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Ana Paula

Saúde abre consulta pública para tratamento de HIV

A Secretaria de Vigilância em Saúde lançou, em 7 de fevereiro, consulta pública para tratamento da infecção pelo vírus HIV em crianças e adolescentes. A consulta ficará disponível no site do Ministério da Saúde por 30 dias. A ideia do Ministério é que todos possam contribuir para o aperfeiçoamento do tratamento do vírus.
 
As sugestões enviadas deverão estar devidamente fundamentadas em estudos clínicos realizados no Brasil ou no exterior, inclusive com material científico que dê suporte às proposições. Os arquivos dos textos e das fontes bibliográficas devem, se possível, ser enviados como anexos.
 
O Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e Hepatites Virais, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, vai coordenar a avaliação das proposições recebidas e a elaboração da versão final consolidada do "Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes", para fins de posterior aprovação, publicação e entrada em vigor em todo o território nacional.
 
Clique aqui para acessar a consulta.

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Paulistas que forem a PE e CE devem tomar antes vacina contra o sarampo

A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo decidiu fazer um alerta à população paulista que pretende viajar para os Estados de Pernambuco e Ceará, no Nordeste, para que tomem a vacina contra o sarampo. O ideal é que a imunização ocorra 10 dias antes da viagem. Os dois estados vêm registrando casos da doença neste ano.
 
A vacina tríplice viral, que está disponível gratuitamente no SUS (Sistema Único de Saúde), é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba.
 
Em 2013, a doença esteve presente em diferentes regiões do mundo, resultando em óbitos no Paquistão e Nigéria, e milhares de casos na China, Turquia, Rússia, Georgia, Gabão, e no Reino Unido. Os Estados Unidos registraram surtos em três estados, relacionados à importação do vírus da Índia e Reino Unido.
 
No Estado de São Paulo foram registrados cinco casos de sarampo em 2013, todos vinculados à importação de outros países. Mas desde 2.000 o Estado não registra circulação endêmica do vírus.
 
Segundo Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria, os casos de sarampo são mais comuns durante a infância, mas na idade adulta e em crianças menores de um ano de vida os riscos de complicações pelo vírus costumam ser maiores.
"A vacina ainda é a forma mais segura de prevenção", assegura Boulos.
 
Pelo calendário do SUS, a primeira dose da vacina deve ser aplicada aos 12 meses de idade e a segunda, entre quatro e seis anos. Para os adultos não imunizados, a vacina também está disponível e é indicada para os nascidos a partir de 1960.
 
O sarampo é uma doença de natureza viral altamente contagiosa. Sua transmissão ocorre através do contato com uma pessoa infectada ao falar, tossir ou espirrar. Também têm sido observados alguns casos de contagio por dispersão de gotículas em ambientes fechados, como por exemplo, escolas, clínicas médicas e creches. As pessoas que viajaram ao exterior nos últimos 30 dias ou tiveram contato no mesmo período com alguém que viajou devem ficar atentas quanto aos sintomas da doença.
 
A doença geralmente se manifesta de forma mais acentuada nos primeiros dias após o contágio e os principais indícios do vírus são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e aparecimento inflamações avermelhadas na pele. Ao perceber os sintomas, o indivíduo deve procurar imediatamente atendimento médico.

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Segundo a Folha de S. Paulo, país vive “apagão” de tratamento em transtornos mentais

Reportagem da Folha de S. Paulo denuncia o que o SINDHOSP, por meio de seu departamento de Saúde Mental, vem denunciando há anos: há cada vez menos leitos para tratamento psiquiátrico, e a rede ambulatorial está sucateada. 
 
Leia a reportagem:
 
(Por Cláudia Collucci)
 
Treze anos após a aprovação da lei que deu início à reforma psiquiátrica, que prioriza o atendimento comunitário em detrimento das internações, o país vive um "apagão" nos cuidados aos doentes com transtornos mentais.
 
Hoje há cerca de 27 mil leitos psiquiátricos, sendo 20 mil ocupados por doentes crônicos. Segundo projeções, seriam necessários 70 mil leitos para atender a atual demanda de doentes mentais.
 
Na década de 90, o país tinha 200 mil leitos. Mas a realidade era cruel. Os pacientes viviam em manicômios, longe do convívio familiar e social.
 
Com a reforma psiquiátrica, esses locais foram sendo fechados, mas o país ainda não conseguiu criar uma rede eficiente de atenção à saúde mental que garanta, por exemplo, consultas e tratamento com psiquiatras e psicólogos no SUS e leitos para situações de emergência.
 
O debate reaqueceu nos últimos dias com a posse do novo ministro da Saúde, Arthur Chioro, conhecido militante da luta antimanicomial e que já se posicionou contra os hospitais psiquiátricos. O temor dos médicos é que haja ainda mais cortes de leitos.
 
Segundo o Ministério da Saúde, as posições de Chioro estão em acordo com a atual política de saúde mental (leia texto nesta página).
 
O vácuo assistencial pode ser visto nas emergências dos hospitais gerais e psiquiátricos, para onde vão doentes agudos (em surto psicótico).
 
"Ficam ali agitados, circulando no meio de outros pacientes, até surgir uma vaga de internação", conta o psiquiatra Rodrigo Bressan, que coordena o programa de esquizofrenia da Universidade Federal de São Paulo.
 
Os doentes menos graves, após estabilizados com remédios, têm alta e orientação para procurar ambulatórios ou os Caps (Centros de Atenção Psicossocial). Mas como não encontram vagas ou não aderem ao tratamento, surtam e voltam aos prontos-socorros.
 
"É uma porta giratória. Entram, saem e voltam em pior situação. Ninguém quer o que existia antes, mas a realidade hoje também é cruel", afirma o psiquiatra Quirino Cordeiro Júnior, chefe do departamento de psiquiatria da Santa Casa de São Paulo.
 
Superlotação
A Santa Casa gerencia dois dos maiores prontos-socorros psiquiátricos do país, que, juntos, atendem cerca de 2.000 pacientes por mês.
 
"Estão sempre superlotados, trabalhamos com o triplo da capacidade", conta.
 
Segundo ele, muitos casos simples (renovação de receita, por exemplo) sobrecarregam os PSs e poderiam ser atendidos na rede básica, se houvesse estrutura. Uma consulta com psiquiatra no SUS chega a demorar um ano.
 
"Os Caps são muito importantes, mas estão sendo negligenciados. São poucas unidades, poucos profissionais e uma estrutura física precária", diz o promotor público Luiz Roberto Faggioni, que já instaurou inquérito civil para apurar as irregularidades.
 
A situação de caos não é exclusiva de São Paulo e se repete em todo o país, segundo Antonio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.
 
"Hoje não temos leitos, não temos consultas, não temos nada. É um apagão. Em vez de fechar os hospitais psiquiátricos, o governo deveria qualificá-los e readequá-los."
 
Ele defende um sistema em rede, com atendimento primário, secundário e terciário –como prevê, no papel, a atual política.
 

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Médicos estão preocupados com falta de doadores de fígado

A carência de doadores de fígado no Brasil é preocupante. O alerta é de médicos especialistas e dos próprios transplantados. Eles apontam que o país conta com número muito abaixo do ideal para suprir a demanda de transplantes de doadores não vivos em adultos. 
 
De acordo com o membro do corpo clínico do Serviço de Transplante de Órgãos e Cirurgia de Fígado do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Wellington Andraus, apenas 35% dos transplantes de fígado necessários são feitos no país.
 
“Uma estimativa da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos aponta que seriam necessários 25 transplantes por milhão de habitantes por ano no Brasil e conseguimos apenas 8 transplantes por 1 milhão de habitantes por ano. Apenas um terço dos transplantes são efetuados, os outros, 65% das pessoas que precisam deste procedimento morrem na fila”, lamentou ele.
 
Segundo o médico a situação é ainda mais grave em São Paulo, onde há maior fila de pacientes na lista de espera do país, em números relativos e absolutos. Ele ressaltou que a escala Meld-Modelo para Doença Hepática Terminal – que pontua a gravidade da doença hepática crônica, em pacientes hospitalizados em São Paulo está entre 32 e 33 [83% de mortalidade]. “Em países como os Estados Unidos e os da Europa essa escala está em torno de 20 [76% de mortalidade].
 
O problema prosseguiu o cirurgião é multifatorial, como carência de serviços de saúde em regiões pobres do país, precariedade do sistema de saúde em alguns hospitais, entre outros.
 
Existem duas modalidades possíveis para transplante hepático: doadores falecidos por morte encefálica e intervivos (família ou aparentados compatíveis que doam para o paciente com fígado doente). Andraus explicou que o ideal é que não seja necessária a doação de intervivos, para evitar risco cirúrgico para as pessoas saudáveis.
 
“A estimativa é que ocorrem 50 a 60 mortes encefálicas por milhão de habitantes por ano. Se conseguíssemos 25, já estaríamos atendendo às nossas necessidades”, comentou ele ao admitir que praticamente nenhum país tem autossuficiência em doadores. “Só que aqui essa relação está muito pior do que a de outros países, inclusive, da América do Sul”, explicou.
 
Ele reconhece o esforço do Ministério da Saúde em descentralizar a captação dos órgãos e treinar cirurgião, mas acredita que um dos gargalos é a falta de campanhas dentro da própria área de saúde para que os médicos e enfermeiros notifiquem potenciais doadores.
 
A colaboradora da Associação Brasileira dos Transplantados de Fígado e Portadores de Doenças Hepáticas (Transpática) e coordenadora de casa de apoio de transplante em São Paulo, Andrea Teixeira Soares acredita que é possível melhorar mais a captação dos órgãos de doadores com morte encefálica.
 
“A maioria dos hospitais tem pouca estrutura. Muitas vezes, falta leito para manter o doador que já está em morte cerebral, falta incentivar as equipes a notificarem, pois muitos doadores morrem sem serem notificados”, comentou ela que é transplantada há 14 anos e precisou esperar dois anos na fila por um novo fígado.
 
“A espera é muito angustiante. Assim como eu, havia várias pessoas no ambulatório à espera de transplante. Quando um deles falecia era um baque para todos os outros, a gente se perguntava se conseguiria chegar a nossa vez. É uma fase de bastante insegurança. Mas não temos outra alternativa senão aguardar”, comentou.
 
Andrea Soares ressaltou a importância das campanhas de conscientização.“Não bastam campanhas pontuais, na época da semana de doação de órgãos em setembro, são necessárias campanhas constantes que esclareçam às famílias como é o processo de doação e explicar que a morte encefálica é irreversível”, disse.
 
“Muitas famílias recusam-se a doar os órgãos do parente morto por não compreenderem o que é morte cerebral e acreditarem que enquanto o coração bater a pessoa continuará viva e irá se recuperar”, acrescentou.
 
Apesar dos desafios enfrentados no país, ela acredita que a situação da fila de transplantes melhorou muito nos últimos anos e elogiou a mudança do critério cronológico para o de gravidade a partir de 2006.
 
“Na época em que fiz o transplante, o critério era cronológico e muitas vezes aquele que estava no princípio da fila estava melhor do que o paciente que ocupava o último lugar e, provavelmente, essa pessoa acabava falecendo. Agora está um pouco mais igualitário,” opinou ela. “Mas nenhum critério será suficientemente justo”, ponderou. 
 
Os problemas mais comuns com o fígado que acabam gerando a necessidade do transplante no Brasil são ocasionados predominantemente pelo vírus C, responsável por alto índice de cirrose, além do álcool, hepatites autoimunes, gordura no fígado, entre outras causas.
 
Até o fechamento desta matéria, o Ministério da Saúde não havia se pronunciado sobre a situação da fila de transplantes de fígado no país.
 
 
 

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Médico alerta para possível aumento de sarampo e DSTs durante a Copa

O Brasil sediará um dos maiores eventos esportivos mundiais este ano, a Copa do Mundo.  Isso significa que milhares de estrangeiros chegarão ao país e trarão, com eles, vírus e bactérias comuns em suas regiões. Além disso, o evento também vai aumentar a movimentação dos próprios brasileiros de um Estado para outro. Para piorar, no inverno as pessoas tendem a fechar mais as janelas, facilitando a proliferação de micro-organismos.
 
O infectologista Jessé Reis Alves, responsável pelo Check-up do Viajante do Fleury Medicina e Saúde, ressalta que vamos importar e exportar doenças infecciosas. "Não falo apenas dos estrangeiros que chegarão, mas dos brasileiros que irão se locomover para acompanhar os jogos. O turista de fora vem alertado, já o brasileiro,muitas vezes, se esquece que em algumas áreas do país existe risco de febre amarela e malária, por exemplo".
 
Quando pensamos em eventos de massa como a Copa do Mundo, pensamos também num possível potencial de disseminação de doenças. Não quero difundir o pânico, mas alertar para esse problema", afirma o infectologista. 
 
Para evitar problemas, o médico recomenda alguns cuidados, desde ficar atento ao local onde se vai comer até estar em dia com as vacinas para casos de surtos que podem vir de outros Estados e de outros países. Além disso, como o período é propício para se contrair gripe e resfriado, é importante lavar as mãos com mais frequência. 
 
As recomendações são para todos, mas especialmente para o público que terá um contato mais direto com os turistas, como motoristas de táxis, funcionários de hotéis, restaurantes e pousadas, além de pessoas que trabalharão nos estádios e na organização do evento, por exemplo.
 
O infectologista dá o exemplo de torcedores que irão assistir aos jogos em Manaus e aproveitar para conhecer a floresta. Além de usar repelentes,é preciso vacinar-se até dez dias antes da viagem. Vale ressaltar que gestantes, bebês com menos de seis meses e pacientes com doenças que diminuem a imunidade não podem receber a vacina. O mapa com as localidades para as quais a vacina contra febre amarela é recomendada pode ser encontrado no site do Ministério da Saúde. 
 
Hepatite e sarampo
 
A hepatite A, transmitida por água e alimentos contaminados, é frequente entre turistas em certas regiões do país. Outra doença que chama a atenção é o sarampo – nas últimas edições do evento (na África do Sul, em 2010, e na Alemanha, em 2006) registrou-se aumento no número de casos da doença. Isso significa que após a Copa que será realizada no Brasil pode ocorrer também. E a doença tende a ser mais grave no adulto.
 
Recentemente, foram divulgados dez casos de sarampo em Fortaleza. Quase sempre, estão relacionados a pessoas que viajaram para outros países. O vírus do sarampo do genótipo D8 é um tipo viral que está circulando em países como Inglaterra, Estados Unidos, Canadá e China, onde há uma elevada incidência da doença.
 
"O sarampo está bem controlado no Brasil, mas na Europa continua sendo um problema sério.  A vacina é dada geralmente aos nove meses de idade e a segunda dose aos 15, porém, muitos só tomam a primeira. Por isso, prevenir-se é fundamental", ressalta Alves.
 
Ele lembra que, de acordo com as recomendações da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, todo adulto nascido após 1960 deve ter a vacina atualizada, caso não haja registro prévio dessa vacina em suas carteirinhas ou, o que é mais frequente, caso a pessoa não tenha mais nenhuma carteirinha vacinal. 
 
A vacina está disponível no serviço público. Quem tomar pela primeira vez pode ter um quadro parecido com aquele que algumas pessoas apresentam após a vacina da gripe: quadro febril, mal-estar, mas algo bem leve. "É uma vacina que recomendo que as pessoas tomem independente da Copa", aconselha.
 
DSTs
 
Não há como negar que o evento também vai estimular o turismo sexual. O infectologista adverte que, na página do Ministério do Turismo, há uma pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas) com 4.000 torcedores que aponta este perfil: maioria de público masculino,  na faixa etária entre 25 e 50 anos e que viaja sozinho.
 
"A exposição sexual é maior e é algo que tem de ser pensado. No caso da hepatite B, há vacinas, inclusive gratuitas. Para as demais doenças, o ideal é mesmo o uso de preservativo", aconselha.
 
Desconhecida no Brasil
 
Um arbovírus, do gênero Alphavirus (Togaviridae), é transmitido aos seres humanos pelos mosquitos do gênero Aedes, os mesmos da dengue, causando uma doença batizada de Chikungunya. O nome refere-se a "aqueles que se dobram", em swahili, um dos idiomas da Tanzânia, região onde os primeiros casos surgiram.
 
Com sintomas semelhantes aos da dengue, a Chikungunya manifesta-se com uma fase febril aguda que dura apenas dois a cinco dias, seguida de uma doença prolongada que afeta as articulações das extremidades. Uma parte dos infectados pode desenvolver a forma crônica, com a permanência dos sintomas, que podem durar entre seis meses e um ano.
 
"Este vírus está bastante presente na Ásia e apareceu com força no Caribe. Já tivemos casos no Brasil, pessoas que viajaram e voltaram com a doença. Corremos riscos de importar a Chikungunya se recebermos pessoas infectadas. Ela lembra a dengue, mas é uma doença mais arrastada e debilitante. Por se parecerem muito, isso preocupa, pois os profissionais da saúde podem confundir as duas", alerta o infectologista.

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Com o calor, atendimentos por problemas respiratórios em SP crescem 30%

As altas temperaturas registradas neste começo de ano e a baixa umidade relativa do ar são responsáveis pelo aumento de cerca de 30% nos atendimentos decorrentes de problemas respiratórios, tanto nas unidades públicas de saúde municipais quanto nas estaduais. O calor, somado ao ar seco, pode provocar ressecamento de mucosas do nariz, da garganta e de pele, além de tosse e infecções respiratórias.
 
Nesse cenário, os olhos podem ficar irritados, com ardência, vermelhidão, coceira ou conjuntivite alérgica, explica a pneumologista Maria Cristina Machado, responsável pelo setor de doenças respiratórias crônicas da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. O clima seco causa problemas também para pessoas que sofrem de doenças preexistentes, como asmas, bronquite, rinite, doença pulmonar obstrutiva crônica, conhecida como enfisema pulmonar.
 
"No caso dos adultos que têm doença pulmonar obstrutiva crônica, quando o tempo esquenta e a umidade fica baixa, o paciente pode entrar em crise. Mesmo as formas mais leves são desconfortáveis. Normalmente, nas unidades de saúde, o que é feito é um raio X de tórax e um exame do nível de oxigênio. Nas crianças também é feito esse procedimento. A medicação varia, muitas vezes se faz inalação, e se prescreve um anti-inflamatório ou antialérgico."
 
Entre as orientações para amenizar esses sintomas estão evitar exercícios moderados e intensos; beber maior quantidade de líquidos, principalmente se for criança ou idoso ou se costuma ficar em locais com ar-condicionado; não ficar em aglomerações; manter arejados os ambientes internos da casa e do trabalho.
 
Além disso, é recomendado não tomar banho com água muito quente, para evitar o ressecamento da pele, e usar creme hidratante e protetor labial.
 
"Quem puder deve evitar sair de casa no período mais quente do dia, entre às 10h e às 16h, mas se isso não for possível o ideal é usar roupas leves, sempre ter uma garrafa de água para beber, soro fisiológico para borrifar nas narinas e colírio para os olhos. Em casa, vale colocar uma bacia com água ou toalhas molhadas no local onde a pessoa mais fica, e usar panos úmidos para a limpeza. Para evitar as alergias, o ideal é retirar cortinas e carpetes nesse período", disse.
 
De acordo com o meteorologista Franco Villela, do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), nesta época do ano o esperado é que venham ventos da região amazônica para o Sudeste, mas um sistema de alta pressão está impedindo o deslocamento. "Os ventos que tipicamente sopram para cá não estão ocorrendo e acabam soprando mais para o oeste, para a Bolívia". O sistema de alta pressão é uma região em que o ar fica mais pesado e forma uma espécie de bloqueio para os ventos.
 

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Câmara aprova PEC que permite a médicos militares atuarem no SUS

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite aos médicos militares acumularem dois cargos públicos. A matéria foi votada em dois turnos e segue para promulgação, que deverá ocorrer em sessão solene futuramente.
 
O texto permite aos militares da ativa que tomarem posse de cargos públicos civis não eletivos temporariamente permaneçam agregados aos quadros das Forças Armadas com o tempo de serviço contando para promoção por antiguidade e transferência para a reserva. Aqueles que decidirem assumir os cargos civis permanentemente serão transferidos automaticamente para a reserva.
 
Com isso, fica permitido a esses médicos atenderem pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em regiões de fronteira onde estejam prestando serviço, por exemplo. Eles também ficam liberados para atender em rede particular, o que deve evitar a evasão das Forças Armadas.
 
A proposta, que já foi aprovada no Senado no ano passado, pretende contribuir para os esforços do governo federal de levar médicos para regiões distantes e isoladas do país. A matéria foi aprovada com 374 votos favoráveis e nenhum contrário.

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SP: homens poderão fazer check-up em fim de semana

Os ambulatórios da rede estadual de saúde de São Paulo abrirão também aos sábados e domingos para receber homens a partir dos 50 anos interessados em realizar um check-up. O programa, que deverá ser iniciado após o carnaval.
 
— Os ambulatórios farão esses atendimentos sem agendamento para não competir com a demanda do dia. A ideia é estimular os filhos a levar seus pais para fazer o check-up.
 
O anúncio foi feito no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, durante lançamento do programa que permitirá que as mulheres de 50 a 69 anos façam mamografia sem pedido médico em 300 unidades de saúde da rede.

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Mulheres poderão fazer mamografia sem pedido médico a partir do dia 17

Mulheres com idades entre 50 a 69 anos poderão fazer exames de mamografia em mais de 300 unidades de saúde da rede estadual de São Paulo sem pedido médico a partir do dia 17 deste mês. Os exames estarão disponíveis em hospitais, Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) e clínicas conveniadas.
 
Neste primeiro ano, serão atendidas mulheres nascidas em anos par. Mulheres nascidas em janeiro e fevereiro poderão fazer o agendamento procurando a Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde, sistema Cross.
 
A partir de março, mulheres nascidas neste mês poderão ligar. Mulheres que nasceram em ano impar, mas que estão há mais de dois anos sem fazer o exame de mamografia, também poderão fazer o pedido em 2014. A divisão é feita com base na indicação médica de que a mamografia seja feita a cada dois anos.
 
O anúncio da iniciativa foi feito na manhã desta quarta-feira (5) pelo governador Geraldo Alckmin. “A mamografia é uma vacina e vai propiciar a detecção precoce e seu respectivo tratamento”, disse.
 
A ação faz parte do programa “Mulheres de Peito”. Segundo o secretário de Estado da Saúde, David Uip, a ação visa acabar com a burocracia. “Basta a mulher ligar e será agendada a mamografia próximo a sua região”, afirmou.
 
A previsão é que a mamografia seja realizada ainda no mês de aniversário da paciente ou, no máximo, em até 45 dias após a solicitação do exame. Caso seja detectada alguma alteração no exame ou indícios de câncer, a paciente será encaminhada a um serviço de referência do SUS para fazer exames complementares, acompanhamento ou tratamento, de acordo com cada caso.
 
Programa
 
O “Mulheres de Peito” também tem carretas que fazem exames nos bairros. A primeira ficou em Santo Amaro, na Zona Sul, e em um mês foram realizados 1.220 laudos e 19 pacientes foram encaminhadas a tratamento. A segunda carreta será instalada em Diadema.

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HCor testará erva da família da sálvia contra câncer de mama

O novo centro de oncologia do HCor (Hospital do Coração), em São Paulo, vai testar a eficácia de uma erva da medicina tradicional chinesa, da mesma família da sálvia, contra o câncer de mama.
 
Os testes clínicos devem começar no ano que vem em pacientes com tumores dependentes de estrógeno, que correspondem a 80% dos casos de câncer de mama.
 
Em laboratório, a erva Danshen (Salvia miltiorrhiza) mostrou eficácia na inibição do crescimento das células cancerosas. O composto isolado da planta, segundo pesquisadores, não só bloqueou os receptores de estrógeno como também se mostrou mais potente que o tamoxifeno, principal droga usada para tumores de mama que dependem desse hormônio para se desenvolverem.
 
A pesquisa, feita pelo grupo do oncologista brasileiro Gilberto Lopes no Instituto Johns Hopkins em Cingapura, foi publicada no periódico "Cancer Letters". Lopes também dirigirá o centro de oncologia do HCor.
 
A equipe isolou da Danshen, também chamada de ginseng vermelho, o composto ATA. Depois de comprovadas as propriedades antitumorais da substância, o grupo a enriqueceu para aumentar o seu potencial de se ligar a receptores de estrógeno.
 
O composto então se tornou capaz de se conectar ao receptor e estimular sua degradação.
 
Hoje, o tamoxifeno, considerado terapia padrão para esses tipos de câncer, é ineficaz em cerca de 30% dos casos. "O composto ATA tem um mecanismo diferente e poderia ser uma alternativa", diz Gilberto Lopes.
 
Segundo o pesquisador, enquanto o tamoxifeno compete com o estrógeno, o composto derivado da erva atua diretamente no receptor, o que poderia garantir maior eficácia do tratamento.
 
Para Marcelo Cruz, oncologista do Hospital São José, é importante que se tente bloquear a via pelo qual os tumores se alimentam. "Mas o câncer é bastante complexo e nem sempre tem uma única via", afirma.
 
Já o oncologista Sérgio Simon, do hospital Albert Einstein, afirma que o estudo é interessante, mas mais testes serão necessários para provar que o composto é eficaz e poderá ser usado na prática.
 
Não é a primeira vez que um produto da medicina chinesa é testado contra o câncer. O remédio pactilaxel, usado para câncer de mama e ovário, é extraído da árvore do teixo do Pacífico. Descoberta em 1967, a droga impede o crescimento do tumor.

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