embasado em valores como colaboração, empatia, união e credibilidade.
O mercado representado pelo SindHosp movimenta cerca de R$ 60 bilhões anualmente e responde pela geração de 1,8 milhão de postos de trabalho diretos. A representatividade deste importante segmento econômico e social é realizada através de um intenso relacionamento com todo o ecossistema da saúde, ou seja, entidades governamentais, agências reguladoras, conselhos de classe e integrantes da cadeia produtiva.
Além das cerca de 50 negociações coletivas realizadas todos os anos, o SindHosp tem um leque de produtos e serviços voltados ao segmento. Conheça um pouco cada um deles:
– SindEduca: plataforma de conteúdo online para os profissionais da saúde. Clique aqui
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– SindInfo: informação é poder. Conheça as pesquisas do SindHosp
– SindMais: Projetos personalizados
– SindConecta: Eventos, conexão e networking. Acesse e participe do próximo evento
Conheça um pouco da história do SindHosp
Um ano após a sua fundação, em 1939, as clínicas de saúde foram incorporadas à representatividade do SindHosp. Na década de 40, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi concluída e o Ministério da Saúde, criado. Em 50 e 60, São Paulo cresce exponencialmente e o setor privado de saúde acompanha esse crescimento. Surgem os primeiros planos de saúde e, junto com eles, um novo desenho assistencial e de relacionamento comercial no setor. Os laboratórios de pesquisas e análises clínicas passam a ser representados pelo Sindicato na década de 70.
Nos anos 80, a ideologia da estatização ameaçava os estabelecimentos de saúde privados. Graças à atuação do SindHosp, em conjunto com outras entidades representativas, a iniciativa privada é contemplada na Constituição de 1988. A atuação política que o SindHosp desempenhou, na época, foi fundamental para que o setor privado existisse como se apresenta atualmente: como espaços focados na inovação, pesquisa e de instituições renomadas internacionalmente pela qualidade dos seus serviços. No mesmo período, a proliferação do vírus da Aids provoca a falta de leitos para doentes no Estado. O SindHosp se reúne com o Governo do Estado e se engaja fortemente em uma campanha de prevenção e conscientização da doença.
A partir de 90, o SindHosp começa a promover cursos, treinamentos e eventos para o setor e amplia sua representatividade no Interior. A crise do SUS nesse período é acompanhada de perto pelo Sindicato, que se envolve em um movimento por reajuste nas tabelas. A promulgação da Lei 9656, em 1998, muda o cenário do setor suplementar. A saúde incorpora novas tecnologias, procedimentos e registra uma das décadas mais produtivas da sua história.
A partir dos anos 2000, após a criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o SindHosp foca suas atividades no relacionamento entre prestadores de serviços e operadoras de planos de saúde. Três pesquisas com os Institutos DataFolha e Vox Populi, com o objetivo de mostrar as dificuldades comerciais enfrentadas pelos profissionais e estabelecimentos, são realizadas. Os levantamentos têm repercussão em todo o país. Paralelamente, e nos anos seguintes, cresce significativamente o número de cursos e eventos. .
Além da forte atuação no campo do conhecimento, o Sindicato luta pelo fim da prorrogação da CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, já que o dinheiro arrecadado não estava vindo para a Saúde, e por redução da carga tributária. Sua atuação política nas três esferas governamentais é ampliada.
Durante a pandemia de Covid-19, que expôs as fragilidades do SUS e do sistema de tomada de decisão governamental, o SindHosp teve papel crucial no auxílio aos estabelecimentos e profissionais da saúde. As mais de 30 pesquisas realizadas junto aos hospitais para levantar as dificuldades enfrentadas no combate ao coronavírus, além de terem ampla repercussão na mídia nacional, ajudaram a solucionar os problemas com maior rapidez. Além disso, informações em tempo real foram disponibilizadas aos contribuintes sobre normas, portarias e outras decisões emitidas pelos órgãos governamentais, como Anvisa, Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde, entre outros.
Em 2022, o SindHosp, para qualificar o debate político e contribuir para a construção de uma agenda avançada e positiva para a saúde paulista, idealiza a Proposta Saúde São Paulo. A iniciativa nasceu com os objetivos de garantir o acesso sustentável dos paulistas ao SUS, a qualidade assistencial, a sustentabilidade do complexo econômico-financeiro do setor e incentivar São Paulo a produzir uma política de Estado capaz de inserir a saúde como base de uma agenda de desenvolvimento econômico e social. Clique aqui e conheça a Proposta na íntegra
Somente uma instituição atenta à realidade e aos desafios do setor consegue chegar aos 85 anos como o maior sindicato patronal da saúde na América Latina. Com o planejamento traçado para os próximos anos e os novos projetos e serviços que em breve serão anunciados não é exagero afirmar que o SindHosp terá um futuro ainda mais promissor. Com isso, ganham os estabelecimentos de saúde paulistas, a população, que continuará a receber serviços de qualidade, e o exercício da democracia, já que o SindHosp é uma entidade representativa de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento socioeconômico do país: a Saúde.
Ref.: Implementação da Lei 14.611/2023, que dispõe sobre a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens
Prezados Senhores,
Informa-se que, em 3 de julho de 2023, foi publicada a Lei nº 14.611/2023, que dispõe sobre os critérios de igualdade salarial entre homens e mulheres. A legislação foi regulamentada pelo Decreto 11.795/2023, em conjunto com a Portaria MTE 3.714/2023.
Conforme regulamentado, as empresas com mais de 100 (cem) empregados, deverão enviar ao Ministério do Trabalho e fazer a divulgação semestral das informações relativas à remuneração dos trabalhadores. Os dados a serem enviados (de forma anonimizada) são:
Salário contratual;
13° salário;
Gratificações;
Comissões;
Horas extras;
Adicionais noturno, de insalubridade, de penosidade e de periculosidade;
Terço de férias;
Aviso prévio trabalhado;
Descanso semanal remunerado;
Gorjetas;
Outras parcelas previstas em norma coletiva de trabalho que componham a remuneração.
O cronograma definido pela regulamentação estabelece os seguintes prazos (todos para 2024):
Fevereiro – prestação de informações complementares, pelos empregadores, na aba “Igualdade Salarial e de Critérios Remuneratórios” (a ser implementada na área do empregador do Portal Emprega Brasil);
Março – publicação do Relatório pelo Ministério do Trabalho e Emprego;
Logo após a disponibilização do Relatório: publicação do Relatório pelas empresas em seus sites, redes sociais ou instrumentos similares;
Agosto – prestação de informações complementares, pelos empregadores, na aba “Igualdade Salarial e de Critérios Remuneratórios” (a ser implementada na área do empregador do Portal Emprega Brasil);
Setembro – publicação do Relatório pelo Ministério do Trabalho e Emprego;
Logo após disponibilização do Relatório: publicação do Relatório pelas empresas em seus sites, redes sociais ou instrumentos similares.
A íntegra da Lei e Regulamentação poderá ser consultada em (fontes oficiais):