Sindhosp

Luisa Fogaça

IA e a nova saúde: parceria entre Galileu Saúde e SindHosp destaca o futuro da jornada do paciente e da governança clínica

Evento realizado na ARCA reuniu lideranças do setor para discutir como inteligência artificial, dados e inovação estão redesenhando a assistência, a gestão e a experiência do paciente.

A transformação da saúde impulsionada pela inteligência artificial foi o tema central do Galileu Circle | Nada será como antes: IA e a nova saúde, realizado no dia 23 de junho, na ARCA, em São Paulo. O encontro reuniu executivos, gestores e especialistas para discutir os impactos da IA na assistência, na governança clínica e na construção de um sistema de saúde cada vez mais integrado e centrado no paciente.

A abertura do evento foi conduzida por Francisco Balestrin, presidente do Conselho de Administração do SindHosp, que destacou o papel da ARCA como um ecossistema voltado à inovação e à construção de soluções para o setor da saúde. Em seguida, Rodrigo Lorenzo, Managing Director Diagnostic Imaging Latin America da Siemens Healthineers, apresentou a visão da companhia sobre a evolução da jornada do paciente por meio da inteligência artificial.

Segundo Lorenzo, a transformação começa antes mesmo da realização do exame. A Siemens trabalha para tornar os equipamentos cada vez mais inteligentes, utilizando inteligência artificial para preparar protocolos automaticamente, otimizar a aquisição das imagens, reduzir o número de sequências necessárias para o diagnóstico e apoiar a tomada de decisão clínica.

“A inteligência artificial precisa acompanhar toda a jornada do paciente, desde o exame até o acompanhamento após o tratamento”, defendeu o executivo ao apresentar a visão da empresa para os próximos anos.

Na sequência, Márcio Alves, CEO da Galileu Saúde, apresentou a trajetória da empresa e a proposta de construir um novo modelo assistencial baseado em dados, inteligência artificial e colaboração entre diferentes atores do ecossistema. Para o executivo, a tecnologia só faz sentido quando está a serviço do cuidado.

“A Galileu nasceu do inconformismo de profissionais da saúde que entenderam que o sistema precisa girar em torno do paciente, e não o contrário”, afirmou.

Márcio também chamou atenção para o crescimento acelerado da utilização da inteligência artificial por profissionais de saúde e pacientes. Segundo ele, o desafio deixou de ser o acesso à tecnologia e passou a ser a capacidade das instituições de estabelecer modelos de governança, protocolos assistenciais e segurança na utilização dos dados.

Governança para uma nova saúde

 

Dando sequência ao Future Talk – Nada será como antes: IA e a nova saúde, Sergio Ricardo Santos, vice-presidente da Galileu Saúde, provocou uma reflexão sobre os desafios estruturais enfrentados pelo setor e o papel da governança clínica diante das transformações em curso.

Em sua apresentação, Sergio destacou que a saúde vive um cenário marcado pelo envelhecimento da população, aumento da complexidade dos tratamentos, pressão crescente sobre a sustentabilidade financeira e mudanças no comportamento dos pacientes.

“O setor remunera eventos, mas ainda mede pouco o valor entregue ao paciente”, observou. Para ele, a incorporação da inteligência artificial exige uma mudança mais profunda do que a simples adoção de novas tecnologias.

“A governança precisa deixar de ser retrospectiva e passar a atuar em tempo real, utilizando dados para apoiar decisões clínicas e de gestão”, afirmou.

Sergio também ressaltou que a experiência do paciente deixou de ser comparada apenas à de outras instituições de saúde. Hoje, segundo ele, as expectativas são moldadas pelas experiências digitais vividas em diferentes setores da economia, tornando indispensável oferecer conveniência, transparência e integração ao longo da jornada assistencial.

Inteligência artificial aplicada à prática

 

Sulivan Santiago, CTO & CPO da Galileu Saúde, demonstrou a plataforma LIVIA, destacando como a solução utiliza IA para apoiar decisões clínicas e operacionais, agregando contexto às informações e promovendo maior eficiência na assistência.

Em seguida, Lucas Baraças, cofundador do Vigilantes by Galileu, apresentou a plataforma voltada ao monitoramento da saúde do sono como estratégia para melhorar a qualidade de vida dos profissionais e contribuir para a segurança assistencial.

Debate sobre os próximos passos da IA na saúde

 

Larissa Eloi, diretora executiva do SindHosp, mediou o Insights Circle – IA na prática: o que vem agora?, reunindo Márcio Alves, Sulivan Santiago e Lucas Baraças para responder às perguntas do público sobre os desafios e oportunidades da inteligência artificial para hospitais e operadoras.

Entre os temas discutidos estiveram os caminhos para implantação da IA nas instituições de saúde, os fatores críticos para uma governança eficiente, os ganhos assistenciais proporcionados pelas novas ferramentas e a construção de hospitais verdadeiramente inteligentes. Ao longo do encontro, uma mensagem foi recorrente entre os participantes: a inteligência artificial não substitui a decisão clínica, mas amplia a capacidade dos profissionais de oferecer um cuidado mais seguro, integrado, eficiente e centrado no paciente.

O evento também contou com a presença de Ana Estela Haddad, reforçando a importância da transformação digital e da inteligência artificial como temas estratégicos para o futuro da saúde brasileira.

 

 

IA e a nova saúde: parceria entre Galileu Saúde e SindHosp destaca o futuro da jornada do paciente e da governança clínica Read More »

SindHosp promove reunião do Grupo Técnico de Saúde e Segurança Ocupacional sobre NR-1 e riscos psicossociais

O SindHosp realizou mais uma reunião do Grupo Técnico de Saúde e Segurança Ocupacional (SSO), reunindo associados e especialistas para discutir a aplicação prática da NR-1 e a gestão dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

O encontro teve como objetivo debater os principais desafios enfrentados pelas instituições de saúde na adequação às exigências da NR-1 relacionadas aos riscos psicossociais, promovendo a troca de experiências, o compartilhamento de boas práticas e a discussão de soluções aplicáveis à realidade do setor. A iniciativa também buscou gerar insights práticos e fortalecer a atuação dos profissionais responsáveis pela gestão de Segurança e Saúde Ocupacional.

A reunião contou com a participação de Lucinéia Nucci, coordenadora do GT SSO; Daniela Bernardo, da FESAÚDE; Juliana Tanjioni, do Hospital Nipo-Brasileiro; Paulo Leal, do Grupo Fleury; e Carlos Cassiavillani, do Hospital Nipo-Brasileiro, que contribuíram com reflexões e experiências sobre a implementação da norma nas instituições de saúde.

A iniciativa reforça o compromisso do SindHosp em oferecer aos seus associados um ambiente permanente de atualização técnica, construção coletiva de conhecimento e desenvolvimento de soluções que contribuam para ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e sustentáveis.

Os Grupos Técnicos do SindHosp são fóruns permanentes de discussão que reúnem profissionais e especialistas para acompanhar mudanças regulatórias, compartilhar boas práticas e apoiar o aprimoramento da gestão nas instituições de saúde.

SindHosp promove reunião do Grupo Técnico de Saúde e Segurança Ocupacional sobre NR-1 e riscos psicossociais Read More »

Firmada CCT com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Araçatuba e Região

Informamos que o SindHosp firmou Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE
SAÚDE DE ARAÇATUBA E REGIÃO – SEESSATA, com vigência de 1º de junho de 2026 a 31 de maio de 2027.

A íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho encontra-se à disposição dos sócios e contribuintes no site do SINDHOSP, www.sindhosp.org.br ícone Jurídico/Convenções Coletivas.

 

São Paulo, 30 de junho de 2026.

Base Territorial: Andradina, Araçatuba, Auriflama, Avanhandava, Barbosa, Bento de
Abreu, Bilac, Birigui, Braúna, Castilho, Clementina, Coroados, Gabriel Monteiro,
Gastão Vidigal, General Salgado, Glicério, Guaiçara, Guaraçaí, Guararapes, Ilha
Solteira, Lavínia, Lins, Mirandópolis, Monções, Murutinga do Sul, Nova Independência,
Palmeira d’Oeste, Penápolis, Pereira Barreto, Piacatu, Promissão, Queiroz, Rubiácea,
Santo Antônio do Aracanguá, Santópolis do Aguapeí e Valparaís

Firmada CCT com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Araçatuba e Região Read More »

Arena da Saúde discute padronização do cuidado e integração do sistema de saúde

A busca por um sistema de saúde mais eficiente, integrado e centrado no paciente foi o tema de mais uma edição da Arena da Saúde, que reuniu os especialistas Carlos Eduardo Soares Santos, Martha Oliveira e Evandro Felix.

O debate abordou a proposta dos “5 Is” da saúde — paciente único, acesso único, informação única, desperdício zero e padrão único de cuidado — como caminhos para melhorar a qualidade assistencial e a sustentabilidade do setor.

Entre os principais pontos discutidos, destacou-se a necessidade de colocar o paciente no centro da jornada de cuidado, especialmente diante do envelhecimento da população e do aumento das doenças crônicas. Os especialistas também reforçaram a importância da adoção de protocolos clínicos e diretrizes baseadas em evidências para garantir maior previsibilidade e qualidade na assistência.

Outro desafio apontado foi o desperdício de recursos, estimado em cerca de 25% dos investimentos em saúde, muitas vezes decorrente da fragmentação do sistema e da falta de integração entre os serviços.

A interoperabilidade dos dados de saúde também foi defendida como essencial para garantir a continuidade do cuidado, permitindo que as informações acompanhem o paciente ao longo de toda a sua trajetória assistencial.

Ao final, os participantes destacaram que a promoção do autocuidado e da educação em saúde é fundamental para melhorar os resultados clínicos e construir um sistema mais sustentável para o futuro.

 

Arena da Saúde discute padronização do cuidado e integração do sistema de saúde Read More »

NR 1 e riscos psicossociais: especialistas esclarecem mudanças e orientam empresas sobre adequação

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR 1), que reforça a gestão dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho, foi tema de um workshop promovido pelo SindHosp. O encontro contou com a mediação de Larissa Eloi e a participação da especialista em relações trabalhistas Daniela Bernardo, que apresentou os principais impactos da norma para as organizações e os caminhos para sua implementação.

Durante o evento, foi destacado que a gestão dos riscos psicossociais não se trata apenas de uma exigência normativa, mas de um dever de cuidado das empresas com seus trabalhadores. Esse entendimento está fundamentado em diretrizes internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), além da Constituição Federal e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Gestão de riscos não é o mesmo que promoção da saúde mental

Um dos principais pontos abordados foi a diferença entre a gestão obrigatória dos riscos psicossociais e as iniciativas voluntárias de promoção da saúde mental. Enquanto programas de apoio psicológico, bem-estar e qualidade de vida têm foco no indivíduo, a NR 1 direciona a atenção para os fatores organizacionais e condições de trabalho que podem gerar adoecimento, como excesso de demandas, conflitos, falta de autonomia, assédio e comunicação inadequada.

Segundo as especialistas, o objetivo da norma é identificar, avaliar e controlar esses fatores de risco, atuando preventivamente sobre as causas dos problemas e não apenas sobre suas consequências.

Integração ao gerenciamento de riscos ocupacionais

As mudanças na NR 1 incorporam os riscos psicossociais ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), exigindo que eles sejam tratados da mesma forma que os demais riscos existentes no ambiente de trabalho.

Além disso, a atualização fortalece a conexão com a Norma Regulamentadora nº 17 (Ergonomia), reconhecendo que aspectos organizacionais e psicossociais influenciam diretamente a saúde, a segurança e o desempenho dos trabalhadores.

Período de orientação sem aplicação de multas

Embora as novas exigências já estejam em vigor, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que, a partir do final de maio de 2026, haverá um período de 90 dias voltado à orientação das empresas. Nesse intervalo, a fiscalização terá caráter educativo, sem aplicação de penalidades, permitindo que as organizações se adaptem às novas exigências.

Cinco etapas para a adequação

Durante o workshop, foi apresentada uma metodologia prática para implementação da gestão dos riscos psicossociais:

  1. Planejamento das ações com equipes multidisciplinares;
  2. Realização de levantamentos preliminares sobre o ambiente organizacional;
  3. Identificação dos perigos e fatores de risco;
  4. Avaliação dos riscos considerando gravidade e probabilidade;
  5. Monitoramento contínuo e revisão das medidas adotadas.

As especialistas ressaltaram que o processo deve ser permanente, integrado à rotina de gestão da empresa e revisado periodicamente.

Flexibilidade metodológica

Outro aspecto importante é que a NR 1 não determina uma ferramenta específica para avaliação dos riscos psicossociais. Cada organização pode adotar a metodologia que considerar mais adequada, desde que haja consistência técnica, fundamentação metodológica e integração com o inventário de riscos ocupacionais.

Essa flexibilidade permite que empresas de diferentes portes e segmentos adaptem o processo às suas realidades, sem comprometer a qualidade da avaliação.

Participação dos trabalhadores é essencial

A atualização da norma também reforça a necessidade de envolver os trabalhadores no processo de identificação e avaliação dos riscos. Reuniões, entrevistas, grupos focais e outras formas de escuta são recomendadas para garantir que os dados coletados reflitam efetivamente a realidade do ambiente de trabalho.

Segundo Daniela Bernardo, a participação ativa dos colaboradores contribui para diagnósticos mais precisos e para a construção de soluções mais efetivas.

Documentação e plano de ação

A gestão dos riscos psicossociais deve estar devidamente documentada. Entre os principais requisitos estão a elaboração do inventário de riscos e a definição de um plano de ação com medidas preventivas e corretivas.

Esses documentos devem ser atualizados regularmente e revisados, no mínimo, a cada dois anos, ou sempre que houver mudanças significativas nos processos organizacionais.

Debates jurídicos ainda em andamento

O workshop também abordou os desafios jurídicos relacionados à implementação da norma. Atualmente, ações em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionam aspectos como a subjetividade de alguns critérios de avaliação e possíveis sobreposições de competências entre órgãos fiscalizadores.

Apesar das discussões em curso, as especialistas reforçaram que as empresas devem avançar nos processos de adequação, adotando práticas consistentes de gestão e prevenção.

Mais do que cumprir a legislação

Ao final do encontro, foi destacado que a conformidade com a NR 1 representa uma oportunidade para as organizações promoverem ambientes de trabalho mais saudáveis, seguros e produtivos.

Além de reduzir afastamentos, conflitos trabalhistas e índices de absenteísmo, a gestão adequada dos riscos psicossociais contribui para o fortalecimento da cultura organizacional, o engajamento das equipes e a sustentabilidade dos negócios.

Para assistir o Workshop completo, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=yIEJ47I1-b8 ou clique no vídeo abaixo.

 

NR 1 e riscos psicossociais: especialistas esclarecem mudanças e orientam empresas sobre adequação Read More »

Idosos dobram presença em emergências do estado de São Paulo devido ao aumento de doenças respiratórias

Levantamento feito pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo mostrou que 88% dos prontos-socorros registraram aumento da procura após queda das temperaturas

 

Os prontos-socorros de hospitais paulistas registraram crescimento na procura por atendimento por doenças respiratórias em comparação ao ano passado. Pesquisa realizada pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (SindHosp) revela que 88% das unidades de saúde do estado tiveram aumento desse tipo de atendimento nos últimos 15 dias anteriores à data do levantamento, que aconteceu de 3 a 15 de junho. No mesmo período do ano passado, 74% (14 pontos percentuais a menos) relataram crescimento da procura de pacientes com as chamadas Síndrome Respiratórias Agudas Grave (SRAG). O levantamento apontou ainda que o maior crescimento de casos foi entre idosos de 60 a 80 anos, pulando de 7% para 14%. A pesquisa ouviu representantes de 91 hospitais associados ao sindicato em todo o estado.

 

Neste ano, entretanto, o avanço na demanda pelos prontos-socorros não se traduziu em uma pressão equivalente sobre os leitos hospitalares. Em 2025, 85% dos hospitais relataram aumento de pacientes internados com SRAG. Em 2026, esse índice foi de 68%.

 

O mapa das doenças que mais levaram pacientes às internações também se redesenhou de um ano para o outro. Em 2025, a pneumonia bacteriana ou viral liderava com folga, respondendo por 39% das internações, seguida pelas viroses respiratórias em geral — como influenza e Covid-19 —, com 32%. Em 2026, essa ordem se inverteu: as viroses respiratórias assumiram o topo, com 31% das menções, enquanto a pneumonia recuou para 16%.

 

Outro dado que merece atenção é a ascensão das doenças crônicas, que saltaram de 4% para 22% das internações neste ano, revelando um perfil de pacientes que combinam a infecção respiratória com condições de saúde preexistentes, o que pode explicar em parte o aumento dos casos entre idosos. As crises de asma e exacerbação de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) também tiveram crescimento, passando de 7% para 15%.

 

Perfil do paciente

 

Em ambos os anos, a faixa etária de 30 a 50 anos concentrou a maior parte dos casos — 65%, em 2026, e 68%, em 2025. Mas uma mudança significativa ocorreu entre os pacientes mais velhos: os atendimentos na faixa de 60 a 80 anos dobraram, de 7% para 14%. Entre as crianças, houve leve crescimento na faixa de 5 a 11 anos — de 3% para 8% —, enquanto os atendimentos de bebês e crianças de até 4 anos permaneceram estáveis, em torno de 8% e 9%, respectivamente.

“O crescimento expressivo na procura pelos prontos-socorros, especialmente entre idosos, indica que a temporada de doenças respiratórias de 2026 ainda reserva desafios para o sistema de saúde paulista. Com o inverno em curso, autoridades sanitárias e gestores hospitalares têm diante de si dados concretos para orientar ações preventivas e reforçar a capacidade de resposta nas próximas semanas”, afirma Francisco Balestrin, presidente do SindHosp.

Ainda que a procura pelos prontos-socorros tenha crescido, os hospitais demonstraram maior agilidade no atendimento em 2026. No ano passado, nenhuma unidade registrou tempo de espera inferior a 30 minutos. Neste ano, 24% dos hospitais já conseguem atender os pacientes em menos de meia hora. A faixa entre 30 minutos e 1 hora, caiu de 52% para 46%. Também houve queda na espera entre 1 e 2 horas – de 45% para 26% – , reflexo da maior demanda absorvida pelo sistema.

Beixe a Pesquisa Completa: 

Pesquisa_Comparativo_JUNHO 2026 (3)”]

 

 

Idosos dobram presença em emergências do estado de São Paulo devido ao aumento de doenças respiratórias Read More »

Eduardo Leite defende reformas estruturais e novo modelo de financiamento da saúde no Diálogos da Saúde

Governador do Rio Grande do Sul apresenta diagnóstico fiscal, critica distorções no SUS e aponta necessidade de mudanças institucionais para garantir sustentabilidade do sistema

O SindHosp, com apoio institucional da FESÁUDE, recebeu, em São Paulo, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, para mais uma edição do Diálogos da Saúde | Eleições 2026, série de encontros com pré-candidatos à Presidência da República que busca aproximar lideranças políticas do setor e discutir propostas para o país.

Na abertura, o presidente do SindHosp, Francisco Balestrin, destacou o caráter do encontro como espaço de escuta e construção conjunta. “O governador vai entender melhor o setor de saúde e o que é que a gente pode fazer por ele. E nós vamos conhecer melhor o nosso governador e entender o que ele pode fazer por nós”, afirmou.

Ao iniciar sua fala, Eduardo Leite indicou que buscaria objetividade para priorizar o diálogo com a plateia, mas apresentou um panorama detalhado do cenário que encontrou ao assumir o governo do Rio Grande do Sul. Segundo ele, o Estado enfrentava uma crise fiscal severa, com atraso sistemático de salários e impactos diretos sobre fornecedores e prestadores de serviço, incluindo hospitais. “Os hospitais estavam parando procedimentos porque não havia remuneração adequada do Estado”, disse.

O governador descreveu um modelo de gestão que partiu de reformas estruturais e reorganização fiscal para recuperar a capacidade do Estado de investir e prestar serviços. “Política é missão, não é procurar zona de conforto”, afirmou, ao justificar a decisão de assumir o desafio mesmo diante de um cenário considerado crítico.

Na área da saúde, Leite detalhou um passivo de aproximadamente R$ 1,2 bilhão em dívidas acumuladas com municípios, hospitais e fornecedores. A estratégia adotada, segundo ele, foi priorizar a regularização desses pagamentos e fortalecer a rede já existente, especialmente os hospitais filantrópicos, em vez de expandir estruturas públicas. “Se eu tenho uma rede que já presta o serviço, faz mais sentido fortalecê-la do que criar novas estruturas.”

O governador também defendeu uma revisão do modelo de financiamento do sistema de saúde, com foco em critérios objetivos e incentivo à performance. De acordo com ele, havia distorções relevantes na distribuição de recursos, com unidades menos produtivas recebendo mais do que outras com maior volume de atendimento. “Não basta colocar mais dinheiro, é preciso reorganizar a forma como esse dinheiro é distribuído.”

Ao longo da exposição, Leite destacou ainda a importância da atenção primária como eixo estruturante do sistema, especialmente diante do envelhecimento da população e do aumento das doenças crônicas. Segundo ele, a ampliação de ações de promoção da saúde pode reduzir a pressão sobre serviços de maior complexidade e melhorar a eficiência do sistema como um todo.

Durante o debate, provocado por questionamento de Balestrin sobre os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul, o governador classificou o episódio como o maior desastre do país em extensão territorial e população afetada. Relatou situações críticas enfrentadas durante a crise, incluindo risco de interrupção de serviços hospitalares, e afirmou que o evento reforçou a necessidade de investimentos em resiliência. “Vamos continuar vendo eventos extremos. Precisamos preparar nossas estruturas para isso.”

Ao abordar o cenário nacional, Leite fez uma leitura crítica da situação fiscal e institucional do país, alertando para o risco de comprometimento total do orçamento com despesas obrigatórias nos próximos anos. Defendeu a necessidade de reformas estruturais, incluindo mudanças no sistema político, na administração pública e no modelo previdenciário.

O governador também destacou a importância da construção de uma agenda clara de governo como base para a relação com o Congresso. “Não é sustentar o governo. É sustentar a agenda do governo”, afirmou.

Na área da segurança pública, defendeu maior coordenação nacional, integração de dados e atuação baseada em inteligência, além de reforçar a importância de políticas preventivas e presença do Estado em territórios mais vulneráveis.

Encerrando sua participação, Leite reforçou a necessidade de visão de longo prazo e fortalecimento institucional. “Não acredito em salvador da pátria. O que resolve o Brasil é melhorar as instituições”, afirmou.

Assista o Diálogos da Saúde completo:

 

Eduardo Leite defende reformas estruturais e novo modelo de financiamento da saúde no Diálogos da Saúde Read More »

SindHosp avança na construção de manual para ILPIs e debate cuidado centrado na pessoa idosa

Com participação de especialistas, encontro discutiu diretrizes para qualificar o cuidado em instituições de longa permanência e avançou na construção de manual técnico para o setor

 

O SindHosp realizou, o segundo encontro do Comitê Técnico de Boas Práticas em ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos), reunindo especialistas para discutir diretrizes de qualificação do cuidado e da gestão nessas instituições.

 

A reunião deu continuidade à construção de um manual técnico voltado às ILPIs e teve como eixo central o modelo de cuidado centrado na pessoa idosa, apresentado por Mônica Andrade Tobias, consultora e docente em gerontologia e vigilância sanitária, e Larissa de Andrade, gerontóloga e consultora em administração de ILPIs. 

 

A discussão contou ainda com a participação do gerontólogo Alexandre Kalache, que participou remotamente e trouxe uma análise sobre o envelhecimento populacional no Brasil e no mundo.

 

Além disso, foram discutidos desafios estruturais das ILPIs, como a alta rotatividade de profissionais, a dificuldade de integração entre equipes e a necessidade de valorização dos cuidadores — considerados peças-chave na execução do cuidado cotidiano.

 

A construção do Manual de Boas Práticas em ILPIs segue como principal encaminhamento do grupo, com a proposta de reunir orientações práticas e experiências do setor para qualificar a assistência e fortalecer o modelo de cuidado centrado na pessoa idosa.

 

O comitê deve seguir com encontros periódicos para avançar na consolidação do documento e na articulação de propostas que contribuam para o aprimoramento das políticas e práticas voltadas ao envelhecimento no país.

SindHosp avança na construção de manual para ILPIs e debate cuidado centrado na pessoa idosa Read More »

SindHosp informa sobre lançamento de Manual de Interpretação do capítulo 1.5 da NR-1

A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) estabelece as diretrizes gerais de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil, incluindo a obrigatoriedade de implementação do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) pelas organizações. Recentemente atualizada por meio de processo tripartite conduzido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a norma passou a incorporar avanços relevantes, como a ampliação do escopo dos riscos ocupacionais — incluindo fatores de riscos psicossociais — e a adoção de uma abordagem sistemática e contínua para prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho .
Nesse contexto, em 16 de março de 2026, foi lançado o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1, com o objetivo de orientar empregadores, trabalhadores e profissionais da área quanto à correta implementação do GRO. O documento apresenta diretrizes práticas, conceitos fundamentais e exemplos aplicados, buscando uniformizar a interpretação da norma e apoiar as organizações na estruturação de seus Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR), em consonância com as recentes atualizações regulatórias.
O SindHosp acompanhará de perto os desdobramentos do tema e, em breve, disponibilizará aos seus associados esclarecimentos adicionais por meio de sua especialista na área, com orientações práticas voltadas à realidade das instituições de saúde.

Acesse aqui o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1.

SindHosp informa sobre lançamento de Manual de Interpretação do capítulo 1.5 da NR-1 Read More »

Indicadores hospitalares como ferramenta de gestão: SindHosp lança jornada SIGA com parceria da ANAHP

Programa une hospitais paulistas em capacitação para o uso de dados assistenciais e financeiros na tomada de decisão

 

O auditório da ARCA, na capital paulista, recebeu a a diretora executiva do SindHosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo), Larissa Eloipara abrir o 1º Workshop SIGA, em 24 de fevereiro de 2026. Na plateia, estavam profissionais de qualidade, gestores assistenciais e analistas de dados de grandes redes hospitalares — Amil, Rede Total Care, Rede Américas, Hospital 9 de Julho, Rede D’OR, além de hospitais do interior como São Francisco de Americana e Hospital de Itatiba — que, a partir daquele dia, passariam a integrar uma jornada coletiva de capacitação em indicadores hospitalares coordenada pelo NIC (Núcleo de Inteligência e Conteúdo) do SindHosp.

O SIGA — Sistema de Indicadores para Gestão de Alto Desempenho em Saúde — é o programa desenvolvido pelo SindHosp em parceria com a ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados) para capacitar instituições de saúde no uso prático de indicadores, com foco em benchmarking e tomada de decisão baseada em dados. O workshop marcou o primeiro encontro presencial da jornada, que ao longo de vários módulos conduzirá as equipes participantes desde os fundamentos conceituais até a alimentação efetiva do SINHA (Sistema de Indicadores Hospitalares da ANAHP).

 

Indicadores hospitalares e subjetividade: a provocação de Ana Maria Malik

 

Ana Maria Malik, professora titular da FGV-EAESP (Fundação Getulio Vargas — Escola de Administração de Empresas de São Paulo) e uma das vozes mais respeitadas da gestão hospitalar brasileira, conduziu a aula magna sob o tema “Dados existem para ser usados”.

Malik citou a definição que obteve da inteligência artificial — “métricas quantitativas ou qualitativas que medem o desempenho, o progresso ou o resultado de processos, projetos e estratégias” — e imediatamente virou o argumento: “Cuidado com o desejo da objetividade”. As pessoas falam: vou fazer quantitativo para ser objetivo. Mas não existe objetividade.Se eu uso o indicador de metros quadrados por leito, eu estou usando o indicador que eu escolhi. Você vai escolher qual é o quantitativo. Você vai escolher o número que é bom. Você vai escolher de que jeito você vai medir. Então, isso é subjetivo.”

Num campo em que dados são frequentemente apresentados como a resposta objetiva para questões complexas, Malik lembrou que a pergunta — e quem a formula — importa tanto quanto o número que aparece na tela. Sobre benchmarking hospitalar, Malik foi enfática num princípio que voltaria à tona em vários momentos do dia: “Tem uma regra quando a gente fala de comparação que eu acho que é a mais importante, que é comparar comparáveis. 

Ela também tocou num ponto sensível para quem trabalha com sistemas de informação hospitalar: a distância entre ter dados e fazer algo com eles. Ter um arsenal de indicadores sem saber o que se quer responder com eles é, na metáfora dela, como acumular ingredientes sem saber a receita. “Se você sai fazendo informações sem saber para que vai usar, você pode estar gastando demais tempo e dinheiro. E aí acaba sendo caro demais para o que é.” Evocou Deming — “cadê a sabedoria que a gente perdeu no conhecimento? Cadê o conhecimento que a gente perdeu na informação?” — e encerrou com uma convocação sem rodeios: “Se você não tem dado para fazer o que quer, você vai começar a colher hoje. Porque se você não começar hoje, daqui a um ano vai continuar sem ter.”

 

Vinte anos de história: como nasceu o sistema de indicadores hospitalares da ANAHP

 

No talk show que se seguiu à aula magna, moderado por Larissa Eloi, Francisco Balestrin — presidente do Conselho de Administração da FESAÚDE (Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo) e do SindHosp — trouxe o histórico que poucos no auditório conheciam em detalhes: a origem do sistema de indicadores que hoje sustenta o SIGA tem mais de 20 anos.

“Esse é um projeto de 2002, 2003, tem mais de 20 anos. Há 20 anos a gente já pensava em indicadores, apesar de tudo”, disse Balestrin, que foi um dos fundadores da ANAHP — criada oficialmente em 11 de setembro de 2001, o mesmo dia em que as torres gêmeas foram destruídas em Nova York. Uma coincidência que ficou marcada na memória de quem estava lá. “Estávamos com 23 hospitais reunidos em Brasília, tentando construir um critério para saber quais eram os melhores hospitais de cada região.”

O relato descreveu as decisões fundadoras que moldaram o SINHA até hoje: a escolha de nunca pedir o indicador calculado, apenas numerador e denominador — “porque as pessoas podem fraudar seus indicadores” —, a contratação da Escola Paulista de Medicina para operar o sistema como terceira parte neutra, e a estruturação progressiva de critérios de elegibilidade que combinavam acreditação hospitalar, reputação regional e perfil de gestão. A lógica era simples e rigorosa ao mesmo tempo: se você calcula por conta, controla o resultado; se você entrega os componentes brutos a um terceiro neutro, o resultado controla você.

Com o tempo, o sistema evoluiu para o que se tornou o Observatório ANAHP, incorporando indicadores de gestão clínica a partir de 2008. “Se você não faz a correlação entre indicadores operacionais, de qualidade e de gestão clínica, você está medindo para quê? O que queremos, no fundo, são resultados assistenciais adequados para os nossos pacientes”, disse Balestrin. A parceria entre SindHosp e ANAHP que deu origem ao SIGA nasceu, como muitas coisas relevantes na saúde, de uma conversa informal. 

Malik retomou a palavra para fechar o talk show com precisão cirúrgica: “O princípio número um da qualidade do Deming é constância de propósitos. Você faz um negócio no qual acredita em 2003. Se precisar mudar um pouquinho, muda. Mas lembra que o propósito é esse.”Tem que ter alguém que queira fazer. O resto vem depois. Tem que querer e ter constância de propósito.”

 

Do conceito à prática: a dinâmica com o Hospital Excelência e Cuidado

 

Depois das apresentações individuais dos participantes — uma rodada que revelou a presença expressiva de profissionais da Rede Total Care/Amil, além de representantes do Hospital 9 de Julho, Rede DOR, Unimed São José dos Campos e hospitais do interior do estado —, a programação ganhou outro ritmo.

Vanessa Tamara Ferreira, gerente do NIC, e Aline Yukimitsu, consultora técnica, conduziram a dinâmica central do workshop: a análise de um caso fictício. O “Hospital Excelência e Cuidado” — hospital geral privado, lucrativo, de alta complexidade, acreditado ONA3 (nível máximo da Organização Nacional de Acreditação) — foi apresentado com seis indicadores em série histórica de 2020 a 2024, cada um acompanhado do benchmark geral do Observatório ANAHP.

Os indicadores assistenciais do caso foram escolhidos a dedo: média de permanência (que caiu de 5,2 para 4,8 dias), taxa de ocupação operacional, mortalidade institucional (reduzida de 3,95% para 2,8%), IPCSL (Infecção Primária de Corrente Sanguínea confirmada Laboratorialmente) por mil pacientes com cateter-dia em UTI adulto, mediana do tempo porta-balão no protocolo de IAM (Infarto Agudo do Miocárdio) — 64 minutos, dentro do protocolo de 90 — e PMR (Prazo Médio de Recebimento), o tempo entre o faturamento e o pagamento efetivo, que piorou de 75 para 92 dias.

Os grupos foram convidados a responder três perguntas: como avaliar o desempenho do hospital com base nesses dados? Os indicadores são suficientes para essa avaliação? Quais critérios seriam relevantes para complementá-la? Após o brunch estratégico, Priscila Rosseto, coordenadora do GT (Grupo de Trabalho) de Qualidade Assistencial do SindHosp, e Evandro Felix, consultor técnico do NIC, conduziram a devolutiva. O ponto de partida foi um alerta metodológico que vale sublinhar: “Estamos falando de um benchmark geral sem ajuste de risco. Essa tem que ser uma clareza inicial para nós. Qualquer análise pressupõe uma análise crítica antes de qualquer comparação.”

 “Indicador tem que servir para a instituição como um todo, não fica guardado na gaveta do gerente”, explicou Evandro Felix.Aline Yukimitsu fechou a devolutiva com uma reflexão sobre o que existe antes de qualquer número aparecer no painel: “As pessoas acham que indicador é só ficar na planilha, mas não é. Tem critério, padronização, registro, mapeamento.

SINHA, BIS e os 250 indicadores: as ferramentas que sustentam a jornada

 

Foi a vez de Keila Amaral, gerente do NEA (Núcleo de Estudos e Análises) da ANAHP, apresentar em detalhes o sistema ao qual o SIGA está integrado. O SINHA reúne hoje 200 hospitais associados ativos e, desde 2019, passou a aceitar hospitais não associados que queiram participar da mensuração padronizada. Outros 170 hospitais públicos, incluindo unidades das Secretarias Estaduais de São Paulo e Rio de Janeiro, já alimentam o sistema.

“A gente quer ser o banco de dados padronizado do país”, disse Amaral. “Quando a gente fala de dados de indústria, tem muita coisa disponível. Quando fala de dados de saúde, já tem mais restrição.” A plataforma reúne mais de 250 indicadores distribuídos em seis dimensões — operacionais, assistenciais, econômico-financeiros, gestão de pessoas, tecnologia e sustentabilidade — e, em 2026, adicionou indicadores oncológicos, reconhecendo que a taxa de ocupação de um hospital oncológico não é comparável à de um hospital geral.

Evandro Felix encerrou a parte técnica com a apresentação das fichas técnicas dos cinco grupos de indicadores que serão trabalhados ao longo da jornada SIGA: (1) taxa de ocupação, média de permanência e índice de giro de leito; (2) mortalidade institucional e operatória; (3) taxa de cesárea e taxa de cirurgia; (4) taxa de atendimentos de UE (Urgência e Emergência) convertidos em internação e taxa de internação via UE; e (5) taxa de pacientes residentes acima de 90 dias. A lógica dos agrupamentos não foi arbitrária — os indicadores de cada grupo se influenciam mutuamente, e entendê-los separadamente, sem ver a trama entre eles, é como ler os capítulos de um livro fora de ordem. No encerramento do dia, a equipe do NIC apresentou o BIS (Boletim Infográfico da Saúde), plataforma desenvolvida pelo próprio núcleo do SindHosp. Diferentemente do SINHA, que trabalha com dados enviados pelos hospitais participantes, o BIS consolida informações de fontes públicas: 19 bases integradas, mais de 1 bilhão de registros no módulo de hospitais e mais de 6 bilhões no módulo de SADT (Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico), organizados em indicadores de recursos físicos, operacionais, epidemiológicos e de mercado de saúde suplementar. Em outros termos: é um mapa do sistema de saúde brasileiro construído com dados que já existiam, mas que raramente conversavam entre si. O módulo de clínicas, ainda em desenvolvimento, deve ser lançado em breve, e todos os associados ao SindHosp têm acesso à plataforma pelo portal sindihosp.org.br.

As inscrições para associados do SindHosp e da FESAÚDE estão abertas, e o próximo workshop está programado para 26 de março..

 

Indicadores hospitalares como ferramenta de gestão: SindHosp lança jornada SIGA com parceria da ANAHP Read More »

Scroll to Top