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Ana Paula

Em especial, Valor Econômico entrevista Yussif Ali Mere Jr

Excelência em gestão hospitalar. Este foi o tema de reportagem do caderno Valor Saúde, edição especial do jornal Valor Econômico, que contou com a opinião do presidente do SINDHOSP e da FEHOESP, Yussif Ali Mere Jr. A matéria aborda a onda de novos gestores que dominam o setor da saúde mesmo sem formação específica na área e os investimentos dos hospitais que buscam atender à demanda de especialidades.

Segundo Yussif, a virada no padrão de gestão veio com a criação da Agência Nacional de Saúde (ANS) e a regulamentação dos planos de saúde suplementar. "Os hospitais privados passaram a atender um volume maior de usuários de planos e conseguiram se financiar para atender as demandas de um público mais exigente".

 

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Einstein, MS e ANS iniciam projeto-piloto para incentivar parto normal

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, os diretores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) André Longo, Martha Oliveira e José Carlos Abrahão participaram, no último dia 24 de outubro, da assinatura de um acordo de cooperação técnica com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), em São Paulo, para induzir à redução de cesáreas desnecessárias no país. Um projeto-piloto foi desenvolvido para promover o parto normal e qualificar os serviços da saúde suplementar. A ação da ANS também inclui uma consulta pública sobre novas normas para o setor, cujas contribuições já começaram a ser recebidas e devem ser enviadas até o dia 23 de novembro.
 
“Estou convencido de que, se não compartilharmos as responsabilidades nos setores público e privado, não vamos avançar na mudança desse cenário que coloca em risco a saúde de mulheres e crianças no Brasil. Consideramos que a parceria vai poder mobilizar muitas instituições que estão querendo contribuir para essa mudança de cultura, que é o nosso grande desafio”, ressaltou o ministro, referindo-se ao alto índice de 84% de cesáreas na saúde suplementar no país.
 
Com o acordo de cooperação técnica coordenado pela ANS, com duração de três anos, será utilizada a metodologia desenvolvida pelo instituto americano, que se baseia em três aspectos principais:  melhorar a saúde de indivíduos e populações, melhorar a experiência e eficiência no cuidado com a saúde. A estratégia consiste no desenvolvimento de novos modelos assistenciais a partir do conhecimento científico existente, mas customizados à realidade dos serviços de saúde. 
 
Profissionais e gestores de saúde trabalharão em conjunto com equipes do IHI, do Hospital Israelita Albert Einstein e da ANS. Três áreas são prioritárias: além da Atenção ao Parto e Nascimento, a Atenção Primária e a Rede de Atenção à Saúde do Idoso.
 
“Há muitos fatores que influenciam o alto percentual de cesarianas no país. Com este projeto, temos a possibilidade de ampliar trabalho que a ANS já vem fazendo com as operadoras de planos de saúde, envolvendo diretamente quem presta o serviço, o que é muito importante”, afirmou a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira.
 
O projeto de Atenção ao Parto e Nascimento tem início imediato e a implementação pelo Hospital Albert Einstein será em fevereiro de 2015, com previsão de entrega dos resultados no final de 2017. A partir daí, o modelo deverá ficar disponível para ser adotado por qualquer estabelecimento de saúde que se interessar pela iniciativa. Também serão formuladas campanhas de informação e conscientização para profissionais da área de saúde e para beneficiários de planos de saúde. 
 
“Precisamos verdadeiramente de exemplos práticos que contribuam para o melhor desenvolvimento do nosso setor”, observou o diretor-presidente da ANS, André Longo.
 
Atenção ao Parto e Nascimento é primeiro tema a ser abordado
O primeiro projeto será sobre Atenção ao Parto e Nascimento. É prevista a adoção de um modelo que prioriza a organização dos serviços, com foco em ações que reduzam as cesarianas desnecessárias e incentivem o parto normal. 
 
Entre as ações que poderão ser testadas, destacam-se, por exemplo, a assistência ao parto por equipes compostas por médicos e enfermeiros obstetras, a utilização de recursos para alívio da dor, o estímulo à presença de acompanhante e ao uso de protocolos baseados em evidência científica.
 
Em experiência já realizada no Brasil, a aplicação da metodologia do IHI obteve resultados positivos: o percentual de partos normais mais do que dobrou, aumentando de cerca de 20% a 55%; as admissões em UTI neonatal caíram de 155 para 46 em cada 1.000 nascidos vivos; houve aumento da remuneração dos profissionais associados à redução do custo anual total.
 
Redes de atenção à Saúde do Idoso e Atenção Primária
O envelhecimento populacional e o aumento das doenças crônicas não transmissíveis exigem inovações do sistema de saúde suplementar. Nesse contexto, a estruturação e a reorganização da rede de prestação dos serviços têm por objetivo melhorar a gestão do cuidado, planejar o tratamento com base nas necessidades e nos riscos apresentados pelo paciente. 
 
O objetivo é que seja oferecido cuidado integral e contínuo, facilitando o acompanhamento adequado da evolução do tratamento, o acesso do paciente ao atendimento em tempo, lugar, custo e qualidade adequados. Entre as medidas que deverão ser adotadas, estão: definição de um médico responsável pela gestão do cuidado; integração entre consultório, laboratórios e hospital; e suporte de equipe multidisciplinar.
 
Na área de Atenção Primária, base para o funcionamento das redes de atenção à saúde, a reorganização de modelo utilizando a metodologia do IHI também apresentou bons resultados em recente experiência no setor de saúde suplementar. O percentual de mulheres que realizaram Papanicolau aumentou de 20% para 53% das elegíveis; o percentual de mulheres que realizaram mamografia cresceu de 15% para 85% das elegíveis; o cuidado primário considerado perfeito para pacientes diabéticos passou de 0% a 50% da população beneficiária elegível, enquanto os custos tiveram redução de 50%.
 
“Achei este desafio extremamente pertinente por se tratar de assunto tão delicado. O setor privado não sabe mais que o público. Nosso compromisso é com o Estado brasileiro e com aquilo que possa representar o bem comum”, acrescentou o presidente do Hospital Albert Einstein, Claudio Lottenberg.
 
 
Foto: Ramede Felix

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Anvisa avalia novas moléculas para tratamento de hepatites virais

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou que está avaliando novas moléculas para o tratamento de hepatites virais. A decisão, segundo o órgão, se deve às solicitações de informações recebidas pela agência sobre o procedimento de avaliação de novas terapias para o tratamento da hepatite C no Brasil.
 
Até o momento, segundo a Anvisa, foram adotadas medidas em relação a três processos de registro. A primeira foi o início da avaliação dos dados clínicos de um medicamento com o princípio ativo simperevir. Nos outros dois casos, foram aprovados pedidos de priorização de análise para medicamentos com os princípios ativos sofosbuvir e daclatasvir, ambos a pedido do Ministério da Saúde e de empresas solicitantes do registro.
 
“Esses pedidos de prioridade já foram aprovados dentro do que prevê a Resolução da Diretoria Colegiada RDC 37/2014, que disciplina as priorizações de análise de registro de medicamentos”, informou a agência.
 
A hepatite C é uma doença causada por um vírus e transmitida principalmente pelo sangue, mas também pelo contato sexual ou para recém-nascidos durante a gravidez. A enfermidade pode levar à lesões no fígado e até mesmo ao câncer hepático.

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Equipamentos de controle eletrônico têm que estar autorizados pelo MTE

Conforme já divulgado, em setembro de 2010, o SINDHOSP impetrou mandado de segurança em face do superintendente regional do Trabalho do Estado de São Paulo, visando suspender a exigência contida na portaria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nº 1.510/2009, que criou o Ponto Eletrônico, e impedir autuações e imposição de multa aos seus associados pelo não acatamento da aludida portaria, mantendo-se a atual sistemática de controle de jornada de trabalho.
 
Em 4/5/2011, o SINDHOSP obteve sentença favorável que suspendeu a exigibilidade das portarias MTE nº 1.510/2009, 2.233/2009, 1.001/2010 e 1.987/2010, determinando, ainda, que o superintendente regional do Trabalho do Estado de São Paulo abstenha-se de exigir dos seus associados a implantação do registro de ponto eletrônico e de autuá-los e multá-los pela não adoção desse sistema de controle de frequência.
 
Contudo, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região-São Paulo (TRT-SP) extinguiu o processo sem julgamento de mérito, por entender que o Tribunal era incompetente para apreciar a matéria, o que levou o SINDHOSP a ingressar com recurso de revista, visando atacar a decisão que extinguiu a ação.
 
O Tribunal Superior do Trabalho (TST), em 15/4/2014, deu provimento ao recurso de revista do SINDHOSP, reconhecendo a competência da Justiça do Trabalho para apreciar da ação, determinando o retorno dos autos ao TRT da 2ª Região para que prossiga no julgamento da ação. 
 
O TRT da 2ª Região reformou a decisão de primeira instância e cassou a segurança concedida, reconhecendo a legalidade da portaria 1.510/2009 e suas alterações. 
 
Diante dessa decisão, as empresas que quiserem continuar utilizando o registro eletrônico para controle da jornada de trabalho dos seus empregados, somente poderão adotar os equipamentos de controle eletrônico autorizados pelo MTE, sob o risco de se sujeitarem à autuação da fiscalização do trabalho, com a imposição de multas e outras medidas coercitivas.
 
O SINDHOSP esclarece que ingressou com recurso de revista, visando atacar a decisão que reformou a sentença de primeira instância, apelo esse que não possui efeito suspensivo, do qual se aguarda novo julgamento pelo TST.
 
O departamento Jurídico está à disposição dos associados para prestar mais esclarecimentos.
 
 

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SJC discute o faturamento e as tabelas da TUSS

Atualizar os colaboradores dos serviços de saúde, sobre as tabelas da Terminologia Unificada em Saúde Suplementar (TUSS) e como atuar para que o faturamento seja bem elaborado, não causando perda de receita, foram os objetivos do curso “Atualização na área de Faturamento com enfoque nas tabelas TUSS” realizado no escritório regional do SINDHOSP de São José dos Campos, no dia 8 de outubro.
 
Ministrado pela medica e administrado hospitalar com MBA em Gestão de Planos de Saúde, Giuseppina Pellegrini, o treinamento abordou a situação atual da área de faturamento nos serviços de saúde, os principais pontos de divergência nas negociações entre prestadores e operadoras, as dificuldades de relacionamento com a implantação da TUSS, pontos importantes para melhoria das parcerias entre prestadores e planos de saúde, a análise de contas médico-hospitalares, como envolver todas as áreas que atuam no faturamento para a boa interpretação de negociação na análise da conta faturada pelo prestador de serviço para melhores resultados, principais implantações da TUSS que envolvem o faturamento nos serviços de saúde, indicadores sugeridos para acompanhamento da atividade e melhorando a gestão e avaliação das contas médico-hospitalares com as novas tabelas TUSS.
 

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Indicadores de desempenho são importantes para a gestão de hospitais

Para discutir as melhores práticas para aprimorar os processos, comparar resultados por meio da aplicação de bons indicadores, com o objetivo de melhorar a efetividade clínica das instituições de saúde e garantir excelência no cuidado ao paciente, resultados assistenciais e financeiros, presidentes, CEOs, diretores e gestores gerais, clínicos, técnicos, administrativos e de qualidade participaram da 6ª Conferência sobre Indicadores de Desempenho Hospitalar, realizada nos dia 21 e 22 de outubro, no Golden Tulip Park Plaza, em São Paulo.
 
O presidente do SINDHOSP e da FEHOESP, Yussif Ali Mere Jr, presidiu a mesa de debates no primeiro dia do seminário, que abordou os modelos assistências que geram processos e indicadores de qualidade como índices de confiabilidade nas instituições de saúde. O diretor das duas entidades, Luiz Fernando Ferrari Neto, e o presidente do IEPAS, José Carlos Barbério, também participaram do evento.
 
Na abertura da conferência, Yussif chamou a atenção para o cenário atual econômico e político do país, que vem trazendo reflexos para o setor da saúde. “Estamos a poucos dias do segundo turno das eleições, e apesar de a saúde ser uma das principais preocupações  da população, pouco se falou sobre ela na campanha eleitoral. Vivemos num país que forma 18 mil médicos por ano e temos um governo que importa 14 mil médicos e não sabemos se estes profissionais estão ou não preparados para atender às necessidades dos brasileiros. Somos reféns desta situação e de tudo o que está sendo praticado. Precisamos repensar, analisar e buscar soluções”, sugeriu, afirmado que “estamos em uma corrida de obstáculos e precisamos mostrar à população o que está feito  pela saúde e fazer com que haja realmente uma discussão em busca de melhorias para o setor”. 
 
E um dos pontos que precisam ser discutidos na saúde, na opinião do cirurgião torácico e professor convidado para compor a Câmara Técnica do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, Alberto Kaemmerer, é o modelo de transição do cuidado. “Não temos uma transição da academia para o mercado. Há médicos demais e qualificação de menos. Dessa maneira não se pode dizer que há gestão da saúde. É preciso criar um novo modelo assistencial e repensar a questão das doenças crônicas.”
 
Elaborar e implementar um conjunto de indicadores de desempenho hospitalar que irá medir a eficiência e a produtividade dos serviços médicos, seus gastos para realizá-los e a satisfação dos pacientes e familiares que se utilizam dos serviços tem sido a solução implementada, segundo o médico, como uma das alternativas para o mercado. Mas, para ele, é preciso ir além. “Para a construção de um modelo de transição do cuidado é necessário que haja uma parceira entre o público e o privado, de onde se possa extrai os dados para a construção de indicadores mais eficazes. Hoje temos dados e números muitas vezes maquiados. Não há como se construir indicadores com o que temos atualmente, enquanto ainda se confunde gastos e custos com desperdícios e o corpo clínico é aberto”, constatou Kaemmerer, afirmando: “Não consigo vislumbrar nada com este modelo de gestão. A construção de indicadores para ter credibilidade tem que estar atrelada à mudança do modelo assistencial”.
 
Para a médica sanitarista e especialista em epidemiologia e governança clínica, Denise Schout, os indicadores devidamente utilizados possibilitam um bom diagnóstico de como o trabalho em saúde está correspondendo às necessidades da população e como desempenham um papel fundamental no planejamento e na avaliação de programas e serviços em saúde. “Efetividade, equidade e custo-efetividade são uma tendência mundial. É com a organização dos serviços que se garante credibilidade aos dados e propõe um modelo técnico-assistencial de gestão com regulação.”
 
Na opinião do gerente médico do Hospital São Camilo – unidade Santana, Renato Vieira, é o painel de indicadores de desempenho que irá permitir aos diretores e gerentes medir e acompanhar a performance do hospital nas perspectivas financeira, mercadológica e operacional de seus serviços, e se necessário, agir corretivamente. “Somos especialistas na construção de indicadores que permite o acompanhamento do desempenho do hospital. A minha experiência mostra que o importante é que os tomadores de decisão estejam todos sentados à mesa para um debate e pensem como se equilibra o que se gasta em função do que se necessita, lembrando que o risco pode ser calculado, mas as incertezas não.”  
 
No evento, também foram discutidos o registro da assistência na geração de indicadores confiáveis, governança clínica e evolução dos indicadores de qualidade, o retorno de investimentos sobre os programas assistenciais de qualidade e como definir os indicadores que melhor refletem em uma boa qualidade da saúde. No segundo dia, o seminário abordou temas sobre os indicadores administrativo-financeiros.   
 

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ANS realiza segunda reunião do GT de regulação da lei 13.003

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizou no dia 17 de outubro, no Rio de Janeiro, a segunda reunião do Grupo Técnico (GT) de regulamentação da lei nº 13.003. A referida lei trata da contratualização entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços de saúde.
 
O evento contou com a presença de representantes de instituições ligadas ao setor de saúde, que apresentaram sugestões em relação aos critérios, prazos e procedimentos envolvidos na relação entre as operadoras, prestadores e beneficiários. Danilo Bernik, coordenador do departamento de Saúde Suplementar do SINDHOSP, foi o representante da entidade na reunião.
No último encontro, foram debatidas regras dos contratos como a prorrogação, renovação e rescisão; a vedação à suspensão dos serviços contratados antes da efetiva rescisão contratual; e a importância de o prestador de ter acesso às rotinas de auditoria técnica ou administrativa e às justificativas das glosas.
 
“Tivemos mais um debate muito produtivo, com contribuições importantes por parte dos integrantes do Grupo Técnico. Todas essas informações serão agrupadas e levadas à discussão com um grupo maior de pessoas em uma audiência pública que iremos promover em breve”, adiantou a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira.
 
A próxima reunião do GT será no dia 4 de novembro.
 
A lei 13.003/2014, que foi sancionada em 24/6/14, torna obrigatória a existência de contratos escritos entre as operadoras e seus prestadores de serviços. A nova legislação altera a lei 9.656/98, que dispõem sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde, e entra em vigor em 24 de dezembro. Entre os principais pontos de discussão estão a regulamentação de itens como a exigência de comunicação da substituição de profissionais de saúde, laboratórios e clínicas e a definição de percentual de reajuste de honorários nos casos em que operadoras e prestadores não chegarem a um acordo.
 
 

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Genéricos crescem 10% no trimestre

Em um momento de fraco crescimento econômico, os medicamentos genéricos seguem registrando expansão de dois dígitos nas vendas e puxando a média do setor farmacêutico no país, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), com base em dados da consultoria IMS Health.
 
Esse avanço, que se dá também sobre o mercado de outras categorias – remédios de marca ou referência e similares -, conforme a entidade, deve persistir até o fim do ano, elevando a pelo menos 30% o market share dos genéricos no varejo, ante 28% nos três meses encerrados em setembro e 27,3% em igual intervalo de 2013.
 
"Com certeza, vai atingir a marca de 30% até o fim do ano. Essa fatia poderia ser ainda maior se houvesse, por exemplo, mais velocidade na liberação de medicamentos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que vale também para outras categorias de medicamentos", disse ao jornal Valor Econômico a presidente executiva da PróGenéricos, Telma Salles. Considerando-se vendas hospitalares e compras públicas, porém, a participação de mercado já superou esse índice.
 
No terceiro trimestre, os fabricantes de genéricos venderam 229,8 milhões de unidades no varejo, alta de 10,1% na comparação anual. A receita, por sua vez, atingiu R$ 1,9 bilhão, 18,8% acima do valor apurado um ano antes. Esse desempenho, conforme a executiva, reduziu o impacto negativo do cenário macroeconômico nos negócios da indústria farmacêutica como um todo no Brasil.
 
Desconsiderando-se a participação dos genéricos, foram vendidas no país 591,6 milhões de unidades de medicamentos entre julho e setembro, com alta de 6% na comparação anual. Em receita, as vendas somaram R$ 13,04 bilhões, com expansão de 10,9%.
 
Em períodos de "recessão técnica" e incertezas quanto ao futuro, explica Telma, os genéricos avançam na preferência dos consumidores – por lei, esses remédios devem custar 35% menos que os de referência e, devido à forte concorrência entre os fabricantes, os descontos podem alcançar 50%. Além disso, há uma grande concentração dessa indústria em medicamentos de uso contínuo, que não deixam de ser usados mesmo em momentos de crise.
 
No ano até setembro, as vendas de genéricos no país somaram 645,9 milhões de unidades, com crescimento de 11%. Já as receitas totalizaram R$ 11,9 bilhões, o equivalente a alta de 9,2%. "O mercado de genéricos está consolidado no país. Portfólio e eficiência criaram mais uma opção ao consumidor", afirmou.
 
Conforme a entidade, os medicamentos genéricos correspondem a 24,5% da produção total de nove das dez maiores farmacêuticas no país e representam quase 22% do faturamento dessas companhias.
 
 
 

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Santa Paula lança rede social para pacientes oncológicos

Diante da dificuldade encontrada pelos doentes em se relacionar e contar como estão sendo os dias ardilosos, a equipe de marketing do Hospital Santa Paula desenvolveu a Rede Coneccte, nova rede social para promover a troca de experiências entre pacientes oncológicos e seus familiares. A plataforma contará ainda com um suporte de informações sobre câncer com o Blog dos Médicos e o Blog do Instituto de Oncologia Santa Paula. O lançamento, que aconteceu em 21 de outubro no longe do hospital, reuniu pacientes e ex-pacientes, médicos, blogueiras, atores e jornalistas que superaram a doença para um debate contando suas experiências e lições de vida. Como você está se sentindo hoje? Essa é a pergunta feita pela Coneccte ao acessar o site da rede. 
 
“Com este projeto somos uma pequena semente disseminando a importância de se abordar o câncer sem medo, compartilhar histórias, conhecer a necessidade de cada um e promover a integração social entre pessoas que passam por um período tão delicado de suas vidas”, afirmou George Schahin, presidente do Santa Paula. O destaque da plataforma é sua disponibilidade de acesso para qualquer indivíduo. “Nós pensamos muito, mas seria muito egoísmo manter um trabalho desses somente para pacientes aqui do Santa Paula, por isso, decidimos estender a rede social para qualquer pessoa no Brasil, independente de onde ela tem realizado seu tratamento”.
 
Mestre de cerimônias e mediador da mesa de debates, o ator Herson Capri, que se recuperou de um câncer de pulmão, relatou sua história. “Quando fui diagnosticado, há 15 anos, era quase uma sentença de morte ouvir a palavra câncer. As chances de cura para o tipo de doença que eu tive eram mínimas, não alcançavam nem 10%. O medo era grande, mas tive de aprender a administrá-lo. Atualmente as chances de cura são muito maiores, os tratamentos evoluíram e ainda assim o preconceito existe. É preciso desmistificar o câncer. Hoje as pessoas ficam doentes e se curam cada vez mais”. 
 
Os jornalistas Joyce Pascowitch e Marcelo Tas também apoiaram a campanha e destacaram suas experiências com a doença. “O momento do diagnóstico é o mais difícil. O câncer foi um divisor de águas na minha vida e hoje sou outra pessoa. Aprendi a olhar a vida e perceber o que realmente importa nela”, afirmou Pascowitch. “Eu recebi um email carinhoso de uma fã do CQC que estava se tratando do câncer. Ela foi conhecer os bastidores do programa e me contou que sempre se vestia com terno e gravata pretos durante o programa”, disse Tas.
 
Como parte do projeto de lançamento da Coneccte, o hospital realizou também a exposição de fotos “Como você está se sentindo hoje? – Somos todos super-humanos. A ideia era reunir pacientes que se tratam no local para uma mistura de sentimentos relacionados ao enfretamento da doença. 
Durante os meses de outubro e novembro, a partir das 19h, as áreas externas e os jardins do Santa Paula e do Instituto de Oncologia serão iluminados na cor lavanda. 
 
Neste ano, a inovação da cor acontece devido à instrução da Lavender Ribbons, instituição norte-americana que defende que lavanda é a cor do laço que une todas as campanhas contra os mais diversos tipos de câncer. “A partir de um estudo de cor, detectamos que a cor lavanda representa a luta contra todos os tipos de câncer, promovendo a conexão entre todos os pacientes oncológicos independente do diagnóstico. Por essa razão, decidimos abrir o leque da causa este ano para a conscientização da importância da prevenção", explica Paula Gallo, diretora de marketing do hospital. Para iluminar os 20 mil m2 de área neste tom, foram utilizadas películas em gel em todos os pontos de luz externos e mais doze refletores de alta performance com 2000 watts cada.
 
Para ter acesso à Rede Coneccte, basta acessar o site www.coneccte.com.br . 
 
A cobertura completa do evento você lê na próxima edição do Jornal do SINDHOSP.
 
 

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Sírio-Libanês oferece marcadores de páginas

O Hospital Sírio-Libanês firmou parceria com a Livraria Cultura para, durante o mês de outubro, oferecer aos clientes da livraria marcadores de página alusivos ao Outubro Rosa, evento internacional para a conscientização e combate ao câncer de mama. Foram confeccionados 270 mil marcadores, com o slogan “Faça do amor próprio um gesto de prevenção”, que serão distribuídos em 17 lojas da rede.
 
A parceria faz parte de um conjunto de ações promovidas pelo Hospital para chamar a atenção das pessoas sobre a importância da prevenção e do tratamento precoce da doença.
 
As unidades do hospital na Bela Vista e no Itaim, em São Paulo, e de Brasília estão iluminadas com a cor rosa, marca da campanha. Os canais institucionais online serão utilizados para a veiculação de informações sobre a doença, a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Camisetas e pins estão sendo vendidos na loja de conveniência do hospital, com a arrecadação revertida para o projeto Florescer, atividade de responsabilidade social desenvolvida pelo Hospital para recuperação da qualidade de vida das pacientes tratadas.
 
Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada tardiamente. Todos os anos cerca de 13.200 mil mulheres morrem em decorrência da doença no país. O Inca também estima que em 2014 sejam registrados 57 mil novos casos de câncer de mama no Brasil.
 
De acordo com o mastologista Alfredo Barros, coordenador do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio-Libanês, a divulgação promovida pelo Outubro Rosa é importante porque 97% dos casos diagnosticados precocemente, por meio da mamografia, têm cura. “Toda mulher, a partir dos 40 anos, deve realizar mamografia anualmente. É fundamental, que as mulheres solicitem aos seus médicos a prescrição do exame”, diz o especialista. O médico ressalta que o comprometimento estético das mamas é menor se a doença for diagnosticada e tratada precocemente.
 
 

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