Sindhosp

Josiane Mota

Brasil desperdiça 20% dos recursos da saúde

A máxima “não se gerencia o que não se mensura” cabe perfeitamente no caso da saúde brasileira, pois é difícil se estimar os desperdícios cometidos pelo setor. A falta de automação e informatização da TI brasileira acaba colaborando para o aumento do desperdício. De acordo com o estudo “Fontes de desperdício de recursos no sistema de saúde americano”, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), a tecnologia é aliada na hora de combater os gastos, sobretudo, os administrativos.
 
A pesquisa mostra que a automação de atividades administrativas, como o preenchimento de guias, integração e padronização de rotinas, formulários de pagamento e simplificação das exigências regulatórias poderiam reduzir os gastos do setor entre US$ 168 bilhões e US$ 180 bilhões por ano. Estes recursos estão relacionados principalmente as horas de trabalho que médicos, enfermeiros e funcionários administrativos gastam em atividades de interação com as seguradoras e programas públicos de saúde, como pedidos de pagamento e de autorização para procedimentos.
 
No Brasil, calcula-se que os gastos administrativos equivalham a 12,8% da receita das operadoras de planos de saúde, no setor privado, e a 12,5% do orçamento total da União para as atividades públicas de assistência à saúde.
 
De acordo com o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro. Tanto no setor privado como o público é necessário mensurar os desperdícios da melhor forma usando tecnologia e com base na informação fazer melhor gestão. “Se nos Estados Unidos isso é de 20% a 30 % do PIB, no Brasil, pelo menos 20% do nosso gasto com saúde o Brasil deve ser desperdício. Há muito para reduzir, pois como sabemos não conseguimos gerenciar o que não mensuramos primeiro”, afirmou.

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Saúde está em 5° lugar na lista de gastos nobres

Dos R$ 47,3 bilhões gastos com investimentos pelo Governo Federal em 2013, 8% foi proveniente do Ministério da Saúde, segundo levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM). Dentre os órgãos do Executivo, a Saúde aparece em quinto lugar na lista de prioridades no chamado “gasto nobre”.
 
“O SUS precisa de mais recursos e por isso entregamos ao Congresso Nacional mais de dois milhões de assinaturas em apoio ao projeto de lei de iniciativa popular Saúde+10, que vincula 10% da receita bruta da União para o setor. Por outro lado, é preciso que o Poder Executivo priorize e aperfeiçoe sua capacidade de gerenciar os recursos disponíveis”, criticou o presidente do CFM, Roberto d’Ávila. “Não bastasse o setor ter sido preterido em relação a outros, quase R$ 5,5 bilhões deixaram de ser investidos no ano passado”, acrescentou.
 
Para a entidade, o resultado evidencia que obras em rodovias, estádios, mobilidade urbana, entre outros investimentos, estão à frente da construção, ampliação e reforma de unidades de saúde e da compra de equipamentos médico-hospitalares para o Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), o CFM mostra que, do total de R$ 9,4 bilhões disponíveis para investimentos em unidades de saúde em 2013, o governo desembolsou R$ 3,9 bilhões, incluindo os restos a pagar quitados (compromissos assumidos em anos anteriores rolados para os exercícios seguintes). Os valores foram inferiores aos investimentos dos Transportes (R$ 11 bilhões), Defesa (R$ 8,8 bilhões), Educação (R$ 7,6 bilhões) e Integração Nacional (R$ 4,4 bilhões). Para 2014, R$ 9,9 bilhões estão previstos para investimentos na Saúde.
 
Os dados apurados pelo CFM mostram ainda que, nos últimos 13 anos (2001 a 2013), foram autorizados R$ 80,5 bilhões específicos para este fim. No entanto, apenas R$ 33 bilhões foram efetivamente gastos e outros R$ 47,5 bilhões deixaram de ser investidos. Em outras palavras, de cada R$ 10 previstos para a melhoria da infraestrutura em saúde, R$ 6 deixaram de ser aplicados.

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XHL Consultoria promove curso de gestão de custos

Voltado para todos os profissionais do segmento saúde, em especial os que atuam nas áreas financeira, de custos, de controladoria, de contabilidade, comercial e gestores de hospitais, clínicas e serviços de diagnósticos, envolvidos nos processos decisórios, nas negociações e no gerenciamento e controle das operações, a XHL Consultoria realiza o curso Gestão de Custos em Saúde, que ocorrerá no dia 31 de março, no Century Paulista Flat, na Bela Vista, em São Paulo.
 
O curso tem por objetivo suscitar discussões e despertar ao participante a importância das ferramentas gerenciais, que auxiliem o gestor na geração de controles e gerenciamento das informações para tomada de decisão, lastreadas em dados confiáveis e dinâmicos. Só uma boa gestão de custos pode levar ao efetivo conhecimento destas informações, bem como proporcionar noções claras e objetivas para o desenvolvimento destas ferramentas no dia a dia da gestão da instituição.
Para ministrar as palestras: Eduardo Regonha é diretor executivo da XHL Consultoria, doutor em Ciências pela Unifesp/EPM, pós-graduado em Administração Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
 
Entre os temas a serem abordados estão: Cenário do setor, Gestão de Custos, Custeio por absorção, Formação dos preços dos serviços, O custeio dos procedimentos médico-hospitalares, Custeio variável, Margem de contribuição e Custos para Decisão.
 
Segundo Eduardo Regonha, “o segmento da saúde convive com constantes negociações com os diversos clientes e fornecedores e sempre há a necessidade de sistemas confiáveis, que gerem subsídios para tomada de decisão e traga para a instituição informações de alta qualidade, com dinamismo e praticidade. Estes são pré-requisitos essenciais para uma gestão de alta performance, e para um efetivo gerenciamento e controle absoluto dos custos e maximização das receitas”.
 
Mais informações e as inscrições podem ser feitas pelo link: http://xhl.com.br/index.php .
 

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ISS: FEHOESP, SINDHOSP e médicos negociam com Prefeitura

Nos dias 18 e 19 de fevereiro, o presidente da FEHOESP e do SINDHOSP, Yussif Ali Mere Jr, esteve reunido com representantes médicos: na Câmara Municipal de São Paulo, e na Secretaria de Finanças do Município, com o secretário Marcos Cruz. O motivo do encontro: obter perdão da dívida de várias clínicas paulistas que foram desenquadradas da categoria uniprofissional, nos anos de 2007 e 2008, e passaram a ter de recolher o Imposto Sobre Serviços (ISS) baseado em seus faturamentos – correspondente a 2% do total. As clínicas que sofreram o desenquadramento ainda têm de pagar multa retroativa por cinco anos.
 
As negociações já duram um ano e envolvem representantes das principais entidades médicas, como Associação Paulista de Medicina, Cremesp e Sindicato dos Médicos. A categoria já alertou os diretores de Fiscalização e Arrecadação da Prefeitura que, por conta da cobrança, que envolve valores altíssimos em alguns casos, as condições financeiras e o atendimento dos consultórios ficariam seriamente comprometidos. A pedido do secretário Marcos Cruz, o presidente do SINDHOSP, acompanhado da superintendente jurídica da FEHOESP e do SINDHOSP, Eriete Teixeira, comprometeu-se a realizar um levantamento de quantas clínicas estão nesta situação. 
 
A fim de conhecer esta realidade, o SINDHOSP preparou uma enquete. É muito importante que as clínicas participem, respondendo a duas simples perguntas: “sua clínica é enquadrada como uniprofissional para pagamento de ISS?” e “sua clínica já foi autuada pelo Fisco Municipal por conta desta cobrança?”. O formulário online de respostas estará disponível até o dia 27 de fevereiro. Não deixe de participar. As respostas são anônimas.
 
Basta clicar no link abaixo:
 

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Nova portaria do MS limita aconselhamento genético

Por RAFAEL GARCIA com colaboração de JOHANNA NUBLAT
 
Uma portaria do Ministério da Saúde que regulamenta a oferta de aconselhamento genético por meio do SUS (Sistema Único de Saúde) está recebendo críticas de geneticistas não médicos, que ficam impedidos de oferecer o serviço a partir de agora.
 
Pacientes que querem entender riscos dos males hereditários, suas consequências e as opções para lidar com situações que eles impõem precisam recorrer a um geneticista formado em medicina.
 
As críticas ganharam força há uma semana quando a bióloga Mayana Zatz, da USP (Universidade de São Paulo) –uma das mais conhecidas especialistas do país em genética humana–, acusou o ministério de estrangular a demanda por serviços de saúde na área de genética.
 
“Existem mais de 6 milhões de pessoas com doença genética no Brasil e apenas 160 médicos geneticistas”, diz a cientista. “Não é difícil prever que, com essa limitação, a grande maioria das famílias com doenças genéticas não terá acesso ao aconselhamento genético.”
 
Segundo Zatz, a portaria exclui “milhares de cientistas com doutorado em genética humana” que já vêm oferecendo o serviço.
 
Sérgio Pena, médico geneticista da UFMG, diz que não vê problema em outros profissionais de saúde fazerem aconselhamento, desde que diagnósticos continuem sendo prerrogativa de médicos.
 
O governo afirma que a portaria não restringe, mas amplia a atenção a doenças raras, pois institui o serviço como procedimento bancado pelo SUS. Até então, segundo José Eduardo Fogolin, coordenador da área no ministério, o aconselhamento genético era feito só em centros universitários, tendo a pesquisa como finalidade.
 
O ministério prevê um segundo momento em que outros profissionais possam realizar o procedimento. Fogolin nega que o número de médicos geneticistas seja um gargalo para o aconselhamento e diz que o SUS pode vir a oferecer o serviço em todas as regiões do país.
 
SETOR PRIVADO
 
Uma outra norma para serviços de genética em saúde atrai reclamações de médicos. Aqueles que possuem registro no CRM, mas não são especialistas em genética, não poderão mais assinar pedidos de exame de DNA.
 
A ANS (Agência Nacional de Saúde) determinou que isso passa a ser exclusividade do médico geneticista. Planos de saúde podem recusar, por exemplo, um pedido de exame de síndrome de Huntington feito por um neurologista, ainda que a doença seja um mal do sistema nervoso.
 
“Não sei se as seguradoras querem evitar bancar esses exames, que são muito caros”, diz Thomaz Gollop, geneticista-obstetra da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Ele vê risco de “elitização” do serviço sob a nova regra.
 
OUTRO LADO
 
A presidente da SBGM (Sociedade Brasileira de Genética Médica), entidade consultada pelo governo para a elaboração das novas regras do setor, nega que a motivação para as mudanças tenha sido o corporativismo de médicos dessa especialidade.
 
“Vemos com muito bons olhos os outros profissionais, desde que tenham o treinamento adequado”, diz Lavinia Faccini, médica geneticista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “O que a SBGM não concorda é que, por exemplo, biólogos que têm mestrado ou doutorado em genética sejam automaticamente considerados capacitados para fazer aconselhamento genético.”
 
Quanto à norma da ANS que restringe exames, Faccini diz que é um meio de evitar pedidos “desnecessários”. Para ela, o médico geneticista pode atuar só como consultor nesses casos, sem precisar examinar pacientes. “Isso tem funcionado bem em planos de saúde que têm um geneticista encarregado de ver os pedidos que vêm dos médicos e dizer se são adequados ou não”, diz.

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Médicos podem sofrer Interdição do exercício ético

Divulgamos a Resolução CFM nº 2.062/2013, que dispõe sobre a interdição ética, total ou parcial, do exercício ético-profissional do trabalho dos médicos em estabelecimentos de assistência médica ou consultórios privados, quando não apresentarem as condições exigidas como mínimas na Resolução CFM nº 2056/2013.

A interdição ética ocorrerá quando, diante de prova inequívoca presente no relatório de vistoria e fiscalização, inexistirem os requisitos mínimos essenciais previstos no Manual de Vistoria e Fiscalização da Medicina no Brasil, conforme disposto na Resolução CFM nº 2.056/2013.

A íntegra  da Resolução pode ser obtida clicando aqui e/ou pelo e-mail: biblioteca@sindhosp.com.br

 

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Planisa planeja crescimento de 23% em 2014

No ano de 2013, em que completou 25 anos de atividade, a Planisa apresentou um crescimento acima de suas expectativas impulsionado pelo sucesso na implantação de sua filial no Rio de Janeiro, por uma nova frente de atuação em Cabo Verde e pela demanda de estudos de Business Plan, e por projetos de Diagnóstico Situacional, motivados por instituições preocupadas com a melhoria da performance de seus negócios.
 
Este ano, a Planisa continuará seus investimentos nos produtos de Gestão Estratégica de Custos e Melhoria dos Resultados, Estudos de Business Plan para novos empreendimentos de saúde, projetos de Sustentabilidade Financeira das Organizações de Saúde, Planejamento Estratégico, Gestão Orçamentária e Projetos de Reformulação do Modelo de Remuneração.
 
Outro dado relevante é que a Planisa tem a projeção de contratação de mais de 20% de profissionais para que possa expandir a atual carteira composta por 150 clientes, tanto do setor público como privado, em especial na incorporação de novas organizações sociais de saúde, fora do eixo Rio-São Paulo e de crescimento junto ao mercado de instituições filantrópicas de saúde e de hospitais privados.
 
Segundo o Diretor-Presidente da Planisa, Prof. Afonso José de Matos, “apesar da previsão de a economia brasileira apresentar um desenvolvimento modesto neste ano, a expectativa da Planisa é que o segmento da saúde continue apresentando expansão, com investimentos significativos na reforma e construção de novos hospitais com a consequente busca por projetos de consultoria especializada”.
 
Além disso, a Planisa está trabalhando em vários projetos que vão desde a incorporação tecnológica aos produtos constantes de sua carteira de produtos até o desenvolvimento de uma solução viável para atendimento de cirurgias de baixa e média complexidade e investindo no lançamento de um Centro de Capacitação de Recursos Humanos Especializados no Segmento da Saúde.
 
Em 2014, já há presença confirmada na Feira Hospitalar, no congresso promovido pela Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo e a realização do II Fórum da Planisa. A empresa irá participar de outros eventos, seja no setor de cooperativas médicas, federações estaduais e também no evento a ser promovido pela ANAHP Associação Nacional de Hospitais Privados.
 

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Hospital Heliópolis digitaliza prontuários científicos com sistema da FEI

Suscetíveis ao desgaste do tempo e expostos a riscos diversos, os cerca de vinte mil prontuários de pacientes atendidos desde 1977 pelo Hospital Heliópolis, em São Paulo, serão digitalizados. Os arquivos pertencem ao Centro de Pesquisas em Pescoço e Cabeça da entidade e são utilizados para pesquisas médicas, inclusive por alunos de mestrado e doutorado.
 
O sistema, desenvolvido pelo Centro Universitário da FEI, contou com parceria da empresa Volans Informática e financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP (Agência Brasileira da Inovação). Após análises das tarefas dos médicos, o software, disponível para tablets e outros dispositivos móveis, visa atender os processos específicos de um centro de pesquisa. “É positivo poder desenvolver projetos como esse, que tem foco social e que colabora com pesquisas médicas, visando, futuramente, promover a obtenção de diagnósticos mais precisos e mais agilidade no atendimento aos pacientes”, diz o professor Plínio de Aquino, de Ciência da Computação, do Centro Universitário da FEI, em comunicado.
 
Além dos prontuários antigos, a digitalização também vale para os novos. “Com o software em funcionamento, os médicos poderão acessar informações e registrar novos dados. Dessa forma, teremos uma grande contribuição científica: uma base de dados que permite análise estatística e a segmentação de pacientes a partir de características comuns”, explica o professor Aquino.
 
O Centro de Pesquisas em Pescoço e Cabeça do Hospital Heliópolis atende cerca de 600 pacientes por mês, e conta com aproximadamente 30 profissionais, que serão beneficiados pelo projeto. Segundo pesquisador do hospital, Otávio Curioni, trará “mais qualidade nos registros, ganho real de tempo, diminuição burocrática e facilidade na busca de informações, tanto clínicas quanto de pesquisa. Todas as pesquisas serão favorecidas, inclusive as de medicina biomolecular”.
 
A implementação do sistema teve início em 2011, com conclusão prevista para abril de 2014. Até a finalização, ainda serão feitos testes de usabilidade, para que os médicos possam avaliar melhorias no acesso a prontuários e exames, bem como no uso da análise estatística e na eficiência do atendimento aos pacientes. Os testes de usabilidade serão realizados pelo Laboratório de Usabilidade do IPEI – Instituto de Pesquisas e Estudos Industriais, do Centro Universitário da FEI. Depois da avaliação dos usuários, o sistema poderá ser implementado em outros serviços do Hospital Heliópolis e em outros hospitais.

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Alcoolismo é a principal causa de afastamento por transtorno mental

Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apontam que o alcoolismo é o principal motivo de pedidos de auxílio-doença por transtornos mentais e comportamentais por uso de substância psicoativa. O número de pessoas que precisaram parar de trabalhar e pediram o auxílio devido ao uso abusivo do álcool teve um aumento de 19% nos últimos quatro anos, ao passar de 12.055, em 2009, para 14.420, em 2013.
 
Os dados mostram que os auxílios-doença concedidos as pessoas com transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de drogas passaram de 143,4 mil. Cocaína é a segunda droga responsável pelos auxílios concedidos (8.541), seguido de uso de maconha e haxixe (312) e alucinógenos (165).
 
São Paulo teve o maior número de pedidos em 2013 por uso abusivo do álcool, com 4.375 auxílios-doença concedidos, seguido de Minas Gerais, com 2.333. Integrante do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (CRESS-SP), o assistente social Fábio Alexandre Gomes ressalta que o aumento é extremamente superficial, visto que boa parte da população não contribui para o INSS e por isso não tem direito a este benefício.
 
"O impacto do álcool hoje na vida das pessoas é muito maior. Muitos casos inclusive de uso abusivo do álcool estão associados com a situação de desemprego. E a juventude tem iniciado experiências cada vez mais cedo", explica ele. "Tenho casos frequentes de crianças fazendo uso abusivo de álcool a partir dos oito anos. Estou acompanhando um menino que hoje, com dez anos de idade, usa crack, mas a porta de entrada foi o álcool", conta o assistente social ao relatar que por ser uma substância socialmente permitida em casa, acaba sendo de fácil acesso.
 
Ele também relata aumento sensível de mulheres que não aderem ao tratamento, fruto de preconceito social. "Na minha experiência como assistente, este consumo abusivo está ligado principalmente a relações de violência, sobretudo, amorosas. E geralmente o consumo é de cachaça", ressaltou. Ele criticou a concentração de políticas públicas dirigidas a substâncias ilícitas, quando o álcool é uma das substâncias lícitas cada vez mais usadas por adolescentes e mulheres, independentes da classe social. Gomes ressalta que faltam campanhas que falem do impacto do álcool na gravidez.
 
"O consumo do álcool durante a gestação é algo que não se discute muito. Muitas gestantes pensam 'ah está muito calor vou tomar só um copinho', sem saberem o impacto que isso tem na formação das crianças", alertou Alexandre Gomes.
 
Há 24 anos sem beber uma gota de álcool, o vendedor autônomo João Souza, 54 anos, morador do Rio de Janeiro, acredita que largar o vício sem ajuda profissional é "praticamente impossível" e afirma que não existe cura para a doença. "A família é muito importante, mas sozinha não dá conta se não houver apoio profissional. A questão não é moral, é bioquímica, de estrutura e só com muito tratamento", pondera ele. "Procurei os Alcoólicos Anônimos (AA) e vou lá até hoje, faço a manutenção, porque preciso" conta ele.
 
O auxílio-doença é um direito de todo trabalhador segurado pelo INSS, que não perde o emprego ao se ausentar. Para pedir o auxílio-doença por uso abusivo de droga, o solicitante deve ter pelo menos 12 meses de contribuição e comprovar, por meio de perícia médica, a dependência da droga que o incapacite de exercer o trabalho. A valor do benefício varia de acordo com o valor recolhido pela Previdência Social.
 
Segundo a assistente social Andresa Lopes dos Santos, também integrante do Cress-SP, o benefício é um grande avanço para o trabalhador brasileiro, pois assegura a manutenção financeira da família, mantém o vínculo do trabalhador no emprego, que pode se tratar enquanto estiver de licença. "É importante um trabalho para dar o suporte à família e ao dependente do álcool, que muitas vezes sustenta a família poderá fazer um tratamento", salientou.

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GRHosp discute cenário econômico

“2014 vai ser um ano agitado, em todos os sentidos.” Foi assim que o consultor em Gestão Empresarial e coordenador do Grupo de RH do SINDHOSP (GRHosp), Nelson Alvarez, começou o primeiro encontro do ano, realizado no dia 19 de fevereiro, na sede do Sindicato, em São Paulo. “Teremos muitos feriados, Copa do Mundo, eleições e o cenário econômico não vislumbra muitas mudanças e nem um crescimento considerável. As empresas e seus gestores terão que estar atentos, e isso também vale para o setor da saúde”, alertou Alvarez.
 
Para o gerente de Gestão de Pessoas do Hospital Cruz Azul de São Paulo, Marcos de Jesus Silveira, o cenário econômico brasileiro não acena para nenhuma tragédia, mas há uma incerteza muito grande em torno da economia nacional, que tem gerado estimativas pessimistas. “Temos um problema de oferta e o índice de endividamento da família brasileira está em 45%. O consumo interno precisa ser menor. Diante disso, o quadro ainda não é desastroso, mas as limitações para que o crescimento vigore são cada vez maiores”, disse ao comentar a pesquisa Cenário Brasil, feita pela Pezco Microanalysis, uma consultoria econômica interdisciplinar.
 
Um dos principais reflexos desse cenário deve ser sentido no mercado de trabalho. Silveira disse que houve uma desaceleração da geração de empregos, diminuição do índice de ajustes salariais e o desemprego está parando de cair. “O ritmo de contratação está em estagnação nas indústrias, na construção civil e começa a chegar ao comércio. Além disso, ainda há a falta de profissionais qualificados, inclusive na saúde. Há oferta, mas com pouca qualificação”, destacou. 
 
Alvarez também comentou que para a área de Recursos Humanos 2014 será um ano com muitos desafios e que o cenário conturbado da economia deve refletir nas negociações coletivas. “Um ano pouco produtivo, com crescimento próximo de zero vai ser complicado. O RH terá que sair da postura de reclamante e propor ações efetivas.”
 
Considerado um dos percalços para a área, o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) também foi abordado no primeiro encontro do GRHosp. Os presentes à reunião comentaram sobre as propostas das empresas para ajudar na gestão da mensageria (troca de informações) e como estão fazendo o levantamento de dados.    
 
Outros assuntos também foram discutidos, como a jornada de 12×36 horas para os profissionais de saúde, pacificada pela súmula nº 444 do Tribunal Superior do Trabalho (TST); o projeto de lei (PL) 2.295/2000, que reduz a jornada de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem para 30 horas semanais, que está em tramitação no Congresso Nacional; contrato de experiência de 90 dias – afastamento por doença; e os temas para as próximos reuniões. 
 
Veja a ata da reunião clicando aqui.
 
O próximo encontro do GRHosp será dia 19 de março na sede do SINDHOSP.

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