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Josiane Mota

13% dos alunos de 6 a 16 anos têm transtornos psiquiátricos

Uma pesquisa realizada com cerca de 1.700 alunos de escolas públicas, com idades entre 6 a 16 anos, de quatro regiões brasileiras, mostrou que a prevalência de transtornos psiquiátricos entre esses escolares foi estimada em 13%. Os dados estão descritos no Estudo Epidemiológico sobre a Saúde Mental do Escolar Brasileiro.
 
A pesquisa foi realizada por pesquisadores do Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento para Infância e Adolescência (INPD), coordenado pelo professor Eurípedes Constantino Miguel, do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e teve como pesquisadores principais o psiquiatra Jair de Jesus Mari, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e a psicóloga Cristiane Silvestre de Paula (também professora da Universidade Mackenzie).
 
Os resultados apontam para a necessidade de uma reformulação de políticas públicas no setor com ênfase na prevenção e na identificação precoce dos transtornos, no combate ao estigma, e na garantia de assistência de qualidade a estes jovens, permitindo que possam atingir um desenvolvimento físico e emocional compatível com suas potencialidades. Além de mostrar a importância do papel do psicólogo na tarefa de identificar, orientar e contribuir para o tratamento destas crianças.
 
Os transtornos disruptivos  (Transtorno Desafiador e de Oposição, Transtorno de Conduta, e Transtorno de Hiperatividade e Déficit de Atenção – TDAH) foram encontrados em 5,8% dos pesquisados, sendo 4,5% TDAH. A prevalência de alguma deficiência física foi de 37,3% (13,4% com deficiência visual, e 5,4% com deficiência auditiva).
 
Entre os estudantes com transtornos psiquiátricos, apenas 19,3% receberam alguma forma de tratamento no último ano, sendo que a maior parte das consultas foi oferecida por psicólogos (85%). “Este número é baixo considerando que essas crianças e adolescentes já têm um transtorno psiquiátrico estabelecido e que, portanto, 100% deveria estar recebendo assistência. Diversas barreiras têm sido relatadas para que isso ocorra, sendo uma das mais importantes a falta de unidades de saúde, além do estigma e do desconhecimento”, aponta a pesquisadora Cristiane,  que analisou esses dados durante seu pós-doutorado na Fiocruz (Rio de janeiro).
 
Os pesquisadores atuaram nas cidades de Caeté (Minas Gerais); Goianira (Goiás); Itaitinga (Ceará); e Rio Preto da Eva, (Amazonas). Cada cidade teve cerca de 450 estudantes entrevistados. Inicialmente, o projeto foi apresentado às Secretarias de Educação e Saúde das cidades escolhidas e sorteio das escolas participantes. Psicólogos foram treinados para entrevistar as famílias. A coleta de dados foi finalizada em dezembro de 2012.
 
Políticas públicas
O pesquisador Jair Mari destaca que o país conta com cerca de 500 psiquiatras da Infância e da Adolescência para lidar com um contingente de, pelo menos, 40 milhões de crianças e adolescentes. “Este número é muito baixo, o que chama atenção para o desafio de se formar recursos humanos para atender esta expressiva demanda sem acesso a um tratamento adequado.”
 
Segundo o professor Eurípedes Miguel, entre os fatores associados aos transtornos mentais detectados está a baixa capacidade cognitiva (baixo quociente intelectual – QI). “Acredita-se que este seja um fator de risco para o desenvolvimento de transtornos mentais. Um desdobramento da pesquisa é desenvolver programas de intervenção na primeira infância. Vários estudos mostram que intervenções deste tipo em jovens grávidas, adolescentes e pobres têm impacto positivo no desenvolvimento cognitivo dos seus filhos [maior QI], levando a menos doenças físicas e mentais no adulto. Este tipo de programa está associado a um melhor desempenho escolar, maior renda e menor índice criminalidade e problemas legais nestas crianças quando se tornam adultas”, destaca.
 
INPD
O INPD é um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). Criado em 2008, tem como objetivo, a partir do referencial da psiquiatria do desenvolvimento, investigar novos métodos para identificar pessoas em risco para desenvolver transtornos psiquiátricos e, nestas, testar estratégicas que possam evitar o seu aparecimento ou levar a uma expressão mitigada destes transtornos.
 
Atualmente a renovação do INPD está sendo avaliado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “Entre as propostas deste novo INPD estão a intervenção de visitação domiciliar para gestantes, adolescentes, pobres e solteiras que inclui também os seus filhos até os dois anos. Se esta iniciativa se mostrar eficaz, pretende-se transferi-la para o poder público para incorporação em políticas públicas. Usando métodos de telemedicina, o novo INPD procurará dar escala a cursos para todo o País buscando atingir profissionais como o médico de saúde da família, os profissionais do programa de saúde da família no Brasil e, notadamente, psicólogos”, informa o coordenador do Instituto.
 
 

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Dirceu Barbano é homenageado em coquetel do SINDHOSP

Em coquetel do SINDHOSP e da FEHOESP, que reuniu cerca de 200 representantes do setor de saúde, empresários e autoridades, no último dia 4 de dezembro, na Capital paulista, o farmacêutico Dirceu Barbano, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi homenageado com uma placa das entidades por seus serviços prestados à frente da agência.
 
Barbano, que deixou o cargo em outubro depois de permanecer por seis anos na agência (desde abril de 2011 como presidente), fez um balanço da atuação da Anvisa e apresentou sua visão de futuro para a área regulatória no Brasil. 
 
Segundo ele, o fortalecimento institucional da agência só foi possível graças à implantação do Planejamento Estratégico, que possibilitou nova estrutura organizacional e novo regimento interno. “Ganhamos transparência, diálogo e estabilidade. E só se fortalece uma organização se se possui estabilidade do ponto de vista de direção e no processo de decisão”.
 
“Nos sentimos honrados em não só reconhecer, mas também fazer parte das atividades propostas na saúde por Dirceu Barbano”, afirmou o presidente do SINDHOSP e da FEHOESP, Yussif Ali Mere Jr. “Temos razões de sobra para parabenizá-lo por sua transparência, diálogo e estabilidade”. A entrega da placa foi feita pelo diretor das entidades, Luiz Fernando Ferrari Neto.
 
A cobertura completa do coquetel você confere na próxima edição do Jornal do SINDHOSP.
 
FOTOS: Leandro Godoi 

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Nova diretoria da SBAC toma posse

O novo presidente da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), Jerolino Lopes Aquino, e demais membros da nova diretoria executiva da entidade, eleita para o biênio 2015-2016, tomaram posse no dia 28 de novembro, em cerimônia realizada no Rio de Janeiro. O diretor do SINDHOSP e da FEHOESP, Luiz Fernando Ferrari Neto, esteve no evento representando o presidente do IEPAS, José Carlos Barbério. 
 
Cuiabano de origem e exercendo a profissão de farmacêutico há muitos anos em Mato Grosso, Aquino substitui Irineu Keiserman Grinberg, do Rio Grande do Sul na presidência da SBAC, e terá a conselheira do Conselho Regional de Farmácia de Santa Cataria (CRF-SC), Maria Elizabeth Menezes, como sua vice-presidente. É a primeira vez, nos 47 anos de história da entidade que uma mulher é empossada em sua diretoria.As eleições para a nova diretoria ocorreram em junho deste ano. 
 
A SBAC é uma entidade científica profissional, sem fins lucrativos, criada para desenvolver a especialidade de análises clínicas e os laboratórios clínicos, assim como, acompanhar as necessidades da população para receber uma atenção primária de saúde com melhor qualidade.
 
Veja composição da nova diretoria:
 
Presidente: Jerolino Lopes Aquino (MT)
 
Vice-presidente: Maria Elizabeth Menezes (SC)
 
Secretário-geral: Jairo Epaminondas Breder Rocha (BA)
 
Secretário: Luiz Roberto dos Santos Carvalho (BA)
 
Tesoureiro: Estevão José Colnago (RJ)
 
Tesoureiro adjunto: Marcos Kneip Fleury (RJ)
 

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Sírio-Libanês cria pós-graduação em TI para a saúde

O Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP/HSL) abriu inscrições para o primeiro curso de pós-graduação em “Informática em Saúde” do Brasil, baseado nos conceitos adotados  pela Sociedade Brasileira de  Informática em Saúde (SBIS). Esses princípios reúnem em uma mesma abordagem, aspectos relacionados à saúde, gestão e  informática.
 
Por esta razão, o curso conta com um corpo docente interdisciplinar, que reúne especialistas do próprio Hospital Sírio-Libanês, nas áreas de gestão e Tecnologia da Informação (TI). O objetivo é preencher uma lacuna existente na formação de profissionais nesta área, para a melhoria e transformação de sistemas, serviços e processos.
 
“Os hospitais estão se informatizando, mas isso precisa acontecer de maneira eficaz, o que não ocorre em grande parte dos casos. A falta de organização e gestão dos sistemas de saúde leva a perdas e ao retrabalho. Por isso criamos um curso com esta base. Queremos ter um profissional com competências para entender e atender as necessidades reais da área”, explica o Antonio Carlos Onofre de Lira, superintendente técnico-hospitalar do Hospital Sírio-Libanês e um dos coordenadores do curso. 
 
“Em cerca de dez anos, os departamentos de TI terão mais de 150% de profissionais nesta área. O crescimento exponencial da ciência e tecnologia torna obrigatório o uso adequado dos recursos com planejamento e governança. O curso está  estruturado para atender esta necessidade, presente no cenário nacional e internacional”, completa  a  professora e doutora Heimar de F. Marin,  consultora científica do curso. 
 
“A Tecnologia da Informação torna possível acessar os dados necessários no momento e local onde é necessária. Com esta ferramenta, podemos ampliar o alcance dos serviços de saúde e conectar médicos, organizações e pacientes”, complementa a profa. e doutora Beatriz de Faria Leão, que também atua na coordenação.  
 
A aplicação de TI em saúde é vasta e cobre desde o apoio à gestão até aspectos mais especializados, como gerenciamento de imagens e exames médicos. Essa interdisciplinaridade promove um entrelaçamento de conhecimentos, que vão da ciência da computação até a bioengenharia e, mais recentemente, a medicina molecular.
 
As inscrições vão até o dia 12 de dezembro. 
 
Mais informações sobre o curso e o período de inscrições podem ser obtidas pelo endereço:
http://www.hospitalsiriolibanes.org.br/iep/pos-graduacao/Paginas/Curso.aspx?atividade=846&pnv=0
 

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Santa Casa de Maceió reelege o provedor

O provedor Humberto Gomes de Melo foi reeleito pela Irmandade da Santa Casa de Maceió para mais um mandato de quatro anos à frente da instituição. Junto com o provedor foram eleitos o vice-provedor João Augusto Sobrinho; o 1º Secretário (Escrivão) Marcos Davi Lemos de Melo; o 2º Secretário (Escrivão) Giovani Almeida Cavalcante de Albuquerque; além dos mesários Duílio Marsiglia, Euclides Ferreira de Lima, Francisco de Assis Gonçalves; Ivone dos Santos, José Peixoto dos Santos e Milton Hênio de Gouveia.
 
Os 92,1% dos votos recebidos no pleito eleitoral simbolizam o reconhecimento da Irmandade à atual gestão da Santa Casa de Maceió, que privilegiou ao longo dos últimos onze anos aspectos como sustentabilidade financeira, qualidade, assistência segura ao paciente, governança corporativa e expansão dos serviços, com a implantação de novas unidades.
 
O processo de expansão inclui a implantação de várias unidades assistenciais externas, entre elas o Hospital Nossa Senhora da Guia, a unidade Rodrigo Ramalho e o ambulatório Santa Casa Poço, ambos exclusivos do SUS; além da Santa Casa Farol, destinada a convênios e particulares.
 
O processo eleitoral transcorreu em clima de tranquilidade com 186 irmãos credenciados e aptos a votar, dos quais 152 (81,7%) compareceram à seção eleitoral instalada pela Junta Eleitoral no Centro de Estudos Professor Lourival de Melo Mota.
 
A Mesa Administrativa da Santa Casa de Maceió tem como principais responsabilidades cumprir e fazer cumprir o estatuto da Irmandade, os regulamentos e todas as deliberações tomadas; além de gerir a instituição e administrar o seu patrimônio.
 

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9 de Julho reduz taxa de reinternação com centro de cardiologia

Nos últimos anos, o Hospital 9 de Julho (H9J) tem investido fortemente em centros de especialidadesmédicas como estratégia assistencial, assim como muitos hospitais considerados referência no Brasil também optam por esse modelo. A mais recente inauguração foi o Centro de Cardiologia, com equipe multiprofissional e a criação de protocolo para insuficiência cardíaca, que já conseguiu reduzir o tempo médio de internação de 16 para 9 dias. 
 
Dois pontos essenciais para este resultado, segundo o cardiologista e coordenador do Centro, Marcelo Paiva, estão na integração entre colegas de outras áreas e a estrutura do hospital. “Temos como premissa a avaliação clínica global. A integração multiprofissional é um fator importante neste perfil de paciente com doenças crônicas, como no caso da insuficiência cardíaca”, explica ao informar que o centro integrado já existia e foi apenas oficializado este mês de dezembro.
 
Além de uma equipe especializada, incluindo cardiologistas intervencionistas e cirurgiões cardíacos, o hospital possui equipamentos como Hemodinâmica de última geração, Tomografia que permite a realização de exames como Angiotomografia, Cintilografia, Ressonância Magnética e a Tomografia por Emissão de Pósitrion (PET), que pode ser utilizada para identificar a viabilidade do miocárdio (músculo do coração). 
 
A Insuficiência Cardíaca (IC) é considerada a fase mais avançada de algumas doenças cardiovasculares. Entre as causas mais comuns de IC está a doença coronariana, quando há um estreitamento das artérias que irrigam o coração, mas também o diabetes, hipertensão etc podem levar ao problema. 
 
O protocolo
Em geral, pacientes com IC realizam tratamento de longo prazo para controle da doença de base e de sintomas. Para evitar que a doença avance e exija tratamentos cada vez mais complexos e invasivos, o Centro desenvolveu um protocolo em duas etapas principais:
 
Internação: quando um paciente com IC é internado, ele recebe um manual de orientação sobre a doença, importância da dieta e de atividades físicas, medicações etc. Um profissional da equipe assistencial lê o material com o paciente e explica todos os itens;
 
Depois da alta, uma enfermeira especializada em cardiologia liga semanalmente para o paciente estimulando a continuidade do tratamento e buscando identificar sintomas de descompensação da doença.
 
Com as medidas de educação e autocuidado e o acompanhamento regular dos casos, o hospital conseguiu reduzir de 25,3% para 14,9% a taxa de reinternação de 2013 para 2014. 
 

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Valor Econômico destaca opinião de presidente do SINDHOSP

O jornal Valor Econômico destacou, em 3 de dezembro, a opinião do presidente do SINDHOSP e da FEHOESP, Yussif Ali Mere Jr, sobre o artigo "A carga tributária sobre os planos de saúde", escrito por Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Conselho Superior e coordenador de Estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), e publicada no mesmo dia.

 

O artigo aborda o sistema tributário brasileiro, considerado o mais caro e complexo do mundo, sendo composto por uma quantidade enorme de impostos, taxas e contribuições, muita legislação e burocracia. Segundo o autor, "os planos de saúde suplementar assumem custo direto e indireto dos tributos. A carga tributária direta é a incidente sobre o faturamento, folha de pagamento, patrimônio e lucro, enquanto a indireta é formada pelos tributos embutidos nas despesas assistenciais, acrescidos dos tributos gerados pelos funcionários e terceirizados".

 

Veja o comentário na íntegra:

 

"Parabéns ao jornal “Valor Econômico” pela publicação do artigo “A carga tributária sobre os planos de saúde” (1º/12/14). O senhor Gilberto Luiz do Amaral tem razão em suas colocações: é essencial que haja redução tributária, mas os primeiros que deveriam ser beneficiados são os hospitais, laboratórios e clínicas, que prestam serviços diretamente à população, e não aos planos de saúde, que são intermediários."

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Chioro pede maior articulação entre os sistemas de saúde

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, participou em 03/12 da abertura oficial dos trabalhos do Fórum Internacional Horizontes Anahp, que teve como norte o tema “Governança Clínica: o Desafio da Sustentabilidade dos Hospitais Brasileiros”.

Chioro elogiou a iniciativa da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), e iniciou seu discurso relembrando o ministro Adib Jatene, que faleceu em novembro desse ano e muito contribuiu para o setor da saúde nacional.

Ele afirmou que é preciso construir um sistema nacional de saúde: “Não me refiro ao SUS, mas sim a todo o setor. [Devemos] pensar a dimensão da situação dos hospitais públicos, e também dos filantrópicos e privados, que prestam serviços ao setor público.”

Segundo o ministro, cada vez mais a participação do setor privado se torna decisiva quando se quer pensar numa maneira de qualificar o sistema nacional de saúde. “Um dos grandes problemas que temos em nosso país é que, desde a criação do SUS, há 26 anos, temos trabalhado como compartimentos estanques que não tem relação, e isso é um grande equívoco”, afirmou. “Precisamos pensar o sistema de saúde como um todo, e principalmente trabalhar nessa interface, numa agenda comum que não pode ser colocada em segundo plano. Não haverá perspectivas de avanço se o sistema público desconsiderar o papel dos estabelecimentos privados. Há a necessidade de trabalhar as redes de forma mais articulada.”

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Fórum Anahp enfatiza governança clínica nos hospitais

O Fórum Internacional Horizontes da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) começou nesta quarta-feira, 3, no Hotel Tivoli Mofarrej, na capital paulista, O evento, que reúne os principais players do setor, abriu seus trabalhos com um curso sobre governança clínica nos hospitais, um tema de fundamental importância para os prestadores de serviços.
 
Foram convidados, para falar sobre o tema, representantes de grandes hospitais brasileiros, como Sandro Chaves, diretor técnico do Hospital Mater Dei, de Minas Gerais. Chaves falou sobre a necessidade da auditoria clínica para manter a qualidade da instituição de saúde. E a filosofia de estar sempre alerta precisa permear toda a hierarquia de um hospital, segundo ele. “A liderança tem que abraçar essa causa. Logicamente pode ser sugerida pelas bases, mas se a alta direção não topa e seguir esse caminho, nada feito”.
 
Para Helidéa de Oliveira Lima, diretora de qualidade assistencial da Rede D’Or São Luiz, o desafio em seu caso pe lidar com um grande grupo. São 26 hospitais em quatro estados. “A gente consegue avaliar eficiência, mas para a efetividade ainda precisamos andar muito”, ponderou Helidéa, que divide os conceitos de eficácia (melhorias na saúde e no bem estar do paciente), eficiência (relação entre o benefício oferecido e o custo) e efetividade (resultado do trabalho) de forma bastante didática.
 
A rede D’Or São Luiz, no momento, busca medir os resultados de efetividade em suas UTIs em um estudo chamado Orchestra, que deve ser publicado em breve, e que toma como base os dados coletados pelo sistema Epimed. “Cabe a nós profissionais da saúde nos qualificarmos em gestão para promover essa mudança que já passou da hora de fazer.”
 
Já Paulo Zimmer, gerente médico do programa de cirurgia do Hospital Israelita Albert Einstein, falou sobre a profunda transformação por que passa a assistência a saúde. Segundo ele, os pacientes serão o centro, e não mais os médicos. “Vai acontecer uma profunda inversão: ao invés do médico ser o centro da prestação de serviço, vai ser o paciente”. 
 
Confira a cobertura completa do Fórum da Anahp na edição de dezembro do Jornal do SINDHOSP.

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Workshop discutiu a nova versão da TISS

Prestadores de serviços em saúde e operadoras de planos estiveram reunidos para discutir a nova versão 3.02 da Troca de Informações em Saúde Suplementar (TISS), no dia 21 de novembro, na sede da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), em São Paulo.
 
O workshop “Implantação da TISS e o monitoramento pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)” teve a finalidade de sanar dúvidas de ambos os segmentos em relação à troca de informações com o órgão regulador.
 
Representando os prestadores de serviços da área, falou o gerente de Assistência à Saúde da FEHOESP, Danilo Bernik. Após explicar os objetivos da TISS e apresentar seus componentes padrões, ele destacou o diálogo como uma forma de superar as dificuldades. “Eu vejo que precisamos estar cada vez mais unidos, prestadores e operadoras”, apontou.
 
Para Luiz Antonio De Biase, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (Copiss) da ANS, “uma grande parte dos problemas poderia ser evitada se a gente fizesse a lição de casa”. Ele apontou erros das operadoras ao implantar a TISS, mas também destacou casos em que os prestadores de serviços omitem dados ao preencher o padrão.
 
Também participou do workshop o coordenador de Interoperabilidade e Monitoramento da ANS, Júlio Di Maio, que apresentou o histórico de implantação da TISS e sua finalidade. “Queremos tratar a saúde suplementar como uma parte de toda a saúde do país, e criar um registro nacional”, explicou. 
 
Di Maio ressaltou, ainda, que muitas operadoras vêm alterando seus formulários por conta, descaracterizando a padronização exigida. “O padrão é obrigatório, as operadoras não podem modificá-lo”, disse.
 

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