Sindhosp

Ana Paula

Saúde São Paulo – Diálogos

Talk show com personalidades é novo projeto do SindHosp

 

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"Saúde São Paulo – Diálogos" é a mais nova iniciativa em desenvolvimento pelo SindHosp, o maior sindicato patronal da América Latina. A entidade abrirá o auditório de sua sede para receber personalidades do Estado com o perfil político, técnico e acadêmico, com o apoio do CEBRAP – Centro Brasileiro de Análise e Planejamento. Durante o talk show os convidados debaterão seus pensamentos e visão de futuro sobre as necessidades do setor da Saúde. 

A cada semana, novos convidados irão participar dessa conversa aberta ao público que será transmitida ao vivo nas plataformas digitais do SindHosp. A estreia do talk show será no dia 28/09, às 17h30, e contará com a presença do Dr. Wilson Pollara, ex secretário municipal de Saúde de São Paulo. 

 

Projeto contribuirá com propostas ao Governo de 2022

O projeto é fundamental para a elaboração da proposta que a organização está desenvolvendo. Durante este semestre o SindHosp está liderando a elaboração de um plano para o aperfeiçoamento do setor de saúde no estado de São Paulo. 

Esta proposta será amplamente discutida por prestadores, políticos, gestores e usuários dos serviços de saúde e será entregue à sociedade através candidatos ao Governo do Estado em 2022. 

Como recorda o presidente do SindHosp, o médico Francisco Balestrin, desde a sua fundação, há 83 anos, a entidade tem contribuído nas discussões de grandes transformações no sistema de saúde brasileiro.

“Com este esforço pretendemos fortalecer o debate sobre políticas públicas viáveis, que possam contribuir para a efetividade e a eficiência do ecossistema da saúde, com isso, venham a promover a melhoria das condições de saúde da população”, detalha Balestrin.

 

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LGPD na Prática

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SindHosp promove debates gratuitos sobre a LGPD

O setor da saúde é um dos principais segmentos impactados pela implantação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que acelera a digitalização em hospitais, clínicas e laboratórios.

Para discutir o conteúdo e manter sua rede informada, o SindHosp promove gratuitamente nos dias 9, 14, 24 e 28 de setembro o – LGPD NA PRÁTICA , um evento digital de três dias que contará com a participação de referências do setor para compartilhar as últimas atualizações sobre a legislação.

 

Palestrantes confirmados:

Lucas Magalhães e Lucas Bonafé | Advogados da área de direito digital e proteção de dados do Escritório Machado Nunes;

Gustavo Kiatake | Presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS);

Marcelo Nogueira de Castro Monteiro | Diretor de novos negócios da PH3A.

 

Serão debatidos temas como estruturação, apresentação do novo componente de segurança e privacidade do padrão TISS, as implicações da Lei na área de recursos humanos e a gestão de dados com a LGPD.

 

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma Hospitalar, clicando aqui.

 

A partir deste mês Lei pode gerar sanções

Desde 1º de agosto deste ano, além de multa pelo não cumprimento da Lei, empresários podem ter o bloqueio total ou parcial do tratamento de dados ou, ainda, a proibição do exercício da empresa relacionado com o tratamento de informações pessoais.

Em conformidade às normas, a cada dia faz-se mais necessário que toda a categoria reveja sua coleta e tratamento de dados de seus pacientes para adequar-se à LGPD e evitar sanções a partir da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Segundo o responsável pelo jurídico do SindHosp, Rodrigo Marin, é fundamental uma profunda análise sobre as rotinas e políticas internas, para que se garanta a integridade e confidencialidade dos dados.

“É de suma importância que as empresas se mantenham em conformidade com as regras impostas pela Lei, tendo em vista que já podem ser aplicadas sanções pecuniárias severas contra as empresas que não se adequarem à nova legislação. Dessa forma, é essencial a capacitação e atualização dos gestores e colaboradores em relação à LGPD”, reforça Marin, que convida todos os associados a participarem.

 

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Entrevista com Dr. Guilherme Jaccoud

Normativa da Saúde Suplementar requer modernização

 

            48 milhões de pessoas são atendidas pelo Sistema de Saúde Suplementar. Na pandemia da Covid-19, a atuação do setor foi ainda mais significativa, ofertando mais da metade de leitos de UTIs existentes no Brasil.

            Embora a Saúde Suplementar esteja desempenhando uma enorme importância, há necessidade de aperfeiçoar o seu arcabouço regulatório, para que sua sustentabilidade econômico-financeira possa ser assegurada.

            O SindHosp, em parceria com o SINDHRio e a FEHERJ, realizam nesta quarta-feira – das 9h30 às 16h30 – um dia inteiro de discussões abertas sobre o tema. Garanta a sua participação assistindo ao debate ao vivo pelo YouTube do SINDHRio.

            Para desenvolver uma introdução aos assuntos que irão permear o evento, o SindHosp conversou com o doutor Guilherme Jaccoud, presidente das entidades parceiras. Confira o bate-papo:

 

SindHosp: Qual a importância de realizar um evento com essa temática?

Dr. Jaccoud: Estamos discutindo há algum tempo que o Sistema precisa passar por aprimoramentos. Isso já foi definido até pelo Governo Federal e foi estabelecido um Comitê para começar a discutir o que se pretende mudar nas normas da regulamentação. Essa mudança se faz necessária porque a normativa é bem antiga, foi feita em outra época e em outra situação financeira. Muita coisa mudou de lá para cá. Temos assistido nos últimos tempos uma movimentação intensa do setor de saúde com aquisições e incorporações importantes. Isso demonstra a dinâmica do setor e uma adaptação aos novos tempos. Só que nesse processo todo existem algumas questões que ainda precisam ser debatidas e adaptadas a esse momento. Então, todos os envolvidos têm que participar dessa discussão: operadoras, prestadores de serviços, sejam hospitais, clínicas ambulatoriais, laboratórios e os representantes dos usuários, para que a gente possa dar uma boa prestação de serviço de saúde dentro das condições de financiamento que a gente tem hoje. Sendo assim, não adianta a gente fazer uma programação de alteração de eventual legislação que só atenda ao interesse de uma parte, pois não da para fazer um novo marco nesse segmento sem que os partícipes tenham efetivamente a possibilidade de levar seus anseios e suas preocupações, sem fanatismo, para que a gente consiga manter viável o Sistema de Saúde Suplementar no Brasil, visto que infelizmente por enquanto a saúde pública está muito aquém das necessidades da população e se houver alguma instabilidade no setor, a gente leva um susto, pois hoje 48 milhões de pessoas se beneficiam do sistema privado. Em suma, nosso evento pretende despertar a vontade e o interesse de fazer uma modernização nessa legislação e mudar as coisas que realmente precisam ser mudadas.

 

SindHosp: Por que a escolha de debater o tema neste momento?

Dr. Jaccoud: Não podemos mais adiar, porque se continuar do jeito que está, daqui a pouco vamos ter uma grande dificuldade de reverter esse processo. Ou seja, aumento de custo de insumo, a saúde trazendo um desenvolvimento, equipamentos e tecnologia, que salvam vidas, mas que agregam um custo alto a prestação de serviços, e isso de alguma forma, vai aos poucos, impactando no resultado financeiro das empresas.

 

SindHosp: Quais seriam os eixos principais dessa possível reformulação do setor?

Dr. Jaccoud: Desde o início quando foi feito a segmentação do atendimento em hospitalar, ambulatorial, com ou sem maternidade, isso tudo se transformou em norma. A gente quer criar produtos de novas segmentações que permitam que você possa ter produtos mais palatáveis, mais baratos, para atender segmentos da sociedade que não tem condição de participar em planos que possuem uma abrangência muito grande. A gente precisa discutir isso até com os usuários. Certamente, toda a vez que você faz pesquisas sobre o que são as coisas mais desejas pelos cidadãos, a Saúde Suplementar é sempre a resposta como um bem que todo mundo quer. A outra coisa muito importante que vem sendo falada é o problema de credenciamento e descredenciamento, que as operadoras em algum momento começaram a discutir a possibilidade de alterar as normas que existem hoje. Tudo bem, é necessário discutir, mas vamos colocar parâmetros, porque quem vai pagar essa conta é o usuário, que acaba ficando em uma região ou município que inicialmente não foi a prevista quando ele comprou o plano. Da mesma forma não podemos engessar e submeter a operadora a chantagem e a pressão exagerada de alguns tipos de serviço que ficam dominantes em uma determinada região e acham que tem o direito de impor condições financeiras às vezes não palatáveis e não discutidas. Regulamentação excessiva por parte dos órgãos governamentais e da agência também tem que ser pauta para discussão. Tudo isso precisa ser debatido porque a despesa e o custo da Saúde aumentam sempre mais do que a própria inflação.

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Saúde Suplementar e Desenvolvimento

 

Saúde Suplementar é tema de debate do SindHosp, SINDHRio e FEHERJ

 

          O evento será realizado pelo Youtube do SindHRio, no dia 22/09, das 09h30 às 16h30.

 

          Apesar da chegada de novos usuários de planos de saúde representar o maior volume desde meados de 2016, o Sistema de Saúde Suplementar enfrenta grandes desafios. Há necessidade de aperfeiçoar o arcabouço regulatório para que o setor possa garantir a sua sustentabilidade econômico-financeira.

          Para abordar essa questão e suas implicações, o SindHosp se uniu ao SindHRio (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro) e a FEHERJ (Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Rio de Janeiro).

 

Organizações discutem com entidades de classe do setor

          Na quarta-feira (22) da semana que vem, as instituições promovem o webinar Saúde Suplementar e Desenvolvimento. Será um dia inteiro de discussões sobre o tema, acessíveis gratuitamente pelo canal no YouTube do SindHRio, das 9h30 às 16h30.

          O presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, analisa o contexto nacional que envolve o tema. “O Brasil tem um modelo de saúde que o coloca entre os grandes provedores mundiais. A saúde suplementar é um dos alicerces deste modelo promovendo acesso adequado e de qualidade a todos os seus integrantes. Neste evento vamos ter oportunidade de ver, conhecer e avaliar de forma profissional este grande sistema", afirma.

          Como acrescenta Guilherme Jaccoud, presidente do SINDHRio e da FEHERJ, o governo federal planeja a elaboração de um novo marco legal para o Sistema de Saúde Suplementar. “Este é o momento certo para um debate que envolva prestadores de serviços de saúde, operadoras de planos, governo, agência regulatória e sociedade civil”, pontua.

 

Reforma tributária será um dos temas debatidos

          O advogado Renato Nunes, sócio do escritório Machado Nunes, será um dos dez painelistas a participar do webinar e irá abordar como tema a Reforma Tributária. Para o advogado, as duas etapas da Reforma apresentadas até agora pelo Governo, se aprovadas em seu formato atual, trarão sérios problemas para o setor da saúde.

          “O projeto de lei que unifica o PIS/COFINS na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) aumentará expressivamente a carga tributária em si. Haverá também aumento significativo de carga em relação ao projeto de reforma da legislação do IR. Devemos ter plena ciência de tal quadro e atuar para que o setor da saúde continue tendo capacidade de oferecer o melhor à sociedade brasileira”, reforça.

O evento será transmitido ao vivo. Para participar, não é necessária inscrição prévia. 

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Digital Journey Hospitalar

SindHosp constrói espaço de debate na Digital Journey

O Sindicato promoveu em 18 de agosto um debate no terceiro dia da Digital Journey by Hospitalar, direcionado ao público de gestão e liderança.

A abertura do evento contou com a presença do presidente, Francisco Balestrin, que abriu a programação com a reflexão sobre a necessidade de melhorar o ambiente competitivo no nosso país, para que se estabeleça uma condição mais favorável ao setor da saúde, do ponto de vista burocrático e econômico.

Discussões

O tema escolhido pelo SindHosp, dada a relevância e atualidade, foi o Projeto Redução do Custo Brasil e os impactos na saúde. A entidade convidou Jorge Lima, CEO do Projeto Redução do Custo Brasil, da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia; e o superintendente corporativo e CEO do HCor, Fernando Torelly, para participar do painel de debate que foi moderado pelo diretor científico do SindHosp, Dirceu Barbano.

O secretário Jorge Lima apresentou a proposta de enfrentamento do Projeto em reduzir o enorme desperdício financeiro e a burocracia que tanto impactam o desenvolvimento e progresso do país. Medidas decisivas para o setor da Saúde estão contempladas no Projeto.

Dentro deste contexto, Torelly abordou quão estratégica é a Saúde e como ela se vincula diretamente às atividades produtivas e econômicas, sendo, portanto, um vetor de desenvolvimento econômico e social, responsável por 9,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil e atualmente um segmento que emprega mais de 6 milhões e meio de pessoas. 

Reformas estruturantes foram defendidas

Também foi discutida a importância das reformas tributárias, o marco legal das Parcerias Público-Privadas (PPPs), bem como outros projetos de lei que afetam o setor e trazem aumento de taxação e de despesas, principalmente neste momento em que a saúde é o segmento que mais tem enfrentado aumento de custos e desgastes dos recursos humanos.

A vinculação da Saúde completou o contexto: à medida que a economia cresce, a saúde suplementar avança, contribuindo para a construção de um sistema de saúde mais acessível e desafogando o SUS. 

A pandemia está provocando uma revolução social e sanitária, sendo este o momento de repensar um projeto para o Brasil na área da Saúde. Ambos os debatedores foram uníssonos na defesa para o setor de reformas estruturantes e de longo prazo, sendo necessárias políticas de estado e não de governo. “Por isso, o Projeto Custo Brasil é muito bem-vindo para nós, trazendo grande esperança”, reforçou o CEO do HCor, Torelly.

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Participações em assembleias triplica

As medidas de restrição das atividades impostas pela pandemia resultaram na necessidade do uso do sistema remoto para a realização da agenda sindical. Com a rápida adaptação, o SindHosp registrou neste semestre crescimento em mais de 250% na participação em assembleias em relação ao ano de 2020. Ainda comparando-se ao exercício de 2019, o aumento foi superior a 45%. 

Esse progresso simboliza um importante avanço para a representatividade da categoria, possibilitando que o SindHosp cada vez mais atue na defesa e atenda aos interesses dos seus representados nas negociações.

 

Novo cenário é digital

As assembleias remotas trouxeram agilidade e eficiência para as negociações, já que questões de logística (translado, aluguel de salas, deslocamento de participantes das empresas até o local) foram superadas pelas ferramentas digitais, como analisa o responsável pelo departamento jurídico da instituição, Rodrigo Marin.

“Estamos encontrando mais facilidade em conciliar a agenda de todos os envolvidos, facilitando assim a atuação em assembleias e reuniões em todas as regiões do Estado que pertencem à base do SindHosp”, afirma Marin.

As restrições financeiras pela crise econômica, decorrentes da parcial paralisação das atividades em razão das medidas de segurança impostas pela pandemia, também influenciaram o fluxo das negociações em 2020 e início de 2021, causando atraso em diversas negociações coletivas. “Porém, este ano nossas negociações já começaram todas pelo sistema remoto, com a maior parte dos sindicatos de empregados bem mais ambientados a essa nova dinâmica”, analisa Marin.

Portanto, a crescente atuação do SindHosp é extremamente importante para que hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos privados de saúde possam ser mais e melhor representados nas tratativas com os sindicatos laborais. Aumentar a força na mobilização resulta em sólidas propostas e consequentemente, melhores negociações coletivas.

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SindHosp discute sobre fake news no Correio Braziliense

Clique aqui para ler o artigo

O conceituado jornal Correio Braziliense, de Brasília, publicou essa semana artigo do presidente do Sindicato Francisco Balestrin, intitulado "A saúde sobreviverá às fake news?”, nas versões impressa e on-line.

“Tanta informação falsa sobre saúde foi propagada que as fake news são, em realidade, notícia velha”, inicia a análise de Balestrin.

 

Acesse a publicação veiculada no Correio Braziliense

 

Falsas informações na saúde circulam há 100 anos

O artigo recorda a gripe espanhola, em 1918, época em que se iniciava a circulação de mentiras globalizadas -como as vivenciadas nesta pandemia. Naquele período, receitas milagrosas, curandeiros e afirmações ignorantes estavam sendo fortemente difundidas entre a população. Para vencer a propagação das falsas informações a ciência se expandiu e se impôs contra as mentiras disseminadas.

“Por coincidência, estamos mais uma vez imersos em uma pandemia, como se grandes crises mundiais incitassem fake news. O atraso da vez vem na forma de movimentos antivacina e da contestação a protocolos mundialmente aprovados e comprovados. Outra ciência — a história —, nos sugere que, apesar da tristeza e da adversidade atuais, em breve voltaremos a conviver em paz e harmonia com a saúde. E ela, mais uma vez, sairá fortalecida”, afirma Balestrin.

Leia completo “A saúde sobreviverá às fake news?” 

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SindHosp se une a Fiesp e mais de 240 entidades em manifesto pela pacificação

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lidera um manifesto junto a 247 entidades da classe que pede pela pacificação entre os Três Poderes. O SindHosp está entre as entidades que apoiam a mobilização a fim de requerer serenidade, diálogo, pacificação política, estabilidade institucional e, sobretudo, foco em ações e medidas urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer e a gerar empregos.

Manifesto demonstra preocupação da categoria

O documento é um apelo conjunto dos setores produtivo e financeiro com a escalada de tensões e hostilidades entre as autoridades públicas, no entanto, o manifesto não assume caráter antigoverno.

“Mais do que nunca, o momento exige do Legislativo, do Executivo e do Judiciário aproximação e cooperação. Que cada um atue com responsabilidade nos limites de sua competência, obedecidos os preceitos estabelecidos em nossa Carta Magna. Este é o anseio da Nação brasileira”, pontua o SindHosp junto às entidades que assinaram a carta.

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A reforma trabalhista não atenuou a crise que afeta o mercado de trabalho

 

O advogado Almir Pazzianotto Pinto notabilizou-se na área do direito do trabalho no país, promovendo grandes mudanças. Destacou-se em sua carreira como advogado integrando o corpo jurídico do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema especialmente na greve deflagrada em maio de 1978, que mobilizou milhares de metalúrgicos da região do ABC paulista. Nessa época, presidia o referido Sindicato, Luis Inácio Lula da Silva. 
 
Foi eleito deputado estadual por três legislaturas, secretário do trabalho do estado de São Paulo, ministro do trabalho e ministro do Tribunal Superior do Trabalho.

O ex-ministro concedeu entrevista ao site do SindHosp para falar da reforma trabalhista, do sindicalismo brasileiro e da situação política do país. 

 

SindHosp – Ministro, a reforma trabalhista mudou as relações entre trabalhadores e empresas. E afetou drasticamente o financiamento dos sindicatos patronais e de empregados tornando não obrigatória a contribuição sindical e facultativas as contribuições assistencial e confederativa.  Como o sr. acredita que possa ser revista a questão sindical no país? Enfraquecidos, muitos sindicatos fecharam as portas. Como se poderia fazer uma reestruturação do sistema sindical brasileiro?

Pazzianotto – A globalização, o ingresso da China no mercado internacional, a informatização da sociedade, trouxeram a necessidade de criação de defesas para o mercado de trabalho regido pela CLT. Trata-se de legislação elaborada em 1942/1943, antes, portanto, da nossa primeira revolução industrial. Pertence à época da locomotiva à lenha, do telégrafo Morse, do tear mecânico, do telefone à manivela. O Imposto Sindical foi criado por decreto-lei em 1940. Destinava-se a financiar movimento sindical em fase de formação, fiel ao modelo corporativo adotado na Carta Constitucional de 1937.
Há décadas se questiona a perenidade do Imposto Sindical, cuja denominação foi alterada para Contribuição Sindical no regime militar. Permaneceu obrigatória para associados e não associados, conforme a divisão de empregadores e trabalhadores em categorias econômicas e profissionais.
As lideranças sindicais sabiam que a Contribuição Sindical estava condenada a desaparecer. 
A Reforma Trabalhista apanhou a todos de surpresa. O que fazer? A Constituição, no Art. 5º, XVII, prescreve que “é plena a liberdade de associação para fins lícitos”. No inciso XX afirma, porém, que “ninguém será compelido a associar-se ou a permanecer associado”. O Art. 8º garante a liberdade de associação profissional ou sindical. Ressalva, todavia, que “ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato”.
Se empresa e trabalhador gozam do direito de não se sindicalizar, fica difícil impor algum pagamento a quem opta pela não associação ou não sindicalização. 
Para se rever a estrutura sindical, de tal maneira que as entidades sindicais passem a representar não mais a categoria, mas apenas os associados, exige-se emenda ao Art. 8º da Lei Fundamental. No momento não me parece possível, por não se tratar de assunto prioritário do governo Bolsonaro. 

SindHosp – Na questão específica da contribuição assistencial, o SindHosp coordena um movimento nacional, envolvendo os três poderes, para que essa contribuição volte a financiar os custos dos sindicatos referentes às negociações trabalhistas e dissidios coletivos. Só o SindHosp realiza negociações com 50 sindicatos de trabalhadores. Como o senhor acredita que a contribuição assistencial possa ser viabilizada? 

Pazzianotto – Além do SindHosp praticamente todos os sindicatos patronais e profissionais estão empenhados em criar algum tipo de contribuição paga por associados e não associados. O Ministério Público do Trabalho tem se manifestado contrário a imposição de taxas aos não associados. Quanto aos associados, muitos também não a aceitam. De maneira geral os empresários não vêm com bons olhos o desconto de contribuição assistencial em folha. Temem sofrer ações de cobrança.
O Art. 8º, IV, da Constituição prevê a estipulação de “contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo de representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei”. Trata-se da denominada contribuição confederativa. O dispositivo jamais foi regulamentado. Há algum tempo, elaborei anteprojeto nesse sentido. Infelizmente não foi discutido pelas lideranças sindicais profissionais. Conclui que são indiferentes à regulamentação. 
A velha questão sindical deve ser examinada de forma ampla, não limitada ao problema do pagamento de taxa por parte de toda a categoria, não apenas pelos associados. 
O Brasil é um dos poucos países que se recusam a ratificar a Convenção nº 87 da Organização Internacional do Trabalho, documento que dispõe sobre autonomia de organização e liberdade de filiação. Embora a Constituição diga ser livre a associação profissional ou sindical, mantém a obrigatoriedade do registro no Ministério do Trabalho, hoje Ministério do Emprego.

SindHosp – A reforma trabalhista completa 4 anos. E a pandemia quase 1 ano e meio.      Como o senhor avalia a atual situação do Brasil nesse cenário. Já são mais de 14 milhões de desempregados.

Pazzianotto – Ao revés do que se esperava, a reforma trabalhista não atenuou a crise que afeta o mercado de trabalho. Para ela concorrem fatores como a globalização, a informatização da sociedade, a concorrência de produtos chineses, japoneses, coreanos, tailandesas, cujos preços, quando colocados no mercado interno, o industrial brasileiro não consegue enfrentar.
Há, por outro lado, a baixa qualificação de mão-de-obra, incapaz de utilizar, com eficiência e produtividade, equipamentos de última geração. A crescente robotização gera desemprego, mas não há como evitá-la. A Constituição prevê, no Art. 7º, XXVII, “proteção em face da automação, na forma da lei”, como direito do trabalhador. O dispositivo não foi regulamentado. É impossível fazê-lo. Seria a consagração do atraso.  

SindHosp – Como ministro, o

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