Sindhosp

Ana Paula

Saúde Suplementar e Desenvolvimento

 

Saúde Suplementar é tema de debate do SindHosp, SINDHRio e FEHERJ

 

          O evento será realizado pelo Youtube do SindHRio, no dia 22/09, das 09h30 às 16h30.

 

          Apesar da chegada de novos usuários de planos de saúde representar o maior volume desde meados de 2016, o Sistema de Saúde Suplementar enfrenta grandes desafios. Há necessidade de aperfeiçoar o arcabouço regulatório para que o setor possa garantir a sua sustentabilidade econômico-financeira.

          Para abordar essa questão e suas implicações, o SindHosp se uniu ao SindHRio (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro) e a FEHERJ (Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Rio de Janeiro).

 

Organizações discutem com entidades de classe do setor

          Na quarta-feira (22) da semana que vem, as instituições promovem o webinar Saúde Suplementar e Desenvolvimento. Será um dia inteiro de discussões sobre o tema, acessíveis gratuitamente pelo canal no YouTube do SindHRio, das 9h30 às 16h30.

          O presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, analisa o contexto nacional que envolve o tema. “O Brasil tem um modelo de saúde que o coloca entre os grandes provedores mundiais. A saúde suplementar é um dos alicerces deste modelo promovendo acesso adequado e de qualidade a todos os seus integrantes. Neste evento vamos ter oportunidade de ver, conhecer e avaliar de forma profissional este grande sistema", afirma.

          Como acrescenta Guilherme Jaccoud, presidente do SINDHRio e da FEHERJ, o governo federal planeja a elaboração de um novo marco legal para o Sistema de Saúde Suplementar. “Este é o momento certo para um debate que envolva prestadores de serviços de saúde, operadoras de planos, governo, agência regulatória e sociedade civil”, pontua.

 

Reforma tributária será um dos temas debatidos

          O advogado Renato Nunes, sócio do escritório Machado Nunes, será um dos dez painelistas a participar do webinar e irá abordar como tema a Reforma Tributária. Para o advogado, as duas etapas da Reforma apresentadas até agora pelo Governo, se aprovadas em seu formato atual, trarão sérios problemas para o setor da saúde.

          “O projeto de lei que unifica o PIS/COFINS na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) aumentará expressivamente a carga tributária em si. Haverá também aumento significativo de carga em relação ao projeto de reforma da legislação do IR. Devemos ter plena ciência de tal quadro e atuar para que o setor da saúde continue tendo capacidade de oferecer o melhor à sociedade brasileira”, reforça.

O evento será transmitido ao vivo. Para participar, não é necessária inscrição prévia. 

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Digital Journey Hospitalar

SindHosp constrói espaço de debate na Digital Journey

O Sindicato promoveu em 18 de agosto um debate no terceiro dia da Digital Journey by Hospitalar, direcionado ao público de gestão e liderança.

A abertura do evento contou com a presença do presidente, Francisco Balestrin, que abriu a programação com a reflexão sobre a necessidade de melhorar o ambiente competitivo no nosso país, para que se estabeleça uma condição mais favorável ao setor da saúde, do ponto de vista burocrático e econômico.

Discussões

O tema escolhido pelo SindHosp, dada a relevância e atualidade, foi o Projeto Redução do Custo Brasil e os impactos na saúde. A entidade convidou Jorge Lima, CEO do Projeto Redução do Custo Brasil, da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia; e o superintendente corporativo e CEO do HCor, Fernando Torelly, para participar do painel de debate que foi moderado pelo diretor científico do SindHosp, Dirceu Barbano.

O secretário Jorge Lima apresentou a proposta de enfrentamento do Projeto em reduzir o enorme desperdício financeiro e a burocracia que tanto impactam o desenvolvimento e progresso do país. Medidas decisivas para o setor da Saúde estão contempladas no Projeto.

Dentro deste contexto, Torelly abordou quão estratégica é a Saúde e como ela se vincula diretamente às atividades produtivas e econômicas, sendo, portanto, um vetor de desenvolvimento econômico e social, responsável por 9,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil e atualmente um segmento que emprega mais de 6 milhões e meio de pessoas. 

Reformas estruturantes foram defendidas

Também foi discutida a importância das reformas tributárias, o marco legal das Parcerias Público-Privadas (PPPs), bem como outros projetos de lei que afetam o setor e trazem aumento de taxação e de despesas, principalmente neste momento em que a saúde é o segmento que mais tem enfrentado aumento de custos e desgastes dos recursos humanos.

A vinculação da Saúde completou o contexto: à medida que a economia cresce, a saúde suplementar avança, contribuindo para a construção de um sistema de saúde mais acessível e desafogando o SUS. 

A pandemia está provocando uma revolução social e sanitária, sendo este o momento de repensar um projeto para o Brasil na área da Saúde. Ambos os debatedores foram uníssonos na defesa para o setor de reformas estruturantes e de longo prazo, sendo necessárias políticas de estado e não de governo. “Por isso, o Projeto Custo Brasil é muito bem-vindo para nós, trazendo grande esperança”, reforçou o CEO do HCor, Torelly.

Assista aqui!

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Participações em assembleias triplica

As medidas de restrição das atividades impostas pela pandemia resultaram na necessidade do uso do sistema remoto para a realização da agenda sindical. Com a rápida adaptação, o SindHosp registrou neste semestre crescimento em mais de 250% na participação em assembleias em relação ao ano de 2020. Ainda comparando-se ao exercício de 2019, o aumento foi superior a 45%. 

Esse progresso simboliza um importante avanço para a representatividade da categoria, possibilitando que o SindHosp cada vez mais atue na defesa e atenda aos interesses dos seus representados nas negociações.

 

Novo cenário é digital

As assembleias remotas trouxeram agilidade e eficiência para as negociações, já que questões de logística (translado, aluguel de salas, deslocamento de participantes das empresas até o local) foram superadas pelas ferramentas digitais, como analisa o responsável pelo departamento jurídico da instituição, Rodrigo Marin.

“Estamos encontrando mais facilidade em conciliar a agenda de todos os envolvidos, facilitando assim a atuação em assembleias e reuniões em todas as regiões do Estado que pertencem à base do SindHosp”, afirma Marin.

As restrições financeiras pela crise econômica, decorrentes da parcial paralisação das atividades em razão das medidas de segurança impostas pela pandemia, também influenciaram o fluxo das negociações em 2020 e início de 2021, causando atraso em diversas negociações coletivas. “Porém, este ano nossas negociações já começaram todas pelo sistema remoto, com a maior parte dos sindicatos de empregados bem mais ambientados a essa nova dinâmica”, analisa Marin.

Portanto, a crescente atuação do SindHosp é extremamente importante para que hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos privados de saúde possam ser mais e melhor representados nas tratativas com os sindicatos laborais. Aumentar a força na mobilização resulta em sólidas propostas e consequentemente, melhores negociações coletivas.

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SindHosp discute sobre fake news no Correio Braziliense

Clique aqui para ler o artigo

O conceituado jornal Correio Braziliense, de Brasília, publicou essa semana artigo do presidente do Sindicato Francisco Balestrin, intitulado "A saúde sobreviverá às fake news?”, nas versões impressa e on-line.

“Tanta informação falsa sobre saúde foi propagada que as fake news são, em realidade, notícia velha”, inicia a análise de Balestrin.

 

Acesse a publicação veiculada no Correio Braziliense

 

Falsas informações na saúde circulam há 100 anos

O artigo recorda a gripe espanhola, em 1918, época em que se iniciava a circulação de mentiras globalizadas -como as vivenciadas nesta pandemia. Naquele período, receitas milagrosas, curandeiros e afirmações ignorantes estavam sendo fortemente difundidas entre a população. Para vencer a propagação das falsas informações a ciência se expandiu e se impôs contra as mentiras disseminadas.

“Por coincidência, estamos mais uma vez imersos em uma pandemia, como se grandes crises mundiais incitassem fake news. O atraso da vez vem na forma de movimentos antivacina e da contestação a protocolos mundialmente aprovados e comprovados. Outra ciência — a história —, nos sugere que, apesar da tristeza e da adversidade atuais, em breve voltaremos a conviver em paz e harmonia com a saúde. E ela, mais uma vez, sairá fortalecida”, afirma Balestrin.

Leia completo “A saúde sobreviverá às fake news?” 

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SindHosp se une a Fiesp e mais de 240 entidades em manifesto pela pacificação

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lidera um manifesto junto a 247 entidades da classe que pede pela pacificação entre os Três Poderes. O SindHosp está entre as entidades que apoiam a mobilização a fim de requerer serenidade, diálogo, pacificação política, estabilidade institucional e, sobretudo, foco em ações e medidas urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer e a gerar empregos.

Manifesto demonstra preocupação da categoria

O documento é um apelo conjunto dos setores produtivo e financeiro com a escalada de tensões e hostilidades entre as autoridades públicas, no entanto, o manifesto não assume caráter antigoverno.

“Mais do que nunca, o momento exige do Legislativo, do Executivo e do Judiciário aproximação e cooperação. Que cada um atue com responsabilidade nos limites de sua competência, obedecidos os preceitos estabelecidos em nossa Carta Magna. Este é o anseio da Nação brasileira”, pontua o SindHosp junto às entidades que assinaram a carta.

Leia na integra aqui

 

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A reforma trabalhista não atenuou a crise que afeta o mercado de trabalho

 

O advogado Almir Pazzianotto Pinto notabilizou-se na área do direito do trabalho no país, promovendo grandes mudanças. Destacou-se em sua carreira como advogado integrando o corpo jurídico do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema especialmente na greve deflagrada em maio de 1978, que mobilizou milhares de metalúrgicos da região do ABC paulista. Nessa época, presidia o referido Sindicato, Luis Inácio Lula da Silva. 
 
Foi eleito deputado estadual por três legislaturas, secretário do trabalho do estado de São Paulo, ministro do trabalho e ministro do Tribunal Superior do Trabalho.

O ex-ministro concedeu entrevista ao site do SindHosp para falar da reforma trabalhista, do sindicalismo brasileiro e da situação política do país. 

 

SindHosp – Ministro, a reforma trabalhista mudou as relações entre trabalhadores e empresas. E afetou drasticamente o financiamento dos sindicatos patronais e de empregados tornando não obrigatória a contribuição sindical e facultativas as contribuições assistencial e confederativa.  Como o sr. acredita que possa ser revista a questão sindical no país? Enfraquecidos, muitos sindicatos fecharam as portas. Como se poderia fazer uma reestruturação do sistema sindical brasileiro?

Pazzianotto – A globalização, o ingresso da China no mercado internacional, a informatização da sociedade, trouxeram a necessidade de criação de defesas para o mercado de trabalho regido pela CLT. Trata-se de legislação elaborada em 1942/1943, antes, portanto, da nossa primeira revolução industrial. Pertence à época da locomotiva à lenha, do telégrafo Morse, do tear mecânico, do telefone à manivela. O Imposto Sindical foi criado por decreto-lei em 1940. Destinava-se a financiar movimento sindical em fase de formação, fiel ao modelo corporativo adotado na Carta Constitucional de 1937.
Há décadas se questiona a perenidade do Imposto Sindical, cuja denominação foi alterada para Contribuição Sindical no regime militar. Permaneceu obrigatória para associados e não associados, conforme a divisão de empregadores e trabalhadores em categorias econômicas e profissionais.
As lideranças sindicais sabiam que a Contribuição Sindical estava condenada a desaparecer. 
A Reforma Trabalhista apanhou a todos de surpresa. O que fazer? A Constituição, no Art. 5º, XVII, prescreve que “é plena a liberdade de associação para fins lícitos”. No inciso XX afirma, porém, que “ninguém será compelido a associar-se ou a permanecer associado”. O Art. 8º garante a liberdade de associação profissional ou sindical. Ressalva, todavia, que “ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato”.
Se empresa e trabalhador gozam do direito de não se sindicalizar, fica difícil impor algum pagamento a quem opta pela não associação ou não sindicalização. 
Para se rever a estrutura sindical, de tal maneira que as entidades sindicais passem a representar não mais a categoria, mas apenas os associados, exige-se emenda ao Art. 8º da Lei Fundamental. No momento não me parece possível, por não se tratar de assunto prioritário do governo Bolsonaro. 

SindHosp – Na questão específica da contribuição assistencial, o SindHosp coordena um movimento nacional, envolvendo os três poderes, para que essa contribuição volte a financiar os custos dos sindicatos referentes às negociações trabalhistas e dissidios coletivos. Só o SindHosp realiza negociações com 50 sindicatos de trabalhadores. Como o senhor acredita que a contribuição assistencial possa ser viabilizada? 

Pazzianotto – Além do SindHosp praticamente todos os sindicatos patronais e profissionais estão empenhados em criar algum tipo de contribuição paga por associados e não associados. O Ministério Público do Trabalho tem se manifestado contrário a imposição de taxas aos não associados. Quanto aos associados, muitos também não a aceitam. De maneira geral os empresários não vêm com bons olhos o desconto de contribuição assistencial em folha. Temem sofrer ações de cobrança.
O Art. 8º, IV, da Constituição prevê a estipulação de “contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo de representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei”. Trata-se da denominada contribuição confederativa. O dispositivo jamais foi regulamentado. Há algum tempo, elaborei anteprojeto nesse sentido. Infelizmente não foi discutido pelas lideranças sindicais profissionais. Conclui que são indiferentes à regulamentação. 
A velha questão sindical deve ser examinada de forma ampla, não limitada ao problema do pagamento de taxa por parte de toda a categoria, não apenas pelos associados. 
O Brasil é um dos poucos países que se recusam a ratificar a Convenção nº 87 da Organização Internacional do Trabalho, documento que dispõe sobre autonomia de organização e liberdade de filiação. Embora a Constituição diga ser livre a associação profissional ou sindical, mantém a obrigatoriedade do registro no Ministério do Trabalho, hoje Ministério do Emprego.

SindHosp – A reforma trabalhista completa 4 anos. E a pandemia quase 1 ano e meio.      Como o senhor avalia a atual situação do Brasil nesse cenário. Já são mais de 14 milhões de desempregados.

Pazzianotto – Ao revés do que se esperava, a reforma trabalhista não atenuou a crise que afeta o mercado de trabalho. Para ela concorrem fatores como a globalização, a informatização da sociedade, a concorrência de produtos chineses, japoneses, coreanos, tailandesas, cujos preços, quando colocados no mercado interno, o industrial brasileiro não consegue enfrentar.
Há, por outro lado, a baixa qualificação de mão-de-obra, incapaz de utilizar, com eficiência e produtividade, equipamentos de última geração. A crescente robotização gera desemprego, mas não há como evitá-la. A Constituição prevê, no Art. 7º, XXVII, “proteção em face da automação, na forma da lei”, como direito do trabalhador. O dispositivo não foi regulamentado. É impossível fazê-lo. Seria a consagração do atraso.  

SindHosp – Como ministro, o

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Firmada Convenção Coletiva de Trabalho com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Rio Claro e Região – SEESSRC

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o Sindicaro dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Rio Claro e Região – SEESSRC, com vigência de 1º de maio de 2021 a 30 de abril de 2022.

Acesse a circular enviada pelo Departamento Jurídico comunicando a CCT.

A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e contribuintes no site do SindHosp, clique aqui e acesse.
 

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Repasse de contribuições aos sindicatos de empregados

Informativo SindHosp 021/2021

Ref.: Repasse de contribuições aos sindicatos de empregados.

Prezados Senhores,

Esclarecemos a toda a categoria econômica que todas as contribuições a serem repassadas aos sindicatos (profissional ou patronal), quando o pagamento é feito por meio de depósito bancário, devem ser realizadas sempre em conta de titularidade da entidade sindical, uma vez que não existe fundamento legal que possibilite que o repasse seja feito em nome de terceiro, ainda que eventualmente indicado pelo sindicato ao qual deve ser feito o repasse.

Dessa forma, as contribuições associativas, assistenciais, sindicais ou confederativas descontadas dos trabalhadores devem ser repassadas para o sindicato de empregados sempre em conta que pertença à entidade de trabalhadores, uma vez que qualquer repasse em conta de terceiros pode ser questionado futuramente.

Na hipótese de o sindicato de empregados insistir com o repasse para conta de terceiros, orientamos que eventual repasse seja feito somente com a devida autorização do empregado contribuinte, uma vez que o valor descontado do salário do trabalhador deve ser direcionado ao sindicato que o representa, de forma que o empregado contribuinte deve manifestar expressamente (por escrito), ciência e anuência em relação à sua contribuição para conta indicada pelo próprio sindicato profissional, que passará a ser responsável, caso haja questionamento em relação aos recursos recebidos dos representados.

Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas no Estado de São Paulo – SINDHOSP. 
DIRETORIA
25.8.2021

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Pesquisa Covid-19 SindHosp – Fase 18

Faixa etária predominante nas UTIs Covid é de pacientes com mais de 70 anos

Pesquisa de número 18 realizada pelo SindHosp- Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo apurou que 60% dos pacientes internados em UTIs da rede privada de hospitais estão na faixa etária acima dos 70 anos. Também na internação em leitos clínicos para Covid 52% dos pacientes têm mais de 70 anos.

 

Faixa etária mais frequente das pessoas internadas em UTI Covid

 

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O levantamento foi feito no período de 12 a 17 de agosto, com 60 hospitais privados paulistas, sendo 27% da capital e 73% do interior e que somam 2.470 leitos de UTI e 4.762 leitos clínicos. Destes são 1094 leitos clínicos destinados a pacientes Covid e 707 para UTI Covid.

Para o médico Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, a volta dos idosos aos hospitais é preocupante e pode estar relacionada ao fato de os mais idosos terem tomado a vacina há mais tempo e à queda da imunidade. “ “ Os estudos sobre a 3ª dose da vacina são muito importantes para avaliar os efeitos do tempo sobre a imunidade”, avalia.

O médico observa ainda que os idosos imunizados podem ter voltado a ter uma vida normal sem os devidos cuidados de saúde: máscara, lavagem de mãos e distanciamento social.

Ocupação de leitos UTI Covid

Neste levantamento, 71% dos hospitais entrevistados estão com taxa de ocupação de leitos de UTI entre 51% e 70%. Na pesquisa anterior de número 17 (período de 26/7 a 1/8) eram 42% dos hospitais que registravam ocupação de 51% a 70%. A ocupação de leitos UTI para Covid acima de 80% manteve-se inalterada: 2% dos hospitais informam ocupação de UTI Covid acima de 80%.

 

Taxa de ocupação de leitos UTI Covid

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Maior problema é a falta de profissionais

Metade (50%) dos hospitais aponta como maior problema no enfrentamento à pandemia o afastamento de colaboradores por problemas de saúde; 39% apontam a falta de outros profissionais de saúde e 11% a falta de médicos.

Questionados se o hospital tem encontrado problema na reposição de funcionários, 62% informam que sim.

 

Pacientes não Covid

Questionados se existe uma fila de paciente não Covid por conta da demanda reprimida, 55% responderam que sim e 45% que não. E 93% informam que o período de espera é de 15 dias para realizar um procedimento no hospital. Ao mesmo tempo, 70% dos hospitais informam que não houve aumento no agendamento de cirurgias eletivas.

 

Variante Delta

Na pergunta sobre se o hospital está testando para a variante Delta, 91% responderam que não estão realizando este teste e 9% que sim.

 

*O SindHosp é o maior e mais antigo (1938) sindicato patronal de saúde da América Latina, representando 55 mil serviços de saúde privados e realizando negociações com 50 sindicatos de trabalhadores.

 

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