Sindhosp

Ana Paula

O SUS só existe porque tem o suporte das Santas Casas, afirma Rogatti

          A construção da proposta Saúde São Paulo está reunindo perspectivas de dezenas de líderes do setor. Na noite desta última quinta-feira (07/10), o diretor-presidente da Fehosp, Edson Rogatti, compartilhou no auditório do SindHosp suas experiências à frente da Saúde no Estado, com a atuação dos filantrópicos.

          Segundo Rogatti, a população de São Paulo conta com 408 Santas Casas. No combate à Covid-19, os hospitais filantrópicos exerceram um papel fundamental. No último ano, quadriplicaram os leitos de UTI para atendimento a pacientes contaminados com a doença, ofertando 14 mil leitos. Antes da pandemia, as Santas Casas dispunham de 4 mil.

          Mesmo com as dificuldades financeiras de repasse para a manutenção desses leitos, Rogatti reforça a firme atuação dos filantrópicos no Estado. “Mais de 70% do atendimento de alta complexidade são realizados por esses serviços de Saúde. O SUS só existe porque tem o suporte das Santas Casas”, garantiu o diretor-presidente da Fehosp, que ainda estimou que o número de vítimas da Covid-19 no Brasil poderia ter sido o dobro do atual sem o trabalho conjunto com as Santas Casas.

          A conversa aberta foi finalizada com calorosos aplausos da plateia composta por líderes e diferentes representantes da Saúde, que acompanharam e participaram com perguntas. “Estamos fazendo essas discussões porque acreditamos na nossa essência enquanto uma entidade de propósito. É nosso dever contribuir nesse momento tão crítico, em meio a uma pandemia global e construir um futuro melhor para todos”, pontuou o presidente do SindHosp, Francisco Balestrin.

 

Confira as fotos do evento

 

Próximo encontro

          O SindHosp convida todas as organizações que prestam serviços de Saúde para participar do próximo encontro. O talk show Saúde São Paulo – Diálogos recebe no dia 14/10, às 17h30, Gonzalo Vecina, médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa.

 

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STF define valores de pagamento por serviços prestados por hospital particular a usuário do SUS

          O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que o valor indenizatório por serviços de saúde a hospitais da rede privada não conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) por serviços prestados a pacientes do sistema, por determinação judicial, deve ser o mesmo adotado para ressarcir o SUS por atendimento a beneficiários de planos de saúde. 

          Isto é, o critério será o mesmo adotado para calcular o ressarcimento ao SUS por atendimento a beneficiários de planos de saúde.

          A questão foi discutida no Recurso Extraordinário (RE) 666094, com repercussão geral que servirá como parâmetro para a resolução de, pelo menos, 94 casos semelhantes sobrestados em outras instâncias.

          A íntegra do recurso pode ser acessada clicando aqui.

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Após estreia, talk show segue com convidados já confirmados no Saúde São Paulo – Diálogos

Garanta a sua inscrição para os próximos encontros!

 

Depois do sucesso na última semana com a participação de Wilson Pollara, outras referências na Saúde já confirmaram participação no talk show. Nesta semana o SindHosp realiza o segundo episódio do Saúde São Paulo – Diálogos e recebe Edson Rogatti.

São esperados dezenas de líderes do setor para compartilharem perspectivas sobre as necessidades da Saúde. O público terá a oportunidade de ouvir opiniões e experiências de renomados profissionais e refletir sobre a construção de um sistema mais acessível ao paulista.

As entrevistas do talk show serão uma das bases para a construção de uma proposta de política pública, que visa ampliar o acesso à Saúde dos paulistas e será entregue para debate político ao Governo do Estado 2023 a 2026.

 

Programe-se para participar dos próximos encontros:

07/10 – Edson Rogatti

Diretor-presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (FEHOSP), ex-Presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), vice-Presidente da Diretoria da América Latina e secretário da Diretoria do Conselho Superior Internacional da Confederação Internacional das Misericórdias e ex-presidente da Santa Casa de Misericórdia de Palmital.

 

14/10 – Gonzalo Vecina Neto

Médico formado em 1977 pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, mestre em administração concentração em saúde pela FGV 1986, ex-presidente da ANVISA 1999/2003, secretário da saúde do município de São Paulo 2003/04, ex-superintendente do Hospital Sírio Libanês 2007/16, professor assistente da FSP/USP desde 1988 e professor do mestrado profissional da EAESP/FGV desde 2016.

 

19/10 – Geraldo Alckmin

Médico de formação e ex-vice-governador do Estado de São Paulo. Com a morte do governador Mario Covas em 2001, Alckmin assumiu o governo do Estado. Foi reeleito governador em outubro de 2002 para o mandato de 2003-2006. Em 2010 foi eleito novamente Governador e reeleito em 2014, ambos no primeiro turno. É professor universitário, nas áreas de Saúde e Administração Pública.

 

Acompanhe a construção dessa proposta! Inscreva-se!

 

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Firmada Convenção Coletiva de Trabalho com o Sindicato dos Tecnólogos, Técnicos e Aux. em Radiologia de SP – SINTARESP

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o Sindicato dos Tecnólogos, Técnicos e Aux. em Radiologia de SP – SINTARESP, com vigência de 1º de agosto de 2021 a 31 de julho de 2022.

Acesse a circular enviada pelo Departamento Jurídico comunicando a CCT.

A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e contribuintes no site do SindHosp, clique aqui e acesse.

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Quanto custa o vazamento de dados?

Reveja a transmissão!

 

O segundo dia de LGPD na Prática aconteceu no último dia 14, com Luis Gustavo Kiatake – Presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) – discorrendo sobre a Lei e a Qualidade dos Sistemas na Saúde Suplementar. O evento foi muito rico em informação. Partindo disso, o SindHosp decidiu disponibilizar aqui as respostas para aquelas perguntas que, por conta do horário, não haviam sido respondidas durante a conversa:

 

Dúvida: Alguns convênios não aceitam documentos digitalizados, nestes casos, é necessário guardar os documentos físicos?

Gustavo Kiatake: É importante acertar essas questões na contratualização. Contudo, o TISS já definiu que mensagens assinadas digitalmente não podem ter o seu equivalente solicitado em papel.

 

Dúvida: O convênio pode exigir o prontuário do paciente?

Gustavo Kiatake: Se tiver como finalidade o faturamento, a operadora pode solicitar informações clínicas para avaliar a autorização ou o pagamento. Importante que a contratualização indique quais e em que situações serão solicitadas. Pedir outras informações clínicas não associadas a esse processo precisa da autorização do paciente. O prestador precisa justificar o compartilhamento de dados clínicos principalmente se para finalidades que não autorização e faturamento.

 

Dúvida: Qual termo de consentimento deve ser usado em clínicas?

Gustavo Kiatake: O CFM indicou que cada prestador e cada situação pode ter uma característica distinta que precise ser contemplada nesse termo. 

 

Dúvida: Em qual categoria PEP se enquadra?

Gustavo Kiatake: Laboratórios.

 

Dúvida: E-mail é um comprovante válido pela LGPD?

Gustavo Kiatake: O e-mail é uma evidência considerada no processo judicial, e assim ajuda na comprovação de autoria, assim como biometria e outras tecnologias. Contudo, é necessário avaliar a força probante deste instrumento versus o contexto a que se apõe. Há situações que são exigidas assinaturas qualificadas, aquelas que são geradas com certificados ICP-Brasil, as quais possuem o mais alto grau de equivalência jurídica às assinaturas manuscritas. No caso em que isso não é possível de ser aplicado, como vejo na questão da coleta de consentimento de um paciente, devem ser utilizadas as melhores tecnologias disponíveis. E-mail, posse de celular, biometria, carimbo de tempo, certificação digital, protocolos, são opções na implementação de recursos de autoria, integridade e rastreabilidade.

 

Dúvida: Alguns exames solicitam informações como peso e altura do paciente, isso pode continuar sendo requerido?

Gustavo Kiatake: Se for justificável no processo clínico assistencial, sim. Importante que o paciente esteja ciente desse processo e sua finalidade.

 

Dúvida: O espelho da conta do paciente, enviado para as operadoras por meios físicos, pode ser reduzido ou depende também de contrato? Como endereço, data de nascimento, nome completo…

Gustavo Kiatake: Houve um trabalho na ANS justamente para reduzir o envio de dados àqueles efetivamente necessários. Se a mensagem TISS contiver aquela informação, ela pode ser enviada.

 

Dúvida: A operadora pode exigir cópia da descrição cirúrgica para autorizações de cirurgias?

Gustavo Kiatake: Se for para efeitos de autorização e pagamento sim.

 

Dúvida: Na guia SADT, podemos criar um processo para que paciente assine a guia digitalmente? É válido para o convênio?

Gustavo Kiatake: A forma de comprovação da presença do paciente pode ser discutida com as operadoras. Uma opção é a lista de presença em papel.

 

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Recursos Humanos e a LGPD: uma relação de investimento em pessoas

Reveja a transmissão!

 

O terceiro dia da jornada LGPD na Prática reuniu profissionais da Gestão de Pessoas e outras áreas relacionadas à Saúde para um aprofundamento dinâmico sobre a normativa. O advogado Lucas Bonafé, do escritório Machado Nunes, discursou sobre as principais implicações da LGPD para a atuação do setor de Recursos Humanos.

Durante o diálogo com os serviços de Saúde, Bonafé reforçou a necessidade de aliar os sistemas de tecnologia aos processos internos, bem como, promover investimento nos colaboradores. Afinal, por trás dos sistemas, a equipe é a única capaz de aumentar e manter o nível de segurança nas organizações.

O advogado da Machado Nunes esclareceu ao vivo as principais dúvidas das organizações, trazendo temas como compliance interno e avaliação de riscos. Confira a seguir a resolução da pergunta respondida após a transmissão ao vivo!

 

Dúvida: Como deve ser o uso do WhatsApp na empresa?

Lucas Bonafé: O WhatsApp é a ferramenta de mensagens instantâneas mais adotadas pelos brasileiros, porém quando você utiliza para fins profissionais em aparelho particular, a instituição não poderá armazenar os registros necessários acerca da conversa.

Deste modo, encaminho algumas sugestões para diminuir os impactos:

1. Utilize o WhatsApp apenas para conversas pontuais ou informais;

2. Desligamentos: Caso um colaborador vá para novos desafios profissionais e ele esteja em um grupo de conversas, é papel do administrador retirá-lo do grupo;

3: Compartilhamento de documentos: Nunca compartilhe documentos fora dos canais oficiais de comunicação da instituição.

 

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Em iniciativa inédita do SindHosp, LGPD na Prática discute estruturação nos serviços de Saúde

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A estreia do grande evento digital LGPD na Prática engajou os serviços de saúde! Foi uma tarde produtiva, com troca de diálogo ministrada pelo advogado Lucas Magalhães, do escritório Machado Nunes.

Os participantes aproveitaram o primeiro módulo do evento para esclarecer as principais dúvidas sobre a implantação e estruturação da LGPD nas organizações. Confira a seguir a resolução das perguntas que foram respondidas após a transmissão ao vivo!

 

Dúvida: Hoje em dia o parente, acredito que até terceiro grau desde que comprove o grau de parentesco, pode solicitar cópia do prontuário do paciente falecido. Isso muda com a LGPD?

Lucas Magalhães: O prontuário do paciente somente pode ser fornecido mediante seu consentimento, independentemente do grau de parentesco, conforme determinado pela Res. 1.605/2000 do CFM. Este cenário se mantém com a LGPD.

 

Dúvida:  Como arquivar o consentimento?

Lucas Magalhães: Não existe uma regra específica sobre isso, o importante é garantir a confidencialidade (acesso devidamente segregado para que somente aqueles autorizados). O nível de segurança vai depender da relevância da informação para a instituição. Tanto um armário com chave controlado pelo gestor do departamento, quanto uma base de dados criptografados são adequados, a depender do tipo de informação. A melhor pessoa para responder essa pergunta é seu gestor de segurança da informação, após uma análise de riscos corporativos e criação de uma política de gestão de acessos.

 

Dúvida: Como agir quando o paciente não assinar o termo de consentimento?

Lucas Magalhães: Se o paciente se encontra em um cenário “ou autoriza ou não presto o serviço”, provavelmente o consentimento não era a base legal mais adequada. Se a legislação ou regulamentação te obriga a fornecer consentimento, seria o caso de recusar a prestação do serviço mesmo.

 

Dúvida: Posso exigir que o funcionário da minha organização use um celular coorporativo e orientar que quando acabar o plantão deixe o celular dentro da instituição?

Lucas Magalhães: Este é um critério que a política de gestão de ativos de informação precisa decidir. Esse tipo de postura não é ilegal por si só. O importante é sempre entender como os equipamentos são utilizados, para que as novas regras não conflitam diretamente com a cultura já existente, mas se integrem.

 

Dúvida: O termo de consentimento deve ser em duas vias?

Lucas Magalhães: O importante é manter uma prova do consentimento (quando necessário, lembrando que agora ele é uma exceção). Se sua instituição quiser deixar uma via com o titular de dados, não vejo problema com isso. Necessário pela lei não é.

 

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A discriminação na gestão de dados realmente existe?

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Dúvida: O que é considerado discriminação na Gestão de Dados?

Marcelo Nogueira: Há um debate muito grande atualmente sobre se as decisões amparadas por algoritmos são realmente isentas. O modelo matemático é frio, mas as bases que são usadas para construí-los podem refletir padrões existentes de preconceito ou discriminação "embutidos" na amostra. Seria o caso de um score de crédito ter com uma variável importante – tecnicamente falando, dizemos que a variável discrimina – que exclua, por exemplo, um grupo de CEPS, ou pontue pessoas de um gênero melhor que do outro. Um exemplo menos abstrato onde se tente evitar isto é um processo de seleção de pessoas onde você só vai saber quem é o ganhador ao final do processo. Na outra ponta, seria uma pessoa nem ser chamada para o processo porque mora em uma região, pertence a uma etnia específica ou tem uma determinada religião.

 

Dúvida: As auditorias internas efetuam e utilizam as bases de dados para avaliar e testar as informações registradas, neste caso como fica a cobertura da LGPD?

Marcelo Nogueira: Eu entendo que as auditorias internas têm competência para acessar e avaliar os dados e processos da empresa. É uma função de compliance que trabalha justamente para garantir a segurança nos processos. O "contrato de trabalho" deve contemplar as salvaguardas de sigilo e privacidade inerentes à função. Este sempre foi o papel deste time, e estes cuidados sempre fizeram parte das atribuições desta função.

 

Dúvida: A LGPD permite o compartilhamento de dados de paciente com a empresa na qual ele trabalha?

Marcelo Nogueira: A questão principal aqui é: com que finalidade? Seria importante entender de quais dados estamos falando, se de dados pessoais ou de dados sensíveis. No caso de dados sensíveis, me parece mais natural que, se o paciente quiser, ou ele autoriza o compartilhamento ou ele mesmo o informa a empresa.  No caso de dados pessoais, teríamos que analisar a finalidade.

 

 

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Novos projetos são apresentados pela Diretoria

O SindHosp está conduzindo projetos inovadores para serem lançados ainda neste semestre. Na manhã da sexta-feira do dia 24 de setembro, a Diretoria apresentou em sua reunião mensal ao Conselho Fiscal as principais iniciativas em desenvolvimento.

 

Representação por região

A atuação do SindHosp no Estado foi uma das pautas discutidas. A gerente de relacionamento e negociação, a advogada Cleide Melloni, descreveu a nova composição da GEOPRE, a Gerência de Operações Regionais.

“Estamos muito satisfeitos que os 489 municípios que o SindHosp representa estão sendo amplamente cobertos pela atuação da entidade. Nesse contexto, é importante reconhecermos o trabalho que os colaboradores regionais estão desenvolvendo no suporte para informações das negociações coletivas que os contribuintes necessitam. Estamos nos reinventando na construção do GEOPRE, buscando sempre novas formas de atender ainda melhor a categoria”, afirma Dra. Cleide.

 

Saúde São Paulo está em pleno desenvolvimento

A Diretoria atualizou o Conselho Fiscal sobre o avanço do projeto Saúde São Paulo. A proposta ao Governo do Estado/2022 para ampliar o acesso da população à Saúde no Estado já está em construção.

Em parceria com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), serão realizadas dezenas de entrevistas com líderes em diferentes segmentos da Saúde para discutir as necessidades do setor.

“Esse conjunto de entrevistas será a base da nossa proposta, em que reuniremos diferentes opiniões e visões de futuro sobre o tema”, explica o presidente, Francisco Balestrin.

 

Evento piloto aconteceu no dia 28/09

Algumas das entrevistas serão realizadas no auditório do SindHosp, através do talk show Saúde São Paulo – Diálogos, que integra o projeto. Na terça-feira, 28 de setembro, foi realizado o evento piloto, que contou com a presença de Wilson Pollara, ex secretário municial da Saúde de São Paulo e atual gestor do Iamspe. O evento foi transmitido ao vivo pelo Youtube do SindHosp.

Convidamos todos para construir essa proposta em conjunto! O próximo evento acontecerá no dia 7 de outubro, com a presença de Edson Rogatti, Diretor-Presidente da FEHOSP.

Participe conosco!

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Estreia Saúde São Paulo Diálogos é marcada por grandes reflexões

Assista ao talk show completo

 

Nesta terça-feira o SindHosp firmou mais um passo para a nova contribuição da Saúde no Estado. O lançamento do talk show Saúde São Paulo – Diálogos contou com a presença do ex-secretário municipal da Saúde e atual gestor do Iamspe, Wilson Pollara, que foi recebido pelo presidente, Francisco Balestrin.

A conversa aberta abordou as principais necessidades do setor e contou com as perspectivas de futuro de Pollara para maior acesso ao sistema. O ex-secretário municipal da Saúde defende que para sanar a maioria dos desafios no segmento, é preciso, inicialmente, regular o acesso e orientar a demanda, a partir da demanda da população local.

Segundo analisa Pollara, os 1.930 hospitais filantrópicos existentes no Brasil já seriam suficientes para atender as necessidades da população, no entanto, questões políticas, geográficas e aspectos da regulação não amparam a otimização do sistema.

Acompanhe a conversa

 

O modelo de Saúde ideal

Pollara apresenta um racional do que seria o cenário ideal para gestão. Primeiro, o simples deve ser tratado de forma simples e o complexo, ser tratado de forma complexa. “Com base nas minhas experiências do Estado e Prefeitura, este modelo envolve principalmente um sistema de cuidado básico. O município não se pode alvorar a tratar. É caro, ineficiente e desperdiça dinheiro. Só o Estado tem a economia de escala para criar conglomerados que justifiquem a existência de equipes para tratamentos mais complexos”, alerta.

Neste molde, para o ex-secretário municipal da Saúde, o modelo de remuneração deve ser por existência. “Precisamos de uma equipe que a população atendida justifique a existência dela, ou seja, que cada equipe seja remunerada pela sua existência e não pela prestação do serviço”, explica.

O médico da família é também uma estratégia de gestão de Pollara, que pode, segundo suas experiências, reduzir em até 45% a necessidade do transporte de transferência de pacientes enfermos e qualificar melhor as necessidades do atendimento desse paciente. Neste modelo, ele defende a participação de dois atores fundamentais: o agente comunitário e o diretor regional de saúde.

“O diretor regional é aquele que pode fazer com que a regionalização e a regulação de pacientes funcionem. Enquanto o agente comunitário são os olhos, ouvidos e a sensibilidade do que está acontecendo na casa das pessoas. Isso representa uma fonte de informações espetacular, de um profissional conhece a sua população, está diariamente integrado, pode acompanhar e reportar o que funciona ou não no sistema, servindo como um auditor do SUS”, avalia.

 

Acesse a cobertura fotográfica

Confira o evento no YouTube

 

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