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Ana Paula

‘Brasil é um país quase ingovernável’, diz secretário do Conselhão do presidente Lula

O videocast Papo da Saúde do SindHosp recebeu o advogado Paulo Pereira, secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS) do governo federal. Criado inicialmente em 2003 e recriado por Medida Provisória em 2023, o Conselhão, como é mais conhecido, é um colegiado composto por representantes da sociedade civil que presta assessoramento direto ao presidente Lula. Trata-se de um órgão de articulação que atua na formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento econômico, social e sustentável do país, produzindo indicações normativas, propostas políticas e acordos de procedimento.

Para assistir à íntegra do Papo da Saúde entre Francisco Balestrin, presidente do SindHosp e da FESAÚDE-SP e vice-presidente da CNSaúde, com o advogado Paulo Pereira, secretário-executivo do Conselhão, clique aqui.

Miséria e insegurança

Paulo Pereira, que é também professor de Direito Público e Direito Administrativo da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP), acredita que o Brasil vive um momento histórico particularmente desafiador. “Entre 1930 e 1980, com uma população ainda jovem, fomos um dos países que mais cresceu, beneficiando-se do enriquecimento da região em torno do Oceano Atlântico, principalmente Estados Unidos e Europa, durante dois séculos”, lembrou Paulo Pereira. “Hoje, a riqueza migrou para o Oriente, nossa população está envelhecendo e muitos filhos têm uma vida pior do que a dos pais, o que gera trauma e desesperança política. E isto é um problema, chegamos ao fim de um ciclo histórico de crescimento com níveis intoleráveis de miséria e violência para um país que produz tanta riqueza como o Brasil”.

Na percepção do professor Paulo Pereira, o Brasil se tornou um país quase ingovernável. “Temos de lidar com problemas do século 21, como inteligência artificial, uma indústria altamente desenvolvida em alguns setores, comércio internacional sofisticado e inovações de ponta, como o hidrogênio verde”, explicou o secretário do Conselhão. “Em compensação, não resolvemos questões dos séculos 18 e 19, como falta de saneamento e atenção primária à saúde em muitas regiões. Na educação, só chegamos à universalidade há pouco tempo. Daí a importância de um conselho, que traz lideranças sociais para discutir as transformações que estão acontecendo de forma cada vez mais acelerada”.

Complexidade e diversidade

Levado para o Conselhão pelo ministro das Relações Institucionais do governo Lula, o médico Alexandre Padilha, Paulo Pereira defende a atual composição do colegiado, que tem mais de 200 integrantes. “Temos representantes de todos os estados, sendo 40% mulheres e 33% pessoas que se declaram pretas, pardas ou indígenas. Sim, mais gente atrapalha, como numa reunião, mas, por outro, enriquece o ambiente de debate e a percepção das complexidades das diversidades do Brasil”.

Atualmente, o CDESS funciona como se fossem vários pequenos conselhos, diz Paulo Pereira. São cinco grandes comissões: Meio Ambiente, Assuntos Econômicos, Tecnologia e Inovação, Direitos e Democracia e Combates a Desigualdades. “Os resultados do trabalho do Conselhão já estão sendo colhidos. Tivemos participação na criação de um núcleo unificado da governança da transição digital do país, incluindo todos os serviços públicos e forças privadas. Também influenciamos na política para o tratamento da primeira infância, abarcando as áreas de assistência social, saúde, educação, assistência e assim por diante. O conselho foi importante ainda para a aprovação da lei que regulamenta o mercado de carbono no Brasil. Entre outras ações”, elenca Paulo Pereira.

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Reunião da estreia do GT de Saúde Suplementar discute relacionamento com operadores

O recém-criado Grupo Técnico de Saúde Suplementar nasceu com uma proposta bem definida. A ideia é discutir “Como Estabelecer Parcerias Estratégicas de Sucesso com Planos de Saúde”. O GT teve coordenação de Anderson Mendes, consultor na área de Saúde. Segundo ele, o papel da reunião é entender quais ações podem mitigar ou reduzir o impacto de desafios comuns.

Na primeira reunião, os participantes levantaram muitos temas sensíveis, com destaque para as glosas, que são os faturamentos não recebidos ou recusados nas operadoras de saúde. “Aqui vamos tratar de todos os assuntos relevantes. O tema glosa se comunica com outros, como modelos de negociação, relacionamento com operadoras, contratos de reajustes e prazos de pagamento. Nosso objetivo é trazer conceitos de Economia da Saúde para entender como vamos buscar mutuamente soluções viáveis para demandas comuns de estabelecimentos de saúde”, destacou Mendes.

A reunião do GT de Saúde Suplementar foi híbrida e teve participação efetiva de boa parte de seus integrantes, que falaram sobre sua realidade na relação com os operadores de planos de saúde. As dificuldades em relação ao equilíbrio do fluxo de caixa por conta do aumento das glosas e a necessidade de aprimorar o relacionamento com as operadoras de saúde marcaram boa parte das discussões.

Para as próximas reuniões, a intenção é direcionar os debates na busca de medidas efetivas que possam beneficiar todos as empresas com representantes no GT do SindHosp. “O importante é chegar a uma medida possível e ir aprimorando aos poucos”, ponderou Anderson Mendes.

Participe do GT Saúde Suplementar

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Firmada CCT com sindicato dos médicos de São José do Rio Preto e Região

Informe SindHosp Jurídico nº 7-A/2025

FIRMADA CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO COM O SINDICATO DOS
MÉDICOS DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO E REGIÃO, VIGÊNCIA DE 1º DE
SETEMBRO DE 2024 A 31 DE AGOSTO DE 2025.

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o
SINDICATO DOS MÉDICOS DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO E REGIÃO, com
vigência de 1º de setembro de 2024 a 31 de agosto de 2025.

A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e
contribuintes no site do SINDHOSP, www.sindhosp.org.br ícone Jurídico/Convenções
Coletivas.

São Paulo, 11 de fevereiro de 2025.
FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN DE ANDRADE
PRESIDENTE

Base Territorial
: Bady Bassit, Bálsamo, Cedral, Icém, José Bonifácio, Mirassol,
Monte Aprazível, Neves Paulista, Nova Granada, Palestina, Poloni, Potirendaba, São
José do Rio Preto, Tanabi, Uchoa.

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Grupo Técnico discute monitoramento de riscos psicossociais relacionados ao trabalho  

O Grupo Técnico de Segurança e Saúde Ocupacional do SindHosp discutiu o impacto dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho em estabelecimentos de saúde. Em sua primeira reunião do ano, o GT SSO mostrou a importância de hospitais, clínicas e laboratórios monitorarem o estado de saúde mental de seus colaboradores, procurando entender aspectos da vida de cada um que vão além do trabalho.   

Coordenador do Hospital Nipo-Brasileiro, o engenheiro e perito Carlos Alberto Cassiavillani apresentou a palestra “Riscos psicossociais – Modelagem de critérios e abordagem para inventario eficaz”. Segundo ele, é importante se considerar que quem movimento uma empresa são as pessoas. “Tudo gira em torno de modelo, organização e gerenciamento. Ou seja, nós mesmos criamos os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho”, acrescentou.

Saúde mental e DASS 21

Ele também chamou a atenção para a forma como os gestores lidam com as equipes. “É importante que as pessoas sejam vistas como seres pensantes, não simples cumpridores de tarefas. As lideranças precisam de uma visão mais holística, compreendendo que os colaboradores vão trazer para o trabalho problemas de casa. O ser humano reage conforme o estímulo, é inescapável”, ponderou Cassiavillani.

Rastrear sinais e sintomas de depressão, ansiedade e estresse se tornou imperativo para as organizações. “Para isso, temos de ter clareza dos requisitos regulatórios, entender fatores geradores, implementar abordagens e remover as barreiras ao bem-estar”, diz Cassiavillani. Segundo ele, pertencem às categorias de fatores de risco aspectos como bullying, condição de trabalho, justiça, crescimento e desenvolvimento, liderança e expectativas claras, civilidade e respeito e mudanças.  

A psicóloga Juliane Britto, também do Hospital Nipo-Brasileiro, diz que as empresas precisam saber quem são as pessoas sujeitas a riscos psicossociais e onde estão. Segundo ela, o DASS 21, um teste que mensura diferentes níveis de depressão, ansiedade e estresse, pode ser uma ferramenta eficaz. “Precisamos ajudar as pessoas a ser gentis consigo mesmas e priorizar sua saúde emocional”, destacou.

Socorrista mental

O engenheiro Evandro Sousa, coordenador de Segurança e Meio Ambiente da Rede Santa Catarina, também falou sobre saúde mental. Ele apresentou a palestra “Monitoramento de riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)” e apresentou dados reveladores sobre saúde mental e riscos psicossociais no Brasil. Segundo ele, 20% da população brasileira enfrenta transtornos mentais, sendo que 12,6 milhões sofrem depressão e 9,3 milhões lidam com ansiedade. O país também lidera casos de estresse no trabalho e síndrome de burnout. “Cerca de 40% da população brasileira tem risco de desenvolver doenças psicossociais”, alertou Evandro Sousa. “O prejuízo no país por afastamento médico por depressão e ansiedade atingiu dezenas de bilhões de reais”.  

Hoje em dia, a Rede Santa Catarina tem um programa de tabulação de riscos e formou socorristas mentais. Para ele, Evandro Sousa existem regras de ouro quando o assunto é risco psicossomático. “Precisamos trazer à luz todos os dados de maneira estruturada para mobilizar a alta gestão. As ações têm de ir além de programas de segurança, qualidade de vida ou felicidade no trabalho, envolvendo todos os departamentos. O monitoramento começa na medicina, mas não acaba na saúde ocupacional. E os resultados têm de ser compartilhados com as equipes de gestão, que também precisam de atenção”, sustentou Sousa. “Agora, toda vez que houver uma situação especial, as pessoas precisam ter um lugar de escape, ter ferramentas para sair daquela situação”.

Tanques de inflamáveis

Por fim, a coordenadora do GT SSO, a advogada Lucineia Nucci, chamou a atenção para as mudanças na Norma Regulamentadora 20 (NR 20), norma criada pelo Ministério do Trabalho e Emprego que estabelece diretrizes para a segurança e saúde no trabalho em empresas que lidam com inflamáveis e explosivos. A alteração se deu em itens que tratam de tanques de Inflamáveis no Interior de Edifícios pela PORTARIA MTE Nº 60/2025.

FAÇA PARTE das Câmaras e Grupos Técnicos do SindHosp.

Para saber mais, clique aqui.

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Casa da Saúde em São Paulo, SindHosp completa 87 anos

O principal sindicato patronal de saúde da América Latina nasceu em 1938, em plena era Getúlio Vargas. No princípio, eram sete hospitais privados paulistas reunidos para se ajudar mutuamente no relacionamento com os trabalhadores e participar mais ativamente das decisões governamentais. Ao longo dos anos, novos estabelecimentos se uniram à entidade, formando o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp).

Neste dia 12 de fevereiro, o SindHosp celebra seu 87º aniversário com vigor para continuar sendo a “Casa da Saúde” de São Paulo. Desde sua fundação, o sindicato tem desempenhado um papel crucial na defesa dos interesses de estabelecimentos privados de saúde do Estado. Além disso, acompanhou transformações políticas, econômicas, sociais e científicas, acumulando experiência e conhecimento para lidar com os grandes desafios da saúde, incluindo apoio a campanhas de combate a doenças como Aids, Covid-19 e dengue.

50 negociações coletivas

Atualmente, o SindHosp representa 420 hospitais, 1.800 estabelecimentos de medicina diagnóstica e pelo menos 42 mil clínicas das mais diversas especialidades, além de instituições de longa permanência para idosos (ILPI) e empresas de assistência domiciliar, realizando cerca de 50 negociações coletivas por ano. Ao todo, esse mercado movimenta R$ 60 bilhões e emprega 1,8 milhão de pessoas.

O trabalho de representação do SindHosp prevê o relacionamento com todo o ecossistema da saúde, que engloba entidades governamentais, agências reguladoras, conselhos de classe e integrantes da cadeia produtiva. Para os representados, o Sindicato oferece apoio jurídico e acesso exclusivo a Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs), além de diversos serviços que apoiam a gestão com excelência nas organizações de saúde.

GTs, Cursos e Hospitalar

Destaque para os Grupos de Técnicos (GT), que crescem a cada ano. Hoje, são seis GTs, que se dedicam a áreas específicas, incluindo Facilities, Qualidade Assistencial, Saúde Suplementar, Gestão de Pessoas, Segurança e Saúde Ocupacional e Financeiro. Destaque também para o SindEduca, um núcleo do SindHosp que promove cursos voltados à educação continuada, presenciais e on-line.   

Além de suas atividades regulares, o SindHosp organiza uma série de eventos, como congressos, workshops, seminários, fóruns e webinars, que mantêm os profissionais de saúde atualizados sobre as tendências e mudanças no setor. Esses eventos são cruciais para o desenvolvimento contínuo e para a troca de conhecimentos entre os participantes. A participação na Hospitalar, a maior feira de saúde da América Latina, é um dos pontos altos da atuação do SindHosp.

Papo da Saúde e BIS

Nos últimos anos, o videocast “Papo da Saúde” e os debates “Diálogos da Saúde”, “Encontros da Saúde” e “WorkCafé” fizeram do SindHosp um palco para troca de ideias sobre os rumos da saúde em São Paulo e no Brasil. Nas recentes eleições, o Sindicato não só recebeu os principais candidatos como também produziu documentos com dados relevantes sobre as prioridades do setor da saúde.

Nesse período, o Núcleo de Inteligência e Conteúdo (NIC) do SindHosp criou o Boletim Infográficos da Saúde (BIS), um inédito mapeamento da estrutura do sistema brasileiro de saúde com informações unificadas, compiladas a partir de 14 bases de dados públicas de diferentes órgãos. Paralelamente, participou da criação do e-book “Uso de Dados e Inteligência Artificial na Saúde”, apontando os caminhos da IA no setor. Em 2025, o SindHosp continua a acompanhar de perto as discussões e trâmites legislativos que impactam o setor de saúde. A capacidade de influência do sindicato é resultado de seu compromisso em defender os direitos e interesses de seus associados, assegurando que as mudanças legislativas beneficiem o setor.

Aids, Covid e dengue

Além das atividades de representação, o SindHosp também promove campanhas de conscientização e prevenção em saúde. Historicamente, a atuação do sindicato em campanhas públicas, como a luta contra a Aids nos anos 1980 e o combate à pandemia de Covid-19 entre 2020 e 2023, foi fundamental para aumentar a conscientização e a educação da população sobre questões de saúde. Mais recentemente, pesquisas realizadas pelo SindHosp ajudaram a dimensionar os surtos de dengue em São Paulo.

O SindHosp também atua na criação de políticas públicas que aumentam o acesso à saúde e promovem a sustentabilidade do sistema de saúde. O compromisso do sindicato com a melhoria contínua do setor se reflete em suas diversas iniciativas e programas voltados para a inovação e o desenvolvimento. Com uma trajetória marcada por conquistas e desafios, o SindHosp reafirma seu papel como um parceiro essencial para os hospitais, laboratórios e clínicas privadas. A experiência acumulada e a forte presença no setor fazem do sindicato uma entidade respeitada e influente.

Passado e futuro

Em seu 87º aniversário, o SindHosp celebra não apenas seu passado, mas também seu futuro promissor. O sindicato continua comprometido com a missão de promover a excelência no setor privado de saúde, trabalhando incansavelmente para representar seus associados e contribuir para o desenvolvimento do sistema de saúde brasileiro. O SindHosp segue firme em sua missão de apoiar e representar o setor privado de saúde, garantindo que seus associados tenham as melhores condições para prosperar e oferecer serviços de qualidade à população.


LINHA DO TEMPO


Anos 1930 e 1940

  • 1938: Fundação do SindHosp
  • 1939: Clínicas e casas de saúde são incorporadas ao Sindicato
  • 1943: Surge a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)

Anos 1950 a 1970

  • 1953: Criação do Ministério da Saúde
  • Década de 1960: Surgem primeiros planos de saúde no Brasil
  • 1970: SindHosp incorpora laboratórios de pesquisas e análises clínicas

Anos 1980 a 2000

  • Década de 1980: Campanha de conscientização contra a Aids
  • 1988: SindHosp garante espaço para a saúde privada na Constituição Federal, que cria o Sistema Único de Saúde (SUS)
  • Década de 1990: Surgem a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) e a Feira Hospitalar
  • Década de 2000: Nasce a Fehoesp, hoje FESAÚDE-SP, com participação do SindHosp
  • 2007: Prorrogação da CPMF é rejeitada com apoio do SindHosp

Anos 2010 e 2020

  • 2017: Reforma Trabalhista muda regras de contribuição para sindicatos
  • 2020: forte atuação durante a pandemia da Covid-19
  • 2022 e 24: SindHosp se torna palco dos debates políticos sobre saúde durante as eleições

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O sentimento dos trabalhadores brasileiros

William Shakespeare dizia que “a alegria evita mil males e prolonga a vida”. Infelizmente, os resultados da pesquisa State of the Global Workplace, realizada pela consultoria Gallup, especializada em análise comportamental no trabalho, acendem um sinal de alerta para as organizações do país, ao mostrar que grande parte dos trabalhadores não está feliz em suas ocupações. O levantamento ouviu 128 mil funcionários em 160 países, para verificar o que eles sentem em relação a suas vidas e aos seus empregos.

Perguntados se vivenciaram situações de estresse no trabalho no dia anterior, 46% dos brasileiros responderam que sim, o que coloca o Brasil na sétima posição na América Latina nesse quesito. Os seis países mais estressados do continente são: Bolívia (55%), República Dominicana (51%), Costa Rica (51%), Equador (50%), El Salvador (50%) e Peru (48%). Quando analisadas a raiva e a tristeza diárias, o Brasil sobe para a quarta posição em ambos os quesitos, com 25% dos trabalhadores afirmando estar tristes (Bolívia, El Salvador e Jamaica ocupam as três primeiras posições) e, 18%, com raiva (novamente a Bolívia ocupa o primeiro lugar, seguida da Jamaica e do Peru).

Para a saúde, que depende de mão de obra especializada e qualificada, os resultados são preocupantes. Cuidar de pessoas em situações de fragilidade, muitas vezes com risco de morte, é uma arte que exige foco e equilíbrio. Saber que quase metade dos trabalhadores do país estão estressados e boa parte encontra-se triste ou com raiva, demanda atenção redobrada por parte dos gestores do setor. Para evitar situações estressantes, algumas ações podem e devem ser adotadas, como manter os colaboradores treinados, um bom clima organizacional, estar atento às relações entre as equipes multidisciplinares, oferecer um canal aberto para diálogo, ter uma comunicação transparente, entre outras.

Mas não são apenas as empresas que devem fazer a sua parte. É sabido que fatores externos, como o contexto econômico e os altos índices de violência, têm impacto direto nas emoções. Em 2022, a pesquisa Índice de Saúde Financeira do Brasileiro, feita pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) com apoio do Banco Central (BC), relatou que 56,1% dos respondentes percebiam as finanças como motivo de estresse na família. Paralelamente, a violência é porta de entrada para uma série de problemas mentais, como depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático.

Além de oferecer cursos de capacitação para o setor, a FESAÚDE-SP e o SindHosp, como entidades da sociedade civil, estão sempre abertas ao diálogo com o poder público das três esferas para colaborar na discussão e formulação de políticas públicas capazes de assegurar ambientes de trabalho mais produtivos e uma melhor qualidade de vida à população. Com a união da sociedade, dos setores produtivos e do governo é possível introduzir saúde ao dia a dia dos trabalhadores, pensando nela como um estado de completo bem-estar físico, mental, emocional e espiritual, segundo definição da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Francisco Balestrin

Presidente do SindHosp e da FESAÚDE-SP

Artigo publicado na edição de dezembeo de 2024 da revista LaborNews. Clique aqui e acesse a íntegra da publicação

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Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais têm CCT firmada

O SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o Sindicato dos Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais, Auxiliares em Fisioterapia e Auxiliares de Terapia Ocupacional no Estado de São Paulo (SINFITO-SP), com vigência de 1º de maio de 2024 a 30 de abril 2025.

A íntegra da CCCT encontra-se à disposição dos sócios e contribuintes neste site, ícone Jurídico/Convenções Coletivas. Acesse aqui

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Firmada CCT com técnicos de nutrição e dietética

O SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o Sindicato dos Técnicos em Nutrição e Dietética do Estado de São Paulo – SINTENUTRI, com vigência de 1º de outubro de 2024 a 30 de setembro de 2025.
A íntegra da CCT encontra-se à disposição dos sócios e contribuintes neste site, ícone Jurídico/Convenções Coletivas.

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Desejos para a saúde em 2025

Nações, companhias, organizações da sociedade civil e o próprio ser humano costumam renovar pactos, redefinir estratégias e realinhar objetivos a cada final ou início de ciclo. Estes momentos de reflexão e replanejamento trazem oportunidades de mudanças, principalmente para os que têm propósitos claros e desejam alcançá-los. Afinal, como já ensinou o grande filósofo Confúcio, “você não pode controlar o vento, mas pode ajustar as velas”. Para o setor saúde, especificamente, o que podemos desejar neste novo ano?

2025 chega com a esperança renovada nos 5.570 municípios brasileiros, com a posse, em janeiro, dos novos prefeitos, prefeitas e dos que foram reeleitos. Como são nas cidades que a saúde pública se concretiza, é de fundamental importância que os secretários e secretárias municipais de Saúde tenham habilidade política, disposição para o diálogo e as competências técnicas necessárias para lidar com a complexidade e as dinâmicas de um sistema tripartite, como o SUS.

A saúde aspira por bons diagnósticos municipais e regionais, baseados em informações sociodemográficas e econômicas, tendências de doenças, fatores de risco e análise da infraestrutura, equipamentos, mão de obra e protocolos assistenciais. Feito isso, é preciso traçar um plano de saúde para a cidade, lembrando que muitas ações de saúde devem ser desenvolvidas em conjunto com outras áreas da administração pública, pois é sabido que variáveis como renda, saneamento básico e nível de escolaridade podem influenciar direta e indiretamente nos indicadores de saúde, além de proporcionar melhor qualidade de vida.

Para assegurar acesso integral, rápido e de qualidade, desejos de toda a sociedade, é necessário adotar novos modelos de governança assistencial, com a coordenação dos diferentes níveis de atenção em redes regionalizadas e hierarquizadas. Para esse desafio, a participação e respaldo das secretarias estaduais de Saúde são cruciais, além da utilização de ferramentas de saúde digital. São Paulo tem avançado nessa direção.

Doenças crônicas, envelhecimento populacional, saúde mental e controle de epidemias são agendas prioritárias que devem ser enfrentadas e exigem abordagens multidisciplinares e coordenadas. Para que tudo isso possa se tornar realidade, é imprescindível uma maior integração entre público e privado, o estabelecimento de parcerias entre universidades, startups, empresas e governos dos três níveis; criação e introdução de indicadores que permitam remunerações baseadas em desfechos, entre outras ações. A FESAÚDE-SP e o SindHosp já deram sua contribuição visando a transformação das comunidades e um melhor cuidado, com o Guia de Ações Municípios Saudáveis, que está disponível para download nos sites das entidades.

Acredito piamente ser possível termos as pessoas certas nos lugares certos, diagnósticos bem elaborados, melhor planejamento em saúde, enfim, garantir acesso e uma assistência digna em um ambiente de respeito e confiança entre todos os que atuam no ecossistema da saúde. Este é o meu desejo.

Francisco Balestrin

Presidente do SindHosp

Artigo publicado na edição de novembro/2024 da revista LaborNews. Clique aqui e acesse a íntegra da publicação

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