Sindhosp

Ana Paula

Firmada CCT com sindicato dos biomédicos de São Paulo

Informe SindHosp Jurídico nº 104-A/2025

FIRMADA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO COM O SINDICATO DOS
BIOMÉDICOS PROFISSIONAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO – SINBIESP,
VIGÊNCIA DE 1º DE SETEMBRO DE 2025 A 31 DE AGOSTO DE 2026.

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o
SINDICATO DOS BIOMÉDICOS PROFISSIONAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO –
SINBIESP, com vigência de 1º de setembro de 2025 a 31 de agosto de 2026.

A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e
contribuintes no site do SINDHOSP, www.sindhosp.org.br ícone Jurídico/Convenções
Coletivas.

São Paulo, 21 de outubro de 2025.

FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN DE ANDRADE
PRESIDENTE

Base Territorial: Todo o Estado de São Paulo

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Painel no Conaph discute regulação da saúde e o papel do Estado

O presidente do Conselho de Administração da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin, compôs a mesa de debatedores do painel “Regulação da saúde e o papel do Estado: inovação, demandas sociais e política públicas em transformação” durante o Congresso Nacional de Hospitais Privados, organizado pela ANAHP, e reforçou a ideia de “não deve haver fronteira para o paciente entre o público e o privado quando o assunto é saúde”.

Ele dividiu o palco com o médico Gonzalo Vecina, professor da FSP-USP e da FGV, coordenador do painel; o representante da Opas/OMS no Brasil, Cristian Morales; e outros dois debatedores, Arthur Aguillar, diretor de Políticas Públicas no instituto de Estudos para as Políticas de Saúde (IEPS), e Nelson Teich, ex-ministro de Saúde e diretor da Teich Gestão em Saúde.

Coube ao representante da Organização Pan-Americana da Saúde abrir o evento com a apresentação sobre o cenário da saúde pública na América Latina. Cristian Morales destacou que haverá mais adultos do que adolescentes e crianças no Brasil em 2030. “Existe um problema grave de subfinanciamento, com gasto público abaixo do recomendado, que seria 6% do PIB”, pontuou Morales. “Mas também não adianta só ter o recurso, é preciso saber onde e como ele será aplicado. O gasto precisa eficiente e equitativo, focado num sistema resiliente e multissetorial de Atenção Primária à Saúde integral, integrada e territorial para evitar que os recursos sejam drenados pelas etapas mais tardias dos tratamentos”.

Justiça tributária

Médico sanitarista e fundador da Anvisa, Gonzalo Vecina acredita que a melhoria do SUS depende de “justiça tributária”. “Precisamos ter um sistema de saúde pensando em um país melhor, construído sem tanta desigualdade social. Temos de pensar no que não estamos fazendo e no que não estamos fazendo direito para conseguir isso”, destacou Vecina. “Precisamos também vencer a burocracia para construir regiões de saúde, tendo a indução do Estado por meio da governança regional”.

Arthur Aguillar, do IEPS, concorda. Para ele o status de saúde não deveria depender do CEP onde a pessoa mora. “Temos de melhorar a governança regional, com o Estado induz com financiamentos a qualidade e a coordenação interfederativa. Pensar em soluções remotas, enviar médicos para essas regiões, inovar com UBS fluviais e telessaúde, investir em capilaridade para o caso de crises sanitárias”.

Gestão com dados

Além da fronteira do atendimento entre o público e o privado, Francisco Balestrin destacou que o Estado precisa regular pensando no futuro, não no presente nem no passado. “Em São Paulo, 48% das pessoas têm planos de saúde. No Estado, 31% usam apenas SUS, 5% somente privado e 55% ambos. País sustentável é o que produz dados, não o que consome tecnologia. Mas é preciso ter claro quem vai liderar o processo de inovação: a academia, o estado, a indústria… quem?”, questionou Balestrin.

O ex-ministro Nelson Teich também chamou a atenção para a falta de orientação do Estado, que “deveria ser condutor, mas é passageiro”. Segundo ele, há uma distorção no Brasil: “O que vale é o que acontece com as pessoas, o que o Estado entrega para as pessoas, mas o que se discute são processos e, o que pior, promessas são tratadas como verdades. Precisamos de dados para conseguir entender o que fazer, se não mudar isso, fica difícil”. Ele também é um crítico da ideia de que a atenção primária é uma “bala de prata”, uma vez que doenças complexas demandam mais cuidado e financiamento e a APS não pode ser um gargalo nem ser quem coordena tudo. “É preciso uma linda de cuidado não fragmentada, inserindo o especialista no processo”.

 

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Firmada CCT com sindicato dos empregados da saúde de Catanduva

Informe SindHosp Jurídico nº 103-A/2025

FIRMADA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO COM O SINDICATO DOS
EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE
CATANDUVA, VIGÊNCIA DE 1º DE MAIO DE 2025 A 30 DE ABRIL DE 2026.

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o
SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE
SAÚDE DE CATANDUVA, com vigência de 1º de maio de 2025 a 30 de abril de 2026.

A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e
contribuintes no site do SINDHOSP, www.sindhosp.org.br ícone Jurídico/Convenções
Coletivas.

São Paulo, 20 de outubro de 2025.

FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN DE ANDRADE
PRESIDENTE

Base Territorial: Catanduva

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Firmada CCT com sindicato dos psicólogos de São Paulo

Informe SindHosp Jurídico nº 101-A/2025

FIRMADA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO COM O SINDICATO DOS PSICÓLOGOS NO ESTADO DE SÃO PAULO – SINPSI-SP, VIGÊNCIA DE 1º DE SETEMBRO DE 2025 A 31 DE AGOSTO DE 2026.

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO DOS PSICÓLOGOS NO ESTADO DE SÃO PAULO – SINPSI-SP, com vigência de 1º de setembro de 2025 a 31 de agosto de 2026.

A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e contribuintes no site do SINDHOSP, www.sindhosp.org.br ícone Jurídico/Convenções Coletivas.

São Paulo, 17 de outubro de 2025.

FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN DE ANDRADE
PRESIDENTE

Base Territorial: Todo o Estado de São Paulo

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Portaria institui modelo de informação de Resultado de Exame Laboratorial (REL)

O Ministério da Saúde publicou, em 29 de setembro, a Portaria nº 8.276, que institui o Modelo de informação de Resultado de Exame Laboratorial (REL). O texto ainda detalha as informações mínimas que devem constar do REL, define que os resultados de exames laboratoriais realizados em todo território nacional deverão seguir os padrões definidos na referida Portaria e enviados regularmente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

 

Clique aqui e acesse a íntegra da Portaria nº 8.276.

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‘A mamografia detecta o câncer pequeno e garante 95% de chance de cura’, diz Luciana Holtz

O SindHosp realizou um “Papo da Saúde Especial Outubro Rosa” com a psico-oncologista Luciana Holtz, presidente do Oncoguia, a Associação Brasileira de Defesa do Paciente com Câncer, que falou sobre a conscientização, prevenção e tratamento do câncer de mama, enfatizando a importância do acesso à informação e ao cuidado de qualidade. Durante a entrevista, conduzida por Larissa Eloi, CEO do SindHosp e da FESAÚDE, a convidada destacou pontos centrais para fortalecer a campanha Outubro Rosa e o enfrentamento da doença no Brasil.

Segundo Luciana Holtz, o câncer de mama é uma questão urgente no país: “Uma em cada oito mulheres vão ter câncer de mama, um dos maiores motivos que matam mulheres no Brasil e é o segundo câncer que mais tem incidência no nosso país”. Ela ressaltou que, diante desse cenário, é essencial que todas as mulheres estejam engajadas no próprio cuidado com a saúde. “Nós, mulheres, assumimos esse monte de papel que a gente gosta, e está tudo bem, mas não vai dar para fazer tudo o que a gente quer fazer se não colocarmos nossa saúde em primeiro lugar, como aconteceu com a máscara do avião, a gente tem de colocar na gente primeiro para depois colocar nos outros”.

A presidente do Oncoguia explicou a trajetória da entidade, enfatizando que a luta central é garantir informação de qualidade, apoio e defesa dos direitos dos pacientes. Para ela, o acolhimento é fundamental: “Não deixar com que nenhuma pessoa que receba um diagnóstico de câncer de mama passe por essa fase sozinha”. Apoio multidimensional, que inclui familiares, amigos, grupos de apoio e organizações, é vital para o enfrentamento da doença.

Mamografia e cura 

Luciana Holtz também destacou a importância da detecção precoce para aumentar as chances de cura: “Na faixa de mulheres de 50 a 69 anos, apenas 30% das brasileiras fazem mamografia. É um exame chato, mas é também o único exame capaz de detectar o câncer enquanto ele está pequenininho. Se não fosse assim, eu não teria 95% de chance de cura”.

Segundo ela, o principal problema do Brasil é o diagnóstico em uma fase tardia do câncer de mama, quando não é possível mais curar a doença, sendo que o país tem 70 mil novos casos por ano. Holtz diz que é preciso ampliar o acesso ao exame, especialmente para mulheres entre 40 e 49 anos, conforme as novas diretrizes do Ministério da Saúde.

Outro tema abordado foi o impacto do histórico familiar e dos testes genéticos, como o BRCA, no cuidado personalizado: “Se eu sei que tenho uma mutação, eu tenho que tomar decisões para me cuidar de um jeito diferente. Hoje, isso está sendo amplamente discutido no Brasil.”

 

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GT SSO discute gestão de perícias em saúde

O Grupo Técnico (GT) de Segurança e Saúde Ocupacional (SSO) debateu, em encontro realizado no dia 9 de outubro, a Gestão das Perícias em Saúde: Contestação, Agentes Biológicos, Protocolos de Isolamento e Estatísticas Ocupacionais. De início, a advogada e coordenadora do GT SSO, Lucineia Nucci, lembrou que está aberta consulta pública para a revisão dos graus de risco correspondentes à Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) – Norma Regulamentadora nº 4 (NR 4), que trata de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). “É importante que todos os estabelecimentos de saúde participem, pois as sugestões recebidas até agora são prejudiciais ao setor da saúde, elevando o grau de risco de 3 para 4, o que ensejará a alteração do dimensionamento do SESMT”, adiantou.

Os graus de risco estão previstos na NR 4 e variam de 1 a 4, dependendo do número de empregados e da atividade econômica da empresa. O objetivo da consulta pública é o de atualizar esses graus de riscos, com base em indicadores de acidentalidade. “Essa definição irá direcionar todo o trabalho de segurança e saúde ocupacional nas empresas de saúde”, lembrou Nucci. A consulta pública foi publicada em 3 de outubro e expira em 2 de dezembro.

Clique aqui, acesse a íntegra e participe da consulta pública.

Licença maternidade

A Lei nº 15.222, de 29/09/2025, prorrogou a licença maternidade em até 120 dias após a alta hospitalar do recém-nascido e da mãe, em caso de internação que supere o prazo de duas semanas. “Muitas empresas, infelizmente, adotam o pagamento do adicional de insalubridade de forma padronizada, para todas as enfermeiras, por exemplo, independentemente se a colaboradora tem ou não contato com agentes nocivos. E isso representa um custo desnecessário para o empregador, já que o afastamento de gestantes e lactantes que laboram em ambiente insalubre é determinado pelo artigo 394-A, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”, lembra a coordenadora do GT SSO. Segundo ela, é importante mostrar ao perito o caminho da transmissão das doenças dentro da empresa, se houver, e os meios de proteção ao trabalhador. “Tudo isso deve constar no Programa de Gerenciamento de Risco (PGR) e no Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT) de acordo com a atividade desenvolvida, evitando a descrição padrão por função”, orienta a advogada Lucineia Nucci.

Para fins de doenças ocupacionais causadas por agentes biológicos, o Regulamento da Previdência Social (Decreto nº 3.048/1999) relaciona algumas doenças.

Afastamentos

Há juízes que estão exigindo que laudos periciais de insalubridade tragam informações sobre estatística. Durante a reunião do GT SSO foram apresentados alguns comparativos com base em dados do Ministério da Previdência Social e também da Organização Internacional do Trabalho (OIT), com a evolução dos tipos de doenças.

Segundo o Ministério da Previdência Social, mais de 3,5 milhões de brasileiros tiveram benefícios concedidos por incapacidade temporária em 2024. Doenças relacionadas a dores na coluna lideraram o ranking, com o afastamento de 205,1 mil beneficiários. A hérnia de disco ficou em segundo lugar, com 172,4 mil afastamentos, seguida por fraturas na perna, com 147,6 mil concessões. Os destaques são os transtornos de ansiedade e episódios depressivos, que subiram 67% quando comparados a 2023, afastando do trabalho no ano passado 472,3 mil pessoas. Desse total, 141,4 mil trabalhadores se ausentaram por transtornos de ansiedade e 113,6 mil por depressão.”Com isso está demonstrado que a exposição a agentes biológicos não é a razão de afastamento de empregados na área da saúde, o que possibilita a contestação dos laudos periciais”, acredita Lucineia Nucci.

Outro tema abordado no encontro do GT SSO foi a importância de o hospital diferenciar casos de pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas daqueles de isolamento de precaução padrão por contato. “O isolamento de contato exige medidas de isolamento e precaução de saúde tomadas por conta do risco de contaminação por algum vírus, infecção ou bactéria, com a finalidade de proteger os pacientes que ficam suscetíveis e vulneráveis à contaminação por outras doenças e bactérias, e não por serem portadores de doenças infectocontagiosas que necessitam de isolamento”, frisou a coordenadora do GT SSO.

Os cerca de 20 participantes do último encontro do GT SSO relataram dificuldade na gestão das perícias. “Muitos peritos desconhecem particularidades do setor, como funcionamento, áreas consideradas mais sensíveis a contato com agentes nocivos e as medidas de proteção existentes e adotadas nos estabelecimentos de saúde. Temos casos, por exemplo, que até para quem trabalha na área administrativa do hospital foi concedido adicional de insalubridade, por exigência da perícia. O GT SSO está estudando maneiras para melhorar a relação entre as empresas, o poder Judiciário, Ministério Público do Trabalho e os peritos para que sejam demonstrados os diferenciais da área da saúde”, finaliza Lucineia Nucci.

Participe dos Grupos Técnicos do SindHosp. Clique aqui e saiba mais.

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SindHosp lamenta o falecimento de Cyro Alves de Britto Filho

Morre aquele que não deixa lembranças.”

Immanuel Kant

 

O Sindicato de Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Saúde no Estado de São Paulo (SindHosp) lamenta o falecimento de uma das maiores referências da medicina e da saúde privada do Vale do Paraíba, o médico Cyro Alves de Britto Filho.

Cyro Britto

Visionário e determinado, Cyro Britto foi o articulador e fundador do primeiro hospital privado de São José dos Campos, o Hospital Policlin, que é associado ao SindHosp desde 1980. Hoje, a instituição é referência regional e símbolo de qualidade, tecnologia e atendimento humanizado. A partir de 2017, Cyro Britto passou a integrar a diretoria do Sindicato, como primeiro secretário, e atualmente exercia o cargo de conselheiro fiscal. Ele sempre acreditou ser possível oferecer mais acesso e assistência resolutiva à população. Nós, do SindHosp, inspirados pela sua ética e perseverança, continuaremos trabalhando para tornar este sonho realidade.

Aos familiares e amigos, nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade neste momento de dor e despedida.

 

SindHosp

 

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SindHosp participa de painel do HIS sobre as Parecerias Público-Privadas na saúde

O presidente do Conselho de Administração da FESAÚDE e do SindHosp, Francisco Balestrin, moderou um painel dedicado às Parcerias Público-Privadas (PPPs) no setor da saúde do Brasil a convite dos organizadores do Healthcare Innovation Show (HIS), o maior evento de tecnologia e inovação em saúde da América Latina.

O debate, que teve como tema “Parcerias Público-Privadas: em anos de prática, o que precisa inovar?” e aconteceu no palco “Saúde Privada”, contou com a presença de especialistas de diferentes áreas. Participaram do painel Patricia Vendramin, gerente de Projetos de Assistência e Saúde Digital da Responsabilidade Social do HCor e representante do PROADI-SUS, Mirocles Campos Verás Neto, presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), Igor de Carvalho Gomes, assessor técnico da Coordenação de Inovação e Aceleração Digital da APS do Ministério da Saúde, e Ana Sammarco, advogada especialista em direito público.

 

Garantias financeiras

Francisco Balestrin abriu o encontro abordando os desafios e avanços das PPPs como ferramentas para fortalecer o Sistema Único de Saúde. “As PPPs oferecem garantias financeiras e jurídicas que modelos convencionais de terceirização não oferecem”, destacou o presidente da FESAÚDE/SindHosp.

Os painelistas enfatizaram o papel central das instituições filantrópicas na atenção de alta e média complexidade, além de defenderem a necessidade de segurança contratual, sustentabilidade econômica e foco na qualidade do cuidado ao paciente para garantir o sucesso destas parcerias.

 

 

Patricia Vendramin destacou a importância das parcerias público-privadas para o fortalecimento do SUS. “O Proadi-SUS, que oferece imunidade tributária, tem sido fundamental para integrar pesquisa, assistência e inovação tecnológica, contribuindo para a melhoria dos serviços e capacitação dos profissionais de saúde”, pontuou a gerente do HCor. O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde é uma parceria entre o Ministério da Saúde e hospitais filantrópicos de excelência, criada em 2009 para fortalecer o SUS através de projetos que abrangem pesquisa, assistência, ensino, gestão e incorporação de tecnologias.

Mirocles Campos Verás Neto, presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, ressaltou o papel essencial das instituições filantrópicas no atendimento do SUS, afirmando que “mais de 60% da alta complexidade e 40% da média complexidade do SUS são realizados por essas instituições, que necessitam de segurança contratual e sustentabilidade para continuar essa missão”.

 

Foco no paciente

Já Igor de Carvalho Gomes, assessor técnico do Ministério da Saúde, enfatizou os desafios da atenção primária, destacando que “o foco deve ser a jornada do paciente, buscando uma gestão integrada e qualificada, com contratos eficientes e indicadores claros que assegurem a continuidade do cuidado e o acesso universal”.

 

 

Ana Sammarco enfatizou que uma PPP exitosa é aquela que obtém segurança jurídica, sustentabilidade econômica e paciente no centro da atenção com melhor cuidado possível. Segundo ela, os contratos de concessão que envolvem a ampliação ou construção de estruturas para o serviço público oferecem garantia firme do Estado para o investimento privado com matriz de risco estabelecida em contrato. “O problema é que a estrutura de PPP é pouco usada na saúde, muitas vezes pela dificuldade de padronização de poder conferente, ou seja, saúde municipal, estadual e federal”.

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Hospitais de São Paulo possuem protocolos para intoxicação por metanol

Uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) nos dias 2 e 3 de outubro revelou que 96% dos hospitais consultados já contam com protocolos estruturados para identificar e conduzir o tratamento de intoxicações por metanol, garantindo agilidade e segurança no atendimento aos pacientes.

“Nossos hospitais estão sempre em linha com as demandas urgentes no Estado e no país. O objetivo é mitigar os riscos sanitários e a importância de termos monitoramento e respostas rápidas”, afirma Francisco Balestrin, presidente do SindHosp.

O levantamento, feito a partir de informações de 82 hospitais, mostrou ainda que 5% das instituições — quatro hospitais — receberam pacientes com suspeita ou confirmação de intoxicação, enquanto 95% não registraram esse tipo de atendimento. A análise abrangeu unidades hospitalares da capital e Grande São Paulo (74% da amostra) e do interior e litoral (21%), permitindo avaliar tanto a incidência dos casos quanto a preparação da rede hospitalar.

Até o momento, o Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) recebeu 59 notificações de casos de intoxicação por metanol, sendo: 53 em São Paulo (11 confirmados e 42 em investigação), 5 em Pernambuco em investigação e 1 no Distrito Federal.

Nos hospitais, o tratamento envolve o uso de etanol, que faz parte do protocolo necessário para prevenir a formação de ácido fórmico, reduzindo o risco de acidose grave e insuficiência renal.

O SindHosp e a FESAÚDE divulgaram para seus representados a nota técnica conjunta produzida pelo Ministério da Saúde, que traz orientações claras e detalhadas para o atendimento clínico e notificação obrigatória dos casos de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica. O documento classifica a intoxicação por metanol como “Evento de Saúde Pública”, definindo critérios clínicos, protocolos de tratamento e procedimentos rigorosos de vigilância epidemiológica para garantir a detecção precoce, o manejo adequado dos pacientes e o controle da disseminação do problema em todo o território nacional.

Leia a nota técnica na íntegra aqui. 

 

 

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