Sindhosp

Ana Paula

ICMS reduz de 18% para ZERO

O SindHosp comemora junto a seus representados a redução de 18% do ICMS na Saúde para tarifa ZERO! Agradecemos em nome dos hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos de Saúde de São Paulo!

A medida que será aplicada a partir de Janeiro de 2022 representa a retomada econômica do nosso setor, o que favorecerá o aumento da produção e empregabilidade, reduzindo custos e entregando ao consumidor final um valor mais acessível.

Desde o início da pandemia nosso segmento está desempenhando múltiplos esforços para tratar e salvar milhões de vidas. Receber esta notícia demonstra que o Governo do Estado reconheceu nossa luta e inseriu o setor de volta em seu lugar estratégico na economia de São Paulo!

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Novos projetos são apresentados pela Diretoria

O SindHosp está conduzindo projetos inovadores para serem lançados ainda neste semestre. Na manhã da sexta-feira do dia 24 de setembro, a Diretoria apresentou em sua reunião mensal ao Conselho Fiscal as principais iniciativas em desenvolvimento.

 

Representação por região

A atuação do SindHosp no Estado foi uma das pautas discutidas. A gerente de relacionamento e negociação, a advogada Cleide Melloni, descreveu a nova composição da GEOPRE, a Gerência de Operações Regionais.

“Estamos muito satisfeitos que os 489 municípios que o SindHosp representa estão sendo amplamente cobertos pela atuação da entidade. Nesse contexto, é importante reconhecermos o trabalho que os colaboradores regionais estão desenvolvendo no suporte para informações das negociações coletivas que os contribuintes necessitam. Estamos nos reinventando na construção do GEOPRE, buscando sempre novas formas de atender ainda melhor a categoria”, afirma Dra. Cleide.

 

Saúde São Paulo está em pleno desenvolvimento

A Diretoria atualizou o Conselho Fiscal sobre o avanço do projeto Saúde São Paulo. A proposta ao Governo do Estado/2022 para ampliar o acesso da população à Saúde no Estado já está em construção.

Em parceria com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), serão realizadas dezenas de entrevistas com líderes em diferentes segmentos da Saúde para discutir as necessidades do setor.

“Esse conjunto de entrevistas será a base da nossa proposta, em que reuniremos diferentes opiniões e visões de futuro sobre o tema”, explica o presidente, Francisco Balestrin.

 

Evento piloto aconteceu no dia 28/09

Algumas das entrevistas serão realizadas no auditório do SindHosp, através do talk show Saúde São Paulo – Diálogos, que integra o projeto. Na terça-feira, 28 de setembro, foi realizado o evento piloto, que contou com a presença de Wilson Pollara, ex secretário municial da Saúde de São Paulo e atual gestor do Iamspe. O evento foi transmitido ao vivo pelo Youtube do SindHosp.

Convidamos todos para construir essa proposta em conjunto! O próximo evento acontecerá no dia 7 de outubro, com a presença de Edson Rogatti, Diretor-Presidente da FEHOSP.

Participe conosco!

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SindHosp participa da negociação do ICMS na Saúde com Governo do Estado

Na última quinta-feira, 23/09, o SindHosp se reuniu junto ao Governo do Estado e empresas da cadeia produtiva da Saúde no Palácio dos Bandeirantes para tratar da redução do ICMS nos produtos para saúde e medicamentos. O SindHosp sempre defendeu a redução da atual alíquota de 18%, visando ampliação do acesso da população aos serviços de saúde.

Após negociações, o Governo do Estado de São Paulo sinalizou a isenção do ICMS. O CEO do SindHosp, Ricardo Bachert, representou a organização na reunião e reconhece que o Governo está aberto ao diálogo e a negociação.

“Com essa oportunidade tivemos voz e evoluímos para um bom acordo que coubesse dentro da operação de todo segmento. Esse anúncio já nos permite trabalhar 2021 com mais tranquilidade e sinaliza às empresas uma vitória importante. O SindHosp segue unindo esforços para diminuir a redução da carga tributária na Saúde”, afirma Bachert.

O CEO analisa que o Estado está trabalhando a toda velocidade e que, nesse ritmo, a economia de São Paulo deve apresentar avanços para o setor. “Os dados apresentados pelo Governo informam que São Paulo cresceu 0,4% em 2020, enquanto o Brasil recuou 4,1% no PIB, e deverá crescer 7,5% em 2021. Esse desempenho demonstra a retomada das atividades no país e, consequentemente, indica um movimento de recuperação”, descreve Bachert.

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Corujão da Saúde

Prezados membros.

O Governo do Estado de São Paulo publicou no DOE  de 18/09/21 edital de CONVOCAÇÃO PÚBLICA para constituição de cadastro de Estabelecimentos de Saúde interessados em participar, de forma complementar, do Sistema Único de Saúde para realização de exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética, por meio do chamado “Corujão da Saúde."

O valor da remuneração pelos serviços de saúde, com recursos provenientes do Ministério da Saúde, terá como base os valores da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do Sistema Único de Saúde (Tabela SUS), disponível no site: HTTP://sigtap.datasus.gov.br

O Cadastro de Credenciados para o Corujão da Saúde será temporário, e perdurará até 31 de dezembro de 2021. 

Saiba quais são as cidades contempladas e demais regras acessando a íntegra do Edital. 

 

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Manifesto contra reforma do IR

Quem paga a conta da Reforma do Imposto de Renda?

Leia o manifesto

 

          Nesta quinta-feira o SindHosp mobilizou-se junto a 20 entidades representantes do setor farmacêutico, indústria e atacado para assinar um manifesto. O documento foi motivado em razão da aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei 2337/21, que trata sobre a 2ª Fase da Reforma Tributária. A proposta altera as regras do Imposto de Renda e prevê o fim de isenções de PIS-Cofins para os produtos da saúde. As entidades calculam um aumento de 12%, podendo chegar a 21% no caso de alguns produtos e serviços.

          Na prática, essa proposta vai de encontro ao bolso do consumidor. As entidades exemplificam que, quem gasta R$100 por mês para cuidar da saúde, passará a gastar R$112. O aumento também será refletido nas despesas dos Hospitais, Santas Casas, Medicina Diagnóstica e o Sistema Único de Saúde (SUS), que gasta R$50 bilhões, e com a alteração da legislação poderá ter que gastar R$65 bilhões.

          Em consenso, o manifesto faz um apelo para que o Senado Federal revogue ou modifique o projeto de lei. As entidades concordam que a Reforma Tributária seja necessária, mas, nestas condições, a saúde que já possui uma carga tributária alta está pagando a conta e quem sofrerá será a população brasileira.

 

Confira o manifesto na íntegra.

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Lucas Magalhães responde perguntas sobre a LGPD

 

LGPD requer revisão de governança, transparência e segurança da informação

 

Garanta sua participação no evento gratuito sobre a LGPD!

 

Desde agosto a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) já aplica penalidades para empresas e órgãos públicos que cometerem vazamento e uso incorreto de dados pessoais dos consumidores. É o que alerta o advogado da área de Direito Digital e Proteção de Dados, Lucas Magalhães, do escritório Machado Nunes Advogados.

Para esclarecer as principais dúvidas da categoria sobre o assunto, o SindHosp promove neste mês de setembro a LGPD na Prática. Dois módulos já engajaram a comunidade de serviços de saúde e estão disponíveis no canal no YouTube do SindHosp. Os próximos dois dias de evento acontecerão em 24 e 28 deste mês. Aproveite a oportunidade e inscreva-se!

Lucas foi o primeiro palestrante  do evento e abordou aspectos da implantação e estruturação da LGPD. Assista à transmissão e confira abaixo o bate-papo do SindHosp com o advogado:

 

SindHosp: O principal objetivo da LGPD é a proteção de dados. Quais tipos de dados são considerados sensíveis e devem ser coletados com o devido consentimento?

Lucas Magalhães: Os dados classificados como sensíveis pela LGPD são informações sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural. É muito importante compreender que o termo “sensível” na LGPD não tem relação de sinônimo com a ideia de informação confidencial ou relevante para o negócio. Na LGPD, quando um dado é sensível, isso significa que deverá ser adotado um cuidado adicional durante seu processamento.

  SindHosp: Quais são as principais medidas que devem ser adotadas pelas organizações de Saúde para se adequar à normativa?

Lucas Magalhães: Podemos resumir as obrigações mais relevantes em 3 partes: governança, transparência e segurança da informação.

Para se garantir governança, será necessário construir um corpo institucional e mecanismos formais responsáveis pelo controle da forma de utilização dos dados dentro da organização e difusão de uma cultura de privacidade.

A partir de uma boa governança, será possível garantir a transparência. Para isso, será necessário construir avisos de privacidade e canais apropriados por meio dos quais os titulares de dados, autoridades reguladoras e parceiros estratégicos poderão ter acesso a informações claras e objetivas sobre como a instituição utiliza dados pessoais em suas atividades.

Concomitantemente com as obrigações acima, será também necessário garantir Segurança da Informação. Em síntese, isso quer dizer garantir a Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da informação. Isso é feito por meio de uma avaliação clara dos ativos de informação e riscos envolvidos e, a partir de desta análise, o estabelecimento de medidas institucionais, tecnológicas e culturais objetivando a prevenção de incidentes de segurança, sua mitigação em caso de ocorrência e monitoramento constante de amaças.

  SindHosp: Existem hipóteses em que o consentimento para o tratamento de dados não será necessário?

Lucas Magalhães: Esse ponto é uma novidade muito interessante na LGPD. A partir de sua vigência, a utilização de dados pessoais encontra 10 possibilidades a utilização de dados sensíveis encontra 8 possibilidades. Em ambos os casos, apenas uma delas é o consentimento. Isso quer dizer que casos como tutela da saúde, execução de contratos, cumprimento de obrigações legais, entre outras hipóteses, não demandam o consentimento do titular.

Na LGPD, o consentimento deixa de ser uma simples autorização, ou formalização de ciência. Agora, ele ganha um papel especial pois traz mais direitos ao titular de dados e responsabilidades à instituição que coleta esse consentimento. Um bom exemplo é o direito do titular (e dever do controlador) de revogação do consentimento por meio da solicitação. Temos então uma relação de chave-fechadura, de forma que o caso concreto é que vai ditar qual é a melhor base legal, e muitas vezes o consentimento não será a saída “fácil” ou mesmo “segura”.

  SindHosp: Quais suas indicações para a garantia da segurança da informação na Saúde Digital, levando em conta o crescimento da telemedicina?

Lucas Magalhães: É muito importante conhecer o fornecedor de servi&cce

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Firmada Convenção Coletiva de Trabalho com o Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho do Estado de São Paulo

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho do Estado de São Paulo – SINTESP, com vigência de  1º de maio de 2021 a 30 de abril de 2022.

Acesse a circular enviada pelo Departamento Jurídico comunicando a CCT.

A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e contribuintes no site do SindHosp, clique aqui e acesse.
 

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Saúde São Paulo – Diálogos

Talk show com personalidades é novo projeto do SindHosp

 

PARTICIPE CLICANDO AQUI!

 

"Saúde São Paulo – Diálogos" é a mais nova iniciativa em desenvolvimento pelo SindHosp, o maior sindicato patronal da América Latina. A entidade abrirá o auditório de sua sede para receber personalidades do Estado com o perfil político, técnico e acadêmico, com o apoio do CEBRAP – Centro Brasileiro de Análise e Planejamento. Durante o talk show os convidados debaterão seus pensamentos e visão de futuro sobre as necessidades do setor da Saúde. 

A cada semana, novos convidados irão participar dessa conversa aberta ao público que será transmitida ao vivo nas plataformas digitais do SindHosp. A estreia do talk show será no dia 28/09, às 17h30, e contará com a presença do Dr. Wilson Pollara, ex secretário municipal de Saúde de São Paulo. 

 

Projeto contribuirá com propostas ao Governo de 2022

O projeto é fundamental para a elaboração da proposta que a organização está desenvolvendo. Durante este semestre o SindHosp está liderando a elaboração de um plano para o aperfeiçoamento do setor de saúde no estado de São Paulo. 

Esta proposta será amplamente discutida por prestadores, políticos, gestores e usuários dos serviços de saúde e será entregue à sociedade através candidatos ao Governo do Estado em 2022. 

Como recorda o presidente do SindHosp, o médico Francisco Balestrin, desde a sua fundação, há 83 anos, a entidade tem contribuído nas discussões de grandes transformações no sistema de saúde brasileiro.

“Com este esforço pretendemos fortalecer o debate sobre políticas públicas viáveis, que possam contribuir para a efetividade e a eficiência do ecossistema da saúde, com isso, venham a promover a melhoria das condições de saúde da população”, detalha Balestrin.

 

ACESSE PELO YOUTUBE

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LGPD na Prática

INSCREVA-SE AGORA

 

SindHosp promove debates gratuitos sobre a LGPD

O setor da saúde é um dos principais segmentos impactados pela implantação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que acelera a digitalização em hospitais, clínicas e laboratórios.

Para discutir o conteúdo e manter sua rede informada, o SindHosp promove gratuitamente nos dias 9, 14, 24 e 28 de setembro o – LGPD NA PRÁTICA , um evento digital de três dias que contará com a participação de referências do setor para compartilhar as últimas atualizações sobre a legislação.

 

Palestrantes confirmados:

Lucas Magalhães e Lucas Bonafé | Advogados da área de direito digital e proteção de dados do Escritório Machado Nunes;

Gustavo Kiatake | Presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS);

Marcelo Nogueira de Castro Monteiro | Diretor de novos negócios da PH3A.

 

Serão debatidos temas como estruturação, apresentação do novo componente de segurança e privacidade do padrão TISS, as implicações da Lei na área de recursos humanos e a gestão de dados com a LGPD.

 

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma Hospitalar, clicando aqui.

 

A partir deste mês Lei pode gerar sanções

Desde 1º de agosto deste ano, além de multa pelo não cumprimento da Lei, empresários podem ter o bloqueio total ou parcial do tratamento de dados ou, ainda, a proibição do exercício da empresa relacionado com o tratamento de informações pessoais.

Em conformidade às normas, a cada dia faz-se mais necessário que toda a categoria reveja sua coleta e tratamento de dados de seus pacientes para adequar-se à LGPD e evitar sanções a partir da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Segundo o responsável pelo jurídico do SindHosp, Rodrigo Marin, é fundamental uma profunda análise sobre as rotinas e políticas internas, para que se garanta a integridade e confidencialidade dos dados.

“É de suma importância que as empresas se mantenham em conformidade com as regras impostas pela Lei, tendo em vista que já podem ser aplicadas sanções pecuniárias severas contra as empresas que não se adequarem à nova legislação. Dessa forma, é essencial a capacitação e atualização dos gestores e colaboradores em relação à LGPD”, reforça Marin, que convida todos os associados a participarem.

 

Garanta sua vaga

 

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Entrevista com Dr. Guilherme Jaccoud

Normativa da Saúde Suplementar requer modernização

 

            48 milhões de pessoas são atendidas pelo Sistema de Saúde Suplementar. Na pandemia da Covid-19, a atuação do setor foi ainda mais significativa, ofertando mais da metade de leitos de UTIs existentes no Brasil.

            Embora a Saúde Suplementar esteja desempenhando uma enorme importância, há necessidade de aperfeiçoar o seu arcabouço regulatório, para que sua sustentabilidade econômico-financeira possa ser assegurada.

            O SindHosp, em parceria com o SINDHRio e a FEHERJ, realizam nesta quarta-feira – das 9h30 às 16h30 – um dia inteiro de discussões abertas sobre o tema. Garanta a sua participação assistindo ao debate ao vivo pelo YouTube do SINDHRio.

            Para desenvolver uma introdução aos assuntos que irão permear o evento, o SindHosp conversou com o doutor Guilherme Jaccoud, presidente das entidades parceiras. Confira o bate-papo:

 

SindHosp: Qual a importância de realizar um evento com essa temática?

Dr. Jaccoud: Estamos discutindo há algum tempo que o Sistema precisa passar por aprimoramentos. Isso já foi definido até pelo Governo Federal e foi estabelecido um Comitê para começar a discutir o que se pretende mudar nas normas da regulamentação. Essa mudança se faz necessária porque a normativa é bem antiga, foi feita em outra época e em outra situação financeira. Muita coisa mudou de lá para cá. Temos assistido nos últimos tempos uma movimentação intensa do setor de saúde com aquisições e incorporações importantes. Isso demonstra a dinâmica do setor e uma adaptação aos novos tempos. Só que nesse processo todo existem algumas questões que ainda precisam ser debatidas e adaptadas a esse momento. Então, todos os envolvidos têm que participar dessa discussão: operadoras, prestadores de serviços, sejam hospitais, clínicas ambulatoriais, laboratórios e os representantes dos usuários, para que a gente possa dar uma boa prestação de serviço de saúde dentro das condições de financiamento que a gente tem hoje. Sendo assim, não adianta a gente fazer uma programação de alteração de eventual legislação que só atenda ao interesse de uma parte, pois não da para fazer um novo marco nesse segmento sem que os partícipes tenham efetivamente a possibilidade de levar seus anseios e suas preocupações, sem fanatismo, para que a gente consiga manter viável o Sistema de Saúde Suplementar no Brasil, visto que infelizmente por enquanto a saúde pública está muito aquém das necessidades da população e se houver alguma instabilidade no setor, a gente leva um susto, pois hoje 48 milhões de pessoas se beneficiam do sistema privado. Em suma, nosso evento pretende despertar a vontade e o interesse de fazer uma modernização nessa legislação e mudar as coisas que realmente precisam ser mudadas.

 

SindHosp: Por que a escolha de debater o tema neste momento?

Dr. Jaccoud: Não podemos mais adiar, porque se continuar do jeito que está, daqui a pouco vamos ter uma grande dificuldade de reverter esse processo. Ou seja, aumento de custo de insumo, a saúde trazendo um desenvolvimento, equipamentos e tecnologia, que salvam vidas, mas que agregam um custo alto a prestação de serviços, e isso de alguma forma, vai aos poucos, impactando no resultado financeiro das empresas.

 

SindHosp: Quais seriam os eixos principais dessa possível reformulação do setor?

Dr. Jaccoud: Desde o início quando foi feito a segmentação do atendimento em hospitalar, ambulatorial, com ou sem maternidade, isso tudo se transformou em norma. A gente quer criar produtos de novas segmentações que permitam que você possa ter produtos mais palatáveis, mais baratos, para atender segmentos da sociedade que não tem condição de participar em planos que possuem uma abrangência muito grande. A gente precisa discutir isso até com os usuários. Certamente, toda a vez que você faz pesquisas sobre o que são as coisas mais desejas pelos cidadãos, a Saúde Suplementar é sempre a resposta como um bem que todo mundo quer. A outra coisa muito importante que vem sendo falada é o problema de credenciamento e descredenciamento, que as operadoras em algum momento começaram a discutir a possibilidade de alterar as normas que existem hoje. Tudo bem, é necessário discutir, mas vamos colocar parâmetros, porque quem vai pagar essa conta é o usuário, que acaba ficando em uma região ou município que inicialmente não foi a prevista quando ele comprou o plano. Da mesma forma não podemos engessar e submeter a operadora a chantagem e a pressão exagerada de alguns tipos de serviço que ficam dominantes em uma determinada região e acham que tem o direito de impor condições financeiras às vezes não palatáveis e não discutidas. Regulamentação excessiva por parte dos órgãos governamentais e da agência também tem que ser pauta para discussão. Tudo isso precisa ser debatido porque a despesa e o custo da Saúde aumentam sempre mais do que a própria inflação.

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