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Ana Paula

Oswaldo Cruz recruta pacientes para pesquisa inédita no Brasil

Uma pesquisa inédita que pretende comprovar os benefícios do tratamento cirúrgico em comparação ao melhor tratamento clínico para doenças microvasculares decorrentes da diabetes tipo 2, como retinianas, renais e neuropatias, está sendo realizada no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, por meio de seu Instituto de Educação e Ciências em Saúde (IECS). Com previsão de conclusão para 2015, a investigação consiste em realizar cirurgia bariátrica em pacientes com histórico de diabetes há 15 anos ou menos com índice de massa corpórea (IMC) entre 30 e 35 kg/m2, sem obesidade mórbida, e que apresentam sintomas iniciais das doenças referidas.
 
“Vamos focar nesses tipos de complicações porque são os que registram as mais altas incidências entre diabéticos – as doenças retinianas em diabéticos, por exemplo, são a principal causa de cegueira no mundo. Além disso, podem progredir para lesões mais graves, comprometendo os grandes vasos”, explica Ricardo Cohen, investigador principal da pesquisa. A técnica utilizada será o bypass gástrico (ou Y de Roux), no qual é feito grampeamento do estômago e desvio do intestino inicial para alterar o trânsito de alimentos.
 
A expectativa é que os sintomas regridam parcial ou totalmente após o procedimento. “Se comprovada a tese, que está embasada em relatos da literatura médica, será possível vislumbrar uma mudança de política na saúde pública, já que o tratamento cirúrgico demonstrará ser mais econômico e eventualmente apresentar maior eficácia do que o clínico a longo prazo”, afirma Cohen.
 
A pesquisa está em fase de recrutamento. Os pacientes que atenderem aos critérios e tiverem interesse em participar devem entrar em contato pelo e-mail obesidade@haoc.com.br. Outra pesquisa, também realizada pelo IECS do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e coordenada por Dr. Ricardo, demonstrou o controle da Diabetes tipo 2 em pacientes com obesidade leve e sobrepeso através da intervenção metabólica. Publicado na prestigiada revista científica Diabetes Care, seus resultados apontaram que 88% dos pacientes tiveram a doença completamente revertida e 11% diminuíram o uso de medicamentos. Ambas as investigações foram aprovadas pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HAOC e pela Comissão Científica do IECS.
 

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FEHOESP e IEPAS inauguram suas novas instalações

As diretorias da FEHOESP e do IEPAS inauguraram oficialmente, no dia 15 de julho, suas novas instalações físicas. Para isso, foi promovido um coquetel que reuniu os colaboradores das duas entidades e do SINDHOSP, além de outros convidados.

Na ocasião, o presidente da FEHOESP, Yussif Ali Mere Junior, falou aos presentes e agradeceu o empenho dos envolvidos na concretização da ação. O diretor da Federação, Luiz Fernando Ferrari Neto, também destacou o empenho do grupo de colaboradores que auxiliou na obra e as empresas envolvidas no projeto. “É um trabalho árduo, mas que está se concretizando hoje”, afirmou.

Ferrari também representou e leu o discurso do presidente do Instituto de Ensino e Pesquisa na Área da Saúde – IEPAS, José Carlos Barbério, cuja entidade também inaugurou seu novo espaço. “Nesta nova casa que me emprestam o SINDHOSP e a FEHOESP para assentar condignamente o IEPAS devo, inicialmente, recordar o nome de Dante Ancona Montagnana, por obra de quem o Instituto nasceu de sua vontade e determinação, em 2011. Dante honrou-me com a indicação de meu nome para sua direção, oferecendo-me a liberdade de construí-lo, prestigiá-lo e fazê-lo prosperar”, lembrou Barbério.

As novas sedes da FEHOESP e do IEPAS ocupam um andar no mesmo prédio em que já funcionavam a Federação e o SINDHOSP, com uma área total de 446 m². Com isso, as duas entidades avançam na modernização de sua estrutura, melhorando sua atuação representativa no setor.

Fonte: Comunicação FEHOESP
 

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Hospital Leforte investe nas subespecialidades

O Hospital Leforte, localizado na região do Morumbi, possui um dos mais completos centros de Ortopedia e Traumatologia da cidade . Com foco na assistência à vitimas de lesões ortopédicas e pacientes politraumatizados, o hospital conta com uma equipe médica integrada e o atendimento vai desde Pronto Socorro até Alta Complexidade, através de consultas ambulatoriais e exames, como ressonância magnética, ultrassonografia, tomografia computadorizada, radiografia entre outros.
 
O corpo clínico de Ortopedia e Traumatologia é coordenado pelo ortopedista especializado em coluna e quadril Dr. Maurício de Moraes, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo FMUSP, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e Mestre em Ciências da Saúde. "As duas frentes do Centro, tanto o Pronto Socorro quanto o Ambulatório, somam cerca de 2.000 atendimentos por mês”, diz Dr. Mauricio de Moraes. Dentro do time de médicos multidisciplinares, o Dr. Fabrício Ueno atende no núcleo de coluna, o Dr. Dário Putini no núcleo de pé e tornozelo, Dr. Henrique Soutello no núcleo de ombro, Dr. Samuel Cho no núcleo de joelho e o Dr. Eduardo Gasparotti no núcleo de mão.
 

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País ainda tem falhas nos serviços antiaids

Se o programa brasileiro de tratamento gratuito contra a aids é referência no mundo todo, a rede de prevenção à doença e assistência aos pacientes ainda enfrenta falhas. Levantamento inédito feito pelo Estado com base em informações do site do Ministério da Saúde mostra que a distribuição das unidades de saúde especializadas em prevenção e tratamento da aids é extremamente desigual nas diferentes regiões do País.
 
As discrepâncias podem ter tido peso importante no aumento dos novos casos de HIV registrados no País nos últimos anos. A alta nos registros, revelada em relatório das Nações Unidas divulgado na semana passada, vai na contramão da tendência mundial de queda. Enquanto o País viu o número de novos casos crescer 11% entre 2005 e 2013, o mundo reduziu a taxa em 27% no mesmo período.
 
As piores situações são encontradas nos Estados do Norte e Nordeste, exatamente onde as taxas de novas infecções por HIV mais cresceram nos últimos anos. A rede pública oferece dois serviços: os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), voltados para prevenção e diagnóstico, e os Serviços de Assistência Especializada em DST/aids (SAEs), que oferecem também tratamento.
 
Enquanto Santa Catarina tem 57 centros especializados – um para cada 116 mil habitantes -, o Piauí, Estado com o pior diagnóstico, tem apenas um SAE para seus mais de 3,1 milhões de cidadãos. Outros cinco Estados têm apenas um SAE, o que dificulta o acesso dos moradores do interior ao serviço, geralmente localizado nas capitais. Estão nessa situação Sergipe, Rondônia, Acre, Amapá e Roraima.
 
A desigualdade está também na distribuição dos CTAs. Com quase 9 milhões de habitantes, o Ceará tem três centros, pior situação entre os Estados que tiveram os dados registrados no site do governo federal. No Rio Grande do Norte, são dois CTAs para 3,3 milhões de pessoas.
 
Dados do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, de dezembro, mostram que, enquanto as Regiões Sudeste e Sul apresentaram queda de 18,6% e 0,3%, respectivamente, nas taxas de detecção do HIV entre 2003 e 2012, Norte, Nordeste e Centro-Oeste viram o número de casos subir 92,7%, 62,6% e 6%, respectivamente.
 
Insuficiente. Para o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto Emílio Ribas, o número insuficiente de serviços especializados dificulta a detecção e o tratamento da doença. "Se o paciente tem de se deslocar 300, 400 quilômetros para se tratar, ele tem mais risco de banalizar o tratamento. Se um dia está se sentindo bem, deixa de ir ao médico. E isso não é ruim somente porque ele passa a ter mais chance de adoecer, mas porque, sem fazer o tratamento corretamente, a carga viral aumenta e o risco de ele transmitir o vírus para outras pessoas é maior", diz ele.
 
Questionado sobre as desigualdades regionais, o Ministério da Saúde informou que, desde o ano passado, orienta Estados e municípios a descentralizarem sua rede de atendimento e oferecer prevenção e assistência a pacientes com aids nas Unidades Básicas de Saúde.
 
A pasta afirmou também que realizou, entre 2012 e 2013, fóruns em todas as regiões brasileiras para discutir, com a sociedade civil, especialistas e gestores, os principais problemas e propostas para a melhoria do serviço em cada localidade.
 
Erro. Para Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum ONGs/aids do Estado de São Paulo, a proposta de descentralizar o atendimento nas unidades de atenção básica é um erro. "O que precisamos é exatamente o contrário: o fortalecimento dos serviços especializados, com pessoal capacitado", diz ele.
 

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Congressos da Abramge discutem desafios da saúde suplementar

Com o objetivo de criar um ambiente em que empresários e executivos da saúde suplementar possam compartilhar seus conhecimentos e expertises, a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) e o Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (Sinog) promovem, nos dias 4 e 5 de setembro, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, o 19º Congresso Abramge e o 10º Congresso Sinog. 
 
Tendo como tema central Mercado da Saúde Suplementar: suas expectativas, tendências, desafios e perspectivas, os eventos contarão com a presença de nomes como Ricardo Amorim, debatedor do programa Manhattan Connection, da Globo News, e colunista na revista IstoÉ; Álvaro Nagib Atalah, diretor do Centro Cochrane do Brasil, professor titular e chefe da disciplina Medicina de Urgência e Medicina Baseada em Evidências da Unifesp/EPM; e André Longo, presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
 
Inscrições pelo site www.abramge.com.br. Mais informações pelo telefone: (11) 3289-7511 ou e-mail imprensa@abramge.com.br.

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Reprodução humana é tema de congresso de fisiologia

A cidade de São Paulo será sede de um dos maiores eventos multidisciplinares de atualização na área médica.
 
Estarão reunidos num só lugar alguns dos principais nomes do cenário nacional formado por especialistas que trabalham com Ciência da Longevidade e Fisiologia Humana.
 
Composto pelo Congresso Brasileiro de Fisiologia Hormonal e Longevidade, III Workshop de Nutrição Bioquímico-Fisiológica e o I Encontro Brasileiro de Longevidade e Qualidade de Vida da SOBRAF, o evento deve reunir em torno de 600 participantes de todo o Brasil.
 
Realizado em parceria com o Grupo Longevidade Saudável – Entidade de Educação Médica Continuada – que já formou cerca de 2,1 mil médicos no País, o encontro acontece na AMCHAM Câmara Americana de Comércio, na capital paulista, nos dias 10 e 11 de outubro/14.
 
Este evento já é hoje considerado um dos mais importantes no mundo, em termos de difusão de conhecimento na área de Fisiologia Hormonal e Medicina Preventiva, não só em função da alta relevância dos temas apresentados, mas também por reunir palestrantes do mais alto gabarito, com reconhecimento e qualificação científica.
 
Para informações sobre o evento, acesse www.longevidadesaudavel.com.br/8congresso

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Capacitação para médicos e residentes anestesistas tem programação reformulada

Como parte do seu novo Projeto de Ensino 2014/2015, a Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo (SAESP) inicia neste mês de julho o PEC SAESP: MEs e Residentes.
 
O Programa de Educação Continuada é direcionado a Médicos em Especialização dos Centros de Ensino e Treinamento (CET) da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), além de Residentes do Programa de Residência Médica (PRM).
 
Resultado de parceria com alguns dos principais hospitais de São Paulo, o programa de educação continuada da SAESP dispõe de 15 aulas que foram divididas em três etapas ao longo de um ano e meio.
 
A primeira – na qual serão realizadas as cinco primeiras aulas -, será realizada no Anfiteatro do Hospital Sírio Libanês e terá início no dia 30 de julho (quarta-feira).
 
Em 2015, as outras 10 aulas que compõe o PEC SAESP: MEs e Residentes serão ministradas nos hospitais Alemão Oswaldo Cruz (1º semestre) e Hospital do Coração – HCor (2º semestre com as últimas).
 
O curso poderá ser feito presencialmente ou pelo site da SAESP, que fará transmissão on-line.
O Programa é gratuito, inclusive para os não associados, mas o número de vagas presenciais é limitado.
 
Para participar o médico anestesista deverá fazer sua inscrição no site da SAESP (www.saesp.org.br).
 
“Queremos oferecer o que há de mais próximo da nossa realidade e por isso desenvolvemos uma proposta de ensino eficiente que une novos conhecimentos com aplicabilidade. Vamos promover uma aula/encontro uma vez por mês com a apresentação e discussão de um caso clínico e posteriormente a aplicação de simulados cujos resultados serão enviados aos participantes, um teste de progresso”, explica o presidente da SAESP, Enis Donizetti Silva.
 

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Presidente do SINDHOSP participa de Movimento pela Ética na Saúde

Pensar um setor saúde com ética, práticas saudáveis e condutas morais. Este é o objetivo da campanha "Movimento pela Ética na Saúde", idealizado pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Confederação Nacional de Saúde (CNS) e a Revista Diagnóstico, com o apoio do Instituto Ethos, na qual o presidente do SINDHOSP e da FEHOESP, Yussif Ali Mere Jr, também faz parte. "Não poderíamos ficar de fora de uma luta como essa. A ética na saúde é um papel de todos nós e sempre defenderemos essa bandeira".
 
Em novembro, durante a realização do Brasil Compliance Healthcare  –  maior evento sobre compliance do mercado de saúde brasileiro – será assinado o  Pacto pela Ética na Saúde, um documento que ratifica o comprometimento do setor médico hospitalar brasileiro com a campanha. Todas as entidades signatárias do documento vão ter o apoio do Ethos para fazer da conduta moral parte integrante de suas rotinas de governança corporativa. Na oportunidade, a Anahp vai lançar oficialmente o seu Código de Conduta para o mercado. O documento vai nortear, entre outras diretrizes, a relação de seus associados com o trade de saúde, sob o ponto de vista de compliance.

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Imposto de Renda não pode incidir sobre férias indenizadas

Por terem natureza indenizatória, as verbas referentes a férias que não forem pagas durante o contrato de trabalho não constituem a base de cálculo do imposto de renda, uma vez que não representam acréscimo patrimonial. Este foi o entendimento da Oitava Turma do Tribunal Superior do trabalho (TST) ao julgar recurso de uma economista da Procter & Gamble do Brasil S. A. A empresa terá, agora, de restituir os valores indevidamente descontados.
 
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), ao examinar o caso, considerou que a empresa agiu de maneira correta ao obedecer à Instrução Normativa 15/2001 da Receita Federal, que estabelece, em seu artigo 11, que as férias indenizadas integram a base de cálculo do imposto de renda. Para o Regional, eventual discussão sobre o cabimento ou não da instrução normativa em face das normas legais e constitucionais sobre a matéria deve se dar "por meio de ação própria proposta junto ao juízo competente".
 
Em recurso de revista ao TST, no entanto, a economista defendeu que a Justiça do Trabalho seria competente para dirimir a controvérsia, uma vez que esta decorre da relação de trabalho. Argumentou ainda que a parcela em debate tem por objetivo reparar o direito ao gozo das férias não concedidas ao trabalhador, e, portanto, possui natureza indenizatória, enquanto o imposto de renda deve ser calculado apenas sobre renda ou proventos que gerem acréscimo patrimonial. 
 
A relatora do processo no TST, ministra Dora Maria da Costa, observou que o Código Tributário Nacional estabelece, em seu artigo 43, que "o imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica". Dessa forma, como as verbas indenizatórias têm por finalidade a reconstituição, e não acréscimo, do patrimônio do trabalhador, não haveria de ser contabilizada na base de cálculo do imposto de renda.  
 
A decisão foi unânime.
 
 
 

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Empregada que apresentou lesões anteriores como sendo causadas pelo trabalho é condenada por má fé

A 8ª Turma do TRT-MG manteve entendimento adotado em 1º Grau de que a empregada agiu de má fé ao omitir que o acidente de trânsito sofrido meses antes é que foi o verdadeiro causador das lesões que ela apresentou como sendo originadas por acidente de trabalho. A intenção era obter da empregadora indenização por danos morais e materiais, como se tratasse das consequências de um acidente de trabalho.
 
Conforme constatou o juiz convocado José Marlon de Freitas, relator do recurso interposto pela reclamante, a empregada havia sofrido acidente de trânsito (atropelamento), meses antes de sua admissão na ré. Foi esse acidente que ocasionou as lesões na bacia e na região pélvica da trabalhadora e, em razão delas, a empregada já tem ajuizadas duas ações na Justiça Comum. Entretanto, ela não informou no processo a ocorrência do sinistro, preferindo atribuir suas lesões a um suposto acidente do trabalho, violando o dever de lealdade no processo.
 
No entender do magistrado, "o fato de não ter a reclamante nem sequer mencionado em sua petição inicial o acidente de trânsito por ela sofrido em 2011 atrai a constatação de que agiu de má-fé". Ele observou, ainda, que "toda a sua argumentação inicial leva a crer que estava saudável e sem qualquer problema de saúde até o momento do alegado acidente de trabalho, quando passou a sentir fortes dores pélvicas."
 
De acordo com o juiz convocado, a reclamante só admitiu ter sido vítima de acidente de trânsito depois que a ré apresentou os documentos referentes às ações ajuizadas na Justiça Comum. Essa conduta, segundo ponderou, configura a litigação de má-fé, diante do nítido intuito de transferir para a empresa a responsabilidade por lesões decorrentes de acidente de trânsito.
 
Além disso, ainda segundo o magistrado, essa intenção também se evidenciou no fato de ex-empregada não ter contestado as conclusões a que chegou o perito oficial, de que não há nexo de causalidade entre as dores relatadas e a atividade laboral cumprida pela empregada no período em que trabalhou para a reclamada. "A parte tem o direito de submeter ao Poder Judiciário, na forma do art. 5º, XXXV, da CRFB, as questões de seu interesse, a fim de obter provimento que solucione a lide existente. No entanto, o exercício desse direito não autoriza a reclamante a omitir circunstâncias que, flagrantemente, influenciam na resolução da matéria objeto de análise. Não se está a exigir que a parte produza prova contra seus próprios interesses, mas sim que seja revelada toda a verdade acerca dos fatos pertinentes", pontuou o julgador.
 
Comprovada a má-fé, o relator, com base no disposto nos arts. 17, II, e 18, caput, do CPC, manteve a condenação da empregada ao pagamento da multa por litigação de má fé. Apenas foi dado provimento ao recurso da empregada para reduzir o percentual da multa de 5% para 1% sobre o valor da causa.
 
(0000051-60.2013.5.03.0094 ED)
 
 

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