Sindhosp

Ana Paula

Convenção Coletiva de Trabalho – MÉDICOS DE SANTOS –  11/02/2022 – INFORME SINDHOSP JURÍDICO Nº 10-A/2022

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO DOS MÉDICOS DE SANTOS, com vigência de 1º de setembro de 2020 a 31 de agosto de 2022 (vigência de 2 anos).

Abaixo, exemplo de aplicação do reajuste escalonado:

Salário de R$ 5.000,00 reajustado pela última Convenção Coletiva firmada (2018):

 3% em setembro de 2021 – R$ 5.000,00 x 5%=R$ 150,00, que somados aos R$ 5.000,00 resulta em R$ 5.150,00, a partir de 1º de setembro de 2021;

 6% em janeiro de 2022 – R$ 5.000,00 x 6%=R$ 300,00, que somados aos R$ 5.000,00 resulta em R$ 5.300,00, a partir de 1º de janeiro de 2022, sem aplicação retroativa;

 9% em maio de 2022 – R$ 5.000,00 x 9%=R$ 450,00, que somados aos R$ 5.000,00 resulta em R$ 5.450,00, a partir de 1º de maio de 2022, sem aplicação retroativa.

O abono indenizatório de R$ 400,00 deverá ser pago a todos os empregados abrangidos pela Convenção.

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São Paulo, 11 de fevereiro de 2022. 

FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN

Presidente

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Cai a ocupação de leitos de UTI Covid-19 nos hospitais

A ocupação de leitos de UTI para pacientes Covid-19 caiu nos últimos 20 dias. Na nova pesquisa SindHosp realizada entre os dias 1 a 9 de fevereiro, apenas 11% dos hospitais relataram ocupação de 81% a 100% de sua UTI Covid. Enquanto na pesquisa anterior, realizada de 12 a 19 janeiro, 39% dos hospitais relatavam ocupação de 81% a 100%, indicando uma desaceleração das infecções graves por Covid-19.


Levantamento aponta queda na ocupação de leitos em UTI

A pesquisa do SindHosp ouviu 72 hospitais (25% na capital e 75% no interior) que dispõem de 8.972 leitos, sendo disponibilizados para Covid 1.907 leitos, sendo 52 pediátricos,644 de UTI e 1.211 leitos clínicos. Mas 95% dos hospitais relatam capacidade de aumento de leitos para Covid caso haja necessidade.


Atendimento de urgência

Os atendimentos de urgência para pacientes com suspeita de Covid-19 continuam crescendo. Para 51% dos hospitais o aumento do atendimento emergencial foi de até 20% e para 34% dos hospitais variou entre 21% e 40% esse crescimento nos últimos 15 dias.


Esse aumento nos atendimentos de urgência tem gerado espera de 1 hora em 51% dos hospitais e de 2 a 3 horas em 32% dos serviços de saúde.


Para o médico Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, a diminuição das internações em UTI e o contínuo aumento dos atendimentos de urgência nos prontos-socorros podem indicar que a contaminação dos pacientes tem ocorrido de forma mais leve em decorrência da vacinação em massa. 


“Mas alertamos que o período de carnaval, com a decretação de ponto facultativo, pode propiciar aglomerações e reiniciar uma nova onda de infecções”, destaca. O médico frisa a necessidade de se evitar aglomerações e o uso contínuo de máscara e lavagem de mãos.


Faixa etária dos pacientes

Pacientes internados em leitos de UTI têm entre 60 e 79 anos em 76% dos hospitais enquanto nos leitos clínicos 41% dos hospitais registram também pessoas de 60 a 79 anos.


Maiores problemas

Questionados sobre os maiores problemas encontrados no atendimento hospitalar, 67% dos hospitais indicaram o afastamento de profissionais da equipe multiprofissional e de médicos por problemas de saúde e 21% relataram que o grande problema refere-se ao aumento do atendimento de urgência/emergência maior que a capacidade do hospital.


Cancelamento de cirurgias eletivas

Mesmo com a ocupação de UTIs em baixa, 40% dos hospitais informam que estão cancelando de 21% a 40% das cirurgias eletivas e 36% dos estabelecimentos de saúde estão com cancelamento de até 20%.


Aumento do atendimento de consultas on-line

35% dos hospitais relatam aumento das consultas on-line em mais de 60% enquanto 27% deles registram aumento dos atendimentos online de 21% a 40%.

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Convenção Coletiva de Trabalho –  BIOMÉDICOS –  07/02/2022 – INFORME SINDHOSP JURÍDICO Nº 4-A/2022

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO DOS BIOMÉDICOS PROFISSIONAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO – SINBIESP, com vigência de 1º de setembro de 2020 a 31 de agosto de 2022 (vigência de dois anos). 

Abaixo, exemplo de aplicação do reajuste escalonado:

Salário de R$ 4.000,00 em setembro de 2018: 4% em setembro de 2021 – R$ 4.000,00 x 4%=R$ 160,00, que somados aos R$ 4.000,00 resulta em R$ 4.160,00, a partir de 1º de setembro de 2021.

8% em fevereiro de 2022 – R$ 4.000,00 x 8%=R$ 320,00, que somados aos R$ 4.000,00 resulta em R$ 4.320,00, a partir de 1º de fevereiro de 2022, sem aplicação retroativa.

12% em maio de 2022 – R$ 4.000,00 x 12%=R$ 480,00 que somados aos R$ 4.000,00 resulta em R$ 4.480,00, a partir de 1º de maio de 2022, sem aplicação retroativa. 

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São Paulo, 7 de fevereiro de 2022. 

FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN

Presidente

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Nova CID 11: saiba quando o Burnout passa a ser doença ocupacional

Em janeiro deste ano entrou em vigor a nova classificação da OMS para a Síndrome de Burnout, a CID 11. Pesquisa demonstra prevalência do Burnout em 78% dos profissionais da saúde.


A Síndrome de Esgotamento Profissional, também conhecida como Síndrome de Burnout, passou a ser considerada desde 1 de janeiro de 2022 uma doença ocupacional segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na nova classificação, Burnout é considerado um estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso.

O Burnout, de acordo com a nova classificação da OMS, deixa de ser identificado como um problema de saúde mental com quadro psiquiátrico e passa a ser oficializado como “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”. 

Essa alteração na descrição da doença já havia sido aprovada em 2019, na 72ª Assembleia Mundial da OMS. No documento, a Organização caracteriza a Síndrome por sensação de esgotamento, cinismo ou sentimentos negativos relacionados ao trabalho e eficácia profissional reduzida.

Esse esgotamento refere-se especificamente a fenômenos relativos ao contexto profissional e não deve ser utilizado para descrever experiências em outros âmbitos da vida. 

A nova classificação da OMS deve estimular empresas a investigar ainda mais o ambiente laboral e propor ações estruturadas para torná-lo mais saudável, mitigando riscos.

Especialmente na área da saúde, uma pesquisa da PEBMED, publicada em novembro de 2020, aponta para a necessidade de ações imediatas para o bem-estar de toda a equipe que presta assistência.

Isso porque, durante a pandemia, a PEBMED apurou que 78% dos profissionais de saúde tiveram sinais de Síndrome de Burnout, com prevalência entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

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Convenção Coletiva de Trabalho – SAÚDE SANTOS – 01/02/2022 – INFORME SINDHOSP JURÍDICO Nº 8-A/2022

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO DOS TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE SANTOS, SÃO VICENTE, GUARUJÁ, CUBATÃO, PRAIA GRANDE, MONGAGUÁ, ITANHAÉM, PERUÍBE, ITARIRI, PEDRO DE TOLEDO, MIRACATU, IGUAPE, CANANÉIA, PARIQUERA-AÇU, BERTIOGA, SÃO SEBASTIÃO E ILHABELA – SINTRASAÚDE, com vigência de 1º de outubro de 2021 a 30 de setembro de 2022. 

Abaixo exemplo de aplicação do reajuste escalonado: Salário de R$ 2.000,00 em janeiro de 2021: 5% em outubro de 2021 – R$ 2.000,00 x 5%=R$ 100,00, que somados aos R$ 2.000,00 resulta em R$ 2.100,00, a partir de 1º de outubro de 2021;

10,78% em fevereiro de 2022 – R$ 2.000,00 x 10,78%=R$ 215,60, que somados aos R$ 2.000,00 resulta em R$ 2.215,60, a partir de 1º de fevereiro de 2022, sem aplicação retroativa.

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São Paulo, 1º de fevereiro de 2022.

FRANCISCO ROBERTO BALESTRIN

Presidente

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Cresce ocupação de leitos de UTI nos hospitais privados paulistas, avalia pesquisa do SindHosp

Pesquisa do SindHosp constatou que mais de 80% dos hospitais da amostra pesquisada estão com ocupação de 40% dos leitos de UTI com pacientes Covid-19

Maior pesquisa do setor, apurada no período de 12 a 19 de janeiro, ouviu 81 hospitais privados no estado de São Paulo, sendo 21% da capital e 79% do interior. Dados mostram que a Covid-19 está levando pacientes de volta às UTIs.

Segundo o médico Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, a tendência de queda nas internações de UTI observada desde outubro do ano passado teve uma reversão logo após o período das festas de fim de ano.

Este índice de 40% de ocupação de leitos em UTI indica uma tendência de crescimento das internações em UTI e acende um sinal amarelo, exatamente em um momento que enfrentamos falta de testes, o afastamento de profissionais de saúde e o apagão de dados”, avalia.

No entanto, ele informa que é preciso considerar também que houve diminuição de leitos disponibilizados para Covid-19 desde o final do ano passado quando as internações em UTI caíram drasticamente.

Hoje estima-se que em média os hospitais estão disponibilizando 10% a 15% dos leitos de UTI para Covid-19. Lembrando que no auge da pandemia ano passado, os hospitais destinavam de 40% a 50% dos leitos de UTI para Covid-19.

A pesquisa apurou ainda que 100% dos hospitais pesquisados confirmam que estão notificando regularmente as autoridades sanitárias sobre a Covid-19.

Afastamento de profissionais é o maior problema

38% dos hospitais responderam que o maior problema no atendimento a pacientes Covid-19 e de síndrome gripal refere-se ao afastamento de colaboradores por doença e 24% informaram que o maior entrave é o aumento da demanda maior que a capacidade de atendimento nos prontos-socorros.

Sobre a reposição de estoques de testes para Covid-19 e Influenza, 72,60% dos hospitais relataram dificuldades, confirmando pesquisa com laboratórios que indicou que 88% deles enfrentam dificuldades na reposição de testes.

Tempo médio de espera para atendimento de urgência

A pesquisa aponta grandes dificuldades no atendimento de urgência/emergência de pacientes com suspeita de Covid-19 e síndromes gripais. 75% dos hospitais relataram espera acima de 2 horas, sendo que 43% apontam uma espera de 2 a 3 horas e 32% informam espera acima de 3 horas.

Faixa etária

48,5% dos pacientes com Covid-19 internados em UTI estão na faixa etária dos 60 a 79 anos e 34% de 30 a 50 anos. Enquanto no serviço de urgência/emergência, 51% dos pacientes têm entre 30 a 50 anos e 30,5% dos pacientes encontram-se na faixa etária dos 60 a 79 anos.

Baixe o E-book “Uma análise da pandemia em São Paulo”

Desde março de 2020 o SindHosp vem monitorando a trajetória da pandemia nos hospitais privados. Um compilado com o histórico das 20 fases da pesquisa, aplicada durante 18 meses, foi lançado em formato de E-book.

Faça o download gratuito e acompanhe as principais experiências dos hospitais privados paulistas durante o combate à Covid-19.

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Nota de Repúdio do CEM_COVID_AMB à Portaria SCTIE/MS nº 4 de 20/01/2022

O Ministério da Saúde, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (SCTIE/MS) publicou na última sexta-feira, dia 20/01/2022 portaria que “torna pública a decisão de NÃO APROVAR” os pareceres “Diretrizes Brasileiras para o Tratamento Medicamentoso Ambulatorial e Hospitalar do Paciente com Covid-19”.
Cabe esclarecer que os pareceres técnicos rejeitados de forma unilateral pelo responsável pela SCTIE/MS, foram frutos de meses do trabalho de e elaborado por um grupo de cientistas, médicos, professores universitários e metodologistas das mais diversas instituições e sociedades médicas do Brasil, nomeados pelo próprio Ministério da Saúde, e se constitui em uma sólida recomendação técnica aos médicos do país no que tange o manejo da Covid-19.
Esses pareceres técnico-científicos haviam recebido aprovação definitiva em plenárias da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), sendo que não há registro de vetos de decisões da CONITEC por qualquer outro secretário da SCTIE/MS na história do Ministério da Saúde.


A pretensa argumentação que tenta fundamentar a decisão de não aprovação pela SCTIE/MS dos referidos pareceres não tem a menor sustentação científica, e é composta exclusivamente por pontuações falaciosas, explicitada no trecho que se segue:
“…há incerteza e incipiência do cenário científico diante de uma doença em grande parte desconhecida; presença de diversos medicamentos utilizados em caráter off-label durante a pandemia…”.
Ao contrário do que diz a portaria da SCTIE/MS, no atual momento em janeiro de 2022 não há mais debate ou dúvidas científicas sobre a não eficácia de Hidroxicloroquina/Cloroquina (HCQ/CQC) e Ivermectina entre outras drogas em termos de benefícios clínicos à pacientes com Covid-19.


Nenhuma sociedade médica brasileira ou instituição pública nacional ou internacional tais como Organização Mundial de Saúde (OMS), Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), Center for Diseases Control (CDC) ou National Institute of Health (NIH) dos Estados Unidos, ANVISA, Sociedade Brasileira de Infectologia, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) e a Associação Médica Brasileira recomenda o uso dessas medicações.


A portaria da SCTIE/MS vai além em termos de completo desalinhamento científico, e em uma tabela desastrosa tenta induzir erroneamente o entendimento que Hidroxicloroquina/Cloroquina (HCQ/CQC) tem comprovação de eficácia e é segura, e incrivelmente desacredita as vacinas contra Covid rotulando como sem efetividade e com dúvidas sobre a segurança.


O Comitê Extraordinário de Monitoramento da Covid-19 da Associação Médica Brasileira – CEM COVID__AMB reitera o apoio irrestrito ao parecer “Diretrizes Brasileiras para o Tratamento Medicamentoso Ambulatorial e Hospitalar do Paciente com Covid-19”, e entende que o veto do secretário da SCTIE/MS parece ser gesto arbitrário e unilateral que constitui grave afronta ao enfretamento assertivo da Pandemia Covid no Brasil.


É com indignação e urgência que solicitamos ao Ministro da Saúde a anulação da Portaria SCTIE/MS nº 4 de 20/01/2022, bem como a pronta aprovação das “Diretrizes Brasileiras para o Tratamento Medicamentoso Ambulatorial e Hospitalar do Paciente com Covid-19” na forma em que foram aprovadas pela CONITEC.

Link: https://globoplay.globo.com/v/10237603/

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OPAS/OMS alertam para uso racional de testes de diagnóstico para Covid-19

No contexto do aumento repentino no uso de testes de diagnóstico para Covid-19, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) emitiram alerta epidemiológico para recomendar medidas que assegurem a provisão dos testes.

Baixe aqui a íntegra do comunicado da OPAS/OMS

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Nota técnica aos laboratórios

Ciente do aumento pela procura de testes para Covid-19 e acompanhando as ações de fiscalização desempenhadas pelo Procon-SP em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde, o SindHosp apresenta aos laboratórios de São Paulo indicações para gestão de crise em três tópicos fundamentais. São eles:

1º passoPreparar a estrutura do laboratório para receber as autoridades.

– Selecione uma sala adequada para atendimento aos órgãos, com privacidade, silêncio e organização, assim como providenciar que os agentes sejam devidamente atendidos por gestores responsáveis em condições de prestar esclarecimentos objetivos sobre os questionamentos feitos.

2º passo: Para responder aos questionamentos, treine uma parcela ou responsável de sua equipe, em especial os responsáveis pela gestão financeira do laboratório, que possa estar munida das informações e documentos necessários.

– Estão sendo exigências pelo Procon-SP e pela Secretaria de Estado, a comprovação por notas fiscais e venda ao consumidor sobre os preços praticados em 2021 e 2022, especialmente entre os meses de novembro/21 a janeiro/22. Portanto, antecipe a disponibilidade desses documentos, facilite o acesso e a comunicação interna.

3º passo: Providenciar informações como critério de atendimento e agendamento, justificativa para elevações de preço e funcionamento do estoque. 

– Porcentagens que apresentem o aumento ou diminuição de valor cobrado também podem auxiliar na fiscalização. Em casos em que o laboratório tiver elevado o preço sobre os testes, é necessário esclarecer a razão, como valor do preço de compra, apresentando documentos emitidos pelos fornecedores, por exemplo.

Nesse momento em que é desempenhada essa força-tarefa por meio dos órgãos responsáveis, é fundamental a colaboração de todos os laboratórios do estado para fornecer as informações e documentações solicitadas pelos fiscais, contribuindo, assim, com as análises necessárias, a fim de afastar qualquer suspeita de abuso dos laboratórios em prejuízo da população, decorrente do aumento repentino de demanda por exames relacionados emergência sanitária atual.

O SindHosp se coloca à disposição dos laboratórios de São Paulo para auxiliar em futuras necessidades e indica, nesse momento em que a provisão dos testes é tão estratégica para a contenção do vírus, o uso racional dos testes de diagnóstico para Covid-19, seguindo as recomendações emitidas pela OPAS/OMS em alerta epidemiológico, disponível em nosso site para conferência.

Doutor Luiz Fernando Ferrari Neto
Vice-presidente e Coordenador do Comitê de Laboratórios do SindHosp

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88% dos laboratórios privados no estado de São Paulo enfrentam problemas para reposição de testes para Covid-19 e Influenza

Dado foi apurado em pesquisa do SindHosp – Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo junto a uma amostra de 111 laboratórios privados, na semana de 10 a 14 de janeiro. 

A pesquisa constatou que houve aumento nas testagens para Influenza em 92% dos laboratórios nos últimos 15 dias e aumento de testagem para Covid-19 em 99% dos serviços de saúde nesse mesmo período. 

O crescimento dos testes para Covid-19 teve aumento de 100% em 92% dos laboratórios, e de 501% a 1000% em serviços de algumas regiões do interior como Jacareí e São José do Rio Preto.

A corrida dos pacientes aos laboratórios para testes provocando aumento de atendimento muito maior que a capacidade de testagem pode provocar desabastecimento. 

Na amostra pesquisada, mais da metade dos serviços de saúde declarou possuir estoque de testes para Covid e Influenza para menos de 7 dias e 22,5% dos laboratórios possuem estoque para 15 a 21 dias, sendo que a maioria desses laboratórios encontra-se no interior.

Segundo o médico Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, a situação pode repetir o que aconteceu no ano passado, quando a variante Delta da Covid-19 levou à superlotação dos hospitais, provocando falta generalizada de materiais, medicamentos e até oxigênio.

 “Não há previsão de prazo para saber até quando poderemos manter o atendimento laboratorial nesses níveis tão elevados, pois os estoques variam muito entre os laboratórios e as regiões, sendo que o desabastecimento atinge mais rapidamente pequenos e médios laboratórios, já que as grandes redes possuem maior capacidade de compra e de estocagem”, explica.

Para Luiz Fernando Ferrari, coordenador do Comitê de Laboratórios do SindHosp, a pesquisa também constatou que predomina a faixa etária de pacientes de 30 a 50 anos nos testes positivos de Covid-19. 

No levantamento, 75% dos laboratórios informaram utilizar o teste PCR e 25% o teste rápido /antígeno. 

73% dos laboratórios afirmaram no levantamento que podem oferecer a possibilidade de realizar testes de sequenciamento genético para diferenciar a variante do coronavírus desde que esse pedido seja feito pelos pacientes.

Para o presidente do SindHosp, Francisco Balestrin,  é imprescindível que a população continue se vacinando em massa e que não abandone as medidas de segurança à saúde: máscara, higienização das mãos e distanciamento social.

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