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Ana Paula

9 de Julho reduz taxa de reinternação com centro de cardiologia

Nos últimos anos, o Hospital 9 de Julho (H9J) tem investido fortemente em centros de especialidadesmédicas como estratégia assistencial, assim como muitos hospitais considerados referência no Brasil também optam por esse modelo. A mais recente inauguração foi o Centro de Cardiologia, com equipe multiprofissional e a criação de protocolo para insuficiência cardíaca, que já conseguiu reduzir o tempo médio de internação de 16 para 9 dias. 
 
Dois pontos essenciais para este resultado, segundo o cardiologista e coordenador do Centro, Marcelo Paiva, estão na integração entre colegas de outras áreas e a estrutura do hospital. “Temos como premissa a avaliação clínica global. A integração multiprofissional é um fator importante neste perfil de paciente com doenças crônicas, como no caso da insuficiência cardíaca”, explica ao informar que o centro integrado já existia e foi apenas oficializado este mês de dezembro.
 
Além de uma equipe especializada, incluindo cardiologistas intervencionistas e cirurgiões cardíacos, o hospital possui equipamentos como Hemodinâmica de última geração, Tomografia que permite a realização de exames como Angiotomografia, Cintilografia, Ressonância Magnética e a Tomografia por Emissão de Pósitrion (PET), que pode ser utilizada para identificar a viabilidade do miocárdio (músculo do coração). 
 
A Insuficiência Cardíaca (IC) é considerada a fase mais avançada de algumas doenças cardiovasculares. Entre as causas mais comuns de IC está a doença coronariana, quando há um estreitamento das artérias que irrigam o coração, mas também o diabetes, hipertensão etc podem levar ao problema. 
 
O protocolo
Em geral, pacientes com IC realizam tratamento de longo prazo para controle da doença de base e de sintomas. Para evitar que a doença avance e exija tratamentos cada vez mais complexos e invasivos, o Centro desenvolveu um protocolo em duas etapas principais:
 
Internação: quando um paciente com IC é internado, ele recebe um manual de orientação sobre a doença, importância da dieta e de atividades físicas, medicações etc. Um profissional da equipe assistencial lê o material com o paciente e explica todos os itens;
 
Depois da alta, uma enfermeira especializada em cardiologia liga semanalmente para o paciente estimulando a continuidade do tratamento e buscando identificar sintomas de descompensação da doença.
 
Com as medidas de educação e autocuidado e o acompanhamento regular dos casos, o hospital conseguiu reduzir de 25,3% para 14,9% a taxa de reinternação de 2013 para 2014. 
 

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Valor Econômico destaca opinião de presidente do SINDHOSP

O jornal Valor Econômico destacou, em 3 de dezembro, a opinião do presidente do SINDHOSP e da FEHOESP, Yussif Ali Mere Jr, sobre o artigo "A carga tributária sobre os planos de saúde", escrito por Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Conselho Superior e coordenador de Estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), e publicada no mesmo dia.

 

O artigo aborda o sistema tributário brasileiro, considerado o mais caro e complexo do mundo, sendo composto por uma quantidade enorme de impostos, taxas e contribuições, muita legislação e burocracia. Segundo o autor, "os planos de saúde suplementar assumem custo direto e indireto dos tributos. A carga tributária direta é a incidente sobre o faturamento, folha de pagamento, patrimônio e lucro, enquanto a indireta é formada pelos tributos embutidos nas despesas assistenciais, acrescidos dos tributos gerados pelos funcionários e terceirizados".

 

Veja o comentário na íntegra:

 

"Parabéns ao jornal “Valor Econômico” pela publicação do artigo “A carga tributária sobre os planos de saúde” (1º/12/14). O senhor Gilberto Luiz do Amaral tem razão em suas colocações: é essencial que haja redução tributária, mas os primeiros que deveriam ser beneficiados são os hospitais, laboratórios e clínicas, que prestam serviços diretamente à população, e não aos planos de saúde, que são intermediários."

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Chioro pede maior articulação entre os sistemas de saúde

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, participou em 03/12 da abertura oficial dos trabalhos do Fórum Internacional Horizontes Anahp, que teve como norte o tema “Governança Clínica: o Desafio da Sustentabilidade dos Hospitais Brasileiros”.

Chioro elogiou a iniciativa da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), e iniciou seu discurso relembrando o ministro Adib Jatene, que faleceu em novembro desse ano e muito contribuiu para o setor da saúde nacional.

Ele afirmou que é preciso construir um sistema nacional de saúde: “Não me refiro ao SUS, mas sim a todo o setor. [Devemos] pensar a dimensão da situação dos hospitais públicos, e também dos filantrópicos e privados, que prestam serviços ao setor público.”

Segundo o ministro, cada vez mais a participação do setor privado se torna decisiva quando se quer pensar numa maneira de qualificar o sistema nacional de saúde. “Um dos grandes problemas que temos em nosso país é que, desde a criação do SUS, há 26 anos, temos trabalhado como compartimentos estanques que não tem relação, e isso é um grande equívoco”, afirmou. “Precisamos pensar o sistema de saúde como um todo, e principalmente trabalhar nessa interface, numa agenda comum que não pode ser colocada em segundo plano. Não haverá perspectivas de avanço se o sistema público desconsiderar o papel dos estabelecimentos privados. Há a necessidade de trabalhar as redes de forma mais articulada.”

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Fórum Anahp enfatiza governança clínica nos hospitais

O Fórum Internacional Horizontes da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) começou nesta quarta-feira, 3, no Hotel Tivoli Mofarrej, na capital paulista, O evento, que reúne os principais players do setor, abriu seus trabalhos com um curso sobre governança clínica nos hospitais, um tema de fundamental importância para os prestadores de serviços.
 
Foram convidados, para falar sobre o tema, representantes de grandes hospitais brasileiros, como Sandro Chaves, diretor técnico do Hospital Mater Dei, de Minas Gerais. Chaves falou sobre a necessidade da auditoria clínica para manter a qualidade da instituição de saúde. E a filosofia de estar sempre alerta precisa permear toda a hierarquia de um hospital, segundo ele. “A liderança tem que abraçar essa causa. Logicamente pode ser sugerida pelas bases, mas se a alta direção não topa e seguir esse caminho, nada feito”.
 
Para Helidéa de Oliveira Lima, diretora de qualidade assistencial da Rede D’Or São Luiz, o desafio em seu caso pe lidar com um grande grupo. São 26 hospitais em quatro estados. “A gente consegue avaliar eficiência, mas para a efetividade ainda precisamos andar muito”, ponderou Helidéa, que divide os conceitos de eficácia (melhorias na saúde e no bem estar do paciente), eficiência (relação entre o benefício oferecido e o custo) e efetividade (resultado do trabalho) de forma bastante didática.
 
A rede D’Or São Luiz, no momento, busca medir os resultados de efetividade em suas UTIs em um estudo chamado Orchestra, que deve ser publicado em breve, e que toma como base os dados coletados pelo sistema Epimed. “Cabe a nós profissionais da saúde nos qualificarmos em gestão para promover essa mudança que já passou da hora de fazer.”
 
Já Paulo Zimmer, gerente médico do programa de cirurgia do Hospital Israelita Albert Einstein, falou sobre a profunda transformação por que passa a assistência a saúde. Segundo ele, os pacientes serão o centro, e não mais os médicos. “Vai acontecer uma profunda inversão: ao invés do médico ser o centro da prestação de serviço, vai ser o paciente”. 
 
Confira a cobertura completa do Fórum da Anahp na edição de dezembro do Jornal do SINDHOSP.

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Workshop discutiu a nova versão da TISS

Prestadores de serviços em saúde e operadoras de planos estiveram reunidos para discutir a nova versão 3.02 da Troca de Informações em Saúde Suplementar (TISS), no dia 21 de novembro, na sede da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), em São Paulo.
 
O workshop “Implantação da TISS e o monitoramento pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)” teve a finalidade de sanar dúvidas de ambos os segmentos em relação à troca de informações com o órgão regulador.
 
Representando os prestadores de serviços da área, falou o gerente de Assistência à Saúde da FEHOESP, Danilo Bernik. Após explicar os objetivos da TISS e apresentar seus componentes padrões, ele destacou o diálogo como uma forma de superar as dificuldades. “Eu vejo que precisamos estar cada vez mais unidos, prestadores e operadoras”, apontou.
 
Para Luiz Antonio De Biase, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (Copiss) da ANS, “uma grande parte dos problemas poderia ser evitada se a gente fizesse a lição de casa”. Ele apontou erros das operadoras ao implantar a TISS, mas também destacou casos em que os prestadores de serviços omitem dados ao preencher o padrão.
 
Também participou do workshop o coordenador de Interoperabilidade e Monitoramento da ANS, Júlio Di Maio, que apresentou o histórico de implantação da TISS e sua finalidade. “Queremos tratar a saúde suplementar como uma parte de toda a saúde do país, e criar um registro nacional”, explicou. 
 
Di Maio ressaltou, ainda, que muitas operadoras vêm alterando seus formulários por conta, descaracterizando a padronização exigida. “O padrão é obrigatório, as operadoras não podem modificá-lo”, disse.
 

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Normatização do funcionamento dos serviços pré-hospitalares móveis de urgência e emergência

Divulgamos a resolução 2.110/2014, do Conselho Federal de Medicina (CFM), que dispõe sobre a normatização do funcionamento dos serviços pré-hospitalares móveis de urgência e emergência.
 
A resolução se aplica aos serviços pré-hospitalares móveis de urgência e emergência, públicos e privados, civis e militares, em todos os campos de especialidade, em todo o território nacional.
 
O sistema de atendimento pré-hospitalar móvel de urgência e emergência deve ser efetuada por médico, com ações que possibilitem a realização de diagnóstico imediato e deverá ter diretor clínico e diretor técnico, ambos com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) da Jurisdição onde se localiza o serviço, os quais responderão pelas ocorrências. 
 
A resolução prevê que deverá ter comissão de ética, comissão de óbito e comissão de prontuários.
 
O serviço pré-hospitalar móvel de urgência e emergência deve, obrigatoriamente, priorizar os atendimentos primários em domicílio, ambiente público ou via pública, por ordem de complexidade, e não a transferência de pacientes na rede.
 
A Central de Regulação do serviço pré-hospitalar móvel de urgência e emergência deve contar com a presença permanente de médicos reguladores 24 horas por dia.
 
O número mínimo de médicos reguladores e de ambulâncias capaz de atender a demanda de uma determinada região está dimensionado na Portaria GM/MS nº 1.010/2012.
 
A íntegra para ciência:

 
 
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA
 
RESOLUÇÃO CFM Nº 2.110, DE 25 DE SETEMBRO DE 2014
 
Diário Oficial da União; Poder Executivo, Brasília, DF, 19 nov. 2014. Seção I, p.199-200
 
Dispõe sobre a normatização do funcionamento dos Serviços Pré-Hospitalares Móveis de Urgência e Emergência, em todo o território nacional.
 
O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, no uso das atribuições que lhe confere a Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, e pela Lei nº 12.842/13, e
CONSIDERANDO o direito à saúde estabelecido pelo artigo 6º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e o direito ao acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde prestados pelo poder público, previsto no artigo 196 da Carta Magna;
CONSIDERANDO que o Código de Ética Médica estabelece os princípios da prática médica de qualidade e que os Conselhos de Medicina são os órgãos supervisores e fiscalizadores do exercício profissional e das condições de funcionamento dos serviços médicos prestados à população;
CONSIDERANDO que o Conselho Federal de Medicina deve regulamentar e normatizar as condições necessárias para o pleno e adequado funcionamento dos serviços pré-hospitalares móveis de urgência e emergência, tendo como objetivo que neles o desempenho ético-profissional da medicina seja exercido;
CONSIDERANDO o estabelecido na Resolução CFM nº 1.493/98, que dispõe que a responsabilidade médica é individual em relação ao paciente; e a Resolução CFM nº 1.671/2003, que dispõe sobre a regulamentação do atendimento pré-hospitalar móvel na prática médica, da Regulação Médica e da assistência pontual em cena, oferecida pelo Médico Regulador e pelo Intervencionista, além de aprovar a "Normatização da Atividade na Área da Urgência-Emergência na sua Fase Pré-Hospitalar";
CONSIDERANDO a Portaria GM/MS nº 2.048, de 5 de novembro de 2002, que institui o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, a "vaga zero", com abrangência no atendimento pré-hospitalar móvel de urgência, e na necessidade de quantificação, qualificação e capacitação das equipes médicas;
CONSIDERANDO o Decreto nº 5.055, de 27 de abril de 2004, que institui o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU, em Municípios e regiões do território nacional, e dá outras providências;
CONSIDERANDO a Portaria nº 2.657/GM/MS, de 16 de dezembro de 2004, que estabelece as atribuições das centrais de regulação médica de urgências e o dimensionamento técnico para a estruturação e operacionalização das Centrais SAMU-192;
CONSIDERANDO a Portaria MS nº 1.600, de 7 de julho de 2011, que reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no sistema único de Saúde;
CONSIDERANDO a Portaria MS nº 2.026, de 24 de agosto de 2011, que aprova as diretrizes para a implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e sua Central de Regulação Médica das Urgências, componente da Rede de Atenção às Urgências;
CONSIDERANDO a Portaria GM/MS n° 1010, de 21 maio de 2012, que redefine as diretrizes para a implantação do serviço de atendimento móvel de urgência e sua central de regulação das urgências, componente da rede de atenção às urgências;
CONSIDERANDO o grave quadro brasileiro de agravo na morbimortalidade relativo às urgências, inclusive as relacionadas ao trauma e à violência;
CONSIDERANDO a baixa cobertura populacional e a insuficiente oferta de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência com estrutura e funcionamento adequados à legislação vigente, e a necessidade da extensão da cobertura a toda a população brasileira, ampliando o acesso e a abrangência do serviço;
CONSIDERANDO que as condições de trabalho do médico no serviço pré-hospitalar móvel de urgência podem comprometer sua capacidade de fazer o melhor pelo paciente;
CONSIDERANDO as responsabilidades do médico, ética, civil e criminal, como pessoal e intransferível;
CONSIDERANDO que as condições de atendimento

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Projeto Bússola finaliza 2014 com novo módulo

Com o objetivo de auxiliar clínicas e laboratórios quanto ao papel e importância dos serviços de abastecimento e apoio logístico no contexto institucional, o Projeto Bússola realizou, em 28 de novembro, a última palestra do ano de 2014, concluindo a etapa de capacitação e desenvolvimento. O módulo 7 contou com a presença do presidente do SINDHOSP e da FEHOESP, Yussif Ali Mere Jr, para apresentar o balanço do projeto ao longo do ano. 
 
“É com satisfação que fechamos o ano de 2014 em um processo que visa a qualidade e a gestão para nossos associados. A saúde é a principal preocupação da população brasileira e nesta parceria com a ONA deixamos claro nosso compromisso com a excelência nos serviços prestados”.
 
Para Maria Carolina Moreno, relações institucionais da Organização Nacional de Acreditação (ONA), qualidade é uma questão de vida ou morte para as empresas de saúde, pois elas só sobreviverão promovendo essa gestão. “É uma mudança cultural que precisa da participação de todos os colaboradores das instituições, desde a recepcionista ao responsável pela higienização, para dar certo”, afirma. 
 
O último módulo do ano foi ministrado pelas avaliadoras da ONA, Audrey Ripple e Thaiana Santiago, e abordou questões como limpeza e desinfecção de ambientes, métodos de esterilização, indicadores químicos e biológicos, armazenamento e transporte de materiais e a legislação vigente para os temas.
 

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Saúde pede mais ética no setor

Os recentes escândalos de corrupção no Brasil reacenderam o debate pela ética. A defasagem na Tabela SUS, os altos custos para importação de órteses e próteses, além da competição da indústria farmacêutica, são assuntos que fazem com que a saúde também se mobilize por mais ética no setor. Por uma iniciativa da revista Diagnóstico Web, em parceria com a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), foi realizado em 27 de novembro o Brasil Health Compliance, evento que reuniu os principais players do saúde.
 
Paineis de debate construíram análises, críticas e debates para a construção de uma agenda positiva para o setor. O presidente do SINDHOSP e da FEHOESP, Yussif Ali Mere Jr, além do vice-presidente das entidades, Luiz Fernando Ferrari Neto, e o gestor do IEPAS, Marcelo Gratão, estiveram presentes. “O cenário atual do Brasil faz com que acendamos o alerta em busca de um mercado mais ético na saúde. Buscamos a excelência na prestação de serviços e qualidade no atendimento à população”, explicou Yussif. “Tudo isso só é possível se utilizarmos o sistema de compliance, com soluções que garantam a sustentabilidade do setor”.
 
Para Gonzalo Vecina Neto, superintendente do Hospital Sírio Libanês, algumas das principais deficiências encontradas atualmente é a falta de diálogo e transparência. “Na prestação de serviços é onde ocorrem os principais vícios de corrupção. Devemos discutir com a sociedade como construir caminhos para amanhã sem deixar de pensar em como oferecer uma saúde medica de qualidade”, afirmou. “Falta transparência até mesmo para os órgãos reguladores que atualmente estão preocupados em achar os culpados pelo desperdício de recursos sem ter preocupação se os recursos públicos cumpriram os objetivos pelos quais eles foram destinados”.
 
De acordo com Luiz Fernando Ract Camps, diretor de compliance da Amil, o impacto para as operadoras de saúde está mais focado na mudança de cultura. “O principal impacto é criar a cultura no DNA da empresa, passando pela avaliação de compliance com todos os mecanismos e controles estabelecidos para avaliar os riscos operacionais. A capacidade de trabalhar em um ambiente compliance faz com que exista uma capacidade competitiva”.
 
Anahp lança código de conduta
 
No evento também foi realizado o lançamento do “Código de Conduta da Anap”, manual que visa orientar gestores e instituições a como lidar com os problemas de governança corporativa na busca pelo compliance e ética na saúde. “Uma empresa com estrutura de conduta bem definida tem vantagem competitiva perante o mercado”, explicou Francisco Balestrin, presidente do conselho da Anahp. “No Brasil hoje se fecha um hospital por semana e isso vai aumentar devido a falta de sustentabilidade do setor”.
 

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Livro “Prevenção do Câncer” ganha 2ª edição

O câncer já se consolidou como uma das doenças crônicas de maior incidência no Brasil. Com o envelhecimento populacional mais pessoas terão e se curarão de câncer. Foi pensando nisso que o cirurgião geral oncológico Ricardo Antunes, diretor do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), decidiu editar a segunda edição do livro “Prevenção do Câncer”, feito com colaboração de nomes como o do cirurgião plástico e membro da Academia Nacional de Medicina, Ivo Pitanguy e da cirurgiã e professora titular de cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Angelita Gama. Além disso, a capa do livro foi confeccionada por Maurício de Souza, que colaborou com uma ilustração exclusiva para a obra.
 
De acordo com Luís Vítor Salomão, diretor da Salomão Zoppi Diagnósticos, a parte mais complicada ao paciente é a notícia do diagnóstico. “Ninguém imagina como é difícil transmitir o diagnóstico do câncer. É preciso desmistificar a doença, estudar os tratamentos e passar as informações de forma mais ampla e amena ao paciente e seu familiar. Queremos profissionais mais preparados. Participar do projeto deste livro é uma forma de auxiliar em um atendimento de qualidade”. 
 
Outro problema apontado no evento foi o crescente uso da tecnologia e a falta de investimentos em prevenção na saúde. “O Dr Google faz com que o paciente já chegue mais informado ao consultório, faz com que ele questione mais, pesquise mais. No entanto, isso deve ser pensado com cuidado. O médico precisa estar preparado e sensibilizado. Outro ponto é que a medicina deve ser profilática, não tratar só a doença. É importante que o governo entenda que é mais barato prevenir do que remediar”, explicou André Perdicaris, professor de cancerologia da Unimes, de Santos.
 
“Essa obra tenta auxiliar a realidade ainda pouco otimista que temos no Brasil. A OMS aponta para cerca de 20 milhões de novos casos de câncer por ano, um número jamais visto em nossa história evolutiva”, afirmou Ricardo Antunes. “O livro vem como uma referência de aprendizado e prática, preparando os alunos para os desafios, auxiliando a classe médica e norteando o público leigo para os hábitos saudáveis de vida, a prevenção do câncer a sustentabilidade do meio ambiente”.
 
Participaram do evento também Roberto Gomes, conselheiro da SBC, Guilherme Mendes, diretor do Grupo IPC Saúde, Ruben Teixeira Garcia, procurador e representante do Ministério Público de SP e William Saad, professor emérito da faculdade de medicina de São Paulo. 
 

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Anvisa e entidades discutem a sustentabilidade do setor

O Grupo Fleury, com o apoio do SINDHOSP, da FEHOESP e demais entidades do setor laboratorial, realizou no último dia 18 de novembro, no auditório Walter Leser, em sua sede, em São Paulo, o 2º Seminário Anvisa e a Sustentabilidade do Setor Saúde. O objetivo do evento, que recebeu representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi o de aproximar os prestadores de serviços de saúde das determinações que estão sendo e serão tomadas pelo órgão regulador, a partir da discussão sobre a criação da Rede Nacional de Monitoramento da Resistência Microbiana em Serviços de Saúde (Rede RM), que busca instituir medidas para monitorar e controlar a resistência microbiana em serviços de saúde, e da resolução da Diretoria Colegiada da agência (RDC) nº 20/2014, referente aos padrões de transporte biológico, que passou a vigorar em 26 de novembro. 
 
Na abertura do encontro, o diretor executivo da Regional Sul do Grupo Fleury e de Negócios da B2B, Fernando Alberto, falou sobre a importância de discutir formas de diminuir a gestão de riscos e garantir a qualidade dos serviços de saúde prestados à população brasileira. “O transporte de material biológico e a resistência microbiana são temas de grande impacto para a área de saúde e isso vem ao encontro do que buscamos neste fórum: trazer soluções que contribuam para a sustentabilidade do setor”, completou.
 
A representante da Gerência Geral de Tecnologia e Serviços de Saúde (GGTES) da Anvisa, Diana Carmen de Oliveira, destacou as ações relativas à resistência microbiana. Salientou as principais funções do laboratório no controle das infecções e apresentou os desafios do setor que são, entre outros, implementar um sistema de vigilância de resistência antimicrobiana em serviços de saúde e capacitar profissionais de saúde de hospitais-sentinelas.  
 
Transporte de material biológico
Na sequência, o representante da Gerência Geral de Sangue, Tecidos, Órgãos e Células (GGSTO) da Anvisa, João Batista da Silva Junior, detalhou a RDC 20/2014, que normatiza o transporte de material biológico, implantada há cerca de um mês e que contou com a consultoria de outras agências reguladoras do setor modal, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)  e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). “É uma norma complexa e diversa, que nasceu para ser um guarda-chuva”, explicou. 
 
Ainda no discurso de Silva Junior, foram abordados os requisitos específicos de embalagens para auxiliar no transporte e a importância do diálogo entre os envolvidos do setor, pois, segundo o especialista, não há como regular sem ser parceiro da sociedade. “Tínhamos muitas dificuldades e demandas do setor, de como os serviços de saúde poderiam trabalhar essa questão do transporte de forma efetiva, visto que isso é de responsabilidade regulatória de outros órgãos.” 
 
O gerente se referiu à oficina de trabalho com a Anvisa, promovida no dia 16 de setembro passado, a partir das discussões e apontamentos feitos pela Câmara Técnica criada pela FEHOESP para tratar da RDC 20.
 
Formada pelo diretor da Federação e do SINDHOSP e coordenador do Comitê de Laboratórios da FEHOESP, Luiz Fernando Ferrari Neto; pelo presidente do IEPAS, José Carlos Barbério; pela superintendente do Sindicato e assessora jurídica da Federação, Eriete Teixeira; pelo secretário do Sindicato dos Laboratórios de Patologia, Pesquisas e Análises Clínicas de Minas Gerais (SindLab-MG), Humberto Marques Tibúrcio; e pela consultora técnica Luisa Pelegrino, a CT trabalhou para tirar dúvidas sobre a legislação e tentar auxiliar nos esclarecimentos aos prestadores de serviços laboratoriais em relação à norma. Os primeiros resultados do trabalho realizado pelo grupo foram apresentados durante a oficina, e em breve suas contribuições estarão em material a ser produzido em colaboração com a agência reguladora.
 
Ainda no evento realizado no Fleury, Luiz Fernando Ferrari Neto apresentou vídeos de propostas de soluções práticas para transporte de material biológico.
 
No fim do encontro, o gerente sênior de Relações Institucionais do Grupo Fleury, Wilson Shcolnik, conduziu uma mesa-redonda com participação de  Diana Carmen de Oliveira e João Batista da Silva Junior (Anvisa); Luiz Fernando Ferrari (FEHOESP/SINDHOSP); Humberto Tiburcio (SindLab-MG); Gastão Rosenfeld, da Câmara Técnica da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica  (Abramed-MG); Irineu Grinberg, presidente da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (Sbac); Paula Távora, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML); e Dante Langhi Jr., diretor da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH).
 
Para Shcolnik, o evento permitiu a troca de informações que auxiliarão nas rotinas de trabalhos. “Apresentamos informações práticas sobre o que acontece no mercado, que podem ser úteis para a regulação setorial”, explica. “O momento foi muito oportuno também porque a Anvisa deu início aos diálogos setoriais para construir uma Agenda Regulatória para 2015-2016“, finalizou. 
 
Saiba mais sobre as normas para transporte de material biológico clicando aqui.
 
 
 
Foto interna: Assessoria Fleury

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