Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM E EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE BAURU E REGIÃO, com vigência de 1º de março de 2023 a 31 de março de 2024.
Acesse a Convenção Coletiva de Trabalho, clicando aqui!
A chegada do inverno (21/6 a 23/9) historicamente traz as doenças respiratórias típicas da estação. Isso acontece porque o clima frio e seco, baixa umidade do ar, escassez de chuvas e a piora da poluição aumentam a presença de bactérias e vírus.
Nesse cenário, para mapear internações de pacientes com Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) e outras prevalentes no Estado de São Paulo, o SindHosp aplicou nova pesquisa junto à sua base de representação.
O levantamento foi realizado no período de 12 a 22 de junho e ouviu 79 hospitais privados paulistas, sendo 26 da Capital e 53 do Interior. 77% destes respondentes informam que houve aumento de internação de crianças com SRAG nos últimos 15 dias.
Dados
Em relação ao crescimento de internações clínicas de crianças com a síndrome respiratória, 75% dos hospitais relatam aumento entre 21% e 39% nos últimos 15 dias e 89% informam que o tempo médio de permanência em leito clínico é de 5 a 10 dias.
A internação pediátrica em leitos de UTI, porém, teve crescimento abaixo dos 20% em 82% das unidades de saúde, com tempo médio de internação de 5 a 10 dias em 92% dos hospitais pesquisados.
Letalidade da SRAG em crianças
Perguntados sobre o índice de letalidade da doença em crianças, 98% dos hospitais informam letalidade abaixo de 10%. E o uso de ventilação mecânica é pequeno, abaixo de 10% em 96% dos hospitais.
Aumento de atendimentos no serviço de urgência?
Sim. 71% dos hospitais registraram também aumento de pacientes infantis e adultos nos serviços de urgência/emergência nos últimos 15 dias por SRAG.
Adultos também são infectados pela SRAG
70% dos hospitais informam que houve aumento de internações de adultos por SRAG e metade deles relatam que o crescimento das internações clínicas ficou abaixo de 20%. 44% informam aumento entre 21% a 39%, com tempo médio de internação de 5 a 10 dias, assim como o das crianças.
Já as internações em UTI indicam números menores: 87% dos hospitais registram crescimento das internações em índices abaixo de 20%, com tempo médio de internação também entre 5 a 10 dias, em 90% dos hospitais.
Letalidade da SRAG em adultos
A taxa de letalidade em adultos, para 96% dos hospitais, está abaixo de 10% e o uso de ventilador mecânico menor do que isso, em 87% dos estabelecimentos de saúde.
Doenças prevalentes
A pesquisa também perguntou quais doenças vêm prevalecendo nas internações hospitalares, além da SRAG. Como resposta, 34% dos estabelecimentos de saúde disseram que são outras doenças respiratórias; 30% registram doenças crônicas e 27% viroses em geral.
Para visualizar todos os dados coletados no levantamento, acesse aqui.
Como dito no início desta matéria, o aumento de doenças respiratórias é comum no inverno. Acompanhe a evolução da SRAG durante os anos, em levantamento do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo.Clique aqui.
O SindHosp recomenda que a população procure um médico ou unidade de pronto atendimento para uma avaliação, em caso de febre persistente ou problemas respiratórios. E reforça que a melhor prevenção contra a SRAG e outras doenças respiratórias é manter a carteira de vacinação atualizada, principalmente para as doses contra a Covid-19 e a gripe. Também é importante cuidar para que os ambientes fiquem arejados e optar por hábitos saudáveis de vida, como alimentação nutritiva, prática de esportes, beber bastante água e boas noites de sono.
O Relatório final Diálogos sobre Políticas para Resiliência e Bem-estar dos Profissionais da Saúde, de iniciativa do Synergos Brasil e da FGV-saúde, com o apoio da Johnson & Johnson, é o início de um diálogo multissetorial sobre o tema.
A pandemia tornou ainda mais evidente que os profissionais da linha de frente precisam de cuidados e que é preciso um esforço multissetorial para identificar problemas e buscar soluções. Esse projeto nasceu da união de um grupo multissetorial e representativo do setor saúde como representantes dos profissionais da saúde, instituições de governo, sociedade civil, iniciativa privada e organismos internacionais, em um total de 22 organizações.
Foi realizado um processo de construção coletiva de recomendações de medidas para promoção de melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde dos setores público e suplementar.
A pauta está permeando discussões internacionais na OMS – Organização Mundial da Saúde e no IHI – Institute for Healthcare Improvement, pois antes todas as análises eram centradas apenas na experiência do paciente. Hoje a resiliência e o bem-estar dos profissionais estão sendo incluídos no conceito de qualidade da saúde. São 3.052.708 trabalhadores em saúde no Brasil, sendo 75% mulheres, segundo dados do Ministério da Saúde.
“Esperamos que outros atores se somem, avançando e aprofundando as recomendações aqui apresentadas”, destaca o professor doutor Alberto Ogata, pesquisador da FGVsaúde.
O documento também será amplamente divulgado e distribuído a todas as entidades e representações do setor saúde, sindicatos empresariais e de trabalhadores, universidades, governos nos três níveis de poder, assembleias legislativas, câmaras municipais e congresso nacional.
Mudança sistêmica
Promover a resiliência e o bem-estar dos profissionais da linha de frente da saúde é um desafio que exige mudanças na estrutura do sistema de saúde brasileiro, que é altamente complexo e abrangente. Mudanças nas relações entre os diversos atores que compõem este sistema e mudanças na visão que a sociedade possui sobre a importância destes profissionais para a qualidade da saúde oferecida à população.
Para dar conta de toda esta complexidade, o documento usou a abordagem da mudança sistêmica para estruturar os diálogos e reflexões dos participantes.
Recomendações
O grupo pretende que o Relatório inspire todos os envolvidos na cadeia da saúde. “É um documento convocador, um convite para que todos tomem conhecimento dele e usem como base para ampliar debates e procurar soluções”, destaca o professor Ogata. O grupo ressaltou a importância das políticas organizacionais de gestão de pessoas, destacando incluir a saúde e qualidade de vida dos trabalhadores na dimensão S dos modelos de ESG (sigla em inglês para governança ambiental, social e corporativa).
Também recomenda implementar políticas para o tratamento de denúncias e que visem a eliminação do assédio moral e sexual nas instituições de saúde.
Entre as práticas do setor, propõe incluir nas avaliações dos serviços de saúde, inclusive em processos de certificação e acreditação, métricas envolvendo saúde, segurança e bem-estar dos trabalhadores da saúde, principalmente da linha de frente. Lembrando que essas avaliações hoje encontram-se centradas na experiência do paciente.
O documento sugere também implementar ou revisar sistemas de ouvidoria egestão de crise com garantia de proteção e sigilo, enfatizando as melhores práticas de compliance e a padronização e disseminação de boas práticas de liderança. No entanto, o Relatório ressalva que os resultados esperados somente serão atingidos se ocorrer uma ação intersetorial, evitando a fragmentação das iniciativas com ações isoladas e garantindo a participação efetiva dos trabalhadores.
Para a professora Gabriela Lotta, pesquisadora da FGV-EAESP, as organizações que prestam serviços na área da saúde precisam estar preparadas para prevenir os riscos ocupacionais e promover um ambiente de trabalho saudável aos trabalhadores. “Sem isso, intervenções de apoio psicológico terão baixos resultados, pois não tratam a raiz do problema. Todo o sistema de saúde precisa estar unido para a valorização de seus profissionais. Melhorar as condições de trabalho do profissional de saúde é também uma questão de saúde pública”, destaca.
Para acompanhar as demandas que têm surgido no setor saúde, nos últimos 15 dias, relacionadas principalmente às internações de pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG), o SindHosp está lançando nova pesquisa junto à base representativa.
Sua colaboração nesta pesquisa é um ato de cidadania e agradecemos por isso!
O SindHosp e a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) promoveram, no dia 25 de maio, o V Brasil Saúde — Congresso Brasileiro de Gestão em Saúde, com o tema: “Saúde Brasileira: Equação Insustentável?”.
O Expo São Paulo foi sede do Congresso, que fez parte das ações do Sindicato para a 28ª edição da Feira Hospitalar, com a missão de proporcionar um espaço de discussão dos temas atuais e relevantes para o Sistema Nacional de Saúde, contribuindo com percepções e perspectivas, e de auxiliar no processo de tomada de decisões, capazes de impactar o futuro das empresas da saúde.
Foram quatro painéis buscando respostas estratégicas para uma mesma pergunta: o sistema nacional de saúde é mesmo insustentável?
A partir de uma análise macroeconômica, os participantes discutiram gargalos impostos aos setores público e privado, as decisões dos poderes executivo e legislativo que impactam a sustentabilidade do sistema, bem como os maiores desafios relacionados ao financiamento e aos sistemas de remuneração. Confira a seguir os pontos altos de cada debate!
O sistema de saúde brasileiro, afinal, é insustentável?
Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, falou em abertura do encontro sobre os principais desafios que o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta, como a busca por um financiamento adequado, melhor remuneração pelos serviços prestados, aperfeiçoamento da gestão, integração dos setores públicos e privados, ampliação da promoção e da prevenção, além da necessidade de aumentar a cobertura vacinal. Ele explicou que, paralelamente, com o setor de saúde suplementar não é diferente. “Estamos atravessando um momento delicado”.
“Grandes operadoras de planos de saúde estão manifestando dificuldades com a gestão de suas carteiras. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na outra ponta, os beneficiários estão cada vez mais insatisfeitos com o aumento da burocracia para conseguir atendimento e o descredenciamento de prestadores de serviços. Aliás, nós prestadores, também estamos tendo problemas que não tínhamos antes: aumento dos prazos de pagamento das glosas, falta de pagamento… Ou seja, são muitas equações a serem resolvidas no sistema suplementar. Estamos em busca de respostas para questões cruciais para podermos garantir a sustentabilidade do nosso sistema, que é único”, afirmou.
Para o presidente, a tecnologia deve ser usada como ferramenta estratégica para levar o sistema a um novo patamar, não só de inclusão assistencial, como também ser instrumento de qualificação da informação e da gestão.
“Todos nós temos muitos questionamentos. Este evento abre oportunidades para consensos e busca de soluções, ao reunir para a discussão representantes de toda a cadeia econômica e produtividade do setor. Mas para chegarmos a lugares diferentes precisamos pensar e fazer coisas diferentes. Esse também é o nosso desafio”.
Breno Monteiro, presidente da CNSaúde, reiterou o pedido de Balestrin de diálogo ao setor e busca por soluções. “Precisamos articular, conversar com os parlamentares e líderes da saúde, para encontrar caminhos que nos levem a retomar o crescimento e melhorias do sistema de saúde”, disse.
Cenário macroeconômico
Artur Wichmann, chief Investment Officer da XP Private, apresentou a palestra magna “Cenário Macroeconômico”, assinalando o cenário atual e as perspectivas macroeconômicas que irão determinar a capacidade de alteração das condições atuais de incapacidade de investimentos por parte do setor público e de incertezas que inibem os investimentos privados.
O especialista explicou que o mundo vai engatar uma quinta marcha tecnológica, e que os melhores investimentos estarão voltados para o estudo de produção e capital intelectual, inclusive para a área da saúde, a qual considera estar no centro deste contexto.
“Para o Brasil, fica a lição de 2008, quando o país foi impactado pela grande crise financeira mundial. É importante um posicionamento para o mercado internacional e também para o mercado interno sobre os caminhos que a economia brasileira vai trilhar. Potencial e oportunidades o país tem. É preciso regulamentação governamental para melhorar a infraestrutura, a educação e a saúde, só assim haverá crescimento”, observou.
Wichmann afirmou ainda que sempre se discutiu quanto o Estado gastará, mas que agora o debate precisa se voltar para onde ele vai gastar e com qual profundidade.
“Se pudermos escolher, devemos optar sempre por uma sociedade que possa operar de forma eficiente. Para isso, a gente precisa de setores sendo tratados de forma tributária justa. O setor da saúde é dinâmico e as empresas que atuam neste mercado têm um olhar ampliado. Mas é necessário um ambiente econômico com tratamento justo para haver equilíbrio e crescimento”.
Cenário político
Os deputados federais Pedro Westphalen, Ismael Alexandrino, da Frente Parlamentar Mista da Saúde, e Dr. Frederico, médico oncologista, participaram do talk show ‘Cenário Político’, debatendo o cenário e as perspectivas que irão determinar a agenda política do país e impactar na capacidade do governo Federal de aprovar reformas na área econômica, fiscal e social, e temas de interesse do setor da saúde que estão ou poderão entrar na pauta legislativa.
Westphalen esclareceu que o trabalho dos parlamentares deve ser destravar o país para que ele avance, a partir do entendimento de que o setor público é importante, mas que o suplementar e privado da saúde também são fundamentais.
“A saúde tem três premissas: acesso, qualidade e sustentabilidade. Assim, é preciso um sistema financeiro adequado. A saúde representa 10% do PIB brasileiro e gera mais de 2,5 milhões de empregos diretos e indiretos, mas não tem regras claras. É preciso evitar regras populistas para que o setor e o país avancem e possamos construir um futuro melhor à nação”, salientou.
Alexandrino, ex-secretário de Saúde de Goiás e que participou do grupo de Saúde de transição para o governo Lula, falou da importância de manter uma comissão temática para discutir a modernização do SUS, os reajustes da tabela e a qualificação da mão de obra. Para ele, somente ampliando o debate as soluções serão encontradas.
“No Congresso Nacional, todos os dias surgem projetos mirabolantes para o setor. Não se pode somente aumentar o financiamento da saúde para o sistema público e não olhar o setor privado. Sem a saúde suplementar 25% da população vai ter de recorrer ao SUS, que não tem condições. Essa discussão é importante, pois as medidas compensatórias precisam existir. É preciso buscar a eficiência financeira em todo o setor da saúde: público e suplementar”, destacou.
O Dr. Frederico contou que a saúde pública é complementada pela saúde suplementar, sendo a união entre elas fundamental na entrega de um sistema qualificado e adequado de cuidados integrais à população. Porém, as aprovações no Congresso Nacional não podem deixar de vislumbrar a sustentabilidade de todo a cadeia da saúde.
“A aprovação do Piso da Enfermagem é exemplo sobre como a agenda legislativa pode gerar um problema de grandes proporções quando as dificuldades do sistema de saúde são tratadas de forma estanque ou segmentadas. Além desse, há outras centenas de projetos de lei que apontam na mesma direção. Onde nós, que realizamos a gestão do sistema, temos errado na nessa articulação com o parlamento?”.
Ele frisou que a saúde precisa de desoneração e de atenção nas discussões sobre a Reforma Tributária. “É preciso melhorar as condições das pessoas, dar mais qualidade de vida, e somente com acesso à saúde e à educação isso será possível”.
Diálogo intersetorial
Um segundo talk show trouxe o tema “A importância do Diálogo Intersetorial na Saúde’’. Antonio Britto diretor-executivo da Anahp; Vera Valente, diretora-executiva da FenaSaúde; Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma; e Sergio Okane, secretário executivo de Saúde do Estado de São Paulo, debateram as abordagens e condutas dos diferentes entes da cadeia da saúde que determinam a capacidade de articulação e comunicação da agenda do setor aos formadores de opinião, aos poderes da República e à sociedade em geral.
“Estamos vivendo o momento mais desafiador da saúde, principalmente quando falamos de operadores e prestadores de serviços e sobre as premissas do setor. Estão questionando a existência da saúde suplementar no Brasil. Dados da Anahp mostram que cerca de 84% e 86% da receita dos hospitais vem das operadoras, dessa forma, podem inviabilizar a cadeia da saúde. Temos de nos mobilizar em prol desse setor”, ressaltou diretora-executiva da FenaSaúde.
Segundo Britto, para se estabelecer uma ponta de otimismo é necessário melhorar a conversa entre as entidades e as lideranças do setor, para coordenar os esforços.
“É um momento de intenso diálogo, com vistas à valorização do sistema, para haver a sustentabilidade de um setor complexo, que precisa do público e do suplementar para atender satisfatoriamente a população”, afirmou.
Para o Okane, a judicialização afeta diretamente o Sistema, quando tem êxito em um atendimento, com uma nova tecnologia ou um novo medicamento, mas não alcança a todos que precisam de atendimento.
“Na saúde pública, há gastos subutilizados com medicamentos fora do protocolo, mas não conseguimos garantir assistência e acesso ao paciente que precisa de cuidados. Precisamos discutir com o Judiciário para haver equidade na saúde”, afirmou o secretário.
Já Mussolini disse que considera um erro o ditado ‘saúde não tem preço’, pois desenvolvimento tem custo e a judicialização traz enormes impactos ao setor público e privado. A tecnologia pode ajudar o setor na evolução da assistência e no controle de gastos.
“O prontuário eletrônico, efetivamente implantado, ajudaria a racionalizar custos e gastos e evitaria furar o orçamento. Sabendo o histórico do paciente podemos melhorar o atendimento, diminuir os custos na saúde e ter um discurso mais palatável com o consumidor e todos os atores envolvido”, apontou o presidente do Sindusfarma.
Sustentabilidade
Em encerramento do Congresso, Paulo Rebello, presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), apresentou a palestra “Sustentabilidade no Atual Cenário da Saúde Privada”, tratando dos desafios estabelecidos para o setor privado e suplementar da saúde, bem como do papel que a ANS desempenha e quais são as medidas regulatórias necessárias para a garantir a sustentabilidade do sistema e a relação equilibrada entre os diferentes elos que compõe a cadeia da saúde.
“Não dá para sempre criar um cenário de insucesso e de inviabilidade para o setor. Temos muitos impactos, dos insumos aos componentes, mas ninguém fala. Não se discute na saúde novos modelos de remuneração e a jornada do paciente”.
“Sempre temos alguma angústia mais urgente. Temos de antecipar a discussão de prevenção às doenças e promoção à saúde. Precisamos dialogar mais, pois, do contrário, teremos os mesmo problemas. Eu acredito que pessoas, processos e tecnologia vão nos ajudar a superar esses desafios”, afirmou o presidente da ANS.
Para ele, a judicialização e a incapacidade das pessoas de permanecer no setor suplementar farão com que o SUS receba mais pessoas do que sua capacidade.
“Enfim, são muitas questões e é preciso haver consciência, todos precisam ceder um pouco. Temos de nos adaptar e reorganizarmos de diferentes formas para que o setor suplementar consiga permanecer e atender bem a população. O mundo está em movimento e temos de acompanhar essa velocidade para que a saúde chegue realmente a todos”, concluiu.
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O SindHosp lançou nesta terça-feira, 23 de maio, o livro ‘Volta ao Mundo da Saúde em 85 Episódios’, contando 85 causos e histórias curiosas, bem como a trajetória de grandes nomes da medicina no país, abertura de hospitais e institutos de pesquisa e epidemias passadas.
O título faz alusão a uma das maiores obras da literatura mundial, “Volta ao Mundo em Oitenta Dias,” do escritor francês, Júlio Verne, com registros que dão um giro por fatos curiosos da saúde; capazes de despertar emoções e de levar a análises que mostram como o setor impacta na história do desenvolvimento socioeconômico de qualquer nação.
Em apresentação do texto, Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, reflete: “uma organização que não olha para o passado e não enaltece as conquistas do segmento em que atua, certamente será negligente com o futuro. Essa obra atesta o compromisso do SindHosp com sua missão de melhorar o sistema, as organizações e a saúde das pessoas”.
O evento de lançamento integrou a agenda do Sindicato na Feira Hospitalar 2023 e foi prestigiado por líderes da saúde, profissionais e representantes de entidades de classe.
As ilustrações nas páginas são exclusivas, criadas especialmente para as 85 histórias, e elas podem ser lidas em qualquer ordem, o que motivou a palavra ‘episódios’ no título.
Como a conclusão do trabalho coincidiu com a data de anúncio, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de que a Covid-19 deixou de representar uma emergência de saúde global, as dedicatórias estão direcionadas a todos os profissionais da saúde que não mediram esforços para levar à população assistência e cuidados, na fase de crise sanitária; e também a todos que contribuíram ao longo do tempo para o crescimento e solidez do setor de saúde no país.
Baixe a versão online e gratuita da obra, acessando aqui, e continue acompanhando as ações do SindHosp na Feira Hospitalar, bem como os novos projetos, nos canais digitais do Sindicato.
Na noite da segunda-feira, 22 de maio, o Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisa e Análises Clínicas do Estado de São Paulo (SindHosp) realizou um prestigiado coquetel e jantar, em comemoração aos seus 85 anos de fundação, completos em 12 de fevereiro de 2023.
Uma passagem marcada por conquistas aos representados e com o propósito principal de preservar a saúde dos paulistas.
O Museu do Ipiranga, marco representativo da independência, história do Brasil e do Estado de São Paulo, foi o local escolhido para a celebração, que iniciou às 19h; reunindo aqueles que adotaram a saúde como bandeira de luta, lideranças, entidades representativas e governo, além de toda a diretoria e equipe do Sindicato.
O secretário da Saúde do Estado de São Paulo; Eleuses Paiva; o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth; e o secretário de Governo e Relações Institucionais, Gilberto Kassab, estavam entre as lideranças presentes e prestaram suas homenagens no palco.
“Além de acompanhar as tendências da medicina, os avanços tecnológicos e as transformações na gestão das organizações, o SindHosp presenciou e participou de fatos que respondem diretamente pela atual pujança do nosso sistema. Cito, como exemplos, a criação da consolidação das leis do trabalho, em 1943; do Ministério da Saúde, em 1953, que até então dividia o status de ministério com a educação; o nascimento do plano nacional de imunizações, em 1973, que se tornou referência mundial; o nascimento, em 1988, do sistema único de saúde, um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo e, sem sombra de dúvidas, uma das maiores conquistas sociais dos brasileiros; a regulamentação dos planos de saúde; a criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, e da Agência |Nacional de Saúde Suplementar, a ANS; e muitos outros.
Hoje, o SindHosp representa 51 mil estabelecimentos privados de saúde no estado de |São Paulo, que geram cerca de um milhão e oitocentos mil postos de trabalho e movimentam em torno de 60 bilhões de reais anualmente. Fazemos mais de 50 negociações sindicais por ano, em um ambiente de respeito mútuo e civilidade com os sindicatos laborais. Além disso, acompanhamos os principais projetos de lei em tramitação no congresso nacional, prestamos assessoria jurídica, desenvolvemos pesquisas, oferecemos dados e informações para todo o setor, temos grupos técnicos e de trabalho sobre vários temas e promovemos eventos para networking e discussão de assuntos atuais e importantes”, destacou o presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, em seu discurso.
No fim do jantar, um vinho Merlot, rotulado pelo Sindicato, foi entregue aos convidados como recordação da noite.
Página 85 anos do SindHosp
O Sindicato estende as ações de comemoração pelas oito décadas e meia por todo o ano de 2023, através dos canais digitais e site, no qual mantém uma página contando toda a trajetória da entidade, depoimentos, linha do tempo, aparições na mídia e mural de recados, acesse e deixe uma mensagem.
O Mapa do Acesso da Saúde de São Paulo foi lançado nesta quarta-feira (17/05), em evento híbrido transmitido ao vivo pelo YouTube. O secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Eleuses Paiva, e o presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, apresentaram os principais insights para o público, com moderação da jornalista especializada em saúde, Natalia Cuminale. Lideranças da saúde e veículos da imprensa, como Globo, TV Record e o Jornal Folha de S.Paulo, se reuniram para acompanhar o lançamento, na sede do Sindicato.
A pesquisa de opinião pública aplicada entre os dias 15 e 29 de março de 2023, pelo Instituto Qualibest, ouviu mais de 2000 entrevistados, e é um desdobramento da Proposta Saúde São Paulo, projeto do SindHosp que visa aumentar o acesso à saúde de forma sustentável e com equidade.
O estudo pode oportunizar melhorias de eficiência e qualidade na atenção da saúde no Estado de São Paulo, e coloca uma luz sobre temas relevantes e críticos do setor.
“Enquanto cidadãos, é nosso dever conhecer essas informações e dar apoio às nossas autoridades sanitárias para que as coisas aconteçam. O SindHosp busca entender mais a fundo como funciona a saúde no Estado de São Paulo, isso desde 2021, com o início da Proposta Saúde São Paulo, um estudo de 14 meses e mais de 100 entrevistados”, disse o presidente do Sindicato, Francisco Balestrin, na abertura do evento.
Dados
Com a apuração dos dados, observa-se que há um caminho importante de educação e convencimento a percorrer para que a Atenção Primária à Saúde (APS) se torne, efetivamente, a porta de entrada do sistema. Segundo a pesquisa, o acesso ao sistema de saúde ocorre de forma equivocada, em atendimento de média complexidade, e não pela atenção básica.
Embora 94% dos pesquisados saibam o que é uma UBS — Unidade Básica de Saúde (porta de entrada para a assistência básica), 70% dos entrevistados que têm plano de saúde e usam também o SUS, acessam o SUS pela UPA (Unidade de Pronto-Atendimento), enquanto 57% dos que não possuem plano acessam o SUS também pela UPA. Além de equivocado, esse acesso encarece o sistema.
O fato de quase 60% dos usuários SUS acessarem os médicos do setor público através das Unidades de Pronto-Atendimento (UPA), dado apontado na pesquisa, reafirma a necessidade de melhorar a resolutividade da APS, já que prontos-socorros e serviços de pronto-atendimento devem ser destinados a casos de urgência/emergência.
Segundo o levantamento, mulheres, pessoas que estão nas classes C, D e E e residentes no Litoral ou Interior são os principais usuários do SUS. Já os homens formam maioria entre os beneficiários do setor suplementar, além dos que se encontram nas classes A e B e residem na Capital paulista.
Quem tem plano, avalia melhor o SUS. Quase que a totalidade dos entrevistados utiliza o SUS para vacinação, que recebeu ótima avaliação na pesquisa.
Outro dado em destaque refere-se às Equipes de Saúde da Família (ESF). 36% dos respondentes afirmam que NUNCA foram atendidos por uma ESF, 21% já foram atendidos algumas vezes, 21% não sabem e apenas 22% afirmam ser atendidos SEMPRE pela ESF.
Por se tratar de uma importante porta de entrada para o sistema, a baixa percepção da cobertura da ESF no Estado de São Paulo carece de novas análises e maior entendimento.
Para o secretário de Saúde, Eleuses Paiva, os dados revelam objetivos não atingidos e clareiam pontos de atuação.
“É importante que a atenção primária em saúde se torne efetivamente a porta de entrada do sistema. Na prática, porém, a pesquisa mostra uma atenção primária com baixa resolutividade e isso é refletido nas UPAs. Estudos mostram que mais de 80% dos pacientes que procuram as UPAs poderiam ter seu problema resolvido na APS”, enfatizou.
Dificuldade de acesso
O maior problema apontado pela pesquisa está relacionado às dificuldades de acesso, quando o usuário precisa usar os serviços públicos de saúde. 83% dos entrevistados afirmam que já sentiram alguma dificuldade, e a maioria delas está relacionada ao tempo. A fila de espera foi o principal obstáculo alegado por 54% dos entrevistados, seguido do encaminhamento para a realização de exames (38%), assistência básica (24%) e direcionamento para um Ambulatório Médico de Especialidades — AME (22%).
O longo tempo de espera para consultas, exames e indicação para tratamentos é a grande angústia para a maioria dos entrevistados e essas dificuldades são fatores que motivam os cidadãos a procurarem a rede privada.
Brechas assistenciais
Segundo Balestrin, presidente do SindHosp, a pesquisa mostra que existem brechas assistenciais importantes que precisam ser sanadas. “Importante repensar mecanismos de interação entre os sistemas público e privado com estímulos para uma maior integração e não replicação de estruturas, definindo de maneira mais clara e com incentivos estruturados o papel da saúde pública e privada para um melhor uso dos recursos disponíveis”.
“Importante repensar mecanismos de interação entre os sistemas público e privado com estímulos para uma maior integração e não replicação de estruturas, definindo de maneira mais clara e com incentivos estruturados o papel da saúde pública e privada para um melhor uso dos recursos disponíveis”.
O presidente compartilhou sua expectativa, como patrono do levantamento, de que todo o ecossistema da saúde e agentes políticos se unam em prol de resoluções e que possam garantir a sustentabilidade do SUS e do setor de saúde suplementar.
No fim do diálogo, o estudo foi entregue em mãos ao secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, e poderá servir como material de suporte para a implementação de medidas de conscientização, desenvolvimento de campanhas e para o aprimoramento da qualidade do atendimento à população.
O Mapa do Acesso da Saúde de São Paulo já está disponível para download, acesse aqui.
Em poucos anos, importantes mudanças no setor da comunicação e da saúde aconteceram concomitantemente, todas com alto impacto na rotina e comportamento das pessoas. Na mídia, a informação compartilhada na internet ocupando o protagonismo dos veículos impressos. Na saúde, a pandemia fortalecendo a conscientização e o interesse da sociedade quanto o próprio bem-estar, a necessidade de ampliar o acesso aos serviços e o avanço da telemedicina, dentre tantos outros eventos.
A discussão destas mudanças, bem como os temas empreendedorismo, trajetória, visão de futuro e networking foram pautas do 5º episódio do Papo da Saúde, com a jornalista especializada em saúde, Natalia Cuminale.
Natalia é criadora do Futuro da Saúde, startup de jornalismo que produz conteúdo digital em diversas plataformas, e realiza projetos customizados na área da saúde, atuando como palestrante e mediadora. Durante a conversa com o presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, a jornalista contou que sentia falta de alguns debates sobre saúde e que isso serviu como combustível para empreender.
“A pandemia, de alguma forma, com toda sua gravidade, comprovou que o tema saúde vinha para ficar e se tornou interesse geral das pessoas. Isso precisava muito de uma tradução e contexto, e foi nesse cenário que surgiu o ‘Futuro’. Foi uma aposta naquilo que eu acreditava”.
No início do Papo, a jornalista compartilhou também que, na adolescência, quis ser médica, mas reconsiderou e optou pelo jornalismo. O ingresso no nicho saúde, entretanto, aconteceu por acaso, com a proposta de uma gestora no período em que atuou na Revista Veja, um dos marcos de sua carreira.
Quando questionada como será o futuro da saúde, respondeu:
“Acho que o Futuro da Saúde será um futuro com mais diálogo, a gente sabe que o setor é muito fragmentado e que vivemos um pouco do ‘cada um por si’, cada um lutando por seus interesses, mas o sistema da saúde não vai funcionar se as pessoas não se unirem por uma agenda em comum, isso pensando em setor. Pensando em sociedade, eu espero que, no futuro, as pessoas tenham mais consciência da própria saúde”.
Qual o legado que a Natalia Cuminale deixará?
“Que o Futuro da Saúde consiga aproximar as pessoas da saúde, trazendo mais acessibilidade”.
Visando desenvolver debates e estudos para avaliar e identificar oportunidades que melhorem a gestão financeira das instituições de saúde e garantam a sustentabilidade das mesmas, o SindHosp iniciou as atividades de um novo Grupo Técnico: Financeiro, no dia 5 de maio.
O primeiro encontro aconteceu na modalidade virtual e contou com mais de 30 participações, com a coordenação de Carolina Dantas, diretora de Pessoas, Controladoria e Finanças do Hospital Infantil Sabará.
Foram pautas da primeira reunião:
Desfecho econômico e financeiro alinhado a missão da instituição prestadora de serviços, como forma de construir e de alcançar resultados sustentáveis e perenes ao longo do tempo;
Metodologia do balanced scorecard como sugestão para orientar o desempenho atual e focalizar o desempenho futuro da instituição prestadora de serviços;
Dimensão econômico-financeira com exemplo de alguns KPIs clássicos, e falando sobre os resultados desses KPIs no mercado a partir de fonte pública;
Estabelecimento de metas e formas de monitoramento, controle e melhoria contínua.
Carolina Dantas, coordenadora do GT, falou sobre o propósito do Grupo Técnico Financeiro. “O objetivo é contribuir com a melhoria da performance econômica e financeira das entidades representadas pelo SindHosp. As singularidades do mercado saúde em todas as suas dimensões requerem o fortalecimento dessa competência de gestão, que sem dúvidas será alcançado, através da atuação focada no desenvolvimento sustentável das organizações, de forma colaborativa e integrativa”.
“O GT Financeiro do SindHosp traz uma agenda focada no fortalecimento do desenvolvimento sustentável das organizações de saúde,” disse.
O coordenador dos grupos técnicos do SindHosp, Leandro Antunes, também reforçou que “os principais objetivos do GT financeiro são compartilhar melhores práticas entre eles e trabalhar em indicadores financeiros que auxiliem os representados em suas tomadas de decisões”.
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